Carrinho de Emergência Pediátrico

Um carrinho de emergência pediátrico é especialmente equipado para atender às necessidades únicas de crianças e adolescentes em situações de emergência. Ele contém uma variedade de materiais e medicamentos que permitem ao profissional de saúde estabilizar o paciente e iniciar o tratamento de forma rápida e eficiente.

O que deve conter?

A composição exata de um carrinho de emergência pediátrico pode variar entre instituições, mas geralmente inclui os seguintes itens:

Medicamentos e diluentes   Quantidade 
Adenosina 6mg/2ml 03 ampolas
Água destilada 10ml 10 ampolas
Amiodarona, cloridrato 150mg/3mL 02 ampolas
Atropina, sulfato 0,25mg/1mL 05 ampolas
Bicabornato de Sódio 8,4% 250mL 04 frascos
Dexametasona, fosfato 4mg/ml 02 ampolas
Diazepan 10mg/2mL 04 ampolas
Dobutamina, cloridrato 250mg/20mL 02 ampolas
Dopamina, cloridrato 50mg/10mL 02 ampolas
Epinefrina 1mg/mL (Adrenalina) 10 ampolas
Fenitoína sódica 5% 250mg/5mL 02 ampolas
Fenobarbital sódico 200mg/2ml 02 ampolas
Fentanila, citrato 0,05mg/mL 20mL 04 frascos
Furosemida 20mg/2ml 03 ampolas
Flumazenil 0,5mg/5mL 02 ampolas
Glicose Hipertônica 25% 10mL 05 ampolas
Glicose Hipertônica 50% 10mL 05 ampolas
Gluconato de Cálcio 10% 0,5mEq/mL 10mL 02 ampolas
Hidrocortisona, succinato 100mg 02 frascos
Hidrocortisona, succinato 500mg 02 frascos
Lidocaína, cloridrato 2% sem vaso 20mg/mL 20mL 01 frasco
Lidocaína, cloridrato 2% sem vaso 20mg/mL 5mL 02 ampolas
Metilpredinisolona, succinato Sódico 125mg 02 frascos
Metilpredinisolona, succinato Sódico 500mg 01 frasco
Midazolan, cloridrato 15mg/3mL 03 ampolas
Naloxona, cloridrato 0,4mg/mL 02 ampolas
Nitroprusseto de sódio 25mg/2mL 01 ampola
Norepinefrina, hemitartarato 8mg/4mL (Noradrenalina) 02 ampolas
Prometazina, cloridrato 50mg/2mL 02 ampolas
Soro Fisiológico 0,9% 10 ml 10 frascos
Succinilcolina, cloridrato 500mg 01 frasco
Tiopental sódico 1000mg 01 frasco
          
Circulação Quantidade 
Cateter intravenoso periférico flexível (abocath®) n° 24 / 22 04 unidades cada
Cateter intravenoso periférico flexível (abocath®) n° 20 /18 / 16 / 14 02 unidades cada
Cateter intravenoso periférico rígido (Scalp) n° 19 / 21 / 25 / 27 02 unidades cada
Agulha hipodérmica descartável 13X4,5 02 unidades
Agulha hipodérmica descartável 25×7 03 unidades
Agulha hipodérmica descartável 25×8 03 unidades
Agulha hipodérmica descartável 40×12 ou 30×10 03 unidades
Equipo Macrogotas 02 unidades
Equipo Parenteral 02 unidades
Equipo Fotossensível 02 unidades
Multivias ou Torneira de 3 vias (three ways) 03 unidades
Seringa 3 mL / 5 mL / 10 mL / 20 mL / 60 mL 02 unidades cada
Eletrodo descartável infantil 01 pacote
Gel condutor 01 unidade
Vias Aéreas Quantidade
Luva estéril 6,0/ 6,5 / 7,0 / 7,5 / 8,0 / 8,5 01 par cada
Cânula Endotraqueal nº 4,0 / 4,5 sem cuff 03 unidades cada
Cânula Endotraqueal nº 5,0 / 5,5 / 6,0 / 6,5 / 7,0 com cuff 03 unidades cada
Cateter de aspiração nº 8 / 10 / 12 01 unidade cada
Guia pequeno para cânula traqueal 01 unidades
Guia grande para cânula traqueal 01 unidades
Cânula orofaríngea (Guedel)  nº 1 / 2 / 3 / 4 01 unidade cada
Máscara de reanimação nº 01 / 02 / 03 01 unidade cada
Reanimador manual (AMBU) 500 mL e 1000 mL 01 unidade cada
Cateter Oxigênio Tipo Óculos 01 unidade
Umidificador 01 unidade
Máscara de nebulização contínua 01 unidade
Materiais Complementares Quantidade 
Cateter uretral Levine  nº 8 / 10 / 12 / 14 01 unidade cada
Cateter vesical de demora nº/ 8 / 10 / 12 / 14 01 unidade cada
Coletor de urina sistema fechado 02 unidades
Coletor de urina sistema aberto 02 unidades
Cateter gástrico nº 8 / 10 / 12 / 14 / 16 01 unidade cada
Borracha de silicone 03 unidades
Soluções Quantidade 
Soro fisiológico 0,9% 250 mL 01 frasco
Soro fisiológico 0,9% 500 mL 01 frasco
Soro glicosado 10% 500 mL 01 frasco
Soro glicosado 5% 250 mL 01 frasco
Água destilada 500 mL 01 frasco
Bicarbonato de sódio 250 mL 01 frasco
Solução Ringer Lactato 500 mL 01 frasco

 

É importante ressaltar que o conteúdo do carrinho de emergência pediátrico deve ser verificado regularmente para garantir que todos os materiais estejam disponíveis, em condições adequadas de uso e com validade dentro do prazo.

Referências:

  1. EBSERH
  2. Cmos DRAKE

Conferência de carrinho de emergência: De quem é a responsabilidade?

A conferência de carrinho de emergência é um procedimento crucial para garantir a segurança e a prontidão em situações de emergência. A responsabilidade pela conferência deve ser claramente definida e atribuída a um indivíduo ou equipe.

Lembrando que juntamente com os profissionais farmacêuticos, é realizado uma conferência e vistoria ampla, mas aqui discutiremos a responsabilidade DENTRO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM.

De quem é a reponsabilidade?

De acordo com a Câmara Técnica e PARECER COREN-SP Nº 010/2022, a responsabilidade pela montagem, conferência e reposição de materiais do carro de emergência, no âmbito da equipe de enfermagem, é do enfermeiro.

No entanto, todos os membros da equipe de enfermagem podem realizar a conferência, reposição e limpeza do equipamento, desde que sob supervisão do Enfermeiro, conforme estabelecido na Lei do Exercício Profissional, n. 7.498/86.

Já o controle de inventário e de estoque é realizado pelo farmacêutico.

Referências:

  1. Camara-Tecnica-Perguntas-e-Respostas-2020.pdf (corenmg.gov.br)
  2. Parecer_010_2022-Carro-de-emergencia.pdf (coren-sp.gov.br)

Porque os carrinhos de emergência ficam lacrados?

Os carrinhos de emergência são lacrados para garantir a integridade e a prontidão dos equipamentos e medicamentos que contêm.

O lacre assegura que o conteúdo do carrinho esteja completo, organizado e não tenha sido utilizado ou comprometido desde a última verificação.

Motivos para ter um lacre em seu carrinho de emergência

  1. Segurança dos Medicamentos: Os carrinhos de emergência contêm medicamentos controlados e outros suprimentos médicos essenciais que precisam ser mantidos seguros e protegidos. O lacre evita o acesso não autorizado e o roubo.
  2. Controle de Inventário: O lacre ajuda a manter o controle do inventário dos suprimentos médicos. Ele garante que todos os suprimentos estejam presentes e contabilizados, e que nenhum item seja removido sem autorização.
  3. Prevenção de Contaminação: Os carrinhos de emergência precisam ser mantidos livres de contaminantes para garantir a segurança do paciente. O lacre impede a entrada de poeira, sujeira e outros contaminantes no carrinho.
  4. Prontidão para Emergências: Os carrinhos de emergência são projetados para serem usados em situações de emergência. O lacre garante que o carrinho esteja pronto para uso imediato, sem atrasos devido à verificação de inventário ou à procura de itens ausentes.
  5. Responsabilidade Legal: Em alguns casos, os hospitais são legalmente responsáveis ​​por manter o acesso seguro aos medicamentos controlados. O lacre ajuda a atender a esses requisitos legais.

O lacre é rompido apenas quando o carrinho é necessário para uma emergência, após o qual ele deve ser reabastecido e relacrado para garantir que esteja sempre pronto para o próximo uso. É uma prática padrão em hospitais e clínicas para manter a qualidade e a eficiência do atendimento de emergência.

Em resumo, os carrinhos de emergência são lacrados para garantir a segurança dos medicamentos, manter o controle do inventário, prevenir a contaminação, agilizar a prontidão para emergências e cumprir as responsabilidades legais.

Referência:

  1. https://uece.br/eventos/enfermaio/anais/trabalhos_completos/472-44406-12042019-202721.pdf

Carrinho de Emergência: O que devo saber?

Carrinho de Emergência

O Carrinho de Emergência é um recurso essencial para o atendimento de qualidade aos pacientes que necessitam de seu suporte.

Contém medicamentos e materiais médicos padronizados para atendimento de emergências médicas. É fundamental que o mesmo seja mantido completo para garantir o atendimento emergencial dos pacientes. Após o uso do carrinho de emergência ele deve ser reposto para que sempre fique completo de acordo com a lista padrão.

Qual é o Objetivo Principal do Carrinho de Emergência?

É de assegurar que o carrinho de emergência esteja sempre pronto para uso, contendo todos os medicamentos e materiais médicos necessários e dentro do prazo de validade.

A sua existência, bem como de todo o seu material e a sua organização, são ferramentas importantes para o sucesso da abordagem de um doente grave. Nesse sentido elaboram‐se estas recomendações e propõe‐se a existência de uma determinada uniformização e a devem existir em TODAS as Salas de Emergência de TODOS os Serviços de Urgência da Rede (Despacho nº 5414/2008, de 28 de Fevereiro), bem como em todas as Unidades do Sistema de Saúde que lidam com doentes agudos ou com doenças crônicas que possam agudizar.

Responsabilidades e Competências

Podendo variar conforme cada Instituição, existem competências e responsabilidades em conferir e checar o carrinho periodicamente, conforme a Lei 5.991 de 17 de dezembro de 1979.

  • Auxiliar de farmácia: conferir data de validade e quantidade dos medicamentos e materiais médicos, realizar trocas quando necessário, dispensar os medicamentos e materiais médicos segundo a prescrição e check-list para reposição e emitir a lista atualizada de composição do carrinho de emergência com lote e validade;
  • Farmacêuticos: conferir data de validade e quantidade dos medicamentos e materiais presentes no carrinho de emergência e solicitar troca e reposição quando necessário;
  • Enfermagem: encaminhar a prescrição e check-list para a farmácia, receber e conferir os medicamentos e materiais médicos, repor e lacrar o carrinho;
  • Médico: fazer a prescrição de acordo com o que foi utilizado.

Definindo que:

O Prazo de validade

Tempo durante o qual o produto poderá ser usado, caracterizado como período de vida útil e fundamentada nos estudos de estabilidade específicos.

O Medicamento vencido

Medicamento cujo prazo de validade informado pelo fabricante está expirado.

A Emergência médica

É uma situação na qual o paciente se encontra em risco de morte iminente ou de gerar incapacidade permanente grave e, portanto, necessita de uma ação rápida. São exemplos: parada cardiorrespiratória, infarto agudo do miocárdio, edema agudo de pulmão, arritmias, acidente vascular cerebral (derrame), afogamentos, choques elétricos, entre outros.

Quais são os Recursos Necessários para conferir o Carrinho de Emergência?

  • A Prescrição médica;
  • O Check-list de materiais médicos;
  • Uma Lista de composição do carrinho de emergência com lote e validade;
  • Uma Lista de padronização de medicamentos e materiais por setor;
  • Um Formulário “Conferência do carrinho de emergência – Controle Anual de Validade de Medicamentos e Materiais”.

A Composição e a Organização de um Carrinho de Emergência

A organização dos fármacos e do material deverá ser adaptável às características do carro de cada Unidade de Saúde/ Serviço, considerando‐se sempre a facilidade de acesso rápido e com a menor probabilidade de erro.

Uma sugestão de organização poderá ser:

  • Base superior: desfibrilador/cardioversor, lanterna, estetoscópio, cilindro de O2, insuflador manual com saco/reservatório e filtro descartável, monitor multiparâmetros de transporte.
  • 1ª Gaveta: Adenosina (02ampolas), Adrenalina (20 ampolas), Atropina (05 ampolas), Água destilada(10 ampolas), Bicarbonato de sódio 8,4%(05 ampolas), Cetamina (01 frasco), Diazepan (05 ampolas), Dopamina (05 ampolas), Dobutamina (05 ampolas), Fenitoína (03 ampolas), Fentanil (03 ampolas), Fenobarbital sódico (03 ampolas), Flumazenil (02 ampolas), 10 Furosemida (05 ampolas), Gluconato de cálcio (05 ampolas), Glicose 50% (05 ampolas), Glicose 25% (05 ampolas), Heparina (02 frascos), Hidrocortisona 100mg (02 frascos), Hidrocortisona 500mg (02 frascos), Lidocaína 2% s/ vaso (02 frascos), Meperidina (06 ampolas), Metrocoplamida (04 ampolas), Midazolan (06 ampolas), Morfina (02 ampolas), Nalaxone (02 ampolas), Sulfato de Magnésio (02 ampolas), Soro fisiológico 0,9% 250 ml (02 unidades), Soro fisiológico 0,9% 500 ml (02 unidades) e Terbutalina (02 ampolas).
  • 2ª Gaveta: Agulhas 25 x 7, Agulhas 40 x 12, Jelco nº 20, Jelco nº 18, Jelco nº 22, Cateteres Subclávia nº 16, Equipo Macrogotas, Equipo Microgotas, Sonda Uretral nº 8, Sonda Uretral nº 12, Sonda Uretral nº 16, Sonda Nasogástrica nº 12, Sonda Nasogástrica nº 16, Lâmina de Bisturi, Naylon 3,0 com agulha, Scalp nº 19, Scalp nº 21, Scalp nº 23, Seringa 1 ml, Seringa 3 ml, Seringa 5 ml, Seringa 10 ml, Seringa 20 ml, Three Way e Xilocaína Geléia.
  • 3ª Gaveta: Bicarbonato de Sódio 5%; Eletrodos; Luvas Cirúrgicas nº 7,5; Luvas Cirúrgicas nº 8,0; Soro Glicosado 5% 250ml; Soro Glicosado 5% 500ml; Soro Fisiológico 0,9% 250ml; Soro Fisiológico 0,9% 500ml; Tubo nº 7,0; Tubo nº 7,5; Tubo nº 8,0;Tubo nº 8,5 e Tubo nº 9,0.
  • 4ª Gaveta: Intubação: Ambu, Cânula de Guedel, Guia de tubo, Lâmina para Laringo (Nº 2, 3 e 4), Laringoscópio, Látex, Máscara de Hudson, Óculos Protetor e Umidificador.

OBSERVAÇÃO: Lembrando que, a ordem dos materiais das gavetas podem VARIAR CONFORME CADA PROTOCOLO INSTITUCIONAL, não obedecendo exatamente esta ordem citada acima, portanto é recomendado conhecer seu carrinho de emergência antes de mais nada!

Os Cuidados de Enfermagem Importantes com o Carrinho de Emergência

  • Estar sempre organizado de forma ordenada, e toda equipe deve estar familiarizada onde esta guardado cada material;
  • Gavetas chaveadas são contra-indicadas, com exceção à guarda dos psicotrópicos;
  • Os critérios para identificação podem ser: ordem alfabética, ordem numérica crescente, padronização por cores contrastantes;
  • O excesso de materiais que dificultem a localização devem ser retirados;
  • O local onde se encontra o carro de parada deve ser de fácil acesso, não conter obstáculos que dificultem sua remoção e deslocamento;
  • Junto ao carrinho deve permanecer a tábua de reanimação;
  • Deve ser revisado diariamente e após cada uso.

Carrinho de Curativo: O que deve conter?

Carrinho de Curativo

O carrinho de curativo deve ser equipado com os produtos e equipamentos protocolados na instituição. dependendo dos tipos de curativos a serem realizados.

Material

Soluções:

  • Solução Salina Isotônica (Soro Fisiológico/SF);
  • Água oxigenada;
  • Benzina e/ou éter;
  • Substâncias especiais de curativos – papaína. alginato. etc;

Materiais diversos:

  • Álcool iodado;
  • Tintura de Benjoin Coloidal;
  • Adesol;
  • PVP-I tópico;
  • Cuba-rim;
  • Gazes em pacotinhos individualizados (cinco por pacote);
  • Fitas adesivas;
  • Tesoura para corte de fitas adesivas;
  • Ataduras;
  • Luvas de procedimentos e estéreis;
  • Hastes flexíveis com ponta de algodão (Cotonetes”, Palinetes®. marcas de mercados, etc.) esterilizadas e embaladas individualmente;
  • Compressa cirúrgica de algodão estéril;
  • Se necessário, adicionar para determinados curativos: pasta de Questran. gaze vaselinada, pomada de óxido de zinco, outras;
  • Outros materiais conforme o tipo de necessidade;
  • Saco plástico para descarte de curativo sujo.

Regras gerais

  1. Qualquer material esterilizado deverá estar identificado e datado;
  2. O carrinho de curativo tem como função acondicionar os materiais citados acima;
  3. O carrinho não deverá ser levado a enfermarias para a realização dos curativos;
  4. Materiais contaminados não devem permanecer sobre ele;
  5. Quartos e pacientes infectados deverão ter uma bandeja individualizada contendo os materiais que se fizerem necessários;
  6. A desinfecção do carrinho de curativo deverá ser feita com álcool a 70% a cada 24 horas e quando se fizer necessário. Na presença de matéria orgânica remover com água e sabão e friccionar com álcool a 70% por. pelo menos. 30 segundos;

Fitas adesivas

Deverá ter esparadrapo, fita crepe, fitas plásticas (transparentes ou não), fitas permeáveis (Micropore®. por exemplo). etc. As fitas poderão ser estéreis com exceção do esparadrapo em curativos, sempre colocar gaze estéril sob o esparadrapo.

Após 72 horas, as fitas permeáveis poderão ser colocadas diretamente sobre as feridas pequenas, se não houver sinais de infecção. Sempre utilizar a melhor opção de fita adesiva para determinado tipo de curativo.

Gaze furacinada

A gaze furacinada somente é esterilizada a uma temperatura de 121 ºC. A nitrofurazona (Furacin), não resiste a uma temperatura maior que 60°C, perdendo seu poder bactericida. Então:

  • para uma ação emoliente, utilizar gaze vaselinada estéril;
  • para uma ação bactericida, utilizar um antisséptico tópico.

Soluções utilizadas para o tratamento de feridas

Todas as soluções utilizadas para curativos, quando abertas pela primeira vez, deverão ter anotado no próprio frasco, dia, hora e nome do técnico de enfermagem que a abriu. Esse procedimento é necessário para controle rigoroso da data de validade do produto.

Solução Salina Isotônica (Soro Fisiológico, SF a 0,9%)

Utilizada para infusões EV, gástricas, intraósseas, etc: Tem por finalidade a limpeza da ferida e áreas próximas. Depois de aberto, o frasco do soro deverá permanecer com sua abertura protegida com tampa estéril e sua validade será de, no máximo, 24 horas em geladeira ou 12 horas em temperatura ambiente.

Água oxigenada

É um antisséptico com ação oxidante fugaz na presença de matéria orgânica. Remove resíduos de sangue além de ser utilizada para desbridamento químico (age no tecido de granulação). Sofre ação da luz necessitando de frasco escuro ou embalagem original. Desprezar semanalmente.

Éter

Solução solvente, não antisséptica, irritante e tóxico à pele e mucosa. Utilizado com a finalidade de retirar a cola de fitas adesivas. Não deve ser friccionado sobre a incisão cirúrgica.

Polivinilpirrolidona-iodo a 10% (1% de iodo livre) – PVP-I

Antisséptico, cuja finalidade é remover e/ou destruir ou a reprodução de possíveis microrganismos presentes na ferida e área próxima.

Possui três formas de apresentação com indicações diferentes:

  • PVP-I tintura (PVP-I; álcool) para antissepsia de pele e demarcação do campo cirúrgico;
  • PVP-I degermante (PVP-I, solução degermante) para a degermação da pele;
  • PVP-I tópico (PVP-I, água) para antissepsia de mucosa e realização de curativos. Por ser solução aquosa pode ser contaminada por gram-negativos (principalmente Pseudomonas) necessitando, portanto, de troca de solução e dos frascos (por outros estéreis), semanalmente.

Líquido de Dakin

Solução de hipoclorito de sódio a 0,5%, tamponada, utilizada (desde a Primeira Guerra Mundial) para irrigação de feridas. Por ser tóxica e menos eficiente do que se supunha inicialmente, caiu em desuso (no curativo).

Ácido acético

Antisséptico (utilizado a 2%), tem ação sobre Pseudomonas e outros bacilos gram-negativos.

Tintura de benjoim coloidal

O Benjoim é uma resina que, ao ser aplicada na pele, forma uma película protetora, sendo utilizada  para proteção das áreas próximas às feridas e ostomias.

Pomada de Questran

Composta de óleo de amêndoas, colestiramina (Questran), benjoim e bentonita, tem indicação semelhante ao Benjoin coloidal. A vitamina ”A” que compõe essa pomada, auxilia na reepitelização da  pele.

Benzina

Solvente, derivada de petróleo, utilizada com os mesmos propósitos do éter e tem os mesmos efeitos tóxicos.

 

Veja também:

https://enfermagemilustrada.com/carrinho-de-emergencia-o-que-devo-saber/

O Carrinho de Emergência

Carrinho de Emergência

É um armário indispensável,  contém os equipamentos usados por médicos e enfermeiros e técnicos de enfermagem quando acontece uma parada cardíaca. Esta é uma situação que exige procedimentos de socorro imediatos. Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a nomenclatura mais apropriada é Carrinho de Emergência.

Com base nessa necessidade, propõe-se a padronização dos carros de emergência, objetivando homogeneizar o conteúdo e quantidade de material dos carrinhos nas diferentes unidades, retirando o desnecessário e acrescentando o indispensável, de forma a agilizar o atendimento de emergência e reduzir o desperdício. Os setores em que se dever obter estes carrinhos são Unidade de Internação, Pronto Socorro, Unidade de Terapia Intensiva, Unidade Coronariana, Centro Cirúrgico, Unidade Ambulatorial, Hemodinâmica, entre outros.

A quantidade de drogas e equipamentos deve ser estipulada conforme necessidade da área e rotina institucional. Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem devem estar preparados para atender, de forma sistematizada e padronizada, uma situação de emergência. Para que isso ocorra, o treinamento da equipe é fundamental, e todo o material necessário para esse momento deve estar disponível de forma imediata. Existe um a controvérsia de quem é a responsabilidade da conferencia do carrinho de parada, pois o profissional responsável pelas medicações do hospital é o Farmacêutico, porem o Conselho Federal de Farmácia não trata como privativo do profissional farmacêutico a conferência e reposição do Carrinho de Emergência. Contudo na maioria das Instituições Hospitalares cabe ao Enfermeiro de preferência um diarista a responsabilidade da conferência e reposição do Carrinho de Emergência, esta responsabilidade deve ser protocolada de modo que toda equipe tenha acesso a sua conferência.

O que deverá ter no carrinho?

  • Tábua de compressão torácica;
  • Desfibrilador / cardioversor;
  • Monitor;

1ª GAVETA

Medicamentos mais utilizados em situações de emergências clínicas: Os Diluidores como água destilada e soro fisiológico, e medicamentos como Atropina, Adrenalina, Aminofilina, Bicarbonato de sódio  em ampola de 10ml a 8,4%, Cloreto de potássio (KCl), diazepam, dopamina, hidantal, amiodarona, fentanil, fenobarbital, furosemida, prometazina, cedilanide, sulfato de magnésio a 50%, Hidrocortisona de 100mg e 500mg, heparina, midazolan, haldol, adalat, isordil, gluconato de cálcio, glicose hipertônica (50%), lidocaína.

2ª GAVETA

Materiais para a Intubação de Emergência: O Ressuscitador Manual (AMBU), Tubos Endotraqueais de todos os tamanhos, Lâminas e laringoscópio, fio guia, cânula de guedel de todos os tamanhos, máscara descartável, óculos de proteção individual, cadarço para a fixação do tubo, cânulas de traqueostomia de todos os tamanhos, eletrodos para a monitorização e umidificador,

3ª GAVETA

Deverá ter de todos os calibres: Agulhas, abbocaths, jelcos, sonda vesical, sonda nasoenteral e nasogástrica, fios de sutura, seringas, e também deverá conter dânulas, cateteres centrais, xilocaína gel, equipos macro ou microgotas, luvas estéreis e de procedimento, filme transparente estéril para fixação do acesso venoso, e kit de aspiração de emergência.

4ª GAVETA

Deverá ter de todos os tipos de soros: Fisiológico a 0,9%, glicosado a 5%, 10%, Ringer Lactato, Frasco de Bicarbonato a 5%, Voluven, (bolsas com ml variadas).

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Carrinho de Curativo: O que deve conter?