Medicamentos utilizados na Pediatria

A importância do conhecimento dos medicamentos em pediatria é fundamental para garantir a segurança e eficácia no tratamento de doenças em crianças.

Devido às diferenças fisiológicas entre crianças e adultos, a farmacocinética e farmacodinâmica dos medicamentos variam significativamente, o que exige um entendimento aprofundado para evitar erros de medicação e toxicidade.

Principais Medicamentos Utilizados em Pediatria

  1. Acetaminofeno (Paracetamol): Amplamente usado como antipirético e analgésico.
  2. Amoxicilina: Antibiótico comum para infecções bacterianas.
  3. Ibuprofeno: Anti-inflamatório não esteroide para febre e dor.
  4. Dipirona: Analgésico e antipirético.
  5. Albendazol: Antiparasitário para tratar infecções por vermes.
  6. Salbutamol (Albuterol): Broncodilatador para asma e outras condições respiratórias.
  7. Prednisolona: Corticosteroide para tratar inflamações e alergias.

A dosagem e administração desses medicamentos devem ser cuidadosamente calculadas com base no peso e idade da criança, e sempre sob orientação médica.

Além disso, é essencial que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre as recomendações e estratégias para o uso racional de medicamentos em crianças, a fim de ampliar a oferta, o acesso e garantir a segurança no uso desses medicamentos.

Conclusão

O conhecimento aprofundado sobre os medicamentos pediátricos é crucial para a prática médica segura e eficaz. A educação contínua e a conscientização sobre a farmacoterapia pediátrica são essenciais para todos os profissionais de saúde envolvidos no cuidado de crianças.

Referências:

  1. https://rsc.revistas.ufcg.edu.br/index.php/rsc/article/download/468/422/1002
  2. Novapediatria
  3. Ministério da Saúde

Síndrome de Kawasaki

A síndrome de Kawasaki é uma vasculite sistêmica, ou seja, uma inflamação de vasos sanguíneos – geralmente ela afeta vasos de médio e pequeno calibre – que pode acometer diversos órgãos, como pulmão, intestino e coração. A inflamação causada por essa síndrome leva ao desenvolvimento de pericardite, meningite asséptica, hepatite, entre outras doenças.

Descrita por Tomisaku Kawasaki em 1967, ela é prevalente em crianças, sendo uma das vasculites mais frequentes nessa faixa etária. Afeta principalmente crianças de 2 até 5 anos de idade, não sendo comum em menores de 6 meses e maiores de 8 anos. Além disso, possui prevalência em meninos.

A síndrome é uma das principais causas de cardiopatias adquiridas na infância. Como dito anteriormente, ela pode afetar diversos órgãos, no entanto, o maior comprometimento ocorre no coração, com o surgimento de aneurismas coronarianos, que podem levar a infarto agudo do miocárdio e, até mesmo, óbito.

As Causas

As causas da síndrome de Kawasaki ainda não são claras. Acredita-se que surja em decorrência de uma resposta imunológica desencadeada por algum agente infeccioso ou ambiental em indivíduos que tenham predisposição genética. Isso se deve ao fato de essa doença apresentar alguns sintomas semelhantes aos de algumas infecções virais e ocorrer em surto, entre outros fatores.

Como é diagnosticado?

O diagnóstico da síndrome de Kawasaki é predominantemente clínico, podendo ser solicitados alguns exames para descartar a possibilidade de outras doenças. São sintomas que devem ser observados para a realização do diagnóstico:

  • Febre persistente por cinco ou mais dias (pode persistir por semanas se não houver tratamento);
  • Erupções cutâneas;
  • Conjuntivite não purulenta;
  • Alterações orais, como a língua apresentando papilas hipertrofiadas e avermelhadas (língua em framboesa ou morango), eritema (vermelhidão) e edema (inchaço causado pelo acúmulo de líquidos nos tecidos) de orofaringe e fissura labial;
  • Eritema e edema de mãos e pés, podendo apresentar descamações ao redor das unhas (periungueal);
  • Aumento de gânglios linfáticos (linfonodomegalia) na região cervical.

 

Como pode ser tratado?

O tratamento da síndrome de Kawasaki consiste basicamente em reduzir a inflamação e prevenir o surgimento de complicações, como o comprometimento coronariano, em que há o surgimento de aneurismas nas artérias coronárias, que podem levar à morte. No entanto, é importante destacar que, quando o tratamento é realizado precocemente, os riscos de complicações diminuem 80%.

A Síndrome de Kawasaki e a correlação com o COVID 19

No ano de 2005, surgiu uma teoria de que um vírus da família dos coronavírus poderia ser o causador dessa síndrome. Um coronavírus humano foi detectado em 8 pacientes dentre 11 que apresentavam a doença. No entanto, estudos posteriores não detectaram o vírus em pacientes com a síndrome, o que invalidou a teoria.

Recentemente um novo coronavírus pode estar relacionado a um quadro semelhante à síndrome de Kawasaki. Algumas crianças com sintomas bem parecidos aos da síndrome foram testadas, e o resultado foi a detecção de anticorpos para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), o causador da COVID-19.

Outro fato que leva a crer que essa nova síndrome, denominada por alguns pesquisadores de síndrome multissistêmica inflamatória pediátrica (PIMS-TS, na sigla em inglês), seja decorrente de uma resposta imunológica ao novo coronavírus é o fato de ela ocorrer durante a pandemia da COVID-19. Foi observado o seu surgimento algumas semanas após o pico dessa doença.

Referência:

  1. PebMed