Statlock: Dispositivo para Fixação de Cateteres

O Dispositivo Statlock é uma modernidade quando falamos em “sutura sem fio” para cateteres centrais, e fixação segura para sondas vesicais.

Compostos de tecido de malha livre de látex, que permite troca gasosa, fornecendo uma fixação adicional ao cateter e conforto ao paciente.

Principal Função

Atua como estabilizador sem sutura que traz segurança e redução de riscos de acidentes perfurocortantes, utilizado para preservar a integridade do dispositivo intravenoso de modo a prevenir a migração e perda do cateter.

Tipos

Existem atualmente diversos modelos deste dispositivo, para fixação de Sondas Folley, Cateteres para Hemodiálise, Venosos Centrais e periféricas, de acordo com importância na sua utilização.

Características

Dispositivo auto adesivo, podendo ser removido posteriormente com álcool, composto com a trava de segurança central de encaixe para cateteres.

Bandeja para Sondagem Enteral

Indicação

Atender as necessidades básicas de alimentação e hidratação do cliente.

Executor:

Enfermeiro

Material Necessário:

  • 01 Par de luvas de procedimento;
  • Sonda Duboff;
  • 01 tubo de Xylocaína geléia;
  • Gaze não esterilizada;
  • 01 seringa de 20 ml;
  • Adesivo, micropore ou esparadrapo para fixação da sonda;
  • 01 estetoscópio;
  • 01 toalha;
  • 01 bandeja.

Pré – Execução

  • Observar prescrição médica;
  • Preparar o material;
  • Lavar as mãos.

Execução

  • Identificar-se;
  • Checar o nome o leito do cliente;
  • Orientar o cliente e/ou acompanhante quanto ao procedimento;
  • Elevar decúbito do cliente;
  • Calçar as luvas;
  • Medir a distância da ponta do nariz ao lobulo da orelha até o apêndice xifóide;
  • Marcar a sonda;
  • Colocar toalha sobre o tórax do cliente;
  • Lubrificar a extremidade distal da sonda e a narina escolhida com Xylocaína gel;
  • Introduzir a sonda, lentamente, pela narina até o local marcado;
  • Testar a localização da sonda, injetando 10-20 ml de ar pela sonda e procedendo ausculta abaixo do apêndice xifóide;
  • Fechar a sonda;
  • Fixar a sonda na asa do nariz, temporariamente;
  • Deixar o cliente confortável e com a campainha ao seu alcance;
  • Deixar o ambiente em ordem.

Pós – Execução

  • Lavar as mãos;
  • Desprezar o material utilizado no expurgo;
  • Checar a prescrição médica;
  • Solicitar RX de posicionamento de sonda;
  • Realizar as anotações necessárias;
  • Checar posicionamento de sonda pela imagem do RX;
  • Retirar fio guia;
  • Fixar sonda na asa do nariz, deixando uma folga para que a sonda migre até o duodeno.

Avaliação

  • Posicionamento da sonda;
  • Padrão respiratório;
  • Dificuldade de realização do procedimento;
  • Sangramento.

Riscos / Tomada de Decisão

  • Falso trajeto: avaliar dificuldade de realização do procedimento, repetir o procedimento e se necessário comunicar ao médico;
  • Sangramento: avaliar sangramento, comunicar ao médico;
  • Erro de posicionamento: avaliar posicionamento da sonda através de exame radiológico se necessário;
  • Desconforto respiratório: avaliar padrão respiratório e comunicar ao médico do cliente, se necessário.

Para saber mais sobre:

Sonda Nasogástrica e Sonda Nasoenteral: As diferenças na Nutrição Enteral

Os tipos de Dieta Enteral

Obstruiu a Sonda Enteral! Qual é o próximo passo?

Nutrição Enteral: Sistemas Aberto e Fechado

Equipo de Nutrição Enteral

Dietoterapia: Enteral e Parenteral

Como fazer uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

 

Referências:

  1. SMELTZER, S, C.: BARE, B. G. BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico Cirúrgica. 13 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.
  2. POTTER, P.A.; PERRY, A.G. Fundamentos de enfermagem. 8 Ed. São Paulo: Elsevier, 2013.
  3. KOCH. R.M. et. al. Técnicas básicas de enfermagem. 22 Ed. Curitiba: Século XXI Livros, 2004.
  4. STACCIARINI, T.S.G.; CUNHA, M.H.R. Procedimentos Operacionais Padrão em Enfermagem. São Paulo: Atheneu, 2014.

Veja alguns principais motivos da PERDA de Sondas e saiba como evitá-las!


O Evento Adverso é caracterizada como uma circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente. Podem ser oriundos de atos intencionais ou não-intencionais. E relacionado à perdas de Sondas, sejam elas Oro/Naso Enterais/Gástricas, são relativamente altas em âmbito hospitalar.

Haverá sempre um motivo acidental/não intencional deste EA, sendo assim virando um indicador de qualidade do serviço de enfermagem.

Quais são os principais motivos para a perdas das Sondas Naso/Oro Gástricas/Enterais? E Como posso evitá-las?

Dentre os principais motivos que podem acarretar estes eventos são:

    • Retirada pelo próprio paciente: O maior fator de impacto são as alterações de cognição, é necessário uma implementação de medidas farmacológicas e não farmacológicas de controle do delirium, e o envolvimento do acompanhante/familiar na vigilância, além da utilização da contenção mecânica, onde somente implementa-se após a prescrição médica e mantendo-se uma mobilidade em torno de 10-20 cm dos membros superiores do paciente, podendo ser um fator no auxílio da prevenção;
    • Obstrução de sonda: A precariedade no cuidado da manutenção das sondas, como a falta nas lavagens periódicas das mesmas antes, durante e após a administração de medicamentos, antes de uma nova instalação de dieta (inclui o teste de refluxo e posicionamento), pausa de dieta sem lavar a sonda, na drenagem de conteúdo gástrico realizar o teste de refluxo, são fatores preocupantes, que levam a incidência de perdas acidentais altas nos indicadores de eventos adversos. Algumas medidas de impacto que podem diminuir a incidência são a lavagem da sonda de alimentação 4/4 horas com volume mínimo de 20 ml, registro de permeabilidade do dispositivo e comunicação imediata de qualquer resistência na sonda ao enfermeiro da unidade.
    • Saque Acidental na manipulação: Fatores que podem levar a este evento são a fixação de sonda mal instalada/aderida, o que facilita na exteriorização da sonda acidental, fixação solta na própria sonda, o que pode levar a exteriorização em qualquer manipulação ao paciente, principalmente em procedimentos invasivos como uma intubação orotraqueal, podem levar a deslocamento e a perda da sonda. As principais medidas de prevenção podem incluir a limpeza da pele na região a ser instalada a fixação, pois a oleosidade da pele facilita que quaisquer fixação saia com facilidade, não permitindo a aderência correta, a utilização de fixadores de sondas pré-fabricadas em forma de adesivo, montagem de fixadores com materiais com boa aderência, técnicas de fixação que dificultam o saque acidental.

É importante ressaltar a importância de planos de Ação elaborados pela equipe multidisciplinar (EMTN) juntamente com a prescrição de enfermagem, para evitar quaisquer danos e eventos adversos relacionados à perda de sondas, assim diminuindo o agravo de incidências e o desconforto ao paciente.

Referências:

  1. CAMILO, M. R. S.; RODRIGUES, C. C.; MURAD, C. M. C.; VEIGA, M. G. F. et al. MOTIVO DAS PERDAS DE SONDAS NASOENTERAIS (SNE) EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO DE UM HOSPITAL ESCOLA. In: ANAIS DO ENCONTRO DE ENFERMEIROS DE HOSPITAIS DE ENSINO DO ESTADO DE SãO PAULO, 2016, . Anais eletrônicos… Campinas, Galoá, 2016. Disponível em: <https://proceedings.science/enfhesp/trabalhos/motivo-das-perdas-de-sondas-nasoenterais-sne-em-uma-unidade-de-internacao-de-um-hospital-escola&gt; Acesso em: 12 dez. 2020.
  2. PEREIRA, Sandra Regina Maciqueira et al . Causas da retirada não planejada da sonda de alimentação em terapia intensiva. Acta paul. enferm., São Paulo , v. 26, n. 4, p. 338-344, 2013 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002013000400007&lng=en&nrm=iso&gt;. access on 12 Dec. 2020. https://doi.org/10.1590/S0103-21002013000400007.

Obstruiu a Sonda Enteral! Qual é o próximo passo?

Embora a obstrução da SNE seja uma prática comum no ambiente hospitalar, destaca-se que a melhor prática é evitar a obstrução!

Lembrando que os cuidados de enfermagem com a SNE para que evite este tipo de evento incluem a lavagem com flush de água antes da administração de medicamentos, devendo ser administrado um medicamento por vez, entre cada medicamento para evitar interação medicamentosa, e após a administração.

É importante que o flush de água seja realizado com no mínimo 30ml a cada 4 horas para garantir a limpeza do sistema.

O que posso fazer, caso isso aconteça?

Em caso de desobstrução da SNE não há consenso na literatura em relação a melhor opção de tratamento, encontra-se a possibilidade de utilização de água morna a 37ºC ou em temperatura ambiente, uso de bicarbonato e enzimas pancreáticas.

A utilização de seringas menores (1, 3, 5ml) facilitam muito mais a desobstrução, porque quanto menor a seringa, maior a pressão, sendo assim, um método que com a utilização da água morna em alta pressão possa ajudar na efetividade da desobstrução da mesma.

Um outro método alternativo, sendo mais como “paliativo”, é o método de “pressão positiva/negativa” utilizando a água morna ou ar, realizando movimentos com a seringa de “puxa e empurra”, sendo um método secundário que possa ajudar, pois com este tipo de movimento, o que estiver no caminho da sonda pode sofrer um “descolamento” das paredes da sonda, e assim, podendo desobstruir a mesma.

Nenhum destes métodos funcionou, e agora?

Se caso nenhum destas alternativas resolva o problema, deve notificar o enfermeiro responsável do seu setor, onde o mesmo avaliará as condições atuais da sonda, mesmo que o enfermeiro possa também tentar estes métodos e nenhuma delas funcionarem, deve-se sacar a sonda, e passar uma nova, sendo assim, entrando aos indicadores hospitalares como uma negativa, pelas perdas de sondas totais de uma instituição.

Não use o fio guia para a desobstrução!

O uso do fio guia esta prática não é recomendada, porque poderá causar perfuração e/ou lesar a mucosa digestiva!

“Ah, mas em âmbito domiciliar, já ouvi falar que a “Coca-Cola” serve para este tipo de situação!”

Não faça o uso de Coca-Cola, pela falta de evidência científica para tal!

Os Protocolos (POPs)

É fundamental que a instituição possua um protocolo de cuidados aos pacientes submetidos a terapia enteral elaborado em parceria com a EMTN, realize treinamentos contínuos com a equipe de enfermagem, e que os profissionais realizem sua prática baseada em evidências.

Lavagem da sonda SEMPRE! Antes, durante e depois de administrar os medicamentos!

É importante ressaltar os cuidados contínuos com a manutenção destas sondas, e com as diluições dos medicamentos por via da mesma, de no mínimo 10 ml de água filtrada para cada comprimido diluído, para que evite acoplar os resíduos dos comprimidos na parede da sonda.

Também vale ressaltar que há dietas enterais que são mais fibrosas, e facilita ainda mais a obstrução da mesma.

É importante sempre os intervalos para a água, pois além da hidratação ao paciente, ajuda a manter a sonda viável.

Não esqueça que há medicamentos que não podem ser macerados, por estes motivos e outros, como a efetividade da mesma que pode perder pelo suco gástrico.

Referência:

ORIENTAÇÃO FUNDAMENTADA Nº 091/2017

 

 

Sonda Nasogástrica e Sonda Nasoenteral: As diferenças na Nutrição Enteral

nasogástrica

Nem todo mundo consegue ingerir os alimentos pela boca. Nesse caso, uma opção é a nutrição enteral, que funciona com uma sonda implantada no estômago, no jejuno ou no duodeno. Em forma líquida ou em pó, a alimentação é feita nesse sistema para equilibrar nutrientes, proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais da dieta.

Esse recurso é muito utilizado por pessoas que precisaram ser hospitalizadas e, após algum procedimento cirúrgico ou tratamento, não podem mais realizar a alimentação na forma convencional.

Para que não haja desequilíbrio orgânico, perda de peso ou infecções, a nutrição correta é fundamental. Por isso, a nutrição enteral é muito importante para manter o equilíbrio e garantir qualidade de vida aos pacientes.

É preciso saber diferenciar o uso dos dois tipos, para casos de drenagem de conteúdo gástrico, infusão de dietas enterais, e até aonde é realizada a sua locação.

Mudança da Resolução no Cofen

Antes, que o procedimento da passagem da sonda nasogástrica realizada por técnicos e auxiliares poderiam ser realizadas, tendo agora diante a RESOLUÇÃO COFEN 619/2019, A lavagem gástrica é um procedimento que visa preparar o aparelho digestivo para exames ou cirurgias, estancar hemorragias gástricas ou esofágicas usando líquidos gelados e remover do estômago conteúdo gástrico excessivo ou nocivo. Para a realização deste procedimento faz-se necessário inicialmente a passagem de uma sonda oro ou nasogástrica de grosso calibre.

Apesar do procedimento de sondagem aparentar ser relativamente simples, esta técnica demanda conhecimento cientifico e habilidade técnica na medida em que não está isento de riscos. As complicações mais comuns são decorrentes da introdução incorreta, do mau posicionamento da sonda, da retirada acidental, do tipo de fixação externa e do tempo de permanência da sonda e incluem escoriações, hiperemias, perfurações no sistema digestivo, infecções nas vias aéreas superiores e inferiores, náuseas, distensão abdominal e obstrução parcial ou total da sonda.

Dentro da equipe de enfermagem, compete ao enfermeiro a realização de procedimento de maior complexidade conforme o disposto na Lei 7498/863. Ainda em relação ao procedimento de sondagem, a RESOLUÇÃO COFEN 619/2019, em seu anexo, estabelece que compete ao enfermeiro estabelecer a via de nutrição enteral, mesma via adotada para o procedimento da lavagem gástrica, sendo assim, competindo ao técnico de enfermagem:

a) Auxiliar ao enfermeiro na execução do procedimento da sondagem oro/nasoenteral;
b) Promover cuidados gerais ao paciente de acordo com a prescrição de enfermagem ou protocolo pré-estabelecido;
c) Comunicar ao Enfermeiro qualquer intercorrência advinda do procedimento;
d) Proceder o registro das ações efetuadas, no prontuário do paciente, de forma clara, precisa e pontual;

Para saber mais sobre a RESOLUÇÃO COFEN 619/2019, acesse este link!

Veja mais em nosso canal Youtube:

Como fazer uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

Fixação de Sonda Naso Enteral/Gástrica

Sondagem Nasogástrica

 

Cateterismo Vesical de Demora

sonda vesical

Sonda vesical ou cateter urinário é um tubo de látex, poliuretano ou silicone inserido na uretra até a bexiga para coletar urina para exames ou para injetar substâncias no tratamento de uma cistite (bexiga inflamada). Conforme a RESOLUÇÃO COFEN Nº 0450/2013, o cateterismo passou a ser realizado por um enfermeiro.

As Pontas Distais

A utilização dos diversos cateteres com pontas distintas irá depender da patologia que o paciente apresenta, e também sua característica física. Algumas delas são inseridas somente em procedimento cirúrgico.

O Cateter ou Sonda de Foley

Existem vários tipos de cateter urinário, portanto, estamos abordando sobre o Cateter Foley ou também chamado de Sonda permanente.

A sonda é mantida no lugar por um balão inflado com água. É indicado para condições que afeta os nervos que controlam a bexiga como: espinha bífida, esclerose múltipla, acidente vascular cerebral ou lesão medular. Também é indicada para doenças crônica debilitante ou terminais com perda de mobilidade ou consciência que impedem usar o banheiro ou um instrumento de coleta.

Esse tipo de cateterismo é muito utilizado a nível hospitalar, em uma gama de procedimentos, incluindo: Obtenção de urina asséptica para exames; esvaziamento da bexiga em pacientes com retenção urinária; preparação cirúrgica e pós-cirurgia; em pacientes com bexiga neurogênica.

Para que é indicado?

As razões pelas quais alguém pode não ser capaz de urinar por conta própria incluem:

  • Fluxo de urina bloqueado por cálculos renais, coágulos de sangue na urina ou hipertrofia da próstata;
  • Cirurgia da próstata;
  • Cirurgia na área genital, como um reparo de fratura de quadril ou remoção de câncer pélvico;
  • Lesão dos nervos da bexiga;
  • Lesão da medula espinal;
  • Condição que prejudica sua função mental, como a demência vascular;
  • Medicamentos que prejudicam a capacidade dos músculos da bexiga de contrair.

O Diâmetro do Cateter

Os diâmetros do cateter são dimensionados pela escala francesa do cateter (Fr), sendo que cada Fr equivale 0.33 mm. Os diâmetros existentes em um cateter urinário são 14Fr, 16Fr, 18Fr, 20Fr, 22Fr.

O clínico seleciona um tamanho grande o suficiente para permitir o fluxo livre de urina e para evitar vazamento de urina ao redor do cateter. Um tamanho maior é necessário quando a urina é espessa, sanguinolenta ou contém sedimentos. Cateteres maiores, no entanto, são mais propensos a danificar a uretra, tem maior risco de serem colonizados por bactérias e são mais difíceis de colocar.

As vias do Cateter

As sondas de duas vias possuem uma via para drenagem de diurese e outra para inflar o balonete. Nas sondas de três vias, a via restante é utilizada para irrigação da bexiga. Geralmente são utilizadas sondas calibrosas em pós-operatório de cirurgias urológicas, em casos de irrigação da bexiga, evitando dessa maneira coágulos indesejáveis.

Os Cateteres Urinários e suas complicações

– Agudas: Infecções urinárias sintomáticas associadas a curta permanência do cateter, podendo incluir quadros de hipertermia, pielonefrite aguda podendo o paciente evoluir para sepse e morte.

– Crônicas: urinárias sintomáticas associadas a longa permanência do cateter, incluindo obstrução do cateter, cálculos urinários, infecções peri urinárias localizadas, inflamações renais crônicas e após muitos anos, câncer de bexiga.

Cuidado com o Risco de Infecção!

A introdução de um cateter de permanência facilita o aporte de bactérias, levando a infecção do trato urinário.

Cuidados de Enfermagem no Procedimento de Introdução do Cateter Vesical de Demora

O Técnico de Enfermagem poderá auxiliar o Enfermeiro no procedimento da introdução do cateter, deixando os materiais à disposição:

– Gaze estéril;
– PVPI;
– Fita microporosa ou esparadrapo;
– Seringa de 20 ml ou 10 ml;
– agulha de 40×20;
– Ampola de AD 10 ml;
– Xilocaína gel;
– Coletor de urina estéril (sistema fechado);
– Sonda Foley com o tamanho pré estabelecido;
– Em homens : Uma seringa a mais para a lubrificação do canal urinário com a xilocaína.

O Procedimento

– Colocar o paciente em posição (mulher: ginecológica; homem: pernas estendidas);
– Posicionar biombo e foco de luz s/n;
– Lavar as mãos;
– Abrir o pacote de sondagem (cateterismo vesical) em uma mesa auxiliar com um campo estéril se possível ou sobre o leito, no sentido diagonal, colocando uma das pontas sob a região glútea, tomando cuidado para não contaminar o a embalagem interior estéril;
– Colocar PVPI na cuba redonda, que contém as bolas de gaze;
– Abrir a sonda e o resto do material sobre o campo (gaze, agulha, seringa);
– Mulher: colocar xylocaína na gaze
– Abrir a ampola de água e oferecer à quem está passando o cateter;
– O Enfermeiro deve calçar as luvas;
– O mesmo irá testar o Cuff da sonda (fazer o balão inflar);
– O mesmo irá aspirar 10 ml de água destilada sem tocar na ampola;
– O mesmo deve lubrificar 5 cm da sonda;
– No caso de homens: O Enfermeiro deve preparar a seringa com 10 ml de  xilocaína gel;
– O mesmo deve conectar a sonda ao coletor;
– O mesmo deve fazer a antissepsia:
Em  mulheres:  duas bolas de gaze entre a vulva e os grandes lábios, duas bolas de gaze entre os pequenos lábios, uma bola de gaze no meato urinário;
Em homens: afastar o prepúcio e expor a glande, fazer  antissepsia em movimentos circular ou, do meato em direção a  glande , elevar o pênis perpendicularmente ao corpo do paciente, injetar 10 ml de  xilocaína  gel no meato;
– O Enfermeiro irá realizar a introdução a sonda pré-conectada a um coletor de drenagem de sistema fechado, bem lubrificada por 5 cm a 7 cm no meato uretral, utilizando técnica asséptica estrita. Em caso de mulheres, se a urina não aparecer, verificar se a sonda não está na vagina. Se erroneamente posicionada, deixar a sonda na vagina como um marco indicando onde não inserir e introduzir outra sonda.
– Insuflar o balonete com água destilada (de acordo com os CC descritos na própria sonda), certificando-se de que a sonda está drenando adequadamente.
– Tracionar suavemente a sonda até sentir resistência.
– Fixar a sonda de demora, prendendo-a juntamente com o a bolsa de drenagem, na face interna da coxa em mulheres,  e em homens na região inguinal, supra púbica ou hipogástrica com esparadrapo do tipo antialérgico;
– Realizar a anotação da data inserida na bolsa coletora de urina;
– Secar a área e manter a paciente confortável;
– Lavar as mãos;
– Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar;
– Manter o ambiente da paciente em ordem.

Para a Retirada do Cateter Vesical de Demora

O que irá precisar:

– Saco de lixo para conteúdos infectantes; luva de procedimento; seringa de 20 ml.

O que fazer?

– Verificar a bolsa coletora (volume, cor, aspecto da urina);
– Calçar luvas de procedimento;
– Aspirar o soro fisiológico ou AD do CUFF ou balão (mesmo volume que foi colocado);
– Retirar a sonda;
– Desprezar no lixo.

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¿Cómo hacer una Fijación de Sonda Enteral o Gástrica?

Fijación de Sonda

La fijación de sondas tanto naso: Enterales / Gástrica y Oro: Enterales / Gástricas es un mantenimiento constante hecho por el equipo de Enfermería.

En la etapa de Enfermería es muy realizado, visando tanto al alumno como al profesional recién formado, a realizarlos sin miedo y con seguridad, para la comodidad de su paciente.

Materiales para Realizar una Fijación de Sonda Enteral o Gástrica

Hay varios materiales que usted puede trabajar encima para realizar una fijación de sonda. Desde esparadrapos, micropores, tensoplast, e incluso un adhesivo propio para la sonda, que en la que llamamos “Nasofix”.

Hay pacientes que pueden presentar alergia, sin al menos saber, de algunos materiales que se realiza la fijación. Siempre busque por alternativas, para que proporcione comodidad al paciente.

Los Tipos de Fijación de Sonda Enteral y Gástrica

Hay varias formas de realizar una fijación. Cada profesional desarrolla su manera más práctica y estéticamente cómoda a su paciente, prestando siempre por la seguridad del dispositivo instalado en el mismo.

La fijación en “I”

Tal vez sea la forma más común de fijación que usted verá en las instituciones. Se puede hacer de material desde esparadrapos hasta cinta microporosa, se corta un pedazo de la cinta, entre 5 a 10 centímetros (dependiendo de la anatomía del paciente), y realizando 4 pequeños cortes en este pedazo, doblándolos como sobre hacia adentro (donde se encuentra, y se da el formato de “I”, sosteniendo la primera porción y más gruesa en la nariz del paciente, y la segunda porción y más fina alrededor de la sonda del mismo. Este tipo de fijación sirve tanto para SNE y SNG, y SOE y SOG, lo que diferencia para una orogástrica / dorso es su tamaño, pudiendo ser un poco más extenso, su durabilidad es de hasta 24 horas, si no hay grandes suciedad, o desplazamiento por oleosidad y sudoración excesiva del paciente a la región.

Fijación en Tiritas

Este tipo de fijación es recomendable que utilice un material llamado “Tensoplast”, que es un vendaje elástico, moldeable, resistente, permitiendo el paso de aire y humedad, reduciendo el riesgo de maceración de la piel, siendo cortado en una superficie (recomendado de material plástico duro y antiadherente), para realizar el corte más eficiente, y así instalando siempre en la fosa nasina opuesta donde se encuentra la sonda ubicada, para fijar firmemente y no ocasionando incomodidad al paciente, además de que, queda estéticamente mejor en el mismo, durabilidad es de hasta 24 horas, si no hay grandes suciedad, o desplazamiento por oleosidad y sudoración excesiva del paciente a la región.

Fijación con Nasofix (Adhesivo para Sondas Enterales y Gástricas)

Todavía un material que no se utiliza con tanta frecuencia en la mayoría de las instituciones de salud, ya es un gran avance para la salud, pues muchos lugares ya comenzaron a implementar este tipo de fijación. Su tecnología proporciona una anatomía perfecta para la fijación en la nariz, garantizando comodidad y seguridad, previene lesiones de piel. Es muy práctico de utilizar, pues la mayoría de los envases muestran de una manera ilustrativa cómo se hace la instalación de esta fijación. Además de que, tiene una durabilidad mayor, puede quedar fijada en hasta 7 días (dependiendo del fabricante), si no hay grandes suciedades, o desplazamiento por oleosidad y sudoración excesiva del paciente a la región.

Fijación “Bigote”

Este tipo de fijación es recomendado que utilice un material llamado “Tensoplast”, que es el mismo citado arriba en las tiritas. Este tipo de fijación es bastante utilizado en pacientes neo / pediátricos, pues ocasiona una fijación mejor y una estética mejor al paciente. De la misma manera citado arriba, se recomienda recortar un pedazo, midiendo el tamaño del paciente neo o pediátrico, y realizando dos cortes en el lado mayor cortado, y así, haciendo un pequeño corte en una de las tiras, dejando un lado libre y menor para fijar en primer lugar. Al fijar en el paciente, es recomendable que instale en el filtro labial, (antes haber hecho la limpieza en el local), y así fijando la parte cortada más pequeña primero en la sonda, y la segunda parte mayor por encima de ésta, haciendo una fijación que recuerde un pequeño pequeño, “bigote”.

¿Cuándo es necesario realizar los cambios de estas fijaciones?

Las fijaciones forman parte del cuidado de enfermería al paciente después de una higienización como baño en el lecho o íntima (cuando hay necesidad). Es recomendable que cambie cada 24 horas, excepto para adhesivos nasofix, que prorrogan un poco el tiempo de cambio, debido a su tecnología duradera, y en casos de sudores, óseo, o algún otro factor, que tenga que realizar el cambio de la fijación.

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Sondaje Vesical

vesical

Sonda vesical o catéter urinario es un tubo de látex, poliuretano o silicona insertado en la uretra hasta la vejiga para recoger orina para exámenes o para inyectar sustancias en el tratamiento de una cistitis (vejiga inflamada).

La Punta Distal

La utilización de los diversos catéteres con puntas distintas dependerá de la patología que el paciente presenta, y también su característica física. Algunas de ellas se insertan sólo en procedimiento quirúrgico.

El Catéter o Sonda de Foley

Hay varios tipos de catéter urinario, por lo tanto, estamos abordando sobre el Catéter Foley o también llamado Sonda permanente.

La sonda se mantiene en su lugar por un balón inflado con agua. Es indicado para condiciones que afectan a los nervios que controlan la vejiga como: espina bífida, esclerosis múltiple, accidente cerebrovascular o lesión medular. También es indicada para enfermedades crónicas debilitantes o terminales con pérdida de movilidad o conciencia que impiden usar el baño o un instrumento de recolección.

Este tipo de cateterismo es muy utilizado a nivel hospitalario, en una gama de procedimientos, incluyendo: Obtención de orina aséptica para exámenes; vaciamiento de la vejiga en pacientes con retención urinaria; preparación quirúrgica y post-cirugía; en pacientes con vejiga neurogénica.

¿Para qué se indica?

Las razones por las que alguien puede no ser capaz de orinar por cuenta propia incluyen:

  • Flujo de orina bloqueado por cálculos renales, coágulos de sangre en la orina o hipertrofia de la próstata;
  • Cirugía de la próstata;
  • Cirugía en el área genital, como una reparación de fractura de cadera o remoción de cáncer pélvico;
  • Lesión de los nervios de la vejiga;
  • Lesión de la médula espinal;
  • Condición que perjudica su función mental, como la demencia vascular;
  • Medicamentos que perjudican la capacidad de los músculos de la vejiga de contraer.

El diámetro del catéter

Los diámetros del catéter son dimensionados por la escala francesa del catéter (Fr), siendo que cada Fr equivale a 0.33 mm. Los diámetros existentes en un catéter urinario son 14Fr, 16Fr, 18Fr, 20Fr, 22Fr.

El clínico selecciona un tamaño lo suficientemente grande para permitir el flujo libre de orina y para evitar la fuga de orina alrededor del catéter. Un tamaño más grande es necesario cuando la orina es espesa, sanguinolenta o contiene sedimentos. Cateteros mayores, sin embargo, son más propensos a dañar la uretra, tienen mayor riesgo de ser colonizados por bacterias y son más difíciles de colocar.

Las vías del catéter

Las sondas de dos vías poseen una vía para drenaje de diuresis y otra para inflar el balón. En las sondas de tres vías, la vía restante se utiliza para el riego de la vejiga. Generalmente se utilizan sondas calibrosas en el postoperatorio de cirugías urológicas, en casos de riego de la vejiga, evitando de esa manera coágulos indeseables.

Los catéteres urinarios y sus complicaciones

  • Agudas: Infecciones urinarias sintomáticas asociadas a corta permanencia del catéter, pudiendo incluir cuadros de hipertermia, pielonefritis aguda pudiendo el paciente evolucionar hacia la sepsis y la muerte.
  • Crónicas: urinarias sintomáticas asociadas a la larga permanencia del catéter, incluyendo obstrucción del catéter, cálculos urinarios, infecciones periurinarias localizadas, inflamaciones renales crónicas y después de muchos años, cáncer de vejiga.

¡Cuidado con el Riesgo de Infección!

La introducción de un catéter de permanencia facilita el aporte de bacterias, llevando la infección del tracto urinario.

Cuidados de Enfermería en el procedimiento de introducción del catéter vesical

El Técnico de Enfermería puede auxiliar al enfermero en el procedimiento de introducción del catéter, dejando los materiales a disposición:

  • Gasas estériles;
  • PVPI;
  • Esparadrapo hipoalergénico;
  • Jeringa de 20 ml o 10 ml;
  • Aguja de 40×20;
  • Ampolla de AD 10 ml;
  • Gel de xilocaína;
  • Colector de orina estéril (sistema cerrado);
  • Sonda Foley con el tamaño predeterminado;
  • En hombres: Una jeringa más para la lubricación del canal urinario con la xilocaína.

El Procedimiento

  • Colocar al paciente en posición (mujer: ginecológica, hombre: piernas extendidas);
  • Posicionar biombo e iluminación;
  • Lavar las manos;
  • Abrir el paquete de sondeo (cateterismo vesical) en una mesa auxiliar con un campo estéril si es posible o sobre el lecho, en el sentido diagonal, colocando una de las puntas bajo la región glútea, teniendo cuidado de no contaminar el embalaje interior estéril;
  • Colocar pvpi en las gasas;
  • Abrir la sonda y el resto del material sobre el campo (gasa, aguja, jeringa);
  • Mujer: colocar xilocaína en la gasa;
  • Abrir la ampolla de agua y ofrecer a quien está pasando el catéter;
  • El enfermero debe calzar los guantes;
  • El mismo probará el Cuff de la sonda (hacer el balón inflar);
  • El mismo aspirará 10 ml de agua destilada sin tocar la ampolla.
  • El mismo debe lubricar 5 cm de la sonda;
  • En el caso de hombres: El enfermero debe preparar la jeringa con 10 ml de xilocaína gel;
  • El mismo debe conectar la sonda al colector;
  • El mismo debe hacer la Antisepsia:

En mujeres: dos bolas de gasa entre la vulva y los grandes labios, dos bolas de gasa entre los pequeños labios, una bola de gasa en el meato urinario;

En hombres: alejar el prepucio y exponer el glande, hacer antisepsia en movimientos circulares o, desde el meato hacia el glande, elevar el pene perpendicularmente al cuerpo del paciente, inyectar 10 ml de xilocaína gel en el meato;

  • El enfermero realizará la introducción de la sonda preconectada a un colector de drenaje de sistema cerrado, bien lubricada por 5 cm a 7 cm en el meato uretral, utilizando técnica aséptica estricta. En caso de mujeres, si la orina no aparece, comprobar que la sonda no está en la vagina. Si está erróneamente posicionada, dejar la sonda en la vagina como un marco indicando dónde no insertar e introducir otra sonda;
  • Insuflar el balón con agua destilada (de acuerdo con los CC descritos en la propia sonda), asegurándose de que la sonda está drenando adecuadamente.
  • Trazar suavemente la sonda hasta sentir resistencia;
  • Fijar la sonda de demora, prendiéndola junto con la bolsa de drenaje, en la cara interna del muslo en mujeres, y en hombres en la región igual, suprapúbica o hipogástrica con esparadrapo del tipo antialérgico;
  • Realizar la anotación de la fecha insertada en la bolsa colectora de orina;
  • Secar el área y mantener a la paciente cómoda;
  • Lavar las manos;
  • Realizar anotación de enfermería, firmar y sellar;
  • Mantener el ambiente de la paciente en orden;

Para la Retirada del catéter vesical

Lo que necesitará:

  • Bolsa de basura para contenidos infeccios; guante de procedimiento; jeringa de 20 ml.
  • Verificar la bolsa colectora (volumen, color, aspecto de la orina);
  • Aspirar el suero fisiológico o AD del CUFF o bolón (mismo volumen que se ha colocado);
  • Retirar la sonda;
  • Despreciar en la basura;

Más información en nuestro canal Youtube:

Cateter Vesical de Alívio

Cateter Vesical de Alívio

A Sonda de Nelaton, também chamada de Cateter ou Sonda Vesical de Alívio, é um dispositivo muito utilizado em procedimento invasivo vesical que consiste em introduzir um cateter estéril através da uretra até a bexiga. Assim que esse cateter chega à bexiga, a urina é eliminada, causando alívio ao paciente. Feito o procedimento, o cateter é retirado e descartado.

Esse é um procedimento de alívio imediato, somente em casos de retenção urinária temporária. Quando há a necessidade de uma sonda permanente, é colocada a sonda vesical de demora, que permanece no paciente durante o tempo necessário, prescrito pelo médico ou enfermeiro.

O procedimento é bastante eficiente, mas é um pouco incômodo e pode causar micro lesões no canal urinário, podendo ocorrer ardência na hora que a urina voltar a sair naturalmente.

Por isso, a sonda vesical de alívio deve ser usada somente em último caso. Antes de usá-la, deve-se estimular o idoso a urinar sem a necessidade de um procedimento tão invasivo.

O procedimento é realizado somente pelo enfermeiro, em equipe de enfermagem, conforme a RESOLUÇÃO COFEN Nº 0450/2013. A forma de realizar o procedimento é bastante parecida com a sondagem vesical de demora, tendo as diferenças que não obtém um balão para ser preenchido com água destilada, e não tracionar a sonda pois não há o balão para que possa fixar, e a utilização de sacos coletores descartáveis e extensões para sondas de alívio, se precisar permanecer por um período de tempo. O técnico de enfermagem pode estar auxiliando neste procedimento, deixando os materiais à disposição:

– Gaze estéril;
– PVPI;
– Fita Microporosa ou esparadrapo;
– Seringa de 20 ml ou 10 ml;
– Xilocaína gel;
– Coletor de urina (sistema aberto e descartável);
– Extensão para Sondas;
– Sonda de Nelaton com o tamanho pré-estabelecido;
– Em homens: Uma seringa a mais para a lubrificação do canal urinário com a xilocaína.

O uso do Cateter Vesical de Alívio para o Cateterismo Vesical Intermitente

O cateterismo vesical intermitente consiste na retirada da urina por meio da sonda de nelaton, diversas vezes por dia, e é um procedimento conhecido e corriqueiro nos hospitais, facilmente realizado por enfermeiros adequadamente treinados.

O cateterismo vesical intermitente deve ser realizado de 4 a 6 vezes ao dia, na dependência do volume de urina produzido pelo paciente, em regime de antissepsia hospitalar. Após a adequada lubrificação da sonda e da uretra com Lidocaína gel, passa-se a sonda no paciente, drena-se toda a urina da bexiga e imediatamente retira-se a sonda descartando-a. Simples assim.

É de suma importância esclarecer alguns tópicos para os pacientes e seus familiares:

  • A sondagem intermitente causa muito menos infecção urinária do que a sonda de demora.
  • A passagem da sonda de nelaton várias vezes ao dia não machuca o paciente. Ainda que haja algum sangramento na passagem da sonda, o traumatismo é mínimo. A uretra (especialmente a masculina) apresenta finos vasos sanguíneos muito superficiais, que podem sangrar durante o cateterismo, mas isso não traz sequela para o paciente, mesmo que submetido a diversos cateterismos por dia, durante semanas.
  • O cateterismo intermitente facilita a retomada da micção espontânea porque devolve a atividade de enchimento e esvaziamento à bexiga. Sem essa atividade cíclica os reflexos miccionais desaparecem e o paciente não consegue coordenar a micção. É exatamente esse o motivo pelo qual um paciente que permaneceu sondado (com sonda de demora) por vários dias não consegue urinar quando se lhe retira a sonda.
  • Não se deve deixar o paciente ficar com a bexiga muito cheia. Quando isso acontece o músculo que existe na parede da bexiga (chamado Detrusor), responsável pela contração da bexiga ao urinar, perde o seu tônus e isso atrasa o processo de retomada da micção espontânea do paciente. É exatamente esse o motivo pelo qual devemos saber que, conceitualmente, o cateterismo intermitente não é um cateterismo “de alívio” e sim um cateterismo com periodicidade calculada para esvaziar a bexiga do paciente antes que ele entre na condição de “globo vesical”, como chamamos a condição em que a bexiga está cheia em demasia.
  • A retomada da micção espontânea muitas vezes se faz aos poucos. Em alguns pacientes esse é um processo rápido, principalmente quando o paciente já consegue sair do leito e caminhar. Para os pacientes acamados e pacientes com diminuição do nível de consciência, no entanto, pode ser um processo longo e demandar o cateterismo intermitente por vários dias, às vezes semanas.

Uma vez que inicie a retomada da micção espontânea o cateterismo intermitente deve ser realizado após o paciente urinar espontaneamente para retirar o resíduo de urina pós-miccional, que vai progressivamente se tornando menor, até que o paciente não necessite mais do auxílio da sonda.

Aproveite e assista ao vídeo em nosso canal YouTube, onde falamos um pouco sobre A Sonda Vesical de Alívio.

 

Cateterismo Vesical de Demora

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