Técnicas para a Aferição da Pressão Arterial

Técnicas para a Aferição da Pressão Arterial

A hipertensão arterial é umas doenças mais comuns da humanidade, acometendo cerca de 20% da população adulta e mais de 50% dos idosos. Pelo fato de ser um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, e por ser uma doença que não provoca sintomas na maioria dos casos, a hipertensão recebeu a alcunha de “assassino silencioso”.

Como habitualmente não há sintomas, a correta aferição da pressão arterial é a forma mais segura de saber como andam os níveis de pressão arterial de um indivíduo. Apesar de ser um procedimento simples, frequentemente, a medição da pressão arterial costuma ser feita de forma incorreta, inclusive por médicos!

O preparo antes da Aferição

Um dos erros mais comuns na hora de medir a pressão arterial é achar que não é preciso preparo algum antes da pressão ser aferida. Situações simples e triviais, tais como ter fumado ou ter feito algum esforço físico logo antes da aferição dos valores, podem provocar elevações artificiais da pressão arterial, levando à uma interpretação errada do grau de hipertensão do paciente.

Outro erro comum é medir a pressão arterial mais de uma vez seguida, sem dar pelo menos 1 minutos de intervalo entre cada aferição!

As diretrizes internacionais da hipertensão sugerem:

  • Os pacientes devem estar sentados e calmos por pelo menos 5 minutos antes da aferição;
  • Os pacientes devem abster-se de fazer esforço físico,  fumar ou ingerir cafeína durante os 30 minutos que precedem a medição;
  • Não se deve medir a pressão arterial se o paciente estiver com vontade de urinar;
  • A medição correta da pressão arterial requer o uso de uma braçadeira adequada à circunferência do braço do paciente. Pacientes obesos podem precisar de um aparelho com uma braçadeira maior. Pacientes com grandes braços, com mais de 45 centímetros de circunferência podem exigir que a pressão arterial seja medida no antebraço, e não no braço, como é habitual. Outra opção é usar um aparelho com braçadeira grande, feito para medir a pressão na coxa. Esse tamanho de braçadeira, porém, não costuma ser tão fácil de achar.

Qualquer uma das situações acima pode levar à medicação de dados incorretos, superestimando o valor da pressão arterial. Uma braçadeira pequena em relação à circunferência do braço, por exemplo, pode provocar leituras erradas, dando valores até 30/10 mmHg acima do correto (ex: um paciente com pressão de 130/80 mmHg pode apresentar valores de até 160/90 mmHg, se ele for obeso e a braçadeira for pequena). A parte da braçadeira que infla deve cobrir, pelo menos, 40% da circunferência do braço.

O oposto também é real. Pacientes pequenos e com braços muito finos precisa de uma braçadeira menor, caso contrário os seus valores da pressão arterial podem ficar subestimados.

Como aferir?

Existem dois tipos de esfigmomanômetros, chamados popularmente de aparelho de pressão: manual e automático.

a. Como medir a pressão arterial em um aparelho de pressão manual

Ao contrário dos atuais aparelhos automáticos e digitais, que podem ser manuseados pelo próprio paciente,  o clássico esfigmomanômetro manual requer que outra pessoa meça a pressão do paciente. Isso costuma ser um problema, principalmente quando se trata de idosos que moram sozinhos ou apenas com uma outra pessoa idosa. Na verdade, qualquer pessoa pode medir a pressão arterial de alguém, porém, um mínimo de treinamento é necessário para que o procedimento seja feito de forma correta.

Para medir a pressão arterial com um esfigmomanômetro comum, os passos a seguir são os seguintes:

  • O paciente deve ser colocado sentado, com ambos os pés  encostando no chão e com as costas retas, apoiadas no encosto da cadeira.
  • Os braços devem ficar esticados, apoiados em uma mesa, mais ou menos na mesma altura do coração.
  • Coloque a braçadeira ao redor do braço do paciente (de preferência o esquerdo), ficando a mesma cerca de 2 cm acima da fossa cubital (dobra do braço).
  • Palpe a artéria braquial logo abaixo da fossa cubital e ponha o diafragma do estetoscópio em cima desta.
  • Com o estetoscópio ao ouvido, comece a inflar a braçadeira.
  • A partir de um certo momento, você começará a ouvir a pulsação da artéria. Continue inflando até o som do pulso desparecer.
  • Comece a esvaziar a braçadeira de forma bem lenta. Quando o som do pulso reaparecer, veja qual é o valor que o aparelho está mostrando. Esta é a pressão sistólica, chamada popularmente de pressão máxima.
  • Continue desinsuflando a braçadeira. Quando o som do pulso desaparecer de vez, veja qual é o valor que o aparelho está mostrando. Esta é a pressão diastólica, chamada popularmente de pressão mínima.

A pressão arterial pode ser diferente em cada um dos braços. Valores de até 10 mmHg de diferença são considerados normais. Da mesma forma, ao longo do dia, os valores tendem a se alterar. A pressão costuma estar mais baixa logo ao acordar e mais alta ao final do dia. Por isso, o ideal é sempre medir a pressão arterial no mesmo braço e mais ou menos na mesma hora do dia para que os valores possam ser comparáveis.

b. Como medir a pressão arterial em um aparelho de pressão automático

Os aparelhos de pressão automáticos e digitais ganharam popularidade no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Sua grande vantagem é permitir que o paciente possa medir a própria pressão arterial várias vezes por dia sem necessitar da ajuda de outras pessoas.

O procedimento torna-se muito mais simples, pois basta o paciente assumir a posição adequada, colocar o aparelho em volta do braço e dar a ordem para ele medir a pressão. Em questão de segundos, o resultado aparecerá no monitor.

Apesar de ser muito prático, os aparelhos digitais, se não forem de boa qualidade, podem fornecer resultados não muito confiáveis. Antes de comprar um aparelho digital para medir a pressão, certifique-se que o mesmo tem o selo do INMETRO e foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualmente, apenas alguns modelos das marcas Bioland, G-Tech e Geratherm possuem ambos os selos. Procure sempre pela lista de aparelhos certificados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Qual é o melhor local para medir a pressão arterial?

O local mais indicado para se aferir a pressão arterial, seja com o parelho manual ou digital, é o braço. Não há preferência pelo braço esquerdo ou direito. Como a pressão em um dos braços costuma ser ligeiramente diferente do outro, apenas para questões de futura comparação, o ideal é aferir a pressão sempre no mesmo braço.

Muitos aparelhos digitais são feitos para medir a pressão arterial no punho. A medição no punho não é tão confiável quanto a do braço, pois a posição do mesmo durante a aferição é capaz de alterar os resultados. Para que a aferição seja correta, o punho deve estar apoiado em uma mesa na mesma altura do coração. Se o braço estiver para cima ou para baixo, os resultados não serão válidos.

Existem também no mercado aparelhos automáticos que medem a pressão no dedo. Esses aparelhos não são confiáveis, pois a pressão arterial nas extremidades do membro superior é diferente do resto do corpo.

Como já referido, o antebraço é uma opção para pacientes obesos, não devendo ser a primeira opção caso o paciente tenha um braço com circunferência menor que 40 cm.

Em casos extraordinários, a pressão arterial pode ser aferida na coxa ou na panturrilha, mas geralmente isso só é necessários em pacientes que apresentem algum impedimento nos membros superiores.

É proibido o uso do Aparelho de Pressão com Mercúrio!

A partir de 1º de janeiro de 2019 ficou proibida a fabricação, importação e comercialização de aparelhos de pressão que utilizem mercúrio. O uso desses equipamentos também está proibido em serviços de saúde, que deverão realizar o descarte dos resíduos, conforme resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Essa nova determinação cumpre o compromisso assumido pelo Brasil na Convenção de Minamata, acordo internacional firmado na cidade de Minamata, no Japão, em 2013, que debateu os riscos do uso do mercúrio à saúde e ao meio ambiente.

O Cateter Permcath: O que é?

Cateter Permcath

O Cateter de Permcath é um pouco diferente do Cateter de Shilley. Mesmo que ambos sejam para sua principal função, que é permitir a hemodiálise ao paciente, o cateter de Shilley é muito utilizado como procedimento temporário, outras vezes é um procedimento de transição para a fístula, e outras vezes, é definitivo.

O que é o Cateter Permcath?

O Nome Permcath já provém do significado vindo do inglês: “Perm” de permanência e “Cath” de cateter, onde o mesmo é de longa permanência, podendo ficar em até dois anos implantado em uma veia de grosso calibre central, geralmente através da veia jugular no pescoço.

Os Locais de Inserção

Pode também ser introduzido em outras veias como a subclávia, que fica no tórax embaixo da clavícula, ou na femoral, que fica na virilha, além de outros locais menos comuns.

Este cateter é colocado através de um túnel feito em microcirurgia com saída em um local diferente do que foi implantado, oferecendo mais conforto ao paciente e, mais importante, menor índice de infecções.

Para quem é indicado este tipo de cateter?

Geralmente é indicado em pacientes portadores de insuficiência renal crônica (IRC), que necessitam realizar hemodiálise, que é o processo de filtração do sangue que substitui as funções dos rins; onde necessitam de um acesso venoso para o procedimento.

Os acessos mais utilizados são os cateteres, no caso o Permcath, e as fístulas arteriovenosas.

Mas qual é o acesso ideal para a Hemodiálise?

O ideal mesmo é a fístula arteriovenosa (FAV) autóloga, ou seja, confeccionada com a veia do próprio indivíduo, pois apresenta maior potência, menor índice de intervenções e menos infecção, se comparadas à FAV heteróloga (confeccionada com prótese), ao cateter tunelizado com cuff (permcath) e ao cateter não tunelizado (shilley).

As Complicações

O Permcath apresenta baixo índice de complicações; porém, mesmo sendo raras, podem ser importantes, portanto nunca se deve minimizar ao paciente tal procedimento.

As complicações do intra e do pós-operatório imediato do cateter consiste sobretudo em:

  • Punção arterial acidental;
  • Hematoma;
  • Embolia gasosa;
  • Pneumotórax;
  • Disfunção do cateter;
  • Perfuração de vasos, do átrio ou do ventrículo direito;
  • Lesão do ducto torácico quando a punção é realizada do lado esquerdo.

As complicações tardias consistem em:

  • Fratura do cateter;
  • Desconexão do cateter do reservatório;
  • Extravasamento de medicamentos;
  • Extrusão do reservatório e/ou necrose de pele que recobre o cateter;
  • Rotação do reservatório;
  • Tração inadvertida da extremidade do cateter;
  • Oclusão do cateter;
  • Trombose venosa profunda;
  • Infecção.

Como é feito o procedimento de inserção do cateter?

O implante do cateter de Permcath é feito no centro cirúrgico com a aplicação de anestesia local.

Utilizando aparelho de radioscopia digital, o procedimento é realizado de forma rápida e segura.

Geralmente o paciente recebe alta no mesmo dia e pode realizar hemodiálise pelo cateter assim que este é implantado.

Em alguns casos, o Permcath também pode ser utilizado para transplante de medula óssea.

Quem pode manipular os cateteres tipo Permcath dentro da Equipe de Enfermagem?

Conforme o Parecer Técnico Coren-PE nº 011/2016, onde é discutido sobre a legalidade da manipulação de acessos tipo cateter de permcath de pacientes em hemodiálise, especialmente os de difícil acesso venoso; eles esclarecem que:

“Diante do exposto, destacamos que fazem parte da manipulação dos cateteres do tipo Permcath; a heparinização, manutenção da fixação, curativo e prevenção de infecções. Que os mesmos, por serem longos, exigem um cuidado mais aprofundado, denotando exigência de competência técnica mais complexa que a manipulação dos cateteres menores. Outro item considerado é a complexidade do paciente. O que nos inclina a esclarecer que esta é uma atividade que deve ser realizada por Enfermeiro. Não devendo estes, delegar esta atividade aos profissionais de enfermagem de nível médio. Devem ainda estar aptos a realiza-la após comprovada qualificação e/ou experiência na manipulação dos mesmos.

Deve utilizar a Sistematização da Assistência de Enfermagem para o cuidado aos pacientes, elaborar protocolos que descrevam detalhadamente o rito de manipulação, como rotinas de heparinização e troca de curativos. Por último, deve comunicar as autoridades competentes, quando houver déficit de profissionais e/ou profissionais desqualificados para a prática em tela”

Quanto ao curativo:

O primeiro curativo do sítio de inserção do cateter (óstio) deverá ser realizado após 24 horas da data de inserção ou antes caso haja presença visível de sangue decorrente da punção. O curativo deverá ser trocado, a seguir, a cada 48 horas ou sempre que o mesmo apresentar-se sujo, molhado ou soltando, respeitando a técnica asséptica, descrita a seguir:

  • Lavar as mãos com água e sabão neutro ou utilizar álcool gel (com a mesma técnica de fricção das mãos);
  • Caso utilize a técnica “no touch” (técnica onde se utiliza pinças de curativo, sem o contato direto das mãos no campo), a utilização de luvas estéreis é dispensável;
  • Retirar o curativo anterior e proceder à troca;
  • Calçar luvas estéreis e colocar o campo estéril;
  • Palpar túnel em direção ao óstio e inspecionar o óstio para avaliar hiperemia, dor , edema , secreção , sangramento , etc.;
  • Avaliar o óstio, buscando sinais de infecção como hiperemia, secreção (purulenta ou não), dor e calor;
  • Limpar o óstio com soro fisiológico com gaze estéril;
  • Fazer limpeza do óstio com gaze umedecida em clorexidina alcoólica;
  • Fazer 3 vezes a desinfecção de todo cateter com clorexidina alcoólica , sempre no sentido do óstio p/ as conexões;
  • Testar refluxo das duas vias do cateter c/ seringas 3ml e desprezar as  seringas c/ sangue;
  • Testar fluxo das duas vias com seringas contendo 15cc de SF 0, 9% fazer em “flush” rápido , seguido do clampeamento de cada via (técnica de salinização do cateter);
  • Atentar p/ posicionamento correto do “Clamp”;
  • Trocar soros e equipos e polifix a cada troca de curativo;
  • Fechar o curativo com gaze seca estéril e micropore, não esquecendo de datar o curativo. Caso utilize cobertura do tipo filme transparente estéril não há necessidade de manter gaze no óstio de inserção;
  • Trocar o curativo a cada 48h ou caso necessário;
  • Registrar o curativo em prontuário.

Obs.: Caso haja presença de secreção ou sangue no óstio, o curativo deve ser trocado diariamente até a ausência de sinais de infecção. O uso de máscara é dispensável. Recomenda-se não conversar durante o procedimento. É imprescindível o auxílio de um outro profissional para evitar a contaminação do material.

Quanto aos cuidados com os conectores:

  • Realizar desinfecção das conexões antes da manipulação do cateter realizando fricção com gaze umedecida em clorexidina alcoólica trocando-os a cada curativo;
  • Os dispositivos utilizados para a administração de sangue e derivados devem ser trocados a cada 12 horas e os utilizados para a administração de nutrição parenteral a cada 24 horas;
  • No caso de inserção de um novo cateter, todas as soluções e dispositivos de infusão devem ser trocados e jamais transferidos do antigo para o novo.

Veja Também:

Hemodiálise intensiva

Diálise Peritoneal (DP)

 

Que Medicamento é Esse?: Enoxaparina Sódica

Enoxaparina Sódica

A Enoxaparina Sódica, também conhecida pelos seus nomes comerciais ClexaneEndocris, Enoxalow, Versa e Cutenox, é um fármaco do grupo dos anticoagulantes utilizado principalmente no tratamento de isquemias e infarto do miocárdio.

Além disso, este fármaco também pode ser usado na prevenção da formação de trombo na circulação extracorpórea durante a hemodiálise, e para profilaxia de TVP.

Como Funciona?

Ela diminui o risco de desenvolvimento de uma trombose Venosa Profunda e sua consequência mais grave, a embolia pulmonar. Também previne e trata estas duas patologias, evitando a sua progressão ou recorrência, além de tratar angina instável e o Infarto do Miocárdio.

A duração do tratamento com este fármaco pode variar de um indivíduo para o outro.

A máxima atividade anti-Xa (antitrombótica) média no sangue é observada 3 a 5 horas após a administração subcutânea.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer com o uso deste medicamento são manifestações hemorrágicas, trombocitopenia, equimoses no local das injeções, manifestações alérgicas e elevação das transaminases.

Raramente podem ocorrer hematoma intra-espinhal após punção diagnóstica/anestésica, febre, náuseas, anemia hipocrômica e edema.

Quando é Contraindicado?

A Enoxaparina Sódica não deve ser usado em pessoas com hipersensibilidade à composição da mesma, à heparina e seus derivados, inclusive outras heparinas de baixo peso molecular e pessoas com hemorragias ativas de grande porte e condições com alto risco de desenvolvimento de hemorragia incontrolável, incluindo acidente vascular cerebral hemorrágico recente.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado, e o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
  • A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia.
  • Recomenda-se cautela também nos casos de doenças hepática ou renal graves, retinopatia (hipertensiva ou diabética), hipertensão sem controle, história recente de doença ulcerativa, anestesia espinhal/epidural, história de distúrbio hemorrágico (congênito ou adquirido), malignidades, pacientes idosos (eliminação de enoxaparina prolongada) e extrema cautela nos casos de hipertensão severa sem controle, endocardite bacteriana, distúrbios hemorrágicos, sangramento/ulceração/patologia gastrointestinal, sangramento, ulceração gastrointestinal ativos, AVC hemorrágico, cirurgias recentes (SNC ou ocular) e história de trombocitopenia relacionada à heparina.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente quaisquer sintomas de sangramento ou equimose comuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende ao paciente o uso de escovas de dentes macias e de barbeador elétrico e que evite tomar medicações que contém ácido acetilsalicílico, para evitar o risco de sangramento.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente solicite auxílio para sua deambulação ou transporte, para prevenir quedas e possíveis fraturas, como também que evite a prática de atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico durante a terapia.
  • Durante a terapia, avalie: 1. freqüentemente (principalmente em pacientes com cateteres epidurais) os sinais e sintomas de lesão neurológica (dor na região lombar, deficiências sensoriais e motoras, insensibilidade ou fraqueza dos membros inferiores – alterações intestinais e/ou urinárias) e, diante qualquer uma destas ocorrências, comunique imediatamente ao médico; 2. sinais de sangramento ou hemorragia (sangramento das gengivas ou nasal, equimose incomum, fezes alcatroadas e escuras, hematúria, diminuição do hematócrito ou da PA, sangue oculto nas fezes) ou sangramento da ferida cirúrgica e diante qualquer uma destas ocorrências, comunicar imediatamente ao médico; 3. evidências de trombose adicional ou aumento (os sintomas depender da área de envolvimento); 4. reações de hipersensibilidade (calafrios, febre, urticária) e, diante estas reações comunique imediatamente ao médico e monitore periodicamente, as contagens sanguíneas e de plaquetas e as fezes (sangue oculto); rigorosamente, os casos de trombocitopenia e, diante uma diminuição inesperada do hematócrito, avalie os locais com maior potencial hemorrágico (não requer monitorização especial dos tempos de coagulação (TTPa).
  • Exames laboratoriais: Pode causar  aumento nos níveis de TGO e TGP.
  • Superdosagem e Toxicidade: A superdosagem acidental, após administração IV, extracorporal ou SC pode causar complicações hemorrágicas; a absorção da enoxaparina, após administração por VO em doses altas, é pouco provável; os efeitos anticoagulantes podem ser, em grande parte, neutralizados pela administração IV lenta de protamina; a dose de protamina deve ser idêntica à dose da enoxaparina  administrada (1mg de protamina neutraliza o efeito anticoagulante de 1mg da enoxaparina); mesmo com doses elevadas de protamina, a atividade anti-Xa não é completamente neutralizada (máximo ± 60%).
  • Interações medicamentosas: Atenção ao uso concomitante de outras drogas!
  • IM: a droga só deve ser administrada por via SC ou IV, e nunca por via IM, devido ao risco de formação de hematoma!
  • SC: a droga só deve ser administrada por via SC ou IV; a droga não deve ser misturada com outras infusões (heparinas não-fracionadas ou outras de baixo peso molecular); as heparinas de baixo peso molecular devem ser utilizadas individualmente, pois entre elas existem diferenças básicas quanto ao processo de produção, peso molecular, atividade específica, unidade e dosagem; a solução deve estar clara; não injete soluções que contenham partículas,  a seringa já está pronta para uso e, em seu interior, há uma pequena bolha de gás (inerte) que não de ser retirada.

Como Administrar este Medicamento?

A via de administração de Clexane varia dependendo da indicação do produto. Abaixo estão descritas as técnicas de injeção subcutânea e bolus intravenoso.

Técnica de injeção subcutânea de seringas preenchidas com sistema de segurança

Com o preparo do local para injeção:

  • O local recomendado para injeção é na gordura da parte inferior do abdômen, pelo menos 5 centímetros de distância do umbigo para fora e em ambos os lados, conforme ilustração abaixo:

Enoxaparina Sódica

  • Antes da injeção, lave as mãos. Limpar (não esfregar) com álcool o local selecionado para injeção. Você deve selecionar um local diferente do abdômen inferior a cada aplicação!

O Preparo da Seringa antes da Injeção

Verifique se a seringa não está danificada e se o medicamento dentro está com uma solução límpida, sem partículas. Se a seringa estiver danificada ou o medicamento não for límpido, utilizar outra seringa.

A Administração da Injeção

  • Retire a capa protetora da agulha;
  • O segundo passo conforme a ilustração abaixo:

Enoxaparina Sódica

  • A injeção deve ser administrada por subcutânea profunda, no tecido subcutâneo da parede abdominal com o paciente deitado ou sentado em posição confortável, alternando entre os
    lados esquerdo e direito a cada aplicação.

Enoxaparina Sódica

  • A agulha deve ser introduzida perpendicularmente na espessura de uma prega cutânea feita entre os dedos polegar e indicador. A prega deve ser mantida durante todo o período da injeção, e não esqueça, não esfregue o local da injeção após sua aplicação!

Enoxaparina Sódica

  • O Dispositivo de segurança é acionado automaticamente quando o êmbolo é pressionado até o final, deste modo protegendo completamente a agulha usada e sem causar desconforto ao paciente. Lembrando que a ativação do dispositivo só é possível se o êmbolo for completamente abaixado!

A Técnica de injeção intravenosa (bolus)

É indicado somente apenas para o tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) como elevação de segmento ST!

O Clexane deve ser administrado através de uma linha intravenosa e não deve ser misturado ou coadministrado com outros medicamentos. Para evitar a possibilidade de mistura do Clexane com outros medicamentos, o acesso intravenoso escolhido deve ser lavado com quantidade suficiente de solução salina ou solução dextrose antes e imediatamente após a administração do bolus intravenoso de Clexane para limpar o dispositivo de acesso do medicamento. O Clexane pode ser utilizado com segurança com solução salina normal 0,9% ou dextrose a 5% em água.

Bolus intravenoso inicial de 30 mg: utiliza-se uma seringa pré-enchida de Clexane graduada e despreza-se o excesso do volume, obtendo apenas 30 mg (0,3 mL) na seringa. Injeta-se, então, a dose de 30 mg diretamente na linha intravenosa.

Bolus adicional para pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea quando a última dose subcutânea de Clexane foi administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado: para pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea, um bolus intravenoso adicional de 0,3 mg/kg deve ser administrado se a última dose subcutânea do Clexane foi administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado.

Para assegurar a precisão do pequeno volume a ser injetado, recomenda-se a diluição do medicamento para uma solução de 3 mg/ml.

Para obter uma solução a 3 mg/mlL utilizando uma seringa pré-enchida de 60 mg do Clexane, recomenda-se usar uma bolsa de infusão de 50 ml (contendo, por exemplo, solução salina normal 0,9% ou dextrose a 5% em água).

Com o auxílio de uma seringa, retira-se 30 ml da solução contida na bolsa e despreza-se este volume.

Aos 20 ml restantes na bolsa de infusão, injeta-se o conteúdo total de uma seringa pré-enchida graduada de 60 mg. E então, mistura-se gentilmente a solução final.

Retira-se com uma seringa o volume requerido da solução para administração na linha intravenosa. Recomenda-se que esta solução seja preparada imediatamente antes de sua utilização.

Após finalizada a diluição, o volume a ser injetado na linha intravenosa deve ser calculado utilizando-se a seguinte fórmula: [volume da solução diluída (ml) = peso do paciente (kg) x 0,1] ou
utilizando a tabela abaixo:

Volume de solução a 3 mg/mL
a ser injetado na linha intravenosa
Peso do Dose requerida Volume a ser injetado (mL)
paciente (0,3 mglkg) após ser diluído para a concen-
(kg) (mg) tração final de 3mg/ml
45 13,5 4,5
50 15 5
55 16,5 5,5
60 18 6
65 19,5 6,5
70 21   7  
75 22,5 7,5
80 24   8  
85 25,5   8,5  
90 27   9  
95 28,5   9,5  
100 30   10  

Quais são as maneiras eficazes de lidar com pacientes e familiares em seu “momento de fúria” ?

Ser diagnosticado com uma doença grave, sentir dor intensa e sentir-se frustrado por estar confinado em um hospital pode deixar qualquer paciente facilmente agitado e irritado. E quando esse paciente começa a tirar suas frustrações de toda a equipe de saúde, você precisa saber exatamente o que fazer para aliviar a situação!

Aqui estão algumas das coisas que você pode fazer para ajudar seus pacientes a recuperarem a calma:

1. Entenda que não é fácil ser um paciente ou uma família!

Nenhuma pessoa iria querer ficar presa no hospital por dias, e ser cuidada por estranhos diferentes a cada doze horas!

Tente entender que não é fácil ser paciente nem ser um parente cujo ente querido esteja em estado crítico. Se os profissionais de enfermagem tendem a ficar irritados sob estresse, eles também ficam.

2. Mostrar empatia!

Como profissional de enfermagem, seu papel é deixar os pacientes sentirem que você entende e se preocupa com eles.

Você pode demonstrar empatia concentrando sua atenção em seu ambiente e em seus sentimentos, expressões e ações.

Mostre-lhes que você está interessado e que eles são importantes!

3. Permita que o paciente “esfrie a cabeça”!

A situação pode piorar se você deixar o paciente ficar com raiva.

Uma das melhores coisas que você pode fazer é deixá-los se acalmar antes de dar sua explicação.

Lembre-se de que eles não estão felizes em estar doentes, por isso é melhor tentar o seu melhor para manter a calma enquanto espera que eles se acalmem.

4. Não invada o espaço pessoal do paciente!

Tente não ficar muito perto ou muito longe deles.

Deixe-os sentir que eles ainda têm seu próprio espaço pessoal que você não estaria invadindo e que eles estão seguros lá.

5. Não toque neles!

Em consonância em deixar que eles tenham seu espaço pessoal, tente não tocá-los.

Isso só pode piorar as coisas e fazê-los sentir que você está invadindo sua própria bolha segura.

Deixe que eles falem o que pensam a partir de uma distância confortável, mas não muito longe de você ter que gritar um com o outro, ou perto demais de que seria desconfortável falar.

6. Seja sensível!

Se um paciente ficar bravo com você por alguma coisa, não pense que ele é um paciente ou pessoa ruim.

Pense em como você se sentiria se estivesse no lugar deles!

Ser sensível aos sentimentos das pessoas significa aceitá-las e respeitá-las, não importa o que aconteça.

7. Seja gentil

Gentileza é uma qualidade que vem do coração e da alma.

As pessoas que são gentis estabelecem a paz e são fortes o suficiente para manter a calma e mostrar contenção, mesmo quando confrontadas com situações difíceis.

Pense antes de responder a qualquer coisa que o paciente diga.

Às vezes, as pessoas reagem rápido demais sem dedicar tempo para pensar em como suas respostas podem afetar os outros.

Se você responder, faça-o de maneira calma e gentil. Se você quiser melhorar a situação, tente evitar a negatividade!

Em vez disso, concentre-se em algo que você pode fazer para ajudar a pessoa.

8. Não discuta!

Tentar não discutir não significa que você não pode expressar sua opinião!

Significa apenas que você tem que declarar seu ponto de uma maneira decente e respeitosa.

Seja sincero em tudo que você diz e tente não pensar que você está sempre certo.

Comunicar melhor e ter um comportamento positivo em relação a qualquer problema resolverá qualquer coisa.

9. Peça desculpas pelo inconveniente!

Algo deve ter dado errado, o que pode ter causado a raiva do paciente.

Não há problema em aceitar e pedir desculpas!

Lembre-se que nosso principal objetivo é restaurar a saúde do paciente.

Desculpar-se não fará de você uma pessoa inferior: Isso só mostrará que você é forte e corajoso o suficiente para aceitar seus erros.

Também pode diminuir qualquer tensão que possa ocorrer entre você e seus pacientes (ou seus familiares).

10. Resolva as questões imediatamente!

Naturalmente, é melhor trabalhar na reclamação assim que puder.

O paciente ou membro da família está com raiva por um motivo.

Anote os detalhes da reclamação e encontre tempo para corrigi-la.

11. Mantenha suas promessas

Ao lidar com pacientes, você tende a dizer coisas que não quer dizer e, na maioria das vezes, dá promessas que não pode cumprir.

Lembre-se de que os pacientes esperam tanto dos profissionais de enfermagem que acreditam no que lhes disserem.

Nunca comprometa!

12. Comunique-se!

A comunicação é um dos aspectos mais importantes da profissão de enfermagem!

Seja honesto com tudo o que você diz ao paciente.

Esteja disponível e responda aos seus pacientes.

Nunca deixe que eles sintam que você os está ignorando.

Será muito mais fácil consertar as coisas se uma comunicação eficaz for usada.

13. Escute!

Isso significa que você deve deixar seu paciente falar sem interromper!

Ouvir não apenas aumenta sua capacidade de empatia, mas também aprimora suas habilidades de comunicação.

A escuta ativa também significa que você deve olhar para os problemas do ponto de vista da outra pessoa.

Concentre-se no que a pessoa está dizendo para você antes de oferecer qualquer ajuda.

Lembre-se de tomar nota do que eles estão dizendo e tente manter as informações!

14. Faça perguntas abertas!

Faça perguntas suaves para saber mais sobre o que a outra pessoa pensa e sente.
Peça esclarecimentos se você não entender o que o paciente está tentando dizer.
Lembre-se de que as perguntas fechadas podem piorar a situação, porque isso apenas fará com que sintam que você não está interessado no que elas têm a dizer.
Perguntas abertas, por outro lado, mostrarão que você se importa.
Faça perguntas como “Por que você se sente assim?” Ou “Como você se sente sobre isso?”.

15. Reconheça a emoção que o paciente está projetando!

Validar os sentimentos da pessoa irá ajudá-la a se sentir compreendida!

Deixe-os sentir que seus sentimentos fazem sentido, que você os ouve e os entende.

Pessoas, especialmente aquelas que estão com raiva, muitas vezes precisam saber que você não acha que elas são ruins ou malucas por se sentirem assim.

Validar os sentimentos de uma pessoa requer uma supressão temporária do impulso para explicar seu lado.

Concentre sua atenção no que seu paciente ou membro da família sente e tente reconhecer seus sentimentos!

16. Definir limites!

Pode chegar a um ponto que você tenha que estabelecer um limite.

Mantenha-se seguro, mas deixe-os saber que você está ouvindo-os.

Defuse situações antes mesmo de escalar.

Um paciente tem o direito de estar envolvido em sua tomada de decisão médica, mas não pode usar esse direito para demandas não razoáveis.

17. Não faça respostas defensivas!

Pense primeiro antes de responder!

Aprenda a pausar e respirar.

Isso vai te acalmar e controlar sua resposta, e também evitará uma explosão desnecessária.

Entenda que muitos fatores levaram a um ataque verbal de seu paciente ou de seu familiar.

Considere que você pode não ser a única razão para sua raiva e que não há sentido em ficar na defensiva!

18. Faça uso da linguagem apropriada!

Nunca esqueça seu profissionalismo mesmo quando estiver sob estresse!

Certifique-se de que o idioma que você usa é apropriado para a situação em que você está.

Pessoas irritadas tendem a dizer coisas que realmente não querem dizer, e é possível que você possa dizer coisas que você vai se arrepender quando as coisas se acalmarem mais tarde.

Escolha suas palavras com sabedoria.

19. Assista sua linguagem corporal!

Nunca cruze os braços ao encará-los e não lhes vire as costas enquanto eles estiverem falando!

Manter contato visual, se necessário, apenas para que você possa deixá-los sentir que você está aberto para o que eles têm a dizer.

Abertura significa que você está disposto e pronto para ouvi-los sem julgamento.

20. Deixe a raiva sair!

Aprenda a respirar corretamente para que você possa deixar toda a ansiedade e raiva sair do seu sistema enquanto exala.

Isso não apenas ajudará você a relaxar, mas também lhe dará tempo para pensar sobre suas ações e palavras.

Lembre-se!

Não deixe que uma situação difícil arruíne todo o seu dia!

Lembre-se de que a profissão de enfermagem não é uma tarefa fácil e que há coisas muito mais difíceis que você precisa enfrentar todos os dias.

Aprenda a aceitar essas coisas que você não pode mudar, e você será capaz de lidar com as coisas de forma mais graciosa e calma como nunca antes. Tudo vai melhorar em breve!

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Conheça algumas das melhores maneiras de acalmar seu paciente antes de aplicar uma injeção!

Que Medicamento é Esse?: Prometazina

Que Medicamento é Esse?: Prometazina

A Prometazina, conhecida como Fenergan®, é um anti-histamínico H1 pertencente ao grupo das fenotiazinas, com atividade antialérgica, antiemética, sedante para indução do sono e pode interagir com receptor de sódio.

Como Funciona?

Este medicamento pertence a um grupo de medicamentos chamados anti-histamínicos, os quais apresentam em comum a propriedade de se opor aos efeitos de uma substância natural chamada histamina que é produzida pelo organismo durante uma reação alérgica, principalmente na pele, nos vasos e nas mucosas (conjuntival, nasal, brônquica e intestinal).

Os efeitos clínicos de cloridrato de prometazina comprimidos são notados dentro de 20 minutos após a administração e geralmente duram de 4 a 6 horas, embora possam persistir até por 12 horas.

Os Efeitos Colaterais

O efeito colateral mais comum é sonolência, mas podem surgir outros efeitos como tontura, confusão mental, secura da boca, palpitações, queda de pressão, erupções na pele, náuseas e vômitos. Podem ocorrer alteração na contagem de leucócitos e hemácias e sintomas neurológicos.

Quando é Contraindicado?

Não deve ser utilizado por pacientes com conhecida hipersensibilidade à prometazina ou outros derivados fenotiazínicos ou a qualquer componente da fórmula, assim como aos portadores ou com antecedentes de doenças sanguíneas causadas por outros fenotiazínicos, em pacientes com risco de retenção urinária ligado a distúrbios uretro prostáticos, e em pacientes com glaucoma.

A prometazina não deve ser utilizada em crianças menores de dois anos devido ao risco de depressão respiratória fatal.

Este medicamento é contraindicado na faixa etária de 0 a 2 anos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
  • A medicação não deve ser usada durante a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomenda-se cautela nos casos de hipertensão, apneia do sono, epilepsia e depressão da medula óssea subjacente. A medicação tem sido usada de forma segura durante o trabalho de parto, mas recomenda-se evitar o uso crônico durante a gravidez.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente dor de garganta, urina escura, pele e olhos  amarelados, febre, tremor, rash e fraqueza, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende que o paciente mude lentamente de posição a fim de minimizar a hipotensão postural, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente o uso de protetores solares e roupas mais adequadas para evitar reações de fotossensibilidade, durante a terapia.
  • Pode causar boca seca. Enxágues orais frequentes, balas ou gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida.
  • Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Prevenção da cinetose: A medicação deverá ser administrada 30-60 min antes das viagens.
  • Interações Medicamentosas: Atenção durante o uso concomitante de outras drogas.
Notícia

Vigimed: Um novo sistema da ANVISA de Farmacovigilância para Notificações de Eventos Adversos!

No dia 18 de outubro de 2018, a Anvisa assinou um contrato com o Uppsala Monitoring Centre (UMC) — Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Monitoramento Internacional de Medicamentos — para a utilização de um novo sistema de notificação de eventos adversos relacionados ao uso de medicamentos e vacinas, o VigiMed. A […]

Escala de Maddox: A Identificação de Flebite

Escala de Maddox

A Terapia Intravenosa é intervenção essencial e realizada com frequência em instituições de saúde, portanto,  faz-se necessária a inserção de um cateter em uma veia.

Embora o uso dos cateteres intravenosos esteja associado a diversos benefícios terapêuticos, podem relacionar-se ao desenvolvimento de complicações locais e sistêmicas, tais como extravasamento, infiltração, hematoma, flebite e infecções.

A flebite é uma das complicações locais mais frequentes e graves relacionadas ao uso destes cateteres.  Estima-se que cerca de 30 a 70% dos pacientes que tenham recebido terapia intravenosa, desenvolveram algum grau de flebite.

É recomendado que escalas de avaliação sejam usadas pela equipe de enfermagem, como instrumento que norteie a aferição dos graus de flebite, objetivando estabelecer um padrão de uniformidade entre os profissionais responsáveis pela terapia.

A Escala de Maddox

A escala de Maddox é um exemplo de parâmetro norteador para identificação de flebite, pois gradua a severidade de flebite de acordo com o número de sinais presentes e a sua intensidade e extensão.

Quanto ao grau de gravidade, pode ser classificado como:

  • 0 ausência de reação;
  • 1+ sensibilidade ao toque sobre o acesso;
  • 2+ dor contínua sem eritema;
  • 3+ dor contínua, com eritema e edema, veia dura palpável a menos de 8cm acima do local do acesso;
  • 4+ dor contínua, com eritema e edema, veia dura palpável a mais de 8cm acima do local do acesso;
  • 5+ trombose venosa aparente.

Todos os sinais de 4+, mais fluxo venoso = 0, que pode ter sido interrompido devido à trombose.

Observa-se, assim, a crescente preocupação dos profissionais quanto à construção e validação de indicadores, objetivando auferir a qualidade da assistência, que sejam passíveis de comparabilidade nos âmbitos intra e extra-institucional e que reflitam os diferentes contextos de sua prática profissional.


Referência:

Maddox RR, Rush DR, Rapp RP, Foster TS, Mazella V. McKean HE. Double-blind study to investigate methods to prevent cephalothin-induced phlebitis. American Journal of Hospital Pharmacology. 1977;34(1):29–34. [PubMed]. 

Veja também:

https://enfermagemilustrada.com/flebite-2/

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Que Medicamento é Esse?: Ondansetrona

Ondansetrona

Ondansetrona, popularmente conhecida como Zofran,  é um antiemético para uso conjunto durante tratamento antineoplásico, e também indicado para prevenção e tratamento dos fenômenos eméticos do pós-operatório.

Como Funciona?

Certos tratamentos médicos, como quimioterapia, radioterapia e cirurgia, podem levar seu organismo a liberar serotonina, uma substância que provoca náuseas e vômitos. Este fármaco pertence a
um grupo de medicamentos chamados de antieméticos e bloqueia a ação dessa substância, evitando, portanto, que você sinta náuseas e vômitos decorrentes desses tratamentos.

Os Efeitos Colaterais

  • Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor de cabeça.
  • Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): sensações de calor ou rubor; prisão de ventre; reações no local da injeção, como dor, ardência, inchaço, vermelhidão e coceira.
  • Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): convulsão; movimento circular involuntário dos olhos, agitação e movimentos involuntários dos músculos; batimentos do coração irregulares; dor ou aperto no peito; diminuição dos batimentos do coração; pressão baixa; soluços; aumento nos testes funcionais do fígado (essas reações foram observadas em pacientes fazendo quimioterapia com cisplatina).
  • Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): reações alérgicas graves, que podem se apresentar como inchaço das pálpebras, face, lábios, boca ou língua; tontura predominantemente durante a administração intravenosa rápida, visão turva, predominantemente durante a administração intravenosa; batimentos cardíacos irregulares.
  • Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): cegueira passageira, predominantemente durante a administração intravenosa; erupções cutâneas disseminadas, com bolhas e descamação em grande parte da superfície corporal (necrólise epidérmica tóxica).

Quando é Contraindicado?

Este não deve ser usado caso você tenha alergia a ondansetrona ou a qualquer outro componente do medicamento, e não deve ser usado ao mesmo tempo que apomorfina, um medicamento
utilizado no tratamento da disfunção erétil.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada e exatamente conforme recomendado.
  • A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a gestação ou lactação.
  • Informe ao paciente as reações adversas frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, diarreia, constipação ou dificuldade respiratória, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Interações medicamentosas: atenção ao uso concomitante de outras drogas.
  • IV: a droga deve ser armazenada em temperatura ambiente; dilua 2mg/ml em 50ml de soros glicosado 5% ou fisiológico 0,9% e infunda em 15min; após a diluição,  a solução se mantém estável durante 48h.

O Broncoespasmo: O que é?

Broncoespasmo

Certamente, quando você estiver com um paciente e um fisioterapeuta ou o médico após avaliar o mesmo, irá citar que está apresentando o Broncoespasmo. É um termo bastante específico, e você com certeza se encherá de dúvidas.

Mas o que é o Broncoespasmo?

Entende-se por broncoespasmo ao estreitamento da luz bronquial como consequência da contração da musculatura dos brônquios, o que causa dificuldades para respirar, ou seja, também pode ser definido como espasmos nos brônquios que impedem a passagem do ar até os pulmões ou uma constrição reversível de vias aéreas pequenas do trato respiratório distal.

Normalmente é controlado mediante o uso de bronco-dilatadores, que cumprem a função de expandir os brônquios e permitir a passagem do ar. Alguns deles são inalados por via oral, enquanto outros são usados via intravenosa.

O que ocasiona o Broncoespasmo?

Pode ocorrer por vários tipos de problemas nos brônquios. Entre eles estão:

– A Inflamação do brônquio;

– Broncoespasmo induzido por exercício (BIE); 

– Hiper-reatividade bronquial;

– Broncoespasmo paradóxico;

– Outras causas como infecções leves, antecedentes patológicos, como respiratórios (asma) e alérgicos.

O que é feito quando apresentam o Broncoespasmo?

Antes de aplicar o tratamento, primeiro se deve ver a gravidade ou severidade do quadro. São estabelecidos 2 níveis: quadros leves e moderados ou quadros severos ou muito prolongados. Dependendo do nível podem ser aplicados os tratamentos necessários para diminuir o quadro de broncoespasmo na pessoa.

Nos Quadros Leves

Quando trata-se de quadros leves e moderados, se empregam os seguintes tratamentos.

  • Bronco-dilatadores de alívio rápido: Podem ser usados alguns como salbutamol, albuterol, salmeterol, pirbuterol, terbutalina que são administrados por nebulização ou aerossol.
  • Estabilizadores dos mastocitos: Nedocromil sódico ou cromolina sódica.
  • Bronco-dilatadores de ação prolongada: Alguns deles são o formoterol ou salmeterol.
  • Antileucotreno: São conhecidos alguns como montelukast sódico ou zafirlukast.

Alguns destes medicamentos são tomados 15 a 30 minutos antes de realizar uma atividade física ou no momento que apresentar um quadro leve de broncoespasmo. Alguns deles tem uma ação de proteção de até 24 horas de duração. Entretanto, os outros bronco-diltadores só apresentam uma ação que vai de 3 a 6 horas.

Quando são feitos exercícios, é importante o uso de alguns bronco-dilatadores de alívio rápido para diminuir os sintomas.

Também se recomenda evitar fazer exercícios ou atividades, particularmente em pessoas com algum tipo de alergia ou asma crônica, em condições onde a temperatura seja extremamente fria ou haja altos níveis de pólen.

Algumas vezes, para prevenir esses quadros leves, se empregam medicamentos preventivos.

Vários dos mencionados acima são medicamentos preventivos. Também, podem ser realizados esses tratamentos preventivos, mediante o uso de corticoides inalados, diminuindo efetivamente dessa maneira, a severidade, assim como a recorrência dos broncoespasmos.

Nos Quadros severos ou muito prolongados

Quando aparece esse tipo de quadros o tratamento empregado é à base de bronco-dilatadores e corticoides. Estes são administrados via oral ou intravenosa. Normalmente, logo após apresentar um quadro severo, são aplicados tratamentos preventivos para assim evitar broncoespasmos frequentes.

Em crianças menores de 6 anos com broncoespasmo, com os tratamentos adequados e inclusive às vezes na ausência de tratamento, isso pode desaparecer com os anos. Todavia, em pessoas que tenham familiares com antecedentes de asma, quando se apresentam quadros de broncoespasmo (leves ou severos), estes podem converter-se em asma crônica.

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A Vancomicina e a Vancocinemia

Vancomicina

A Vancomicina é um antibiótico glicopeptídico que, vem sendo utilizado no tratamento de infecções causadas por microrganismos gram-positivos, especialmente em cepas de Staphylococcus Aureus resistente a meticilina (MRSA), Staphylococcus coagulase negativa e Enterococcus faecium1,2,3,4,5.

Desenvolvida em 1950, a vancomicina era originalmente prescrita principalmente quando os organismos eram resistentes à penicilina ou quando o indivíduo era alérgico à penicilina.

Conheça as outras Indicações

A Vancomicina é indicada também para o tratamento de infecções causadas por outros microrganismos Gram-positivos suscetíveis à Vancomicina; pacientes que não podem receber ou não responderam a outras drogas, incluindo penicilinas ou cefalosporinas, e para o tratamento de infecções graves causadas por microrganismos suscetíveis à Vancomicina e resistentes a outros antimicrobianos.

Sua efetividade tem sido demonstrada no tratamento de septicemia, infecções ósseas, infecções do trato respiratório inferior e infecções na pele e estruturas da pele.

A Importância do Monitoramento da Dose da Vancomicina no Sangue

Por se tratar de um antibiótico que pode causar grandes efeitos colaterais, é realizado um exame específico para o controle de dosagem de vancomicina no sangue: A Vancocinemia.

É importante monitorar o nível de vancomicina, pois sua efetividade depende da manutenção desses níveis em uma concentração mínima durante o tratamento.

Além disso, devem ser evitadas concentrações excessivas, porque níveis elevados provocam graves efeitos colaterais, especificamente dano à audição (ototoxicidade) e rins (nefrotoxicidade).

A quantidade de vancomicina administrada por dose depende de diversos fatores, incluindo a função renal, outros fármacos (medicamentos) nefrotóxicos que o indivíduo possa estar tomando, idade e peso.

A atividade renal diminuída pode evitar a eliminação eficiente de vancomicina do organismo do indivíduo, o que resulta em aumento da concentração no sangue.

É pouco provável que o tratamento seja eficiente se for administrada uma dose baixa demais, e não será possível manter no sangue uma concentração mínima necessária.

O exame de vancomicina pode ser usado para monitorar a quantidade de fármaco no sangue, para que ele permaneça nas concentrações terapêuticas – ou seja, adequadas, mas não excessivas.

Há Hospitais que implementam o Protocolo de Vancocinemia, onde os objetivos do protocolo é corrigir a posologia da vancomicina de acordo com o seu nível sérico, com reajuste pela enfermagem. Onde é feito:

  • O Controle de coleta de sangue para a Vancocinemia em até 2 horas antes do antibiótico ser administrado;
  • Padronização na correção da vancomicina através dos resultados obtidos pelo exame de sangue para a vancocinemia;
  • E a facilidade do ajuste pelo enfermeiro na prescrição médica para que seja administrado a dose precisa da vancomicina ao paciente.

Há valores padrões para esta correção.

Geralmente, é padronizado o nível sérico de vancomicina na faixa de 15-20 µg/mL, isto é, podendo variar conforme cada protocolo disponibilizado nas instituições.

Em pacientes cujo alvo não é alcançado aumenta-se a freqüência da administração ou da dose, em pacientes com vancocinemia acima de 20 mcg/dl a dose deve ser diminuída pela metade, nos pacientes com vancocinemia maior do que 30 mcg/dl o antibiótico deve ser suspenso até o próximo resultado.

Para consultar um Protocolo de Vancocinemia, recomendamos a leitura do Protocolo estabelecido pelo Hospital Albert Einsteinonde é entendido de uma forma clara e objetiva os critérios para o uso do protocolo.

Veja mais em:

farmacologia