Notícias da Enfermagem

Insulina está em falta nas Farmácias no Brasil

O Brasil ainda não regularizou a oferta de insulina humana, hormônio que regula os níveis de glicose no sangue e que é utilizado de forma indispensável no tratamento de pacientes com diabetes tipo 1, doença que leva à não produção da substância. O cenário é reflexo de uma limitação global na oferta do medicamento. Ainda […]

Solução Polarizante na Hipercalemia

A solução polarizante é um tratamento de emergência utilizado para reduzir rapidamente os níveis elevados de potássio no sangue (hipercalemia). Ela é composta por uma mistura de insulina regular e glicose. A insulina estimula as células a absorver o potássio presente no sangue, enquanto a glicose fornece energia para esse processo.

Como a solução polarizante funciona?

  • Ação da insulina: A insulina, ao se ligar aos receptores celulares, sinaliza para as células que há glicose disponível. Para utilizar essa glicose, as células também precisam de potássio. Assim, o potássio presente no sangue é transportado para dentro das células, diminuindo sua concentração no sangue.
  • Papel da glicose: A glicose fornece a energia necessária para que as células realizem o trabalho de transportar o potássio para o seu interior.

Indicações da solução polarizante

A solução polarizante é indicada em casos de hipercalemia grave, especialmente quando há alterações eletrocardiográficas que indicam risco de arritmias cardíacas.

Como a solução polarizante é administrada?

A solução polarizante é administrada por via intravenosa, geralmente em um bolus rápido. A dosagem e a velocidade de infusão devem ser individualizadas e acompanhadas por um profissional de saúde.

Quais os cuidados necessários ao utilizar a solução polarizante?

  • Monitoramento: É fundamental monitorar os níveis de potássio no sangue, a glicemia e o eletrocardiograma durante e após a administração da solução polarizante.
  • Hipoglicemia: A insulina pode causar hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue). Por isso, é importante monitorar a glicemia e estar preparado para corrigir a hipoglicemia, se necessário.
  • Outras medidas: A solução polarizante é apenas uma parte do tratamento da hipercalemia. Outras medidas podem ser necessárias, como a administração de diuréticos, a utilização de resinas de troca iônica e, em casos mais graves, a hemodiálise.
  • Sinais vitais: Monitoramento frequente da pressão arterial, frequência cardíaca e temperatura.
  • Níveis de potássio: Realizar dosagens seriadas de potássio para avaliar a resposta ao tratamento.

Contraindicações e precauções

A solução polarizante é contraindicada em pacientes com alergia à insulina ou à glicose. Deve ser utilizada com precaução em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, doença renal crônica e em pacientes que fazem uso de beta-bloqueadores.

É importante ressaltar que a solução polarizante é um medicamento e deve ser utilizado somente sob orientação médica.

Referência:

  1. Gomes, Eduardo Borges; Pereira, Hugo Cataud Pacheco. Distúrbios do Potássio. Vittalle – Revista de Ciências da Saúde, v. 33, n. 1 (2021), p. 232-250.

Quanto tempo a insulina pode ficar fora da geladeira?

As insulinas são medicamentos que devem ser armazenados em condições adequadas para garantir sua eficácia e segurança.

Temperatura Ideal

A temperatura ideal para conservar as insulinas é entre 2°C e 8°C, ou seja, dentro da geladeira. No entanto, existem situações em que as insulinas podem ficar fora da geladeira por um período limitado, sem comprometer sua qualidade. Por exemplo, quando se viaja ou se leva a insulina para o trabalho ou para a escola.

Recomendações

Nesses casos, é importante seguir algumas recomendações para evitar que as insulinas se deteriorem ou percam sua potência. Em geral, as insulinas podem ficar fora da geladeira de 4 a 6 semanas, desde que sejam mantidas em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e longe da luz solar direta.

Além disso, é preciso evitar expor as insulinas a fontes de calor, como fogões, aquecedores, radiadores ou carros estacionados ao sol.

As insulinas que estão sendo usadas podem ficar fora da geladeira até o final do prazo de validade ou até 6 semanas após a abertura do frasco, o que ocorrer primeiro.

As insulinas que ainda não foram abertas devem ser guardadas na geladeira até o momento de usar. Se a insulina apresentar alterações na cor, na consistência ou na formação de grumos ou cristais, ela deve ser descartada e não utilizada.

É importante ressaltar que as insulinas nunca devem ser congeladas, pois isso pode danificar sua estrutura molecular e reduzir sua eficácia. Se a insulina for congelada acidentalmente, ela deve ser descartada e substituída por uma nova.

As insulinas são essenciais para o controle da glicemia e da diabetes. Por isso, é fundamental seguir as orientações do médico e do farmacêutico sobre como armazenar, transportar e aplicar as insulinas de forma correta e segura.

Referências:

  1. https://jundiai.sp.gov.br/saude/wp-content/uploads/sites/17/2018/10/1-converted.pdf
  2. BD

Caneta para aplicação de Insulinas

As canetas utilizadas para a aplicação de insulina são bem fáceis de usar, e são cada vez mais conhecidas por quem tem diabetes, pelas inúmeras vantagens que elas trazem.

Vantagens

Não exigem refrigeração, o dispositivo pode ser transportado em bolsas e malas, e até nos bolsos das camisas. Por proporcionar mais segurança para ajustar dosagens pequenas, as canetas figuram entre as principais escolhas para os pais de crianças, que precisam de aplicações regulares de insulina.

As canetas aplicadoras de insulina como foram desenvolvidas para simplificar o controle da glicose no sangue por meio da auto administração de doses de insulina em pacientes diabéticos.

Para pacientes que façam uso de mais de um tipo de insulina, é recomendável o uso de uma caneta diferente para cada tipo, evitando quaisquer problemas decorrentes do mau uso do medicamento.

Por uma questão de higiene, tanto a seringa quanto a caneta utilizam agulhas descartáveis, que devem ser trocadas após cada aplicação de insulina.

Existem basicamente dois tipos de canetas comercializadas: as permanentes, que podem ser utilizadas repetidas vezes; e as descartáveis, que são vendidas juntamente com o refil de insulina. Quando acabar o hormônio, você pode descartar a caneta também.

Caneta para insulina NPH: entenda as diferenças

Os refis de insulina, ou as canetas descartáveis, vêm carregados com 3ml de insulina, diferente dos frascos de 10ml usados nas seringas.

Os tipos de insulina também variam: a insulina regular é a insulina de rápida absorção, e é transparente; enquanto a NPH é uma insulina leitosa intermediária. Ambas podem ser aplicadas por meio das canetas.

Cuidados com o uso da Caneta

Para o paciente

Selecionando sua dose

  • Retire a tampa da caneta.
  • Gire para fora o suporte do carpule.
  • Segure o suporte preto do carpule de insulina e deslize para dentro do suporte.
  • Gire o suporte do carpule para dentro da caneta até sentir ou ouvir um clique.
  • Pegue uma nova agulha e retire o selo de proteção.
  • Empurre a agulha na direção da caneta e rosqueie até que esteja firme.
  • Retire com cuidado a tampa interna da agulha e descarte.
  • Puxe o botão seletor de dose, caso ele já não esteja para fora.
  • Certifique-se de que o contador de dose mostra “0” antes de você começar.
  • Gire o botão seletor de dose para selecionar a dose que você precisa.
  • Cheque a cor e o nome do seu carpule de insulina para ter certeza de que este contém o tipo correto de insulina.

Injetando sua dose

  • Insira a agulha sob sua pele e pressione o botão seletor de dose até que o contador de dose mostre o número 0 (zero).
  • Deixe a agulha sob sua pele até o contador de dose ter retornado ao “0” e conte lentamente até 6.
  • Remova e descarte a agulha imediatamente.
  • Recoloque a tampa da caneta após cada uso para proteger a insulina da luz.
  • Armazene sua caneta cuidadosamente.

Limpeza

  • Apenas limpe sua caneta com um tecido macio umedecido com água. Não lave, mergulhe, lubrifique ou utilize produtos alvejantes como cloro, iodo ou álcool para limpar a sua caneta. Isso pode danificá-la.
  • Se houver insulina do lado de fora da sua caneta, limpe-a antes de secar com um tecido macio umedecido com água.

Armazenamento

  • Não guarde a caneta com a agulha rosqueada.
  • Não congele, armazene na geladeira ou próximo a um compartimento de refrigeração.
  • Guarde a caneta em seu estojo, quando possível.

Descarte

  • Descarte sua caneta conforme instruído pelo seu profissional da saúde (médico, enfermeiro ou farmacêutico) ou conforme especificações de autoridades locais.
  • Considere o meio-ambiente ao descartar sua caneta, ela contém materiais recicláveis.
  • Certifique-se de ter removido o carpule e a agulha antes do descarte.

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Referência:

  1. BD

Esquema para Correção de Insulina

A hiperglicemia em pacientes não críticos aumenta a morbimortalidade e, apesar de frequente em pacientes hospitalizados, é pouco valorizada. Desta forma, este Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes tem por objetivo sugerir metas a serem atingidas e propor esquemas terapêuticos eficientes para alcançá-las.

A Insulina é a droga de escolha

Os agentes orais devem ser mantidos apenas no paciente com Diabetes Mellitus (DM) tipo 2 bem controlado, em internações eletivas de curta duração, desde que não concorram medicamentos ou alterações nutricionais que possam deteriorar o controle glicêmico.

Nos demais casos, a escolha é a insulina, pois age rapidamente, responde bem às titulações da dose, e pode ser utilizada em praticamente todos os pacientes, e em qualquer condição clínica para controlar a glicemia. Opta-se pela via subcutânea nos pacientes não críticos.

Alvos glicêmicos em pacientes NÃO CRÍTICOS durante a internação

De acordo com a AACE/ADA, em 2009 propõe-se glicemia de jejum ou pré-prandial inferior a 140 mg/dl, não sendo recomendados valores inferiores a 100 mg/dl ou acima de 180 mg/dl, em qualquer momento.

O controle da hiperglicemia no idoso, durante a internação, minimiza o aparecimento das síndromes geriátricas, acelerando a recuperação do paciente e a alta hospitalar. Porém, a hipoglicemia no idoso deve ser evitada pelo risco de desencadear quadros de delírio, comuns neste perfil de paciente.

O mesmo deve ser observado para pacientes com doenças terminais, onde o desconforto de repetidas hipoglicemias e os poucos benefícios do controle intensivo não justificam uma abordagem tão restrita.

Reposição Fisiológica de Insulina (Esquema para Correção)

O programa de insulinização do paciente internado necessita ser suficientemente flexível, para permitir a manutenção do controle glicêmico, mesmo na presença de condições operacionais mais adversas.

Um regime de insulina subcutânea no paciente não critico deve mimetizar a secreção fisiológica de insulina. Devemos ainda realizar ajustes com a insulina de correção de acordo com a evolução clínica do paciente.

Sempre que as doses de correção estejam sendo usadas com frequência é sinal de insuficiência das doses do basal-prandial, que devem ser corrigidas. Uma proporção de 50% da insulina de correção usada no dia anterior deve ser distribuída, entre basal e prandial, para o dia seguinte.

A hiperglicemia hospitalar requer do médico uma atitude proativa, exigindo acertos de dose a cada 48 horas. Em geral, são baseados no comportamento glicêmico dos dias anteriores.

O uso de tabelas progressivas de insulina, de acordo com a glicemia (“sliding scale”) isoladamente, sem levar em conta o perfil fisiológico basal-prandial, se baseia num conceito equivocado, de tratar hiperglicemia com estratégia reativa. Frequentemente, a dose é excessiva, provocando episódios indesejáveis de hipoglicemia e grande variabilidade glicêmica.

Veja também:

O Controle Glicêmico Intensivo

Referências:

  1. Adaptação do Posicionamento Oficial SBD nº 02/2011;
  2. HCor

Conheça os Tipos de Insulinas: O Início, Pico e Duração

Insulinas

Como todo medicamento usado, ao conhecer melhor suas características, o tratamento e a aderência tornam-se mais fáceis e agradáveis de serem realizados.

A principal função da insulina é carregar a glicose para dentro das células, onde ela é usada como energia.

Quando nos alimentamos, o pâncreas é estimulado a produzir insulina, levando, assim, o excesso de glicose aos diversos órgãos do corpo humano para utilização e armazenamento.

E quando estamos em jejum? Durante o jejum, a insulina também é produzida. Lembrando-se que também durante o jejum a insulina precisa carregar a glicose para dentro das células, para que elas tenham energia. Nesse período, a glicose vem de depósitos presentes, principalmente no fígado e músculos.

Como podemos ver, mesmo em nosso corpo, a insulina age de diferentes maneiras, com uma ação que é contínua (ou basal) – que é aquela do jejum – e outra que acontece em picos (ou bolus) – que é aquela que acontece na refeição. Para tentar mimetizar o que acontece no organismo sem diabetes, as insulinas usadas também têm características diferentes: de acordo com o período de início de sua ação (quando começam a agir), da sua ação máxima (chamada de pico de ação) e do tempo em que ela permanece agindo (duração de ação).

Insulinas rápidas e ultrarrápidas

As insulinas utilizadas para o bolus são as chamadas rápidas e as ultrarrápidas. Elas têm como ação o período da alimentação, promovendo um bom controle da glicemia nos períodos próximos da alimentação.

A insulina rápida ou regular começa a agir em 30 a 60 minutos e, tem seu pico de ação em 2 a 3 horas e duração de ação de 6 horas e 30 minutos. Sendo assim, deve ser usada de 30 a 45 minutos antes da refeição. A insulina ultrarrápida – lispro, aspart ou glulisina – começa a agir em 10 a 15 minutos, tem seu pico de ação em 1 a 2 horas e duração de ação de 3 a 5 horas. Sendo assim, deve ser usada em menos de 15 minutos antes da refeição, ou mesmo durante a refeição. Esta última tem menor risco de hipoglicemia do que a rápida.

Insulinas lentas e ultralentas

As insulinas utilizadas para o papel de basal são as lentas e ultra lentas. Seu principal objetivo é a manutenção da glicemia estável no período entre as refeições.

A insulina NPH é a única representante das insulinas lentas. Ela começa a agir em 1 a 3 horas, tem seu pico de ação em 5 a 8 horas e duração de ação de até 18 horas. As insulinas ultralentas são representadas pela Insulina Detemir – com início de ação em 1 a 2 horas, discreto pico de ação em 2 horas e duração de ação de 16 a 24 horas – e pela Insulina Glargina – com início de ação em 1 a 2 horas, ausência de pico de ação e duração de ação de até 24 horas.

Uso da insulina em Diabetes tipo 1 e tipo 2

 Os pacientes com Diabetes tipo 1, como não produzem insulina alguma, devem usar os dois tipos de insulinas sempre – a chamada insulinização plena. Quando se alimentam, devem usar insulinas rápidas ou ultra rápidas, respeitando seus horários de aplicação. Caso antes da alimentação sua glicemia capilar (ou dextro) estiver elevada, devem usar uma dose maior para corrigir esse valor, além daquela quantidade necessária para a alimentação. Para a insulina basal, devem utilizar a lenta ou ultra lenta, mesmo que em jejum, para manter os níveis adequados de sua glicemia. Os usuários de bomba de insulina subcutânea utilizam, com esta finalidade, a insulina ultra rápida de maneira contínua.

Já nos pacientes com Diabetes tipo 2, a insulinização plena só é realizada em estágios mais avançados da evolução da doença, quando ocorre o que se chama de “falência do pâncreas”. Ou seja, o pâncreas, com o passar do tempo, deixa de produzir insulina suficiente para cumprir suas funções de manutenção de glicemia durante o jejum e de cobertura do excesso de glicose proveniente da alimentação. Em estágios mais precoces, a utilização pode ser necessária quando os níveis da glicemia estão muito elevados, ou em situações em que as medicações orais são contraindicadas, como durante cirurgias ou doenças graves.

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Insulina e Glucagon: Como eles funcionam no controle da glicemia?

A insulina e o glucagon são dois hormônios produzidos pelo pâncreas, que são fundamentais para a vida e têm função inversa entre si.

Dependendo da necessidade do organismo, o pâncreas secreta ora insulina ora glucagon e assim controla de modo natural a glicemia no sangue.

Qual o Papel da Insulina e do Glucagon?

No Caso da Insulina

Quando comemos, os alimentos são transformados em açúcar (glicose). Essa glicose é o principal combustível do corpo e, justamente por isso, precisa ser armazenada para momentos de jejum ou falta de comida.

Após as refeições, o sangue irá apresentar picos glicêmicos e, a partir daí, o pâncreas entra em ação.

O pâncreas irá produzir insulina, que é o hormônio responsável por transportar a glicose do sangue para dentro das células. A insulina faz isso com as células do tecido muscular esquelético, adiposo e hepático.

Enquanto todo o corpo consome glicose para manter-se vivo, o fígado armazena aproximadamente 1% desse açúcar dentro de suas células em forma de glicogênio.

Desse modo, a insulina retira o açúcar da circulação sanguínea e o carrega para dentro das células do corpo e fígado.

Quando o pâncreas não funciona ou funciona de maneira deficiente, ocorre a falta ou a baixa produção de insulina, provocando Diabetes Tipo 1, Diabetes Tipo 2 ou Diabetes Gestacional, doenças caracterizadas pelo excesso de glicose no sangue (hiperglicemia).

E o Glucagon? Qual é o seu papel?

O glucagon faz o papel inverso da insulina. E juntos, insulina e glucagon equilibram e controlam o teor de açúcar no organismo.

O glucagon é produzido pelo pâncreas para os momentos de hipoglicemia, ou seja, quando a glicose presente nas células começa a cair para níveis em que falta combustível ao corpo.

Veja os números de referência para controle glicêmico:

  • Nível normal de glicose no sangue: de 70 mg/ dL a 100 mg/ dL;
  • Hiperglicemia: acima de 120 mg/ dL => atuação da insulina;
  • Hipoglicemia: abaixo de 60 mg/ dL => atuação do glucagon;
  • Diabetes: acima de 126 mg/ dL em jejum

Como falamos, após as refeições é normal haver picos glicêmicos, mas se a pessoa for saudável logo a insulina irá trabalhar para metabolizar a glicose e reequilibrar a glicemia no sangue.

A situação oposta é justamente a hipoglicemia, que pode ocorrer em jejuns ou longos intervalos entre as refeições. Tonturas, fraqueza, dores de cabeça e até desmaios são um sinal de que falta glicose para o cérebro.

Os sintomas de hipoglicemia funcionam como um sinal de alerta para a pessoa se alimentar rapidamente. No entanto, o corpo não pode ficar parado esperando por comida.

Ao menor sinal de hipoglicemia, imediatamente o pâncreas irá produzir o hormônio glucagon, que por sua vez estimula o fígado a transformar o glicogênio armazenado em moléculas de glicose.

Após fazer isso, o glucagon carrega a glicose do fígado para a corrente sanguínea e o teor de açúcar no sangue é novamente normalizado.

Note que nesse processo, a insulina e o glucagon também ajudam a regular a fome.

Conozca los Tipos de Insulinas: El Inicio, Pico y Duración

Insulinas

Como todo medicamento usado, al conocer mejor sus características, el tratamiento y la adherencia se vuelven más fáciles y agradables de ser realizados.

La principal función de la insulina es cargar la glucosa dentro de las células, donde se utiliza como energía.

Cuando nos alimentamos, el páncreas es estimulado a producir insulina, llevando así el exceso de glucosa a los diversos órganos del cuerpo humano para uso y almacenamiento.

¿Y cuando estamos en ayunas? Durante el ayuno, la insulina también se produce. Recordando que también durante el ayuno la insulina necesita cargar la glucosa dentro de las células, para que ellas tengan energía. En ese período, la glucosa viene de depósitos presentes, principalmente en el hígado y los músculos.

Como podemos ver, incluso en nuestro cuerpo, la insulina actúa de diferentes maneras, con una acción que es continua (o basal) – que es aquella del ayuno – y otra que ocurre en picos (o bolus) – que es aquella que sucede comida.Para intentar mimetizar lo que sucede en el organismo sin diabetes, las insulinas usadas también tienen características diferentes: de acuerdo con el período de inicio de su acción (cuando empiezan a actuar), de su acción máxima (llamada de pico de acción) y del tiempo en que ella permanece actuando (duración de acción).

Insulinas rápidas y ultrarrápidas

Las insulinas utilizadas para el bolo son las llamadas rápidas y las ultrarrápidas. Ellas tienen como acción el período de la alimentación, promoviendo un buen control de la glucemia en los períodos próximos a la alimentación.

La insulina rápida o regular comienza a actuar en 30 a 60 minutos y tiene su pico de acción en 2 a 3 horas y duración de acción de 6 horas y 30 minutos. Por lo tanto, se debe utilizar de 30 a 45 minutos antes de la comida. La insulina ultrarrápida – lispro, aspart o glulisina – comienza a actuar en 10 a 15 minutos, tiene su pico de acción en 1 a 2 horas y duración de acción de 3 a 5 horas. Por lo tanto, debe usarse en menos de 15 minutos antes de la comida, o incluso durante la comida. Esta última tiene menor riesgo de hipoglucemia que la rápida.

Insulinas lentas y ultralentas

Las insulinas utilizadas para el papel basal son las lentas y ultralentas. Su principal objetivo es el mantenimiento de la glucemia estable en el período entre las comidas.

La insulina NPH es el único representante de las insulinas lentas. Se comienza a actuar en 1 a 3 horas, tiene su pico de acción en 5 a 8 horas y duración de acción de hasta 18 horas. Las insulinas ultralentas son representadas por la Insulina Detemir – con inicio de acción en 1 a 2 horas, discreto pico de acción en 2 horas y duración de acción de 16 a 24 horas – y por la Insulina Glargina – con inicio de acción en 1 a 2 horas , ausencia de pico de acción y duración de acción de hasta 24 horas.

Uso de la insulina en la diabetes tipo 1 y tipo 2

Los pacientes con diabetes tipo 1, como no producen insulina alguna, deben usar los dos tipos de insulinas siempre – la llamada insulina plena. Cuando se alimentan, deben usar insulinas rápidas o ultrarápidas, respetando sus horarios de aplicación. Si antes de la alimentación su glucemia capilar (o dextro) es elevada, deben usar una dosis mayor para corregir ese valor, además de la cantidad necesaria para la alimentación. Para la insulina basal, deben utilizar la lenta o ultralenta, aunque en ayunas, para mantener los niveles adecuados de su glucemia. Los usuarios de bomba de insulina subcutánea emplean, con esta finalidad, la insulina ultrarrápida de manera continua.

En los pacientes con Diabetes tipo 2, la insulinización plena sólo se realiza en etapas más avanzadas de la evolución de la enfermedad, cuando ocurre lo que se llama “quiebra del páncreas”. Es decir, el páncreas, con el paso del tiempo, deja de producir suficiente insulina para cumplir sus funciones de mantenimiento de glucosa durante el ayuno y de cobertura del exceso de glucosa proveniente de la alimentación. En las etapas más tempranas, la utilización puede ser necesaria cuando los niveles de la glucosa son muy elevados, o en situaciones en que las medicaciones orales están contraindicadas, como durante las cirugías o enfermedades graves.

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Insulina y Glucagón: ¿Cómo funcionan en el control de la glucemia?

Insulina y Glucagón

La insulina y el glucagón son dos hormonas producidas por el páncreas, que son fundamentales para la vida y tienen función inversa entre sí.

Dependiendo de la necesidad del organismo, el páncreas secreta ora insulina y el glucagón y así controla de modo natural la glucemia en la sangre.

¿Cuál es el papel de la insulina y del glucagón?

En el caso de la insulina

Cuando comemos, los alimentos se transforman en azúcar (glucosa). Esta glucosa es el principal combustible del cuerpo y, justamente por eso, necesita ser almacenada para momentos de ayuno o falta de comida.

Después de las comidas, la sangre presentará picos glucémicos y, a partir de ahí el páncreas entra en acción.

El páncreas producirá insulina, que es la hormona responsable de transportar la glucosa de la sangre dentro de las células. La insulina lo hace con las células del tejido muscular esquelético, adiposo y hepático.

Mientras todo el cuerpo consume glucosa para mantenerse vivo, el hígado almacena aproximadamente el 1% de ese azúcar dentro de sus células en forma de glucógeno.

De ese modo, la insulina retira el azúcar de la circulación sanguínea y lo lleva dentro de las células del cuerpo y del hígado.

Cuando el páncreas no funciona o funciona de manera deficiente, ocurre la falta o la baja producción de insulina, provocando Diabetes Tipo 1, Diabetes Tipo 2 o Diabetes Gestacional, enfermedades caracterizadas por el exceso de glucosa en la sangre (hiperglicemia).

¿Y el Glucagón? ¿Cuál es su papel?

El glucagón hace el papel inverso de la insulina. Y juntos, insulina y glucagón equilibran y controlan el contenido de azúcar en el organismo.

El glucagón es producido por el páncreas para los momentos de hipoglucemia, es decir, cuando la glucosa presente en las células comienza a caer a niveles en los que falta combustible al cuerpo.

Consulte los números de referencia para el control glucémico:

– Nivel normal de glucosa en sangre: de 70 mg / dL a 100 mg / dL

– Hiperglicemia: por encima de 120 mg / dl => actuación de la insulina

– Hipoglucemia: por debajo de 60 mg / dl => actuación del glucagón

– Diabetes: por encima de 126 mg / dl en ayunas

Como hemos hablado, después de las comidas es normal que haya picos glucémicos, pero si la persona es saludable pronto la insulina trabajará para metabolizar la glucosa y reequilibrar la glucemia en la sangre.

La situación opuesta es justamente la hipoglucemia, que puede ocurrir en ayunos o largos intervalos entre las comidas. Tumbas, debilidad, dolores de cabeza y hasta desmayos son una señal de que falta glucosa para el cerebro.

Los síntomas de hipoglucemia actúan como una señal de alerta para que la persona se alimenta rápidamente. Sin embargo, el cuerpo no puede quedarse parado esperando comida.

Al menor signo de hipoglucemia, inmediatamente el páncreas producirá la hormona glucagón, que a su vez estimula el hígado a transformar el glucógeno almacenado en moléculas de glucosa.

Después de hacer esto, el glucagón carga la glucosa del hígado al torrente sanguíneo y el contenido de azúcar en la sangre se normaliza de nuevo.

Tenga en cuenta que en este proceso, la insulina y el glucagón también ayudan a regular el hambre.

 

 

 

Sistema Endócrino e seus Hormônios

Conhecer as principais glândulas endócrinas e seus hormônios é fundamental para a compreensão do funcionamento do organismo!

Os hormônios são substâncias produzidas pelas chamadas glândulas endócrinas. Essas glândulas produzem secreções que são lançadas diretamente na corrente sanguínea. No nosso corpo, o conjunto dessas glândulas forma o chamado sistema endócrino.

A seguir conheceremos as principais glândulas endócrinas e seus hormônios:

Hipotálamo

  • Fator inibidor da prolactina (PIF) – Inibe a produção de prolactina pela hipófise;
  • Hormônio liberador da corticotrofina (CRH) – Estimula a liberação do hormônio adrenocorticotrófico;
  • Hormônio liberador da tireotrofina (TRH) – Estimula a secreção do hormônio tireoestimulante;
  • Hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) – Estimula a liberação dos hormônios folículo estimulante e luteinizante;
  • Hormônio liberador do hormônio do crescimento (GHRH) – Estimula a secreção do hormônio do crescimento;
  • Ocitocina ou oxitocina – Estimula a contração do útero e a expulsão do leite. Esse hormônio, apesar de ser sintetizado no hipotálamo, é armazenado na porção da hipófise denominada de neuro-hipófise;
  • Vasopressina ou hormônio antidiurético (ADH) – Promove a reabsorção de água pelos rins. Assim como a ocitocina, esse hormônio, após a síntese, é armazenado na neuro-hipófise.

Hipófise ou Glândula Pituitária

  • Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) – Estimula a liberação de hormônios pelo córtex das suprarrenais;
  • Hormônio do crescimento (GH) – Promove o desenvolvimento de ossos e cartilagens, acelerando o crescimento do organismo;
  • Hormônio Folículo Estimulante (FSH) – Promove a espermatogênese no homem e, na mulher, estimula o crescimento dos folículos ovarianos;
  • Hormônio luteinizante (LH) – No homem, estimula a produção de testosterona e, na mulhe,r atua na maturação do folículo ovariano e na ovulação;
  • Hormônio Tireoestimulante (TSH) – Estimula a secreção dos hormônios da tireoide;
  • Prolactina – Estimula a produção de leite nas glândulas mamárias.

Glândula pineal

  • Melatonina – Atua, principalmente, regulando o sono, mas possui funções imunomoduladoras, anti-inflamatórias, antitumorais e antioxidantes.

Tireoide

  • Calcitonina – Diminui os níveis de cálcio no sangue. Possui ação contrária à do paratormônio;
  • Tiroxina – Atua no metabolismo e na respiração celular;
  • Tri-iodotironina – Atua no metabolismo e na respiração celular.

Paratireoide

  • Paratormônio – Aumenta o nível de cálcio no sangue. Possui ação contrária à da calcitonina.

Suprarrenais

Córtex da suprarrenal:

  • Aldosterona – Promove a reabsorção do sódio, garantindo o equilíbrio eletrolítico;
  • Cortisol – Provoca aumento na concentração de glicose no sangue e na mobilização de aminoácidos do músculo esquelético para o fígado.

Medula da suprarrenal

  • Adrenalina e Noradrenalina – Esses dois hormônios são quimicamente semelhantes, produzidos a partir de modificações bioquímicas no aminoácido tirosina.

Quando uma pessoa vive uma situação de estresse (susto, situações de grande emoção etc.), o sistema nervoso estimula a medula adrenal a liberar adrenalina no sangue. Sob a ação desse hormônio, os vasos sanguíneos da pele se contraem e a pessoa fica pálida; o sangue passa a se concentrar nos músculos e nos órgãos internos, preparando o organismo para uma resposta vigorosa.

A adrenalina também produz taquicardia (aumento do ritmo cardíaco), aumento da pressão arterial e maior excitabilidade do sistema nervoso. Essas alterações metabólicas permitem que o organismo de uma resposta rápida à situação de emergência.

A noradrenalina é liberada em doses mais ou menos constantes pela medula adrenal, independentemente da liberação de adrenalina. Sua principal função é manter a pressão sanguínea em níveis normais.

Pâncreas

  • Insulina – Aumenta a captação de glicose pelas células, a síntese de glicogênio e estimula a síntese de proteínas;
  • Glucagon – Promove a gliconeogênese (síntese de glicose) no fígado;
  • Somatostatina – Intervém indiretamente na regulagem da glicemia, e modula a secreção da insulina e glucagon;
  • Amilina – A amilina é um hormônio do tamanho de um peptídeo que é produzida e liberada pelas mesmas células beta do pâncreas, como a insulina. A função da amilina ainda não está completamente compreendida, desde que foi descoberta recentemente, nos últimos 20-25 anos; no entanto, os cientistas estão começando a reconhecer a relevância que esse hormônio desempenha no corpo e como é importante para o controle da glicose;
  • Polipeptídeo Pancreático – Tem como objetivo inibir o pâncreas exócrino e reduzir a libertação da somatostatina;
  • Gastrina – É um hormônio que controla a produção de ácido no estômago.

Testículos

  • Testosterona – Promove o desenvolvimento de características sexuais masculinas e estimula a espermatogênese;
  • Estradiol – É um hormônio, que na qual, em anatomia masculina, atua como importantes efeitos comportamentais. Altos níveis de estradiol são relacionados com uma redução do comportamento competitivo, agressivo e de dominância;
  • Inibina –   é um hormônio cuja função principal é a inibição da produção de Hormônio folículo-estimulante (FSH) pela hipófise. É antagonista (tem efeito oposto) da activina. Existem dois tipos: Inibina A e Inibina B;
  • Androgênicos – Um hormônio masculino produzido pelos testículos a partir do colesterol. Na verdade, são substâncias modificadas quimicamente, a partir da molécula de testosterona, tendo como objetivos diminuir a velocidade de degradação do hormônio original, bem como, tentar evitar os seus efeitos masculinizantes (androgênicos).

Ovários

  • Estrógeno – Promove o desenvolvimento de características sexuais femininas e o aumento do endométrio;
  • Progesterona – Promove o desenvolvimento de características sexuais femininas e garante a manutenção do endométrio;

Estômago

  • Gastrina – É um hormônio que controla a produção de ácido no estômago;
  • Grelina – Também conhecida como o “hormônio da fome”, é um hormônio peptídeo produzida principalmente pelas células épsilon do estômago e do pâncreas quando o estômago está vazio e atuam no hipotálamo lateral e no núcleo arqueado gerando a sensação de fome;
  • Histamina – As células enterocromafins após estímulo da gastrina produz o hormônio histamina que também estimula a secreção de ácido pela estimulação dos receptores H2 das células parietais. A histamina é um cofator necessário para estimular a produção de ácido clorídrico;
  • Neuropeptídeo Y – É um hormônio estimulador de apetite.

Timo

  • Timosina – é um hormônio polipeptídico do timo que influi na maturação dos linfócitos T destinados a desempenhar uma função ativa na imunidade por mediação celular. A timosina pode servir como imunotransmissor, modulando os eixos hipotalâmicos hipofisário-suprarrenal e das gônadas. Também colabora para a neutralização dos efeitos danosos do cortisol.

Fígado

  • Colecistocinina – é uma hormônio gastro-intestinal (GI) que estimula a contração da vesícula biliar e do pâncreas, com digestão de gordura e proteínas. Está relacionado com a digestão e com a sensação de saciedade;
  • Angiotensinógeno – é um hormônio que aumenta a pressão sanguínea quando ativado pela renina.