Ritmos Respiratórios

Ritmos Respiratórios

Para o reconhecimento do ritmo respiratório, deve observar a movimentação do tórax e do abdome, com o objetivo de reconhecer em que regiões os movimentos são mais amplos. Em pessoas sadias, na posição de pé ou na sentada, quer no sexo masculino quer no feminino, predomina a respiração torácica ou costal, caracterizada pela movimentação predominantemente da caixa torácica.

Quando uma dessas características se modifica, surgem os ritmos respiratórios anormais.

Os Ritmos Respiratórios

Ritmo de Kussmaul

A acidose, principalmente a diabética, é a sua causa principal. A respiração de Kussmaul compõe-se de quatro fases:

  1. Inspirações ruidosas, radativamente mais amplas, alternadas com inspirações rápidas e de pequena amplitude;
  2. Apneia em inspiração;
  3. Expirações ruidosas gradativamente mais profundas alternadas com inspirações rápidas e de pequena amplitude;
  4. Apneia em expiração.

Ritmo de Cheyne-Stokes

As causas mais frequentes deste tipo de respiração são a insuficiência cardíaca, a hipertensão intracraniana, os acidentes vasculares encefálicos e os traumatismos cranioencefálicos. Tal ritmo caracteriza-se por uma fase de apneia seguida de incursões inspiratórias cada vez mais profundas até atingir um máximo, para depois vir decrescendo até nova pausa.

Ritmo de Taquipneia

A taquipneia ou “respiração acelerada” é caracterizada por uma frequência respiratória superior ao normal, que está entre 12 e 20 incursões por minuto em um adulto.

Ritmo de Hiperpneia

É a frequência respiratória aumentada e profunda.

Ritmo de Bradipneia

É a frequência respiratória lenta e com profundidade normal.

Ritmo de Biot

As causas desse ritmo são as mesmas da respiração de Cheyne-Stokes. No ritmo de Biot, a respiração apresenta-se com duas fases. A primeira, de apneia, seguida de movimentos inspiratórios e expiratórios anárquicos quanto ao ritmo e à amplitude. Quase sempre este tipo de respiração indica grave comprometimento cerebral.

Algumas dicas com os cuidados de Enfermagem nas Emergências Respiratórias

  • Ao verificar a frequência respiratória o paciente não deve perceber que esta sendo observado evitando alteração do padrão respiratório;
  • Pacientes com dispneia devem ser mantidos em posição Fowler;
  • Observar e anotar em prontuário o padrão respiratório (ritmo, profundidade, simetria do tórax);
  • Administrar oxigenoterapia conforme a prescrição médica;
  • Ao encontrar valores ou padrão respiratório alterados comunicar imediatamente ao médico e/ou a enfermeira.

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Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

EXPERIÊNCIA E ÁREAS DE CONHECIMENTO
UTI Adulto Enfermagem Intensiva Paciente Crítico Educação em Enfermagem
Conteúdo produzido com base em conhecimento, experiência profissional e educação em enfermagem.