Que Medicamento é Esse?: Ácido Valproico

ácido valproico ou valproato de sódio é um anticonvulsivante e estabilizador do humor que age aumentando os níveis do GABA no cérebro, um tipo de neurotransmissor responsável por diminuir a atividade dos neurônios, e que quando tem seus níveis baixos pode causar convulsões, transtorno bipolar ou enxaqueca.

Como Funciona?

O Depakene possui como substância ativa o Valproato de sódio, que é convertido em ácido valpróico, e este, por sua vez, transforma-se no íon valproato quando chega no trato intestinal.

Apesar de sua ação ainda não ser totalmente conhecida, a atividade do Depakene parece estar relacionada ao aumento dos níveis do ácido gama-aminobutírico no cérebro.

Em alguns casos, o tratamento com este medicamento pode produzir sinais de melhora já nos primeiros dias de tratamento. Em outros casos, é preciso de um período maior de tempo para que ele faça efeito.

Os Efeitos Colaterais

O medicamento é considerado bem tolerado, com a maioria dos efeitos colaterais considerados leves ou moderados. Segundo a bula do medicamento, os efeitos foram relatados por um número menor ou igual a 5% dos pacientes tratados com Depakene, e podem variar entre:

  • dor de cabeça
  • fraqueza
  • febre
  • enjoo
  • vômito
  • dor abdominal
  • diarreia
  • perda do apetite
  • indigestão
  • constipação
  • sonolência
  • tremor
  • tontura
  • visão dupla
  • falta de coordenação dos movimentos
  • movimentos involuntários e rápidos do globo ocular
  • labilidade emocional
  • alteração no pensamento
  • perda da memória
  • síndrome gripal
  • infecção respiratória
  • bronquite
  • rinite
  • queda de cabelo
  • perda de peso

Quando é Contraindicado?

Apesar de ser considerado um medicamento seguro, o Depakene possui algumas contraindicações tais como:

  • Crianças menores de 10 anos
  • Pessoas com um condição conhecida como hipersensibilidade ao valproato de sódio ou a outros componentes da fórmula
  • Pacientes portadores da Síndrome de Alpers-Huttenlocher e crianças com menos de 2 anos com suspeita da condição
  • Doenças no fígado, ou disfunções significativas
  • Pessoas com distúrbios do ciclo da ureia, condição rara que pode culminar em acúmulo de amônia no sangue
  • Pacientes com o distúrbio genético raro Porfiria, que afeta a hemoglobina do sangue.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Orientar o paciente a não deixar o leito sem auxílio da enfermagem, devido ao risco de perturbação dos movimentos.
  • Orientar familiares sobre a possibilidade de perturbação de conduta.
  • Orientar sobre o risco de dirigir e operar máquinas, devido à sonolência.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

Alginato de Cálcio

O Alginato de Cálcio são placas compostas por fibras de ácido algínico (ácido gulurônico e ácido manurônico) extraído das algas marinhas marrons (Laminaria).

Contém também íons de cálcio e sódio, com camada externa de poliuretano e camada interna composta de gelatina, pectina e carboximetilcelulose sódica, e podem estar associados ao sódio e/ou à prata.

Apresenta-se em forma de placa, fita ou cordão estéreis.

BENEFÍCIO:

  • Absorve grande quantidade de exsudato;
  • Auxilia no desbridamento autolítico;
  • Promove hemostasia em lesões sangrantes.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Feridas exsudativas moderadas a altas;
  • Feridas com ou sem sangramentos;
  • Áreas doadoras de enxerto;
  • Feridas cavitárias em geral;
  • Desbridamento de pequenas áreas de necrose de liquefação.

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Não utilizar em feridas secas ou com pouco exsudato;
  • Prevenção de LP;
  • Grandes queimados;
  • Não utilizar sobre ossos e tendões.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • Feridas infectadas: no máximo a cada 24 h;
  • Feridas limpas com sangramento: a cada 48h ou quando saturado;
  • Em outras situações a frequência das trocas deverá ser estabelecida de acordo com a avaliação do profissional que acompanha o cuidado.
  • Considerar saturação do curativo secundário e aderência da cobertura no leito da ferida

CONSIDERAÇÕES: Havendo aumento do intervalo de trocas, devido à diminuição do exsudato deve-se suspender o uso dessa cobertura para evitar o ressecamento do leito da ferida.

Cristalóides: O Ringer Lactato

Ringer Lactato

O Ringer-lactato (ou mais precisamente, o soluto de Ringer) é uma solução cristalóide com soluções isotônicas ao plasma sanguíneo,  e líquida de eletrólitos em água.

Os Eletrólitos como o sódio estão naturalmente presentes em fluidos corporais e ajudam na função dos músculos e nervos, bem como na manutenção do pH e no equilíbrio dos fluidos.

A perda de eletrólitos através do suor e da urina é normal, e eles são repostos pelo consumo habitual de líquidos. Se muitos forem perdidos devido a sangramento, vômito ou outra doença, eles devem ser imediatamente repostos.

Mas o que são cristalóides?

Soluções cristaloides, popularmente conhecidos como soros, são as soluções que contêm água, eletrólitos (Sódio, potássio, cálcio, cloro…etc) e/ou açúcares em várias proporções e podem ser hipotônicas, isotônicas ou hipertônicas comparadas ao plasma sanguíneo. Se administram por via intravenosa para repor líquidos e re-estabelecer o Equilíbrio hidrostático e eletrolítico do corpo.

Para qual principal uso o Ringer Lactato é utilizado?

O soluto de Ringer é administrado por via intravenosa a pacientes para reposição de fluidos e eletrólitos perdidos por doença ou lesão. A concentração de eletrólitos e água é desenvolvida para imitar a composição do plasma sanguíneo. Essa solução pode ser prescrita junto com uma solução de açúcar (geralmente a dextrose) para fornecer uma fonte de calorias. O soluto de Ringer pode também ser usado em associação com uma variedade de medicamentos intravenosos, para dilui-los.

Qual é a composição do Ringer Lactato?

A proporção de eletrólitos e água no soluto de Ringer é cuidadosamente balanceada para que ele possa ser usado eficazmente pelo corpo. Em cada 100 ml de soluto de Ringer, há 600 mg de cloreto de sódio, 20 mg de cloreto de cálcio, 30 mg de cloreto de potássio e 310 mg de lactato de sódio. O pH do soluto de Ringer é ajustado para ser 6.6, e um litro dessa solução possui nove calorias.

Ringer Simples e Lactato: Quais sãos as diferenças?

Ambos possuem características semelhantes quanto à composição, diferenciando apenas pelo Lactato,  que é utilizada para reposição, e contém mais cloreto e mais cálcio que outras soluções, tornando-a levemente acidificantes.

O Ringer Lactato é mais indicado para que tipos de situações?

A sua indicação principal é diluir o sangue, em casos onde há perda deste, de modo a evitar o choque hipovolêmico. É muito utilizado em casos de reidratação e restabelecimento do equilíbrio hidro eletrolítico, quando há perda de líquidos e dos íons cloreto, sódio, potássio e cálcio, e para prevenção e tratamento da acidose metabólica.

Quais são os efeitos colaterais ?

Como o soluto de Ringer é administrado via intravenosa, um efeito colateral comum é irritação no local da injeção. Ainda que incomuns, reações alérgicas, como inchaço e dificuldade para respirar, podem acontecer. Outros efeitos colaterais potenciais são: hematoma ou infecção no local da injeção, febre, infecção da veia ou aumento anormal do volume de sangue. Edema pulmonar (fluido nos pulmões) e hiper-hidratação também são complicações potenciais que podem ocorrer pelo uso do soluto de Ringer.

Cuidados de Enfermagem ao Ringer Lactato

– Não devem ser administrada simultaneamente no mesmo local da infusão sanguínea devido ao risco de coagulação.

– A administração intravenosa pode causar sobrecarga de fluidos e/ou solutos, resultando na hiper-hidratação, estados congestivos ou edema pulmonar.

Curiosidades

O soluto de Ringer é produzido por uma série de fabricantes diferentes e pode ter pequenas variações na fórmula. Em geral, porém, essas soluções são consideradas isotônicas em relação ao sangue. Isso significa que sua concentração é mais ou menos igual à do sangue saudável. Essa solução pode também ser chamada de Ringer ou Ringer-lactato. O soluto de Ringer foi inventado no final do século XIX pelo fisiologista britânico Sydney Ringer.