Medicamentos Antitérmicos

Antitérmicos, também conhecidos como antipiréticos, são medicamentos utilizados para reduzir a febre. Eles atuam inibindo o mecanismo que eleva a temperatura corporal. A febre é uma resposta natural do organismo a infecções e inflamações, mas quando muito alta, pode causar desconforto e até mesmo complicações.

Importante: É fundamental consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento, pois a automedicação pode mascarar sintomas importantes e agravar problemas de saúde.

Principais Grupos de Antitérmicos

Os antitérmicos mais comuns pertencem aos seguintes grupos:

  • Paracetamol: Um dos mais utilizados, por ser geralmente seguro e bem tolerado. É eficaz no alívio da dor e da febre.
    • Marcas comuns: Tylenol, Anador, Lisador.
  • Ibuprofeno: Possui ação anti-inflamatória adicional, sendo útil em casos de dor causada por inflamação, como a dor de cabeça por sinusite.
    • Marcas comuns: Advil, Nurofen.
  • Dipirona: Antitérmico e analgésico potente, mas seu uso deve ser feito com cautela devido a possíveis efeitos colaterais.
    • Marcas comuns: Novalgina, Dipirona.
  • Ácido acetilsalicílico (AAS): Além de antitérmico, possui ação anti-inflamatória e antiplaquetária. Não deve ser administrado em crianças e adolescentes com quadro viral, devido ao risco da Síndrome de Reye.
    • Marcas comuns: Aspirina.

Outros Antitérmicos e Combinações

Existem outros antitérmicos e combinações disponíveis no mercado, como:

  • Nimesulida: Possui ação anti-inflamatória potente, mas seu uso é restrito devido a possíveis efeitos colaterais hepáticos.
  • Complexo B: Algumas vitaminas do complexo B podem auxiliar no alívio da febre e outros sintomas gripais.
  • Chás: Chás de camomila, gengibre e hortelã podem auxiliar no alívio dos sintomas gripais e febre.

Cuidados de Enfermagem

Os antitérmicos são medicamentos essenciais no tratamento da febre, mas seu uso requer cuidados específicos para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. A enfermagem desempenha um papel crucial nesse processo, oferecendo assistência e orientação aos pacientes.

  • Avaliação do paciente:
    • Verificar a temperatura corporal, frequência cardíaca, respiratória e pressão arterial.
    • Avaliar a história clínica do paciente, incluindo alergias, doenças preexistentes e uso de outros medicamentos.
    • Identificar a causa da febre, se possível.
  • Orientações ao paciente:
    • Explicar a ação do medicamento e a importância de seguir as orientações médicas.
    • Esclarecer sobre os possíveis efeitos colaterais e como lidar com eles.
    • Enfatizar a importância de não interromper o tratamento sem orientação médica.
  • Administração do medicamento:
    • Verificar a prescrição médica e a dosagem correta.
    • Administrar o medicamento pela via prescrita (oral, retal, intravenosa), seguindo as técnicas assépticas.
    • Monitorar a resposta do paciente ao medicamento.
  • Monitoramento dos sinais vitais:
    • Acompanhar a evolução da temperatura após a administração do antitérmico.
    • Observar o surgimento de quaisquer reações adversas.
  • Registro das informações:
    • Anotar no prontuário do paciente a hora da administração, a dose utilizada e a resposta do paciente.

Cuidados Específicos

  • Idosos: A dosagem e a frequência de administração podem precisar ser ajustadas devido à diminuição da função renal e hepática.
  • Crianças: A dosagem é calculada de acordo com o peso e a idade da criança, e a forma farmacêutica deve ser adequada.
  • Gestantes e lactantes: O uso de antitérmicos durante a gestação e a lactação deve ser feito com cautela e sob orientação médica.
  • Pacientes com doenças crônicas: A presença de doenças como insuficiência renal ou hepática pode afetar a eliminação do medicamento e aumentar o risco de efeitos colaterais.

Efeitos Colaterais Comuns e Raros

  • Comuns: Náuseas, vômitos, dor de estômago, sonolência.
  • Raros: Reações alérgicas, sangramento, danos ao fígado.

É importante ressaltar que o uso indiscriminado de antitérmicos pode mascarar sintomas importantes e dificultar o diagnóstico de doenças graves.

Prevenção da Febre

Além do uso de antitérmicos, a enfermagem pode auxiliar na prevenção da febre através de orientações sobre:

  • Higiene das mãos: A lavagem frequente das mãos é fundamental para prevenir a transmissão de infecções.
  • Vacinação: A vacinação contra doenças infecciosas é uma forma eficaz de prevenir a febre.
  • Alimentação saudável: Uma dieta equilibrada fortalece o sistema imunológico.
  • Hidratação: Beber bastante água ajuda a regular a temperatura corporal.
  • Repouso: O descanso é essencial para a recuperação do organismo.

 

Referências:

  1. Pereira, G. L., Tavares, N. U. L., Mengue, S. S., & Dal Pizzol, T. da S.. (2013). Condutas terapêuticas e uso alternado de antipiréticos no manejo da febre em crianças. Jornal De Pediatria, 89(1), 25–32. https://doi.org/10.1016/j.jped.2013.02.005
  2. Magni AM, Scheffer DK, Bruniera P. Comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris. J Pediatr (Rio J) [Internet]. 2011Jan;87(1):36–42. Available from: https://doi.org/10.1590/S0021-75572011000100007
  3. COREN-SP

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Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

EXPERIÊNCIA E ÁREAS DE CONHECIMENTO
UTI Adulto Enfermagem Intensiva Paciente Crítico Educação em Enfermagem
Conteúdo produzido com base em conhecimento, experiência profissional e educação em enfermagem.