MONABICH: Tratamento Imediato para um IAMCSST

O tratamento do infarto é tempo-dependente. O paciente precisa reconhecer os sintomas e procurar atendimento médico imediato em uma unidade especializada de sua região.

No Setor de Emergência, ao dar entrada, deve ser avaliado precocemente, de forma ideal, em até 10 minutos.

Todo paciente com entrada de protocolo de dor torácica devem ser realizado o exame de eletrocardiograma (ECG).

Após o exame ser realizado pelo profissional da saúde, (em P.A/P.S são geralmente realizados pela equipe de enfermagem), os pacientes são submetidos ao tratamento básico inicial, salvando à algumas contra-indicações a algumas condutas, onde entra o mnemônico MONABICH.

Os Sinais clássicos de um IAM

A grande maioria dos casos o paciente apresenta a clássica dor torácica anginosa:

  • Dor em aperto;
  • Irradiação para o braço esquerdo e ombro ou mandíbula;
  • Melhora com repouso.

 

Como é diagnosticado?

Através do ECG e marcadores de necrose miocárdica, e da história clínica do paciente. O ECG Deve ser realizado preferivelmente em menos de 10 minutos e repetido a cada 5 ou 10 minutos, já que em muitos casos pode estar normal inicialmente.

O Tratamento Imediato (MONABICH)

  • Morfina: IV (2-4 mg a cada 5-10 minutos) – máximo 10 mg;
  • Oxigênio: O2 a 100% em máscara ou catéter nasal a 2-4L/min;
  • Nitratos: dinitrato de isossorbida (ISORDIL) 5mg sublingual 5-5min até 3 x. Contra-indicações: hipotensão, bradicardia, infarto de ventrículo direito, uso de inibidores da fosfodiesterase;
  • Antiplaquetário: AAS 160-325 mg (dose de ataque); 100 mg/dia por toda vida. Contra-indicações: úlcera péptica em atividade, hepatopatias graves;
  • Betabloqueadores: metoprolol 50 mg, VO, 6/6h no 1º dia; 100 mg, VO, 12/12 horas após. Contra indicações: FC < 60, PAS < 100;
  • IECA: deve ser iniciado nas primeiras 24h (e mantido indefinidamente) em pacientes com IAMCSST com FEVE < 40%, HAS, DM ou DRC, a menos que contraindicado;
  • Clopidogrel: < 75 anos: dose de ataque 300 mg; 75 mg/dia após; > 75 anos: não recebe dose de ataque (risco de hemorragia intracraniana);
  • Heparina: Anticoagulante –  enoxaparina < 75 anos: 30 mg, EV em bolus seguido de 1mg/kg via subcutânea a cada 12 horas.

 

Referências:

  1. V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre tratamento do infarto agudo do miocárdio com supradesnível do seguimento ST. Arq. Bras. Card. 2015.
  2. Pebmed

Tratamiento Inmediato de un Infarto Agudo de Miocardio (IAM)

Mona

Un paciente que se presenta con dolor torácico en la emergencia debe ser evaluado precozmente, de forma ideal, en hasta 10 minutos.

Después de la realización del electrocardiograma, todos los pacientes con IAM con supra de segmento ST deben ser sometidos a la conducta terapéutica básica inicial, salve contraindicaciones a alguna de las conductas, cuya sigla es MONA: Morfina, Oxígeno, Nitrato y AAS.

La morfina es altamente indicada en el paciente con IAM debido a su efecto vasodilatador, reduciendo la resistencia vascular periférica, pre y post-carga del ventrículo izquierdo. Además, presenta un potente efecto analgésico sobre el SNC, reduciendo el dolor y la ansiedad del paciente. La dosis inicial de morfina debe ser de 2 a 4 mg, IV.

El oxígeno debe ser utilizado para aumentar la saturación de 02 y así limitar la lesión miocárdica isquémica, ya que habrá una mayor oferta para las células miocárdicas, consecuentemente reduciendo la intensidad de elevación del segmento ST. Su suministro deberá realizarse a través de catéter nasal, con flujo de 2 a 4 l / min., Si la hipoxemia moderada, se debe utilizar máscara de O2, con 5 a 10 l / min.

Los nitratos deben ser administrados debido a su importante acción vasodilatadora, que reducen el dolor isquémico asociado a la isquemia coronaria y el área de infarto. Inicialmente, la dosis utilizada debe ser de 5 a 10 (X) g / min, vía intravenosa, en una bomba de infusión continua.

Finalmente, el AAS debe ser utilizado para impedir la agregación plaquetaria, la reoclusión coronaria y la recurrencia de eventos después de la terapia fibrinolítica por inhibir irreversiblemente la ciclooxigenasa y consecuentemente la producción de tromboxano A2. Se debe administrar AAS a todos los pacientes en la admisión, pudiendo ser administrado antes de la realización del ECG y mantener su uso continuo indefinidamente. La dosis inicial debe ser 200 mg por vía oral y la dosis de mantenimiento debe ser 100mg / día vía oral después del almuerzo.

Estudios recientes identificaron la reducción de la mortalidad de pacientes que reciben asociado al MONA, β-bloqueadores, clopidogrel y heparina. Así pues, agregando el sufijo BCH a la sigla, MONABCH.

El principal objetivo del uso de β bloqueadores es causar la reducción de la frecuencia cardíaca, buscando mantener una FC de aproximadamente 60 lpm. Su uso rutinario debe realizarse por vía oral en el paciente estable, manteniéndolo después del alta hospitalaria.

Al igual que el AAS, el clopidogrel es también un antiagregante plaquetario, pero su efecto es debido a su acción antagonista del receptor de la adenosina.

Por último, por la heparina ser un anticoagulante, su uso se hace con el objetivo de alcanzar un tiempo de coagulación activado (TCa) de al menos 300 segundos. Es importante resaltar que, durante el uso de la heparina no fraccionada, es importante el monitoreo del conteo del número de plaquetas, así como los valores de hemoglobina y el hematocrito.

Las dosis de estos últimos medicamentos varían de acuerdo con el paciente y la clase medicamentosa utilizada.

Referencia:

Paciente critico: Diagnostico e tratamento: Hospital Sírio-Libanês / Guilherem Schettino et al. – 2. ed. – Barueri, SP: Manole,2012.

 

 

Tratamento Imediato de um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)

mona

Um paciente que se apresenta com dor torácica na emergência deve ser avaliado precocemente, de forma ideal, em até 10 minutos.

Após a realização do eletrocardiograma, todos os pacientes com IAM com supra de segmento ST devem ser submetidos à conduta terapêutica básica inicial, salve contraindicações a alguma das condutas, cuja sigla é MONA: Morfina, Oxigênio, Nitrato e AAS.

A morfina é altamente indicada no paciente com IAM devido ao seu efeito vasodilatador, reduzindo a resistência vascular periférica, pré e pós-carga do ventrículo esquerdo. Além disso, apresenta potente efeito analgésico sobre o SNC, reduzindo a dor e ansiedade do paciente. A dose inicial de morfina deve ser 2 a 4 mg, IV.

O oxigênio deve ser utilizado para aumentar a saturação de 02 e assim limitar a lesão miocárdica isquêmica, visto que haverá uma maior oferta para as células miocárdicas, consequentemente reduzindo a intensidade de elevação do segmento ST. Seu fornecimento deverá ocorrer através de cateter nasal, com fluxo de 2 a 4 l/min., se hipoxemia moderada, deve-se utilizar máscara de O2, com 5 a 10 l/min.

Os nitratos devem ser administrados devido a sua importante ação vasodilatadora, que reduzem a dor isquêmica associada a isquemia coronariana e a área de infarto. Inicialmente, a dose utilizada deve ser 5 a 10 (X) g/min, via endovenosa, em bomba de infusão contínua.

Finalmente, o AAS deve ser utilizado para impedir a agregação plaquetária, a reoclusão coronariana e a recorrência de eventos após a terapia fibrinolítica por inibir irreversivelmente a ciclooxigenase e consequentemente a produção de tromboxano A2. Deve-se administrar AAS a todos os pacientes na admissão, podendo ser administrado antes da realização do ECG e manter seu uso continuo indefinidamente. A dose inicial deve ser 200mg via oral e a dose de manutenção deve ser 100mg/dia via oral após almoço.

Estudo recentes identificaram a redução da mortalidade de pacientes que recebem associado ao MONA, β-bloqueadores, clopidogrel e heparina. Assim, adicionando o sufixo BCH à sigla, MONABCH.

O principal objetivo do uso de β bloqueadores é causar a redução da frequência cardíaca, buscando manter uma FC de, aproximadamente, 60 bpm.  Sua utilização rotineira deve ser feita por via oral, no paciente estável, mantendo-a após a alta hospitalar.

Semelhante ao AAS, o clopidogrel é, também, um antiagregante plaquetário, porém, seu efeito é devido à sua ação antagonista do receptor da adenosina.

Por fim, pela heparina ser um anticoagulante, seu uso é feito visando como meta atingir um tempo de coagulação ativado (TCa) de, pelo menos, 300 segundos. Vale ressaltar que, durante o uso da heparina não fracionada, é importante a monitoração da contagem do número de plaquetas, assim como os valores de hemoglobina e o hematócrito.

As doses desses últimos medicamentos variam de acordo com o paciente e a classe medicamentosa utilizada.

Referência:

Paciente critico: Diagnostico e tratamento: Hospital Sírio-Libanês / Guilherem Schettino et al. – 2. ed. – Barueri, SP: Manole,2012