Rede Sentinela

A Rede Sentinela é uma estratégia iniciada em meados do ano de 2001, com o objetivo de ser observatório ativo do desempenho e segurança de produtos de saúde regularmente usados: medicamentos, kits para exames laboratoriais, órteses, próteses, equipamentos e materiais médico-hospitalares, saneantes, sangue e seus componentes.

Trata-se, portanto, de uma importante estratégia para o Sistema de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária – VIGIPOS (instituído pela Portaria Ministerial MS n° 1.660, de 22 de julho de 2009).

No final de 2009, iniciamos o processo de busca da perenidade, sustentabilidade e ampliação de abrangência da Rede Sentinela.

Formalizando os rumos da nova rede, foi publicado em abril de 2011 o documento Critérios para Credenciamento de Instituições na Rede Sentinela (Ano 2011), através do qual qualquer instituição que desejasse adequar-se aos novos critérios de participação poderia ser um serviço sentinela para o SNVS.

Em 2014, a Rede passou a ser disciplinada por dois instrumentos normativos: a RDC Anvisa n° 51/2014 (Dispõe  sobre a Rede Sentinela para o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária) e a Instrução Normativa da Anvisa IN n° 8/2014 (Dispõe sobre os critérios para adesão, participação e permanência dos serviços de saúde na Rede Sentinela).

A publicação das normas trouxe fundamentação legal para as atividades da Rede, além de critérios básicos de acompanhamento das instituições credenciadas, para que a relação entre as instituições e o SNVS seja sempre a mais estreita e proveitosa possível.

Importante destacar que a Rede Sentinela permanece aberta para que qualquer instituição, em qualquer tempo, solicite o seu credenciamento. A adesão do serviço de saúde à Rede Sentinela é um ato voluntário e não envolve qualquer transferência direta de recursos financeiros.

O intuito é que a Rede continue a se aprimorar e se consolide como uma referência para o VIGIPOS, com ganho de qualidade e revisão nos seus processos de trabalho de vigilância e gestão de riscos.

Objetivos

  • Obter informações de qualidade sobre eventos adversos e queixas técnicas relacionados a produtos sob vigilância no período pós-uso/pós-comercialização – VIGIPÓS, para subsidiar a tomada de decisão por parte do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS);
  • Promover e divulgar o Sistema de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária- NOTIVISA, com o intuito de consolidar a cultura da notificação;
  • Contribuir para o aprimoramento do gerenciamento de risco nos serviços de saúde;
  • Desenvolver e apoiar estudos de interesse do Sistema de Saúde Brasileiro; e
  • Cooperar para atividades de formação de pessoa, educação continuada e produção de conhecimento no âmbito do VIGIPÓS.

Participar da Rede Sentinela, além da oportunidade de contribuir com informações essenciais para o monitoramento das tecnologias em saúde, significa estar em um ambiente de troca de experiências e aprimoramento dos processos de trabalho para a gestão do risco sanitário.

Dentre as contrapartidas para as instituições participantes da Rede, há a preocupação de oferecer atividades presenciais e à distância de educação permanente.

Serviços

Os serviços que compõem a Rede notificam e monitoram eventos adversos e queixas técnicas de produtos sob vigilância sanitária (medicamentos, vacinas e imunoglobulinas; pesquisas clínicas; cosméticos, produtos de higiene pessoal ou perfume; artigos e equipamentos médico-hospitalares; kit reagente para diagnóstico in vitro; uso de sangue ou componentes; saneantes e agrotóxicos) em uso no Brasil, fazendo a Vigipós dos produtos utilizados nos estabelecimentos de saúde.

As suspeitas de eventos adversos e queixas técnicas são monitorados e investigados juntamente com a Vigilância Sanitária. A conclusão dessas investigações pode resultar em diversas decisões como a retirada do produto do mercado, a restrição de uso e de comercialização entre outras intervenções.

Referência:

  1. ANVISA

Medicamentos Termolábeis

Os Medicamentos termolábeis são aqueles que têm alta sensibilidade a variações de temperatura e que precisam ser armazenados e transportados em condições específicas para preservar sua qualidade e eficácia.

Especificações

Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 430/2020, da ANVISA, são considerados termolábeis os medicamentos cuja especificação de temperatura máxima seja igual ou inferior a 8°C.

Alguns exemplos de medicamentos termolábeis são insulina, vacinas, hormônios, anticorpos monoclonais e outros produtos biológicos ou imunobiológicos.

Esses medicamentos atuam sobre moléculas endógenas do organismo ou reforçam o sistema imune do paciente.

Para garantir sua integridade, eles devem ser acondicionados em equipamentos adequados com controle digital de temperatura, avaliados periodicamente por profissionais especializados e manuseados por pessoal qualificado e treinado.

Lista de exemplos de alguns medicamentos termolábeis

Nome genérico Dosagem                                            Apresentação
Alfaepoetina 40.000UI/mL Frasco-ampola 1mL
Alprostadil 500mcg Frasco-ampola
Anfotericina B 50mg Frasco-ampola
Anfotericina B lipossomal 50mg Frasco-ampola
Ciclofosfamida 50mg Comprimido revestido
Cisatracúrio, besilato 2mg/mL Ampola 5mL
Cobre, quelato 1mg/mL Xarope Frasco 30mL
Complexo Protrombínico 500 a 600UI Frasco ampola
Espironolactona 2mg/mL Suspensão oral Frasco 60mL
Filgrastima 300mcg/mL Frasco-ampola 0,5mL
Folinato de cálcio 300mg Frasco-ampola
Fração Fosfolip. de Pulmão Porcino

(Curosurf ®)

240mg/3mL Frasco-ampola 3mL
Fulvestranto 250mg/5mL Seringa
Gosserrelina, acetato 3,6mg Seringa
Hidroclorotiazida 2,5mg/mL Frasco 60mL
Imunoglobulina anti-Rh humana 300mcg Frasco-ampola
Imunoglobulina de coelho antitimócito humana 25mg/frasco Frasco-ampola
Imunoglobulina humana EV 5000mg EV Frasco-ampola
Insulina NPH 100UI/mL Frasco 10mL
Insulina Regular 100UI/mL Frasco 10mL
Interferon alfa-2b 5.000.000 UI Frasco-ampola
Interferon alfa-2b 3.000.000 UI Frasco-ampola
Levosimendana 2,5mg/mL Frasco-ampola 5mL
Ocitocina 5UI/mL Ampola 1mL
Octreotida 0,1mg Ampola1mL
Octreotida 0,5mg Ampola 1mL
Omeprazol 20mg/5mL suspensão oral Frasco 30mL
Pancurônio, brometo 4mg/2mL Ampola 2mL
Papaína creme não iônico 3% Sachê 20g
Papaína creme não iônico 6% Sachê 20g
Papaína creme não iônico 10% Sachê 20g
Proximetacaína, cloridrato 0,5% Solução oftálmica Frasco 5mL

Obs.: alguns medicamentos possuem temperatura de armazenamento variável, de acordo com o fabricante.

Referências:

  1. ADCON
  2. Biblioteca Virtual em Saúde

Transferência: Do leito para cadeira de rodas (Vice Versa)

O cuidado com o paciente durante a transferência do leito para a cadeira de rodas é crucial para garantir a segurança e o conforto do paciente.

Passo a Passo detalhado

Comunicação e Consentimento:

Antes da realização de qualquer procedimento de transferência, deve-se orientar a pessoa a ser transferida sobre todo o procedimento, fazendo com que a pessoa se torne conhecedora de cada movimento que será realizado.

Transferência realizada por uma pessoa

  • Transferência da cadeira de rodas para cama ou vice versa;

Procedimento:

  • O primeiro passo é organizar o entorno, ou seja, o paciente e a cadeira. O paciente deve estar sentado e a cadeira de rodas a 45 graus da cama. O profissional que irá realizar transferências deve estar na frente do paciente e ao lado da cadeira de rodas.
    • Uma dica importante: se o cliente tem um lado do corpo comprometido, vamos deixar o lado são virado para a cadeira.
    • O paciente deve estar sentado na beira da cama, com os pés bem apoiados no chão e o tronco inclinado para frente.
    • O profissional deve se posicionar à frente do paciente, pedir que ele coloque as mãos sobre os ombros do profissional (se um braço estiver comprometido, só será apoiado o braço são). As mãos do profissional podem estar sobre os ombros do cliente, sobre as escápulas ou ainda segurando a calça/short.
  • O segundo passo é orientar o paciente o que será feito e como ele deve participar. O profissional combinará com o paciente que ao contar três (1, 2, 3…) ele será elevado em direção à cadeira de rodas e deve participar o máximo que conseguir.
    • Em seguida, o profissional faz a contagem, inclinando mais o corpo do cliente à medida que conta e, quando o paciente levantar, continua a dar a orientação ao paciente, pedindo para ele girar o corpo em direção à cadeira.
  • O terceiro passo consiste em sentá-lo e perceber se está bem posicionado no assento, com o tronco sobre o encosto, para que os pés possam ser colocados sobre os apoios e o braço da cadeira abaixado.
    • Lembre-se de que o correto posicionamento do paciente não apenas influencia o conforto, mas também afeta sua resposta clínica e recuperação. Portanto, execute a transferência com cuidado e atenção aos detalhes .

Transferência realizada por duas pessoas

  • Da cama para a cadeira ou vice versa;
  • Da cadeira para a maca ou vice versa;

Profissional nº1: Fica atrás do paciente, com uma de suas pernas ao lado da cadeira de rodas e a outra posicionada já em cima do local que o paciente irá ser transferido (quando possível). Ele abraça o paciente pelo tórax, segurando pelos braços.

O profissional precisa apoiar a parte inferior do tórax com seus antebraços, prevenindo a elevação da coluna e o alongamento do paciente durante o levantamento.

Profissional nº2: fica em pé de frente à lateral da cama. Ele eleva os MMII do paciente, com um dos braços sob as coxas e o outro sob as pernas ou ambas as pernas.

Procedimento:

A pessoa nº1 ou nº2 que estará realizando a transferência agirá como comandante da transferência (geralmente a pessoa que fica no tronco é quem comanda), ele irá explicar a pessoa transferida todo o procedimento além de dar os comandos para a segunda pessoa que estará auxiliando na transferência.

O comandante contará até três e em sincronia com a segunda pessoa irá levantar o paciente e coloca-lo no local destinado.

Referências:

  1. Artmed
  2. Portalenf

Mobilização Precoce

A mobilização precoce hospitalar é uma estratégia que visa minimizar os efeitos deletérios da imobilidade prolongada nos pacientes internados, especialmente nos críticos.

O que é a mobilização precoce?

A mobilização precoce consiste na realização de exercícios físicos adequados ao nível de funcionalidade do paciente, desde a movimentação passiva no leito até a deambulação, com ou sem auxílio de dispositivos.

Traz benefícios como a prevenção e o tratamento da fraqueza muscular adquirida na UTI, a melhora da função respiratória, a redução do tempo de ventilação mecânica e de internação, a melhora da qualidade de vida e da independência funcional após a alta hospitalar.

Protocolos

Para realizar a mobilização precoce hospitalar, é necessário seguir alguns protocolos que orientam a avaliação, a indicação, a contraindicação, a segurança e a progressão dos exercícios.

Alguns protocolos utilizados são o ABCDEF, o ICU Mobility Scale, o ICU Rehabilitative Care Algorithm e o Early Activity and Mobility Protocol.

Esses protocolos levam em conta fatores como o nível de consciência, a estabilidade hemodinâmica, a presença de dispositivos invasivos, o risco de sangramento, a dor e o conforto do paciente.

A mobilização precoce deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros profissionais envolvidos no cuidado do paciente.

A mobilização precoce hospitalar é uma prática baseada em evidências que pode melhorar os desfechos clínicos e funcionais dos pacientes internados.

No entanto, ainda existem barreiras para sua implementação, como a falta de recursos humanos e materiais, a resistência da equipe e dos familiares, o medo de complicações e a ausência de protocolos padronizados.

Por isso, é importante que os profissionais de saúde sejam capacitados e motivados para realizar a mobilização precoce hospitalar de forma segura e efetiva.

Referências:

  1. Ministério da Educação
  2. Governo da Paraíba
  3. Aquim, E. E., Bernardo, W. M., Buzzini, R. F., Azeredo, N. S. G. de ., Cunha, L. S. da ., Damasceno, M. C. P., Deucher, R. A. de O., Duarte, A. C. M., Librelato, J. T., Melo-Silva, C. A., Nemer, S. N., Silva, S. D. F. da ., & Verona, C.. (2019). Diretrizes Brasileiras de Mobilização Precoce em Unidade de Terapia Intensiva. Revista Brasileira De Terapia Intensiva, 31(4), 434–443. https://doi.org/10.5935/0103-507X.20190084

Atropina: Não utilizado mais em PCR!

A atropina é um medicamento com diversas finalidades, que age bloqueando os receptores muscarínicos da acetilcolina e relaxando os músculos lisos dos órgãos internos. Vamos explorar mais sobre esse composto essencial:

O seu uso

A atropina é um remédio de uso injetável indicado para várias condições médicas:

  1. Intoxicação por inseticidas organofosforados ou carbamatos: A atropina atua como antídoto nesses casos, revertendo os efeitos tóxicos dessas substâncias.
  2. Arritmias cardíacas: Especialmente a bradicardia sinusal, a atropina é utilizada para aumentar a frequência cardíaca.
  3. Úlcera péptica: A atropina tem ação antiarrítmica e antiespasmódica, auxiliando no tratamento dessa condição.
  4. Cólica renal ou biliar: A atropina pode aliviar espasmos dolorosos nessas situações.
  5. Diminuição da produção de saliva e muco do trato respiratório durante a anestesia e intubação: É usada para preparar o paciente para procedimentos.
  6. Doença de Parkinson: Embora menos comum, a atropina pode ser empregada em alguns casos.
  7. Preparo para radiografias gastrointestinais: Ajuda a relaxar os músculos do trato gastrointestinal.

Descontinuação no Suporte Avançado de Vida na PCR

Recentemente, as diretrizes de suporte avançado de vida durante a parada cardiorrespiratória (PCR) passaram por mudanças significativas em relação ao uso da atropina. Eis o que mudou:

  • Uso rotineiro descontinuado: Anteriormente, a atropina era frequentemente administrada para tratar ritmos cardíacos lentos durante a PCR. No entanto, as novas diretrizes não recomendam mais seu uso rotineiro nesses casos.
  • Estudos e evidências: Pesquisas mostraram que a atropina não oferece benefícios terapêuticos significativos em ritmos elétricos sem pulso (como assistolia) ou bradicardia grave. Portanto, seu uso foi descontinuado em situações de PCR.

O que estão fazendo agora?

  • Priorizando a RCP de alta qualidade: A ressuscitação cardiopulmonar continua sendo a base do tratamento durante a PCR.
  • Evitando a Atropina: Em ritmos elétricos sem pulso ou bradicardia, considerando outras opções terapêuticas.
Referência:
  1. Gonzalez M, Timerman S, Gianotto-Oliveira R, Polastri T, Canesin M, Schimidt A, et al.. I Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras Cardiol [Internet]. 2013Aug;101(2):1–221. Available from: https://doi.org/10.5935/abc.2013S006

Evolução de Enfermagem: Método DAR

A evolução de enfermagem é uma etapa fundamental do processo de enfermagem, que consiste em avaliar as respostas do paciente às intervenções realizadas e verificar se os resultados esperados foram alcançados.

Para isso, o enfermeiro deve utilizar um método de registro que seja claro, objetivo e padronizado, facilitando a comunicação entre os profissionais e a continuidade da assistência.

Método DAR

Um dos métodos mais utilizados para a evolução de enfermagem é o método DAR, que significa Dados, Ações e Resultados.

Esse método foi proposto por Horta em 1979, baseado na teoria das necessidades humanas básicas de Maslow.

O método DAR permite ao enfermeiro registrar os dados coletados na avaliação do paciente, as ações realizadas para atender às suas necessidades e os resultados obtidos com essas ações.

O método DAR apresenta algumas vantagens, como:

  • Facilita a organização e a sistematização das informações;
  • Permite a identificação dos problemas de enfermagem e a avaliação dos cuidados prestados;
  • Favorece a análise crítica e a tomada de decisão do enfermeiro;
  • Contribui para a qualidade e a segurança da assistência de enfermagem.

Para aplicar o método DAR, o enfermeiro deve seguir os seguintes passos:

  1. Registrar os dados coletados na avaliação do paciente, utilizando termos técnicos e científicos, sem emitir opiniões ou julgamentos. Os dados devem ser relevantes, precisos e atualizados, e podem incluir sinais vitais, exames laboratoriais, queixas, comportamentos, entre outros.
  2. Registrar as ações realizadas pelo enfermeiro ou pela equipe de enfermagem para atender às necessidades do paciente, de acordo com a prescrição de enfermagem. As ações devem ser descritas de forma clara, concisa e completa, indicando a data, a hora, a frequência, a dose, a via, o material utilizado, a técnica empregada, as orientações fornecidas, entre outros aspectos.
  3. Registrar os resultados obtidos com as ações realizadas, verificando se houve melhora, piora ou manutenção do estado do paciente. Os resultados devem ser comparados com os objetivos estabelecidos na prescrição de enfermagem, e devem ser mensuráveis, observáveis e verificáveis. Caso os resultados não sejam satisfatórios, o enfermeiro deve revisar o plano de cuidados e propor novas intervenções.

Um exemplo de evolução de enfermagem pelo método DAR é:

D: Paciente com dor abdominal intensa, referindo náuseas e vômitos. Apresenta distensão abdominal, ruídos hidroaéreos diminuídos e ausência de eliminação de fezes e gases há 3 dias. Temperatura: 37,8°C; Pressão arterial: 150×90 mmHg; Frequência cardíaca: 110 bpm; Frequência respiratória: 24 irpm; Saturação de oxigênio: 95%. Hemograma: leucócitos: 12.000/mm³; hemoglobina: 13 g/dL; hematócrito: 40%. Radiografia abdominal: alças intestinais dilatadas e com níveis hidroaéreos.

A: Administrado analgésico (dipirona 1g) e antiemético (metoclopramida 10 mg) por via endovenosa, conforme prescrição médica. Realizado cateterismo vesical de demora, com saída de 300 mL de urina amarelo-clara. Colocado sonda nasogástrica nº 14, com drenagem de 500 mL de líquido bilioso. Orientado sobre os procedimentos realizados e a importância de permanecer em jejum. Monitorado os sinais vitais e o balanço hídrico.

R: Paciente refere alívio da dor abdoaminal após a administração do analgésico. Não apresenta mais náuseas e vômitos. Mantém distensão abdominal, ruídos hidroaéreos diminuídos e ausência de eliminação de fezes e gases. Temperatura: 37,2°C; Pressão arterial: 140×80 mmHg; Frequência cardíaca: 90 bpm; Frequência respiratória: 20 irpm; Saturação de oxigênio: 97%. Hemograma: leucócitos: 10.000/mm³; hemoglobina: 13 g/dL; hematócrito: 40%. Radiografia abdominal: alças intestinais dilatadas e com níveis hidroaéreos.

Referências:

  1. COFEN
  2. Sumários.org

Amiodarona: As Reações Adversas

O Cloridrato de Amiodarona é um medicamento utilizado para tratar arritmias cardíacas.

No entanto, como qualquer medicamento, ele pode causar reações adversas em alguns pacientes.

Reações Associadas

Distúrbios Cardíacos

    • Bradicardia: Uma diminuição moderada da frequência cardíaca, muitas vezes dependente da dose.
    • Arritmias: Às vezes, o uso da amiodarona pode levar ao aparecimento ou piora das arritmias, podendo até resultar em parada cardíaca.
    • Alterações na Condução: Isso inclui bloqueio sinoatrial e atrioventricular de vários graus.
    • Torsade de Pointes: Uma arritmia ventricular rara, mas grave.

Distúrbios Oftálmicos

    • Microdepósitos na Córnea: Esses depósitos lipídicos podem causar percepção de halos coloridos sob luz intensa ou visão turva. Alguns pacientes também podem desenvolver neuropatia ótica ou neurite, que pode progredir para cegueira.

Distúrbios Endócrinos

    • Hipotireoidismo: É uma reação comum.
    • Hipertireoidismo: Embora menos frequente, também pode ocorrer.

Distúrbios Hepáticos:

    • Aumento das Transaminases Séricas: Isso é comum no início da terapia e geralmente retorna ao normal com a redução da dose.
    • Doença Hepática Crônica: Isso é raro, mas pode ser grave.

Distúrbios Cutâneos:

    • Fotossensibilidade: A amiodarona pode causar pigmentação grisácea ou azulada da pele, especialmente com uso prolongado ou altas doses. Essa pigmentação desaparece lentamente após a interrupção do tratamento.
    • Alterações na Pigmentação da Pele: Além da fotossensibilidade, a amiodarona pode causar pigmentação cinza-azulada da pele.

Referências:

  1. Consultare Médicos
  2. Bula do Amiodarona

Caneta Marcadora de Pele

A Caneta para Marcação de Pele é confeccionado com a tinta “violeta genciana”, e é utilizado por um profissional tanto pela medicina ou enfermagem para marcar a região antes de uma incisão cirúrgica. Por isso, trata-se de um equipamento indispensável em hospitais, clínicas e até mesmo em consultórios.

Mas, além de fornecer um traço preciso, é também resistente aos materiais químicos comuns às cirurgias. Isto é, a marcação permanece após a aplicação e durante todo o procedimento, guiando o profissional.

Assim, a caneta marcadora garante que tudo ocorra de maneira segura e dentro do planejado. Ainda, por ser um acessório de uso único, o produto reduz os riscos de contaminação do paciente e do cirurgião. Por exemplo, por bactérias ou fungos.

Para que seve a Caneta para Marcação de Pele?

Em linhas gerais, a demarcação do sítio cirúrgico tem como objetivo reduzir erros durante o procedimento. Para isso, utilizam-se acessórios de marcação, como as canetas marcadoras cirúrgicas.

Em geral, com o paciente acordado e consciente, o médico identifica o local da intervenção. Inclusive, em alguns casos, o paciente deve confirmar a marcação. Sobretudo em casos estéticos. Em seguida, encaminham-se para o local da cirurgia.

Existem de diversas cores e marcas, e podem ser encontradas facilmente pelo mercado hospitalar.

Referência:

  1. MEM Cirúrgica

Sinais Vitais: Quando verificar?

Sinais vitais são medidas essenciais para avaliar o estado de saúde de uma pessoa. Eles incluem aferições como temperatura, frequência cardíaca, frequência respiratória e pressão arterial.

Em que situações deve verificar os sinais vitais?

Na admissão

Quando um paciente chega a um hospital ou clínica, a medição dos sinais vitais é um passo inicial crucial. Isso permite que os profissionais de saúde avaliem o estado geral do paciente e identifiquem possíveis alterações.

Na Pré consulta ou Consulta Hospitalar ou Ambulatorial

É importante medir os sinais vitais na pré consulta ou consulta médica de rotina, para avaliar as alterações fisiológicas e detectar possíveis problemas de saúde.

Após qualquer intervenção ou procedimento

Após cirurgias, exames ou outros procedimentos médicos, é importante monitorar os sinais vitais para detectar qualquer reação adversa ou mudança significativa.

Quando o paciente apresentar sintomas de emergência

Se um paciente manifestar sintomas graves, como falta de ar, dor no peito ou confusão, a verificação imediata dos sinais vitais é essencial para avaliar a gravidade da situação.

Antes e depois da administração de medicamentos

Alguns medicamentos podem afetar os sinais vitais. Portanto, é importante medir esses parâmetros antes de administrar qualquer tratamento.

Antes e depois de mudanças no tratamento

Sempre que houver alterações na terapia (como ajustes de dose ou troca de medicamentos), verificar os sinais vitais ajuda a avaliar a resposta do paciente.

Quando o paciente relata alterações nos sintomas

Se o paciente mencionar mudanças em seu estado de saúde, como febre, tontura ou palpitações, a medição dos sinais vitais pode fornecer informações importantes.

Quando o paciente apresenta ansiedade ou dor

A ansiedade e a dor podem afetar os sinais vitais. Monitorar esses parâmetros ajuda a entender o impacto emocional ou físico no paciente.

Referência:

  1. Central de Consultas

Bandeja para Teste de Glicemia Capilar

Para que serve?

A glicemia capilar é um exame sanguíneo que oferece resultado imediato acerca da concentração de glicose nos vasos capilares da polpa digital, através do aparelho glicosímetro.

Executor:

Equipe de Enfermagem (Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem)

Materiais Necessários

  • Luvas de procedimento;
  • Algodão;
  • Solução de Álcool 70%;
  • Glicosímetro;
  • Fitas reagentes para glicose, específica ao aparelho utilizado no momento;
  • Lancetas estéreis;
  • Caneta e papel para anotação do resultado encontrado.
  • Caixa para descarte de material contaminado;
  • Prontuário do paciente

Etapas do Procedimento

  1. Higienizar as mãos de acordo com o Protocolo de Higienização das Mãos;
  2. Identificar o paciente perguntando o nome completo e conferir pela pulseira de identificação. Caso o paciente em questão esteja sem condições de responder, conferir os dados com o acompanhante;
  3. Explicar o procedimento ao cliente e/ou acompanhante;
  4. Reunir o material dentro da bandeja;
  5. Verificar se o aparelho de leitura está calibrado e pronto para o procedimento;
  6. Colocar luvas de procedimento;
  7. Limpar a polpa digital de eleição do paciente com algodão embebido no álcool a 70% e aguardar secar;
  8. Verificar a validade da tira teste e após introduzir no aparelho, evitando tocar na parte reagente;
  9. Lancetar a polpa digital e coletar material na fita reagente, para a leitura glicêmica;
  10. Aguardar o tempo necessário para que o aparelho realize a leitura;
  11. Pressionar o local da punção o suficiente para suspender o sangramento;
  12. Realizar a leitura do índice glicêmico e limpar o dedo do paciente com algodão embebido em álcool a 70% e depois o seco;
  13. Certificar-se de que não há prolongamento do período de sangramento;
  14. Desprezar o material utilizado na caixa para perfurocortante;
  15. Retirar luva de procedimentos e desprezá-la no lixo;
  16. Higienizar as mãos;
  17. Registrar a taxa de glicemia capilar do paciente, no impresso apropriado e informar o valor ao paciente;
  18. Adotar medidas terapêuticas mediante índice apresentado pelo paciente, conforme prescrição médica.

 

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Referências:

  1. MILECH, A. et al. Diabetes Mellitus: clínica diagnóstica, tratamento multidisciplinar. São Paulo: Editora Atheneu, 2004.
  2. SILVA LD, PEREIA SRM, MESQUITA AMF. Procedimentos de enfermagem: Semiotécnica para o cuidado. Rio de Janeiro: Medsi; 2005.
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Tratamento e acompanhamento do Diabetes Mellitus. Rio de Janeiro: Editora Diagraphic, 2011.
  4. INTS – Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde