Posição das Mãos em uma RCP

A Reanimação cardiopulmonar (RCP) é um conjunto de medidas que visam restaurar a circulação e a respiração de uma pessoa que sofreu uma parada cardiorrespiratória (PCR).

Identificando rapidamente

A RCP envolve quatro etapas principais: reconhecimento da PCR, suporte vital básico, suporte vital cardíaco avançado e cuidados pós-reanimação.

A RCP deve ser iniciada o mais rápido possível após a PCR, pois as chances de sobrevivência diminuem a cada minuto sem tratamento.

A RCP segue as diretrizes da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que são atualizadas periodicamente com base nas evidências científicas mais recentes.

A RCP pode ser realizada por profissionais de saúde ou por leigos treinados, com ou sem o uso de equipamentos como desfibriladores e dispositivos de via aérea.

RCP pode salvar vidas e reduzir as sequelas neurológicas causadas pela PCR.

Como identificar a necessidade de RCP em RN?

A hipóxia, ou seja, privação de oxigênio, é a causa mais comum de paradas cardiorrespiratórias em recém-nascidos. Mas a PCR pode também acontecer devido a quadros prolongados de infecção, dificuldade respiratória ou de outro tipo.

Além disso a bradicardia, ou seja, a diminuição de frequência cardíaca (menos de 60 vezes por minuto) é um sinal iminente de PCR. E dessa forma a reanimação neonatal é indicada e necessária.

Nesses casos o monitoramento dos sinais vitais é a prioridade. Sendo possível evitar a PCR ao observar com atenção seus sinais e gatilhos.

Assim sendo, qualquer comportamento atípico em crianças recém-nascidas pode ser um sinal e deve ser levado em consideração. A observação é ainda mais crucial em bebês já doentes.

Como identificar a necessidade de RCP em crianças?

RCP pediátrica é utilizada para reverter a parada cardiorrespiratória (PCR), situação muitas vezes multifatorial.

Conforme citado acima, ela pode ser ocasionada principalmente por:

  • Asfixia;
  • Obstrução das vias aéreas altas ou baixas;
  • Intoxicações;
  • Quadros infecciosos;
  • Febre;
  • Distúrbios hidroeletrolíticos;
  • Sufocamento;
  • Entre outros.

A febre alta ou o agravamento de algum quadro infeccioso, como por exemplo a infecção do trato urinário, pode resultar numa PCR.

Por consequência, a RCP pediátrica deve ser realizada. Nesses casos, é necessário fazer a monitorização dessas crianças.

RCP também deve ser iniciada se a criança estiver sem pulso detectável ou em bradicardia com hipoperfusão tecidual.

Quando a frequência cardíaca é menor que 60 bpm, a criança começa a apresentar sinais de choque, sem melhora mesmo com oxigenação adequada.

Como identificar a necessidade de RCP em adultos?

  • Ausência de pulso;
  • Ausência de movimentos respiratórios;
  • Inconsciência do paciente;
  • Cianose, que é a coloração azul-arroxeada de pele e mucosas.

Assim que uma pessoa for constatada com parada cardiorrespiratória, é preciso chamar urgentemente uma assistência médica para que sejam iniciadas as manobras de reanimação ou ressuscitação cardiovascular (RCP), o mais rápido possível.

Realizando a Manobra de Ressuscitação

Em Neonatos

Primeiramente, é preciso posicionar as mãos sobre a barriga do recém-nascido para verificar a frequência da sua respiração e se ele está respirando ou não. Não havendo movimento abdominal e torácico é porque ele está em parada cardiorrespiratória.

Contudo, no caso de bebês, primeiro é preciso verificar se não há sangramentos antes de começar as manobras de reanimação.

Se algum sangramento for percebido é preciso estancá-lo imediatamente. Uma vez que o corpo de um bebê recém-nascido tem uma quantidade muito pequena de sangue. Dessa forma, antes de começar os procedimentos de RCP é preciso estancar a fonte de sangramento.

Posição das Mãos durante o procedimento

Partindo para o RCP, é importante saber que no procedimento em recém-nascidos é indicado o uso de polegares lado a lado para a compressão torácica. Em caso de neonatos muito pequenos, os polegares devem ser sobrepostos, ou seja, deve-se colocar um polegar sobre o outro para realizar as compressões necessárias.

Já em caso de recém-nascidos com mais peso, a utilização de dois ou três dedos pode ser recomendada. Durante a compressão os dedos devem ser mantidos em um ângulo de 90º graus em direção ao tórax da criança.

Para a compressão, os dedos devem ser posicionados logo abaixo da linha dos mamilos do bebê.

Pressione o pequeno tórax da criança com os dedos em uma profundidade de 4 cm em um ritmo de 100 a 120 compressões por minuto.

Havendo um socorrista é importante que ele intercale as compressões com ventilações. Ou seja, que ele realize sopros para incentivar a respiração do recém-nascido. Sendo 30 compressões de alta pressão para duas ventilações (30:2).

Mesmo depois do bebê recém-nascido voltar a respirar, é importante que a pessoa a socorrê-lo continue com os movimentos e manobras pelo menos até que o socorro médico chegue. Isso porque o corpo do bebê neonato é frágil e ainda não tem capacidade para reagir com vigor.

O estímulo precisa continuar para garantir que o bebê se mantenha respirando e oxigenando o cérebro até que o atendimento especializado chegue.

Durante todo o procedimento é recomendado que a pessoa pare mais vezes para avaliar se o bebê voltou a respirar, pois as reações do recém-nascido podem ser muito sutis.

Em crianças

  1. Apoie a criança sobre superfície rígida para que as compressões sejam eficazes.

Posição das Mãos durante o procedimento

  1. Caso não haja superfície rígida, envolva o tórax da criança com as mãos e aplique as contrações com a popa das digitais dos dois dedos polegares.
  2. Em bebês mais frágeis, como os prematuros, recomenda-se o uso dos dedos anelar e médio, que têm menos força que o indicador, de modo a evitar fraturas nos ossos (costelas).
  3. Apoie totalmente o dedo ou região hipotenar da mão sobre o osso esterno. Nunca espalme a mão sobre o peito da criança.
  4. Pode-se usar uma ou duas mãos entrelaçadas (apoiando apenas a região hipotênar).
  5. Durante as compressões mantenha o braço completamente estendido.
  6. Permita o retorno (reexpansão) do tórax à posição inicial antes de proceder à próxima compressão.
  7. Minimize as interrupções das compressões.

Profundidade de contrações:
No bebê afunda-se o peito no máximo 4 centímetros. Em crianças maiores de 1 ano, em torno de 5 centímetros.

Coloca-se uma mão na região frontal (testa) e a outra na região mentoniana (queixo) e eleva-se o pescoço da criança. Isto libera a via aérea e facilita a respiração.

Em adultos

  • Verifique os sinais de respiração por meio de sons ou movimentos do tórax. Se a pessoa não respira ou sofre para respirar, deite-a de barriga para cima em uma superfície rígida;
  • Ajoelhe-se ao lado da vítima, na altura dos ombros dela, e localize o centro do tórax, entre os mamilos;

Posição das Mãos durante o procedimento

  • Posicione os braços estendidos com os dedos entrelaçados, colocando uma mão sobre a outra, apoiando-se no centro do peito;
  • Mantenha os braços esticados e use o peso do corpo para fazer compressões rápidas e fortes;
  • Inicie compressões com a frequência de 100 por minuto (ou seja, 5 compressões a cada 3 segundos), comprimindo o tórax na profundidade de, no mínimo, 5 cm para adultos e crianças e 4 cm para bebês.

Referências:

  1. https://portal.coren-sp.gov.br/noticias/novas-diretrizes-de-ressuscitacao-cardiopulmonar-em-criancas-priorizam-circulacao/
  2. https://wp.inspirali.com/rcp-em-criancas/
  3. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/medicina-de-cuidados-cr%C3%ADticos/parada-card%C3%ADaca-e-rcp/reanima%C3%A7%C3%A3o-cardiopulmonar-rcp-em-beb%C3%AAs-e-crian%C3%A7as
  4. https://cmosdrake.com.br/blog/rcp-em-recem-nascidos/

O que você achou da nossa publicação?

Clique nas estrelas!

Média da classificação 5 / 5. Votos: 1

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar esta publicação.

Como você achou esse post útil...

Sigam nossas mídias sociais!

Não achou o que queria?

Nos dê a sugestão do tema! Iremos elaborar ilustrações e publicações com sua ajuda!

Escreva um tema que gostaria que fosse abordado!

💡

Faltou algum tema ou procedimento?

Conta pra gente qual assunto você quer ver esmiuçado e transformado em ilustração no próximo post!

🎉

Muito obrigado pela sua sugestão!

Sua ideia foi enviada com sucesso para a nossa equipe. Em breve ela poderá virar uma linda ilustração no blog! 💙

Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva, contribuindo também para a produção de conteúdos educativos voltados à enfermagem.

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

EXPERIÊNCIA E ÁREAS DE CONHECIMENTO
UTI Adulto Enfermagem Intensiva Paciente Crítico Educação em Enfermagem Ilustração Digital
Conteúdo produzido com base em conhecimento, experiência profissional e educação em enfermagem.