O que faz um Enfermeiro Oncológico?

O tratamento do câncer é uma jornada complexa e multifacetada, que exige uma abordagem multidisciplinar para cuidar efetivamente dos pacientes.

Nesse contexto, o enfermeiro oncológico desempenha um papel crucial, oferecendo não apenas cuidados clínicos, mas também suporte emocional e educacional aos pacientes e suas famílias. Vamos explorar as atribuições detalhadas desses profissionais e entender sua importância no tratamento do câncer.

Atribuições Detalhadas do Enfermeiro Oncológico

  1. Assistência Direta ao Paciente: O enfermeiro oncológico presta assistência direta ao paciente em todas as fases do tratamento do câncer, desde o diagnóstico até as diversas modalidades terapêuticas como cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
  2. Educação e Orientação: Eles têm um papel educacional fundamental, orientando tanto o paciente quanto os familiares sobre o processo da doença, os tratamentos disponíveis e o manejo dos efeitos colaterais.
  3. Gestão de Sintomas: São responsáveis por avaliar e gerenciar os sintomas relacionados à doença e ao tratamento, promovendo o conforto e a qualidade de vida do paciente.
  4. Apoio Emocional: Oferecem suporte psicológico, sendo um pilar de força e conforto para pacientes e famílias durante os momentos mais desafiadores.
  5. Coordenação de Cuidados: Atuam como coordenadores de cuidados, trabalhando em conjunto com a equipe multidisciplinar para garantir a continuidade e a eficácia do tratamento.
  6. Advocacia do Paciente: Lutam pelos direitos dos pacientes, assegurando que suas vozes sejam ouvidas e suas necessidades atendidas.
  7. Pesquisa e Inovação: Participam ativamente em pesquisas para avançar no tratamento do câncer e na prática da enfermagem oncológica.

Importância do Enfermeiro Oncológico no Tratamento do Câncer

A presença do enfermeiro oncológico é vital para o sucesso do tratamento do câncer. Eles são essenciais para:

  • Melhoria da Qualidade de Vida: Através da gestão de sintomas e do apoio emocional, contribuem significativamente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
  • Educação e Prevenção: A orientação e educação fornecidas pelos enfermeiros ajudam na prevenção de complicações e no encorajamento de práticas saudáveis.
  • Humanização do Tratamento: O cuidado humanizado oferecido pelos enfermeiros oncológicos é fundamental para o bem-estar emocional e físico dos pacientes.
  • Eficiência no Tratamento: A coordenação de cuidados realizada por esses profissionais garante que o tratamento seja eficiente e integrado.

Em resumo, os enfermeiros oncológicos são indispensáveis no tratamento do câncer, atuando como educadores, cuidadores, coordenadores e defensores dos pacientes.

Sua atuação especializada e compassiva é um dos pilares que sustentam a esperança e a força dos pacientes em sua luta contra o câncer.

Referências:

O que faz um Enfermeiro Obstetra?

A jornada da maternidade é marcada por momentos de alegria, expectativa e, às vezes, ansiedade. No centro dessa experiência transformadora está o enfermeiro obstetra, cuja atuação é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar da mãe e do bebê.

O que faz um Enfermeiro Obstetra?

  • Monitoramento da Gestação Desde o início da gravidez, o enfermeiro obstetra acompanha a evolução da gestante, realizando exames, avaliando a saúde da mãe e do feto, e assegurando que ambos recebam o melhor cuidado possível.
  • Educação e Preparação Através de cursos e consultas, eles educam as futuras mães sobre o parto, amamentação e cuidados com o recém-nascido, além de prepará-las física e emocionalmente para o grande dia.
  • Apoio Durante o Parto No momento do parto, o enfermeiro obstetra é a mão amiga que guia a mãe através das contrações, oferecendo suporte técnico e emocional, e intervindo quando necessário para a segurança de ambos.
  • Cuidados Pós-Parto Após o nascimento, o enfermeiro obstetra continua a cuidar da mãe e do bebê, ajudando na recuperação e nos primeiros passos da amamentação, e garantindo que a família esteja pronta para a nova etapa da vida.

A Importância do Enfermeiro Obstetra

A presença do enfermeiro obstetra é essencial para uma experiência de parto positiva. Eles são os especialistas que tranquilizam, que instruem e que cuidam. Sua habilidade técnica se une à sensibilidade humana para acolher cada nova vida com amor e segurança.

Em um mundo onde cada nascimento é um milagre, o enfermeiro obstetra é o guardião desse momento mágico. Eles não apenas assistem ao nascimento de um bebê, mas também ao nascimento de uma nova mãe e de uma nova família.

Referências:

  1. https://blog.pitagoras.com.br/enfermeiro-obstetra/
  2. https://blog.anhanguera.com/o-que-faz-um-enfermeiro-obstetra/
  3. Instituto Nascer

O que faz um Enfermeiro de Centro Cirúrgico?

O enfermeiro tem seu trabalho relacionado com atividades nos períodos pré, intra e pós-operatório. Cada um deles é importante de uma forma para a melhora completa do paciente.

Cada um deles é importante de uma forma para a melhora completa do paciente. Mas, precisamos destacar que na rotina do enfermeiro no centro cirúrgico, a fase pré-operatória é mais importante.

Isso porque é o momento de mais vulnerabilidade para o paciente. Assim, os enfermeiros precisam garantir desde o tratamento anestésico cirúrgico, até ações que possam minimizar os riscos de contaminação por equipamentos ou do próprio ambiente.

Além disso, o profissional atua como gerente em questões assistenciais, burocráticas e organizacionais. Ele também coordena a equipe e proporciona para o paciente e seus familiares um cuidado indireto. O principal objetivo é proporcionar uma assistência de enfermagem com qualidade.

A Pós Graduação

A pós-graduação em Enfermagem em Centro Cirúrgico é uma oportunidade para enfermeiros aprimorarem suas habilidades e conhecimentos específicos nessa área.

O tempo médio de duração destes cursos podem variar, em até 12 meses:

  • Especialização em Enfermagem em Centro Cirúrgico e CME (Centro de Material e Esterilização): Este curso capacita enfermeiros para atuarem com pacientes em situações cirúrgicas, principalmente durante a fase intraoperatória e pós-operatória imediata.
  • O foco da atuação do enfermeiro está no centro cirúrgico, nas unidades de recuperação pós-anestésica e na central de material e esterilização.
  • A especialização visa desenvolver competências e habilidades profissionais, incluindo o cuidado individual e coletivo, gestão de recursos humanos e materiais, planejamento e organização do trabalho, com o objetivo de melhorar a saúde, segurança do paciente e qualidade de vida.

As Atribuições

ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL

1- Realizar plano de cuidados e supervisionar a continuidade da assistência.
2- Prever recursos humanos para atendimento em SO.
3- Supervisionar as ações da equipe de enfermagem.
4- Checar a programação cirúrgica.
5- Conferir escala diária de atividades dos funcionários.
6- Orientar montagem e desmontagem de SO.
7- Conferir os materiais implantáveis necessários para as cirurgias (antes do paciente ser encaminhado a SO).
8- Verificar a disponibilidade e o funcionamento do material necessário para cirugia.
9- Manter ambiente seguro para paciente e profissionais.
10- Realizar visita pré-operatória.Realizar os diagnósticos de enfermagem para o período pré e intraoperatório e implementação dos cuidados.
11- Recepcionar o paciente no CC, conferir prontuários, pulseira de identificação, exames e preencher os impressos relativos a admissão.
12- Realizar inspeção física do paciente (no local específico em cada instituição).
13- Conferir os Diagnósticos de Enfermagem e a implementação dos cuidados.
14- Conduzir o paciente até a SO.
15- Auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica.
16- Auxiliar no posicionamento do paciente.
17- Orientar o técnico sobre as anotações de enfermagem em SO.
18- Realizar curativo cirúrgico ou ajudar a equipe na execução.
19- Auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para a maca, verificar cateteres, sondas e drenos.
20- Encaminhar o paciente para RPA.
21- Informar as condições clinicas do paciente ao Enfermeiro da RPA.

ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR (quanto ao funcionamento do Centro Cirúrgico)

1- Prever a necessidade de materiais, equipamentos e instrumental cirúrgico e prover o setor de tais elementos.
2- Participar da elaboração de normas, rotinas e procedimentos do setor.
3- Orientar, supervisionar e avaliar o uso adequado de materiais e equipamentos com o objetivo de garantir o uso correto.
4- Colaborar com a comissão de CCIH.
5- Fazer com que as normas de CCIH sejam cumpridas por toda equipe.
6- Quando necessário, solicitar novos equipamentos e/ou instrumental cirúrgico.
7- Controle Administrativo.
8- Elaborar escalas mensais e diárias de atividades dos funcionários.
9- Supervisionar conferência de equipamentos, através de escala previamente elaborada.
10- Prever e Prover recursos humanos, materiais, equipamentos e instrumental cirúrgico em condições adequadas para as cirurgias sejam realizadas.
11- Tomar decisões administrativas e assistenciais com respaldo científico.

ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR (quanto a atividades administrativas)

1- Realizar avaliação de desempenho da esquipe (conforme normas da instituição).
2- Definir o perfil do profissional do Centro Cirúrgico.
3- Participar do treinamento de novos funcionários.
4- Planejar treinamentos junto com a Educação Continuada.
5- Utilizar a Educação Permanente em Saúde.
6- Proporcionar recursos humanos para realizar a ato anestésico-cirúrgico.
7- Zelar pela qualidade da assistência.

ATIVIDADES ASSISTENCIAIS DO ENFERMEIRO COORDENADOR/DIARISTA

1- Implementar a SAEP.
2- Verificar o agendamento de cirurgias e orientar montagem de SO.
3- Avaliar o relacionamento interpessoal da equipe de enfermagem.
4- identificar os problemas e buscar propostas de soluções.
5- Notificar ocorrências (de acordo com o preconizado em cada instituição).
6- Zelar para que todos os impressos sejam preenchidos corretamente.

OBS: As atribuições do enfermeiro coordenador podem ser dividas com o enfermeiro assistencial sendo ele plantonista ou diarista.

ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NA RPA

1- Receber as informações clínicas do paciente na admissão a RPA.
2- Realizar exame físico dos pacientes na admissão e na alta da RPA, além dos sinais vitais, verificar saturação de O2, atividade e força muscular.
3- Elaborar plano de cuidados, supervisionar sua execução e realizar as atividades complexas de enfermagem, com base na SAEP.
4- Ter conhecimento da farmacodinâmica, da anestesia e da analgesia, e também de fisiolopatologia.
5- Ter conhecimento e habilidade para o atendimento em urgências cardiorrespiratórias e em reanimação cardiopulmonar.
6- Atentar quanto a possíveis riscos inerentes ao ato anestésico cirúrgico.
7- Priorizar a assistência aos pacientes com maior grau de complexidade.
8- Aplicar escalas de Aldrete e Kroulik, sedação de Ramsey e dor ao longo da permanência do paciente na RPA.
9- Avaliar e registrar a evolução clinica do paciente em recuperação, as intercorrências, os cuidados e manobras realizadas.
10- Avaliar as condições clínicas para alta do paciente, registrar e encaminhá-lo a enfermaria de origem.
11- Informar e orientar os familiares sobre as condições clínicas do paciente.
12 – Passar as informações (como passagem de plantão) ao enfermeiro da enfermaria de origem do paciente, antes de encaminhá-lo de alta.

ATRIBUIÇÕES TÉCNICO -ADMINISTRATIVAS DO ENFERMEIRO NA RPA

1- Colaborar com o enfermeiro coordenador do CC na elaboração das escalas mensais, semanais e diárias.
2- Manter atualizadas as rotinas da RPA.
3- Identificar a necessidade de materiais e equipamentos observando a conservação e também fazendo com que a equipe também observe.
4- Dimensionamento de pessoal de acordo com as necessidades da RPA.
5- Promover Educação Continuada.
6- Utilizar a Educação Permanente em Saúde como instrumento para proposta e alcançar soluções de questões que possam surgir no desenvolvimento das ações.

Referência:

  1. Martins, F. Z., & Dall’Agnol, C. M.. (2016). Centro cirúrgico: desafios e estratégias do enfermeiro nas atividades gerenciais. Revista Gaúcha De Enfermagem, 37(4). https://doi.org/10.1590/1983-1447.2016.04.56945

A Teoria de Wanda Horta

Quem é a Wanda Horta?

Wanda Cardoso de Aguiar nasceu em 11 de agosto do ano de 1926. Seu sobrenome Horta veio do marido Luís Emílio Horta, com quem se casou aos 27 anos.

Nascida em Belém (PA), ela foi criada, junto com seus irmãos, por um pai militar e uma mãe devota dos livros, em uma casa em que a educação era prioridade.

Aos 10 anos mudou de Belém para Ponta Grossa (PR) e, durante o ginásio, em sua adolescência, frequentou o curso de pré-médico, uma espécie de curso técnico em medicina, no qual teve o primeiro contato com a área da saúde.

Na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, Wanda se inscreveu nos Voluntários Socorristas, da Cruz Vermelha. Na época, o Brasil havia declarado guerra ao Eixo (Alemanha, Itália e Japão), e havia receio de possíveis ataques aéreos em solo brasileiro.

Ao final do curso, enviou um telegrama ao então ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, para integrar a Força Expedicionária Brasileira. Porém, nunca obteve resposta.

A ausência de resposta e as fronteiras entre municípios não foram impeditivos para seguir com a vontade de ajudar o próximo. Em 1944, Wanda mudou para Curitiba para trabalhar e estudar.

Conseguiu um emprego com atividades de enfermagem, mas foi em 1945 que se aprofundou na área após ganhar uma bolsa de estudos para mudar para a capital paulista e estudar na USP (Universidade de São Paulo).

A sua história na Enfermagem

Wanda desembarcou em São Paulo em um período novo para a enfermagem. Entre as décadas de 1930 e 1950, os enfermeiros vinham refletindo sobre sua prática bastante limitada nos hospitais pelo excessivo controle dos médicos.

A abertura da Escola de Enfermagem de São Paulo, na década de 40, reforçou a adoção de uma formação acadêmico-científica para enfermeiros, impulsionada também pela industrialização da cidade.

Com esse crescimento, a região precisava atender à demanda de cidadãos adoecidos por epidemias. Se por um lado, havia centenas de pacientes à espera de atendimento, por outro lado, os hospitais não permitiam uma atuação das enfermeiras de forma independente.

Ao se formar na USP, foi trabalhar em Santarém (PA) no projeto de Serviço Especial de Saúde Pública, criado pelo governo federal da época em parceria com os Estados Unidos.

A premissa do órgão na Amazônia era criar equipes de médicos, engenheiros e enfermeiros para compartilharem decisões em prol de um objetivo em comum: a saúde da população.

Wanda e a Teoria das Necessidades Humanas Básicas

O descontentamento com a posição do enfermeiro na saúde se transformou em um combustível para a busca de evidências científicas e seu caminho como professora.

Especializou-se em Pedagogia e Didática Aplicadas à Enfermagem e doutorou-se em Enfermagem com a tese “Observação Sistematizada na Identificação de Problemas de Enfermagem em seus Aspectos Físicos”.

Wanda chegou a relatar em artigos que “nos hospitais oferecemos o máximo de desconforto”, definindo a assistência de saúde e ressaltando a importância do cuidado.

Foi na sua desbravadora carreira acadêmica que encontrou a Teoria das Necessidades Humanas Básicas, do psicólogo Abraham H. Maslow, como caminho para mudar a enfermagem no Brasil e humanizá-la.

Maslow criou a teoria da motivação humana segundo a qual define que o ser humano precisa de um conjunto de condições básicas para alcançar um nível de bem-estar. O psicólogo definiu esses níveis como: necessidades fisiológicas, segurança, amor, estima e autorrealização.

Wanda acreditava que os níveis deveriam ser classificados a partir de uma alternativa proposta pelo padre, médico e escritor João Mohana, que dividia as necessidades em três grandes dimensões: psicobiológicas, psicossociais e psicoespirituais.

Seguindo essa tese, Wanda estabeleceu que o papel do enfermeiro em ser coordenador do cuidado é entender o ser humano como um todo — não olhando apenas a doença que ele está sofrendo, mas o corpo, mente e espírito.

Assim, o atendimento passa a ser individualizado e a levar em consideração aspectos sociais e emocionais do paciente.

Ela se inspirou em conceitos trabalhados no exterior pela enfermeira psiquiatra Ida Orlando, que começou a utilizar “processo de enfermagem” para explicar o cuidado como um processo sistematizado.

As etapas do processo de enfermagem

A professora brasileira introduziu a noção de que o processo de enfermagem pode ser dividido em seis etapas:

1) histórico;

2) Diagnóstico;

3) Plano assistencial;

4) Plano de cuidados ou prescrição;

5) Evolução;

6) E o prognóstico de enfermagem.

O conceito de enfermagem, segundo Wanda Horta

Para a enfermeira:

“A enfermagem é a ciência e a arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas, de torná-lo independente desta assistência atraves da educação, de recuperar, manter e promover sua saúde, contando para isso com a colaboração de outros grupos profissionais.”

Seu olhar revelador diante das necessidades humanas na saúde avançou ao longo dos anos e conquistou o meio acadêmico de enfermagem de todo o país.

Wanda ministrou aulas e orientou pesquisas em universidades do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, disseminando seu conhecimento e fortalecendo o viés humano na coordenação de cuidado.

Ela obteve reconhecimento internacional de seus estudos e metodologia, levando seu modelo teórico para diferentes países.

Foi convidada pela Organização Pan-Americana de Saúde e pela OMS (Organização Mundial de Saúde), em 1973, para participar da elaboração do Documento Básico sobre o Ensino de Fundamentos de Enfermagem, que fortalecia a importância global da graduação e do cunho científico da profissão.

Para diminuir as barreiras entre seus conceitos e os enfermeiros em formação, ampliou seus estudos – há relatos de mais de 400 documentos assinados por Wanda -, além de ter criado a revista Enfermagem em Novas Dimensões, de forma independente, para divulgar suas idéias e fugir do conservadorismo da área entre 1975 e 1979.

A partir dessa extensa trajetória, Wanda publicou a “Teoria de Enfermagem das Necessidades Humanas Básicas”, no livro “Processo De Enfermagem” de 1979, que consolidou uma nova abordagem para a enfermagem no século passado.

Ao longo de sua vida, Wanda construiu pontes para que a enfermagem e o cuidado de saúde fossem respeitados e baseados em evidências científicas. Lutou para deixar no passado a visão de que a enfermagem deveria transitar sob olhar médico.

Viu muito pouco dessa transformação na prática. Morreu em 1981 sem acompanhar o avanço do Movimento Sanitarista, a Lei do Exercício Profissional que regulamentou o exercício dos profissionais de enfermagem e a criação do modelo conceitual de Wanda Horta, vigente nas universidades até hoje.

A causa da morte precoce, aos 54 anos, em 15 de junho de 1981, foi esclerose múltipla, uma doença degenerativa. Relatos demonstram que, mesmo com momentos difíceis em decorrência da doença, trabalhou até o último dia de vida.

Sua persistência na enfermagem beneficia todos que buscam saúde com um olhar integrativo e inspira milhares de profissionais que encontraram na coordenação de cuidado seu propósito de vida.

‍Referência:

  1. PERÃO, Odisséia Fátima et al. SEGURANÇA DO PACIENTE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE ACORDO COM A TEORIA DE WANDA HORTA. Cogitare Enfermagem, [S.l.], v. 22, n. 3, jul. 2017. ISSN 2176-9133. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/45657>. Acesso em: 03 jun. 2022. doi:http://dx.doi.org/10.5380/ce.v22i3.45657.
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DPOC: Enfisema Pulmonar VS. Bronquite Crônica

Bronquite Crônica

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, conhecido como DPOC, é termo usado para um grupo de doenças pulmonares caracterizado por obstrução crônica das vias aéreas dentro dos pulmões.

Neste grupo, duas doenças se destacam por serem responsáveis por quase todos os casos de DPOC na prática médica:

A  Bronquite crônica e o Enfisema pulmonar.

Mas quais são as suas principais diferenças?

A Bronquite Crônica

É definida por uma tosse produtiva de pelo menos três meses de duração por ano (não necessariamente consecutivos) por 2 anos ou mais.

Outros sintomas podem incluir chiado e falta de ar, especialmente durante exercícios físicos.

A tosse é muitas vezes pior logo depois de acordar, e o catarro produzido pode ter uma cor amarela ou verde, podendo apresentar estrias de sangue.

A bronquite crônica é causada por uma lesão recorrente ou irritação do epitélio respiratório dos brônquios , resultando em crônica a inflamação , edema (inchaço), e aumento da produção de muco pelas células caliciformes.

O fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões é parcialmente bloqueada devido do muco inchaço e extra nos brônquios ou devido a reversível broncoespasmo.

Maioria dos casos de bronquite crônica são causados ​​por fumar cigarros ou outras formas de tabaco. Inalação crônica de vapores irritantes ou poeira de exposição ocupacional ou a poluição do ar também pode ser causador.

Cerca de 5% da população tem bronquite crônica, e é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.

A Enfisema Pulmonar

É caracterizada por danos aos alvéolos pulmonares, causando oxigenação insuficiente e acúmulo de gás carbônico no sangue (hipercapnia).

Ela geralmente é causada pela inalação de produtos químicos tóxicos, como fumaça de tabaco, queimadas e poluição do ar.

Os danos às paredes dos alvéolos reduzem o espaço capaz de fazer troca de ar.

A inflamação que ocorre nos pulmões acontece também em outras partes do organismo como por exemplo o coração, e por isso atualmente a DPOC também é considerada uma doença sistêmica.

Também afeta outros animais, especialmente cavalos expostos a feno com fungos e cachorros e gatos expostos a fumaça de cigarro por muitos anos.

As principais causas de enfisema são:

  • Tabagismo (cerca de 80 a 90% dos pacientes com enfisema foram ou são fumantes)
  • Exposição a gases tóxicos no local de trabalho (cerca de 10 a 20% dos casos) 
  • Genética (responsável por 1 a 5% dos casos)

E as diferenças entre as duas patologias?

Na prática clínica o que encontramos, na verdade, é um sobreposição entre as duas doenças:

O doente com DPOC pode ter um quadro com mais características de bronquite crônica, mas apresenta sempre algum grau de destruição dos alvéolos e hiperinsuflação.

O mesmo ocorre no enfisema, que costuma ter também algum grau de produção de muco e tosse crônica. Por isso, o termo DPOC é mais adequado para definir a doença destes pacientes.

É comum o paciente ter as duas doenças ao mesmo tempo. Ambas apresentam sintomas como falta de ar, secreção, deficiência respiratória mediante esforços. A bronquite provoca ainda tosse e expectoração.

Portanto, a Bronquite Crônica pode afetar pessoas entre 40 a 50 anos, já o Enfisema Pulmonar afeta pessoas entre 50 a 75 anos.

O “Tossidor Azul” e o “Soprador Rosado”

Tendo em conta o aspecto geral dos pacientes com DPOC, o que chama a atenção em um grupo de doentes com DPOC são as características de pessoas emagrecidas e outros com sobrepeso.

Baseando-se nesta característica, Dornhost e Filley classificaram estes pacientes em dois tipos: o Pink Puffer (soprador rosado), que é o emagrecido, e o Blue Bloater (tossidor azul), que é a pessoa em sobrepeso, devido ao aumento da retenção que esses pacientes desenvolvem , há sinais de insuficiência direita do coração.

Os “Sopradores Rosados” recebem esse nome, porque esses pacientes tem uma tendência a serem rosados, devido a um aumento da produção de células sanguíneas, principalmente hemácias, esse paciente adotará uma atitude de respiração em que ele fica soprando, ele permanece com os lábios entre abertos, tentando vencer a resistência das vias aéreas, tendo assim este nome.

Já os “Tossidores Azuis” recebem este nome, porque os pacientes entram em um quadro de hipoventilação, ou seja, a respiração fica muito curta ou lenta, assim entrando em hipercapnia, que é decorrente da hipoventilação, provocando uma acidose respiratória e hipoxemia, sendo assim, responsável por um estado de confusão com sensação de obnubilação ou até perda de consciência, e sua hemoglobina não estando devidamente oxigenada, levando o paciente a uma leve coloração azulada, ou cianótica.

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