Os 4 Pilares do Tratamento para Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca aguda é uma condição clínica grave que requer abordagem imediata e específica.

São os quatro pilares essenciais do tratamento farmacológico para a insuficiência cardíaca aguda:

Beta-bloqueadores

    • Os beta-bloqueadores são medicamentos que atuam bloqueando os efeitos da adrenalina (epinefrina) no coração.
    • Eles reduzem a frequência cardíaca, diminuindo a demanda de oxigênio pelo coração.
    • São essenciais para melhorar a função cardíaca e reduzir a mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca aguda.

Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou inibidores do receptor de angiotensina (ARNI)

    • Esses medicamentos ajudam a relaxar os vasos sanguíneos e reduzir a pressão arterial.
    • Também melhoram a função cardíaca e reduzem a sobrecarga no coração.

Antagonistas dos receptores mineralocorticoides (MRA)

    • Os MRA, como a espironolactona e a eplerenona, são importantes para pacientes com insuficiência cardíaca.
    • Eles ajudam a reduzir a retenção de sal e água, melhorando os sintomas e a sobrevida.

Inibidores do co-transportador de sódio-glicose 2 (SGLT2)

    • Esses medicamentos, originalmente desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2, também mostraram benefícios significativos em pacientes com insuficiência cardíaca.
    • Eles reduzem a reabsorção de glicose nos rins, promovendo a diurese e melhorando a função cardíaca.

 

  1. https://portugues.medscape.com/resumindo/6510023
  2. https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIR.0000000000001063
  3. https://www.heartfailurematters.org/what-your-doctor-can-do/angiotensin-receptor-neprilysin-inhibitor-arni-sacubitril-valsartan/
  4. Brito D, Bettencourt P, Carvalho D, Ferreira J, Fontes-Carvalho R, Franco F, Moura B, Silva-Cardoso JC, de Melo RT, Fonseca C. Sodium-Glucose Co-transporter 2 Inhibitors in the Failing Heart: a Growing Potential. Cardiovasc Drugs Ther. 2020 Jun;34(3):419-436. doi: 10.1007/s10557-020-06973-3. PMID: 32350793; PMCID: PMC7242490.

Efeito Placebo Vs. Nocebo

Você já ouviu falar dos efeitos placebo e nocebo? Eles são fenômenos psicológicos que podem influenciar a nossa saúde de maneiras surpreendentes.

Entenda os efeitos

O efeito placebo é a melhora de um sintoma ou de uma condição clínica após a administração de uma substância ou de um tratamento que não tem nenhum efeito farmacológico específico.

Por exemplo, se uma pessoa com dor de cabeça toma um comprimido de açúcar pensando que é um analgésico, ela pode sentir alívio da dor simplesmente por acreditar que o remédio funciona. Isso acontece porque o cérebro libera substâncias químicas que atuam como analgésicos naturais, como as endorfinas.

O efeito nocebo é o oposto do efeito placebo. É o piora de um sintoma ou de uma condição clínica após a administração de uma substância ou de um tratamento que não tem nenhum efeito farmacológico específico.

Por exemplo, se uma pessoa com dor de cabeça toma um comprimido de açúcar pensando que é um veneno, ela pode sentir mais dor ou até mesmo ter efeitos colaterais como náusea, tontura ou palpitações. Isso acontece porque o cérebro libera substâncias químicas que atuam como estimulantes do sistema nervoso, como a adrenalina.

As diferenças

As diferenças entre os efeitos placebo e nocebo estão relacionadas com as expectativas e as crenças que temos sobre os tratamentos que recebemos. Se esperamos que algo nos faça bem, podemos ter uma resposta positiva.

Se esperamos que algo nos faça mal, podemos ter uma resposta negativa. Essas expectativas podem ser influenciadas por vários fatores, como a informação que recebemos dos profissionais de saúde, dos meios de comunicação ou dos nossos familiares e amigos, a cor, o tamanho ou a forma dos comprimidos ou das injeções, o preço ou a marca dos medicamentos, entre outros.

Os efeitos placebo e nocebo podem ter um impacto significativo na nossa saúde e na nossa qualidade de vida. Por isso, é importante conhecer esses fenômenos e saber como usá-los a nosso favor. Algumas dicas para aproveitar o efeito placebo e evitar o efeito nocebo são:

  • Ter uma atitude positiva em relação aos tratamentos que recebemos, confiando na sua eficácia e segurança;
  • Buscar informações confiáveis e científicas sobre os benefícios e os riscos dos tratamentos que recebemos, evitando fontes duvidosas ou alarmistas;
  • Seguir as orientações dos profissionais de saúde que nos atendem, respeitando as doses, os horários e as contraindicações dos medicamentos;
  • Manter um estilo de vida saudável, cuidando da alimentação, da hidratação, do sono, da atividade física e do controle do estresse;
  • Procurar ajuda psicológica se tivermos medos, ansiedades ou depressão relacionados com a nossa saúde ou com os tratamentos que recebemos.

Referência:

  1. 1. Teixeira MZ. Bases psiconeurofisiológicas do fenômeno placebo-nocebo: evidências científicas que valorizam a humanização da relação médico-paciente. Rev Assoc Med Bras [Internet]. 2009;55(1):13–8. Available from: https://doi.org/10.1590/S0104-42302009000100008