Demência por Corpos de Lewy

A demência por corpos de Lewy (DCL) é uma condição neurodegenerativa progressiva que combina características da doença de Alzheimer e da doença de Parkinson. Ela é uma das principais causas de demência em idosos e representa um desafio diagnóstico por sua apresentação clínica variada e flutuante.

Compreender seus sintomas, causas e cuidados é essencial para oferecer assistência humanizada e eficaz, especialmente no contexto da enfermagem.

O que é a demência por corpos de Lewy?

A Demência por Corpos de Lewy é uma doença neurodegenerativa causada pelo acúmulo de proteínas anormais no cérebro, chamadas Corpos de Lewy.

  • O Mecanismo: Esses corpos são feitos principalmente de uma proteína chamada alfa-sinucleína. Quando essa proteína se agrupa e se deposita em certas áreas do cérebro, ela danifica as células nervosas.
  • As Áreas Afetadas: Os Corpos de Lewy se depositam em duas regiões principais:
    1. Córtex Cerebral: Afeta o pensamento, a memória e a percepção.
    2. Tronco Encefálico: Afeta a regulação do sono e o controle dos movimentos (o que causa o parkinsonismo).
  • A Conexão com o Parkinson: A DCL compartilha a mesma proteína (alfa-sinucleína) que causa a Doença de Parkinson. Muitos pacientes com DCL desenvolvem sintomas motores que são idênticos aos do Parkinson, e vice-versa, tornando o diagnóstico precoce um grande desafio.

Causas e fatores de risco

As causas exatas ainda não são totalmente compreendidas, mas a DCL está relacionada a processos degenerativos cerebrais semelhantes aos observados no Alzheimer e no Parkinson.

Entre os fatores de risco estão:

  • Idade avançada (acima de 60 anos);
  • História familiar de demência;
  • Presença de mutações genéticas específicas;
  • Sexo masculino (levemente mais prevalente).

Manifestações clínicas

O que diferencia a DCL do Alzheimer ou do Parkinson é a combinação de três grupos de sintomas que a enfermagem precisa monitorar de perto:

Flutuações Cognitivas

  • O que são: São variações significativas e imprevisíveis no nível de atenção, alerta e pensamento do paciente. Em um momento, o paciente pode estar lúcido e conversando; horas depois, ele pode estar totalmente confuso, sonolento e desorientado.
  • Cuidados de Enfermagem: Registrar e comunicar essas flutuações. Elas podem ser confundidas com delirium ou piora da doença, mas na DCL, são uma característica central.

Alucinações Visuais Recorrentes

  • O que são: O paciente vê coisas que não estão lá. Essas alucinações são tipicamente visuais, detalhadas e recorrentes (por exemplo, “ver” crianças, animais ou pessoas estranhas na sala).
  • Cuidados de Enfermagem: Nunca discutir ou confrontar o paciente sobre a alucinação, pois isso aumenta a ansiedade. Validar o sentimento do paciente (ex: “Entendo que você está assustado, mas aqui estamos seguros”) e tentar mudar o foco ou o ambiente.

Parkinsonismo

  • O que são: Sinais motores semelhantes à Doença de Parkinson: rigidez muscular, lentidão de movimentos (bradicinesia) e, por vezes, tremores.
  • Cuidados de Enfermagem: Aumentam o risco de quedas e a dificuldade na alimentação e higiene. O cuidado é focado na prevenção de quedas e na assistência durante as refeições.

Outros Sinais Cruciais

  • Distúrbio Comportamental do Sono REM (DBCSR): O paciente “encena” seus sonhos. Ele pode gritar, espernear ou se debater durante o sono, pois perde a paralisia muscular natural que ocorre durante a fase REM.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico e requer avaliação cuidadosa do histórico e dos sintomas. Exames complementares ajudam a descartar outras causas de demência.

Entre os exames mais utilizados estão:

  • Ressonância magnética (RM) para descartar lesões estruturais;
  • Tomografia por emissão de fóton único (SPECT) para avaliar a dopamina;
  • Exames neuropsicológicos para avaliar a cognição e a memória.

A confirmação definitiva só pode ser feita por estudo histopatológico após o óbito, mas os critérios clínicos são altamente sensíveis quando aplicados corretamente

Tratamento e manejo

Não existe cura para a DCL, mas há tratamentos que ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

  • Medicamentos inibidores da colinesterase (como a rivastigmina) podem auxiliar na cognição e no comportamento;
  • Levodopa pode ser usada para sintomas motores, embora a resposta nem sempre seja completa;
  • Cuidados com medicamentos antipsicóticos: devem ser evitados ou usados com cautela, pois podem agravar sintomas motores e causar reações adversas graves;
  • Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional são fundamentais para manter a funcionalidade.

Cuidados de Enfermagem

O tratamento da DCL é sintomático e exige um plano de cuidados que priorize a segurança e a estabilidade.

  1. Segurança e Prevenção de Quedas: Devido à bradicinesia, rigidez e às flutuações cognitivas, o risco de queda é muito alto.
    • Intervenção: Adaptar o ambiente, usar alarmes de cama e auxiliar o paciente durante a deambulação.
  2. Manejo de Medicações: Muitos pacientes são tratados com inibidores da colinesterase (usados no Alzheimer), que ajudam nas flutuações cognitivas.
    • Alerta: A DCL tem uma sensibilidade extrema a antipsicóticos convencionais. Muitos desses medicamentos podem piorar drasticamente os sintomas motores (parkinsonismo) e o estado mental do paciente. O enfermeiro deve estar atento a qualquer prescrição e reação adversa.
  3. Ambiente Calmo e Rotina: O paciente com DCL se beneficia de um ambiente calmo, com pouca estimulação e uma rotina diária previsível. Isso minimiza a confusão e a ansiedade.
  4. Comunicação Consistente: Usar frases curtas, claras e uma abordagem tranquila. O paciente pode esquecer rapidamente as instruções devido às flutuações.

Prognóstico e evolução

A DCL é uma doença progressiva, com evolução variável entre os indivíduos. Em média, o tempo de sobrevida após o diagnóstico é de 5 a 8 anos. A abordagem humanizada e o acompanhamento multiprofissional são fundamentais para preservar a dignidade e a qualidade de vida do paciente.

A demência por corpos de Lewy é uma condição complexa, que exige sensibilidade, conhecimento técnico e trabalho em equipe. O papel do enfermeiro é essencial, não apenas no manejo clínico, mas também no apoio emocional e educativo, garantindo um cuidado centrado no paciente e em sua família.

Referências:

  1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NEUROLOGIA (ABN). Demência com Corpos de Lewy. Disponível em: https://www.abneuro.org.br/.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas: Doença de Alzheimer. (Muitas diretrizes de demência abordam a DCL em comparação). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/protocolos-clinicos-e-diretrizes-terapeuticas-pcdt/protocolos-clinicos-e-diretrizes-terapeuticas-em-vigor/pcdt-doenca-de-alzheimer-versao-final.pdf
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Demência por Corpos de Lewy: diagnóstico e manejo. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude. 
  4. ALZHEIMER’S ASSOCIATION. Lewy Body Dementia (LBD). 2024. Disponível em: https://www.alz.org/alzheimers-dementia/what-is-dementia/types-of-dementia/lewy-body-dementia. 
  5. NATIONAL INSTITUTE OF NEUROLOGICAL DISORDERS AND STROKE (NINDS). Lewy Body Dementia Fact Sheet. 2024. Disponível em: https://www.ninds.nih.gov.

Pulseiras de Risco Hospitalares

As pulseiras de risco hospitalares são identificadores coloridos utilizados para alertar a equipe de saúde sobre condições específicas de um paciente, como risco de queda, alergias, lesão por pressão e necessidade de preservação de membro.

Elas desempenham um papel fundamental na prevenção de incidentes e na garantia da segurança do paciente durante a hospitalização.

Tipos de Pulseiras e seus Significados

A padronização das cores e símbolos utilizados nas pulseiras varia de acordo com cada instituição, mas a ideia central é a mesma: comunicar de forma rápida e eficiente os riscos associados a cada paciente.

Risco de Queda

    • Cor: Geralmente amarela ou laranja.
    • Símbolo: Um ícone representando uma pessoa caindo ou um símbolo de equilíbrio.
    • Indica: Pacientes com maior probabilidade de cair, como idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou que utilizam medicamentos que podem causar tontura.

Alergia

    • Cor: Vermelha ou rosa.
    • Símbolo: Um ícone de exclamação dentro de um triângulo ou um símbolo de alergia.
    • Indica: Pacientes com alergia a medicamentos, alimentos, látex ou outras substâncias. A pulseira pode especificar a substância causadora da alergia.

Lesão por Pressão

    • Cor: Roxa ou lilás.
    • Símbolo: Um ícone representando uma ferida ou uma área sob pressão.
    • Indica: Pacientes com risco aumentado de desenvolver úlceras por pressão, como aqueles que permanecem acamados por longos períodos ou com problemas de circulação.

Preservação de Membro

    • Cor: Azul ou verde.
    • Símbolo: Um ícone representando um membro (braço ou perna) ou uma faixa em torno de um membro.
    • Indica: Pacientes com risco de perda de um membro, como aqueles com problemas circulatórios graves ou que necessitam de enxertos, pacientes mastectomizadas que precisam preservar o lado do membro, não puncionar membro em que irá realizar exame de cateterismo.

Outras informações que podem constar na pulseira

  • Nome do paciente: Essencial para a identificação correta.
  • Data de nascimento: Ajuda a evitar erros de identificação, especialmente em pacientes com nomes comuns.
  • Alergias específicas: Lista detalhada das substâncias às quais o paciente é alérgico.
  • Restrições dietéticas: Indicações sobre a dieta especial do paciente.
  • Nome do médico: Facilita a comunicação entre a equipe de enfermagem e o médico responsável.

Importância das pulseiras de risco

  • Melhora na comunicação: As pulseiras garantem que todas as informações relevantes sobre o paciente sejam facilmente acessíveis a todos os profissionais de saúde envolvidos.
  • Prevenção de erros: Reduz o risco de administrar medicamentos errados, realizar procedimentos inadequados ou causar lesões ao paciente.
  • Melhora na qualidade do cuidado: Permite que a equipe de saúde forneça um cuidado mais individualizado e seguro, adaptando as intervenções às necessidades específicas de cada paciente.
  • Empoderamento do paciente: Ao usar a pulseira, o paciente se sente mais seguro e confiante na equipe de saúde.

As pulseiras de risco hospitalares são ferramentas simples, mas eficazes, que contribuem significativamente para a segurança do paciente. Ao utilizar essas pulseiras de forma correta e consistente, as instituições de saúde podem reduzir o número de eventos adversos e garantir que todos os pacientes recebam o cuidado de alta qualidade que merecem.

Referências:

  1. HOFFMEISTER, Louíse Viecili; MOURA, Gisela Maria Schebella Souto de. Uso de pulseiras de identificação em pacientes internados em um hospital universitário. Rev. Latino-Am. Enfermagem, jan.-fev. 2015, v. 23, n. 1, p. 36-43. DOI: 10.1590/0104-1169.0144.2522.
  2. COREN-SP. Orientação Fundamentada nº 073. 2018. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Orienta%C3%A7%C3%A3o-Fundamentada-073-.pdf

Prevenção de Quedas: Principais Medidas

A prevenção de quedas é uma preocupação significativa no ambiente de saúde, visando a segurança dos pacientes e a qualidade do atendimento.

O Protocolo de Prevenção de Quedas integra uma série de medidas proativas que buscam minimizar os riscos e as consequências das quedas nos estabelecimentos de saúde.

Essas medidas incluem a avaliação de risco do paciente, que deve ser realizada diariamente para identificar aqueles que possuem maior probabilidade de queda.

Além disso, é fundamental a implementação de um ambiente seguro, com pisos nivelados, ausência de objetos soltos no chão e sinalização adequada de áreas molhadas ou potencialmente perigosas.

Medidas que integram o protocolo de Prevenção de Risco de Quedas

Avaliação do risco de queda

A avaliação do risco de queda deve ser feita no momento da admissão do paciente com o emprego de uma escala adequada ao perfil dos pacientes da instituição. Essa avaliação deve ser repetida diariamente até a alta do paciente. Nesse momento, também se deve avaliar a presença de fatores que podem contribuir para o agravamento do dano em caso de queda.

Segundo alguns autores, os fatores de risco intrínsecos funcionais incluem:

  • Idade acima de 65 anos
  • Alterações do nível de consciência
  • Distúrbios do equilíbrio
  • Déficit motor
  • Déficit sensorial
  • Síncope
  • Incontinência urinária
  • Incontinência fecal
  • Uso de medicamentos (sedativos, anti-hipertensivos etc.)
  • Hipotensão postural
  • História de queda recente.

Os fatores intrínsecos relacionados às patologias são:

  • Doenças osteomioarticulares
  • Neurológicas
  • Otológicas
  • Cardiovasculares

Prevenção de quedas em instituições de saúde

  • Utilização da Escala de Morse;
  • Após avaliação e identificação do paciente em risco de queda, realize a prescrição de enfermagem com as medidas profiláticas (pelo enfermeiro);
  • Realize a identificação do paciente com risco de queda por meio de pulseira e/ou de sinalização à beira do leito;
  • Identifique o prontuário do paciente com a etiqueta de risco de queda;
  • Os pacientes com risco de queda devem ter supervisão intensiva, sobretudo aqueles que apresentarem confusão mental. Nessa situação, procure conscientizar a família sobre a importância da presença de um acompanhante;
  • Comunique à equipe multiprofissional sobre o risco de queda do paciente;
  • Oriente a equipe e o acompanhante para que acompanhem o paciente na ida ao banheiro e não o deixem sozinho, inclusive durante o banho. Recomenda-se deixar uma luz do banheiro acesa à noite. Se o paciente tiver vários fatores de risco e estiver sem acompanhante (sozinho no quarto), mantenha a porta do quarto aberta;
  • Deixe a área de circulação do quarto livre de móveis e utensílios;
  • Identifique as solicitações de exames externos com etiqueta de risco;
  • Registre no prontuário do paciente todas as intervenções realizadas;
  • Entregue a orientação institucional sobre a prevenção de quedas (panfletos etc.), ao paciente e ao acompanhante, no primeiro dia de internação;
  • Reforce e acrescente as orientações, à equipe e ao acompanhante, quando surgirem outros riscos (introdução de medicamentos, intervenções cirúrgicas, piora do quadro clínico etc.);
  • Oriente a equipe e o acompanhante para que auxiliem o paciente na saída e no retorno ao leito, na transferência do leito para a maca, cadeira de rodas e poltrona;
  • Oriente a equipe multiprofissional e o acompanhante para que mantenham as grades do leito do paciente com risco de quedas sempre elevadas;
  • Mantenha a cama na posição baixa, se possível, e com as rodas travadas;
  • Mantenha a campainha e os objetos pessoais ao alcance do paciente;
  • Avalie a necessidade de realizar a contenção mecânica do paciente no leito, em razão de seu estado mental. A contenção somente deve ser realizada quando todas as demais intervenções tiverem sido ineficazes e o paciente estiver em condição de ser um risco para si mesmo;
  • Explique ao paciente e ao acompanhante o tipo de calçado que o paciente deve usar: com solado antiderrapante e fácil de calçar;
  • Sempre que necessário, acione as equipes de manutenção e limpeza do serviço de saúde a fim de manter o ambiente (quartos, corredores, banheiros) em boas condições de circulação (piso limpo, seco, livre de irregularidades e obstruções).

Na ocorrência de queda

  • Em caso de queda, encaminhe o paciente ao leito, comunique a enfermeira e o médico da unidade ou de plantão;
  • Verifique e anote no prontuário do paciente e na ficha de ocorrência de quedas, de maneira clara e completa, as circunstâncias em que ocorreu a queda, incluindo:
    • Risco de queda, identificado no dia em que ela ocorreu;
    • Período do dia em que ocorreu o evento;
    • Local da queda;
    • Como ocorreu a queda;
    • Se o paciente estava sozinho ou com acompanhante;
    • Se o paciente estava confuso;
    • Se houve testemunhas;
    • Se o paciente acionou a campainha ou chamou antes da queda;
    • Quais as medicações em uso;
    • Se havia prescrições voltadas à prevenção de quedas no prontuário do paciente;
    • A conduta médica – registro indispensável.

– Verifique e anote as condições externas que colaboraram para a queda, como a altura da cama, se estava com as grades baixadas, se a campainha do quarto e banheiro estavam
funcionando. Registre também o quadro de pessoal da unidade e como foi feita a divisão de trabalho naquele dia;

– Solicite avaliação médica, mesmo quando parecer que não houve lesões e que o paciente está bem (os pacientes podem não valorizar alguns sintomas porque não os associam com a queda) Preste atenção às reações do paciente nas 24 h seguintes;

– Encaminhe a ficha de ocorrência de queda para a coordenação de enfermagem e para a comissão de prevenção de quedas para análise;

– Acompanhe o monitoramento do paciente após a queda, com a comissão de prevenção de quedas ou com o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).

Referências:

  1. protocolo-de-prevencao-de-quedas (www.gov.br)
  2. PR.MULT_.002-00-Protocolo-de-Prevencao-de-Queda-1.pdf (ints.org.br)
  3. 13404490571782_Protocolo_Prevencao_de_Quedas__15-10-2009.pdf (saudedireta.com.br)

Escala de Morse

A escala de quedas de Morse, criada por Janice Morse em 1985,  é uma escala amplamente utilizada na Enfermagem para avaliar o paciente no que confere o risco de queda. Para a autora, as quedas podem ser:

  1. Quedas acidentais;
  2. Quedas fisiológicas não antecipáveis:  queda em pacientes sem fatores de risco,  ocorrido por fatores fisiológicos como perda de força, convulsões, etc;
  3. Quedas fisiológicas antecipáveis: queda em pacientes com alterações fisiológicas e que apresentam o risco.

A avaliação possui seis itens principais, com opções de respostas e pontuação relacionada. Quanto maior o escore, maior o risco de queda.

  1. Antecedentes de queda;
  2. Diagnóstico secundário;
  3. Deambulação;
  4. Dispositivo intravenoso;
  5. Marcha;
  6. Estado Mental.

A escala de Morse é composta por seis critérios para a avaliação do risco de quedas. Cada critério avaliado recebe uma pontuação que varia de zero a 30 pontos, totalizando um escore de risco, cuja classificação é a seguinte: risco baixo, de 0 – 24; risco médio, de 25 – 44 e risco alto, ≥452.

Escala de Morse e o panorama das queda de pacientes nas instituições

O uso da escala de Morse é  uma importante ferramentas que a Enfermagem pode implementar no seu dia a dia, auxiliando assim na segurança do paciente.

Vários estudos mostram que a queda de pacientes em instituições de saúde podem trazem danos graves, como fraturas, hematomas subdurais e sangramentos, que podem levar ao óbito. Pacientes idosos e neurológicos requerem uma atenção redobrada.

É importante ressaltar que não devemos utilizar a escala de morse isoladamente, ou seja, deve-se instituir um protocolo específico para trabalhar com a prevenção de quedas nas instituições de saúde, sendo a escala de Morse apenas um dos instrumentos.

Fatores de risco para quedas

Os fatores de risco para quedas que devem ser observados incluem:

  • Crianças abaixo de 5 anos e idosos;
  • História anterior de queda;
  • Falta de equilíbrio corporal e marcha alterada;
  • Obesidade severa;
  • Deformidade em membros;
  • Depressão;
  • Comprometimento sensorial relacionada à visão, audição ou tato;
  • Uso de certos medicamentos como antidepressivos, relaxante musculares e benzodiazepínicos;
  • Presença de doenças como acidente vascular encefálico prévio, anemia, convulsão, tontura, hipotensão postural, osteoporose, artrite, entre outros.

Prevenção de quedas

Na instituição de saúde podemos adotar medidas para prevenir quedas dos pacientes.  A seguir, listaremos as principais medidas recomendadas:

  • utilização de pisos antiderrapantes;
  • iluminação adequada;
  • corredores com corrimão e livre de obstáculos;
  • educação dos pacientes e familiares quanto aos riscos;
  • utilizar as escalas de avaliação diária do risco de quedas dos pacientes;
  • utilização de dispositivos de auxílio de deambulação como muletas, cadeiras de roda;
  • alocar pacientes com alto risco de queda próximo ao posto de Enfermagem;
  • entre outros.

Escala de Morse, Enfermagem e indicadores de queda

Através da aplicação de um protocolo de prevenção de quedas e da utilização de instrumentos como a escala de Morse, é possível construirmos indicadores assistenciais nesta temática.

Segundo consta na série da Anvisa Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática temos que o “índice de quedas faz parte dos chamados indicadores de segurança do paciente, representativos das estruturas e dos processos assistenciais, sendo fundamental seu acompanhamento para identificar aspectos relevantes das causas de quedas nas instituições” (ANVISA, 2017, p.71).

A queda representa um evento adverso relacionado à assistência, devendo o mesmo ser notificado, atentando aos seguintes itens de caracterização:

  • tipo de queda (tropeçar, escorregar, desmaio, perda do equilíbrio);
  • local de ocorrência;
  • queda envolvendo: berço, cama, cadeira, maca, banheiro, equipamento terapêutico ou diagnóstico, escadas e degraus, etc;
  • turno;
  • presença de acompanhante.

Quais os indicadores de queda?

Os indicadores de queda mais utilizados são:

  • Número de quedas com dano por setor e geral;
  • Número de quedas sem dano por setor e geral;
  • Número de pacientes com alto risco de queda avaliados no período/por setor/geral;
  • Índice de quedas total.

Referência:

  1. Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática – Anvisa (2017) e Protocolo de Prevenção de Quedas – Ministério da Saúde (2013).

Escala de Morse

A escala de quedas de Morse, criada por Janice Morse em 1985,  é uma escala amplamente utilizada na Enfermagem para avaliar o paciente no que confere o risco de queda. Para a autora, as quedas podem ser:

  1. Quedas acidentais;
  2. Quedas fisiológicas não antecipáveis:  queda em pacientes sem fatores de risco,  ocorrido por fatores fisiológicos como perda de força, convulsões, etc;
  3. Quedas fisiológicas antecipáveis: queda em pacientes com alterações fisiológicas e que apresentam o risco.

A avaliação possui seis itens principais, com opções de respostas e pontuação relacionada. Quanto maior o escore, maior o risco de queda:

  • Antecedentes de queda;
  • Diagnóstico secundário;
  • Deambulação;
  • Dispositivo intravenoso;
  • Marcha;
  • Estado Mental.

Escala de Morse e o panorama das queda de pacientes nas instituições

O uso da escala de Morse é  uma importante ferramentas que a Enfermagem pode implementar no seu dia a dia, auxiliando assim na segurança do paciente.

Vários estudos mostram que a queda de pacientes em instituições de saúde podem trazem danos graves, como fraturas, hematomas subdurais e sangramentos, que podem levar ao óbito. Pacientes idosos e neurológicos requerem uma atenção redobrada.

É importante ressaltar que não devemos utilizar a escala de morse isoladamente, ou seja, deve-se instituir um protocolo específico para trabalhar com a prevenção de quedas nas instituições de saúde, sendo a escala de Morse apenas um dos instrumentos.

Fatores de risco para quedas

Os fatores de risco para quedas que devem ser observados incluem:

  • Crianças abaixo de 5 anos e idosos;
  • História anterior de queda;
  • Falta de equilíbrio corporal e marcha alterada;
  • Obesidade severa;
  • Deformidade em membros;
  • Depressão;
  • Comprometimento sensorial relacionada à visão, audição ou tato;
  • Uso de certos medicamentos como antidepressivos, relaxante musculares e benzodiazepínicos;
  • Presença de doenças como acidente vascular encefálico prévio, anemia, convulsão, tontura, hipotensão postural, osteoporose, artrite, entre outros.

Prevenção de quedas

Na instituição de saúde podemos adotar medidas para prevenir quedas dos pacientes.  A seguir, listaremos as principais medidas recomendadas:

  • utilização de pisos antiderrapantes;
  • iluminação adequada;
  • corredores com corrimão e livre de obstáculos;
  • educação dos pacientes e familiares quanto aos riscos;
  • utilizar as escalas de avaliação diária do risco de quedas dos pacientes;
  • utilização de dispositivos de auxílio de deambulação como muletas, cadeiras de roda;
  • alocar pacientes com alto risco de queda próximo ao posto de Enfermagem;
  • entre outros.

Escala de Morse, Enfermagem e indicadores de queda

Através da aplicação de um protocolo de prevenção de quedas e da utilização de instrumentos como a escala de Morse, é possível construirmos indicadores assistenciais nesta temática.

Segundo consta na série da Anvisa Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática temos que o “índice de quedas faz parte dos chamados indicadores de segurança do paciente, representativos das estruturas e dos processos assistenciais, sendo fundamental seu acompanhamento para identificar aspectos relevantes das causas de quedas nas instituições” (ANVISA, 2017, p.71).

A queda representa um evento adverso relacionado à assistência, devendo o mesmo ser notificado, atentando aos seguintes itens de caracterização:

  • tipo de queda (tropeçar, escorregar, desmaio, perda do equilíbrio);
  • local de ocorrência;
  • queda envolvendo: berço, cama, cadeira, maca, banheiro, equipamento terapêutico ou diagnóstico, escadas e degraus, etc;
  • turno;
  • presença de acompanhante.

Quais os indicadores de queda?

Os indicadores de queda mais utilizados são:

  • Número de quedas com dano por setor e geral;
  • Número de quedas sem dano por setor e geral;
  • Número de pacientes com alto risco de queda avaliados no período/por setor/geral;
  • Índice de quedas total.

Referência:

  1. Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática – Anvisa (2017) e Protocolo de Prevenção de Quedas – Ministério da Saúde (2013).

Escala de Humpty Dumpty

A escala de Humpty Dumpty é uma ferramenta de avaliação de risco de queda pediátrico.

Os itens que compõem essa escala são: idade, gênero, diagnóstico, deterioração cognitiva, ambiente, sedação anestésica e medicação com a pontuação indicada de acordo com as respostas de cada item.

O que é o “Humpty Dumpty”?

Humpty Dumpty é uma personagem de uma rima enigmática infantil, melhor conhecida no mundo anglófono pela versão de Mamãe Gansa na Inglaterra.

E a escala Humpty Dumpty Fall (HDFS) foi introduzida para avaliar o risco de quedas em pacientes pediátricos internados para dar mais atenção à questão e introduzir medidas preventivas.

O primeiro passo foi treinar os enfermeiros da equipe sobre o uso da avaliação do HDFS e a importância de realizá-la como uma etapa vital para evitar que seu paciente caia.

O HDFS foi distribuído e carregado como um documento de software em todos os computadores de cada unidade do departamento pediátrico de um hospital. Os enfermeiros da equipe foram solicitados a realizar essa avaliação como parte do procedimento de admissão do paciente, sendo solicitados a reavaliá-los quando houver alguma alteração em seu estado de saúde.

Os enfermeiros foram solicitados a documentar o nível de risco obtido na avaliação e registrá-lo nas anotações de enfermagem. As crianças com alto risco de quedas foram identificadas por uma foto “Humpty Dumpty” em seu leito hospitalar e em seus prontuários. Os enfermeiros da equipe são então obrigados a seguir todas as medidas de proteção mencionadas no protocolo de queda durante toda a internação do paciente no hospital.

As táticas utilizadas para estimular o cumprimento desse novo sistema incluíam apelos inspiradores e persuasão racional, guiados pelo modelo de desenvolvimento organizacional do Health Service Executive.

A adesão da equipe foi alta e uma auditoria da ferramenta mostrou uma redução no número de quedas no departamento de pediatria.

Como funciona?

Na Escala Humpty-Dumpty adaptada, são atribuídos pontos a parâmetros pré-definidos e o somatório desses pontos definirão o risco de queda.

Critérios de avaliação: a soma das pontuações atribuídas a cada um dos 7 (sete) parâmetros (mínima 7 e máxima 22) definirá o grau de risco de queda da criança, de acordo com a Escala Humpty-Dumpty.

A criança será classificada com alto risco de queda ou baixo risco de queda:

  • Baixo risco de queda: de 7 a 11 pontos na escala Humpty-Dumpty;
  • Alto risco de queda: de 12 a 22 pontos na escala Humpty-Dumpty

Dessa forma, crianças com menos de 3 anos têm pontuação mais alta do que aquelas com mais de 13 anos de idade; meninos pontuam mais do que meninas; bem como crianças com diagnósticos neurológicos, histórico de queda e utilizando dois ou mais medicamentos da classe dos sedativos, antidepressivos, laxantes, entre outros também somam mais pontos.

Após a somatória, pacientes que computam de 7 a 11 pontos são classificados com baixo risco de queda e aqueles com pontuação entre 12 e 22 com alto risco de queda.

Tabela

Cuidados de Enfermagem e as Medidas Preventivas

  • Criação de um ambiente de cuidado seguro conforme legislação vigente: pisos antiderrapantes, mobiliário e iluminação adequada, corredores livres de obstáculos
    (por exemplo, equipamentos, materiais e entulhos);
  • Orientação e supervisão do uso de vestuário e calçados adequados;
  • Movimentação segura dos pacientes;
  • Adequação das acomodações e do mobiliário à faixa etária, aos pacientes pediátricos;
  • Orientações aos pacientes e familiares sobre o risco de queda e de dano por queda, e também sobre como prevenir sua ocorrência.

Referências:

  1. Protocolo Prgvenção de Quedas. Ministério da saúde/Anvisa/Fiocruz. Protocolo integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente.
  2.  Dykes PC, Carroll DL, Hurley A, Lipsitz S, Benoit A, Chang F, et al. Fall prevention in acute care hospitals: a randomized trial. IAMA 2010; 304(77):1912-B
  3. Oliver D, Healey F, Haines TP. Preventing falls and fall-related injuries in hospitals Clin Geriatr Med 2OIO; 26(4):645-92.
  4. Cooper CL, Nolt lD, Development of an evidence-based pediatric fall prevention program. J Nurs Care Qual 2OO7i 22(2):tO7-72.
  5. Hospital Israelita Albert Einstein – HIAE (São Paulo), Protocolos, Guias e Manuais voltados à Segurança do Paciente. 2012.
  6. Boushon B, Nielsen G, Quigley P, Rutherford P, Taylor J, Shannon D, Rita S, How-to Guide: Reducing Patient Injuries from Falls. Cambridge, MA: Institute for Healthcare
    Improvement¡ 2012. Disponível em:www,ihi.org.
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Notícias da Enfermagem

Dispositivo que auxilia na prevenção de quedas e úlceras por pressão será lançado na próxima quarta (18/05)

Na próxima quarta-feira, 18 de maio, o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, com apoio da Fundatec, lançará o projeto Stakecare. O dispositivo é uma solução tecnológica que se propõe a auxiliar na prevenção de quedas e lesões por pressão em pacientes acamados. O evento de lançamento ocorrerá a partir das 18h, no Instituto […]

Alopecia

A alopecia é uma condição em que ocorre perda de cabelo ou de pelo em qualquer parte do corpo. Porém, o tipo mais comum é a que se manifesta no couro cabeludo, a calvície. O distúrbio, que pode ser transitório ou definitivo, afeta homens e mulheres e existem diferentes causas possíveis, tipos e graus.

 O ciclo do cabelo é marcado por três fases:

  • Fase anágena: é quando ocorre o crescimento dos fios. Cerca de 90% dos cabelos estão nesta etapa, que pode durar de dois a oito anos;
  • Fase catágena: fase de transição, na qual os folículos capilares encolhem e dura de duas a três semanas;
  • Fase telógena: o cabelo repousa durante dois a quatro meses. No final dessa etapa, o cabelo cai para que o ciclo de crescimento recomece.

É normal que uma pessoa perca de 50 a 100 fios de cabelo todos os dias, por causa desse processo de renovação contínua. Entretanto, se esse ciclo for interrompido ou se um folículo capilar estiver danificado, o cabelo pode começar a cair mais rapidamente do que se regenerar, causando sintomas como fios ralos ou áreas totalmente vazias.

É importante que, ao notar a queda capilar, a pessoa busque por ajuda médica para investigar as causas. Usar medicamentos por conta própria ou recorrer a tratamentos ou produtos sem recomendação de profissionais capacitados pode até agravar o problema.

O QUE CAUSA A ALOPECIA?

As causas da alopecia podem ser variadas. No entanto, alguns fatores associados ao desenvolvimento da condição são:

  • Hereditariedade;
  • Hormônios masculinos;
  • Traumas na região;
  • Má alimentação, que leva à falta de vitaminas;
  • Estresse;
  • Oleosidade em excesso, relacionada à dermatite seborreica;
  • Reação adversa a medicamentos ou certos tratamentos, como a quimioterapia;
  • Tratamentos de beleza com produtos químicos que agridem o couro cabeludo;
  • Problemas na tireoide;
  • Infecções causadas por fungos ou bactérias, inclusive casos de resistência bacteriana.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TIPOS DE ALOPECIA?

Conheça alguns tipos de alopecia e suas características:

  • Alopecia androgenética – de origem genética, é o tipo mais comum de queda de cabelo. O problema pode se iniciar na adolescência, porém, fica mais aparente entre os 40 e 50 anos. Os cabelos ficam ralos e, progressivamente, o couro cabeludo mais aberto. Nas mulheres, a região central é mais acometida (calvície de padrão feminino), enquanto homens apresentam falhas nas entradas e no topo da cabeça (calvície de padrão masculino).
  • Alopecia areata – é considerada uma doença autoimune, quando o sistema imunológico (mecanismo de defesa natural) ataca o próprio corpo. As células ao redor do folículo capilar o atacam e impedem a produção de novos fios. Isso costuma causar falhas em formatos arrendados não apenas no couro cabeludo, como na barba, cílios e sobrancelhas. A condição é mais comum em pessoas jovens, principalmente abaixo dos 20 anos. A alopecia areata pode estar associada a fatores genéticos, reações no sistema imunológico causadas por micro-organismos e estresse. Doenças como lúpus e vitiligo também podem ter relação.
  • Alopecia por tração – acontece quando a pessoa faz penteados, como tranças e rabos de cavalo apertados, que forçam a raiz do cabelo. Nestes casos, pode haver dano irreversível quando o folículo é danificado.
  • Eflúvio telógeno – nesse tipo de alopecia, é comum a queda de até 300 a 500 fios por dia. Isso resulta, sobretudo, na perda de volume do cabelo.  Um evento ou condição médica, como desequilíbrio da tireoide, parto, cirurgia ou febre, geralmente a desencadeia. Pode ocorrer, ainda, como resultado de uma deficiência de vitaminas ou minerais. Se o evento desencadeante for temporário – por exemplo, se você se recuperar da doença que está causando a queda de cabelo – o cabelo pode voltar a crescer depois de seis meses. Em alguns casos, a perda de cabelo pode durar anos.
  • Alopecia cicatricial – é um tipo mais raro da queda capilar, em que inflamações causam danos aos folículos capilares. No lugar, há crescimento de tecido cicatricial, o que impede a produção de novos fios no couro cabeludo.  A queda pode começar de forma súbita ou progredir lentamente. Para algumas pessoas, a alopecia cicatricial pode incluir ainda, lesões vermelhas ou brancas no couro cabeludo, inchaço e coceiras.
  • Alopecia frontal fibrosante – esse tipo de alopecia atinge principalmente mulheres que estão no período pós-menopausa. Ocorre normalmente em um padrão de recuo da linha do cabelo. As sobrancelhas e axilas também podem sofrer perda de pelos. Os sintomas podem incluir, ainda, o aparecimento de manchas vermelhas e “bolinhas” na face.

TRATAMENTO PARA A QUEDA CAPILAR

Classificar o tipo de alopecia é essencial para direcionar o tratamento. Por isso, é sempre indispensável consultar o médico dermatologista ou tricologista (especialista na saúde do cabelo). Mesmo nos casos em que a queda de cabelo é permanente, existem maneiras de minimizar a perda intensa dos fios.

Certos tratamentos podem incluir o uso de antibióticos específicos e outros medicamentos. Para deficiências nutricionais, a ingestão de suplementos pode ser indicada. Quando o assunto são reparos estéticos, o implante capilar torna-se uma opção para pessoas que sofrem com a calvície.

QUAL A PREVENÇÃO CONTRA ALOPECIA?

Quando há fatores genéticos envolvidos, não existem formas de prevenir a alopecia. No entanto, ao notar queda capilar elevada, procure um especialista. Ele poderá recomendar tratamentos para conter o avanço do problema.

Já para quem não tem casos de alopecia na família, é importante evitar tratamentos em salões que usam produtos químicos prejudiciais. Sempre procure saber quais componentes serão usados e pergunte se eles podem causar danos permanentes aos fios. Afinal, uma vez que os folículos são atingidos, o cabelo deixa de crescer.

Outra recomendação é manter uma alimentação saudável e variada, rica em minerais, proteínas e vitaminas. Então, coma frutas, verduras e legumes, dê preferência para a comida preparada cozida ou assada ao invés de frita, e evite o excesso de gordura e alimentos ultraprocessados.

Referências: