Coxim ou Coxins: Prevenção de Lesão por Pressão

Pensando no melhor acolhimento e cuidado com os pacientes, a utilização de Coxins é de extrema importância, quando falamos em prevenção de lesão por pressão (LPP).

Podendo ser criado com materiais disponíveis no setor hospitalar, como a utilização de cobertores e lençóis, ou até mesmo já confeccionados com material de espuma, é de fácil manuseio e pode ser realizado com diversos tamanhos, dependendo do paciente.

Indicações de Uso

  • Utilizada na prevenção de lesões de pele causadas por pressão constante;
  • Suporte ao paciente acamado que na qual não possui firmeza ao manter-se lateralizado no leito;
  • Manter os membros elevados para evitar edema em extremidades;
  • Proteção de proeminências ósseas de diversas partes do corpo sujeitas a lesões.

Coxins Caseiros (HomeCare)

Pacientes sob atendimento em homecare, tendem a continuar com seu tratamento através de equipes de enfermagem de cooperativas, e portanto, a utilização de coxins em pacientes de homecare acamados é de suma importância.

Podendo utilizar-se de travesseiros, cobertores com lençóis para a proteção, sendo de fácil acesso a aqueles que necessitam do cuidado e não possuem meios para adquirir coxins mais caros.

Para entender mais sobre a importância sobre a Mudança de Decúbito, disponibilizamos nossas publicações para mais informações abaixo:

Classificação da Lesão por Pressão conforme NPUAP

Lesão por Pressão

Locais comuns para aparecimento de Lesões de Pressão

Relógio para a Mudança de Decúbito

Mudança de Decúbito

Pressão Arterial Média (PAM): Área sobre a Curva

Certamente, você tem um paciente sob monitorização arterial invasiva e observa no monitor, além dos valores reais e ao vivo da pressão arterial do paciente, também observa a curvatura do mesmo durante a monitorização cardíaca. 

Mas o que eu posso entender sobre essa curvatura do monitor?

Você precisa entender que a curva da pressão Arterial possui curva característica, com dois componentes:

  • Que é o Anacrótico, nada mais a ejeção do sangue e a pressão sistólica (Primeira fase da onda de pressão é precedida pelo complexo QRS do ECG);
  • E o Dicrótico, que é a diástole e o nó dicrótico, representando o fechamento da valva aórtica (ECG: Final da onda T, ou seja, no final da sístole e no início da diástole ventricular).

Vários fatores podem desencadear a ALTERAÇÃO da curva da P.A, como:

  • Arritmias, hipotensão, doenças da válvula aórtica, pericardite constritiva.

E também há fatores que podem AMORTECER a curva, como:

  • Hematomas, trombos intraluminais, impactação da ponta ou dobras.

É sempre importante conhecer de tudo sobre o que acontece com seu paciente, o conhecimento amplo nunca é demais!

Cálculo da Pressão Arterial Média (PAM)

Você sabia que dá para calcular o valor da pressão arterial média, sem utilizar os monitores cardíacos, ou multiparâmetros?

É feito quando se utiliza meios sem serem invasivos, como no caso a PANI (Pressão Arterial Não Invasiva) na utilização de aparelhos manuais para aferir a pressão.

Não confunda o procedimento de pressão arterial invasiva como PAM! Como muitos ainda confundem.  A PAM (Pressão Arterial Média) é o valor médio da pressão durante todo um ciclo de pulso de pressão.

Pode ser obtido através do procedimento como Pressão Arterial Invasiva (PAI) ou Não Invasiva (PANI). A PAM é o que determina a intensidade média com que o sangue vai fluir pelos vasos sanguíneos!

Os valores considerados normais para uma PAM é entre 70 a 100mmHg, sendo que abaixo de 70 pode indicar perfusão prejudicada, e acima de 100 pode ocasionar complicações com a pressão acima do que é necessário ao organismo.

Lembrando que:

PAM é o valor obtido pela pressão que impulsiona o sangue através do sistema circulatório, e pode ser obtida tanto pela PAI ou pela PANI!

Tente calcular seguintes valores da PAM destes indivíduos e deixe nos comentários!

– 78 x 68 mmHg;
– 130 x 80 mmHg;
– 210 x 95 mmHg.

Como são interpretados os Sons de KorotKoff?

Korotkoff

A cada segundo, ao redor do mundo, alguém mede a pressão arterial (PA) sistólica e diastólica através do método auscultatório de Korotkoff. 

Quem era o Korotkoff?

Nikolai Sergeevich Korotkoff (1874-1920), um jovem cirurgião do exército russo, trabalhando em condições precárias sobas dificuldades de diversas guerras, fez sua incrível façanha usando o bracelete de Riva-Rocci e um estetoscópio pediátrico.

Korotkoff não era um pesquisador da PA e sua principal preocupação, como cirurgião de guerra, era saber se o suprimento de sangue colateral não havia diminuído, de modo a resolver se uma artéria ferida podia ser firmemente ligada quando uma amputação era provável.

Ele sabia que o início do pulso palpável era a PA sistólica e raciocinou que o momento de desaparecimento do som sinalizava o início do fluxo laminar e, por conseguinte, do relaxamento da parede arterial.

Ele então propôs que a PA diastólica podia ser estimada através do desaparecimento de todos os sons.

Entendendo melhor. Como ele definiu este método?

O método auscultatório é o procedimento mais comum para verificar as medidas da PA. Esse método utiliza um estetoscópio e um aparelho denominado esfigmomanômetro, composto por um manguito inflável de braço conectado a um marcador aneróide (ponteiro).

A medida ocorre através da oclusão arterial pela inflação do manguito, correlacionando a ausculta dos batimentos cardíacos com o valor registrado na coluna de mercúrio ou pelo ponteiro. Os sons ouvidos durante o procedimento de medida são denominados ruídos de Korotkoff, sendo classificados em cinco fases:

Fases dos sons de Korotkoff Característica e significado
Fase 1 Primeira aparição de ruídos rítmicos, de forma clara e repetitiva, coincidindo aproximadamente com a identificação do pulso palpável. Corresponde ao valor da pressão sistólica.
Fase 2 Os ruídos são mais leves e longos, com a qualidade de um murmúrio intermitente.
Fase 3 Os ruídos tornam-se novamente firmes e altos.
Fase 4 Ruídos abafados, pouco distintos e leves, pode corresponder ao valor da pressão diastólica, para casos de pacientes com histórico prévio de doenças de base que podem afetar o valor da pressão arterial final.
Fase 5 O som desaparece completamente, indica o valor da pressão diastólica.
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Veja Também:

As Complicações da Canulação em uma Pressão Arterial Invasiva (PAI)

Pressão Arterial Invasiva

A Utilização do Sistema de Monitorização Invasiva Hemodinâmica denominada de Pressão Arterial Invasiva, ou PAI, é um dos métodos mais utilizados e práticos em situações emergenciais e em procedimentos cirúrgicos, por se obter dados reais da monitorização da pressão arterial do paciente, em milímetros de mercúrio (mmHg).

Portanto, a utilização prolongada deste método pode implicar certas complicações ao paciente, e devem ser tomado medidas cautelosas.

Quais são os 5 métodos utilizados na Inserção da Canulação Intra-Arterial?

Há 5 métodos, sendo essas utilizadas para a técnica de Inserção da PAI: artérias radial, pediosa, braquial, femoral e axilar.

As Complicações

O procedimento de canulação intra-arterial apesar de rotineiro dentro das UTIs e Centro Cirúrgicos, não é isento de complicações que podem deixar graves sequelas anatômicas e funcionais.

As complicações podem ser divididas em gerais ou sistêmicas e específicos locais dependendo do sítio de inserção do cateter.

Dentre as complicações gerais ou sistêmicas, podemos citar:

  • Desconexão e sanguinação;
  • Injeções acidentais de drogas;
  • Infecção local e sistêmica;
  • Formação de fístulas arteriovenosas;
  • Formação de aneurismas;
  • Formação de êmbolos distais (ar ou coágulos);
  • Reação vasovagal manifestada por hipotensão com bradicardia;
  • Hemorragias e hematomas.

Portanto, há complicações bem específicas, quando se dizem por complicações funcionais:

A Trombose

A incidência de trombose é muito comum na artéria radial, porém, deve-se ter o cuidado de realizar o teste de Allen modificado antes da canulação radial, e podem ocorrer em aproximadamente 7% das artérias canuladas na artéria dorsal do pé, palidez do hálux e do segundo dedo que dura mais de 15 segundos, durante a compressão da artéria tibial posterior.

No caso da artéria radial, alguns fatores aumentam o risco de trombose como o tamanho do cateter em relação ao diâmetro da luz arterial e a permanência da cânula. Um cateter calibre 20 produz a menor incidência de trombose na artéria radial, ao passo que a permanência da cânula na artéria radial por mais de 48 horas aumenta, consideravelmente, a incidência de trombose.

A trombose pode ocorrer mesmo após vários dias da retirada do cateter. Apesar da trombose da artéria radial ser muito comum, pacientes que a apresentaram, seguidos por vários meses, geralmente mostram evidências de recanalização.

Se aparecem sinais de isquemia, a cânula deve ser retirada!

Complicações isquêmicas ou necróticas são menos comuns, ocorrendo em menos de 1%.

Após a retirada do cateter, se o fluxo não se normalizar em até uma hora, a artéria deve ser explorada para provável trombectomia. O pulso radial ainda pode ser palpável, distalmente, a uma oclusão completa.

A Embolia

Enquanto tromboses com circulação colateral inadequada para a mão manifestam-se através de resfriamento e palidez, embolias geralmente levam a pontos frios e de cor púrpura nos dedos.

Esses sintomas permanecem por, aproximadamente, uma semana, porém podem levar a gangrena, necessitando de amputação dos dedos ou, raramente, da mão inteira.

Infusões vigorosas com grandes volumes de soluções, especialmente, na tentativa de correção de obstruções parciais de cateteres podem fazer com que a solução chegue à circulação central, causando embolias cerebrais por ar ou micro êmbolos.

Basta 7 ml de solução infundida, vigorosamente, como bolus num cateter de artéria radial para que o fluido atinja a circulação central ao nível do arco aórtico.

Muito cuidado para se evitar que micro bolhas de ar sejam introduzidas no sistema e não mais que 2 ml de solução sejam infundidos em velocidade lenta, a cada vez!

No caso da Artéria Axilar direita, origina-se do tronco braquiocefálico direito, em comunicação direta com a artéria carótida comum, sendo possível que ar, coágulos ou partículas de substâncias possam embolizar para o cérebro durante a infusão.

Pode ser mais seguro utilizar a artéria axilar esquerda ao invés da direita, porém em ambos os casos, a infusão deve ser feita lentamente, com um mínimo de volume e com grande cuidado para evitar a introdução de ar ou de um coágulo para dentro do sistema. Irrigação com um sistema de fluxo contínuo deve ser utilizada.

Pode ocorrer lesão direta dos ramos do plexo braquial, ou um hematoma da bainha axilar pode levar à compressão nervosa e lesão!

A Isquemia e a Necrose de Pele

Se algumas regiões ficarem, temporariamente, pálidas durante a infusão intermitente de fluídos, a extremidade do cateter deve ser reposicionada até que esses períodos de palidez desapareçam.

Tendo em conhecimento:

  • A porção mais distal da artéria deve ser escolhida para a passagem da cânula radial;
  • O menor calibre de cateter deve ser utilizado para minimizar a obstrução da luz da artéria;
  • Canulações prolongadas devem ser evitadas para prevenir a formação e propagação de trombos no próprio cateter!

Os Hematomas

É comum ocorrer hematomas grandes em locais como a Artéria femoral. Os Hematomas podem ser minimizados, mantendo-se pressão sobre a artéria femoral por aproximadamente 10 minutos após remoção do cateter. Entretanto, o pulso femoral não deve ser completamente obliterado pela compressão.Uma fístula pode ser produzida, especialmente, com grandes cateteres.

As Hemorragias

Pacientes em vigência de anti-coagulação, devem ser evitados à este procedimento, podendo levar à neuropatia do nervo mediano e contratura de Volkman.

Dor, edema ou mínima evidência de neuropatia em áreas de distribuição do nervo mediano (como parestesias ou fraqueza) são indicações de imediata suspensão do tratamento anticoagulante e fasciotomia.

Artéria braquial não deve ser canulada em pacientes com diáteses hemorrágicas!

Lembrando que:

Os pulsos das artérias femoral, poplítea, tibial posterior e dorsal do pé devem ser checados, frequentemente.

Caso exista evidência de diminuição ou ausência de pulsos periféricos, o cateter arterial deve ser removido.

Veja também:

A Pressão Arterial Invasiva ou PAI

https://enfermagemilustrada.com/diferencas-entre-trombose-e-embolia/

https://enfermagemilustrada.com/a-necrose-2/

 

 

PAI na UTI: Saiba Interpretar a Curva

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 30/09/2026.

Na PAI, o número mostrado no monitor pode estar errado mesmo quando o paciente não mudou. Uma bolha de ar, um coágulo, uma conexão frouxa ou um transdutor fora do nível correto podem distorcer a pressão e até levar a uma interpretação inadequada da hemodinâmica.

O que é a pressão arterial invasiva?

A pressão arterial invasiva (PAI) é obtida por meio de um cateter inserido em uma artéria e conectado a um sistema preenchido com solução, transdutor e monitor. O sistema permite acompanhar continuamente a pressão sistólica, diastólica e média (PAM), além de possibilitar coleta de sangue arterial pelo acesso quando indicado.

A artéria radial é um dos locais mais utilizados em adultos. Femoral, braquial e dorsalis pedis também podem ser utilizados conforme condição clínica, anatomia, finalidade da monitorização e protocolo do serviço. Para adultos, o CDC recomenda preferir radial, braquial ou dorsalis pedis em relação a femoral ou axilar quando a escolha do local for possível, considerando o risco de infecção.

Quando a PAI faz diferença?

A monitorização invasiva é particularmente útil quando é necessário acompanhar a pressão de forma contínua e com maior resolução, como em pacientes com instabilidade hemodinâmica, uso de vasopressores ou necessidade de controle pressórico estreito. Também pode ser útil quando são necessárias coletas arteriais repetidas.

Não existe uma “PAM normal” única que determine a conduta para todos os pacientes. O valor deve ser interpretado de acordo com o quadro clínico, perfusão, diagnóstico e objetivo terapêutico. Em algumas situações críticas, por exemplo, a equipe trabalha com uma meta específica de PAM definida para aquele paciente.

O ponto que mais interfere na leitura

Antes de confiar no número, confira o nivelamento e o zero do transdutor. O ponto de referência habitual é o nível do átrio direito, aproximado pelo eixo flebostático, na linha médio-axilar e quarto espaço intercostal. O nivelamento corrige o efeito da pressão hidrostática; a zeragem elimina a influência da pressão atmosférica.

Se o transdutor ficar abaixo do nível de referência, a pressão poderá ser artificialmente elevada; se ficar acima, poderá parecer mais baixa. Por isso, após mudar a posição do paciente, é necessário conferir novamente o nível do transdutor e realizar nova zeragem quando indicada pelo protocolo e pelas condições do sistema.

Um cenário muito comum no plantão é mudar a cabeceira de um paciente para realizar um procedimento e, depois, esquecer que o transdutor permaneceu na altura anterior. Se a pressão exibida não combinar com o quadro clínico, antes de aumentar ou reduzir uma droga vasoativa vale olhar primeiro para o sistema.

A curva também fala

Uma PAI bem montada apresenta uma curva arterial reconhecível, com boa amplitude e incisura dicrótica. A qualidade da curva deve ser avaliada junto com os valores numéricos.

O teste de flush rápido, também chamado de teste da onda quadrada, ajuda a verificar a resposta dinâmica do sistema. Após o flush rápido, espera-se uma onda quadrada seguida por poucas oscilações antes do retorno à linha de base. Muitas oscilações sugerem subamortecimento, enquanto ausência ou redução importante das oscilações pode indicar superamortecimento. Esses problemas podem alterar principalmente os valores de pressão sistólica e diastólica.

Na prática, quando uma curva que estava adequada fica achatada, vale procurar causas simples antes de interpretar aquilo como uma mudança fisiológica: bolha de ar, coágulo, dobra do equipo, obstrução do cateter, conexões inadequadas ou problema no sistema de flush estão entre os fatores que podem comprometer a leitura.

Montagem e manutenção do sistema

A montagem deve seguir o fabricante e o protocolo institucional. O sistema precisa permanecer livre de ar, com conexões seguras e técnica asséptica. Em sistemas de monitorização com bolsa pressurizada, a pressão de 300 mmHg é utilizada para manter o fluxo de manutenção e impedir refluxo de sangue para o sistema.

Não é adequado transformar o flush em uma regra fixa de “a cada 6 horas”. Sistemas fechados de flush contínuo são preferíveis, e a manipulação deve ser reduzida ao necessário. Também não se recomenda adicionar heparina automaticamente à solução: a solução e a composição do sistema devem seguir o dispositivo, fabricante e protocolo institucional.

O CDC recomenda não substituir cateteres arteriais rotineiramente apenas para prevenir infecção; a retirada deve ocorrer quando o acesso deixar de ser necessário. Para os sistemas de transdução, recomenda a substituição dos transdutores em intervalos de 96 horas, juntamente com os componentes correspondentes, conforme a recomendação e as condições do serviço.

Quem pode realizar a punção arterial?

No Brasil, a Resolução Cofen nº 703/2022 determina que, no âmbito da equipe de enfermagem, a punção arterial para gasometria e a instalação de cateter intra-arterial para monitorização da PAI são procedimentos privativos do enfermeiro. O técnico ou auxiliar pode atuar na assistência dentro das atribuições legais, do protocolo institucional e sob supervisão, mas não realizar a punção arterial como se fosse uma atribuição própria da categoria.

Essa atualização é especialmente importante para páginas de estudo, porque materiais antigos ainda reproduzem a orientação de que o técnico “realiza” a instalação da PAI. Essa informação não deve permanecer como regra no conteúdo atual.

Cuidados de enfermagem

Antes de interpretar a pressão, confira:

  • nível e zero do transdutor;
  • qualidade e morfologia da curva;
  • presença de bolhas, coágulos, dobras ou desconexões;
  • pressão da bolsa pressurizadora conforme o sistema utilizado;
  • permeabilidade e fixação do cateter;
  • condições do sítio de inserção e perfusão distal;
  • alarmes e limites programados no monitor;
  • necessidade diária de manutenção do acesso.

Observe também sinais de sangramento, hematoma, isquemia, infecção ou perda acidental do cateter. Qualquer alteração inesperada da curva deve ser investigada antes de concluir que houve necessariamente uma mudança hemodinâmica.

A PAI é extremamente útil no paciente crítico, mas sua qualidade depende de algo que muitas vezes passa despercebido: não basta ter um cateter na artéria; é preciso ter um sistema de monitorização confiável

Resumo para salvar

PAI na UTI: Saiba Interpretar a Curva

  • A PAI permite monitorização contínua da pressão arterial
  • Nivelamento e zeragem são fundamentais para uma leitura confiável
  • A curva pode revelar problemas no sistema de monitorização
  • A punção arterial para instalação da PAI é procedimento privativo do enfermeiro

Referências: 

  1. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Summary of Recommendations: Intravascular Catheter-Related Infection Prevention. Atlanta: CDC, 2024. Disponível em: CDC – Summary of Recommendations.
  2. COFEN. Resolução Cofen nº 703, de 18 de julho de 2022. Atualiza a norma para execução, pelo enfermeiro, da punção arterial para gasometria e/ou instalação de cateter intra-arterial para monitorização da pressão arterial invasiva. Brasília, DF: Cofen, 2022. Disponível em: Resolução Cofen nº 703/2022.
  3. SAUGEL, B. et al. How to measure blood pressure using an arterial catheter: a systematic 5-step approach. Critical Care, v. 24, 172, 2020. Disponível em: Critical Care – arterial blood pressure monitoring.
  4. NATIONAL CENTER FOR BIOTECHNOLOGY INFORMATION. Arterial Lines. StatPearls. Bethesda: NCBI Bookshelf, atualizado em 2025. Disponível em: NCBI Bookshelf – Arterial Lines.
  5. MERCK MANUAL PROFESSIONAL EDITION. How To Do Ultrasound-Guided Radial Artery Catheter Insertion. Disponível em: Merck Manual – Radial Artery Catheter Insertion.

Tamponamento Cardíaco

tamponamento

O Tamponamento Cardíaco é uma emergência médica, onde ocorre acúmulo de líquido entre as duas membranas do pericárdio, que envolve o coração.

A consequência será o bombeamento ineficiente de sangue para os órgãos e tecidos do corpo, reduzindo a pressão arterial, podendo causar choque e morte, se não tratada a tempo!

Como acontece o Tamponamento Cardíaco?

Ocorre quando um trombo (coágulo) se desloca através da corrente sanguínea até o coração, ou o músculo cardíaco (miocárdio) sofre uma pequena ruptura em toda sua espessura, mas sem que a membrana que o envolve (pericárdio) seja rompida, ou quando seu rompimento é bloqueado por coágulos que se formam por hematoma mediastinal ou pelo próprio parênquima pulmonar.

Esta situação promove o acúmulo de sangue no espaço virtual compreendido entre o pericárdio e o miocárdio, fato que exerce efeito compressivo sobre as câmaras do coração, fazendo com que este seja impedido de relaxar satisfatoriamente durante a sua fase de relaxamento (diástole). Assim, o coração não se enche de sangue suficientemente para manter o débito cardíaco e a pressão arterial, que por esta razão, caem.

Bastam apenas pequenos acúmulos de líquido, da ordem de 100 a 150 ml, para que as manifestações clínicas do tamponamento apareçam.

Sintomas do Tamponamento Cardíaco

Os sintomas do tamponamento cardíaco são os seguintes:

  • Redução da pressão arterial;
  • Aumento da frequência respiratória e cardíaca;
  • Pulsação paradoxal: desaparece ou diminui durante a inspiração;
  • Veias do pescoço distendidas;
  • Dor no tórax;
  • Queda do nível de consciência;
  • Pés e mãos frias e roxas;
  • Falta de apetite e dificuldade para engolir:
  • Tosse e dificuldade para respirar.

Cuidados de Enfermagem com Pacientes em Tamponamento Cardíaco

Para um atendimento adaptado ao paciente que apresenta tamponamento cardíaco, é
de fundamental importância que a enfermagem esteja treinada e qualificada. Para tanto a enfermagem deve ter uma visão, preparo e comunicação da situação e deve organizar a assistência dada ao paciente.

Fora toda a assistência dada ao médico para a realização da pericardiocentese os cuidados incluem:

  • Tranquilização do paciente;
  • Transporte rápido e monitorização até um hospital que possa efetuar procedimentos cardíacos de emergência;
  • A equipe do hospital onde o paciente será levado deverá já estar informada, para que possam ser iniciadas as preparações para um intervenção cirúrgica de emergência;
  • Deve ser administrado oxigênio em alta concentração;
  • Obter-se dois acessos venosos;
  • Realizar a reposição volêmica para aumentar a pressão venosa central;
  • Deve-se considerar a intubação endotraqueal e a ventilação com pressão positiva, caso o paciente esteja hipotenso.

Veja mais em:

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Classificação da Lesão por Pressão conforme NPUAP

Lesão por Pressão

No dia 13 de abril de 2016, o NPUAP anunciou a mudança na terminologia Úlcera por Pressão para Lesão por Pressão e a atualização da nomenclatura dos estágios do sistema de classificação.

Segundo o NPUAP, a expressão descreve de forma mais precisa esse tipo de lesão, tanto na pele intacta como na pele ulcerada. No sistema prévio do NPUAP, o Estágio 1 e a Lesão Tissular Profunda descreviam lesões em pele intacta enquanto as outras categorias descreviam lesões abertas.

Isso causava confusão porque a definição de cada um dos estágios referia-se à úlcera por pressão. Além dessa mudança, na nova proposta, os algarismos arábicos passam a ser empregados na nomenclatura dos estágios ao invés dos romanos.

O termo “suspeita” foi removido da categoria diagnóstica Lesão Tissular Profunda. Durante o encontro do NPUAP, outras definições de lesões por pressão foram acordadas e adicionadas: Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico e Lesão por Pressão em Membrana Mucosa.

Referência: NPUAP

Veja mais em nosso canal YouTube:

 

Lesão por Pressão

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Fasciotomia

Fasciotomia

Morte Encefálica: Cuidados de Enfermagem com o provável doador

Morte Encefálica