Pulseiras de Risco Hospitalares

As pulseiras de risco hospitalares são identificadores coloridos utilizados para alertar a equipe de saúde sobre condições específicas de um paciente, como risco de queda, alergias, lesão por pressão e necessidade de preservação de membro.

Elas desempenham um papel fundamental na prevenção de incidentes e na garantia da segurança do paciente durante a hospitalização.

Tipos de Pulseiras e seus Significados

A padronização das cores e símbolos utilizados nas pulseiras varia de acordo com cada instituição, mas a ideia central é a mesma: comunicar de forma rápida e eficiente os riscos associados a cada paciente.

Risco de Queda

    • Cor: Geralmente amarela ou laranja.
    • Símbolo: Um ícone representando uma pessoa caindo ou um símbolo de equilíbrio.
    • Indica: Pacientes com maior probabilidade de cair, como idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou que utilizam medicamentos que podem causar tontura.

Alergia

    • Cor: Vermelha ou rosa.
    • Símbolo: Um ícone de exclamação dentro de um triângulo ou um símbolo de alergia.
    • Indica: Pacientes com alergia a medicamentos, alimentos, látex ou outras substâncias. A pulseira pode especificar a substância causadora da alergia.

Lesão por Pressão

    • Cor: Roxa ou lilás.
    • Símbolo: Um ícone representando uma ferida ou uma área sob pressão.
    • Indica: Pacientes com risco aumentado de desenvolver úlceras por pressão, como aqueles que permanecem acamados por longos períodos ou com problemas de circulação.

Preservação de Membro

    • Cor: Azul ou verde.
    • Símbolo: Um ícone representando um membro (braço ou perna) ou uma faixa em torno de um membro.
    • Indica: Pacientes com risco de perda de um membro, como aqueles com problemas circulatórios graves ou que necessitam de enxertos, pacientes mastectomizadas que precisam preservar o lado do membro, não puncionar membro em que irá realizar exame de cateterismo.

Outras informações que podem constar na pulseira

  • Nome do paciente: Essencial para a identificação correta.
  • Data de nascimento: Ajuda a evitar erros de identificação, especialmente em pacientes com nomes comuns.
  • Alergias específicas: Lista detalhada das substâncias às quais o paciente é alérgico.
  • Restrições dietéticas: Indicações sobre a dieta especial do paciente.
  • Nome do médico: Facilita a comunicação entre a equipe de enfermagem e o médico responsável.

Importância das pulseiras de risco

  • Melhora na comunicação: As pulseiras garantem que todas as informações relevantes sobre o paciente sejam facilmente acessíveis a todos os profissionais de saúde envolvidos.
  • Prevenção de erros: Reduz o risco de administrar medicamentos errados, realizar procedimentos inadequados ou causar lesões ao paciente.
  • Melhora na qualidade do cuidado: Permite que a equipe de saúde forneça um cuidado mais individualizado e seguro, adaptando as intervenções às necessidades específicas de cada paciente.
  • Empoderamento do paciente: Ao usar a pulseira, o paciente se sente mais seguro e confiante na equipe de saúde.

As pulseiras de risco hospitalares são ferramentas simples, mas eficazes, que contribuem significativamente para a segurança do paciente. Ao utilizar essas pulseiras de forma correta e consistente, as instituições de saúde podem reduzir o número de eventos adversos e garantir que todos os pacientes recebam o cuidado de alta qualidade que merecem.

Referências:

  1. HOFFMEISTER, Louíse Viecili; MOURA, Gisela Maria Schebella Souto de. Uso de pulseiras de identificação em pacientes internados em um hospital universitário. Rev. Latino-Am. Enfermagem, jan.-fev. 2015, v. 23, n. 1, p. 36-43. DOI: 10.1590/0104-1169.0144.2522.
  2. COREN-SP. Orientação Fundamentada nº 073. 2018. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Orienta%C3%A7%C3%A3o-Fundamentada-073-.pdf

Escala de Elpo

A Escala ELPO (Escala de Avaliação de Risco para o Desenvolvimento de Lesões Decorrentes do Posicionamento Cirúrgico) é uma ferramenta essencial utilizada por profissionais de saúde para identificar o risco de um paciente desenvolver lesões causadas pelo posicionamento durante uma cirurgia.

Essa escala considera diversos fatores que podem influenciar a susceptibilidade do paciente a essas lesões.

Como funciona a escala ELPO?

A ELPO avalia sete itens principais, cada um com cinco subitens que representam diferentes níveis de risco. A pontuação total varia de 7 a 35 pontos, sendo que quanto maior o escore, maior o risco de o paciente desenvolver complicações.

Item Subitens (1 a 5 pontos)
Tipo de Posição Posições neutra, semi-sentada, Trendelenburg, Fowler, prona, litotomia, outras
Tempo de Cirurgia Menor que 60 minutos, 60-120 minutos, 120-180 minutos, 180-240 minutos, maior que 240 minutos
Tipo de Anestesia Local, regional, geral
Superfície de Suporte Colchonete de espuma, colchonete de gel, mesa de operação, coxim especial, outros
Posição dos Membros Membros superiores e inferiores em posição neutra, membros superiores abduzidos, membros inferiores elevados, membros cruzados, outras
Comorbidades Ausência, leves, moderadas, graves
Idade do Paciente Menor que 60 anos, 60-70 anos, 70-80 anos, 80-90 anos, maior que 90 anos

Interpretação dos Resultados

  • Escore baixo: Indica menor risco de lesões.
  • Escore alto: Sinaliza maior risco de complicações relacionadas ao posicionamento cirúrgico.

Importância da Escala ELPO

  • Prevenção de lesões: Ao identificar os pacientes com maior risco, a equipe médica pode tomar medidas preventivas para minimizar as chances de lesões.
  • Melhora da qualidade do cuidado: A utilização da ELPO contribui para um cuidado mais seguro e eficaz.
  • Auxílio na tomada de decisão: A escala auxilia os profissionais de saúde na escolha das melhores práticas para cada paciente.

Observações

  • A ELPO é uma ferramenta valiosa, mas não substitui a avaliação clínica individualizada do paciente.
  • A interpretação dos resultados da escala deve ser realizada em conjunto com outros fatores clínicos.
  • A ELPO pode ser adaptada para diferentes contextos e necessidades.

A escala ELPO é um instrumento simples e eficaz para avaliar o risco de lesões causadas pelo posicionamento cirúrgico. Ao utilizar essa ferramenta, os profissionais de saúde podem contribuir para a segurança e o bem-estar dos pacientes durante o procedimento cirúrgico.

Referências:

  1. COFEN
  2. Lopes, C. M. de M., Haas, V. J., Dantas, R. A. S., Oliveira, C. G. de ., & Galvão, C. M.. (2016). Assessment scale of risk for surgical positioning injuries. Revista Latino-americana De Enfermagem, 24, e2704. https://doi.org/10.1590/1518-8345.0644.2704

Dispositivos de Reposicionamento: Não recomendados pela NPUAP

A National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP) é uma organização norte-americana dedicada à prevenção e tratamento de lesões por pressão.

Suas diretrizes são amplamente reconhecidas internacionalmente. No entanto, existem dispositivos de reposicionamento que a NPUAP não recomenda para prevenir essas lesões.

Dispositivos de Reposicionamento que não são recomendados

  • Almofadas de Pele de Carneiro Sintético: Evite o uso dessas almofadas. Elas podem criar áreas de elevada pressão, prejudicando os tecidos da pele.
  • Luvas Cheias de Água: O uso de luvas cheias de água também não é recomendado. Esses dispositivos podem exercer pressão excessiva em áreas específicas, aumentando o risco de lesões por pressão.
  • Bolsas de Fluido Intravenoso: Evite o uso dessas bolsas para reposicionamento. Elas não proporcionam uma distribuição uniforme da pressão e podem causar danos à pele.
  • Dispositivos de Argola ou “Donut”: Anéis ou dispositivos em forma de donut não são recomendados. As bordas desses dispositivos criam áreas de elevada pressão, que podem danificar os tecidos da pele.

Além disso, é importante lembrar que pacientes internados em UTIs, especialmente aqueles com dificuldade de reposicionamento, estão em risco aumentado de desenvolver lesões por pressão. O papel dos profissionais de enfermagem é crucial na prevenção e no tratamento dessas lesões, considerando as condições específicas de cada paciente.

A disseminação dessas informações é fundamental para garantir práticas seguras e eficazes na assistência aos pacientes. Mantenha-se atualizado e siga as orientações das diretrizes para promover a saúde da pele e prevenir lesões por pressão.

Fricção e Cisalhamento: O que são?

O Cisalhamento é causado pela combinação da gravidade e fricção.

Exerce uma força paralela à pele e resulta da gravidade que empurra o corpo para baixo e da fricção ou resistência entre o paciente e a superfície de suporte.

Quando a cabeceira é elevada, a pele adere-se ao leito da cama, embora o esqueleto empurre o corpo para baixo. Os vasos sanguíneos são esticados ou acotovelados dificultando ou interrompendo o fluxo sanguíneo e causando danos por isquemia. O cisalhamento causa a maior parte do dano observado nas lesões por pressão.

Já a Fricção, se a ação da fricção for isolada, a possibilidade de danos estará restrita à epiderme e derme e ao estrato córneo. Resulta em uma lesão semelhante a uma queimadura leve e ocorre com maior frequência em pacientes agitados. A forma mais grave de dano por fricção ocorre associada ao cisalhamento.

O cisalhamento causa a maior parte do dano observado nas lesões de pressão.

Fatores para causa de LPP

A umidade cutânea (mais comumente oriunda de incontinência urinária ou fecal) pode gerar maceração da pele, expondo ao risco de desenvolvimento de lesão.

Outros fatores relacionados ao desenvolvimento de lesões por pressão incluem desnutrição, idade avançada, condições de saúde que ocasionam baixa perfusão tecidual (hipotensão, tabagismo, hipertermia, anemia) e estados psicossociais, em particular a secreção de cortisol induzida por estresse.

Veja também:

Classificação da Lesão por Pressão conforme NPUAP

Qual é o benefício do uso do Colchão “Caixa de Ovo”?

Coxim ou Coxins: Prevenção de Lesão por Pressão

Escala de Braden

Referências:

  1. EBSERH

Bomba Elastomérica

A Bomba Elastomérica de Infusão é um sistema que utiliza um infusor elastomérico de silicone, como fonte de pressão, e um restritor de fluxo garantindo volume e vazão continua, de forma pré-definida, descartável, projetada para administração de uma ampla gama de medicamentos, permitindo mobilidade ao paciente, sendo uma alternativa segura a tratamentos que necessitam administrar medicação de forma contínua durante longos períodos de infusão.

Indicação de uso

É uma indicação como opção de fornecer quantidades pré-determinadas de medicação ao paciente de forma contínua e precisa, seja no hospital ou em casa, seja para tratamento da quimioterapia, antibióticos e no tratamento da dor (Subcutâneo, Intravenoso Central, Intravenoso Periférico, Intra-arterial e Epidural).

Desenvolvido para administração de medicamentos que não sejam fotossensíveis, sendo compatível com medicamentos de baixo peso molecular, como exemplo, Quimioterápicos: (Carboplatina, Doxorubicina, Fluorouracil, Metotrexato, Vincristina e outras), Analgésicos e Anestésicos: (Bupivacaína, Morfina, Haloperidol, Midazolan, Tramadol), Talassemia (Deferoxamina), Terapia Antiviral (Aciclovir e Ganciclovir) e Antibioticoterapia (Amicacina, Aztreonan, Cefazolina, Ceftazidima, Ceftriaxona, Cefuroxima, Clindamicina, Gentamicina, Tobramicina, Vancomicina), uma combinação simples e eficiente que permite a mobilidade do paciente, podendo ser utilizado em ambientes hospitalares, ambulatoriais e domiciliares.

Benefícios

  • Portátil e silenciosa;
  • Não utiliza bateria e eletricidade, livre de manutenção;
  • Acompanha bolsa protetora discreta para facilitar o uso durante o tratamento;
  • Não necessita programação ou gravidade;
  • Reduz necessidade de hospitalização, diminuindo custos com internação e riscos infecciosos;
  • Preserva autonomia, qualidade de vida e o convívio com familiares;
  • Segurança, facilidade e praticidade para administração de medicamentos;
  • Disponível em uma grande variedade de volume e fluxo contínuo pré-definido.

Cuidados com o Manuseio da Bomba Elastomérica

Para o Paciente

  • Durante o banho, retire a bomba elastomérica da sua bolsa protetora e coloque-a em saco plástico. Evite o contato do equipamento com a água;
  • Observe a área do cateter e, na presença de dor, inchaço ou vermelhidão, comunique ao serviço de enfermagem para avaliação da infusão correta do medicamento;
  • Observe a progressão da administração do medicamento através das marcas de graduação encontradas no reservatório transparente, este controle deve ocorrer a cada 4 a 6 horas;
  • Conserve o reservatório em sua bolsa protetora para transporte;
  • Qualquer intercorrência, faça contato telefônico com a equipe de enfermagem que lhe atende;
  • Informe-se com a enfermeira sobre a data e o horário de término da aplicação para a remoção do infusor e cuidados com o cateter.

Para a equipe de Enfermagem

  • Utilize seringa de 60 ml, com conexão luer lock;
  • Abra a porta de preenchimento e infunda solução fisiológica, abra o clamp para preencher a linha de extensão e retirada do ar, após fechar o clamp;
  • A medicação a ser infundida deve estar totalmente diluída antes de ser introduzida ao sistema infusor;
  • Utilize uma seringa para introduzir a medicação, já diluída, ao elastômero, repita essa operação até o preenchimento total do volume final programado. Ao término, fechar a válvula de entrada;
  • Para acionar o sistema infusor, abra o clamp, libere a tampa luer da extensão e conecte ao paciente;
  • Não infundir volume maior do que a capacidade indicada.

Referências:

  1. BBraun
  2. BeCare
  3. Samtronic
  4. Baxter
Notícias da Enfermagem

Dispositivo que auxilia na prevenção de quedas e úlceras por pressão será lançado na próxima quarta (18/05)

Na próxima quarta-feira, 18 de maio, o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, com apoio da Fundatec, lançará o projeto Stakecare. O dispositivo é uma solução tecnológica que se propõe a auxiliar na prevenção de quedas e lesões por pressão em pacientes acamados. O evento de lançamento ocorrerá a partir das 18h, no Instituto […]

As Diferenças entre PAI e PAM

Embora ambos, Pressão Arterial Média (PAM) e Pressão Arterial Invasiva (PAI) são procedimentos e parâmetros controle hemodinâmico do paciente, há uma diferença sutil entre ambas as siglas, o que muitos confundem.

Quais são as diferenças?

A PAM (Pressão Arterial Média) é o valor médio da pressão durante todo um ciclo de pulso de pressão. Podendo ser obtido através do procedimento como Pressão Arterial Invasiva (PAI) ou Não Invasiva (PANI).

Ou seja, a PAI é o procedimento realizado pelo plantonista de introduzir um CATETER ARTERIAL no paciente, e instalar um sistema de transdutor eletrônico ao monitor multiparâmetros, assim obtendo os parâmetros no monitor.

A PAM é o valor médio da pressão durante todo um ciclo de pulso de pressão, o que que determina a intensidade média com que o sangue vai fluir pelos vasos sanguíneos, onde aparecerá no monitor os valores da Pressão Arterial Sistólica, Diastólica e o Valor Médio, que é a PAM!

Lembrando que a PAM pode ser obtido pelo meio Invasivo (PAI) ou não invasivo (PANI).

Veja aqui embaixo como calcular os valores da Pressão arterial Média!

Cálculo da Pressão Arterial Média (PAM)

Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA)

O sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona recebe esse nome por causa da interação entre esses três hormônios. Atuam de uma forma sequencial para que aconteçam reações orgânicas que vão equilibrar a pressão sanguínea e a quantidade de sódio e água do organismo.

Por que é ativado o SRAA?

Ele é ativado quando a pressão fica baixa demais ou quando há perda excessiva de líquidos, desencadeando uma série de reações orgânicas para que eles voltem a estabilizar.

Como esse sistema funciona?

Você viu que o sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona entra em ação quando existe uma tendência para queda da pressão arterial. Esses hormônios vão atuar em partes distintas do corpo desencadeando reações simultâneas para estabilização sistêmica da pressão.

Assim, acontecem diferentes etapas durante a ativação desse sistema. A seguir você confere quais são elas e o que ocorre em cada uma:

1ª etapa: Conversão da pró-renina em renina

Quando acontece uma queda da pressão arterial também ocorre uma redução da perfusão renal. Essa reação é captada pelos receptores que estão presentes nas arteríolas conectadas aos rins. Então, inicia-se a conversão da Pró-renina em Renina. É a estimulação dos nervos renais que aumenta a secreção da renina pelas células.

2ª etapa: Liberação de angiotensina I

Nessa etapa acontece uma segunda reação desencadeada pela renina. Quando presente no plasma sanguíneo, ela atua na conversão de Angiotensinogênio em Angiotensina I, que tem uma atividade biológica mais baixa.

3ª etapa: Conversão da angiotensina I em angiotensina II

Nesse momento entra em ação uma outra enzima, localizada predominantemente nos rins chamada de Conversora de Angiotensina (ECA). A ação dessa enzima de conversão acontece nos pulmões e nos rins, desencadeando uma reação catalisadora que converte a angiotensina I em Angiotensina II.

4ª etapa: Liberação da Aldosterona

Com a ativação da Angiotensina II, hormônio vasoconstritor ativado, ele vai atuar no córtex das glândulas suprarrenais fazendo com que a aldosterona seja sintetizada e secretada. Esse hormônio atua nas células dos rins incentivando o órgão a aumentar a reabsorção de sódio. Com isso, há um aumento da quantidade de líquido dentro dos vasos sanguíneos com objetivo de corrigir os níveis de pressão arterial.

5ª etapa: Estímulo renal direto

Voltando à ação da Angiotensina II, ela vai atuar estimulando a troca de sódio e hidrogênio nesse órgão. Ao mesmo tempo, vai aumentar a retenção renal de sódio e também de bicarbonato.

6ª etapa: Aumento da sede e ação antidiurética

Nessa etapa de ativação do sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona, a Angiotensina II vai atuar mais uma vez. Porém, aqui ela estimulará o hipotálamo a aumentar a sensação de sede, para que a pessoa seja incentivada a beber água. Ao mesmo tempo, ocorre o estímulo da secreção do Hormônio Antidiurético ( ADH) para que o organismo retenha mais água ingerida ou produzida pelo metabolismo.

7ª etapa: Vasoconstrição

Como explicamos, o sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona também vai provocar uma redução do diâmetro dos vasos sanguíneos pela ação da Angiotensina II. Ela vai atuar diretamente sobre as pequenas artérias e arteríolas fazendo com que se contraiam.

E o Inibidor da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA)? Como e quando agem?

O Inibidores são aqueles de diminuem ou bloqueiam a atividade orgânica da enzima conversora da angiotensina, assim produzindo vasodilatação periférica, diminuindo a pressão arterial. Eles entram em ação no organismo quando a o quadro de hipertensão não é regularmente controlada, podendo ocasionar complicações aos pacientes como AVC/AVE, aneurisma, etc.

Em resumo…

A diminuição da Pressão Arterial ativa o SRAA, produzindo um conjunto de respostas tentando normalizar a P.a.

A resposta mais importante é o efeito da aldosterona aumentando a reabsorção renal de Na⁺. Ao se promover a reabsorção de Na⁺, aumenta-se o volume do líquido extracelular e o volume sanguíneo, com isso ocorre aumento do retorno venoso, e pelo mecanismo de Frank-Starling, aumento do débito cardíaco e da pressão arterial.

Referência:

  1. Heran BS, Wong MMY, Heran IK, Wright JM. Blood pressure lowering efficacy of angiotensin converting enzyme (ACE) inhibitors for primary hypertension. Cochrane Database of Systematic Reviews 2008, Issue 4. Art. No.: CD003823. DOI: 10.1002/14651858.CD003823.pub2

Como Interpretar a Escala de Braden

escala de braden

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 12/09/2026.

A Escala de Braden não serve apenas para dar uma nota ao paciente. O ponto mais importante é o que essa nota faz a equipe enxergar antes que uma lesão por pressão apareça: perda de mobilidade, umidade, baixa percepção sensorial, dificuldade nutricional e exposição à fricção e ao cisalhamento.

O que a Escala de Braden avalia?

A escala possui seis domínios: percepção sensorial, umidade, atividade, mobilidade, nutrição e fricção/cisalhamento.

Os cinco primeiros recebem pontuação de 1 a 4. Fricção e cisalhamento recebem de 1 a 3. A soma varia de 6 a 23 pontos e, quanto menor o resultado, maior o risco identificado.

Domínio O que deve ser observado
Percepção sensorial Capacidade de perceber e responder ao desconforto relacionado à pressão
Umidade Frequência com que a pele fica exposta à umidade
Atividade Grau de atividade física
Mobilidade Capacidade de mudar e controlar a posição do corpo
Nutrição Padrão habitual de ingestão alimentar
Fricção e cisalhamento Risco relacionado ao deslizamento da pele e dos tecidos durante movimentação ou posicionamento

A aplicação correta depende de uma avaliação clínica consistente. Não basta escolher uma pontuação rapidamente; é preciso observar o paciente, confrontar o achado com sua condição atual e registrar a avaliação de maneira objetiva.

Como interpretar a pontuação

Tradicionalmente, a classificação mais utilizada é:

  • 15 a 18 pontos: risco baixo
  • 13 a 14 pontos: risco moderado
  • 10 a 12 pontos: risco alto
  • 9 pontos ou menos: risco muito alto

Essas faixas são úteis para padronizar a comunicação, mas não devem substituir o julgamento clínico nem determinar sozinhas o plano preventivo. O risco real também depende da condição clínica, perfusão, mobilidade, exposição à umidade, presença de dispositivos, tolerância da pele e outros fatores.

Na prática, um paciente sedado, com baixa mobilidade, instabilidade hemodinâmica e dispositivos médicos pode exigir atenção preventiva intensificada mesmo quando a pontuação isolada não parece tão baixa. Em uma rotina de UTI, por exemplo, vale conferir também a pele sob tubos, cateteres, fixadores, máscaras e outros dispositivos, porque a pressão relacionada a dispositivos pode passar despercebida durante uma avaliação rápida.

Braden não é diagnóstico de lesão por pressão

Esse é um ponto que costuma gerar confusão. A escala estima risco de desenvolver lesão por pressão; ela não diagnostica a lesão e não substitui a inspeção da pele.

Além disso, a evidência recente mostra que a Braden apresenta boa confiabilidade em cenários de cuidados agudos, mas sua capacidade preditiva varia. Em pacientes de terapia intensiva, os estudos apresentam resultados ainda mais heterogêneos, e não existe um ponto de corte único que possa ser considerado ideal para todos os pacientes críticos.

Por isso, a pontuação deve funcionar como um gatilho para prevenção, e não como uma “sentença” sobre o paciente.

Prevenção: o escore precisa virar conduta

Depois de calcular a Braden, a pergunta mais importante é: o que será feito com esse resultado?

A prevenção deve envolver inspeção regular da pele, controle da umidade, redução da pressão e do cisalhamento, mobilização ou reposicionamento individualizado, proteção dos calcâneos, escolha adequada da superfície de suporte e atenção à nutrição e hidratação conforme a avaliação clínica.

Um detalhe importante: a antiga orientação de simplesmente reposicionar todo paciente a cada duas horas não deve ser aplicada de maneira automática. As recomendações internacionais mais recentes defendem um esquema individualizado, considerando mobilidade, tolerância da pele e dos tecidos, condição clínica, conforto, sono, objetivos do cuidado e superfície de suporte utilizada. Em pacientes críticos ou com hipoperfusão, podem ser necessários pequenos ajustes de posição e mudanças mais frequentes.

Imagine um paciente consciente, capaz de mudar de posição sozinho, mas que permanece muitas horas sentado. Nesse caso, apenas registrar a Braden não resolve o problema. É preciso avaliar a superfície utilizada, o tempo sentado, a capacidade de realizar alívio de pressão e a condição da pele, ajustando o cuidado conforme a resposta observada.

Cuidados de enfermagem

A equipe de enfermagem deve:

  • realizar a avaliação de risco na admissão e reavaliá-la conforme mudança clínica e protocolo institucional;
  • inspecionar a pele, principalmente em proeminências ósseas e sob dispositivos;
  • manter a pele limpa, seca e protegida contra excesso de umidade;
  • reduzir fricção e cisalhamento durante transferências e mudanças de posição;
  • individualizar o reposicionamento;
  • utilizar superfícies de redistribuição de pressão quando indicadas;
  • manter os calcâneos sem contato direto com a superfície;
  • acompanhar ingestão alimentar e hídrica e comunicar alterações relevantes;
  • registrar o escore, os achados da pele e as medidas preventivas realizadas.

O Cofen atualmente reconhece a utilização de escalas validadas na avaliação de pessoas com lesões cutâneas ou risco de desenvolvê-las, dentro da avaliação e do planejamento de enfermagem.

O que realmente importa na prática

A Braden ganha valor quando deixa de ser apenas um número no prontuário. Um paciente com queda recente de mobilidade, piora da perfusão ou maior exposição à umidade pode mudar de risco rapidamente, e a reavaliação precisa acompanhar essa mudança.

Outro cenário comum é encontrar um paciente com escore baixo e, ainda assim, uma pele aparentemente íntegra. Isso não significa que a prevenção possa ser reduzida. Pelo contrário: a ausência da lesão é justamente o momento em que as medidas preventivas têm maior oportunidade de funcionar.

A escala ajuda a organizar o raciocínio, mas quem transforma a avaliação em prevenção é a equipe.

Resumo para salvar

Escala de Braden: Saiba Interpretar o Risco

  • Avalia seis fatores relacionados ao risco de lesão por pressão
  • A pontuação varia de 6 a 23 pontos
  • Quanto menor o escore, maior o risco
  • A prevenção deve ser individualizada conforme a condição clínica

Referências:

  1. MAIA, J. A.; SANTOS, N. S. dos; SILVA, R. L. A. da. A eficácia da escala de Braden na úlcera por pressão em pacientes adultos hospitalizados. Revista Enfermagem Atual In Derme, v. 79, n. 17, 2019.
  2. MEHICIC, A.; BURSTON, A.; FULBROOK, P. Psychometric properties of the Braden scale to assess pressure injury risk in intensive care: a systematic review. Intensive and Critical Care Nursing, v. 83, 103686, 2024. DOI: 10.1016/j.iccn.2024.103686.
  3. BURSTON, A. et al. The psychometric properties of the Braden Scale to assess pressure injury risk in acute care: a systematic review. Journal of Clinical Nursing, 2025. DOI: 10.1111/jocn.17862.
  4. COFEN. Resolução Cofen nº 787, de 21 de agosto de 2025. Regulamento da atuação da equipe de enfermagem no cuidado às pessoas com lesões cutâneas. Brasília: Conselho Federal de Enfermagem, 2025.
  5. NPIAP; EPUAP; PPPIA. International Pressure Injury Guideline. 4. ed. 2025.

MAPA e Holter: Entenda as diferenças

Os exames MAPA e Holter são alguns dos mais indicados para o diagnóstico de diversas doenças cardíacas. Apesar de parecidos, eles têm diferenças e é importante saber quais são elas para recomendar o exame mais adequado.

O MAPA

O exame de Monitoração Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é um exame usado para a verificação da pressão arterial de forma mais aprofundada. Enquanto o esfigmomanômetro verifica apenas a pressão sanguínea momentânea, o MAPA consegue acompanhar as oscilações durante determinado tempo.

O MAPA é um aparelho semelhante a um gravador portátil, que coleta as informações sobre a condição do paciente, de acordo com as condições externas. Assim, ele pode registrar a oscilação pela presença do médico (síndrome do jaleco branco), pela submissão a estresse físico ou emocional, entre outras.

Por isso, o MAPA é bastante usado em pacientes com suspeita de hipertensão arterial. Afinal, ele mostra elevações na pressão, que podem indicar um quadro da doença, e também uma elevação isolada, que não necessariamente demonstra um problema de saúde, podendo ser um evento isolado.

Também pode ser recomendado para investigar os motivos para elevações periódicas na pressão de pacientes que já tenham o diagnóstico de hipertensão. Ou seja, é importante para que o médico tenha as informações necessárias para rever o tratamento proposto.

O Holter

O Holter é um equipamento portátil, também colocado junto ao corpo do paciente, usado para a mensuração da atividade elétrica do coração. Por isso, é indicado para diagnosticar diversos problemas relacionados à condução cardíaca.

São colados fios no tórax do paciente, que fazem a medição da atividade cardíaca durante 24 horas. Ele registra diferentes episódios, como desmaios, palpitações, arritmias, entre outros problemas.

Apesar de não haver contraindicação, é muito importante considerar o histórico do paciente antes de acoplar o aparelho. Além disso, é fundamental orientar bem o paciente, tirando todas as dúvidas dele, uma vez que ele passará o dia todo com o equipamento.

Então, qual é a diferença?

Ambos os exames não exigem um preparo. Por isso, são considerados pouco invasivos e de fácil convivência. De qualquer forma, é necessário que o paciente fique 24 horas com qualquer um dos aparelhos, com um bom registro da rotina do paciente.

A diferença entre eles é mesmo a indicação: o MAPA verifica a pressão arterial; o Holter a atividade elétrica. Ou seja, eles podem até ser usados de forma complementar, principalmente para os casos mais complexos de doenças cardiovasculares.

De qualquer forma, é muito importante avaliar o quadro global do paciente antes de indicar os exames de MAPA e Holter. Portanto, pesquise bem o histórico, converse e, inclusive, veja se outros exames podem ser necessários.

O CardioMAPA

O CardioMAPA é um aparelho com a capacidade de registrar o Holter e o MAPA simultaneamente – dessa forma é possível analisar os registros da pressão arterial e da frequência cardíaca no mesmo período sem a necessidade de dois dias de monitorização.

Referências:

  1. Hospital Israelita Albert Einstein;
  2. Portal Telemedicina;
  3. Maislaudo.