Conheça os Tipos de Insulinas: O Início, Pico e Duração

Insulinas

Como todo medicamento usado, ao conhecer melhor suas características, o tratamento e a aderência tornam-se mais fáceis e agradáveis de serem realizados.

A principal função da insulina é carregar a glicose para dentro das células, onde ela é usada como energia.

Quando nos alimentamos, o pâncreas é estimulado a produzir insulina, levando, assim, o excesso de glicose aos diversos órgãos do corpo humano para utilização e armazenamento.

E quando estamos em jejum? Durante o jejum, a insulina também é produzida. Lembrando-se que também durante o jejum a insulina precisa carregar a glicose para dentro das células, para que elas tenham energia. Nesse período, a glicose vem de depósitos presentes, principalmente no fígado e músculos.

Como podemos ver, mesmo em nosso corpo, a insulina age de diferentes maneiras, com uma ação que é contínua (ou basal) – que é aquela do jejum – e outra que acontece em picos (ou bolus) – que é aquela que acontece na refeição. Para tentar mimetizar o que acontece no organismo sem diabetes, as insulinas usadas também têm características diferentes: de acordo com o período de início de sua ação (quando começam a agir), da sua ação máxima (chamada de pico de ação) e do tempo em que ela permanece agindo (duração de ação).

Insulinas rápidas e ultrarrápidas

As insulinas utilizadas para o bolus são as chamadas rápidas e as ultrarrápidas. Elas têm como ação o período da alimentação, promovendo um bom controle da glicemia nos períodos próximos da alimentação.

A insulina rápida ou regular começa a agir em 30 a 60 minutos e, tem seu pico de ação em 2 a 3 horas e duração de ação de 6 horas e 30 minutos. Sendo assim, deve ser usada de 30 a 45 minutos antes da refeição. A insulina ultrarrápida – lispro, aspart ou glulisina – começa a agir em 10 a 15 minutos, tem seu pico de ação em 1 a 2 horas e duração de ação de 3 a 5 horas. Sendo assim, deve ser usada em menos de 15 minutos antes da refeição, ou mesmo durante a refeição. Esta última tem menor risco de hipoglicemia do que a rápida.

Insulinas lentas e ultralentas

As insulinas utilizadas para o papel de basal são as lentas e ultra lentas. Seu principal objetivo é a manutenção da glicemia estável no período entre as refeições.

A insulina NPH é a única representante das insulinas lentas. Ela começa a agir em 1 a 3 horas, tem seu pico de ação em 5 a 8 horas e duração de ação de até 18 horas. As insulinas ultralentas são representadas pela Insulina Detemir – com início de ação em 1 a 2 horas, discreto pico de ação em 2 horas e duração de ação de 16 a 24 horas – e pela Insulina Glargina – com início de ação em 1 a 2 horas, ausência de pico de ação e duração de ação de até 24 horas.

Uso da insulina em Diabetes tipo 1 e tipo 2

 Os pacientes com Diabetes tipo 1, como não produzem insulina alguma, devem usar os dois tipos de insulinas sempre – a chamada insulinização plena. Quando se alimentam, devem usar insulinas rápidas ou ultra rápidas, respeitando seus horários de aplicação. Caso antes da alimentação sua glicemia capilar (ou dextro) estiver elevada, devem usar uma dose maior para corrigir esse valor, além daquela quantidade necessária para a alimentação. Para a insulina basal, devem utilizar a lenta ou ultra lenta, mesmo que em jejum, para manter os níveis adequados de sua glicemia. Os usuários de bomba de insulina subcutânea utilizam, com esta finalidade, a insulina ultra rápida de maneira contínua.

Já nos pacientes com Diabetes tipo 2, a insulinização plena só é realizada em estágios mais avançados da evolução da doença, quando ocorre o que se chama de “falência do pâncreas”. Ou seja, o pâncreas, com o passar do tempo, deixa de produzir insulina suficiente para cumprir suas funções de manutenção de glicemia durante o jejum e de cobertura do excesso de glicose proveniente da alimentação. Em estágios mais precoces, a utilização pode ser necessária quando os níveis da glicemia estão muito elevados, ou em situações em que as medicações orais são contraindicadas, como durante cirurgias ou doenças graves.

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Know the Types of Insulins: The Beginning, Peak and Duration

Insulins

Like all medicines used, once you know your characteristics better, treatment and adherence become easier and more enjoyable.

The main function of insulin is to carry glucose into cells, where it is used as energy.

When we feed, the pancreas is stimulated to produce insulin, thus carrying excess glucose into the various organs of the human body for use and storage.

And when are we fasting?

During the fast, insulin is also produced. Remembering that also during the fasting the insulin must load the glucose into the cells, so that they have energy. In this period, glucose comes from deposits present, mainly in the liver and muscles.

As we can see, even in our body, insulin acts in different ways, with an action that is continuous, which is that of fasting, and another that happens in peaks, which is that which happens in the meal.

In order to try to mimic what happens in the body without diabetes, the used insulins also have different characteristics: according to the beginning period of their action (when they begin to act), their maximum action (called peak action) and time in which it remains acting (duration of action).

Fast and Ultrafast Insulin

Insulins used for the bolus are fast and ultra fast calls. They have as action the feeding period, promoting a good glycemic control in the periods close to feeding.

Fast or regular insulin begins to act in 30 to 60 minutes and has its peak of action in 2 to 3 hours and duration of action of 6 hours and 30 minutes. Therefore, it should be used 30 to 45 minutes before the meal. Ultrafast insulin – lispro, aspart or glulisine – begins to act in 10 to 15 minutes, has its peak of action in 1 to 2 hours and duration of action of 3 to 5 hours. Therefore, it should be used in less than 15 minutes before the meal, or even during the meal. The latter has a lower risk of hypoglycemia than the rapid one.

Slow and Ultra slow insulins

The insulins used for the basal role are the slow and ultralent. Its main goal is to maintain stable glycemia between meals.

NPH insulin is the only representative of slow insulins. It begins to act in 1 to 3 hours, has its peak action in 5 to 8 hours and duration of action of up to 18 hours. Ultralent insulin is represented by Insulin Detemir – with onset of action in 1 to 2 hours, discrete peak of action in 2 hours and duration of action of 16 to 24 hours – and Insulin Glargine – with onset of action in 1 to 2 hours , absence of peak action and duration of action of up to 24 hours.

Use of Insulin in Type 1 and Type 2 Diabetes

Patients with type 1 diabetes, as they do not produce any insulin, should always use both types of insulin – called full insulinization. When feeding, they should use fast or ultra-fast insulins, respecting their application times. If your capillary glycemia (or dextro) is elevated before feeding, you should use a larger dose to correct this value, in addition to that required for feeding. For basal insulin, they should use the slow or ultralast, even if fasted, to maintain adequate levels of their blood glucose. Users of the subcutaneous insulin pump use ultrafast insulin continuously for this purpose.

In patients with type 2 diabetes, full insulinization is only performed in later stages of disease progression, when what is called “pancreas failure” occurs. That is, the pancreas, over time, fails to produce enough insulin to fulfill its functions of maintaining glycemia during fasting and covering the excess glucose from the diet. In earlier stages, use may be necessary when blood glucose levels are very high, or in situations where oral medications are contraindicated, such as during surgery or serious illness.