Como abrir um pacote/embalagem estéril?

Uma embalagem ou pacote estéril é um recipiente selado que contém suprimentos médicos ou instrumentos que foram esterilizados para estarem livres de microorganismos.

A própria embalagem também é esterilizada e lacrada de forma a manter a esterilidade do seu conteúdo até ser aberta.

Para que são utilizadas as embalagens estéreis?

As embalagens estéreis são utilizadas para quaisquer procedimentos que exijam um ambiente estéril (por exemplo, cirurgias, curativos, inserções de cateteres). O principal objetivo da utilização de embalagens estéreis é prevenir a contaminação e minimizar o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde.

Tipos comuns de embalagens estéreis

As embalagens estéreis usadas com frequência incluem:

  • Bolsas intravenosas
  • Blisters (por exemplo, suturas, bisturis)
  • Frascos de vidro ou plástico (por exemplo, contendo soro fisiológico, medicamentos)
  • Pacotes peel (instrumentos cirúrgicos)
  • Tubos estéreis (para aplicação de cremes estéreis)
  • Pacotes de bandejas (conjuntos personalizados de instrumentos/suprimentos, [por exemplo, para inserção de cateter])
  • Luvas estéreis

Como deve ser manuseada uma embalagem estéril?

Etapas para evitar contaminação durante o procedimento de abertura:

  • Certifique-se de ter uma superfície limpa e plana para colocar a embalagem (alguns procedimentos podem exigir um campo estéril).
  • Se transferir conteúdo estéril para outro campo estéril, utilize uma pinça estéril ou uma técnica de “derramamento” para líquidos, garantindo que não toca nas superfícies estéreis com objetos não estéreis.
  • Descarte a embalagem em um recipiente apropriado para resíduos após a abertura e uso.

Antes de abrir uma embalagem estéril

  • Verifique a embalagem quanto a umidade ou marcas de sujeira.
  • Verifique se há rasgos ou aberturas.
  • Verifique a data de validade.
  • Verifique se a fita estéril está intacta.

Etapas para abrir uma embalagem estéril

  1. Realize a higiene das mãos.
  2. Segure a embalagem pelas bordas não lacradas (pétalas) com os polegares e separe-a com cuidado.
  3. Segure a embalagem enquanto expõe o item estéril.
  4. O item estéril exposto pode então ser entregue à equipe cirúrgica ou colocado suavemente no campo estéril.

Referência:

  1. Buckner B. Opening sterile surgical packs. J Med Insight. 2024;2024(300.4). doi:10.24296/jomi/300.4.

Centro Cirúrgico: Divisão de Zonas

Quando se fala em centro cirúrgico, é fundamental compreender que existem áreas com diferentes níveis de restrição de acesso, variando de acordo com o tipo de procedimento realizado e o grau de contaminação do ambiente.

Essas áreas são classificadas em restrita, semi-restrita e não restrita.

Área Restrita (Área Estéril)

    • A área restrita é a parte mais crítica do centro cirúrgico. Nela, são realizados procedimentos invasivos que envolvem acesso a áreas estéreis do corpo do paciente, como cirurgias abdominais, cardíacas e neurológicas.
    • Essa área é rigorosamente controlada e monitorada, com acesso restrito a profissionais devidamente capacitados e paramentados.
    • Para entrar na área restrita, é necessário passar por uma sala de transição, onde os profissionais trocam de roupa e equipamentos de proteção individual (EPIs), como gorros, máscaras, aventais, luvas e sapatilhas.
    • Dentro da área restrita, não é permitida a circulação de pessoas não essenciais ao procedimento, como familiares, estudantes ou curiosos.
    • Também é proibido o uso de celulares, câmeras fotográficas ou quaisquer outros equipamentos que possam comprometer a assepsia do ambiente.

Área Semi-Restrita (Área Limpa)

    • A área semi-restrita é a parte intermediária do centro cirúrgico, onde são realizados procedimentos menos invasivos, como cirurgias ortopédicas, oftalmológicas e otorrinolaringológicas.
    • O grau de contaminação é menor do que na área restrita, mas ainda assim é necessário manter um controle rígido de acesso.
    • Assim como na área restrita, é obrigatório o uso de EPIs e a higienização das mãos antes de entrar na área semi-restrita.
    • É permitida a circulação de pessoas não essenciais ao procedimento, desde que estejam devidamente paramentadas e autorizadas pelo responsável técnico.
    • Também é permitido o uso de celulares e outros equipamentos eletrônicos na área semi-restrita, desde que não interfiram na assepsia do ambiente.

Área Não Restrita (Área de Proteção)

    • A área não restrita é a parte mais periférica do centro cirúrgico, onde ficam os vestiários, a sala de espera, o posto de enfermagem e outras áreas de apoio.
    • Nessa área, não há a necessidade de paramentação ou higienização das mãos, mas é importante manter uma conduta adequada de higiene e segurança.
    • Na área não restrita, é permitida a circulação de pessoas devidamente identificadas e autorizadas, como acompanhantes de pacientes, funcionários administrativos e fornecedores.
    • No entanto, é proibido o acesso de pessoas com sintomas de infecção ou doenças contagiosas.

Referências:

  1. Strattner

Como abrir pacote de gaze estéril?

A técnica asséptica é um conjunto de medidas que visa prevenir a contaminação de materiais e superfícies por microrganismos patogênicos. Uma das medidas mais importantes é a abertura correta de pacotes estéreis, que contêm instrumentos como gaze, algodão, luvas e outros itens necessários para procedimentos médicos ou cirúrgicos.

Alguns pontos importantes

A abertura de pacotes estéreis deve seguir alguns princípios básicos, como:

  • Verificar a data de validade e a integridade do pacote antes de abrir;
  • Escolher uma superfície limpa e seca para colocar o pacote;
  • Abrir o pacote com cuidado, sem tocar na parte interna ou nos itens estéreis;
  • Manter o pacote aberto o mínimo possível, evitando exposição ao ar ou a fontes de contaminação;
  • Usar pinças ou luvas estéreis para manipular os itens, sem ultrapassar a borda do pacote;
  • Descartar o pacote vazio em um recipiente adequado.

A abertura de pacotes estéreis é essencial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, evitando infecções e complicações. Por isso, é importante seguir as normas e os protocolos estabelecidos pelas instituições de saúde e pelos órgãos reguladores.

Como abrir um pacote de gaze estéril?

Para abrir um pacote de gaze estéril na técnica asséptica, é preciso seguir alguns passos:

  1. Lavar as mãos com água e sabão, secando-as bem com uma toalha limpa ou papel toalha.
  2. Colocar o pacote de gaze sobre uma superfície limpa e seca, sem tocar na parte interna do envelope.
  3. Abrir o envelope com cuidado, puxando as abas (pétala) externas para os lados, sem rasgar ou contaminar a parte interna.
  4. Retirar a gaze estéril com uma pinça estéril ou com as mãos enluvadas, segurando-a pelas pontas, sem tocar na parte central.
  5. Colocar a gaze sobre o local desejado, cobrindo a ferida ou o curativo, sem friccionar ou arrastar a gaze sobre a pele.
  6. Descartar o envelope vazio em um recipiente adequado para lixo hospitalar ou infectante.

Referência:

  1. Royal Tech Hospitalar

Kit Curativo

Um Kit curativo é preparado para auxiliar na higienização de feridas e pequenos procedimentos cirúrgicos.

Para realizar um simples curativo, é necessário que tenha em mãos os instrumentais cirúrgicos estéreis apropriados para a situação, que geralmente já são separados em ‘KITS’ pelas instituições hospitalares, em embalagens já esterilizadas.

É importante também que tenha um campo estéril para algumas situações.
* Ressaltando que cada kit montado pode variar de acordo com cada protocolo hospitalar.

Composição

Um kit curativo pode ser composto por:

  • 1 pinça kelly reto;
  • 1 pinça anatômica;
  • 1 pinça dente-de-rato;
  • 1 campo cirúrgico (separado dos instrumentais).

Campos Cirúrgicos Estéreis: A sua finalidade

O campo cirúrgico é um dos materiais mais importantes na cirurgia, pois é através dele que conseguimos garantir que não haja nenhuma contaminação durante as cirurgias odontológicas ou que haja infecções no paciente.

O campo operatório demarca a área onde a cirurgia será realizada e onde instrumentos estéril poderão ficar apoiados. O campo cirúrgico limita a área em que o cirurgião irá atuar e mantém a região operatória isolada.

Tipos de Campos Cirúrgicos

Campo cirúrgico descartável

O campo cirúrgico descartável é geralmente confeccionado em não tecido SMS – 100% polipropileno grau médico. Ele evita a contaminação, respingos de sangue e/ou fluídos corpóreos em pacientes e superfícies, além de demarcar a área de cirurgia em pacientes.

Esse tipo de campo está disponível em diversos tamanhos em pacotes com 10, 50, 100 unidades ou na opção individual já estéril. Se a opção do cirurgião for comprar um campo não estéril ele deverá ser esterilizado em autoclave antes do procedimento cirúrgico.

Por se tratar ser um material não reutilizável ele só poderá ser utilizado em uma única cirurgia, e deve ser descartado da maneira correta logo após o ato cirúrgico.

Campo cirúrgico de tecido

Os campos cirúrgicos também podem ser feitos de algodão. Como os que encontramos em hospitais. Dessa forma é importante estar atento às recordações da vigilância sanitária .

É importante ressaltar que esse tipo de material tem uma vida útil, ou seja, número de ciclos de esterilização que podem sofrer para que a malha do tecido não se danifique.

Campo cirúrgico fenestrado

Os campos cirúrgicos fenestrados são aqueles que apresentam abertura circular (fenestra) que auxilia no isolamento da área a ser tratada no paciente. Essa fenestra ou abertura é imprescindível em procedimentos cirúrgicos em que é necessária a manutenção da técnica asséptica.

Eles também são confeccionados com não tecido SSMMS – 100% polipropileno grau médico. Podem ser esterilizados com óxido de etileno ou autoclave e disponibilizados em embalagem que garante a abertura e a transferência asséptica.

Esses campos também possuem uma dobradura asséptica que lhes atribuem maior segurança e confiabilidade.

Campo cirúrgico estéril

Os campos cirúrgicos descartáveis podem ser comprados estéril ou não. Quando eles veem esterilizados já estão prontos para o uso. Quando não são estéreis terão que ser autoclavados antes do procedimento cirúrgico.

Os campos estéreis geralmente são mais caros do que os não estéril.

Os Principais Objetivos da Aparamentação e dos Campos Cirúrgicos

  • Controle da infecção de sítio cirúrgico (ISC);
  • Controle da infecção hospitalar (IH);
  • Segurança do paciente;
  • Segurança da equipe cirúrgica (Risco Ocupacional);
  • Qualidade da assistência prestada ao paciente no ambiente cirúrgico.

Referência:

  1. https://www.esterili-med.com.br

Calçando e Removendo as luvas estéreis corretamente

O procedimento de calçar um par de luvas estéril requer técnica correta, para evitar a contaminação da luva, fato este que pode ocorrer com facilidade, por isso requer muita atenção.

Existem vários procedimentos que exigem a utilização de luvas estéreis, entre eles os procedimentos cirúrgicos, aspiração endotraqueal, curativos extensos, que se tornam difíceis realizar somente com o material de curativo. Portanto, as luvas estéreis devem ser utilizadas sempre que ocorrer a necessidade de manipulação de áreas estéreis.

As luvas estéreis podem ser encontradas nos tamanhos P, M ou G, ou até mesmo em tamanhos numerados como 6.0, 6.5, 7.0 até 9.0. E pode variar de acordo com o fabricante.

Como colocar as luvas estéreis?

  • O primeiro passo para realizar o procedimento de calçar a luvas, inicia-se com a lavagem correta das mãos! Isso mesmo, antes de calçar luvas é imprescindível lavar as mãos.
  • Abra o pacote de luvas sobre uma superfície limpa, à altura confortável para sua manipulação.
  • Observe que existem abas nas dobras internas da embalagem das luvas. Elas existem para facilitar a abertura do papel, sem que ocorra o risco de tocar nas luvas e contaminá-las. Então, segure nas abas abra os dois lados que revestem as luvas.
  • As luvas devem estar dispostas corretamente a sua frente, onde: a luva da mão direita está a sua direita, e a luva da mão esquerda, está a sua esquerda. Isso na maioria dos fabricantes. A maioria das luvas não tem lado anatômico, mas ficam dispostas nesse sentido, devido a dobra existente do polegar.
  • Neste momento, prepare-se para calçar a luva na mão dominante. Com sua mão não dominante, segure a luva pela face interna da luva (que vem dobrada propositalmente). Importante: enquanto você estiver sem luvas, segure apenas pela face onde a luva irá entrar em contato com sua pele, ou seja, face interna.
  • Em seguida, introduza os dedos da mão dominante, calmamente, procurando ajustar os dedos internamente. Realize esta etapa da melhor maneira possível, mas não se preocupe se os dedos ficarem mal posicionados dentro da luva. Continue o procedimento mesmo com os dedos posicionados de forma errada (é muito arriscado tentar arrumar a posição dos dedos, você pode contaminá-la).
  • Após esta etapa, introduza até que sua mão entre completamente na luva, sempre a segurando pela face interna.
  • Agora que você colocou a primeira luva estéril (na mão dominante), vamos colocar a luva na mão não dominante. Lembre-se, que agora estamos com uma luva estéril na mão dominante, não podemos tocar em lugares que não sejam estéreis, sejam eles a nossa pele, superfícies ou objetos ao nosso redor.
  • Com a mão dominante (enluvada), segure a outra luva pela face externa (ou seja, por dentro da dobra existente). Esta dobra existente no punho da luva servirá de apoio para segurar a luva, sem que ocorra o risco de contaminar a luva, mesmo que imperceptivelmente.
  • Sempre segurando pela dobra do punho da luva, introduza calmamente sua mão não-dominante na luva, semelhante ao realizado na primeira, mas agora, com a cautela de não tocar com a luva na pele da mão ou em locais não-estéreis.
  • Siga esta etapa, até introduzir toda a mão esquerda na luva.
  • Para finalizar, havendo a necessidade de posicionar os dedos corretamente, ou até mesmo melhorar o calçamento da luva, faça com ambas as luvas, porém evite manipular a luva na região dos punhos, caso esta não possua mais as dobras de segurança.

Como Remover as Luvas Estéreis?

  • Inicie a retirada da luva por qualquer uma das duas mãos. Puxar a luva mantendo o contato apenas de luva com luva, sem encostá-la na sua pele.
  • Puxe a luva enrolando-a de modo que permaneça na palma de sua mão.
  • Com a mão que está sem a luva, inicie a retirada da outra luva, puxando-a pela sua parte interna. A mão sem luva deverá manter contato com a luva.
  • Continue puxando a luva de modo que ela envolva a que está na palma de sua mão formando uma “bolinha”.
  • Despreze a luva em local adequado
  • Higienize suas mãos.

Referências:

  1. ANVISA. Nota Técnica GVIMS/GGTES/ANVISA nº 04/2020 – Orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) (Atualizada 08 de maio de 2020). Brasília: 2020. Disponível em: < http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/271858/Nota+T%C3%A9cnica+n+04-2020+GVIMS-GGTES-ANVISA/ab598660-3de4-4f14-8e6f-b9341c196b28&gt;.
  2. BRASIL. Ministério do Trabalho. Norma Regulamentadora 32 – Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. Brasília, 2005. Disponível em: http://www.trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR32.pdf

Campo Fenestrado: Para que serve?

Os campos cirúrgicos fenestrados são materiais essenciais durante a execução de procedimentos invasivos, de acordo com as suas particularidades vantajosas e a capacidade de criar uma barreira estéril com baixa liberação de particulados.

Produzidos com material confiável, de alta qualidade e desempenho, os campos cirúrgicos fenestrados são desenvolvidos para melhor atender às necessidades apresentadas por um ambiente cirúrgico, que demanda o máximo de segurança e de assepsia.

Indicação

Os campos cirúrgicos fenestrados apresentam abertura circular (fenestra) que auxilia no isolamento da área a ser tratada no paciente, medida imprescindível em procedimentos cirúrgicos em que é necessária a manutenção da técnica asséptica.

Confeccionados com não tecido SSMMS – 100% polipropileno grau médico, os campos cirúrgicos fenestrados são produtos de excelente procedência e disponibilizados de modo que não só preservem a integridade do paciente, como também agreguem na qualidade das atividades desempenhadas pelos cirurgiões responsáveis.

Esterilizados com óxido de etileno e disponibilizados em embalagem que garante a abertura e a transferência asséptica, os campos cirúrgicos fenestrados possuem também uma dobradura asséptica que lhes atribuem maior segurança e confiabilidade.

Responsáveis por criar uma barreira microbiana para proteção do paciente e isolar o campo cirúrgico, os campos cirúrgicos fenestrados possuem uma fenestra central de 10 cm, apresentam baixo desprendimento de partículas, alta repelência a fluidos, além de serem mais resistentes, maleáveis e confortáveis.

Produzidos com o não tecido respirável, os campos cirúrgicos fenestrados são atóxicos e hipoalergênicos, isentos de látex em sua composição, além de não propagarem chamas – características fundamentais e que garantem a integridade dos pacientes e a satisfação dos profissionais que utilizam este modelo de campo cirúrgico em suas atividades.

Os Tipos de Luvas Hospitalares

Atuando no controle da disseminação de microrganismos em ambientes hospitalares, na proteção da equipe de saúde e de pacientes, as luvas hospitalares o são itens extremamente importantes para a proteção em diversos setores.

E para cada uso, existe um tipo de luva de procedimento que se encaixa perfeitamente.

Diante desse processo simples e primordial, no entanto, o fato de usar luvas não significa ausência de risco de transmissão de micro-organismos; por este motivo, a mesma deve conter indicação de uso e estar íntegra para não falhar no momento assistencial.

Os Tipos de Luvas Hospitalares

  1. Luva Cirúrgica (luva estéril): produto feito de borracha natural, de borracha sintética, de misturas de borracha natural e sintética. É o equipamento de proteção individual de uso único, de formato anatômico, contendo punhos capazes de assegurar ajuste ao braço do usuário, para utilização em cirurgias.
  2. Luva para Procedimentos Não Cirúrgicos(luva não estéril ou luvas de procedimento): produto feito de borracha natural, de borracha sintética, de misturas de borracha natural e sintética, e de policloreto de vinila, de uso único, para utilização em procedimentos não cirúrgicos para assistência à saúde. As luvas de látex de borracha natural oferecem alto nível de proteção contra sangue e fluidos corporais potencialmente contaminados; têm grande força, elasticidade, flexibilidade e conforto. Devido a isso, o látex de borracha natural é o material de escolha para luvas quando houver contato com sangue e fluidos corporais.
  3. Luvas para Procedimentos Não Cirúrgicos Antialérgicas ao Látex: são fabricadas a partir de um derivado do petróleo e de borracha nitrílica. Pode ser utilizada como uma alternativa ao látex. No entanto, as propriedades de barreira devem ser definidas pelo fabricante. As luvas de borracha nitrílica geralmente contêm aditivos químicos semelhantes ao látex, que podem atuar como alérgicos de contato. São adequadas no uso com agentes químicos e pessoas que têm alergia ao látex.
  4. Luvas de Vinil (PVC): tem custo baixo e, infelizmente, muitas instituições aderem à compra desse material para assistência ao paciente. Essas luvas são fabricadas a partir de cloreto de polivinila (PVC), um material sintético que é menos flexível, elástico, durável e possui menos conformidade com a mão do que o látex.

A luva de PVC e sua Integridade

Durante o uso, a luva de PVC pode ocorrer a quebra da integridade de barreira. Quanto mais abrasiva ou estressante a atividade ou quanto maior o tempo de utilização, maior a taxa de falha.

Por isso, esse tipo de luva não deve ser utilizado para uso clínico e assistencial. Os profissionais que utilizam luvas de vinil em ambiente hospitalar, se expõe diariamente ao risco de contaminação direta por materiais biológicos.

Após o uso, as luvas devem ser descartadas de acordo com as políticas locais de gestão de resíduos vigentes.

Devo usar qualquer luva desde que seja para me proteger?

A junção de custo e benefício no âmbito hospitalar, laboratorial e em clínicas, disponibiliza qualquer luva para os profissionais usarem, o que, infelizmente, não é o adequado.

A compra e o uso da luva devem estar alinhando conhecimento, tipo de técnica e avaliação de um profissional, além de cuidado para a prevenção de acidentes, pois caso o profissional tenha contato com material biológico sem a proteção adequada, não servirá de nada usar luvas e muito possivelmente irá se prejudicar ao invés de ajudar.

Referências:

  1. Organização Mundial da Saúde – Guia Lavagem das Mãos;
  2. Vigilância Epidemiológica – 2016;
  3. Recomendações sobre o uso de Luvas em Serviços de saúde – Secretaria do Estado de São Paulo / Divisão Epidemiologia Hospitalar

Filme Transparente

O Filme Transparente consiste em um filme de poliuretano não-estéril coberto por um adesivo hipoalergênico que proporciona uma cobertura protetora da pele, evitando possíveis danos por contato mecânico ou por fluidos e promovendo conforto ao paciente.

Sua suavidade e flexibilidade permite uma adaptação aos contornos da pele e dos dispositivos a serem fixados sem prejudicar os movimentos do paciente.

BENEFÍCIO:

  • Forma uma camada protetora da pele;
  • Age como barreira à contaminação da ferida;
  • É impermeável a água e outros agentes;
  • Adapta-se aos contornos do corpo;
  • Permite visualização direta da ferida.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Prevenção de LPP;
  • Proteção de pele íntegra e escoriações;
  • Curativo de acessos vasculares (ver POP);
  • Curativo de F.O não complicada (ver POP de Curativo de F.O).

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Pacientes com sudorese aumentadas;
  • Feridas com muito exsudato;
  • Feridas infectadas;
  • Em casos de hipersensibilidade.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • Trocar no máximo a cada 7 dias e/ou quando necessário.

CONSIDERAÇÕES:

  • Reduz o atrito, porém a pressão permanece a mesma;
  • Quando paciente acamado, mas com mobilidade, essa cobertura pode descolar e se enrolar, causando outras lesões.