Tipos de Fixadores de Sonda Vesical de Demora (SVD)

A sondagem vesical de demora é um procedimento comum em diversos cenários médicos, desde cirurgias até cuidados paliativos. No entanto, a segurança e o conforto do paciente durante o processo dependem, em grande parte, da escolha adequada do fixador da sonda.

Os tipos de Fixadores de SVD

Fixação com Esparadrapo

O esparadrapo é um método tradicional e acessível de fixação de sonda vesical.

Vantagens:

  • Baixo custo
  • Fácil aplicação
  • Versatilidade em diferentes tipos de pele e anatomias

Desvantagens:

  • Pode causar irritação na pele, especialmente em pacientes com sensibilidade
  • Menor segurança em comparação com outros métodos
  • Maior risco de deslocamento da sonda, especialmente em pacientes agitados ou com movimentos frequentes

Fixação com Fita Adesiva Hipoalergênica

As fitas adesivas hipoalergênicas oferecem uma alternativa mais suave para a pele sensível.

Vantagens:

  • Menor risco de irritações e alergias
  • Maior flexibilidade e adaptabilidade à anatomia do paciente
  • Permeabilidade ao ar, promovendo respiração da pele

Desvantagens:

  • Custo mais elevado que o esparadrapo
  • Pode não ser tão resistente quanto outros métodos em casos de movimentação intensa

Fixação de Perna com Velcro

O sistema de fixação de perna com velcro proporciona praticidade e segurança.

Vantagens:

  • Altamente ajustável para diferentes tamanhos de pernas
  • Permite livre movimentação do paciente sem comprometer a fixação da sonda
  • Confortável e macio para a pele

Desvantagens:

  • Pode ser mais difícil de aplicar em pacientes com mobilidade limitada
  • O velcro pode prender pelos ou roupas do paciente, causando desconforto

Fixação com Stalock

O Stalock é um dispositivo de fixação específico para sondas de demora, oferecendo alta segurança e estabilidade.

Vantagens:

  • Fixação extremamente segura e confiável, ideal para pacientes agitados ou com alto risco de deslocamento da sonda
  • Permite a rotação da sonda sem comprometer a fixação
  • Fácil de aplicar e remover

Desvantagens:

  • Custo mais elevado que os outros métodos
  • Menor flexibilidade em comparação com fitas adesivas

A escolha do fixador ideal para sonda vesical de demora deve ser individualizada e considerar diversos fatores, como o tipo de sonda, o perfil do paciente, o nível de atividade e as características da pele.

Referências:

  1. Fixadores Fix Holder Sonda Foley – IMPACTO MEDICAL IMP44202 Impacto Medical SPMedica.com
  2. Fixador para Cateter e Sonda Vesical – CIRURGICA ZONA SUL ONLINE
  3. Fixador de Tubos, Sondas e Cateteres Vesical – Polar Fix

Fixadores Externos: Tipos e Indicações

A Fixação Externa ou Fixadores Externos podem ser entendida como um método de estabilização óssea através de implantes no osso, que atravessam os tecidos moles e são fixadas externamente através de uma armação que pode ter várias configurações.

Segundo Colton (2007) é uma técnica utilizada em estabilização de fraturas e osteotomias, alongamentos ósseos, correção de más uniões ou de não uniões e em procedimentos de fusão de articulações (artrodese).

Os fixadores externos são classificados como lineares, circulares ou híbridos e podem ter várias configurações: unilaterais monoplanares, bilaterais monoplanares, biplanares ou ainda multiplanares (Caja, Kim, Larsson, & Chao, 1995) & (Roseiro et al., 2014).

Quais são as indicações para um Fixador Externo?

– Fraturas cominutivas severas;
– Fraturas associadas a perda óssea;
– Fraturas expostas;
– Fraturas associadas a lesão de partes moles;
– Fraturas associadas a lesão neurovascular;
– Fraturas associadas a queimaduras;
– Tratamento das não consolidações;
– Estabilização das osteotomias;
– Artrodeses;
– Alongamento de membro inferior.

 

Fixadores de Membros Superiores

Metacarpo

Indicado para o tratamento de fraturas metacarpo e falange cominutivas, perda óssea segmentada, fraturas intra-articulares e fraturas abertas onde a fixação interna estável não é possível.

Fixador de Colles

Indicado para estabilização de fraturas do punho, com possibilidade de compressão, distração e articulação plataformas.

Fixador de Ulson

Indicado para redução, alinhamento, estabilização e fixação de fraturas ou deformidades ósseas do punho.

Fixador de Cotovelo

Indicado para o tratamento da rigidez pós-traumática do cotovelo, bem como alguns traumas agudos do cotovelo.

Fixador de Rádio-Ulna

Indicado para estabilização de fraturas do rádio distal ou diáfise, com possibilidade de compressão e distração.

Fixador de Úmero

Indicado para fraturas do úmero ou deformidades ósseas como redução, alinhamento, estabilização, alongamento e fixação.

Fixadores de Membros Inferiores

Fixador Ilíaco

Fixador para tratamento de fraturas trocantéricas, também usado em caso de infecção ou em ocasiões em que não é possível a síntese interna.

Fixador de Fêmur

Indicado para o tratamento de fraturas pertrocantéricas, em casos de infecção ou em ocasiões em que não é possível a síntese interna.

Fixadores Circulares

Os fixadores circulares ocupam todos os lados do membro, envolvendo-o totalmente, e são popularmente chamados de “gaiolas”.

Usualmente, consiste em anéis circulares e semi-circulares externos que são instalados de forma centralizada no membro do paciente e fixados nos ossos por meio fios tencionados e pinos de Schanz. 

Existem alguns modelos, como a Truelock que é destinado ao uso corretivo durante o processo normal de consolidação, e a Ilizarov, que anula todas as forças que tendem a desviar os fragmentos ósseos, sendo extremamente estáveis.

Fixador de Pé/Tornozelo

Indicado para fixação de fraturas abertas e fechadas, pseudoartrose ou pseudartrose de ossos longos, alongamento de membros por epifisiodeal ou distração metafisária, correção de deformidades ósseas ou de tecidos moles, e correção de defeitos ósseos segmentares ou não segmentares ou de tecidos moles.

Fixadores Híbridos

São usados no tratamento de fraturas complexas, de alta energia, periarticulares da tíbia. Os fixadores híbridos combinam as vantagens dos pinos de Schanz com o sistema de fixação com fios tensionados.

Alguns Cuidados de Enfermagem

– Realizar o curativo no sítio de inserção dos fixadores externos a cada 24 horas, desde que esteja limpo e seco, com técnica asséptica, após o banho. Utilizar soro fisiológico 0,9% para a limpeza; álcool 70% para a antissepsia, gazes ou compressas esterilizadas para a oclusão e atadura ou fita adesiva para fixação;
– Realizar a limpeza diária dos fixadores com álcool 70%;
– Rotular o frasco de álcool e ficar atento ao prazo de validade./ Após aberto, o álcool tem uma validade de 7 dias, por isso a importância de identificar a data de abertura, e desprezar o conteúdo depois deste prazo;
– Iniciar os curativos pela ferida mais limpa, quando o cliente apresentar múltiplas suturas e outros tipos de lesões. Realizar os curativos de modo independente (procedimento e registro);
Observar se há presença de sinais flogísticos ao redor da inserção dos pinos dos fixadores. Se houver, relatar ao enfermeiro e registrar no prontuário do cliente.(A presença de infecção não tratada adequadamente poderá resultar na soltura dos pinos, instabilidade no aparelho e até mesmo osteíte);
– Manter o membro com fixador externo elevado, para prevenir ou reduzir o edema;
– Observar regularmente a perfusão periférica, pulso, sensibilidade e edema. (Em algumas feridas pode ocorrer lesão neurovascular);
– Incentivar a realização de exercícios ativos e passivos para a estimulação da circulação e manutenção do tônus muscular.
– Orientar o cliente quanto aos cuidados com o fixador, esclarecer suas dúvidas e aliviar a ansiedade do mesmo;
– Orientar o cliente sobre os cuidados domiciliares com o membro e o fixador externo.(A higiene do membro e dos sítios de inserção dos fixadores poderá ser feita com água e sabão durante o banho);
– Realizar esse procedimento após a cicatrização do sítio de inserção dos fixadores.

Referências:

  1. Kenwright J, Harris JD, Evans M. External skeletal fixation for tibia shaft fractures. J Bone Joint Surg Br.1980; 62B(11):525.
  2. Sisk DT. External fixation. historic review, advantages, disavantages, complications, and indicatons. Clin Orthop Relat Res.1983;180(11):15-22. 
  3. Sisk DT. General principles and techniques of external skeletal fixation. Clin Orthop Relat Res. 1983;180(11):96-100.
  4. Ramos MRF, Rotbande IS, Shehata I, Knackfuss I. Contribuição ao estudo mecânico do fixador externo tubular AO. Rev Bras Ortop.1999; 34(2):134-
  5. BRANDÃO, V.Z.; SOLER, Z.A.S.G. Implementação do processo de enfermagem para um paciente com fixador externo Ilizarov: estudo de caso. Arq Ciênc Saúde, Aão José do Rio Preto, v. 13, n.3, p.61-64, 2006.
  6. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas de prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde. Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. 2017, 201p.
  7. POTTER, P.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.1480p.
  8. BULECHEK, G.M. et al. Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC). 6. Ed. Rio de janeiro: Elsevier, 2016. 610 p.
  9. SMELTZER, S. C.; BARE, B. G. In: BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de enfermagem médico- cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. 4v.