Modos Ventilatórios

A ventilação mecânica é uma ferramenta essencial no tratamento de pacientes com dificuldades respiratórias. Ela pode ser invasiva (através de um tubo endotraqueal) ou não invasiva (através de uma máscara).

A escolha do modo ventilatório adequado depende de diversos fatores, como a gravidade da doença, a condição do paciente e os objetivos do tratamento.

O que são os modos ventilatórios?

Os modos ventilatórios são as diferentes configurações de um ventilador mecânico que determinam como o ar será fornecido aos pulmões do paciente. Cada modo possui características específicas e é indicado para situações clínicas distintas.

Principais Modos Ventilatórios:

  • PSV (Pressure Support Ventilation): Neste modo, o paciente inicia a respiração espontaneamente e o ventilador fornece uma pressão positiva adicional durante a inspiração, facilitando o trabalho respiratório. É utilizado em pacientes com fadiga muscular respiratória.
  • CMV (Continuous Mandatory Ventilation): Neste modo, o ventilador assume completamente o trabalho respiratório, controlando a frequência, o volume e a pressão inspiratória. É utilizado em pacientes com insuficiência respiratória grave.
  • CPAP (Continuous Positive Airway Pressure): Neste modo, uma pressão positiva contínua é aplicada nas vias aéreas, evitando o colabamento alveolar e melhorando a oxigenação. É utilizado em pacientes com apneia do sono e em alguns casos de insuficiência respiratória.
  • BIPAP (Biphasic Positive Airway Pressure): É uma variação do CPAP, com a adição de uma fase inspiratória com maior pressão, facilitando a ventilação. É utilizado em pacientes com insuficiência respiratória crônica e em casos de exacerbação.
  • SIMV (Synchronized Intermittent Mandatory Ventilation): Neste modo, o ventilador fornece uma frequência respiratória mandatória sincronizada com os esforços respiratórios espontâneos do paciente. É utilizado em pacientes com fadiga muscular respiratória e em fase de desmame da ventilação mecânica.
  • PCV (Pressure Control Ventilation): Neste modo, o ventilador controla a pressão inspiratória, permitindo que o volume varie de acordo com a complacência pulmonar do paciente. É utilizado em pacientes com lesão pulmonar aguda.
  • A/C (Assist/Control): Combina características dos modos assistido e controlado, permitindo que o paciente respire espontaneamente ou que o ventilador assuma o controle da respiração.

Tabela Comparativa:

Modo Características Indicações
PSV Suporte à respiração espontânea Fadiga muscular respiratória
CMV Ventilação totalmente controlada Insuficiência respiratória grave
CPAP Pressão positiva contínua Apneia do sono, insuficiência respiratória
BIPAP CPAP com fase inspiratória com maior pressão Insuficiência respiratória crônica
SIMV Frequência respiratória mandatória sincronizada Fadiga muscular respiratória, desmame
PCV Controle da pressão inspiratória Lesão pulmonar aguda
A/C Combinação de assistido e controlado Variável

Fatores que influenciam a escolha do modo ventilatório:

  • Gravidade da doença
  • Condição do paciente
  • Objetivos do tratamento
  • Resposta do paciente ao tratamento

Outras informações importantes:

  • Parâmetros ventilatórios: Além do modo ventilatório, outros parâmetros como frequência respiratória, volume corrente, pressão inspiratória máxima, PEEP (Positive End-Expiratory Pressure) e FiO2 (fração inspirada de oxigênio) são ajustados para otimizar a ventilação e a oxigenação do paciente.
  • Desmame da ventilação mecânica: O objetivo final da ventilação mecânica é o desmame do paciente, ou seja, a retirada gradual do suporte ventilatório. A escolha do modo ventilatório e a ajuste dos parâmetros são cruciais para um desmame bem-sucedido.

Referência:

  1. Carvalho, C. R. R. de ., Toufen Junior, C., & Franca, S. A.. (2007). Ventilação mecânica: princípios, análise gráfica e modalidades ventilatórias. Jornal Brasileiro De Pneumologia, 33, 54–70. https://doi.org/10.1590/S1806-37132007000800002

Diferencias entre CPAP e BIPAP

CPAP

Son muchos los tipos de aparatos para tratar la apnea del sueño y diversas enfermedades respiratorias. Los más utilizados son los dispositivos CPAP y BiPAP (binivel). Pero usted sabe la diferencia entre ellos?

He hecho un resumen general para explicarle, en términos simples, lo que cada uno puede ofrecerle:

CPAP (Presión Positiva Continua en las Vías Aéreas)

La máquina CPAP proporciona un nivel predeterminado de presión. Se libera una corriente de aire comprimido a través de una manguera para la máscara de nariz y mantiene abierta la vía aérea superior, bajo presión de aire continua.

La presión del aire impide apnea obstructiva del sueño, que ocurre como resultado del estrechamiento de las vías aéreas debido a la relajación de los músculos de las vías respiratorias superiores durante el sueño.

Esta máquina ayuda a aumentar el flujo de oxígeno, manteniendo las vías aéreas abiertas. CPAP, aunque inicialmente utilizado para tratar la apnea del sueño, también se utiliza para pacientes con enfermedades neuromusculares y problemas respiratorios.

Auto-CPAP o máquina presión positiva ajusta automáticamente la presión de aire de acuerdo con la exigencia del paciente en un momento dado.

BiPAP (Presión Positiva en las Vías Aéreas a Dos Niveles)

El BiPAP se utiliza para tratar la apnea central del sueño y apnea obstructiva del sueño grave. También se prescribe para pacientes que tienen dificultad respiratoria y enfermedades del corazón.

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Inaloterapia e Oxigenoterapia: As Diferenças

Inaloterapia e Oxigenoterapia

Certamente você tem dúvidas em questão a este dois itens: A Oxigenoterapia e a Inaloterapia. Mas antes, vamos relembrar, que a Inaloterapia pode ser subdividida em fluidificação, oxigenoterapia e a broncodilatação. Objetivando-se em manter a umidade das vias aéreas adequadas, para a garantia de uma respiração apropriada.

Mas iremos abordar sobre estes dois itens:

A inaloterapia é um recurso utilizado para manter a umidade adequada das vias aéreas, permitindo que a respiração funcione apropriadamente. É indicada para administração de medicamentos, principalmente os broncodilatadores e os mucolíticos, e ou para suplementar o oxigênio no sistema respiratório do paciente. Com o uso da inaloterapia, pode-se mobilizar e fluidificar as secreções mucosas, aliviar o edema da mucosa, reduzir o broncoespasmo e até reduzir processos inflamatórios por nebulizações de antibióticos.

Na forma não invasiva, pode-se realizar a umidificação, administração de oxigênio e medicamentos por meio de nebulizações. Os medicamentos dos nebulizadores podem ser por ação pneumática (ar comprimido), em que um estreito jato de gás de alta pressão é expelido através de um reservatório de água, formando gotas de água e vapor lançados contra um anteparo que filtra as partículas maiores de água, com tamanhos de 5 a 20 mícrons, ou por ação mecânica ou ultra-sônica, em que uma corrente elétrica ativa um transdutor piezoelétrico, produzindo vibrações de altíssima frequência, transmitidas para um recipiente plástico fino contendo solução terapêutica. Essas partículas, de tamanho inferior a 0,5 a 8 mícrons, são suspensas no gás propelente para um inalador.

Os medicamentos também podem ser administrados por aerossóis propelidos a freon, um gás que gera alta pressão e produz uma névoa com a solução medicamentosa. Nas unidades de tratamento intensivo (UTIs), são utilizadas nebulizações contínuas para umidificar as vias aéreas e administrar oxigênio, principalmente para os pacientes que foram extubados e ainda apresentam valores diminuídos da pressão parcial de oxigênio, a hipoxemia.

A inaloterapia em geral pode provocar infecções ou superinfecções, em frequência maior que a suspeitada, por contaminação do equipamento (organismos gram-negativos) e pelas alterações na fagocitose e transporte provocadas pelo oxigênio em alta tensão.

A oxigenoterapia é uma forma terapêutica que tem por finalidade primária a administração de oxigênio suplementar na tentativa de manter a saturação de oxigênio maior que 90%, corrigindo o prejuízo na liberação de oxigênio; sendo assim uma terapia para a correção da hipóxia tissular. É empregada com base no conhecimento dos índices de oxigenação do paciente, em que várias medidas e índices derivados são utilizados para a avaliação da oxigenação. Entre estes, incluem-se pressão e saturação arterial de oxigênio, conteúdo de oxigênio arterial, saturação e pressão de oxigênio venoso misto, liberação sistêmica de oxigênio.

Tendo como métodos da oxigenoterapia:

– Cateter nasal (O paciente recebe oxigênio numa concentração que varia de 25 a 45% e com um fluxo de 0,5 até 5L/mim. É um cateter de fácil colocação e permite o paciente falar e se alimentar sem interromper a oxigenoterapia. Porém, possui algumas desvantagens como: não conhecer o fluxo exato da FiO2, ressecamento da mucosa, irritação cutânea (dermatites de contato) e vazamentos. Para fluxos maiores do que 4L/mim é necessário a umidificação e está contra-indicada em indivíduos que tenham respiração predominantemente oral);
 Máscaras faciais, ou Nebulização (Também não oferecem concentrações fixas de ar inspirado. Devem ser anatômicas, transparentes e resistentes. Durante a alimentação deve ser retirada e também se o paciente apresentar claustrofobia);
– Máscaras com reservatório de oxigênio (É uma máscara com as mesmas características da descrita acima, porém com uma bolsa onde o oxigênio é armazenado e liberado durante as inspirações do paciente);
– Máscaras de Venturi (Constitui um método seguro, pois fornece uma FiOconhecida. O sistema Venturi é baseado na passagem d e um alto fluxo de oxigênio a orifícios no corpo da máscara, cuja escala de concentração de oxigênio varia d e 24% a 50% (FiO 2de 24, 28, 31, 35, 40 e 50%). Esse tipo de máscara é utilizado em ambiente hospitalar, principalmente pós extubação.
– Tenda facial (É uma máscara constituída de material maleável e transparente, geralmente utilizada com crianças. Este t ipo d e mascara oferece uma concentração elevada de oxigênio).

Diferenças entre CPAP e BIPAP

CPAP e BIPAP

São muitos os tipos de aparelhos para tratar a apneia do sono e diversas doenças respiratórias. Os mais usados são os dispositivos CPAP e BiPAP (binível). Mas você sabe a diferença entre eles?

Fiz um resumido geral para explicar a você, em termos simples, o que cada um pode te oferecer:

CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas)

A máquina de CPAP fornece um nível predeterminado de pressão. Ela libera uma corrente de ar comprimido através de uma mangueira para a máscara de nariz e mantém aberta a via aérea superior, sob pressão de ar contínua.

A pressão do ar impede apneia obstrutiva do sono, que ocorre como resultado do estreitamento das vias aéreas devido ao relaxamento dos músculos das vias respiratórias superiores durante o sono.

Esta máquina ajuda a aumentar o fluxo de oxigênio, mantendo as vias aéreas abertas. CPAP, embora inicialmente usado para tratar a apneia do sono, também é usado para pacientes com doenças neuromusculares e problemas respiratórios.

Auto-CPAP ou Máquina pressão positiva ajusta automaticamente a pressão de ar de acordo com a exigência do paciente em um determinado momento.

BiPAP (Pressão Positiva em Vias Aéreas a Dois Níveis)

Já os aparelhos BiPAP, dispositivos biníveis, possuem o diferencial de permitirem a configuração de dois níveis diferentes de pressão: uma sobre a inspiração (IPAP) e outra sobre a expiração (EPAP) – está sempre mais baixa para facilitar ao máximo a expiração, ou seja, o esforço para exalar é menor nos dispositivos biníveis.

O BiPAP é usado para tratar a apneia central do sono e apneia obstrutiva do sono grave. Também é prescrito para pacientes que têm dificuldade respiratória e doenças cardíacas.