Higiene em Prótese Dentária

A prótese dentária é indicada para pacientes com perdas dentárias, que podem ser extensas ou unitárias. Para cada caso existe um tipo de prótese adequada para a reabilitação: fixa, parcial removível ou total.

Assim como os dentes naturais, as próteses necessitam de cuidados e higiene. Apenas com simples hábitos de limpeza, é possível a prevenção de doenças e possíveis incômodos, que garantem uma saúde bucal adequada e a longevidade da prótese. Cada tipo de prótese possui sua particularidade no cuidado e higiene.

Próteses Fixas

Como o próprio nome já diz, não podem ser removidas da boca. O cuidado de higiene é o mesmo realizado nos dentes naturais, porém, de uma forma específica.

O uso do fio-dental deverá ser realizado com o auxílio de um Passa Fio. Em seguida, a escovação, com pasta e escova de dente (lembre-se sempre: estas deverão ser de cerdas macias). Pode-se também associar o uso de escovas interdentais – no caso de próteses extensas, e enxaguatório bucal.

Próteses Removíveis

São próteses que podem e devem ser removidas da boca. Sendo assim, há o cuidado de higiene da prótese e o da cavidade bucal.

O primeiro cuidado que se deve ter, no momento da higienização, é a preparação do local onde será realizado. O ideal é que seja feita na pia do banheiro.

Coloque uma tampa no ralo da pia e encha com um pouco de água. Deixe, também sobre a pia, uma toalha. Com isso, no caso de uma possível queda, a prótese será amortecida e não será danificada.

Recomenda-se o uso de escovas específicas para prótese e de sabonete neutro ou pasta de dente não abrasiva. Evitar o uso de água morna ou quente. Deve-se limpar a parte que fica em contato com a gengiva e a parte dos dentes artificiais.

Como já mencionado, as próteses removíveis podem ser parciais ou totais.

Os Cuidados

Os cuidados são parecidos:

  • No uso de Prótese Parcial Removível: quando há dentes naturais na boca, deve-se prosseguir com a higienização dos mesmos (fio dental, escova com pasta de dente e enxaguatório bucal).
  • No caso de Prótese Total: quando não há dentes naturais na boca, deve-se higienizar, com escova e pasta de dente, o “céu da boca”, as bochechas, a língua e toda a área onde a prótese fica apoiada.

Para um maior conforto, a prótese deverá ser removida da boca à noite, na hora de dormir. Ela deverá ficar imersa em um recipiente com água para que não haja deformação do material. E, quando houver a necessidade de ser removida por um período, também deverá ficar imersa.

O uso de um agente químico para auxílio da limpeza é indicado. Eles podem ser encontrados facilmente em farmácias como pastilhas efervescentes ou pó para diluição em água.
A higienização deve ser realizada sempre ao acordar, após as refeições e antes de dormir!

Veja também:

Importância da Higiene Oral em Âmbito Hospitalar

Escova Higiênica Aspirativa

Bonequinha para Higiene Oral: Como montar?

Que Medicamento é Esse?: Sacarato de Hidróxido Férrico

Sacarato de Hidróxido Férrico (substância ativa) é indicado para o tratamento de distúrbios de absorção gastrointestinal ou impossibilidade de se utilizar a ferroterapia por via oral nos casos de intolerância às preparações orais de ferro em doenças inflamatórias gastrointestinais, que poderiam ser agravadas pela ferroterapia oral e nos casos em que a falta de resposta a ferroterapia seja suspeita de falta de adesão ao tratamento.

Como Funciona?

O ferro trivalente do complexo coloidal de Sacarato de Hidróxido Férrico, presente no Sacarato de Hidróxido Férrico, combina-se, sem alteração de valência, com a transferrina. Parte dele forma ferro de depósito (ferritina) e outra parte destina-se à gênese da hemoglobina, de mioglobina e de enzimas contendo ferro.

Os Efeitos Colaterais

Distúrbios do sistema nervoso central

Reações comuns (> 1/100 e < 1/10)

Deturpação temporária do paladar (em particular, gosto metálico).

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Dor de cabeça, tontura.

Reações raras (> 1/10.000 e < 1.000)

Parestesia, síncope, perda de consciência, sensação de queimação.

Distúrbios cardiovasculares

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Hipotensão e colapso, taquicardia e palpitações.

Reações raras (> 1/10.000 e < 1.000)

Hipertensão.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Broncoespasmo, dispneia.

Distúrbios gastrointestinais

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Náusea, vômitos, dor abdominal e diarreia.

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Prurido, urticária, rash, exantema e eritema.

Distúrbios musculoesqueléticos, do tecido conectivo e ósseos

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Câimbras musculares, mialgia.

Distúrbios gerais e no local da administração

Reações incomuns (> 1/1.000 e < 1/100)

Febre, calafrios, rubor, dor e aperto no peito, flebite superficial, queimação e inchaço.

Reações raras (> 1/10.000 e < 1.000)

Artralgia, edema periférico, fadiga, astenia, mal estar, sensação de calor, edema.

Distúrbios do sistema imune

Reações raras (> 1/10.000 e < 1.000)

Reações anafilactoides.

Quando é Contraindicado?

Sacarato de Hidróxido Férrico (substância ativa) é contraindicado para pacientes com evidência de sobrecarga de ferro, com hipersensibilidade conhecida ao ferro, complexos de ferro ou qualquer excipiente e com anemia não causada por deficiência de ferro.

A segurança e eficácia de Sacarato de Hidróxido Férrico (substância ativa) não foram estabelecidas em pacientes pediátricos.

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças.

Cuidados de Enfermagem

  • Somente deve ser administrado quando a indicação da ferroterapia tiver sido confirmada por meio de investigação apropriada com exames laboratoriais (por ex. ferro sérico, ferritina sérica e/ou hemoglobina e/ou hematócrito e/ou contagem de eritrócitos e/ou hematimetria;
  • A administração parenteral de preparados de ferro pode causar reações alérgicas ou anafiláticas, que podem ser potencialmente letais. Deve haver disponibilidade de suporte para ressuscitacão cardiopulmonar e tratamento antialérqico;
  • Reações de hipersensibilidade também foram relatadas após doses anteriores sem eventos de qualquer complexo de ferro parenteral, incluindo sacarato de hidroxido ferrico. Cada paciente deve ser observado para efeitos adversos durante pelo menos 30 minutos após cada aplicação deste medicamento;
  • Administrar o produto com cuidado em pacientes com histórico de asma, eczema, outras alergias ou reações alérgicas por outros preparados parenterais de ferro, uma vez que tais pacientes apresentam risco acentuado de apresentar reação alérgica;
  • Deve ser administrado com cuidado a pacientes com disfunção hepática;
  • Deve-se ter cuidado especial na administração do produto em pacientes que sofram de infecções agudas ou crônicas. É recomendado que a administração deste medicamento seja interrompida em pacientes com bacteremia. Em pacientes com infecção crônica, uma avaliação de risco/benefício deve ser realizada.
  • Deve-se evitar o extravasamento paravenoso, pois o extravasamento deste medicamento no local da injeção pode causar dor, inflamação e manchas na pele;
  • A estabilidade de sistemas coloidais é limitada. Por isso, particularmente nos casos de armazenagem inadequada, há possibilidade de formação de sedimentos nas ampolas do preparado.

Terapia de Reidratação Oral (TRO)

terapia de reidratação oral (TRO) é um tipo de reposição fluida usado para prevenir e tratar desidratação, especialmente devido à diarreia.

Envolve beber água com quantidades modestas de açúcar e sais, especificamente [sódio] e potássio. A terapia de reidratação oral também pode ser dada por sonda nasogástrica.

Reposição de água e eletrólitos por via oral, para crianças ou adultos em situações de perdas de grandes volumes de líquidos em curto espaço de tempo realizado em serviços de saúde e no ambiente domiciliar.

A reidratação oral é um passo muito importante no tratamento dos vômitos e da diarreia, já que evita a desidratação, que pode ter consequências graves para o organismo.

Importância

Diminui a mortalidade de crianças por distúrbios eletrolíticos (60% das crianças morrem por desidratação), sendo mais acessível que a Reidratação EV, possui menos riscos e é mais barata.

Objetivo

Tem por objetivo corrigir o desequilíbrio hidroeletrolítico pela reidratação, manter e recuperar o estado nutricional. Essa terapêutica é feita com os sais de reidratação, (SRO) que são distribuídos pela OMS ou os fabricados pela indústria farmacêutica.

Vantagens

  • Mais segura;
  • Menos dolorosa;
  • Mais eficaz;
  • De fácil aplicação;
  • Menor custo;
  • Favorece realimentação precoce.

Referências:

  1. CARMO LF ET AL.. Concentração de sódio e glicose em soro de reidratação oral preparado por Agentes Comunitários de Saúde. 2010. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/csc/v17n2/a17v17n2.pdf >;
  2. SENA, Lauro Virgílio. Avaliação do conhecimento de mães sobre terapia de reidratação oral e concentração de sódio em soluções sal-açúcar de preparo domiciliar. Jornal de Pediatria . Vol.77. 6.ed; 2001

Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI)

As ILPIs são instituições governamentais ou não governamentais, de caráter residencial, destinadas ao domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar e em condições de liberdade, dignidade e cidadania.

As normas de funcionamento estão estabelecidas na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 283, de 26 de setembro de 2005.

Geralmente estão associadas aos cuidados com a saúde do idoso, como atenção médica, enfermagem, fisioterapia, nutrição (seis refeições diárias), terapia ocupacional, dentre outros.

Porém, relacioná-las a instituições de saúde é uma confusão muito comum entre as pessoas. A Anvisa esclarece que as ILPIs não são estabelecimentos voltados à clínica e terapêutica, mas residências coletivas, que atendem idosos com necessidade de cuidados prolongados.

Quais são as diferenças entre ILPI, CASA DE REPOUSO e ASILO?

Asilos

  • Essencialmente de responsabilidade dos órgãos do governo;
  • Destinado a acolher idosos sem recursos financeiros ou de poucos recursos financeiros;
  • Cuidados do ponto de vista alimentar, médico e de higiene.

Casas de Repouso

  • Instituições governamentais ou não governamentais;
  • Regime de internato;
  • Pacientes com mais de 60 anos, dependentes e independentes, que necessitem de ajuda e cuidados especializados, com acompanhamento e controle adequado de profissionais da área da saúde;
  • Destinada à prestação de serviços médicos, de enfermagem e demais serviços de apoio terapêutico;
  • Só podem ter médico como responsável técnico.

ILPIs

  • Instituições governamentais ou não governamentais;
  • Caráter residencial, destinada a domicilio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos,
  • Tratamento médico não constitui elemento central desse atendimento;
  • Responsabilidade técnica de qualquer profissional de nível superior.

Referências:

  1. Ministério da Saúde

Método SOAP

O método SOAP, foi criado pelo Dr. Lawrence (“Larry”) Weed em 1966, é um método de anotação utilizado como método de organizar a evolução dos enfermeiros em prontuário, padronizando os registros com fases sequenciadas.

Os dados objetivos são anotados em evolução após a análise dos dados subjetivos e assim sucessivamente, obedecendo às outras etapas de avaliação e prescrição nesta ordem.

É um instrumento proposto que não impede a liberdade do enfermeiro na evolução diária em prontuário, auxiliando nas etapas que devem constar em prontuário.

O SOAP é assim distribuído:

  • S – Subjetivo (informação do paciente);
  • O – Objetivo: observações clínicas e resultados de exames;
  • A – Avaliação: análise explica os significados dos dados subjetivos;
  • P – Prescrição/Plano: decisão sobre a conduta a ser tomada (PINHA, 2007). Cabe ressaltar que esta autora traz a letra P do SOAP, como prescrição e não plano.

O paciente conta, na entrevista, a história de acordo com sua visão e nos relata a sua experiência com aqueles sinais e sintomas. Cabe a nós profissionais, conduzir essa entrevista com perguntas (quanto mais abertas, melhor), para entender as necessidades do paciente e para iniciar o raciocínio clínico.

O Método SOAP na Enfermagem

O COREN/SP, em seu Parecer 056/2013 – CT, considera que:

“o método SOAP baseia-se num suporte teórico que orienta a coleta de dados, o estabelecimento de diagnósticos de enfermagem, o planejamento das ações ou intervenções e fornece dados para a avaliação dos resultados de enfermagem, assim sendo, contempla o Processo de Enfermagem e pode ser utilizado para registro no prontuário.”

Este parecer foi embasado no Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, que regulamenta a Lei 7.498, de 25 de junho de 1986, no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e na Resolução COFEN 358/09, de 15 de outubro de 2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem.

Neste Parece, o COREN/SP entende que “o registro de enfermagem expressa todas as ações desenvolvidas na assistência prestada ao paciente”. O COREN/SP utilizou como fundamentação e análise da situação diversos autores de renome na área.

O método SOAP pode ser empregado como instrumento auxiliar na operacionalização da SAE, possibilita organizar registros de enfermagem em etapas sequenciadas  (Rodrigues/ABEn).

Referências:

  1. RESPOSTA TÉCNICA Nº 002/2020/COREN-DF
  2. Protocolo e Normas de procedimentos de enfermagem

Dímero-D

O Dímero-D ou D-Dímero, é um marcador que indica a formação de coágulos sanguíneos no organismo e é um importante teste complementar para diagnóstico de diversas doenças, inclusive COVID-19.

Mas a sua principal utilização se dá na triagem e diagnóstico de pacientes com trombose. Pesquisas apontam que mulheres de 20 a 40 anos são as mais afetadas pela condição, pois estão mais expostas aos fatores de risco da doença.

A Função do Dímero-D

O corpo humano possui um sistema de coagulação que permite estancar sangramentos de forma rápida e eficaz. Em caso de lesões, o fibrinogênio, uma proteína necessária para que as plaquetas se juntem e deem início ao processo de coagulação, é ativado.

No processo de coagulação, ele se converte em fibrina. Quando a lesão é curada, outro elemento, a plasmina, digere a fibrina do coágulo (também chamado de trombo). Desse processo de degradação do coágulo, são liberados na corrente sanguínea alguns fragmentos, entre eles, o D-Dímero.

Todo o processo de coagulação, assim como a liberação dos elementos bioquímicos relacionados, são normais ao organismo e importantes para seu funcionamento correto. Entretanto, distúrbios genéticos ou hábitos não saudáveis podem desencadear a produção de coágulos onde não há sangramentos.

Sendo assim, a quantificação do D-Dímero no organismo pode auxiliar no diagnóstico de distúrbios relacionados à coagulação sanguínea.

A formação de coágulos sanguíneos no organismo também é conhecida por tromboembolismo venoso (TEV). O termo inclui as condições Trombose Venosa Profunda (TVP) ou Embolia Pulmonar (EP).

Importante apontar que níveis elevados de D-Dímero no organismo são comuns após cirurgias, traumas ou infecções. Entretanto, também podem indicar Trombose Venosa Profunda ou Embolia Pulmonar. Cabe ao profissional de saúde avaliar resultado do exame junto a outros fatores.

Quando Dímero-D está elevado, pode indicar situações que levam a alteração na formação de coágulos, como:

  • Coagulação intravascular disseminada;
  • Após grandes cirurgias;
  • Grandes traumas;
  • Durante a gravidez;
  • Doenças cardíacas, renais ou hepáticas;
  • Inflamações;
  • Uso de anticoagulantes;
  • Alguns tipos de câncer;
  • COVID-19, em alguns casos.

Exames Complementares

Além da avaliação do dímero-D, é importante que sejam realizados outros exames que ajudem a identificar a causa do aumento desse marcador.

Assim, de acordo com o histórico de saúde da pessoa e presença de sintomas, pode ser recomendado pelo médico a realização do hemograma, exames para avaliar a função do fígado, rins e coração e dosagem da lactato desidrogenase e proteína C reativa.

Outros exames que podem ser solicitados juntamente com o D-dímero são tempo de protrombina, tempo de trombina, tempo de sangramento e tempo de tromboplastina parcial, que são exames que fazem parte do coagulograma e que permitem avaliar se o processo de coagulação está acontecendo normalmente.

Referências:

  1. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2016/anticoncepcional-so-com-prescricao-medica
  2. https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/04-TROMBOEMBOLISMO_VENOSO_E_CONTRACEPTIVOS_HORMONAIS_COMBINADOS.pdf
  3. http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2959-trombose
  4. https://www.mastereditora.com.br/periodico/20190905_224655.pdf
  5. https://www.scielo.br/pdf/abc/2011nahead/aop01211.pdf
  6. http://www.sbpc.org.br/upload/congressos/2_Doencas_tromboembolicas.pdf
  7. https://emedicine.medscape.com/article/300901-overview
  8. https://emedicine.medscape.com/article/1911303-overview

Hipertermo Quimioterapia Intraperitoneal (Hipec)

A Hipertermo Quimioterapia Intraperitoneal  (Hipec), um tratamento de quimioterapia altamente concentrada e aquecida, aplicada diretamente no abdome durante a cirurgia citorredutora – procedimento de alta complexidade para combater um tipo raro de câncer localizado no peritônio, membrana que recobre a região do abdome.

Diferentemente da quimioterapia convencional, cujo medicamento circula por todo o organismo, no Hipec o quimioterápico é administrado diretamente nas células tumorais do abdome, com baixa absorção sistêmica, o que permite o uso de doses mais concentradas da medicação.

O aquecimento da solução (40 a 42 graus celsius) aumenta a absorção da droga pelo tumor e destrói as células que restaram após a cirurgia. É um método que reduzir os mecanismos de defesa do tumor à quimioterapia convencional e induz a uma resposta imunológica eficaz.

O tempo de aplicação da Hipec peritoneal pode durar de 30 a 90 minutos, a depender da dose e do quimioterápico utilizado.

Local do procedimento

Esse procedimento é realizado em Centro Cirúrgico e envolve uma grande equipe interdisciplinar, com monitoramento e acompanhamento constante do quadro clínico do paciente.

Indicação

A cirurgia de citorredução com Hipec está indicada em tumores primários de peritoneal, casos selecionados de tumores intestinais e tumores de ovário com disseminação peritoneal.

A cavidade peritoneal fica localizada dentro da cavidade abdominal, sendo seu limite inferior à cavidade pélvica.

Após a Hipec, o paciente fica internado até sua recuperação, que pode durar de 7 a 14 dias, sob assistência do oncologista clínico, do cirurgião oncológico, do médico intensivista e demais profissionais que participaram do procedimento no Centro Cirúrgico.

Cuidados de Enfermagem

Pacientes submetidos à QHITO costumam passar o período pós-operatório imediato em unidades de terapia intensiva, onde a vigilância é contínua.

Portanto, enfermeiros atuantes nessas unidades devem conhecer os sinais e os sintomas decorrentes das complicações potenciais da QHITO, de modo que cuidados preventivos sejam planejados e os resultados pós-operatórios, por consequência, otimizados.

Como algumas complicações da QHITO estão relacionadas à passagem de drogas antineoplásicas para a circulação sistêmica, o enfermeiro deve considerar a potencial ocorrência de toxicidade hematológica e, por isso, avaliar os resultados laboratoriais dos exames de sangue a cada quatro horas durante as primeiras 24 horas pós-operatórias.

Especialmente quando a Oxaliplatina for utilizada, pois essa droga aumenta o risco de hemorragia, bem como o risco de insuficiência renal aguda.

Além disso, os níveis de eletrólitos devem ser monitorados a cada quatro ou seis horas e a administração/perda de líquidos deve ser registrada a cada hora. Logo, recomenda-se a instituição de balanço hídrico.

A função renal deve ser rigorosamente avaliada com mensuração horária da diurese, apreciação da ureia e creatinina séricas a cada 12 horas e aferição diária do peso corporal.

Pacientes submetidos à cirurgia citorredutora combinada à QHITO costumam permanecer sob ventilação mecânica por, pelo menos, 12 horas devido à resposta inflamatória secundária a essa terapia.

Após a extubação, eles são encorajados a tossir e a realizar exercícios de respiração profunda. Mudanças de decúbito a cada duas horas também são cuidados de enfermagem instituídos para promover ventilação adequada.

Contudo, essas mudanças podem ser um desafio devido à presença de drenos abdominais, da própria incisão cirúrgica e dor.

Referências:

  1. JOMAR, Rafael Tavares et al. Quimioterapia hipertérmica intraperitoneal transoperatória: o que a enfermagem precisa saber [Intraoperative hyperthermic intraperitoneal chemotherapy: what nurses should know]. Revista Enfermagem UERJ, [S.l.], v. 25, p. e29326, jun. 2017. ISSN 0104-3552. Disponível em: <https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/29326>. Acesso em: 31 maio 2021. doi:https://doi.org/10.12957/reuerj.2017.29326.

Queilite Angular

Muitos pacientes desenvolvem e contraem infecções fúngicas devido ao seu tempo de permanência, barreira imunológica afetada, higienização inadequada, entre outros fatores.

A queilite angular, ou comissurite angular, chamada popularmente de boqueira, é uma pequena ferida dolorosa que ocorre no canto da boca. A boqueira é uma dermatose comum, caracterizada por inflamação e fissura do ângulo dos lábios. Se as causas não forem atacadas, a lesão pode se perpetuar, tornado-se crônica.

A lesões podem ser uni ou bilaterais. Idosos são os mais acometidos, mas as fissuras pode também ocorrer em jovens e crianças.

Queilite Angular em Pacientes Intubados

Pacientes que contraem candidíase, podem apresentar uma maior densidade de colonização oral pela espécie Candida, onde a aderência fúngica pode estar facilitada pelo baixo pH, higienização oral deficiente, ou até pelo baixo fluxo salivar e certas interações com a microbiota.

Geralmente a candidíase oral provoca ressecamento nas extremidades dos lábios, uma inflamação nos cantos dos lábios, e até lesões avermelhadas, o que chamamos de “Quelite Angular”.

A inflamação associada à queilite angular pode estender-se levemente aos lábios ou à pele do rosto, mas se limita principalmente aos cantos da boca.

O que podemos fazer para prevenir a Queilite Angular?

  • manter os lábios secos;
  • Aplicar óleo AGE ao redor dos lábios umidificar e hidratar o mesmo;
  • Realizar uma boa higiene bucal com produtos antissépticos bucais a base de clorexidina;
  • Ao realizar fixações de TOT com cadarços ou tensoplast, sempre se atentar a fixar o tubo no centro da boca e não nos cantos.

Referência:

  1. MDSaúde

Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA)

O sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona recebe esse nome por causa da interação entre esses três hormônios. Atuam de uma forma sequencial para que aconteçam reações orgânicas que vão equilibrar a pressão sanguínea e a quantidade de sódio e água do organismo.

Por que é ativado o SRAA?

Ele é ativado quando a pressão fica baixa demais ou quando há perda excessiva de líquidos, desencadeando uma série de reações orgânicas para que eles voltem a estabilizar.

Como esse sistema funciona?

Você viu que o sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona entra em ação quando existe uma tendência para queda da pressão arterial. Esses hormônios vão atuar em partes distintas do corpo desencadeando reações simultâneas para estabilização sistêmica da pressão.

Assim, acontecem diferentes etapas durante a ativação desse sistema. A seguir você confere quais são elas e o que ocorre em cada uma:

1ª etapa: Conversão da pró-renina em renina

Quando acontece uma queda da pressão arterial também ocorre uma redução da perfusão renal. Essa reação é captada pelos receptores que estão presentes nas arteríolas conectadas aos rins. Então, inicia-se a conversão da Pró-renina em Renina. É a estimulação dos nervos renais que aumenta a secreção da renina pelas células.

2ª etapa: Liberação de angiotensina I

Nessa etapa acontece uma segunda reação desencadeada pela renina. Quando presente no plasma sanguíneo, ela atua na conversão de Angiotensinogênio em Angiotensina I, que tem uma atividade biológica mais baixa.

3ª etapa: Conversão da angiotensina I em angiotensina II

Nesse momento entra em ação uma outra enzima, localizada predominantemente nos rins chamada de Conversora de Angiotensina (ECA). A ação dessa enzima de conversão acontece nos pulmões e nos rins, desencadeando uma reação catalisadora que converte a angiotensina I em Angiotensina II.

4ª etapa: Liberação da Aldosterona

Com a ativação da Angiotensina II, hormônio vasoconstritor ativado, ele vai atuar no córtex das glândulas suprarrenais fazendo com que a aldosterona seja sintetizada e secretada. Esse hormônio atua nas células dos rins incentivando o órgão a aumentar a reabsorção de sódio. Com isso, há um aumento da quantidade de líquido dentro dos vasos sanguíneos com objetivo de corrigir os níveis de pressão arterial.

5ª etapa: Estímulo renal direto

Voltando à ação da Angiotensina II, ela vai atuar estimulando a troca de sódio e hidrogênio nesse órgão. Ao mesmo tempo, vai aumentar a retenção renal de sódio e também de bicarbonato.

6ª etapa: Aumento da sede e ação antidiurética

Nessa etapa de ativação do sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona, a Angiotensina II vai atuar mais uma vez. Porém, aqui ela estimulará o hipotálamo a aumentar a sensação de sede, para que a pessoa seja incentivada a beber água. Ao mesmo tempo, ocorre o estímulo da secreção do Hormônio Antidiurético ( ADH) para que o organismo retenha mais água ingerida ou produzida pelo metabolismo.

7ª etapa: Vasoconstrição

Como explicamos, o sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona também vai provocar uma redução do diâmetro dos vasos sanguíneos pela ação da Angiotensina II. Ela vai atuar diretamente sobre as pequenas artérias e arteríolas fazendo com que se contraiam.

E o Inibidor da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA)? Como e quando agem?

O Inibidores são aqueles de diminuem ou bloqueiam a atividade orgânica da enzima conversora da angiotensina, assim produzindo vasodilatação periférica, diminuindo a pressão arterial. Eles entram em ação no organismo quando a o quadro de hipertensão não é regularmente controlada, podendo ocasionar complicações aos pacientes como AVC/AVE, aneurisma, etc.

Em resumo…

A diminuição da Pressão Arterial ativa o SRAA, produzindo um conjunto de respostas tentando normalizar a P.a.

A resposta mais importante é o efeito da aldosterona aumentando a reabsorção renal de Na⁺. Ao se promover a reabsorção de Na⁺, aumenta-se o volume do líquido extracelular e o volume sanguíneo, com isso ocorre aumento do retorno venoso, e pelo mecanismo de Frank-Starling, aumento do débito cardíaco e da pressão arterial.

Referência:

  1. Heran BS, Wong MMY, Heran IK, Wright JM. Blood pressure lowering efficacy of angiotensin converting enzyme (ACE) inhibitors for primary hypertension. Cochrane Database of Systematic Reviews 2008, Issue 4. Art. No.: CD003823. DOI: 10.1002/14651858.CD003823.pub2

Gaze Rayon

A Gaze Rayon é um curativo estéril, não aderente, constituído por malha de acetato e celulose (Rayon), impregnada com ácidos graxos essenciais (AGE), que estimula o processo de cicatrização.

O AGE hidrata a ferida e favorecem a atividade celular no local, estimulando o processo de cicatrização da pele.

Indicação de Uso

Para feridas em fase de granulação e epitelização, tais como:

– Feridas não infectadas, secas ou exsudativas;
– Exposição de ossos e tendões;
– Feridas cirúrgicas;
– Queimaduras (1º e 2º grau);
– Áreas doadoras ou receptoras de enxerto;
– Úlceras.

Características

Enriquecido com AGEs

Hidratam a ferida, mantendo um ambiente úmido ideal para a cicatrização favorecendo desbridamento autolítico ou mecânico de tecidos inviáveis. Os AGEs também favorecem a atividade celular no local da ferida, reforçando o estímulo ao processo de cicatrização da pele.

Remoção

É Fácil de ser removido.

Não aderente

Diferente das fazes de algodão, o curativo não entra em contato com a ferida.

Controle de Dor

Minimiza dor e traumas das trocas.

Cicatrização

Reduz a perda do tecido récem-formado pois mantém a umidade no leito da lesão,  contribuindo para o processo de cicatrização.

Estéril

Esterilizado pelo processo de irradiação (radiação gama de Cobalto 60).

Curativo Secundário

Deve ser usado comum curativo secundário estéril para absorção do exsudato da ferida e para proteger o curativo contra exposição direta da luz solar.

Redução de Fluídos

Tecido Rayon poroso e permeável que permite a ferida respirar e auxilia o fluxo do exsudato pelo curativo secundário, reduzindo o acúmulo de fluido no local da lesão.

Não alérgico

Tecido Rayon é isento de substâncias alergênicas e possui bordas bem acabadas.

Recortável

De acordo com o tamanho da ferida sem provocar desprendimento de filamentos, com manutenção do meio úmido.

As Contraindicações

Não deve ser utilizado em pacientes com conhecida sensibilidade ao produto ou a algum de seus componentes, e não é indicado para pacientes que estejam recebendo tratamento por câmara hiperbárica.

Cuidados

  • O tratamento de feridas com o produto deve ser acompanhado por um profissional da saúde;
  • É um produto de uso único, não devendo ser reutilizado e devendo ser totalmente descartado após a troca de curativo;
  • Deve se agir conforme os procedimentos de manuseio de lixo hospitalar determinados pelo estabelecimento de saúde;
  • Se o produto for reutilizado, o paciente possuirá grande risco de receber um tratamento não eficiente ou apresentar uma infecção no local da ferida ou generalizada, retardando o processo de cicatrização e prejudicando seriamente seu estado de saúde;
  • Em casos de irritação (reação alérgica) ou qualquer outro efeito adverso durante o uso do produto, deve-se suspender a utilização imediatamente e procurar orientação médica;
  • Não utilize o produto se a embalagem estiver violada e/ou danificada;
  • Não se deve expor o curativo ou a lesão que esteja coberta somente com este produto à luz solar.