Cuba Rim

A Cuba rim é um recipiente indicado para diversos procedimentos hospitalares, como na rotina de cuidados de higiene, acondicionamento de medicamentos ou outros procedimentos.

Pode encontrar-se sob forma descartável (fibra de celulose, plástico), e reutilizável (aço inox).

Por que a cuba sim tem esse formato, de “rim” ?

Para facilitar o manuseio e para uma boa higienização, foi adaptado a forma pelos fabricantes.

Capacidade máxima de uma Cuba Rim

De até 750ml. (conforme cada fabricante)

Alguns cuidados com a Cuba Rim

• Verifique a integridade da embalagem antes de usar. Não utilizar se a embalagem estiver violada, danificada ou molhada.

• Inspecione previamente antes do uso. Se danificado, não utilize.

• Se for dispositivo descartável, destruir após o uso. O descarte deve seguir as normas de biossegurança para lixo hospitalar contaminado e perfurocortante. Caso for dispositivo reutilizável, higienizar bem e encaminhar ao CME para esterilização.

• Dispositivo pode ser não estéril ou estéril. Se desejar, a cuba rim pode ser esterilizada em vapor saturado sob pressão antes do seu uso.

• A cuba rim de fibra de celulose, tem a impermeabilidade garantida para secreções biológicas como urina, sangue, secreções gástricas, brônquicas por até 24 horas. Para soro fisiológico, impermeabilidade por 24 horas. Para antisséptico tópico ou degermante a impermeabilidade é garantida por 6 horas.

• Não há contraindicações conhecidas.

Referência:

  1. Kolplast

Nil Per Os (NPO)

Nil per osNihil per os (NPO), é uma instrução médica para não alimentar o paciente com comidas nem bebidas. Pode ser traduzido como “Nada (nil/nihil) pela via oral (per os)”.

Indicações da NPO

  • Prevenção de aspiração de partículas e líquidos para dentro do pulmão em pacientes que serão submetidos a uma anestesia geral;
  • Em pacientes com musculatura de deglutição enfraquecida;
  • Sangramento gastrointestinal;
  • Bloqueio gastrointestinal;
  • Provável refluxo gastroesofágico.

Quando os pacientes são colocados sob ordem de NPO antes de uma cirurgia por anestesia geral, os médicos geralmente adicionam a exceção de que os pacientes são permitidos a tomar uma quantidade pequena de água junto com sua medicação usual.

Essa é a única exceção para um estado NPO pré-cirúrgico de um paciente. Desta maneira, se um paciente ingerir acidentalmente comida ou líquidos, a cirurgia geralmente é cancelada ou atrasada em por algumas horas.

Tempo de jejum

O número de horas de jejum é proporcional ao tempo de digestão do último alimento consumido:

  • Líquidos sem parte sólida (chá, sucos, água…): 2 horas
  • Lanche leve (pão, frutas, leite): 6 horas
  • Refeição típica de hospital (grãos, verduras e legumes…): 8 horas

Porém, a digestão depende da quantidade de fibras, da idade do paciente e de sua produção de enzimas, então certas carnes consumidas sem fibras podem durar dias para serem digeridas e causarem problemas em pacientes com patologias digestivas.

Referências:

  1. http://www.proz.com/kudoz/spanish_to_english/medical_general/2257865-dieta_absoluta.html
  2. http://medical-dictionary.thefreedictionary.com/NPO
  3. http://www.meac.ufc.br/arquivos/biblioteca_cientifica/File/PROTOCOLOS%20OBSTETRICIA/protocolojejum.pdf

Fricção e Cisalhamento: O que são?

O Cisalhamento é causado pela combinação da gravidade e fricção.

Exerce uma força paralela à pele e resulta da gravidade que empurra o corpo para baixo e da fricção ou resistência entre o paciente e a superfície de suporte.

Quando a cabeceira é elevada, a pele adere-se ao leito da cama, embora o esqueleto empurre o corpo para baixo. Os vasos sanguíneos são esticados ou acotovelados dificultando ou interrompendo o fluxo sanguíneo e causando danos por isquemia. O cisalhamento causa a maior parte do dano observado nas lesões por pressão.

Já a Fricção, se a ação da fricção for isolada, a possibilidade de danos estará restrita à epiderme e derme e ao estrato córneo. Resulta em uma lesão semelhante a uma queimadura leve e ocorre com maior frequência em pacientes agitados. A forma mais grave de dano por fricção ocorre associada ao cisalhamento.

O cisalhamento causa a maior parte do dano observado nas lesões de pressão.

Fatores para causa de LPP

A umidade cutânea (mais comumente oriunda de incontinência urinária ou fecal) pode gerar maceração da pele, expondo ao risco de desenvolvimento de lesão.

Outros fatores relacionados ao desenvolvimento de lesões por pressão incluem desnutrição, idade avançada, condições de saúde que ocasionam baixa perfusão tecidual (hipotensão, tabagismo, hipertermia, anemia) e estados psicossociais, em particular a secreção de cortisol induzida por estresse.

Veja também:

Classificação da Lesão por Pressão conforme NPUAP

Qual é o benefício do uso do Colchão “Caixa de Ovo”?

Coxim ou Coxins: Prevenção de Lesão por Pressão

Escala de Braden

Referências:

  1. EBSERH

PureWick™: O “Uripen” feminino

Você sabia que existe o “Uripen” em versão feminina?

Até agora, as mulheres com incontinência urinária usavam cateteres invasivos ou fraldas e absorventes para adultos para ajudar a controlar sua incontinência. O PureWick™ System foi criado para fornecer às mulheres uma opção não invasiva para controlar sua incontinência urinária.

Benefícios

  • Pode tornar o sono melhor possível: Evitando a necessidade de trocar absorventes de incontinência e roupas de cama sujas à noite;
  • Reduzir o risco de queda:  Pode ajudar a reduzir o risco de quedas noturnas, permanecendo na cama;
  • Mantenha a pele seca e limpa: O PureWick ™ System funciona fora do corpo para retirar a urina, ajudando a reduzir uma das principais causas de danos à pele;
  • Capacidade de capturar e retirar consistentemente 95% ou mais da urina sem entrar ou se prender ao corpo;
  • Ajudar a facilitar a remoção precoce do cateter de demora e pode, assim, ajudar a reduzir o risco de ITU associada ao cateter;
  • o paciente pode ficar acomodado de costas, de lado ou sentada, sem que o cateter saia do lugar;
  • Cola, fita e tiras não são necessárias;
  • A urina não é armazenada perto do corpo;
  • Destinado ao gerenciamento não invasivo da produção de urina em pacientes do sexo feminino.

Para onde a urina vai?

O Cateter Externo Feminino PureWick™ não é invasivo e afasta a urina do corpo através de um material macio. O PureWick™ Urine Collection System puxa a urina através do tubo coletor para o recipiente de coleta, por meio de vácuo.

Capacidade máxima para a coleta de urina

O recipiente do PureWick™ Urine Collection System 2000cc (mL) deve ser esvaziado antes que o volume atinja 1800cc (mL), ou conforme necessário.

Cuidados de Enfermagem

Como instalar?

  • Realizar cuidados perineais e avaliar a integridade da pele;
  • Manter as pernas, músculos glúteos e lábios abertos, palpar osso púbico como marcador anatômico;
  • Com o lado da gaze macia voltado para o paciente, alinhe a extremidade distal na fenda glútea;
  • Dobre suavemente o lado da gaze macia entre os glúteos e os lábios separados.

Remoção e Manutenção

  • Separe totalmente as pernas, glúteos e lábios;
  • Para evitar possíveis lesões na pele após a remoção, puxe suavemente o Cateter Externo Feminino PureWick™ diretamente para fora;
  • Certifique-se de que a sucção seja mantida ao remover o Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Substitua pelo menos a cada 8 a 12 horas ou se estiver sujo com fezes ou sangue. Avalie a pele quanto a comprometimento e realize cuidados perineais antes da colocação de um novo Cateter Externo Feminino PureWick™.

Outros Cuidados

  • Não use o Cateter Externo Feminino PureWick™ com uma comadre ou qualquer material que não permita fluxo de ar suficiente;
  • Para evitar possíveis lesões na pele, nunca empurre ou puxe o Cateter Externo Feminino PureWick™ contra a pele durante a colocação ou remoção;
  • Nunca insira o Cateter Externo Feminino PureWick™ na vagina, canal anal ou outras cavidades do corpo;
  • Interrompa o uso se ocorrer uma reação alérgica;
  • Após o uso, este produto pode ser um risco biológico potencial;
  • Descarte de acordo com as leis e regulamentos locais, estaduais e federais aplicáveis.

Precauções

  • Não recomendado para pacientes: Agitados, combativos ou não cooperativos e que possam remover o Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Ter episódios frequentes de incontinência intestinal sem um sistema de gestão fecal instalado. Experimentando irritação da pele ou colapso no local;
  • Experimentar menstruação moderada/pesada e não pode usar um tampão;
  • Não use um creme de barreira no períneo ao usar o Cateter Externo Feminino PureWick™, o creme de barreira pode impedir a sucção;
  • Proceda com cautela em pacientes submetidos a cirurgia recente do trato urogenital externo;
  • Sempre avalie a pele quanto a comprometimento e realize cuidados perineais antes da colocação de um novo Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Mantenha a sucção até que o Cateter Externo Feminino PureWick™ seja totalmente removido do paciente para evitar o refluxo de urina.

Referência:

  1. BD

Comadre: Como colocar e retirar

A comadre é um dispositivo utilizado em ambiente hospitalar, como também no domicílio do paciente para auxiliar o paciente a realizar suas necessidades fisiológicas quando ele está impossibilitado de locomover-se.

O setor responsável pela utilização desse tipo de instrumento é aquele que presta assistência direta ao paciente, neste caso a equipe de enfermagem torna-se a responsável.

Como realizar o procedimento?

Com o auxílio do paciente

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Solicitar ao paciente para ficar em decúbito dorsal, com os joelhos fletidos e os pés sobre a cama “empurrando” a cama, com os pés o paciente levanta as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  3. Colocar um dos braços sob a região lombar ajudando-o a levantar as nádegas e com a outra mão coloque a comadre sob ele;
  4. Se o paciente não tiver condições de fazer a sua higiene, limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  5. Ao desprezar as eliminações, verificar o conteúdo quanto à sua característica e fazer as anotações necessárias.

Sem auxílio do paciente

  1. Cobrir a comadre com papel toalha ou papel higiênico;
  2. Virar o paciente de lado, ajustar a comadre nas nádegas, virando-o sobre a mesma;
  3. Limpar e/ou secar após qualquer eliminação. Após evacuação, fazer higiene com água morna e sabão líquido;
  4. Ao retirar a comadre proceder da mesma maneira: virar para o lado, retirar a comadre e colocar novamente o paciente na posição desejada.

Periodicidade

A ocorrência desse procedimento está de acordo com a necessidade de higienização do paciente em que há possibilidade de levantar-se sozinho.

Material utilizado

  • Bandeja;
  • Papel higiênico;
  • Papel toalha;
  • Recipiente com água morna;
  • Sabão líquido

Observações: nos casos de pacientes subnutridos ou caquéticos, deve-se acolchoar bem a comadre para evitar lesões de pele, principalmente na região sacral.

Referência:

  1. SILVA, C. S. J. Procedimento Operacional Padrão – POP Enfermagem: colocação e retirada de comadre/aparadeira. Aracaju: Universidade Federal de Sergipe. Campus da Saúde Professor João Cardoso Nascimento Júnior, 2010.

Biombo Hospitalar

O Biombo e um material hospitalar utilizado em hospitais e clínicas para dividir os leito de internação, trazendo maior privacidade e conforto ao paciente.

É preciso escolher bem os equipamentos hospitalares, levando em consideração a privacidade do paciente e a preocupação em proporcionar uma boa experiência ao usuário durante o período de internação ou realização de um procedimento.

Por que utilizar biombo?

Eis as vantagens:

  • Praticidade;
  • Privacidade;
  • Fácil remanejamento;
  • Baixa manutenção;
  • Durabilidade;
  • Fácil higienização.

Existem diversos modelos, como biombos móveis e em cortinas que são acopladas no teto beira leito do paciente.

Locais que utilizam o biombo

Todos os setores hospitalares e ambulatoriais de assistência, como enfermarias, UTIs, pronto socorros, salas de recuperação pós anestésica, etc.

Acesso Venoso Central: Locais Preferenciais na Região Cervical

Quando um paciente necessita de uma Canulação Venoso Central, é importante que o médico conheça a anatomia fundamental para o sucesso do procedimento que, por ser invasivo, pode causar muitas complicações para o paciente.

Locais de Preferência

Para realizar o acesso venoso central, é preciso considerar algumas variáveis: o estado clínico do paciente, e sua própria habilidade e experiência em realizar esse procedimento. Os locais de maior preferência para o acesso são:

1º: V. Jugular interna direita

2º: V. Jugular interna esquerda

Nas veias jugulares, há menor risco de complicações por pneumotórax, hidrotórax e hemotórax, já que estão mais distantes da pleura. Entretanto, porque pescoço é um local de maior mobilidade, há maior risco de perda do cateter por tração acidental.

Além disso, caso o paciente esteja hipovolêmico, as jugulares tendem a colabar, dificultando o acesso.

3º: Vv. subclávias direita e esquerda

As veias subclávias não colabam se o paciente estiver hipovolêmico, e a região é um local de menor mobilidade por parte do paciente, tornando mais difícil a perda acidental dos cateteres.

Entretanto, é um local de maior risco de complicações que podem ser muito graves para a vida do paciente, principalmente quando o médico tem pouca experiência com o procedimento. Exemplo disso são os riscos de pneumotórax, hidrotórax e hemotórax.

É preciso dar preferência para a subclávia direita, porque o ducto torácico drena para a subclávia esquerda, e sua punção pode causar quilotórax (derramamento da linfa entre os espaços pleurais).

É importante lembrar que o músculo esternocleidomastóideo recobre as veias jugulares, e ele vai ter uma inserção clavicular, e outra esternal.

Escolha do Sítio de Punção

  • A escolha deve levar em conta a condição clinica do paciente, a experiência do médico e a indicação do acesso;
  • Preferencialmente, utiliza-se o sítio da veia jugular interna (VJI) ou veia subclávia (VSC) por menor chance de contaminação e infecção associada ao cateter quando comparada a veia femoral (VFe); Estudos recentes têm demonstrado que a chance de infecção do cateter está muito mais relacionada aos cuidados diários do que ao sítio propriamente dito; porém, na prática, existe essa preferência que foi descrita;
  • Quando se opta por VJI ou VSC, é preferencial a escolha do lado direito, visto que a cúpula pleural é mais baixa, o que reduz a chance de pneumotórax, e devido ao fato do ducto torácico desembocar na VSC esquerda, com menos risco de quilotórax.

A seguinte ordem de opção na escolha do sítio de punção é sugerida, levando-se em conta a facilidade da técnica e o menor risco de complicações:

  • Veia Jugular Interna (VJI);
  • Veia Subclávia (VSC);
  • Veia Jugular Externa (VJE).

Punção da Veia Jugular Interna

Vantagens

  • Menor risco de complicações;
  • Local mais facilmente compressível e de mais fácil acesso em caso de controle cirúrgico de complicações;
  • Pode-se puncionar em discrasias sanguíneas moderadas;
  • Mais facilmente canulada durante PCR.

Desvantagens

  • Punção difícil em pessoas com pescoço curto e/ou obesos;
  • Anatomia da VJI é variável;
  • Na hipovolemia, a VJI tende a colabar;
  • Local de mobilidade, o que dificulta a manutenção de curativo seco e estéril;
  • Evitar em pacientes traqueostomizados, devido ao maior risco de infecção de cateter.

Contraindicações

  • Discrasias sanguíneas graves;
  • Cirurgia de carótida ipsilateral;
  • Tumores cervicais ou intravasculares com invasão para o átrio direito.

Complicações comuns

  • Punção acidental da carótida (mais comum);
  • Punção acidental da traqueia e lesão do nervo laríngeo recorrente;
  • Embolia aérea, trombose, flebite e pneumotórax;
  • Lesão cardíaca pelo cateter.

Punção da Veia Subclávia

Vantagens

  • Menor risco de complicações;
  • Muitas relações anatômicas e fixas;
  • Menor chance de perda de acesso;
  • Menor risco de infeção do sítio de punção;
  • Não colaba no choque hipovolêmico.

Desvantagens

  • Necessidade de prática para evitar complicações;
  • Difícil compressão, no caso de acidentes arteriais;
  • Alto risco de complicações graves.

Contraindicações

  • Discrasias sanguíneas de qualquer grau;
  • Pacientes com DPOC;
  • Trauma clavicular, cirurgias prévias no local ou deformidades;
  • Durante PCR.

Complicações comuns

  • Punção acidental da artéria subclávia, hematomas e sangramentos;
  • Má posição do cateter, ou introdução excessiva;
  • Embolia aérea, trombose, flebite e pneumotórax;
  • Lesão cardíaca pelo cateter.

Como é localizado?

Para obter acesso nas veias jugulares, é preciso palpar a cabeça esternal, e desenhar uma linha imaginária seguindo o trajeto do músculo.

Depois, é preciso desenhar outra linha imaginária, dessa vez seguindo o trajeto da clavícula.

Em seguida, o desenho de uma bissetriz entre essas duas linhas imaginárias vai ser feita, e o trajeto dessa bissetriz vai indicar o local onde deve ocorrer a punção com a agulha.

Por fim, a realização da punção deve ser feita em um ângulo de 30º graus, com a ponta da agulha apontando para o mamilo ipsilateral.

Referências:

  1. AMATO, A. C. M. Procedimentos médicos: técnica e tática. 2. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2016.
  2. https://www.auladeanatomia.com/sistemas/383/sistema-venoso

Que Medicamento é Esse?: Paracetamol + Fosfato de codeína

O Paracetamol + Fosfato de Codeína, conhecido popularmente como “Codex”, é um forte analgésico  indicado para aliviar dores moderadas a intensas, como em casos de entorses, luxações, contusões, distensões, fraturas, alívio de dor no pós-operatório, pós-extração dentária, neuralgia, lombalgia, dores de origem articular e condições semelhantes.

Como Funciona?

O Codex tem na sua composição duas substâncias com ação analgésica, a codeína e o paracetamol.

A codeína é um medicamento analgésico que age nos receptores μ-opiáceos predominantemente através do seu metabólito ativo morfina. A codeína também se liga fracamente aos receptores κ, que mediam a analgesia, miose e sedação. Os principais efeitos da codeína são no sistema nervoso central.

O paracetamol é um analgésico e antipirético, que produz a analgesia pela elevação do limiar da dor e antipirese através da ação no centro hipotalâmico regulador do calor.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer com o uso de Codex são prisão de ventre, boca seca, náuseas, vômitos, tonturas, sonolência e suor excessivo.

Quando é Contraindicado?

O Codex não deve ser utilizado em pessoas com hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula.

Também não deve ser usado para o tratamento da dor pós-operatória em crianças que foram submetidas a tonsilectomia ou adenoidectomia.

Além disso, também não deve ser usado em pessoas que metabolizem a codeína muito rapidamente, em grávidas ou mulheres que estejam a amamentar.

Não deve ser usado em menores de 12 anos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Instrua o paciente a tomar a medicação conforme recomendado e não interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que melhore.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionados ao uso da medicação.
  • A medicação deve ser usada com cautela em gestantes e lactantes.
  • Recomenda-se cautela também em casos de asma, bronquite, anorexia, IAM, ICC e durante o trabalho de parto. Os pacientes idosos devem receber doses baixas e em intervalos maiores.
  • Recomende ao paciente o aumento da ingestão de líquidos e de alimentos ricos em fibras, durante a terapia.
  • Pode causar boca seca.
  • Pode causar tontura e sonolência.
  • Recomende o paciente que evite o uso de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC.

Lóquios Pós-Parto

Os lóquios são perdas, inicialmente de sangue e, numa segunda fase, de outros tecidos também, o que faz com que mudem a sua aparência. Os lóquios começam imediatamente depois do parto e podem prolongar-se até ao final do puerpério, os clássicos 40 dias depois do nascimento.

Imediatamente após a fase de expulsão do bebê, o útero contrai-se e coloca-se na zona situada em cima do umbigo. Entre 10 a 15 dias depois do parto, o útero já fica ao nível da púbis e, no final do puerpério, já recuperou as suas dimensões normais. O peso do útero também muda: se, quando o bebê nasce, pesa cerca de um quilo, depois de 40 dias volta aos 60-90 gramas de sempre.

Mas a que se deve esta mudança? As responsáveis são as células musculares do útero que reduzem o seu volume, diminuem de número e alisam-se produzindo as perdas que recebem o nome de lóquios.

Quais são as causas dos lóquios?

Os lóquios ou perdas de sangue são provocados por três fenômenos:

  • A expulsão da placenta, o órgão que forneceu oxigênio e nutrientes ao feto durante a gravidez. No ponto do útero onde estava presa a placenta forma-se uma ferida que começa a sangrar. Por isso, vão para esta zona uma grande quantidade de glóbulos brancos de modo a formarem uma barreira de defesa face aos possíveis germes que poderiam provocar uma infeção na ferida. À medida que se forma este escudo protetor, as perdas de sangue produzidas pela ferida vão-se reduzindo. Este processo costuma terminar em cerca de quatro semanas após o parto. Não obstante, não se trata de um processo normal de cicatrização mas sim de uma reconstrução dos tecidos. Se sobre o ponto em que estava presa a placenta se formasse uma cicatriz, no futuro não seria possível a implantação de um novo óvulo fecundado.
  • A eliminação da capa que reveste o útero durante a gravidez constitui o segundo elemento responsável pela existência de lóquios. Esta capa é composta por um tecido abundante que, com a sua presença, torna o útero um lugar acolhedor para o feto e que é expulso na maior parte no momento do parto. A capa mais profunda deste tecido elimina-se lentamente produzindo os lóquios.
  • A destruição por lise de parte das fibras do útero, quando termina a gestação, dá lugar a parte dessa secreção chamada lóquios.

Os tipos de Lóquios

A cor desses lóquios se modificam durante puerpério. Conforme a segunda imagem observamos:

  • Até o 3 ° dia uma cor rubra (vermelho), quantidade semelhante ao fluxo menstrual;
  • Após o 3º ou 4º dia até o 10° dia, a cor é FUSCA (acastanhado);
  • Até o 21º dia, observa-se a cor Flava (amarelado) e a partir de 21°dia alba (branca).

Os lóquios possuem odor característicos semelhantes ao sangue menstrual, qualquer modificação desse odor para – odor fétido – pode indicar uma infecção puerperal sendo necessário buscar orientação de um especialista.

Cuidados de Enfermagem

  • Verificar os sinais vitais (pulso, respiração, temperatura e pressão arterial), de 6/6 horas.
  • Observar o estado das mucosas e hidratação. Estimular ingestão hídrica nas primeiras 48 horas.
  • Encorajar a deambulação precoce (6 horas para parto vaginal e 12 horas para cesariana).
  • Verificar altura do fundo uterino, observando sua consistência e localização, bem como as características da incisão operatória quando o parto for cesáreo.
  • Inspecionar diariamente o períneo e o estado dos genitais externos: condições de higiene, cicatrização da episiotomia/laceração, presença de edema, hematoma e sinais de inflamação.
  • Observar continuamente e registrar lóquios: cor, odor, quantidade e aspecto.
  • Fazer ou orientar para higiene vulvar e perineal com água corrente após as micções e evacuações.
  • Avaliar continuamente o estado das mamas e mamilos: consistência, temperatura, sinais de apojadura, ingurgitamento, trauma mamilar, bloqueio de ductos, produção láctea, entre outros.
  • Controlar micção, características da urina, volume, frequência e distúrbios urinários, especialmente nas primeiras 24 a 72 horas. Em caso de sonda vesical, observar cuidados com a mesma.
  • Controlar e registrar diariamente a função intestinal: presença de peristaltismo, frequência e distúrbios no padrão de eliminação. Na ocorrência de hemorroida, observar tamanho, desconforto e sensibilidade.
  • Observar continuamente membros inferiores, atentando para os sinais precoces de tromboses e flebites.
  • Discutir com a puérpera os conceitos relacionados à alimentação e à higiene corporal;
  • Avaliar o estado emocional da puérpera e sua aceitação da maternidade, procurando identificar o grau de interação com o recém-nascido e de integração familiar.
  • Dar suporte emocional e ajuda prática.
  • Identificar o grau de conhecimento da puérpera em relação aos cuidados com o recém-nascido: curativo do coto umbilical, banho, vestuário, alimentação e imunização.
  • Respeitar a autonomia da mulher e sua liberdade de escolha.
  • Ministrar medicamentos prescritos, observando efeitos colaterais e adversos. Em caso de fluidoterapia, realizar controle e cuidados para esta.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de atenção a saúde. Pré-Natal e puerpério: atenção qualificada e humanizada:manual Técnico. Brasília: Ministério da Saúde, versão revisada, 2006. Disponível AQUI.

Agulha com Dispositivo de Segurança

Utilizar agulhas de segurança é medida de prevenção fundamental para zelar pela integridade física dos profissionais da área de saúde.

É que o número de contaminação com instrumentos perfurocortantes ainda é bem alarmante. Para minimizar esses efeitos, no mercado, já existem materiais que otimizam a aplicação de injetáveis e evitam acidentes com a agulha contaminada durante manipulação e descarte desses materiais.

As agulhas de segurança são elaboradas para garantir a proteção dos profissionais em todo processo de manuseio.

Os perfurocortantes com dispositivo de segurança também protegem as pessoas que circulam por ambientes hospitalares e têm contato com o material após seu descarte (agentes de limpeza e manutenção, por exemplo), já que a agulha fica protegida dentro do sistema de segurança após o uso.

Para que elas sejam eficazes, no entanto, precisam seguir as normas da NR32 e do INMETRO.

Como utilizar agulhas de segurança?

  1. Abra a embalagem da agulha em pétala.
  2. Você pode conferir o padrão universal de cores no dispositivo de segurança da agulha para identificar o tamanho.
  3. Conecte a agulha na seringa Luer Lock e dê uma volta completa.
  4. Conecte a agulha com firmeza na seringa Luer Slip.
  5. Aspire a medicação e elimine as bolhas de ar.
  6. Acione a trava de segurança até ouvir o barulho de encaixe (“click”).
  7. Troque a agulha de aspiração por uma agulha de segurança.
  8. A capa de segurança direciona o bisel para o ângulo de aplicação.
  9. Aplique a medicação conforme o protocolo da instituição.
  10. Para acionar o dispositivo de segurança, você deve seguir as recomendações do protocolo da sua instituição; assim, você tem duas opções:

Opção 1: acionar o dispositivo com o polegar imediatamente após o uso (até ouvir o barulho de encaixe – click);

Opção 2: acionar o dispositivo na bancada imediatamente após o uso (até ouvir o barulho de encaixe – click);

  1. Descarte a agulha conectada à seringa no coletor de perfurocortante.

Veja também:

Posições do Bisel

Agulha: Os Tipos e Indicações

Agulha Ponta Romba

Referência:

  1. BBraun