A Roupa Privativa

A Roupa Privativa é um Equipamento de Proteção Individual (EPI), e faz parte da norma regulamentadora do Ministério do trabalho, a NR 32, tendo em pauta os seguintes itens:

 32.10.19 O empregador deve fornecer, sem ônus para o empregado, vestimenta de trabalho adequada aos riscos ocupacionais em condições de conforto, bem como responsabilizar-se por sua higienização.

32.10.20 Antes de sair do ambiente de trabalho, após o seu turno laboral, os trabalhadores devem retirar suas vestimentas e os equipamentos de proteção individual, que possam estar contaminados por agentes biológicos e colocá-los em locais para este fim destinados.

Porém, se utilizados de forma inadequada pode ser um veículo de transmissão de microrganismos potencialmente patogênicos, influenciando na distribuição dos mesmos em diferentes ambientes.

Segundo citado na NR 32,  o profissional deve depositar seus EPI em locais próprios antes de sair do ambiente de trabalho, pois, essa segurança não é efetiva apenas pelo uso desses equipamentos, mas também pela forma que são utilizados, sua descontaminação e rotina de troca. É significativa a quantidade de microrganismos encontrados nos uniformes dos profissionais de saúde e essa quantidade pode aumentar durante o período de trabalho. Os agentes patogênicos encontrados nessas vestimentas podem ser advindos dos pacientes, correndo o risco de em seguida serem disseminados no ambiente, contaminando outros indivíduos e comprometendo a recuperação dos mesmos.

O risco é ainda maior quando essa contaminação ocorre em ambientes como as Unidades de Terapia Intensiva (UTI), que são setores destinados ao acolhimento de pacientes com perfil clínico grave e que necessitam de acompanhamento e atenção contínua para o monitoramento do seu desempenho durante a internação. Estas unidades são consideradas áreas críticas, tanto pelo estado clínico dos pacientes internados, quanto pelo risco desses desenvolverem Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).

Mas o que são as IRAS?

As IRAS são definidas como qualquer tipo de infecção que acomete o indivíduo em ambiente hospitalar e estão entre a maior causa de morbimortalidade em pessoas que se encontram em estado clínico agravado e que se submetem a procedimentos clínicos invasivos, além da sepse e microrganismos multirresistentes, entre outros fatores de risco que podem levar ao óbito, sendo consideradas, portanto, um relevante problema de saúde pública.

Dentre os agentes causadores dessas IRAS está presente o grupo dos Staphylococcus sp., esses microrganismos estão presentes na microbiota da pele e podem ser facilmente disseminados. O risco dessa disseminação em ambientes críticos é preocupante devido à grande capacidade que esse microrganismo possui de desenvolver resistência à maioria dos antibióticos.

O grande número de infecções hospitalares adquiridas anualmente gera um custo financeiro significativo. Em meio às prováveis fontes dessas infecções encontram-se os equipamentos de saúde, dentre os quais estão presentes os uniformes privativos, que apresentam uma contaminação de 60%, incluindo bactérias resistentes a diferentes drogas.

Quais são os benefícios com o uso da Roupa Privativa?

A utilização de uniformes privativos para as UTIs é de fundamental importância para a proteção dos colaboradores do setor, bem como a manutenção das boas práticas para cuidados aos pacientes na intenção de evitar IRAS. E para proteção pessoal também do colaborador, a fim de evitar que se contamine com fluídos, secreções e outros itens que podem prejudicar o uso de sua roupa pessoal.

Não somente a Roupa Privativa, mas outros itens também podem levar a contaminação!

Devemos também nos preocupar não somente com a troca constante destas roupas privativas, mas também como a lavagem de gorros/toucas não descartáveis (de tecido), e a limpeza constante dos sapatos ocupacionais, o lavagem constante dos jalecos, que se armazenados em outros locais com sujidade acoplada nestes itens, podendo contaminar um ambiente totalmente livre de microrganismos.

Porém, a contaminação de jalecos, roupas privativas, gorros, sapatos, uniformes é praticamente inevitável em ambiente hospitalar, podendo ser um dos fatores que levam a infecções, considerando que estes são um potencial reservatório de microrganismos, o que leva a hipótese de que os uniformes analisados neste estudo possam estar colaborando para a disseminação de agentes possivelmente patogênicos.

A contaminação dos uniformes utilizados para a assistência à saúde aumenta de forma progressiva de acordo com o tempo de uso e atividades desenvolvidas no período de utilização dos mesmos.

Os Microrganismos

Diferentes microrganismos são encontrados nas amostras dos uniformes privativos, porém, enfatizou-se o Staphylococcus aureus por sua importância epidemiológica nas IRAS, sendo estes referidos como um dos microrganismos que mais estão associados às infecções primárias da corrente sanguínea. Um fator importante sobre esse microrganismo é sua capacidade de adquirir resistência a diferentes antibióticos, tais como a oxacilina e vancomicina.

REFERÊNCIA:

VALADARES, Bruno Dos Santos et al. Contaminação de Uniformes Privativos Utilizados por Profissionais que Atuam nas
Unidades de Terapia Intensiva. Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção, Santa Cruz do Sul, v. 7, n. 1, jan. 2017. ISSN 2238-3360. 

Veja também:

O Terror dos Hospitais: Os Microrganismos Resistentes e seu tempo de sobrevida no ambiente

Acinetobacter

Pseudomonas

Cuidado com os Medicamentos Viciantes!

Medicamentos Viciantes

Estas são apenas algumas dos medicamentos viciantes que pode ser encontrado em farmácias, mas a maioria precisa de receita médica para distribuição.

Eles são viciantes porque eles agem sobre o sistema nervoso central.

Opióides

Eles são derivados de ópio, com potência analgésica forte. Fazendo com que o efeito adverso seja a constipação, causando então um vício potente.

  • A Morfina: Com potência analgésica forte, é usado para tratar a dor severa e é frequentemente usado em cirurgias. O vício ocorre porque é ligado aos receptores de dor, e os opióides produzem um estado de bem-estar ao paciente. A prescrição é necessária, e é geralmente administrado por via intramuscular ou EV.
  • O Fentanil: Também atua sobre os receptores da dor e, consequentemente, a sua potência analgésica é forte. É utilizada no tratamento de dor crônica em pacientes críticos e é geralmente aplicado com sistemas transdérmicos ou também EV.
  • O Tramadol: É um analgésico opióide, usado como comprimidos ou EV para tratar a dor.
  • A Codeína: É um derivado de opiáceos, mas tem efeito antitússico, por isso, é útil contra a tosse seca. Está disponível nas farmácias, sob a forma de xarope e comprimidos, de modo que pode causar às pessoas dependência, sendo que muitas vezes leva a constipação.

Benzodiazepínicos

Parte do grupo das benzodiazepinas, são potentes e hipnótico viciante e causam dependência.

  • O Diazepam: é um ansiolítico de ação prolongada. É o primeiro do grupo a ser denominado como hipnótico, anticonvulsivante, sedativo e relaxante muscular. Pode ser administrado em comprimidos ou por via EV.
  • O Clonazepam: é um medicamento utilizado para tratar transtornos psicológicos e neurológicos, como crises epilépticas ou ansiedade, devido à sua ação anticonvulsivante, relaxamento muscular e tranquilizante. Pode ser encontrado sob forma de comprimidos ou EV.
  • O Alprazolam: ansiolítico de curta duração, é encontrado sob forma de comprimidos.
  • O Midazolam: é a substância ativa de um medicamento indutor do sono conhecido comercialmente como Dormonid. Esse medicamento de uso oral e injetável é indicado para indivíduos que sofrem de insônias e para sedação antes de cirurgia, sua ação altera o funcionamento dos neurotransmissores e deprime o sistema nervoso central.

Outros Estimulantes do SNC

  • O metilfenidato:  é um fraco estimulante do sistema nervoso central. Ele é usado para tratar a hiperatividade de déficit de atenção. É usado principalmente em crianças e em forma de comprimido.
  • O Oximetazoline: um formato inalador descongestionante nasal prontamente disponível em farmácias sem receita médica. Não é recomendável usar mais de 3 dias. Se usado muitos dias pode causar efeito rebote e sempre precisa dele para respirar melhor.
  • A Anfetamina: são uma classe de drogas sintéticas que estimulam o sistema nervoso central, da qual podem ser obtidos compostos derivados, como a metanfetamina e a metilenedioximetanfetamina, também conhecida por MDMA ou Ecstasy, que são as anfetaminas mais consumidas de forma abusiva e ilegalmente. Estas substâncias aumentam o estado de alerta  e reduzem a fadiga, aumentam a concentração, diminuem o apetite e aumentam a resistência física, induzindo um estado de bem-estar ou de euforia. No entanto, existem anfetaminas que são usadas para um fim terapêutico, como é o caso do transtorno do déficit de atenção, que pode afetar crianças e adultos, e para a narcolepsia, que é um distúrbio cujo principal sintoma é a sonolência excessiva.
  • A Cafeína: Indicado para a produção de estimulação cardíaca. Ele é usado como comprimidos de anti-enxaqueca, em combinação com outros analgésicos viciantes podem produzir esta dependência. Disponíveis em farmácia, em forma de comprimidos, xaropes, e injetáveis em âmbito hospitalar.

Veja mais em:

farmacologia

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Dicas

Conheça algumas das melhores maneiras de acalmar seu paciente antes de aplicar uma injeção!

Ter medo de injeções é um ato difícil de superar. Em situações clínicas, é quase típico encontrar um paciente com medo das injeções! Durante esses momentos, é importante acalmar o paciente antes de dar aplicar uma injeção para evitar que o paciente sofra trauma. Se você está apenas começando sua carreira como profissional de enfermagem, tome […]

Nasogastric and Nasoenteric: Differences in Enteral Nutrition

Feeding Tubes Nasogastric and Nasoenteric

Not everyone can get food through their mouths. In this case, one option is enteral nutrition, which works with a probe implanted in the stomach, jejunum, or duodenum. In liquid or powder form, the diet is made in this system to balance nutrients, proteins, carbohydrates, fats, vitamins and minerals of the diet.

This feature is widely used by people who needed to be hospitalized and, after some surgical procedure or treatment, can no longer perform the feeding in the conventional way.

For there to be no organic imbalance, weight loss or infections, proper nutrition is critical. Therefore, enteral nutrition is very important to maintain balance and ensure quality of life for patients.

It is necessary to know how to differentiate the use of both types, for cases of drainage of gastric contents, infusion of enteral diets, and until where its lease is carried out.

Gastric lavage is a procedure that aims to prepare the digestive system for examinations or surgeries, stagnate gastric or esophageal bleeding using ice liquids and remove from the stomach excessive or harmful gastric contents. For the accomplishment of this procedure it is necessary initially the passage of a orogastric or nasogastric of great caliber probe.

Although the polling procedure appears to be relatively simple, this technique requires scientific knowledge and technical skill to the extent that it is not risk free. The most common complications are the incorrect insertion, misalignment of the catheter, accidental removal, the type of external fixation, and the length of time the catheter is present, and include excoriations, hyperemias, perforations in the digestive system, infections in the upper and lower airways, nausea, abdominal distension and partial or total catheter obstruction.

Within the nursing team, it is incumbent upon the nurse to perform the procedure of establishing the enteral nutrition route, same way adopted for the gastric lavage procedure, thus, the nursing technician is responsible for:

a) To participate in training, according to established programs, guaranteeing the training and updating regarding the good practices of Nutrition Therapy;

b) Promote general patient care according to the prescribed nursing prescription or protocol;

c) Communicate to the Nurse any intercurrence resulting from Parenteral Nutrition Therapy;

d) Record the actions taken, in the patient’s chart, in a clear, precise and timely manner.

 

Entenda a importância da Imunização: Não deixe a vacina pra depois!

vacinas

O ditado popular “melhor prevenir do que remediar” se aplica perfeitamente à vacinação. Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde  pública por causa da vacinação massiva da população. Poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche são só alguns exemplos de doenças comuns no passado e que as novas gerações só ouvem falar em histórias. O resultado da vacinação não se resume a evitar doença. Vacinas salvam vidas.

Mas como a vacina ajuda o nosso sistema imunológico?

Quando uma pessoa é infectada pela primeira vez por um antígeno (substância estranha ao organismo), como o vírus do sarampo, o sistema imunológico produz anticorpos (proteínas que atuam como defensoras no organismo) para combater aquele invasor. Mas essa produção não é feita na velocidade suficiente para prevenir a doença, uma vez que o sistema imunológico não conhece aquele invasor. Por isso, a pessoa fica doente, podendo levar à morte. Mas se, anos depois, aquele organismo invadir o corpo novamente, o sistema imunológico vai produzir anticorpos em uma velocidade suficiente para evitar que a pessoa fique doente uma segunda vez. Essa proteção é chamada de imunidade.

O que a vacina faz é gerar essa imunidade. Com os mesmos antígenos que causam a doença, mas enfraquecidos ou mortos, a vacina ensina e estimula o sistema imunológico a produzir os anticorpos que levam à imunidade. Portanto, a vacina faz as pessoas desenvolverem imunidade sem ficar doente.

Você sabia? A Doenças controladas podem voltar!

Muitas doenças infecciosas estão ficando raras. Pessoas nascidas a partir de 1990 podem nunca ter tido contato com pessoas com sarampo ou rubéola e, definitivamente, de poliomielite. Isso porque as constantes ações de vacinação foram capazes de controlar e eliminar essas doenças do Brasil.

Então, não preciso vacinar meu filho contra essas doenças? Precisa sim. Essas doenças ainda fazem vítimas em outros lugares do mundo. Com a globalização, as pessoas passam por vários continentes em uma única semana. Se não estiver vacinada, ela pode trazer a doença para o Brasil e transmitir para alguém que não esteja imunizada.

Pessoas não vacinadas, portanto, podem ser a porta de entradas de doenças eliminadas no Brasil.

Como eu posso saber se as vacinas são seguras?

Com as vacinas conseguimos erradicar a varíola e controlar diversas doenças, como a poliomielite (paralisia infantil), o sarampo, a coqueluche e a difteria, entre outras. Com isso, as vacinas protegem com segurança. Eventuais reações, como febre e dor local, podem ocorrer após a aplicação de uma vacina, mas os benefícios da imunização são muito maiores que os riscos dessas reações temporárias.

É importante saber também que toda vacina licenciada para uso passou antes por diversas fases de avaliação, desde os processos iniciais de desenvolvimento até a produção e a fase final que é a aplicação, garantindo assim sua segurança. Além disso, elas são avaliadas e aprovadas por institutos reguladores muito rígidos e independentes. No Brasil, essa função cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do Ministério da Saúde (MS). E não é só isso. A vigilância de eventos adversos continua acontecendo depois que a vacina é licenciada, permitindo a continuidade de monitoramento da segurança do produto.

Fonte: Ministério da Saúde

 

Veja também:

 

O Enteroclisma e os Cuidados de Enfermagem

Enteroclisma

O Enteroclisma nada mais é que o termo que designa a “lavagem intestinal”, ou seja, consiste no processo de introdução no intestino grosso uma solução medicamentosa, geralmente em âmbito hospitalar soluções glicerinadas, sendo elas medicamentosas ou não, por meio de sonda retal ou por método de Fleet Enema (micro-clister). É feito sob prescrição médica, sendo de competência à equipe de Enfermagem (Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem).

Quais são as Diferenças entre o Enteroclisma e Clister/Enema?

O que diferencia é a quantidade. No Enteroclisma, é utilizado grandes quantidades de líquido, podendo variar entre os POPs Institucionais, uns designam acima de 500ml de solução, outros acima de 150ml, portanto deve sempre consultar o Protocolo Operacional Padrão da Instituição. Já o Clister ou Enema, são infundidas pequenas quantidades de solução, podendo variar entre 50 a 100ml, ou 50 a 500ml, também sendo variado conforme os POPs Institucionais.

Para que é indicado o Enteroclisma?

É indicado principalmente nos Preparos pré-operatórios, exames e também para pacientes obstipados e constipados. Os pacientes constipados podem estar incluídos no grupo dos pacientes acamados que são um público grande em Home Care, todas as formas de estimulo não invasiva são usadas com o intuito de não necessitar a realização do enema, entretanto neste grupo de pacientes acamados, por vezes a realização do procedimento torna-se necessária, para o próprio conforto do paciente.

Quais são os cuidados de Enfermagem neste procedimento?

Que materiais devo usar:

– Irrigador ou frasco com solução;

– Cuba rim;

– Sonda retal;

– Gaze;

– Lubrificante;

– Comadre;

– Lençol impermeável;

– Fralda;

– Luvas de procedimento;

– Biombo.

Como é feito o procedimento:

– Verificar a prescrição médica;

– Explicar ao paciente o procedimento;

– Preparar o ambiente;

– Higienizar as mãos;

– Calçar as luvas;

– Montar o irrigador adaptando a borracha no intermediário a sonda retal;

– Colocar a solução no irrigador, retirar o ar, fechá-lo e colocar na bandeja com os outros materiais;

– Colocar a bandeja sobre a mesa de cabeceira;

– Posicionar o biombo protegendo o paciente;

– Colocar o irrigador aproximadamente 50 cm do nível do paciente;

– Colocar o impermeável forrado com o lençol móvel;

– Colocar o paciente em posição de sims e protegê-lo com um lençol;

– Lubrificar a sonda retal com uma xilocaína (colocar xilocaína na gaze) aproximadamente 4cm;

– Afastar os glúteos com a mão esquerda, e com a mão direita introduzir a sonda no reto, lentamente, de 10 a 15 cm, abrir a pinça e deixar gotejar a solução devagar;

– Oriente o paciente a respirar profundamente;

– Durante a introdução do liquido, observar a reação do paciente;

– Pinçar a extensão no termino da lavagem, desadaptando a sonda da borracha, e colocá-la na cuba rim;

– Pedir ao paciente que retenha o liquido o máximo de tempo possível;

– Colocar a fralda ou oferecer a comadre ou acompanhá-lo ao banheiro;

– Deixar a unidade em ordem;

– Retirar as luvas;

– Lavar as mãos;

– Observar e anotar as características das fezes, o número de evacuações e as reações do paciente durante o tratamento;

– Lavar e guardar o material reutilizável (cuba rim, borracha e irrigador);

– Pinçar a extensão no término da lavagem, desadaptar a sonda e descartar.

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A Importância da Fisioterapia em Unidades de Terapia Intensiva (UTI)

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A fisioterapia aplicada na UTI tem uma visão geral do paciente, pois atua de maneira complexa no amplo gerenciamento do funcionamento do sistema respiratório e de todas as atividades correlacionadas com a otimização da função ventilatória. É fundamental que as vias aéreas estejam sem secreção e os músculos respiratórios funcionem adequadamente. A fisioterapia auxilia na manutenção das funções vitais de diversos sistemas corporais, pois atua na prevenção e/ou no tratamento das doenças cardiopulmonares, circulatórias e musculares, reduzindo assim a chance de possíveis complicações clínicas. Ela também atua na otimização (melhora) do suporte ventilatório, através da monitorização contínua dos gases que entram e saem dos pulmões e dos aparelhos que são utilizados para que os pacientes respirem melhor.

O fisioterapeuta também possui o objetivo de trabalhar a força dos músculos, diminuir a retração de tendões e evitar os vícios posturais que podem provocar contraturas e lesões por pressão.

Quais recursos o fisioterapeuta utiliza nas UTIs?

O fisioterapeuta utiliza técnicas, recursos e exercícios terapêuticos em diferentes fases do tratamento, sendo necessário para alcançar uma melhor efetividade a aplicação do conhecimento e das condições clínicas do paciente. Assim, um plano de tratamento condizente é organizado e aplicado de acordo com as necessidades atuais dos pacientes, como o posicionamento no leito, técnicas de facilitação da remoção de secreções pulmonares, técnicas de reexpansão pulmonar,técnicas de treinamento muscular, aplicação de métodos de ventilação não invasiva, exercícios respiratórios e músculo-esqueléticos.

Qual vantagem de ter o fisioterapeuta dentro da equipe multidisciplinar?

A presença do especialista em fisioterapia cardiorrespiratória é uma das recomendações básicas de todas as UTIs. O trabalho intensivo dos fisioterapeutas diminui o risco de complicações do quadro respiratório, reduz o sofrimento dos pacientes e permite a liberação mais rápida e segura das vagas dos leitos hospitalares. A atuação profissional também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e das vias respiratórias, proporcionando uma economia nos recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo. Diante disso, a atuação do fisioterapeuta especialista nas UTIs implica em benefícios principalmente para os pacientes, mas também para o custo com a saúde num geral.

Qual é o benefício do uso do Colchão “Caixa de Ovo”?

colchão caixa de ovo

Antidiabéticos Orais

Antidiabéticos Orais

Hoje em dia é muito difícil não ter nenhum parente ou não conhecer alguém com diabetes. Infelizmente, os casos dessa doença aumentam exponencialmente a cada ano, tornando-a uma epidemia mundial.

Vamos abordar as quatro classes mais antigas de antidiabéticos orais: Biguanidas, Sulfaniuréias, Meglitinidas e Inibidores de Alfa Glucosidade. Provavelmente, quem conhece um paciente diabético já deve ter ouvido falar em algumas delas.

Sulfaniuréias

As sulfonilureias (SU) são os primeiros hipoglicemiantes orais e os mais amplamente utilizadas para o tratamento de diabetes tipo 2. São secretagogos porque atuam estimulando a secreção de insulina pelas células betapancreáticas. Reduzem a glicemia em cerca de 20%. Também podem aumentar a sensibilidade à insulina dos tecidos, aumentar o consumo de glicose e suprimir a produção de glicose pelo fígado, mas esses efeitos são pouco visíveis na clínica.

A primeira geração (tolbutamida, acetohexamida, tolazamida e clorpropamida) deixou de ser usada por perder sua eficácia rápido e causar mais efeitos colaterais, como ganho de peso e hipoglicemia. Atualmente se usam sulfonilureias de segunda geração em diabetes leves e recentes. Seus nomes começam com “Gli-” e terminam com “-ida.

Biguanidas

Atuam prevenindo a produção de produção de glicose pelo fígado, melhorando a sensibilidade à insulina dos receptores e reduzindo a quantidade de açúcar absorvida pelo intestino. A metformina é o medicamento de primeira linha para iniciar o tratamento da diabetes tipo 2, a menos que haja uma contra-indicação, como doença renal, doença hepática, intolerância gastrointestinal ou risco aumentado de acidose láctica. Não causa aumento de peso nem hipoglicemia, mas causa problemas gastrointestinais e acidose láctica.

-Metformina
-Fenformina
-Buformina

Meglitinidas/Glinidas

As Meglitinidas tem eficácia clínica semelhante ao das sulfonilureias e também atuam sobre as células beta do pâncreas promovendo a secreção de insulina (ou seja, são secretagogos). Se diferenciam por ter ação mais rápida e estrutura química muito diferente. Deve ser tomado antes de cada importante refeição para evitar hiperglicemia. Causam menos hipoglicemia e ganho de peso.

-Repaglinida
-Nateglinida

Tiazolidinedionas/glitazonas

As tiazolidinedionas (TZD), também conhecidas como “glitazonas”, influenciam os genes a aumentar a produção de enzimas sensíveis a insulina para melhorar a utilização da glicose pelas células. Assim, aumentam a entrada de glicose aos músculos, reduzem a produção de glicose no fígado, reduzem a concentração plasmática de insulina e reduzem o colesterol ruim (VLDL). Esses mecanismos ajudam a melhorar a sensibilidade de todo o corpo à insulina. Porém, causam aumento de peso e edemas periféricos. Podem ser combinados a metformina.

-Rosiglitazona, retirado do mercado europeu em 2010 por aumentar o risco de problemas cardíacos.
-Pioglitazona, seguro para pacientes com problemas cardíacos, mas pode causar problemas hepáticos.

Inibidores da alfa-glicosidase

Os “inibidores da alfa-glicosidase” (IAG) inibem as enzimas gastrointestinais que convertem o amido e outros carboidratos complexos consumidos em açúcares simples (glicose, frutose e lactose), mais fáceis de serem absorvidos. Assim, retardam a absorção de glicose após as refeições evitando crises de hiperglicemia. São seguros para pacientes com problemas cardíacos e podem ser combinados com metformina. Seus efeitos colaterais mais comuns são diarreia, flatulência e dor de barriga.

-Miglitol (Gliset/Diastabol)
-Acarbose (Precose/Glucobay)
-Voglibose (Volix)

Referência:

 Diabetes Mellitus, Alvin C. Powers in Harrison’s Principles of Internal Medicine, 18th edition, Chapter 345, ISBN 978-0071748896

Veja mais em:

Eletrólitos: Sulfato de Magnésio: MgSO4

Eletrólitos: Sulfato de Magnésio: MgSO4

sulfato de magnésio ou sulfato oriundo de pedra magnética, de nome comum sal de Epsom é um composto químico que contém magnésio, e cuja fórmula é MgSO4, é indicado para reposição dos níveis de magnésio, no tratamento de hipomagnesemia, edema cerebral, eclâmpsia, controle de convulsão em uremia aguda, tetania uterina, controle das arritmias cardíacas e intoxicação e envenenamento por bário, em adultos e crianças. O Sulfato de Magnésio tem múltiplos benefícios, em diversos usos.

Como ele age no organismo?

É um composto extremamente importante para o organismo, sendo essencial em diversos processos bioquímicos e fisiológicos, ativando diversos sistemas enzimáticos. O sulfato de Magnésio desempenha um papel importante na transmissão neuroquímica e na excitabilidade muscular, previne e controla convulsões, tem um efeito depressor no Sistema Nervoso Central e atua perifericamente produzindo e ajudando na vasodilatação.

Após a sua administração, via intramuscular, atua no organismo cerca de uma hora após administração, e quando administrado por via intravenosa, tem um efeito quase imediato.​

Também é essencial para o funcionamento da bomba de sódio e potássio. Age como um bloqueador de canal de cálcio fisiológico e bloqueia a transmissão neuromuscular. Como a hipomagnesia pode precipitar FV refratária e dificultar a reposição de potássio intracelular, ela deve ser corrigida quando presente.

Na PréEclâmpsia e Eclâmpsia, o Sulfato de Magnésio age como uma elevação da freqüência cardíaca materna e diminuição da pressão arterial sistólica, diastólica e média, além de diminuição do índice de resistência, do índice de pulsatilidade e da relação Sístole/Diástole das artérias uterinas, das artérias umbilicais e da artéria cerebral média do feto, e há ainda um aumento significativo na freqüência de fetos com diagnóstico de pré-centralização a dopplervelocimetria, e também provou ser mais eficiente que os anticonvulsivantes clássicos como a fenitoína e benzodiazepínicos, tanto na interrupção da crise convulsiva como na diminuição de suas recorrências.

“Sulfatando” a paciente

Muito utilizado este termo, de “sulfatar” pela equipe médica e de enfermagem, para debater sobre o caso do paciente, sendo de significado para designar um paciente que está em um quadro de pré-eclampsia. Geralmente “sulfatar a paciente” significa que ela está num quadro de pré-eclampsia ou eclampsia PA elevada, convulsões e vai ser usado sulfato magnésio.

Cuidados de Enfermagem com o uso do Sulfato de Magnésio

Em específico com gestantes em Pré-eclâmpsia:

– Verificar sinais vitais antes, durante e após a infusão medicamentosa;
– Auscultar batimentos cardíacos fetais e observar movimentação fetal; solicitar e explicar os benefícios do decúbito lateral esquerdo; atentar para a presença de sangramento e/ou perdas vaginais de liquido amniótico;
– Realizar controle do balanço hídrico; identificar e anotar a presença e localização de edema;
– Alertar para sinais convulsivos; atentar para sinais depressivos do sistema nervoso central; controlar diurese que deve estar maior que 30 ml/h; verificar presença de reflexo patelar e se a frequência respiratória está no mínimo 16 rpm e deixar preparado o antagonista do sulfato de magnésio que é o gluconato de cálcio.