Marcha atópica

A marcha atópica é um conceito que descreve a progressão natural das doenças alérgicas ao longo da vida de um indivíduo. Geralmente começando na infância, essa sequência de condições pode incluir dermatite atópica, rinite alérgica e asma.

Nesta publicação, vamos explorar o que é a marcha atópica, suas fases, fatores de risco e estratégias para prevenir ou controlar essas condições.

O Que é a Marcha Atópica?

A marcha atópica refere-se à tendência de doenças alérgicas se desenvolverem em uma sequência previsível, começando na infância e podendo persistir até a idade adulta. Essa progressão é caracterizada por uma resposta imunológica hiperativa a alérgenos comuns, como pólen, ácaros e alimentos.

Fases da Marcha Atópica

Dermatite Atópica (Eczema)

  • Idade de Início: Geralmente nos primeiros meses de vida.
  • Sintomas: Pele seca, coceira intensa e erupções cutâneas.
  • Importância: A dermatite atópica é frequentemente o primeiro sinal da marcha atópica e pode aumentar o risco de desenvolver outras condições alérgicas.

Alergias Alimentares

  • Idade de Início: Nos primeiros anos de vida.
  • Sintomas: Reações alérgicas a alimentos como leite, ovos, amendoim e frutos do mar.
  • Importância: As alergias alimentares podem ser um precursor para o desenvolvimento de asma e rinite alérgica.

Asma

  • Idade de Início: Geralmente entre 3 e 5 anos.
  • Sintomas: Dificuldade para respirar, chiado no peito e tosse.
  • Importância: A asma é uma condição crônica que pode persistir na idade adulta.

Rinite Alérgica

  • Idade de Início: Pode começar na infância ou adolescência.
  • Sintomas: Espirros, coriza, coceira no nariz e olhos lacrimejantes.
  • Importância: A rinite alérgica é comum em indivíduos com histórico de outras condições atópicas.

Fatores de Risco para a Marcha Atópica

Vários fatores podem contribuir para o desenvolvimento da marcha atópica, incluindo:

Genética

Histórico familiar de doenças alérgicas.

Exposição a Alérgenos

Contato precoce com ácaros, pólen ou alimentos alergênicos.

Poluição e Tabagismo

Ambientes poluídos e exposição ao fumo podem agravar as condições alérgicas.

Alterações na Microbiota Intestinal

Desequilíbrios na flora intestinal podem influenciar o sistema imunológico.

Prevenção e Controle da Marcha Atópica

Embora a marcha atópica tenha um componente genético, algumas estratégias podem ajudar a prevenir ou controlar suas manifestações:

Amamentação

A amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida pode reduzir o risco de dermatite atópica e alergias alimentares.

Introdução de Alimentos Sólidos

A introdução de alimentos potencialmente alergênicos, como amendoim e ovos, deve ser feita de forma gradual e sob orientação médica.

Controle Ambiental

Reduzir a exposição a alérgenos comuns, como ácaros e pólen, pode ajudar a prevenir crises alérgicas.

Tratamento Precoce

O manejo adequado da dermatite atópica e das alergias alimentares pode reduzir o risco de progressão para asma e rinite alérgica.

Imunoterapia

Em alguns casos, a imunoterapia com alérgenos pode ser usada para dessensibilizar o sistema imunológico.

Cuidados de Enfermagem no Manejo da Marcha Atópica

A equipe de enfermagem desempenha um papel crucial no suporte a pacientes com marcha atópica. Aqui estão os principais cuidados:

Educação do Paciente e Familiares

Explique sobre a marcha atópica e a importância do controle ambiental e do tratamento precoce.

Acompanhamento Nutricional

Oriente sobre a introdução de alimentos e o manejo de alergias alimentares.

Monitoramento de Sintomas

Observe e registre os sintomas do paciente para ajustar o tratamento conforme necessário.

Apoio Emocional

Ofereça suporte emocional, especialmente para crianças e famílias que lidam com múltiplas condições alérgicas.

A marcha atópica é uma sequência de condições alérgicas que pode impactar significativamente a qualidade de vida. Compreender suas fases e fatores de risco é essencial para prevenir e controlar essas doenças.

Para a equipe de enfermagem, a educação e o suporte ao paciente são fundamentais para garantir um manejo eficaz.

Referência:

  1. Hill DA, Spergel JM. The atopic march: Critical evidence and clinical relevance. Ann Allergy Asthma Immunol. 2018 Feb;120(2):131-137. doi: 10.1016/j.anai.2017.10.037. Erratum in: Ann Allergy Asthma Immunol. 2018 Apr;120(4):451. doi: 10.1016/j.anai.2018.02.033. PMID: 29413336; PMCID: PMC5806141.

Diferenças entre endemia, pandemia, epidemia e surto

Em saúde pública, algumas palavras costumam aparecer frequentemente nos noticiários, artigos científicos e até mesmo em conversas cotidianas: endemia, epidemia, pandemia e surto. Apesar de parecerem semelhantes, cada termo possui um significado específico e compreender essas diferenças é essencial para profissionais de saúde, principalmente para a enfermagem, que atua diretamente na vigilância, prevenção e assistência aos pacientes.

O Primeiro Alerta: O Surto

Um surto é o termo mais localizado. Ele se refere a um aumento repentino e inesperado do número de casos de uma doença em uma área específica, como uma escola, um hospital ou uma comunidade.

  • O que o caracteriza: Acontece em um local muito restrito. É um sinal de alerta de que algo está fora do controle.
  • Exemplo Comum: Vários casos de intoxicação alimentar após um evento em um restaurante ou o aumento de casos de sarampo em uma determinada escola. O surto é um problema local, mas que exige uma resposta rápida para não se espalhar.

A Ameaça Local: A Epidemia

Se o surto não for controlado e a doença se espalhar para uma área maior, como uma cidade, um estado ou uma região, temos uma epidemia. O número de casos é significativamente maior do que o esperado para aquela região.

  • O que a caracteriza: A doença se espalha rapidamente, atingindo uma grande quantidade de pessoas em uma área geograficamente delimitada. O nível de infecção é alarmante.
  • Exemplo Comum: Um grande aumento de casos de dengue durante o verão em uma cidade. A doença está se espalhando em uma escala que requer intervenção coordenada das autoridades de saúde.

O Perigo Global: A Pandemia

A palavra mais temida. Uma pandemia é uma epidemia que se espalhou por vários países ou continentes, afetando uma grande parte da população mundial.

  • O que a caracteriza: A disseminação da doença é global. Ela não está restrita a uma região, mas se espalha pelo mundo. O número de casos é enorme e o impacto é sentido em larga escala.
  • Exemplo Comum: O vírus da Influenza A (H1N1) em 2009 e, mais recentemente, a COVID-19. Ambas as doenças se espalharam por todos os continentes, impactando a vida de bilhões de pessoas e exigindo uma resposta global coordenada.

A Realidade Constante: A Endemia

Por fim, a endemia é o termo usado para descrever uma doença que existe de forma contínua e em uma frequência esperada dentro de uma área geográfica específica. A doença é “nativa” daquela região.

  • O que a caracteriza: A doença está sempre presente na população, em um nível que não causa alarme.
  • Exemplo Comum: A febre amarela na Amazônia ou a malária em certas regiões da África. A doença não desaparece, mas o número de casos se mantém estável, exigindo um monitoramento constante.

Cuidados de Enfermagem: Nossa Atuação em Cada Cenário

O nosso papel, como profissionais de enfermagem, é crucial em todas essas situações. A classificação da doença define o nosso nível de resposta:

  • No Surto: Atuamos na identificação e isolamento dos casos. A nossa principal função é cortar a cadeia de transmissão rapidamente.
  • Na Epidemia: A nossa atuação é mais abrangente. Participamos de campanhas de vacinação, organizamos o atendimento em hospitais e unidades de saúde e educamos a população sobre medidas de prevenção, como a higiene e o distanciamento.
  • Na Pandemia: A nossa atuação é na linha de frente, lidando com um número massivo de pacientes, implementando protocolos rigorosos de segurança e, muitas vezes, lidando com o estresse e a exaustão da equipe.
  • Na Endemia: O nosso papel é de vigilância contínua. Participamos de programas de controle, administramos vacinas e educamos a população sobre como prevenir a doença no dia a dia.

Outros cuidados

  • Educação em saúde: orientar a população sobre medidas de prevenção, higiene e vacinação.
  • Vigilância epidemiológica: notificar casos suspeitos e confirmados, colaborando com os sistemas de informação em saúde.
  • Isolamento e precauções: aplicar medidas de biossegurança para evitar a propagação da doença.
  • Assistência direta: prestar cuidados clínicos aos pacientes, respeitando protocolos específicos de cada doença.
  • Apoio psicossocial: acolher e orientar pacientes e familiares em situações de crise sanitária.

Entender as diferenças entre endemia, epidemia, surto e pandemia é essencial para que o estudante e o profissional de enfermagem consigam contextualizar melhor as situações de saúde pública e atuar de forma eficaz na prevenção, detecção precoce e no cuidado aos pacientes.

A enfermagem, por estar na linha de frente, desempenha papel estratégico não apenas no atendimento clínico, mas também na educação em saúde e na vigilância epidemiológica.

Referências:

  1. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Principles of Epidemiology in Public Health Practice. 3rd ed. Atlanta, GA: CDC, 2012. Disponível em: https://www.cdc.gov/csels/dsepd/ss1978/lesson1/section11.html
  2. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). International Health Regulations. 3rd ed. Geneva: WHO, 2005. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241580496
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 5. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br. 
  4. OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde. Epidemias, endemias e pandemias: entenda a diferença. 2020. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/27-3-2020-epidemias-endemias-e-pandemias-entenda-diferenca. 
  5. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Emergencies preparedness, response: outbreaks and pandemics. 2020. Disponível em: https://www.who.int/emergencies/diseases.

Notícias da Enfermagem

Cofen Amplia Atuação da Enfermagem no Combate a HIV, ISTs e Hepatites

Brasília, 3 de setembro de 2025 – Uma nova e importante etapa para a saúde pública brasileira foi aprovada pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Em parceria com o Ministério da Saúde, o Cofen aprovou medidas que expandem a autonomia dos profissionais de Enfermagem no enfrentamento ao HIV/Aids, às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e às […]

Intervenções de Enfermagem na Violência Contra Idosos

A violência contra idosos é um problema de saúde pública grave e complexo, que exige atenção e ações efetivas de todos os profissionais da saúde, em especial dos enfermeiros.

Como primeiros profissionais a entrar em contato com essas vítimas, os enfermeiros desempenham um papel fundamental na identificação, prevenção e cuidado dessas pessoas.

Qual o papel do enfermeiro na prevenção e cuidado de idosos vítimas de violência?

O enfermeiro atua em diversas frentes para proteger os idosos da violência:

Identificação

O primeiro passo é identificar os sinais de violência, que podem ser físicos, psicológicos, sexuais, financeiros ou negligência. É importante estar atento a lesões inexplicáveis, mudanças comportamentais, retraimento social, desnutrição e sinais de negligência nos cuidados pessoais.

Comunicação

 Estabelecer um ambiente de confiança com o idoso é essencial para que ele se sinta seguro em relatar a violência sofrida. A comunicação clara, empática e respeitosa é fundamental.

Avaliação

 Realizar uma avaliação completa do idoso, incluindo a coleta de dados sobre a história de vida, a situação familiar e social, e os tipos de violência sofridos.

Documentação

 É crucial documentar todas as informações relevantes, incluindo as lesões, os relatos do idoso e as ações realizadas. Essa documentação servirá como prova em caso de denúncia.

Notificação

 A notificação obrigatória dos casos de violência contra idosos é fundamental para garantir que as medidas de proteção sejam tomadas e que o agressor seja responsabilizado.

Encaminhamento

O enfermeiro deve encaminhar o idoso para os serviços especializados, como assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais que possam oferecer o suporte necessário.

Educação

 Promover a educação em saúde para a comunidade sobre a prevenção da violência contra idosos é fundamental para mudar a cultura e criar uma sociedade mais justa e protetora.

Advocacia

 O enfermeiro deve atuar como defensor dos direitos dos idosos, buscando garantir que eles tenham acesso aos serviços de saúde e proteção social.

Quais são as principais intervenções de enfermagem?

  • Promoção da saúde: Oferecer orientações sobre hábitos de vida saudáveis, prevenção de quedas, alimentação adequada e atividades físicas.
  • Prevenção de quedas: Avaliar os riscos de quedas e implementar medidas para prevenir acidentes.
  • Promoção da autonomia: Incentivar a autonomia do idoso, sempre que possível, e oferecer suporte para que ele possa tomar suas próprias decisões.
  • Fortalecimento da rede social: Estimular a participação do idoso em atividades sociais e o contato com familiares e amigos.
  • Promoção da saúde mental: Oferecer suporte psicológico e emocional para o idoso e sua família.

Desafios e Considerações

O enfrentamento da violência contra idosos é um desafio complexo que envolve diversos fatores sociais, culturais e econômicos. Os enfermeiros podem encontrar dificuldades como:

  • Subnotificação: Muitos casos de violência não são denunciados.
  • Falta de recursos: Os serviços de saúde e assistência social podem estar sobrecarregados e com recursos limitados.
  • Resistência da família: A família pode negar a violência ou ter dificuldade em aceitar ajuda externa.
  • Falta de preparo dos profissionais: Nem todos os profissionais de saúde estão preparados para lidar com a violência contra idosos.

A violência contra idosos é uma violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública grave.

Os enfermeiros desempenham um papel fundamental na identificação, prevenção e cuidado dessas vítimas. Ao adotar uma postura ativa e humanizada, os enfermeiros podem contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida dos idosos e para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

Referências:

  1. Oliveira, K. S. M., Carvalho, F. P. B. de ., Oliveira, L. C. de ., Simpson, C. A., Silva, F. T. L. da ., & Martins, A. G. C.. (2018). Violência contra idosos: concepções dos profissionais de enfermagem acerca da detecção e prevenção. Revista Gaúcha De Enfermagem, 39, e57462. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2018.57462
  2. Santos, J. de S., Santos, R. da C., Araújo-Monteiro, G. K. N. de ., Santos, R. C. dos ., Costa, G. M. C., Guerrero-Castañeda, R. F., & Souto, R. Q.. (2021). Cuidado de enfermagem forense ao idoso em situações de violência: revisão de escopo. Acta Paulista De Enfermagem, 34, eAPE002425. https://doi.org/10.37689/acta-ape/2021AR02425

Mecanismos de Perda de Calor no Recém-Nascido (RN)

O recém-nascido (RN) é particularmente vulnerável à perda de calor devido às suas características fisiológicas e à transição do ambiente intrauterino para o mundo externo. Manter a temperatura corporal adequada é crucial para o bem-estar e a saúde do bebê.

Nesta publicação, vamos explorar os mecanismos de perda de calor no recém-nascido, as consequências da hipotermia e as estratégias para prevenir a perda de calor.

Por Que o Recém-Nascido Perde Calor Facilmente?

O recém-nascido tem uma relação superfície corporal/peso maior do que os adultos, o que facilita a perda de calor. Além disso, sua pele é mais fina, e a camada de gordura subcutânea é menos desenvolvida, reduzindo a capacidade de isolamento térmico. Esses fatores tornam o RN mais suscetível à hipotermia, especialmente nas primeiras horas de vida.

Mecanismos de Perda de Calor no Recém-Nascido

Existem quatro principais mecanismos de perda de calor no RN, conhecidos como os “4 Rs”:

Radiação

  • O Que É: Perda de calor para superfícies frias ao redor, sem contato direto.
  • Exemplo: Um RN próximo a uma janela fria ou parede sem isolamento térmico.
  • Prevenção: Manter o bebê longe de superfícies frias e usar incubadoras ou berços aquecidos.

Convecção

  • O Que É: Perda de calor devido ao movimento do ar ao redor do bebê.
  • Exemplo: Correntes de ar em salas com portas ou janelas abertas.
  • Prevenção: Evitar correntes de ar e manter o ambiente aquecido e controlado.

Condução

  • O Que É: Perda de calor por contato direto com superfícies frias.
  • Exemplo: Colocar o RN em uma balança fria ou mesa de exame sem aquecimento.
  • Prevenção: Usar superfícies aquecidas ou toalhas pré-aquecidas para exames e procedimentos.

Evaporação

  • O Que É: Perda de calor pela evaporação de líquidos da pele do bebê.
  • Exemplo: Secagem inadequada após o banho ou contato com líquidos amnióticos no parto.
  • Prevenção: Secar o RN imediatamente após o nascimento e evitar exposição prolongada à umidade.

Consequências da Hipotermia no Recém-Nascido

A hipotermia no RN pode levar a complicações graves, como:

  • Aumento do Consumo de Oxigênio: O corpo tenta gerar calor, aumentando o metabolismo e o consumo de oxigênio.
  • Hipoglicemia: A necessidade de energia para gerar calor pode reduzir os níveis de glicose no sangue.
  • Acidose Metabólica: O metabolismo acelerado pode levar ao acúmulo de ácidos no organismo.
  • Aumento do Risco de Infecções: A hipotermia compromete o sistema imunológico.
  • Dificuldades Respiratórias: O RN pode apresentar apneia ou respiração irregular.

Estratégias para Prevenir a Perda de Calor

A prevenção da perda de calor é essencial para garantir a saúde do recém-nascido. Aqui estão algumas estratégias eficazes:

Contato Pele a Pele

O contato direto com a mãe ou o pai ajuda a manter o calor do bebê e promove o vínculo afetivo.

Secagem Imediata

Secar o RN completamente após o nascimento, especialmente a cabeça, que é uma área de grande perda de calor.

Uso de Toucas e Mantas

Cobrir a cabeça do RN com uma touca e envolvê-lo em mantas aquecidas.

Ambiente Aquecido

Manter a sala de parto e o berçário em uma temperatura adequada (24-26°C).

Incubadoras e Berços Aquecidos

Usar equipamentos que ajudam a manter a temperatura corporal do RN estável.

Banho Tardio

Adiar o primeiro banho do RN por pelo menos 6 horas após o nascimento para evitar a perda de calor por evaporação.

Cuidados de Enfermagem no Controle Térmico do RN

A equipe de enfermagem desempenha um papel fundamental na prevenção da perda de calor no RN. Aqui estão os principais cuidados:

Monitoramento da Temperatura

Aferir a temperatura do RN regularmente, especialmente nas primeiras horas de vida.

Educação dos Pais

Orientar os pais sobre a importância do contato pele a pele e como manter o bebê aquecido em casa.

Preparação do Ambiente

Garantir que a sala de parto e o berçário estejam aquecidos e livres de correntes de ar.

Atenção aos Sinais de Hipotermia

Observar sinais como pele fria, letargia e dificuldade respiratória, comunicando imediatamente à equipe médica.

A perda de calor no recém-nascido é uma preocupação importante, mas com medidas preventivas adequadas, é possível garantir que o bebê mantenha uma temperatura corporal estável.

Para a equipe de enfermagem, o monitoramento e a educação são ferramentas essenciais para proteger o RN e promover um início de vida saudável.

Referências:

  1. AMORIM, Gabriela Neves dos Santos Silva. Termorregulação do Recém-nascido nas primeiras horas de vida em Unidade Neonatal. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Enfermagem) – Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2019. Disponível em: https://www.repositorio.ufal.br/bitstream/riufal/6312/3/Termorregula%C3%A7%C3%A3o%20do%20Rec%C3%A9m-nascido%20nas%20primeiras%20horas%20de%20vida%20em%20Unidade%20Neonatal.pdf
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde. 2. ed. atual. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 4 v. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_recem_nascido_%20guia_profissionais_saude_v4.pdf

Pneumonia Aspirativa

A pneumonia aspirativa é uma condição grave que ocorre quando substâncias estranhas, como alimentos, líquidos ou secreções, são aspiradas para os pulmões, causando inflamação e infecção. Essa condição é mais comum em idosos, pacientes com dificuldades de deglutição ou aqueles com alterações do nível de consciência.

Nesta publicação, vamos explorar as causas, os sintomas, os fatores de risco e os tratamentos da pneumonia aspirativa, além de destacar a importância dos cuidados preventivos.

Como ocorre?

A pneumonia aspirativa acontece quando o mecanismo de proteção das vias aéreas falha, permitindo que partículas estranhas entrem nos pulmões. Essas partículas podem conter bactérias, que desencadeiam uma resposta inflamatória e infecciosa.

Fatores de Risco

Entre os principais fatores de risco estão disfagia (dificuldade para engolir), doenças neurológicas como AVC ou Parkinson, uso de sedativos ou álcool, e condições que reduzem o nível de consciência, como coma ou anestesia geral.

Sintomas

Os sintomas da pneumonia aspirativa podem variar, mas geralmente incluem tosse persistente, febre, falta de ar, dor no peito e expectoração com odor desagradável.

Em casos graves, o paciente pode apresentar confusão mental, cianose (coloração azulada da pele) e queda na oxigenação.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com base no histórico clínico, exame físico e exames complementares, como radiografia de tórax e tomografia computadorizada.

Tratamento

O tratamento da pneumonia aspirativa envolve o uso de antibióticos para combater a infecção, suporte respiratório com oxigênio ou ventilação mecânica, se necessário, e fisioterapia respiratória para ajudar na eliminação de secreções.

Em casos de aspiração recorrente, pode ser necessário ajustar a dieta do paciente para alimentos mais pastosos ou até mesmo considerar a alimentação por sonda.

Prevenção

A prevenção é um aspecto crucial no manejo da pneumonia aspirativa. Para pacientes com disfagia, é essencial realizar avaliações fonoaudiológicas para identificar e corrigir problemas de deglutição.

Cuidados como elevar a cabeceira da cama durante as refeições, evitar alimentos de consistência inadequada e supervisionar pacientes com dificuldades de alimentação podem reduzir significativamente o risco de aspiração.

Cuidados de Enfermagem

A equipe de enfermagem desempenha um papel fundamental na prevenção e no tratamento da pneumonia aspirativa. Cuidados como a higiene bucal regular, o posicionamento correto do paciente e a observação atenta durante a alimentação são medidas simples, mas eficazes, para evitar complicações.

Além disso, a educação dos familiares e cuidadores sobre os riscos e as práticas seguras de alimentação é essencial para garantir a segurança do paciente.

Em resumo, a pneumonia aspirativa é uma condição que exige atenção e cuidados específicos, especialmente em pacientes vulneráveis. Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e medidas preventivas, é possível reduzir os riscos e melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

Referências:

  1. TOUFEN JUNIOR, Carlos; CAMARGO, Fernanda Pereira de; CARVALHO, Carlos Roberto Ribeiro. Pneumonia aspirativa associada a alterações da deglutição: relato de caso. 1 Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo, v. 2 19, n. 3, p. 371-374, set. 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbti/a/RQq7f6DgSmHJBn6QG8PnnCR/?format=pdf
  2. Teramoto, S. (2022). The current definition, epidemiology, animal models and a novel therapeutic strategy for aspiration pneumonia. 1 Respiratory Investigation, 60(1), 45-55. https://doi.org/10.1016/j.resinv.2021.08.008

Dengue e os Cuidados de Enfermagem

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que, além de causar grande preocupação para a saúde pública, pode levar a complicações graves e até à morte. Recentemente, o Governo do Estado de São Paulo decretou situação de emergência devido ao aumento expressivo de casos da doença.

Nesta publicação, vamos explorar o que é a dengue, os motivos da emergência em SP e os cuidados de enfermagem essenciais para o manejo dessa doença.

O Que é a Dengue?

A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Existem quatro sorotipos do vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), e a infecção por um sorotipo não confere imunidade contra os outros.

Sintomas da Dengue

Os sintomas variam de leves a graves e incluem:

  • Febre alta (39°C a 40°C).
  • Dor de cabeça intensa.
  • Dor atrás dos olhos.
  • Dores musculares e articulares.
  • Manchas vermelhas na pele.
  • Náuseas e vômitos.

Em casos graves, a dengue pode evoluir para formas hemorrágicas ou síndrome do choque da dengue, que podem ser fatais.

Por Que o Governo de SP Decretou Emergência?

O Governo do Estado de São Paulo decretou situação de emergência devido ao aumento exponencial de casos de dengue em 2023. Alguns fatores contribuíram para esse cenário:

  1. Proliferação do Mosquito: Condições climáticas favoráveis, como chuvas e calor, aumentam a reprodução do Aedes aegypti.
  2. Baixa Imunidade da População: A circulação de um sorotipo diferente do vírus pode levar a surtos, já que a população não tem imunidade contra ele.
  3. Falta de Prevenção: Acúmulo de água parada em residências e áreas públicas facilita a reprodução do mosquito.

A declaração de emergência permite que o governo mobilize recursos e medidas adicionais para combater a doença, como campanhas de conscientização, mutirões de limpeza e reforço no atendimento médico.

Cuidados de Enfermagem no Manejo da Dengue

A equipe de enfermagem desempenha um papel crucial no atendimento aos pacientes com dengue, desde a identificação dos sintomas até o acompanhamento clínico. Aqui estão os principais cuidados:

Avaliação Inicial

  • Identificação dos Sintomas: Avalie a presença de febre, dor de cabeça, manchas na pele e outros sinais típicos da dengue.
  • Histórico Epidemiológico: Pergunte se o paciente esteve em áreas com surtos de dengue.

Monitoramento de Sinais Vitais

  • Aferir temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória regularmente.
  • Observar sinais de gravidade, como queda da pressão arterial ou taquicardia.

Hidratação

  • Incentivar a ingestão de líquidos (água, soro caseiro ou soluções de reidratação oral).
  • Em casos graves, administrar soro fisiológico por via intravenosa, conforme prescrição médica.

Controle da Dor e Febre

  • Administrar paracetamol para dor e febre, evitando anti-inflamatórios (como ibuprofeno ou ácido acetilsalicílico), que podem aumentar o risco de sangramento.

Vigilância para Complicações

  • Monitorar sinais de alerta, como sangramentos (gengivais, nasais ou na urina), vômitos persistentes e dor abdominal intensa.
  • Observar sinais de choque, como extremidades frias e pulsos fracos.

Educação do Paciente e Familiares

  • Orientar sobre a importância da hidratação e do repouso.
  • Alertar sobre sinais de gravidade que exigem retorno imediato ao hospital.
  • Ensinar medidas para prevenir a proliferação do mosquito, como eliminar água parada.

Prevenção da Dengue

A prevenção é a melhor estratégia para controlar a dengue. Aqui estão algumas medidas essenciais:

  1. Eliminar Criadouros do Mosquito:
    • Tampar caixas d’água.
    • Limpar calhas e ralos.
    • Evitar acúmulo de água em vasos de plantas, pneus e garrafas.
  2. Uso de Repelentes: Aplicar repelentes na pele e usar roupas que cubram braços e pernas.
  3. Telas em Janelas e Portas: Impedir a entrada do mosquito em residências.
  4. Campanhas de Conscientização: Participar de ações comunitárias para combater o Aedes aegypti.

A dengue é uma doença séria que exige atenção e cuidados específicos, especialmente em momentos de surto, como o que estamos vivenciando em São Paulo. A declaração de emergência pelo governo reforça a necessidade de ações rápidas e eficazes para controlar a doença.

Para a equipe de enfermagem, o conhecimento sobre o manejo da dengue e a educação dos pacientes são ferramentas poderosas para salvar vidas e reduzir o impacto da doença.

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. Decreto nº 68.368, de 05/03/2024
  3. Ministério da Saúde-Manual de Enfermagem

Meios de Prevenção de Quedas

As quedas em ambiente hospitalar são eventos indesejáveis que podem causar lesões graves aos pacientes e gerar consequências negativas para a instituição. Felizmente, existem diversas medidas preventivas que podem ser adotadas para reduzir significativamente o risco de ocorrências.

Medidas Preventivas Comuns

Uso da Campainha Beira-Leito

 A campainha deve estar sempre ao alcance do paciente para que ele possa solicitar ajuda quando precisar se levantar ou realizar alguma atividade.

Meias Antiderrapantes

 O uso de meias com sola antiderrapante proporciona maior aderência ao piso, diminuindo o risco de escorregões.

Proximidade do Posto de Enfermagem

 Ao posicionar o leito do paciente próximo ao posto de enfermagem, a equipe pode monitorar mais de perto e atender rapidamente às suas necessidades.

Grades do Leito Elevadas

 As grades de proteção do leito devem ser mantidas elevadas, especialmente durante a noite ou quando o paciente estiver sonolento, evitando que ele caia da cama.

Calçados Adequados

 O uso de calçados fechados e com sola antiderrapante é fundamental para garantir a segurança do paciente ao caminhar.

Iluminação Adequada

O ambiente deve estar bem iluminado, tanto durante o dia quanto à noite, para evitar tropeços e quedas.

Mobiliário Fixo

 O mobiliário deve ser fixo e estável, evitando que o paciente se apoie em objetos que possam se mover.

Corredores Livres de Obstáculos

 Os corredores devem estar livres de objetos que possam obstruir a passagem e causar tropeços.

Avaliação Regular do Risco de Queda

 É fundamental realizar uma avaliação regular do risco de queda de cada paciente, identificando os fatores de risco e implementando as medidas preventivas adequadas.

Orientação ao Paciente e Acompanhante

O paciente e seus acompanhantes devem ser orientados sobre a importância das medidas de segurança e como solicitar ajuda quando necessário.

Programa de Prevenção de Quedas

A instituição deve implementar um programa de prevenção de quedas que envolva todos os profissionais da saúde e seja atualizado regularmente.

Outros Exemplos de Medidas Preventivas

  • Uso de Alarme de Saída da Cama: Para pacientes com alto risco de queda, o uso de alarmes de saída da cama pode ser uma medida eficaz.
  • Uso de Barreiras Laterais na Cadeira de Rodas: As barreiras laterais na cadeira de rodas ajudam a prevenir que o paciente escorregue para fora da cadeira.
  • Adaptações no Banheiro: A instalação de barras de apoio no banheiro e o uso de assentos sanitários elevados podem reduzir o risco de quedas durante o banho.
  • Exercícios de Fortalecimento: A prática regular de exercícios de fortalecimento muscular pode melhorar o equilíbrio e a força do paciente, diminuindo o risco de quedas.

A importância da equipe multidisciplinar

A prevenção de quedas é uma responsabilidade de toda a equipe multidisciplinar, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e outros profissionais. A comunicação entre os membros da equipe é fundamental para garantir a eficácia das medidas preventivas.

Referência:

  1. BRASIL. Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Segurança do Paciente – Prevenção de Quedas. 2019. 

Delirium: Métodos de Prevenção

O delirium é um distúrbio agudo, transitório e geralmente reversível que afeta a atenção, a cognição e o nível de consciência. A prevenção é crucial, especialmente em pacientes hospitalizados.

Métodos de Prevenção

Manter a Orientação e Estimulação Cognitiva:

    • Proporcionar iluminação adequada e sinalização clara.
    • Garantir que um relógio e um calendário estejam visíveis para a pessoa em risco.
    • Conversar com a pessoa para reorientá-la, explicando onde ela está, quem ela é e o que está acontecendo.
    • Introduzir atividades estimulantes do ponto de vista cognitivo.
    • Facilitar visitas regulares da família e amigos.

Ambiente Familiar e Estímulo à Memória:

    • Tornar o ambiente mais familiar para a pessoa.
    • Estimular a memória e a capacidade de pensar.
    • Melhorar o sono através de medidas de higiene do sono.

Identificação de Pacientes em Risco:

    • Avaliar pacientes com idade acima de 65 anos ou tempo de permanência esperado acima de 2 dias.
    • Pacientes internados em UTI ou Semi-Intensiva devem ser cuidados por equipes treinadas na prevenção do delirium.

Referências:

  1. Delirium.pdf (einstein.br)
  2. Burton JK, Craig L, Yong SQ, Siddiqi N, Teale EA, Woodhouse R, Barugh AJ, Shepherd AM, Brunton A, Freeman SC, Sutton AJ, Quinn TJ. Non-pharmacological interventions for preventing delirium in hospitalised non-ICU patients. Cochrane Database of Systematic Reviews 2021, Issue 11. Art. No.: CD013307. DOI: 10.1002/14651858.CD013307.pub3.
  3. Delirium – Distúrbios neurológicos – Manuais MSD edição para profissionais (msdmanuals.com)
  4. Diretriz – Prevenção de Delirium | MedicinaNET

Prevenção de Quedas: Principais Medidas

A prevenção de quedas é uma preocupação significativa no ambiente de saúde, visando a segurança dos pacientes e a qualidade do atendimento.

O Protocolo de Prevenção de Quedas integra uma série de medidas proativas que buscam minimizar os riscos e as consequências das quedas nos estabelecimentos de saúde.

Essas medidas incluem a avaliação de risco do paciente, que deve ser realizada diariamente para identificar aqueles que possuem maior probabilidade de queda.

Além disso, é fundamental a implementação de um ambiente seguro, com pisos nivelados, ausência de objetos soltos no chão e sinalização adequada de áreas molhadas ou potencialmente perigosas.

Medidas que integram o protocolo de Prevenção de Risco de Quedas

Avaliação do risco de queda

A avaliação do risco de queda deve ser feita no momento da admissão do paciente com o emprego de uma escala adequada ao perfil dos pacientes da instituição. Essa avaliação deve ser repetida diariamente até a alta do paciente. Nesse momento, também se deve avaliar a presença de fatores que podem contribuir para o agravamento do dano em caso de queda.

Segundo alguns autores, os fatores de risco intrínsecos funcionais incluem:

  • Idade acima de 65 anos
  • Alterações do nível de consciência
  • Distúrbios do equilíbrio
  • Déficit motor
  • Déficit sensorial
  • Síncope
  • Incontinência urinária
  • Incontinência fecal
  • Uso de medicamentos (sedativos, anti-hipertensivos etc.)
  • Hipotensão postural
  • História de queda recente.

Os fatores intrínsecos relacionados às patologias são:

  • Doenças osteomioarticulares
  • Neurológicas
  • Otológicas
  • Cardiovasculares

Prevenção de quedas em instituições de saúde

  • Utilização da Escala de Morse;
  • Após avaliação e identificação do paciente em risco de queda, realize a prescrição de enfermagem com as medidas profiláticas (pelo enfermeiro);
  • Realize a identificação do paciente com risco de queda por meio de pulseira e/ou de sinalização à beira do leito;
  • Identifique o prontuário do paciente com a etiqueta de risco de queda;
  • Os pacientes com risco de queda devem ter supervisão intensiva, sobretudo aqueles que apresentarem confusão mental. Nessa situação, procure conscientizar a família sobre a importância da presença de um acompanhante;
  • Comunique à equipe multiprofissional sobre o risco de queda do paciente;
  • Oriente a equipe e o acompanhante para que acompanhem o paciente na ida ao banheiro e não o deixem sozinho, inclusive durante o banho. Recomenda-se deixar uma luz do banheiro acesa à noite. Se o paciente tiver vários fatores de risco e estiver sem acompanhante (sozinho no quarto), mantenha a porta do quarto aberta;
  • Deixe a área de circulação do quarto livre de móveis e utensílios;
  • Identifique as solicitações de exames externos com etiqueta de risco;
  • Registre no prontuário do paciente todas as intervenções realizadas;
  • Entregue a orientação institucional sobre a prevenção de quedas (panfletos etc.), ao paciente e ao acompanhante, no primeiro dia de internação;
  • Reforce e acrescente as orientações, à equipe e ao acompanhante, quando surgirem outros riscos (introdução de medicamentos, intervenções cirúrgicas, piora do quadro clínico etc.);
  • Oriente a equipe e o acompanhante para que auxiliem o paciente na saída e no retorno ao leito, na transferência do leito para a maca, cadeira de rodas e poltrona;
  • Oriente a equipe multiprofissional e o acompanhante para que mantenham as grades do leito do paciente com risco de quedas sempre elevadas;
  • Mantenha a cama na posição baixa, se possível, e com as rodas travadas;
  • Mantenha a campainha e os objetos pessoais ao alcance do paciente;
  • Avalie a necessidade de realizar a contenção mecânica do paciente no leito, em razão de seu estado mental. A contenção somente deve ser realizada quando todas as demais intervenções tiverem sido ineficazes e o paciente estiver em condição de ser um risco para si mesmo;
  • Explique ao paciente e ao acompanhante o tipo de calçado que o paciente deve usar: com solado antiderrapante e fácil de calçar;
  • Sempre que necessário, acione as equipes de manutenção e limpeza do serviço de saúde a fim de manter o ambiente (quartos, corredores, banheiros) em boas condições de circulação (piso limpo, seco, livre de irregularidades e obstruções).

Na ocorrência de queda

  • Em caso de queda, encaminhe o paciente ao leito, comunique a enfermeira e o médico da unidade ou de plantão;
  • Verifique e anote no prontuário do paciente e na ficha de ocorrência de quedas, de maneira clara e completa, as circunstâncias em que ocorreu a queda, incluindo:
    • Risco de queda, identificado no dia em que ela ocorreu;
    • Período do dia em que ocorreu o evento;
    • Local da queda;
    • Como ocorreu a queda;
    • Se o paciente estava sozinho ou com acompanhante;
    • Se o paciente estava confuso;
    • Se houve testemunhas;
    • Se o paciente acionou a campainha ou chamou antes da queda;
    • Quais as medicações em uso;
    • Se havia prescrições voltadas à prevenção de quedas no prontuário do paciente;
    • A conduta médica – registro indispensável.

– Verifique e anote as condições externas que colaboraram para a queda, como a altura da cama, se estava com as grades baixadas, se a campainha do quarto e banheiro estavam
funcionando. Registre também o quadro de pessoal da unidade e como foi feita a divisão de trabalho naquele dia;

– Solicite avaliação médica, mesmo quando parecer que não houve lesões e que o paciente está bem (os pacientes podem não valorizar alguns sintomas porque não os associam com a queda) Preste atenção às reações do paciente nas 24 h seguintes;

– Encaminhe a ficha de ocorrência de queda para a coordenação de enfermagem e para a comissão de prevenção de quedas para análise;

– Acompanhe o monitoramento do paciente após a queda, com a comissão de prevenção de quedas ou com o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).

Referências:

  1. protocolo-de-prevencao-de-quedas (www.gov.br)
  2. PR.MULT_.002-00-Protocolo-de-Prevencao-de-Queda-1.pdf (ints.org.br)
  3. 13404490571782_Protocolo_Prevencao_de_Quedas__15-10-2009.pdf (saudedireta.com.br)