Diabetes MODY: O que é?

Diabetes MODY: O que é?

Em termos de prevalência, o diabetes tipo 2 é, de longe, a forma mais comum da doença, respondendo por cerca de 90% dos casos no mundo.

Os outros 10% costumam ser associados ao tipo 1 do diabetes. Porém, existem ainda outros “tipos” da doença, muito, muito raros, que respondem por cerca de 1% dos casos e de etiologia diferente tanto do tipo 1 quanto do tipo 2.

O diabetes MODY é um exemplo destes tipos raros.

A diabetes tipo MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young) é um subtipo da diabetes Mellitus, caracterizado por manifestação precoce (em geral abaixo dos 25 anos de idade) e com transmissão autossômica dominante (determinada em pelo menos três gerações).

Corresponde a um defeito primário na secreção da insulina, associada a disfunção na célula β pancreática.

Como ocorre?

O diabetes MODY é caracterizado por problemas ou na produção ou na ação da insulina, decorrentes de mutações em apenas um de uma série de possíveis genes.

Ou seja, há uma lista de genes que, quando sofrem mutações, resultam em ação menos eficiente da insulina; caso uma pessoa apresente mutação em apenas um deles, já nascerá com o diabetes MODY.

Por ser tão ligado aos genes, o diabetes MODY é facilmente passado de pais para os filhos. Se um dos pais – tanto faz ser a mãe ou o pai – possuir uma das mutações que causam o diabetes MODY, há 50% de chances de um filho portar esta mutação ao nascer. Neste caso, a criança terá mais de 95% de probabilidade de desenvolver a doença.

O MODY acomete cerca de 1 a 5% dos casos de diabetes em jovens. Como é resultado de alteração em um único gene, testes genéticos para o diagnóstico desse tipo de diabetes podem ser realizados.

Na maioria dos casos, a mutação é herdada de um dos pais e o diabetes geralmente aparece em todas as gerações sucessivamente, por exemplo em um dos avós, em um dos pais e um dos filhos. A herança é autossômica dominante, o que significa que os filhos de portadores de MODY apresentam 50% de chance de herdarem a mutação.

Os Subtipos

De acordo com vários estudos realizados, a diabetes tipo MODY, corresponde a uma condição monogênica de elevada penetrância, no entanto com uma elevada heterogeneidade a nível clínico.

Esta heterogeneidade permitiu, até ao presente a determinação de vários subtipos de diabetes tipo Mody, conhecendo-se atualmente seis genes responsáveis pelo desenvolvimento da doença, permitindo a sua classificação em seis subtipos distintos: MODY 1, MODY 2, MODY 3, MODY 4, MODY 5 e MODY 6.

É importante referir que deverão existir outros genes, ainda não identificados, que sejam responsáveis pelo desenvolvimento de outros subtipos de diabetes tipo MODY, comumente referidos como MODY X.

Como é diagnosticado?

O diagnóstico é feito geralmente na adolescência ou no adulto jovem por exame de rotina, pois pode haver nenhum ou poucos sintomas já que os níveis glicêmicos não são costumam ser elevados.

Na infância, o MODY pode ser confundido com DM1 por conta da faixa etária e no adulto pode ser confundido com o DM2.

Ao contrário do DM1, o MODY diagnosticado na infância não necessita de insulina quando diagnosticado e os auto-anticorpos estão ausentes.

Quais são as diferenças entre a DM2 e a MODY?

No adulto, a diferença entre o MODY e o DM2 reside no fato que pacientes com MODY geralmente não têm outras condições que se encontram no DM2, como sobrepeso, hipertensão e alterações de gorduras no sangue (dislipidemia).

O Tratamento

O tratamento depende do tipo de mutação que causa do MODY. Existem pelo menos 10 subtipos de MODY reconhecidos. As formas mais comuns são facilmente controladas com dieta e medicações orais quando necessário, e geralmente cursam com pouco risco de complicações em longo prazo.

No caso de suspeita de diabetes monogênico (neonatal ou MODY), o médico deve ser consultado para avaliar a necessidade da realização de testes e aconselhamento genético.


Hemoptise VS Hematêmese: As diferenças

Hemoptise e Hematêmese

A Hemoptise e a Hematêmese são termos que podem confundir muitos, em seus estudos sobre terminologias. Ambos provêm do significado inicial, que é o “sangramento”, porém, cada termo refere à uma parte diferente do nosso corpo.

 O que é a Hemoptise?

A Hemoptise é uma quantidade variável de sangue que passa pela glote oriunda das vias aéreas e dos pulmões.

No inicio do século passado, a hemoptise era patognomônica de tuberculose pulmonar avançada.

Hoje, o câncer de pulmão e as doenças inflamatórias crônicas pulmonares são suas causas mais frequentes nos países desenvolvidos devido o efetivo controle da tuberculose pulmonar.

A presença de sangue no escarro ou escarrar sangue faz com que o doente procure assistência médica imediata.

A hemoptise é classificada em maciça (volumosa) e não maciça, baseado no volume de sangue eliminado. No entanto, não há uma definição uniforme para essas categorias.

Alguns autores consideram hemoptise maciça a perda de sangue entre 100 e 600 mL em 24 h, enquanto outros somente a consideram quando os volumes são maiores que 600 mL em 24 h.

Há quem classifique a hemoptise que “ameaça a vida” de maciça. Nessa situação, o doente deve ser imediatamente internado em UTI.

O perigo recai na asfixia e morte por sangramento na árvore traqueobrônquica.

Nesse cenário, antes do tratamento definitivo, o risco de morte permanece, mesmo após a cessação do episódio de hemorragia, porque a recidiva da hemoptise é imprevisível.

Portanto, a hemoptise maciça é uma emergência médica associada a 30-50% de mortalidade relatada nos últimos 20 anos.

E o Hematêmese?

A Hematêmese refere ao vômito com sangue, onde este tipo de sangramento tem origem de alguma patologia (doença) gástrica ou devido a rompimento de varizes esofagogástricas, cirrose hepática, febre tifóide, perfuração intestinal, gastrite hemorrágica, retocolite ulcerativa inespecífica, tumores malignos do intestino e reto, hemorróidas e outras.

O vômito com sangue pode ser consequência de várias condições, como por exemplo:

  • Varizes esofágicas;
  • Gastrite;
  • Esofagite;
  • Úlceras gástricas;
  • Sangramento nasal;
  • Câncer.

As Diferenças em suas características e aspectos

Vale lembrar que há algumas diferenças básicas também no aspecto de ambas.

A Hematêmese consiste em vômito de cor escurecida, com partículas semelhantes a grãos de café ou vômitos com eliminação de sangue vivo.

Os sinais clínicos de hipotensão, taquicardia, taquipneia, e síncope aparecem. As causas mais comuns de hematêmese são a úlcera gástrica ou duodenal, as varizes de esôfago e a gastrite erosiva.

A Hemoptise deve sempre ser diferenciada da hematêmese pelas seguintes características: vômito com sangue vermelho vivo, ausência de náuseas, presença de bolhas de ar, precedido de tosse, com ou sem expectoração.

Veja também:

Glossário de Terminologias e Termos Técnicos na Enfermagem

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Que Medicamento é Esse?: Dipirona

Que Medicamento é Esse?: Dipirona

O Dipirona, é um antitérmico, indicado para aliviar a dor e para baixar a febre.

Como Funciona?

A dipirona é um antitérmico e analgésico de origem não-narcótica que tem ação central e periférica combinadas. É usada para combater dor e febre. Em geral, os comprimidos produzem efeitos analgésicos e antipiréticos em 30 a 60 minutos – e eles duram aproximadamente 4 horas.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais frequentes são alergia com coceira, ardor, vermelhidão, urticária, inchaço ou falta de ar, alterações no batimento cardíaco e nos valores do exame de sangue, podendo aparecer anemia.

Quando é Contraindicado?

É contraindicado em crianças com menos de 3 meses ou pesando menos de 5 kg, mulheres grávidas ou que estejam a amamentar e pessoas com alergia a qualquer componente da fórmula.

Não deve ser usado caso exista alterações no funcionamento da medula óssea, problema respiratórios ou rinite alérgica, porfiria hepática e deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A Medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A medicação não deve ser usada em doses altas ou durante períodos prolongados sem controle médico. A resposta terapêutica, nos casos de dor ou febre, pode ser observados geralmente em 30min. após a administração.
  • A medicação não deve ser usada em crianças < 3 meses de idade ou < 5kg de peso corporal nem a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Os pacientes diabéticos não devem receber a forma solução oral porque contém açúcar.
  • Informe ao paciente (ou ao seu responsável) as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente desconforto respiratório, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Nos casos de hipertermia, podem ser indicados banhos ou envoltórios até a estabilização da temperatura.
  • Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem o estado de alerta, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Antes da administração: documente as indicações para a terapia; o início e a duração dos sintomas; relacione as outras tentativas de tratamento e os resultados obtidos; e avalie: reações de hipersensibilidade, uma vez que os pacientes mais sensíveis podem apresentá-las independentemente da dose.
  • Durante a terapia, avalie: 1. os sinais vitais; 2. a função cardíaca (disrritmias, aumento da freqüência cardíaca, palpitações); 3. a função renal (distúrbios renais transitórios com oligúria ou anúria, proteinúria, nefrite intersticial) principalmente em pacientes com histórico de doença renal preexistente ou no caso de superdosagem; 4. a função respiratória (crises de asma principalmente em pacientes predispostos a tal condição; 5. as reações de hipersensibilidade, como: 5.1. choque e discrasias sangüíneas (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia), as quais, embora bastante raras, sempre representam um quadro muito grave; 5.2. na pele (urticária), conjuntiva ou mucosa nasofaríngea as quais, muito raramente, progridem para reações cutâneas bolhosas, algumas vezes, até com de vida, geralmente com comprometimento da mucosa (síndrome de Stevens-Johnson ou síndrome de Lyell); na presença de tais reações cutâneas, suspenda imediatamente o uso da medicação e comunique ao médico; 6. rigorosamente os pacientes com história de reação de hipersensibilidade a outras drogas ou substâncias, pois estes podem constituir  de maior risco e apresentar efeitos colaterais intensos, até mesmo choque; nesse caso, suspenda imediatamente o tratamento e adote as providências médicas adequadas, como: 6.1. coloque o paciente deitado com as pernas elevadas e as vias aéreas livres; 6.2. dilua 1ml de epinefrina a 1:1.000 para 10ml e aplique 1ml por via IV e, a seguir, uma dose alta de glicocorticóide; 6.3. conforme necessário, faça a reposição do volume sanguíneo (plasma, albumina ou soluções eletrolíticas).
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas.
  • Endovenosa: aplique lentamente; não adicione outras substâncias na mesma seringa.

DPOC: Enfisema Pulmonar VS. Bronquite Crônica

Bronquite Crônica

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, conhecido como DPOC, é termo usado para um grupo de doenças pulmonares caracterizado por obstrução crônica das vias aéreas dentro dos pulmões.

Neste grupo, duas doenças se destacam por serem responsáveis por quase todos os casos de DPOC na prática médica:

A  Bronquite crônica e o Enfisema pulmonar.

Mas quais são as suas principais diferenças?

A Bronquite Crônica

É definida por uma tosse produtiva de pelo menos três meses de duração por ano (não necessariamente consecutivos) por 2 anos ou mais.

Outros sintomas podem incluir chiado e falta de ar, especialmente durante exercícios físicos.

A tosse é muitas vezes pior logo depois de acordar, e o catarro produzido pode ter uma cor amarela ou verde, podendo apresentar estrias de sangue.

A bronquite crônica é causada por uma lesão recorrente ou irritação do epitélio respiratório dos brônquios , resultando em crônica a inflamação , edema (inchaço), e aumento da produção de muco pelas células caliciformes.

O fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões é parcialmente bloqueada devido do muco inchaço e extra nos brônquios ou devido a reversível broncoespasmo.

Maioria dos casos de bronquite crônica são causados ​​por fumar cigarros ou outras formas de tabaco. Inalação crônica de vapores irritantes ou poeira de exposição ocupacional ou a poluição do ar também pode ser causador.

Cerca de 5% da população tem bronquite crônica, e é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.

A Enfisema Pulmonar

É caracterizada por danos aos alvéolos pulmonares, causando oxigenação insuficiente e acúmulo de gás carbônico no sangue (hipercapnia).

Ela geralmente é causada pela inalação de produtos químicos tóxicos, como fumaça de tabaco, queimadas e poluição do ar.

Os danos às paredes dos alvéolos reduzem o espaço capaz de fazer troca de ar.

A inflamação que ocorre nos pulmões acontece também em outras partes do organismo como por exemplo o coração, e por isso atualmente a DPOC também é considerada uma doença sistêmica.

Também afeta outros animais, especialmente cavalos expostos a feno com fungos e cachorros e gatos expostos a fumaça de cigarro por muitos anos.

As principais causas de enfisema são:

  • Tabagismo (cerca de 80 a 90% dos pacientes com enfisema foram ou são fumantes)
  • Exposição a gases tóxicos no local de trabalho (cerca de 10 a 20% dos casos) 
  • Genética (responsável por 1 a 5% dos casos)

E as diferenças entre as duas patologias?

Na prática clínica o que encontramos, na verdade, é um sobreposição entre as duas doenças:

O doente com DPOC pode ter um quadro com mais características de bronquite crônica, mas apresenta sempre algum grau de destruição dos alvéolos e hiperinsuflação.

O mesmo ocorre no enfisema, que costuma ter também algum grau de produção de muco e tosse crônica. Por isso, o termo DPOC é mais adequado para definir a doença destes pacientes.

É comum o paciente ter as duas doenças ao mesmo tempo. Ambas apresentam sintomas como falta de ar, secreção, deficiência respiratória mediante esforços. A bronquite provoca ainda tosse e expectoração.

Portanto, a Bronquite Crônica pode afetar pessoas entre 40 a 50 anos, já o Enfisema Pulmonar afeta pessoas entre 50 a 75 anos.

O “Tossidor Azul” e o “Soprador Rosado”

Tendo em conta o aspecto geral dos pacientes com DPOC, o que chama a atenção em um grupo de doentes com DPOC são as características de pessoas emagrecidas e outros com sobrepeso.

Baseando-se nesta característica, Dornhost e Filley classificaram estes pacientes em dois tipos: o Pink Puffer (soprador rosado), que é o emagrecido, e o Blue Bloater (tossidor azul), que é a pessoa em sobrepeso, devido ao aumento da retenção que esses pacientes desenvolvem , há sinais de insuficiência direita do coração.

Os “Sopradores Rosados” recebem esse nome, porque esses pacientes tem uma tendência a serem rosados, devido a um aumento da produção de células sanguíneas, principalmente hemácias, esse paciente adotará uma atitude de respiração em que ele fica soprando, ele permanece com os lábios entre abertos, tentando vencer a resistência das vias aéreas, tendo assim este nome.

Já os “Tossidores Azuis” recebem este nome, porque os pacientes entram em um quadro de hipoventilação, ou seja, a respiração fica muito curta ou lenta, assim entrando em hipercapnia, que é decorrente da hipoventilação, provocando uma acidose respiratória e hipoxemia, sendo assim, responsável por um estado de confusão com sensação de obnubilação ou até perda de consciência, e sua hemoglobina não estando devidamente oxigenada, levando o paciente a uma leve coloração azulada, ou cianótica.

Taquicardia VS Bradicardia: O que são?

Taquicardia

Taquicardia e bradicardia são termos que são muitas vezes referidos por pacientes cardiopatas, no entanto, eles nem sempre conseguem distinguir as suas diferenças, e podem confundir com palpitações.

O que é a Frequência Cardíaca?

A freqüência cardíaca é o número de vezes que o coração bate por minuto e é expresso em batidas por minuto (bpm).

Este valor deve ser coletado por um minuto para maior precisão, sempre entre batidas em ritmos regulares, podendo haver pequenas variações. Em um adulto normal durante o repouso, a freqüência cardíaca é geralmente entre 60 a 120 bpm.

Afinal, o que é uma Taquicardia?

É quando a frequência cardíaca de um adulto ultrapassa os 120 bpm, estamos perante uma taquicardia .

Na taquicardia, o coração bate rapidamente, explicando de uma forma mais simples.

E o que é uma Bradicardia?

É quando a freqüência cardíaca está abaixo de 60 bpm, falamos de bradicardia .

Na bradicardia, o coração bate mais devagar que o normal.

É normal ter uma bradicardia ou uma taquicardia?

É de notar que cada um dos casos deve ser avaliada em contexto sendo pessoas normais sob determinadas circunstâncias, podem representar nenhum bradicardia extrema (por exemplo, durante o sono, com o uso de alguns medicamentos, tais como bloqueadores beta ou de certos antagonistas de cálcio).

E poderá ter taquicardia, sob certas condições onde é considerado normal (por exemplo, febre, exercício, ansiedade, etc) que não correspondem a doenças cardíacas, também é possível exibir distúrbios do ritmo cardíaco em doenças sistêmicas não cardíacas (tais como alguns casos hipertireoidismo).

Taquicardia ou bradicardia também pode ser causada por processos patológicos que merecem exploração mais profunda conforme o caso para tentar definir a sua causa, a fim de olhar o seu melhor alternativa de gestão, nestas circunstâncias deve sempre ser abordadas.

Portanto, em qualquer um desses casos, é melhor ir a uma avaliação médica.

 

SPPV e as Novas Cores das Soluções Parenterais

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 16/09/2026.

Uma ampola pequena pode carregar um risco grande quando a identificação depende apenas de cor, formato ou aparência. Por isso, a mudança mais importante na rotulagem das Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) foi tornar a identificação mais clara e menos dependente de elementos que podem confundir durante o preparo.

O que são SPPV?

As SPPV são soluções ou suspensões parenterais acondicionadas em recipientes com capacidade inferior a 100 mL, como ampolas, frascos-ampola e determinadas seringas preenchidas.

A rotulagem desses produtos segue as regras gerais da RDC nº 768/2022, complementadas pela IN nº 198/2022, que estabelece requisitos específicos para soluções parenterais de grande e pequeno volume, entre outros produtos.

O que mudou nas embalagens?

Aqui está a atualização que mais interessa para quem trabalha na assistência: a antiga RDC 71/2009 foi revogada pela RDC 768/2022. Portanto, aquele conteúdo que apresenta a RDC 71 como referência atual precisa ser substituído.

Outra mudança importante foi a proibição da gravação de informações diretamente nas ampolas, frascos-ampola e seringas de vidro ou outros recipientes de embalagem de SPPV. A regulamentação passou a prever o uso de etiqueta adesiva indelével, favorecendo melhor contraste e legibilidade das informações.

Na rotina hospitalar, é justamente naquele momento de preparo com várias ampolas lado a lado que uma identificação visual pouco clara pode se tornar um problema. Conferir o nome do medicamento, concentração e demais informações do rótulo continua sendo essencial; a cor funciona como recurso auxiliar, não como substituta da leitura.

E as cores das ampolas?

A IN nº 198/2022 estabeleceu padrões específicos de cores para determinados medicamentos e concentrações. Entre os exemplos estão cloreto de potássio, cloreto de sódio, glicose, gliconato de cálcio, sulfato de magnésio, bicarbonato de sódio e água para injetáveis.

As cores podem estar relacionadas ao fundo do rótulo, à impressão, ao sistema de abertura/ruptura ou aos anéis de identificação, conforme o medicamento e a concentração. Para o cloreto de potássio, por exemplo, existe ainda a exigência de uma faixa vermelha de pelo menos 3 mm devido ao risco potencial do produto.

Por isso, não é seguro decorar apenas frases como “azul é glicose” ou “amarelo é soro”. A identificação depende do produto, concentração e elemento da embalagem ao qual a cor se aplica.

O anel de ruptura ainda é importante?

Sim, mas ele não deve ser confundido com a antiga ideia de que toda ampola utiliza obrigatoriamente o mesmo sistema visual.

A norma atual estabelece critérios específicos para determinados produtos, incluindo cores para sistemas de abertura ou ruptura e anéis de identificação. Quando a embalagem não permite determinada identificação por anéis, existem critérios específicos de diferenciação no rótulo.

Na prática, ao abrir uma ampola durante um plantão, a cor do anel pode chamar atenção imediatamente, mas a confirmação deve continuar sendo feita pelo rótulo. Nunca administre um medicamento porque a cor “parece conhecida”.

Segurança começa na leitura

As informações essenciais do rótulo precisam permanecer legíveis e permitir a identificação adequada do medicamento. A Anvisa também incorporou outras estratégias de segurança à regulamentação de rotulagem, como o uso de Tall Man Lettering para ajudar na diferenciação de nomes de medicamentos semelhantes.

Durante o preparo de medicamentos de alta vigilância, esse cuidado ganha ainda mais importância. Uma ampola pode estar visualmente semelhante a outra e, mesmo quando existe padronização de cores, a conferência deve considerar nome, concentração, apresentação e prescrição.

Cuidados de enfermagem

Antes de preparar uma SPPV:

  • confira o medicamento diretamente no rótulo;
  • confirme concentração, apresentação e validade;
  • não utilize somente a cor da ampola como identificação;
  • observe integridade da embalagem e presença de alterações no conteúdo;
  • compare o medicamento com a prescrição e o protocolo institucional;
  • redobre a atenção com medicamentos potencialmente perigosos;
  • diante de dúvida, interrompa o preparo e esclareça antes da administração.

A identificação visual é uma barreira adicional de segurança, não uma substituição para a conferência do medicamento. Essa diferença é fundamental na prática da enfermagem.

O que mudou de verdade?

A principal atualização não é simplesmente trocar uma tabela de cores por outra. É entender que a regulamentação brasileira de rotulagem das SPPV mudou.

  • RDC 71/2009: referência antiga.
  • RDC 768/2022: marco atual da rotulagem de medicamentos.
  • IN 198/2022: requisitos específicos e padronização aplicável às SPPV.

A IN 198/2022 entrou em vigor em 3 de julho de 2023, e suas regras devem ser consideradas juntamente com a regulamentação de rotulagem vigente e suas atualizações.

Resumo para salvar

SPPV e Padronização de Cores

  • SPPV são soluções parenterais em recipientes menores que 100 mL
  • A RDC 768/2022 substituiu a antiga RDC 71/2009
  • A IN 198/2022 estabelece padrões específicos de cores para determinados produtos
  • A cor auxilia na identificação mas nunca substitui a leitura do rótulo

Saiba mais em nosso canal YouTube!

Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 768, de 12 de dezembro de 2022. Estabelece as regras para a rotulagem de medicamentos. Brasília, DF: Anvisa, 2022, com atualizações posteriores.
  2. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Instrução Normativa – IN nº 198, de 12 de dezembro de 2022. Estabelece requerimentos específicos para a rotulagem de soluções parenterais de grande volume, soluções para irrigação, diálise, expansores plasmáticos e soluções parenterais de pequeno volume. Brasília, DF: Anvisa, 2022.
  3. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Segurança de rótulos e embalagens de medicamentos. Brasília, DF: Cofen, 2023.

Porque diluir o Dimorf em solução decimal?

Porque diluir o Dimorf em solução decimal?

O Dimorf, ou popularmente conhecido como Morfina, é um fármaco opioide, sendo um forte analgésico sistêmico, usado para o alívio da dor que não responde a nenhum outro analgésico narcótico sistêmico.

Por que não deve administrar Dimorf IV puro?

Se administrado puro, pode causar depressão respiratória, hipotensão, sedação profunda e coma, e também pode ocorrer convulsão em consequência de altas doses em pacientes com história pregressa de convulsão, sendo assim, estes pacientes deverão ser observados cuidadosamente quando medicados com morfina.

Lembrando, que o Dimorf também podem ser feita pelas vias de administração:

A morfina pode ser administrada em:

  • Via Oral (VO);
  • Intravenosa (IV);
  • Subcutânea (SC);
  • Epidural;
  • Intratecal.

Por estar abordando especificamente da via intravenosa (IV), é recomendado a diluição do mesmo, e administrar por injeção intravenosa lenta, e de preferência decimalmente.

Como é feito?

Um Exemplo:

O médico solicita a administrar 2 cc (ml) de dimorf de 10mg decimal, EV in bolus, em um paciente com dor crônica.

Como faço?

Diluo a concentração final do dimorf que é 10mg em 1 ml para 9 ml de diluente, sendo assim, a cada ml desta solução decimal ficará diluído 01mg de morfina a cada ml, ou seja, tenho no total 10ml aspirado (diluente + fármaco) e cada fração de 1 ml na seringa corresponde a 01mg da solução de morfina diluída com o diluente.

Portanto, se o médico pede 2 cc desta solução decimal já preparada para ser administrada EV in bolus, estou administrando 02mg de morfina EV no paciente.

Veja também:

 

farmacologia

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O que é uma Intubação Endotraqueal?

O que é uma Intubação Endotraqueal?

Você está com um paciente, e o mesmo apresenta uma intercorrência onde algum quadro que possa prejudicar sua respiração.

O médico é chamado, e é feito a Intubação Endotraqueal.

É nada mais que um procedimento pelo qual o médico introduz um tubo na traqueia do paciente, através da boca ou do nariz, para mantê-lo respirando quando alguma condição impede sua respiração espontânea.

Quando é indicado este tipo de situação?

A Intubação endotraqueal pode ser feita em situações de urgência, como no edema de glote, por exemplo, ou eletivamente, como nas cirurgias que demandam anestesia geral.

Ela é feita para proporcionar uma via aérea desobstruída, quando o paciente tem dificuldades respiratórias que não podem ser tratadas por meios mais simples.

Também é indicado para casos:

  • Parada cardíaca com compressões sendo realizadas;
  • Incapacidade de um paciente consciente, ventilar adequadamente;
  • Incapacidade de proteger as vias aéreas do paciente (coma, arreflexia ou parada cardíaca);
  • Incapacidade do socorrista em ventilar o paciente inconsciente com os métodos convencionais;

O que deve conter em um Kit de Intubação?

Devemos proporcionar um preparo prévio dos materiais a serem disponibilizados em uma intercorrência como esta, portanto, fizemos um post sobre o que deve conter em um kit de intubação!

Os Cuidados de Enfermagem com a Intubação Endotraqueal

  • Higienizar as mãos;
  • Preparar material e ambiente;
  • Paramentar-se adequadamente;
  • Explicar ao paciente/família os benefícios e objetivos do procedimento;
  • Testar o ambú e fonte de oxigênio;
  • Montar, testar e calibrar o ventilador mecânico e colocá-lo em modo de espera;
  • Testar a rede de vácuo e deixar sistema de aspiração para pronto uso;
  • Assegurar ausência de próteses dentárias no paciente;
  • Testar o laringoscópio (luz);
  • Testar o balonete do tubo oro endotraqueal com a seringa e assegurar sua integridade;
  • Lubrificar a ponta do balonete do tubo com xylocaína gel;
  • Posicionar o paciente em decúbito dorsal, cabeceira 0º, sem travesseiros;
  • Manter assepsia durante todo o procedimento;
  • Administrar os medicamentos solicitados pelo médico;
  • Realizar a pré-oxigenação do paciente. Utilizar o guedel se necessário;
  • Realizar extensão leve da cabeça;
  • Colocar o fio guia no lúmen do tubo oro endotraqueal;
  • Aguardar o médico realizar a laringoscopia: utilizar a lâmina do laringoscópio;
  • penetrando pelo lado direito da boca (lâmina curva (valécula) ou lâmina reta levanta epiglote). Rechaçar a língua para a esquerda e para cima no campo do médico. Realizar o tracionamento ântero-superior do laringoscópio;
  • Apresentar o tubo para o médico. Realizar a tração da comissura labial direita e realizar a pressão do cricóide se necessário;
  • Após a intubação imediatamente insuflar o balonete;
  • Conectar o ambú e aguardar o médico realizar as confirmações (cinco pontos: epigástrico, bases e lóbus superiores; expansão torácica).;
  • Fixar o tubo com cadarço;
  • Conectar o ventilador mecânico;
  • Verificar sinais vitais, oximetria de pulso e pressão do cuff;
  • Caso haja insucesso na tentativa de intubação, retornar para a pré-oxigenação;
  • Recolher o material;
  • Higienizar as mãos;
  • Providenciar radiografia de tórax;
  • Anotar o procedimento realizado registrando intercorrências.

Saiba mais sobre a Intubação Endotraqueal em nosso Canal YouTube:

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O que é Pterígio?

O que é Pterígio?

O Pterígio, também conhecido por “carne no olho”, é uma alteração na membrana transparente do olho chamada conjuntiva e é decorrente de uma série de fatores que vão desde a hereditariedade até a exposição excessiva a agentes irritativos como praia, piscina, sol, poluição, ar condicionado, etc.

A prevalência desta doença em um país tropical e, sobretudo, numa cidade litorânea como a nossa é muito alta, devido ao clima quente e à exposição solar frequente.

Por isso, muitas pessoas conhecem alguém que tenha essa doença, mas que, por vezes, evitam buscar um tratamento mais efetivo por acharem que não há o que fazer ou por que já ouviram falar que “se operar, a carne volta”.

Não devemos confundir pterígio com catarata, que é a perda de transparência do cristalino e que acontece mais frequentemente em pessoas acima dos 60 anos e exige outro tipo de tratamento.

Normalmente, o pterígio encontra-se localizado no canto interno dos olhos, mas também pode aparecer no canto externo. Embora esta lesão não apresente etiologia infecciosa, pode afetar a visão.

Mas qual é a causa?

Sua causa não foi completamente elucidada, mas é sabido que fatores genéticos, juntamente com fatores ambientais podem favorecer o surgimento do pterígio.

Dentre os fatores ambientais encontra-se a exposição ao sol, poeira e vento.

Os raios ultravioletas e a irritação crônica do olho aparentemente exercem um importante papel na etiologia do pterígio.

A Córnea VS o Pterígio: Entenda as diferenças!

A córnea é uma membrana transparente localizada na superfície do globo ocular e não apresenta vasos sanguíneos nem opacidades, o que possibilita a passagem da luz através dela.

Já no caso do pterígio, a membrana que alastra-se para a córnea, apresenta vasos sanguíneos e tecido fibroso, podendo dificultar assim a visão, por tornar a córnea opaca (leucoma) e causar a distorção da curvatura desta (astigmatismo).

As Complicações

Como manifestação clínica, o pterígio, além de dificultar a visão, apresenta prurido, sensação de areia nos olhos, fotofobia, lacrimejamento e hiperemia ocular.

O Tratamento

O tratamento da ardência e hiperemia ocular deve ser feito utilizando-se colírios adequados.

Todavia, estes não apresentam a capacidade de fazer o pterígio regredir, sendo que o único tratamento comprovadamente eficaz é a remoção cirúrgica. Existem diversas técnicas cirúrgicas, sendo que algumas delas, consideradas melhores, reduzem o risco de recidiva.

As Complicações da Canulação em uma Pressão Arterial Invasiva (PAI)

Pressão Arterial Invasiva

A Utilização do Sistema de Monitorização Invasiva Hemodinâmica denominada de Pressão Arterial Invasiva, ou PAI, é um dos métodos mais utilizados e práticos em situações emergenciais e em procedimentos cirúrgicos, por se obter dados reais da monitorização da pressão arterial do paciente, em milímetros de mercúrio (mmHg).

Portanto, a utilização prolongada deste método pode implicar certas complicações ao paciente, e devem ser tomado medidas cautelosas.

Quais são os 5 métodos utilizados na Inserção da Canulação Intra-Arterial?

Há 5 métodos, sendo essas utilizadas para a técnica de Inserção da PAI: artérias radial, pediosa, braquial, femoral e axilar.

As Complicações

O procedimento de canulação intra-arterial apesar de rotineiro dentro das UTIs e Centro Cirúrgicos, não é isento de complicações que podem deixar graves sequelas anatômicas e funcionais.

As complicações podem ser divididas em gerais ou sistêmicas e específicos locais dependendo do sítio de inserção do cateter.

Dentre as complicações gerais ou sistêmicas, podemos citar:

  • Desconexão e sanguinação;
  • Injeções acidentais de drogas;
  • Infecção local e sistêmica;
  • Formação de fístulas arteriovenosas;
  • Formação de aneurismas;
  • Formação de êmbolos distais (ar ou coágulos);
  • Reação vasovagal manifestada por hipotensão com bradicardia;
  • Hemorragias e hematomas.

Portanto, há complicações bem específicas, quando se dizem por complicações funcionais:

A Trombose

A incidência de trombose é muito comum na artéria radial, porém, deve-se ter o cuidado de realizar o teste de Allen modificado antes da canulação radial, e podem ocorrer em aproximadamente 7% das artérias canuladas na artéria dorsal do pé, palidez do hálux e do segundo dedo que dura mais de 15 segundos, durante a compressão da artéria tibial posterior.

No caso da artéria radial, alguns fatores aumentam o risco de trombose como o tamanho do cateter em relação ao diâmetro da luz arterial e a permanência da cânula. Um cateter calibre 20 produz a menor incidência de trombose na artéria radial, ao passo que a permanência da cânula na artéria radial por mais de 48 horas aumenta, consideravelmente, a incidência de trombose.

A trombose pode ocorrer mesmo após vários dias da retirada do cateter. Apesar da trombose da artéria radial ser muito comum, pacientes que a apresentaram, seguidos por vários meses, geralmente mostram evidências de recanalização.

Se aparecem sinais de isquemia, a cânula deve ser retirada!

Complicações isquêmicas ou necróticas são menos comuns, ocorrendo em menos de 1%.

Após a retirada do cateter, se o fluxo não se normalizar em até uma hora, a artéria deve ser explorada para provável trombectomia. O pulso radial ainda pode ser palpável, distalmente, a uma oclusão completa.

A Embolia

Enquanto tromboses com circulação colateral inadequada para a mão manifestam-se através de resfriamento e palidez, embolias geralmente levam a pontos frios e de cor púrpura nos dedos.

Esses sintomas permanecem por, aproximadamente, uma semana, porém podem levar a gangrena, necessitando de amputação dos dedos ou, raramente, da mão inteira.

Infusões vigorosas com grandes volumes de soluções, especialmente, na tentativa de correção de obstruções parciais de cateteres podem fazer com que a solução chegue à circulação central, causando embolias cerebrais por ar ou micro êmbolos.

Basta 7 ml de solução infundida, vigorosamente, como bolus num cateter de artéria radial para que o fluido atinja a circulação central ao nível do arco aórtico.

Muito cuidado para se evitar que micro bolhas de ar sejam introduzidas no sistema e não mais que 2 ml de solução sejam infundidos em velocidade lenta, a cada vez!

No caso da Artéria Axilar direita, origina-se do tronco braquiocefálico direito, em comunicação direta com a artéria carótida comum, sendo possível que ar, coágulos ou partículas de substâncias possam embolizar para o cérebro durante a infusão.

Pode ser mais seguro utilizar a artéria axilar esquerda ao invés da direita, porém em ambos os casos, a infusão deve ser feita lentamente, com um mínimo de volume e com grande cuidado para evitar a introdução de ar ou de um coágulo para dentro do sistema. Irrigação com um sistema de fluxo contínuo deve ser utilizada.

Pode ocorrer lesão direta dos ramos do plexo braquial, ou um hematoma da bainha axilar pode levar à compressão nervosa e lesão!

A Isquemia e a Necrose de Pele

Se algumas regiões ficarem, temporariamente, pálidas durante a infusão intermitente de fluídos, a extremidade do cateter deve ser reposicionada até que esses períodos de palidez desapareçam.

Tendo em conhecimento:

  • A porção mais distal da artéria deve ser escolhida para a passagem da cânula radial;
  • O menor calibre de cateter deve ser utilizado para minimizar a obstrução da luz da artéria;
  • Canulações prolongadas devem ser evitadas para prevenir a formação e propagação de trombos no próprio cateter!

Os Hematomas

É comum ocorrer hematomas grandes em locais como a Artéria femoral. Os Hematomas podem ser minimizados, mantendo-se pressão sobre a artéria femoral por aproximadamente 10 minutos após remoção do cateter. Entretanto, o pulso femoral não deve ser completamente obliterado pela compressão.Uma fístula pode ser produzida, especialmente, com grandes cateteres.

As Hemorragias

Pacientes em vigência de anti-coagulação, devem ser evitados à este procedimento, podendo levar à neuropatia do nervo mediano e contratura de Volkman.

Dor, edema ou mínima evidência de neuropatia em áreas de distribuição do nervo mediano (como parestesias ou fraqueza) são indicações de imediata suspensão do tratamento anticoagulante e fasciotomia.

Artéria braquial não deve ser canulada em pacientes com diáteses hemorrágicas!

Lembrando que:

Os pulsos das artérias femoral, poplítea, tibial posterior e dorsal do pé devem ser checados, frequentemente.

Caso exista evidência de diminuição ou ausência de pulsos periféricos, o cateter arterial deve ser removido.

Veja também:

A Pressão Arterial Invasiva ou PAI

https://enfermagemilustrada.com/diferencas-entre-trombose-e-embolia/

https://enfermagemilustrada.com/a-necrose-2/