Fricção e Cisalhamento: O que são?

O Cisalhamento é causado pela combinação da gravidade e fricção.

Exerce uma força paralela à pele e resulta da gravidade que empurra o corpo para baixo e da fricção ou resistência entre o paciente e a superfície de suporte.

Quando a cabeceira é elevada, a pele adere-se ao leito da cama, embora o esqueleto empurre o corpo para baixo. Os vasos sanguíneos são esticados ou acotovelados dificultando ou interrompendo o fluxo sanguíneo e causando danos por isquemia. O cisalhamento causa a maior parte do dano observado nas lesões por pressão.

Já a Fricção, se a ação da fricção for isolada, a possibilidade de danos estará restrita à epiderme e derme e ao estrato córneo. Resulta em uma lesão semelhante a uma queimadura leve e ocorre com maior frequência em pacientes agitados. A forma mais grave de dano por fricção ocorre associada ao cisalhamento.

O cisalhamento causa a maior parte do dano observado nas lesões de pressão.

Fatores para causa de LPP

A umidade cutânea (mais comumente oriunda de incontinência urinária ou fecal) pode gerar maceração da pele, expondo ao risco de desenvolvimento de lesão.

Outros fatores relacionados ao desenvolvimento de lesões por pressão incluem desnutrição, idade avançada, condições de saúde que ocasionam baixa perfusão tecidual (hipotensão, tabagismo, hipertermia, anemia) e estados psicossociais, em particular a secreção de cortisol induzida por estresse.

Veja também:

Classificação da Lesão por Pressão conforme NPUAP

Qual é o benefício do uso do Colchão “Caixa de Ovo”?

Coxim ou Coxins: Prevenção de Lesão por Pressão

Escala de Braden

Referências:

  1. EBSERH

Bomba Elastomérica

A Bomba Elastomérica de Infusão é um sistema que utiliza um infusor elastomérico de silicone, como fonte de pressão, e um restritor de fluxo garantindo volume e vazão continua, de forma pré-definida, descartável, projetada para administração de uma ampla gama de medicamentos, permitindo mobilidade ao paciente, sendo uma alternativa segura a tratamentos que necessitam administrar medicação de forma contínua durante longos períodos de infusão.

Indicação de uso

É uma indicação como opção de fornecer quantidades pré-determinadas de medicação ao paciente de forma contínua e precisa, seja no hospital ou em casa, seja para tratamento da quimioterapia, antibióticos e no tratamento da dor (Subcutâneo, Intravenoso Central, Intravenoso Periférico, Intra-arterial e Epidural).

Desenvolvido para administração de medicamentos que não sejam fotossensíveis, sendo compatível com medicamentos de baixo peso molecular, como exemplo, Quimioterápicos: (Carboplatina, Doxorubicina, Fluorouracil, Metotrexato, Vincristina e outras), Analgésicos e Anestésicos: (Bupivacaína, Morfina, Haloperidol, Midazolan, Tramadol), Talassemia (Deferoxamina), Terapia Antiviral (Aciclovir e Ganciclovir) e Antibioticoterapia (Amicacina, Aztreonan, Cefazolina, Ceftazidima, Ceftriaxona, Cefuroxima, Clindamicina, Gentamicina, Tobramicina, Vancomicina), uma combinação simples e eficiente que permite a mobilidade do paciente, podendo ser utilizado em ambientes hospitalares, ambulatoriais e domiciliares.

Benefícios

  • Portátil e silenciosa;
  • Não utiliza bateria e eletricidade, livre de manutenção;
  • Acompanha bolsa protetora discreta para facilitar o uso durante o tratamento;
  • Não necessita programação ou gravidade;
  • Reduz necessidade de hospitalização, diminuindo custos com internação e riscos infecciosos;
  • Preserva autonomia, qualidade de vida e o convívio com familiares;
  • Segurança, facilidade e praticidade para administração de medicamentos;
  • Disponível em uma grande variedade de volume e fluxo contínuo pré-definido.

Cuidados com o Manuseio da Bomba Elastomérica

Para o Paciente

  • Durante o banho, retire a bomba elastomérica da sua bolsa protetora e coloque-a em saco plástico. Evite o contato do equipamento com a água;
  • Observe a área do cateter e, na presença de dor, inchaço ou vermelhidão, comunique ao serviço de enfermagem para avaliação da infusão correta do medicamento;
  • Observe a progressão da administração do medicamento através das marcas de graduação encontradas no reservatório transparente, este controle deve ocorrer a cada 4 a 6 horas;
  • Conserve o reservatório em sua bolsa protetora para transporte;
  • Qualquer intercorrência, faça contato telefônico com a equipe de enfermagem que lhe atende;
  • Informe-se com a enfermeira sobre a data e o horário de término da aplicação para a remoção do infusor e cuidados com o cateter.

Para a equipe de Enfermagem

  • Utilize seringa de 60 ml, com conexão luer lock;
  • Abra a porta de preenchimento e infunda solução fisiológica, abra o clamp para preencher a linha de extensão e retirada do ar, após fechar o clamp;
  • A medicação a ser infundida deve estar totalmente diluída antes de ser introduzida ao sistema infusor;
  • Utilize uma seringa para introduzir a medicação, já diluída, ao elastômero, repita essa operação até o preenchimento total do volume final programado. Ao término, fechar a válvula de entrada;
  • Para acionar o sistema infusor, abra o clamp, libere a tampa luer da extensão e conecte ao paciente;
  • Não infundir volume maior do que a capacidade indicada.

Referências:

  1. BBraun
  2. BeCare
  3. Samtronic
  4. Baxter
Notícias da Enfermagem

Dispositivo que auxilia na prevenção de quedas e úlceras por pressão será lançado na próxima quarta (18/05)

Na próxima quarta-feira, 18 de maio, o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, com apoio da Fundatec, lançará o projeto Stakecare. O dispositivo é uma solução tecnológica que se propõe a auxiliar na prevenção de quedas e lesões por pressão em pacientes acamados. O evento de lançamento ocorrerá a partir das 18h, no Instituto […]

As Diferenças entre PAI e PAM

Embora ambos, Pressão Arterial Média (PAM) e Pressão Arterial Invasiva (PAI) são procedimentos e parâmetros controle hemodinâmico do paciente, há uma diferença sutil entre ambas as siglas, o que muitos confundem.

Quais são as diferenças?

A PAM (Pressão Arterial Média) é o valor médio da pressão durante todo um ciclo de pulso de pressão. Podendo ser obtido através do procedimento como Pressão Arterial Invasiva (PAI) ou Não Invasiva (PANI).

Ou seja, a PAI é o procedimento realizado pelo plantonista de introduzir um CATETER ARTERIAL no paciente, e instalar um sistema de transdutor eletrônico ao monitor multiparâmetros, assim obtendo os parâmetros no monitor.

A PAM é o valor médio da pressão durante todo um ciclo de pulso de pressão, o que que determina a intensidade média com que o sangue vai fluir pelos vasos sanguíneos, onde aparecerá no monitor os valores da Pressão Arterial Sistólica, Diastólica e o Valor Médio, que é a PAM!

Lembrando que a PAM pode ser obtido pelo meio Invasivo (PAI) ou não invasivo (PANI).

Veja aqui embaixo como calcular os valores da Pressão arterial Média!

Cálculo da Pressão Arterial Média (PAM)

Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA)

O sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona recebe esse nome por causa da interação entre esses três hormônios. Atuam de uma forma sequencial para que aconteçam reações orgânicas que vão equilibrar a pressão sanguínea e a quantidade de sódio e água do organismo.

Por que é ativado o SRAA?

Ele é ativado quando a pressão fica baixa demais ou quando há perda excessiva de líquidos, desencadeando uma série de reações orgânicas para que eles voltem a estabilizar.

Como esse sistema funciona?

Você viu que o sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona entra em ação quando existe uma tendência para queda da pressão arterial. Esses hormônios vão atuar em partes distintas do corpo desencadeando reações simultâneas para estabilização sistêmica da pressão.

Assim, acontecem diferentes etapas durante a ativação desse sistema. A seguir você confere quais são elas e o que ocorre em cada uma:

1ª etapa: Conversão da pró-renina em renina

Quando acontece uma queda da pressão arterial também ocorre uma redução da perfusão renal. Essa reação é captada pelos receptores que estão presentes nas arteríolas conectadas aos rins. Então, inicia-se a conversão da Pró-renina em Renina. É a estimulação dos nervos renais que aumenta a secreção da renina pelas células.

2ª etapa: Liberação de angiotensina I

Nessa etapa acontece uma segunda reação desencadeada pela renina. Quando presente no plasma sanguíneo, ela atua na conversão de Angiotensinogênio em Angiotensina I, que tem uma atividade biológica mais baixa.

3ª etapa: Conversão da angiotensina I em angiotensina II

Nesse momento entra em ação uma outra enzima, localizada predominantemente nos rins chamada de Conversora de Angiotensina (ECA). A ação dessa enzima de conversão acontece nos pulmões e nos rins, desencadeando uma reação catalisadora que converte a angiotensina I em Angiotensina II.

4ª etapa: Liberação da Aldosterona

Com a ativação da Angiotensina II, hormônio vasoconstritor ativado, ele vai atuar no córtex das glândulas suprarrenais fazendo com que a aldosterona seja sintetizada e secretada. Esse hormônio atua nas células dos rins incentivando o órgão a aumentar a reabsorção de sódio. Com isso, há um aumento da quantidade de líquido dentro dos vasos sanguíneos com objetivo de corrigir os níveis de pressão arterial.

5ª etapa: Estímulo renal direto

Voltando à ação da Angiotensina II, ela vai atuar estimulando a troca de sódio e hidrogênio nesse órgão. Ao mesmo tempo, vai aumentar a retenção renal de sódio e também de bicarbonato.

6ª etapa: Aumento da sede e ação antidiurética

Nessa etapa de ativação do sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona, a Angiotensina II vai atuar mais uma vez. Porém, aqui ela estimulará o hipotálamo a aumentar a sensação de sede, para que a pessoa seja incentivada a beber água. Ao mesmo tempo, ocorre o estímulo da secreção do Hormônio Antidiurético ( ADH) para que o organismo retenha mais água ingerida ou produzida pelo metabolismo.

7ª etapa: Vasoconstrição

Como explicamos, o sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona também vai provocar uma redução do diâmetro dos vasos sanguíneos pela ação da Angiotensina II. Ela vai atuar diretamente sobre as pequenas artérias e arteríolas fazendo com que se contraiam.

E o Inibidor da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA)? Como e quando agem?

O Inibidores são aqueles de diminuem ou bloqueiam a atividade orgânica da enzima conversora da angiotensina, assim produzindo vasodilatação periférica, diminuindo a pressão arterial. Eles entram em ação no organismo quando a o quadro de hipertensão não é regularmente controlada, podendo ocasionar complicações aos pacientes como AVC/AVE, aneurisma, etc.

Em resumo…

A diminuição da Pressão Arterial ativa o SRAA, produzindo um conjunto de respostas tentando normalizar a P.a.

A resposta mais importante é o efeito da aldosterona aumentando a reabsorção renal de Na⁺. Ao se promover a reabsorção de Na⁺, aumenta-se o volume do líquido extracelular e o volume sanguíneo, com isso ocorre aumento do retorno venoso, e pelo mecanismo de Frank-Starling, aumento do débito cardíaco e da pressão arterial.

Referência:

  1. Heran BS, Wong MMY, Heran IK, Wright JM. Blood pressure lowering efficacy of angiotensin converting enzyme (ACE) inhibitors for primary hypertension. Cochrane Database of Systematic Reviews 2008, Issue 4. Art. No.: CD003823. DOI: 10.1002/14651858.CD003823.pub2

Escala de Braden

A Escala de Braden é um recurso utilizado nas UTIs para medir o risco dos pacientes críticos de desenvolverem lesões por pressão.

A partir desse registro, enfermeiros conseguem aplicar medidas preventivas e promover um tratamento mais eficaz.

De acordo com os resultados desta avaliação, profissionais de saúde conseguem identificar os pacientes em risco e aplicar medidas preventivas para evitar o desenvolvimento das lesões por pressão.

Embora existam outros recursos disponíveis, como as escalas de Norton e Waterlow, a de Braden é a mais conhecida e utilizada no Brasil.

Como é utilizado?

A escala de Braden utiliza seis parâmetros para avaliação do paciente.

Confira a descrição de cada um deles:

  1. Percepção sensorial: relacionada ao desconforto, habilidade de responder à pressão;
  2. Umidade: nível ao qual a pele é exposta à umidade;
  3. Atividade: grau de atividade física;
  4. Mobilidade: capacidade de alterar a posição do corpo;
  5. Nutrição: padrão de alimentação;
  6. Fricção e Cisalhamento: Fricção é quando a pele se move contra a superfície de suporte; Cisalhamento a pele, tecidos profundos e a proeminência óssea deslizam uma sobre a outra.

Essas características são avaliadas e pontuadas de 1 a 4, sendo que quanto menor é a pontuação maior o risco do paciente.

Todos os fatores somados devem resultar em um número entre 6 e 23 e, partir deste resultado, o enfermeiro poderá classificar o risco dos pacientes e implementar as estratégias.

Vale lembrar que quanto maior é a pontuação, menor é o risco.

Ou seja, um paciente cuja soma da avaliação totalizar 23, não apresenta risco de desenvolver LP. Já quem apresentar a pontuação mínima, 6, é classificado como paciente com risco severo de lesão por pressão.

A Classificação de Risco de Acordo com a Escala de Braden

A pontuação obtida na Escala de Braden vai direcionar as estratégias preventivas a serem adotadas pelo profissional de saúde.

Abaixo seguem algumas medidas preventivas que devem ser implementadas de acordo com o risco identificado:

  • Risco baixo (15 a 18 pontos): 
    • Avaliação da pele sobre proeminências ósseas e abaixo de dispositivos médicos;
    • Hidratação da pele;
    • Gerenciamento da umidade;
    • Acompanhamento nutricional;
    • Observar alterações na condição clínica e no risco do paciente.
  • Risco moderado (13 a 14 pontos): 
    • Avaliação da pele sobre proeminências ósseas e abaixo de dispositivos médicos;
    • Hidratação da pele;
    • Reposicionamento do paciente seguindo o cronograma estabelecido;
    • Uso de uma superfície de suporte adequada (colchão viscoelástico, pneumático)
    • Aplicação de coberturas borders nas proeminências ósseas em risco;
    • Elevação dos calcâneos associado a cobertura para prevenção;
    • Gerenciamento da umidade;
    • Acompanhamento nutricional;
    • Observar alterações na condição clínica e no risco do paciente.
  • Risco alto (10 a 12 pontos):
    • Avaliação da pele sobre proeminências ósseas e abaixo de dispositivos médicos;
    • Hidratação da pele;
    • Reposicionamento do paciente seguindo o cronograma estabelecido;
    • Uso de uma superfície de suporte adequada (colchão viscoelástico, pneumático)
    • Aplicação de coberturas borders nas proeminências ósseas em risco;
    • Elevação dos calcâneos associado a cobertura para prevenção;
    • Gerenciamento da umidade;
    • Acompanhamento nutricional;
    • Observar alterações na condição clínica e no risco do paciente.
  • Risco muito alto (≤ 9 pontos): 
    • Avaliação da pele sobre proeminências ósseas e abaixo de dispositivos médicos;
    • Hidratação da pele;
    • Reposicionamento do paciente seguindo o cronograma estabelecido;
    • Uso de uma superfície de suporte adequada (colchão viscoelástico, pneumático)
    • Aplicação de coberturas borders nas proeminências ósseas em risco;
    • Elevação dos calcâneos associado a cobertura para prevenção;
    • Gerenciamento da umidade;
    • Acompanhamento nutricional;
    • Observar alterações na condição clínica e no risco do paciente.

Evite as Lesões de Pressão com estes cuidados!

Referências:

  1. MAIA, J. A.; SANTOS, N. DE S. DOS; SILVA, R. DE L. A eficácia da escala de braden na úlcera por pressão em pacientes adultos hospitalizados. Revista Enfermagem Atual In Derme, v. 79, n. 17, 8 abr. 2019.

MAPA e Holter: Entenda as diferenças

Os exames MAPA e Holter são alguns dos mais indicados para o diagnóstico de diversas doenças cardíacas. Apesar de parecidos, eles têm diferenças e é importante saber quais são elas para recomendar o exame mais adequado.

O MAPA

O exame de Monitoração Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é um exame usado para a verificação da pressão arterial de forma mais aprofundada. Enquanto o esfigmomanômetro verifica apenas a pressão sanguínea momentânea, o MAPA consegue acompanhar as oscilações durante determinado tempo.

O MAPA é um aparelho semelhante a um gravador portátil, que coleta as informações sobre a condição do paciente, de acordo com as condições externas. Assim, ele pode registrar a oscilação pela presença do médico (síndrome do jaleco branco), pela submissão a estresse físico ou emocional, entre outras.

Por isso, o MAPA é bastante usado em pacientes com suspeita de hipertensão arterial. Afinal, ele mostra elevações na pressão, que podem indicar um quadro da doença, e também uma elevação isolada, que não necessariamente demonstra um problema de saúde, podendo ser um evento isolado.

Também pode ser recomendado para investigar os motivos para elevações periódicas na pressão de pacientes que já tenham o diagnóstico de hipertensão. Ou seja, é importante para que o médico tenha as informações necessárias para rever o tratamento proposto.

O Holter

O Holter é um equipamento portátil, também colocado junto ao corpo do paciente, usado para a mensuração da atividade elétrica do coração. Por isso, é indicado para diagnosticar diversos problemas relacionados à condução cardíaca.

São colados fios no tórax do paciente, que fazem a medição da atividade cardíaca durante 24 horas. Ele registra diferentes episódios, como desmaios, palpitações, arritmias, entre outros problemas.

Apesar de não haver contraindicação, é muito importante considerar o histórico do paciente antes de acoplar o aparelho. Além disso, é fundamental orientar bem o paciente, tirando todas as dúvidas dele, uma vez que ele passará o dia todo com o equipamento.

Então, qual é a diferença?

Ambos os exames não exigem um preparo. Por isso, são considerados pouco invasivos e de fácil convivência. De qualquer forma, é necessário que o paciente fique 24 horas com qualquer um dos aparelhos, com um bom registro da rotina do paciente.

A diferença entre eles é mesmo a indicação: o MAPA verifica a pressão arterial; o Holter a atividade elétrica. Ou seja, eles podem até ser usados de forma complementar, principalmente para os casos mais complexos de doenças cardiovasculares.

De qualquer forma, é muito importante avaliar o quadro global do paciente antes de indicar os exames de MAPA e Holter. Portanto, pesquise bem o histórico, converse e, inclusive, veja se outros exames podem ser necessários.

O CardioMAPA

O CardioMAPA é um aparelho com a capacidade de registrar o Holter e o MAPA simultaneamente – dessa forma é possível analisar os registros da pressão arterial e da frequência cardíaca no mesmo período sem a necessidade de dois dias de monitorização.

Referências:

  1. Hospital Israelita Albert Einstein;
  2. Portal Telemedicina;
  3. Maislaudo.

Coxim ou Coxins: Prevenção de Lesão por Pressão

Pensando no melhor acolhimento e cuidado com os pacientes, a utilização de Coxins é de extrema importância, quando falamos em prevenção de lesão por pressão (LPP).

Podendo ser criado com materiais disponíveis no setor hospitalar, como a utilização de cobertores e lençóis, ou até mesmo já confeccionados com material de espuma, é de fácil manuseio e pode ser realizado com diversos tamanhos, dependendo do paciente.

Indicações de Uso

  • Utilizada na prevenção de lesões de pele causadas por pressão constante;
  • Suporte ao paciente acamado que na qual não possui firmeza ao manter-se lateralizado no leito;
  • Manter os membros elevados para evitar edema em extremidades;
  • Proteção de proeminências ósseas de diversas partes do corpo sujeitas a lesões.

Coxins Caseiros (HomeCare)

Pacientes sob atendimento em homecare, tendem a continuar com seu tratamento através de equipes de enfermagem de cooperativas, e portanto, a utilização de coxins em pacientes de homecare acamados é de suma importância.

Podendo utilizar-se de travesseiros, cobertores com lençóis para a proteção, sendo de fácil acesso a aqueles que necessitam do cuidado e não possuem meios para adquirir coxins mais caros.

Para entender mais sobre a importância sobre a Mudança de Decúbito, disponibilizamos nossas publicações para mais informações abaixo:

Classificação da Lesão por Pressão conforme NPUAP

Lesão por Pressão

Locais comuns para aparecimento de Lesões de Pressão

Relógio para a Mudança de Decúbito

Mudança de Decúbito

Pressão Arterial Média (PAM): Área sobre a Curva

Certamente, você tem um paciente sob monitorização arterial invasiva e observa no monitor, além dos valores reais e ao vivo da pressão arterial do paciente, também observa a curvatura do mesmo durante a monitorização cardíaca. 

Mas o que eu posso entender sobre essa curvatura do monitor?

Você precisa entender que a curva da pressão Arterial possui curva característica, com dois componentes:

  • Que é o Anacrótico, nada mais a ejeção do sangue e a pressão sistólica (Primeira fase da onda de pressão é precedida pelo complexo QRS do ECG);
  • E o Dicrótico, que é a diástole e o nó dicrótico, representando o fechamento da valva aórtica (ECG: Final da onda T, ou seja, no final da sístole e no início da diástole ventricular).

Vários fatores podem desencadear a ALTERAÇÃO da curva da P.A, como:

  • Arritmias, hipotensão, doenças da válvula aórtica, pericardite constritiva.

E também há fatores que podem AMORTECER a curva, como:

  • Hematomas, trombos intraluminais, impactação da ponta ou dobras.

É sempre importante conhecer de tudo sobre o que acontece com seu paciente, o conhecimento amplo nunca é demais!

Cálculo da Pressão Arterial Média (PAM)

Você sabia que dá para calcular o valor da pressão arterial média, sem utilizar os monitores cardíacos, ou multiparâmetros?

É feito quando se utiliza meios sem serem invasivos, como no caso a PANI (Pressão Arterial Não Invasiva) na utilização de aparelhos manuais para aferir a pressão.

Não confunda o procedimento de pressão arterial invasiva como PAM! Como muitos ainda confundem.  A PAM (Pressão Arterial Média) é o valor médio da pressão durante todo um ciclo de pulso de pressão.

Pode ser obtido através do procedimento como Pressão Arterial Invasiva (PAI) ou Não Invasiva (PANI). A PAM é o que determina a intensidade média com que o sangue vai fluir pelos vasos sanguíneos!

Os valores considerados normais para uma PAM é entre 70 a 100mmHg, sendo que abaixo de 70 pode indicar perfusão prejudicada, e acima de 100 pode ocasionar complicações com a pressão acima do que é necessário ao organismo.

Lembrando que:

PAM é o valor obtido pela pressão que impulsiona o sangue através do sistema circulatório, e pode ser obtida tanto pela PAI ou pela PANI!

Tente calcular seguintes valores da PAM destes indivíduos e deixe nos comentários!

– 78 x 68 mmHg;
– 130 x 80 mmHg;
– 210 x 95 mmHg.