O que faz um enfermeiro em Saúde Coletiva?

Quando pensamos em Enfermagem, é comum imaginar profissionais atuando dentro de hospitais, cuidando de pacientes em leitos. No entanto, a Enfermagem vai muito além das unidades hospitalares.

O enfermeiro em Saúde Coletiva, por exemplo, exerce um papel fundamental na promoção da saúde, prevenção de doenças e cuidado com a população em seu próprio território. Este campo da Enfermagem é estratégico e essencial para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente na Atenção Primária à Saúde.

Entendendo o que é a Saúde Coletiva

A Saúde Coletiva é uma área que reúne práticas, saberes e políticas públicas voltadas para o cuidado com a saúde da população. Ao contrário da medicina curativa voltada para o indivíduo, a Saúde Coletiva trabalha com a comunidade como um todo, considerando aspectos sociais, culturais, econômicos e ambientais que influenciam o processo saúde-doença.

É neste contexto que o enfermeiro atua: não só tratando, mas prevenindo, promovendo e educando. Seu foco é compreender a realidade da comunidade e agir de forma estratégica para melhorar a qualidade de vida da população.

O papel do enfermeiro na Saúde Coletiva

O enfermeiro em Saúde Coletiva tem uma atuação ampla e dinâmica. Um de seus papéis mais conhecidos é dentro da Estratégia Saúde da Família (ESF), onde ele integra a equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde (UBS). Nessa função, ele não apenas realiza procedimentos técnicos, mas participa ativamente do planejamento, execução e avaliação de ações em saúde.

Vamos conhecer algumas das suas principais áreas de atuação:

  • Atenção Primária à Saúde (APS): A Porta de Entrada do Cuidado: Uma das principais áreas de atuação do enfermeiro em saúde coletiva é a Atenção Primária, presente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos programas de Saúde da Família. Aqui, o enfermeiro realiza consultas individuais e em grupo, acolhe a população, faz o acompanhamento de condições crônicas como hipertensão e diabetes, realiza procedimentos como curativos e vacinação, e coordena o cuidado dos pacientes dentro da rede de saúde. Ele também atua na educação em saúde, orientando a comunidade sobre prevenção de doenças, hábitos saudáveis e direitos em saúde.
  • Vigilância em Saúde: Olhos Atentos às Doenças: O enfermeiro em saúde coletiva também atua na vigilância epidemiológica, monitorando a ocorrência de doenças e agravos na população. Ele coleta e analisa dados, investiga surtos, implementa medidas de controle e prevenção (como campanhas de vacinação e orientações sobre doenças transmissíveis) e participa da elaboração de relatórios e boletins epidemiológicos. A vigilância sanitária também pode ser uma área de atuação, fiscalizando estabelecimentos e produtos para garantir a saúde da população.
  • Promoção da Saúde: Construindo Comunidades Saudáveis: O enfermeiro desenvolve e implementa ações de promoção da saúde, buscando capacitar a comunidade para que ela possa ter mais controle sobre sua própria saúde. Isso pode envolver a criação de grupos de apoio, oficinas sobre alimentação saudável, atividades de incentivo à prática de atividade física, campanhas de conscientização sobre temas específicos (como saúde mental ou prevenção do câncer) e a articulação com outros setores da sociedade (escolas, associações de moradores, etc.).
  • Educação em Saúde: Compartilhando Conhecimento: A educação é uma ferramenta poderosa na saúde coletiva. O enfermeiro planeja e executa atividades educativas para diferentes públicos, utilizando diversas metodologias (palestras, dinâmicas, materiais informativos, mídias sociais). O objetivo é disseminar informações relevantes sobre saúde, prevenção de doenças e direitos, de forma clara e acessível, para que as pessoas possam tomar decisões informadas sobre seus cuidados.
  • Gestão e Planejamento em Saúde: Em muitos casos, o enfermeiro em saúde coletiva também atua na gestão e no planejamento de serviços e programas de saúde. Isso pode envolver a elaboração de projetos, a participação na definição de políticas públicas, a coordenação de equipes, o monitoramento e a avaliação de programas e a busca por recursos para aprimorar os serviços oferecidos à comunidade.
  • Saúde Ambiental: Cuidando do Nosso Entorno: A saúde do meio ambiente tem um impacto direto na saúde da população. O enfermeiro em saúde coletiva pode atuar em questões relacionadas à saúde ambiental, como o controle da qualidade da água e do ar, o manejo de resíduos sólidos, a prevenção de desastres ambientais e a promoção de práticas sustentáveis.
  • Saúde do Trabalhador: Cuidado no Ambiente de Trabalho: A saúde coletiva também se preocupa com a saúde dos trabalhadores. O enfermeiro pode atuar em empresas e outras organizações, desenvolvendo programas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, realizando exames admissionais e periódicos, promovendo a saúde no ambiente de trabalho e orientando sobre os direitos e deveres dos trabalhadores em relação à saúde.

Um profissional com olhar ampliado

O enfermeiro em Saúde Coletiva precisa ter um olhar ampliado, ou seja, deve ir além dos sintomas clínicos e enxergar os determinantes sociais da saúde: moradia, alimentação, saneamento, trabalho, acesso à educação e renda. Sua atuação é estratégica para o funcionamento do SUS, pois contribui para a prevenção de doenças e redução da sobrecarga dos serviços hospitalares.

A formação desse profissional exige habilidades técnicas, mas também humanas. Comunicação, empatia, senso de organização e visão crítica são essenciais para quem deseja trilhar esse caminho.

Para você, estudante de enfermagem, a saúde coletiva oferece um campo de atuação vasto e cheio de possibilidades, onde o cuidado se expande para além do indivíduo e alcança toda a comunidade. É uma área que exige um olhar crítico, sensibilidade social, capacidade de trabalhar em equipe e paixão por construir um mundo mais saudável para todos.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: https://www.google.com/search?q=https://portaria.saude.gov.br/portaria/saude/legislacao/prt/2017/agosto/1673/PRT-2436-de-21-09-2017.html.
  2. NASCIMENTO, W. F.; OLIVEIRA, W. A. O enfermeiro na atenção primária à saúde: um elo entre a comunidade e os serviços de saúde. Revista Enfermagem UERJ, v. 22, p. 788-793, 2014. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemupe/article/view/13484.
  3. TEIXEIRA, R. R. O conceito de saúde coletiva e as políticas de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 13, n. 4, p. 1451-1458, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/G9H4sD4sYmF6wJ5mPq8hP8s/?format=pdf
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Medicamentos Utilizados e Fornecidos em UBS

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) são a porta de entrada para milhões de brasileiros no Sistema Único de Saúde (SUS). Além de oferecer consultas, exames e orientações, as UBS desempenham um papel crucial na distribuição de medicamentos essenciais para o tratamento de diversas condições de saúde.

Nesta publicação, vamos explorar tudo sobre os medicamentos utilizados e fornecidos em UBS, desde os tipos mais comuns até a importância desse serviço para a população.

O Que são UBS e Qual é o Seu Papel?

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) são centros de saúde públicos que oferecem atendimento primário à população. Elas são responsáveis por promover a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento de doenças, além de fornecer medicamentos gratuitos ou a preços acessíveis.

Medicamentos Fornecidos em UBS

Os medicamentos disponíveis nas UBS são selecionados com base em listas oficiais, como a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), que define os fármacos essenciais para o tratamento das principais doenças no Brasil. Esses medicamentos são distribuídos gratuitamente ou com subsídio, dependendo da política local.

Principais Categorias de Medicamentos

Hipertensão e Diabetes

    • Exemplos: Captopril, Losartana, Metformina, Insulina.
    • Importância: Esses medicamentos ajudam a controlar doenças crônicas que, se não tratadas, podem levar a complicações graves.

Infecções e Antibióticos

    • Exemplos: Amoxicilina, Azitromicina, Cefalexina.
    • Importância: Usados para tratar infecções bacterianas, como amigdalite e pneumonia.

Doenças Respiratórias

    • Exemplos: Salbutamol (para asma), Budesonida (corticosteróide inalatório).
    • Importância: Controlam sintomas de asma, bronquite e outras condições respiratórias.

Dor e Inflamação

    • Exemplos: Dipirona, Paracetamol, Ibuprofeno.
    • Importância: Aliviam dores leves a moderadas e reduzem inflamações.

Saúde Mental

    • Exemplos: Fluoxetina (antidepressivo), Diazepam (ansiolítico).
    • Importância: Tratam transtornos como depressão e ansiedade.

Contracepção e Saúde da Mulher

    • Exemplos: Anticoncepcionais orais, DIU, Misoprostol.
    • Importância: Garantem o planejamento familiar e o cuidado com a saúde reprodutiva.

Doenças Crônicas e Raras

    • Exemplos: Medicamentos para HIV/AIDS, hepatite C, epilepsia.
    • Importância: Oferecem tratamento para condições que exigem terapia contínua e especializada.

Como Funciona a Dispensação de Medicamentos nas UBS?

Para receber medicamentos nas UBS, o paciente deve seguir alguns passos:

  1. Consulta Médica: O médico avalia a condição do paciente e prescreve os medicamentos necessários.
  2. Receituário: A receita médica é obrigatória para a retirada dos medicamentos.
  3. Dispensação: O farmacêutico ou técnico de farmácia da UBS entrega os medicamentos, orientando sobre o uso correto.

Importância do Fornecimento de Medicamentos em UBS

O acesso a medicamentos gratuitos ou subsidiados nas UBS é fundamental para:

Promover a Equidade

Garantir que todas as pessoas, independentemente da renda, tenham acesso a tratamentos essenciais.

Prevenir Complicações

Controlar doenças crônicas e evitar internações hospitalares.

Reduzir Custos

Medicamentos preventivos e de controle são mais baratos do que tratamentos de emergência.

Educar a População

As UBS também orientam sobre o uso correto de medicamentos, evitando automedicação e efeitos colaterais.

Desafios no Fornecimento de Medicamentos

Apesar da importância das UBS, alguns desafios ainda persistem:

  • Falta de Medicamentos: Desabastecimento de fármacos essenciais devido a problemas na distribuição ou na gestão.
  • Falta de Profissionais: Escassez de farmacêuticos e técnicos para orientar os pacientes.
  • Demanda Crescente: O aumento de doenças crônicas e o envelhecimento da população pressionam o sistema.

Cuidados no Uso de Medicamentos

A equipe de enfermagem e farmacêutica das UBS desempenha um papel crucial na orientação dos pacientes. Aqui estão algumas dicas importantes:

Siga a Prescrição Médica:

Use os medicamentos exatamente como indicado pelo médico.

Evite a Automedicação:

Medicamentos inadequados podem causar efeitos colaterais graves.

Armazenamento Adequado:

Mantenha os medicamentos em local fresco e seco, longe do alcance de crianças.

Descarte Correto:

Medicamentos vencidos ou não utilizados devem ser devolvidos à UBS para descarte seguro.

O fornecimento de medicamentos em UBS é um pilar essencial do SUS, garantindo acesso à saúde de qualidade para milhões de brasileiros. No entanto, é preciso superar desafios como o desabastecimento e a falta de profissionais para garantir que todos tenham acesso aos tratamentos necessários.

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. Secretaria do DF
  3. Relação de Medicamentos Essenciais (RENAME)

Consultório na Rua

O Consultório na Rua é uma estratégia de saúde que foi instituída pela Política Nacional de Atenção Básica em 2011.

Seu objetivo é ampliar o acesso aos serviços de saúde para a população em situação de rua, oferecendo atenção integral de maneira oportuna. Essa população enfrenta condições de vulnerabilidade e frequentemente tem seus vínculos familiares interrompidos ou fragilizados.

A Equipe Multidisciplinar

As equipes do Consultório na Rua são compostas por profissionais de diversas áreas, como A: enfermeiro, psicólogo, assistente social ou terapeuta ocupacional; e B: agente social, técnico ou auxiliar de enfermagem, técnico em saúde bucal, cirurgião-dentista, profissional/professor de educação física ou profissional com formação em arte e educação.

Essas equipes realizam ações itinerantes, atendendo às necessidades específicas dessa população, seja durante o dia ou à noite, em todos os dias da semana.

Modalidades

As equipes dos Consultórios na Rua podem ser organizadas em três modalidades :

Modalidade I – equipe formada minimamente por 4 (quatro) profissionais, entre os quais 2 (dois) destes obrigatoriamente deverão estar conforme a letra A (descrição acima) e os demais entre aqueles descritos nas letras A e B;
Modalidade II – equipe formada minimamente por 6 (seis) profissionais, entre os quais 3 (três) destes obrigatoriamente deverão estar conforme a letra A (descrição acima) e os demais entre aqueles descritos nas letras A e B;
Modalidade III – equipe da Modalidade II acrescida de um profissional médico.

Item 1: Enfermeiro, Psicólogo, Assistente Social e Terapeuta Ocupacional
Item 2: Agente Social, Técnico ou Auxiliar de Enfermagem, técnico em Saúde Bucal, Cirurgião Dentista, profissional de Educação Física e profissional com formação em Arte e Educação.

É importante ressaltar que a responsabilidade pela atenção à saúde da população em situação de rua é de todos os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo que não façam parte de uma equipe de Consultório na Rua.

Ações

As atividades devem ser realizadas de forma itinerante, com cumprimento de carga horária mínima semanal de 30 horas, porém seu horário de funcionamento deverá ser adequado às demandas das pessoas em situação de rua, podendo ocorrer em período diurno e/ou noturno, em todos os dias da semana.

No processo de trabalho, devem estar garantidas ações para o cuidado in loco, a partir da abordagem ampliada dos problemas de saúde e sociais, bem como ações compartilhadas e integradas às Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A depender da necessidade do usuário, essas equipes também devem atuar junto aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), aos serviços de Urgência e Emergência e a outros pontos de atenção da rede de saúde e intersetorial.

Diante das especificidades dessa população, a estratégia de redução de danos deverá ser transversal a todas as ações de saúde realizadas pelas equipes. Todas as ações realizadas pelas eCR devem ser registradas no Sistema de Informação em Saúde para Atenção Básica (Sisab), por meio da Estratégia e-SUS AB.

Quando não há equipes específicas de Consultório na Rua em determinado município ou área, a atenção deve ser prestada pelas demais modalidades de equipes da Atenção Básica.

O cuidado com a saúde dessa população também deve incluir profissionais de Saúde Bucal e os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) do território onde essas pessoas estão concentradas.

Em resumo, o Consultório na Rua desempenha um papel fundamental ao oferecer atendimento integral e humanizado para aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade nas ruas, contribuindo para a promoção da saúde e o resgate da cidadania. 🌟

Para mais informações, você pode consultar as marcas da Estratégia Consultório na Rua da Secretaria de Atenção Primária à Saúde.

Referência:

  1. Ministério da Saúde

Dignidade Menstrual: Tenha acesso a absorventes gratuitos pelo SUS

Dignidade Menstrual é um programa do governo federal que visa garantir o acesso a absorventes higiênicos para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

O programa foi criado em 2023, após a aprovação da Lei nº 14.189, que instituiu a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher.

O objetivo é promover a saúde, a educação e a cidadania das mulheres, além de combater a pobreza menstrual, que afeta milhões de brasileiras.

Como ter acesso aos absorventes gratuitos?

Quem tem direito

Pessoas com idade entre 10 e 49 anos de idade (considerada como idade fértil) e que estão inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.

Além disso, é necessário estar em uma das seguintes situações:

– Estar em situação de vulnerabilidade social extrema (renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa);
– Ser estudante da rede pública de ensino e de baixa renda (meio salário mínimo);
– Estar em situação de rua.

Como retirar o absorvente gratuito

– Apresentar a autorização emitida no aplicativo Meu SUS digital; <https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/meu-sus-digital> ;
– Levar documento de identidade com foto e CPF.

Onde retirar o absorvente?

      – Acesse a lista de farmácias onde pode ser retirado o item de higiene

O programa Dignidade Menstrual beneficia cerca de 20 milhões de mulheres em todo o país, especialmente aquelas que vivem em situação de extrema pobreza, que são beneficiárias do Bolsa Família, que estão em situação de rua ou que são privadas de liberdade.

A iniciativa também contempla meninas em idade escolar, que podem receber os absorventes nas escolas públicas onde estudam.

O acesso aos absorventes gratuitos pelo SUS é um direito das mulheres e uma forma de garantir sua dignidade, sua saúde e seu bem-estar.

Se você se enquadra nos critérios do programa, procure uma unidade de saúde, Centros de Referência em Assistência Social (Cras), Centros Pop ou equipes do Consultório na Rua  para orientações e faça seu cadastro. Se você conhece alguém que precisa desse benefício, compartilhe essa informação e ajude a divulgar essa importante política pública.

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2024/01/23/distribuicao-de-absorventes-via-farmacia-popular-reforca-programa-aprovado-pelo-congresso

Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública

A notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública é um instrumento legal que visa garantir o conhecimento e o monitoramento dessas situações, bem como subsidiar as ações de prevenção e controle.

A notificação compulsória é obrigatória para todos os profissionais de saúde e serviços que prestam assistência à população, conforme a Portaria nº 204, de 17 de fevereiro de 2016, do Ministério da Saúde.

Notificação Individual

A notificação compulsória deve ser realizada em até 24 horas após a suspeita ou confirmação do diagnóstico, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), ou por outros meios definidos pelas autoridades sanitárias.

A notificação compulsória contribui para a vigilância epidemiológica, que é o conjunto de atividades que permite coletar, analisar e interpretar dados sobre a ocorrência e a distribuição das doenças, agravos e eventos de saúde pública, bem como identificar os fatores determinantes e condicionantes desses problemas.

A vigilância epidemiológica orienta as medidas de intervenção necessárias para reduzir os riscos à saúde da população e melhorar a qualidade de vida.

 

Ficha de Notificação SINAN

 

Doenças de Notificação Imediata

PORTARIA NO – 204, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2016

MINISTÉRIO DA SAÚDE

I. Caso suspeito ou confirmado de:
a) Botulismo
b) Carbúnculo ou Antraz
c) Cólera
d) Febre Amarela
e) Febre do Nilo Ocidental
f) Hantaviroses
g) Influenza humana por novo subtipo (pandêmico)
h) Peste
i) Poliomielite
j) Raiva Humana
l) Sarampo, em indivíduo com história de viagem ao exterior nos últimos 30 (trinta) dias ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior
m) Síndrome Febril Íctero-hemorrágica Aguda
n) Síndrome Respiratória Aguda Grave
o) Varíola
p) Tularemia

II. Caso confirmado de:
a) Tétano Neonatal

III. Surto ou agregação de casos ou de óbitos por:
a) Agravos inusitados
b) Difteria
c) Doença de Chagas Aguda
d) Doença Meningocócica
e) Influenza Humana

IV. Epizootias e/ou morte de animais que podem preceder a ocorrência de doenças em humanos:
a) Epizootias em primatas não humanos
b) Outras epizootias de importância epidemiológica

Resultados laboratoriais devem ser notificados de forma imediata pelos Laboratórios de Saúde Pública dos Estados (LACEN) e Laboratórios de Referência Nacional ou Regional

I. Resultado de amostra individual por:
a) Botulismo
b) Carbúnculo ou Antraz
c) Cólera
d) Febre Amarela
e) Febre do Nilo Ocidental
f) Hantavirose
g) Influenza humana por novo subtipo (pandêmico)
h) Peste
i) Poliomielite
j) Raiva Humana
l) Sarampo
m) Síndrome Respiratória Aguda Grave
n) Varíola
o) Tularemia

II. Resultado de amostras procedentes de investigação de surtos:
a) Agravos inusitados
b) Doença de Chagas Aguda
c) Difteria
d) Doença Meningocócica
e) Influenza Humana

Instrumentos para registro e análise

 Dicionário de Dados

 Ficha Notificação Individual

 Ficha Notificação/Conclusão

 Instrucional de preenchimento da Ficha Individual

 Instrucional de preenchimento da Ficha Conclusão

Dados epidemiológicos e estatísticas

Tabulações de dados

Referências:

  1. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/2005/int0002_22_11_2005.html
  2. https://portalsinan.saude.gov.br/notificacoes
  3. https://www.saude.df.gov.br/notificacao-compulsoria
  4. https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/index.php?p=240955
  5. https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/notificacao-compulsoria/lista-nacional-de-notificacao-compulsoria-de-doencas-agravos-e-eventos-de-saude-publica

Vaga CROSS: Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde

A CROSS Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde é Central de Regulação do Estado de São Paulo, criada, na Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Decreto nº 56.061 de 02/08/2010.

Cabe à CROSS a operacionalização das atividades de regulação da oferta assistencial disponível às necessidades imediatas do cidadão, visando promover a equidade do acesso, garantindo a integridade da assistência ao paciente do Sistema Único de Saúde do Estado de São Paulo – SUS/SP, no âmbito de sua área de abrangência.

Como funciona?

A ideia é simples: todas as solicitações de vagas em hospitais e unidades de saúde do estado são recebidas pelo sistema informatizado do CROSS, que avalia diversos critérios, como a gravidade do caso, a proximidade do paciente ao hospital e a disponibilidade de leitos na região.

Com base nessas informações, o sistema CROSS realiza a distribuição das vagas disponíveis, encaminhando o paciente para o hospital mais adequado para o seu tratamento.

A CROSS realiza:

  • Regulação médica de urgência;
  • Regulação médica ambulatorial;
  • Monitoramento da oferta dos recursos disponibilizados no Portal CROSS;
  • Atendimento aos Programas Estratégicos de Governo;
  • Capacitação e suporte técnico aos usuários do Portal CROSS;
  • Suporte médico especializado, por meio de Telemedicina, para unidades de baixa e média complexidade.

Desde 01 de abril de 2021 a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, que é uma Organização Social de Saúde (OSS), passou a ser a responsável pela gestão dos recursos humanos e técnicos para a operacionalização da CROSS, sendo que esta não determina nenhuma política de saúde, não contrata, define ou implanta novos serviços.

A CROSS operacionaliza as ações de regulação, seguindo estritamente as diretrizes definidas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CRS/SES-SP) e diretrizes das Portarias GM/MS – 399/2006, GM/MS nº 1559/08 e GM/MS nº 2048/2002.

Referências:

  1. https://cross.gupy.io/
  2. https://www.siresp.saude.sp.gov.br/
  3. https://cross.spdmafiliadas.org.br/

Pacto pela Vida (Portaria 399/06)

O pacto pela vida do SUS faz parte das Diretrizes Operacionais do Pacto pela Saúde do SUS (2006), sendo um de seus componentes, juntamente com o Pacto em Defesa do Sus e Pacto de Gestão do SUS.

Essas três dimensões devem ser revisadas anualmente com base nos princípios constitucionais do Sistema Único de Saúde (SUS), e foco nas necessidades de saúde dos cidadãos, produzindo assim mudanças significativas nas normativas do SUS. 

Você ainda não faz parte do Sistema Único de Saúde? Caso você ainda não tenha a carteirinha do SUS, basta levar o RG, CPF e Certidão de Nascimento ou de Casamento  até um UBS perto de sua residência para que seja feito um cartão no próprio local.

O que é o Pacto Pela Vida SUS?

O Pacto pela Vida SUS é um conjunto de compromissos sanitários, que objetivam processos e resultados originados da análise da situação da saúde pública do país e das prioridades definidas pelos governos municipais, estaduais e federais.

Ele consiste em uma ação prioritária na área da saúde, que deverá ser realizada focando na saúde, e com explicação dos compromissos financeiros e orçamentários para o alcance dos resultados objetivados.

Quais são seus objetivos?

As principais prioridades e objetivos do Pacto pela vida (2006) são:

1 – Saúde do idoso

Neste caso, será considerado como idoso a pessoa com idade igual ou maior que 60 anos. Algumas das diretrizes para seguir esse trabalho são:

  • Promover o envelhecimento ativo e saudável
  • Dar atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa
  • Estimulo às ações intersetoriais, visando uma atenção integral
  • Implementar serviços de atenção domiciliar
  • Fazer o acolhimento preferencial nas unidades de saúde, considerando e respeitando o critério de risco
  • Fortalecimento de participação social
  • Provimento de recursos que assegurem a qualidade da atenção a saúde da pessoa idosa
  • Formação, educação, divulgação e informação sobre a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS
  • Entre outros.

2 – Controle do câncer de colo de útero e de mama

Algumas metas e objetivos para esse controle são:

  • Cobertura de 80% para o exame preventivo do câncer de colo de útero
  • Incentivar a realização da cirurgia de alta frequência técnica, que usa um instrumental especial para retirar lesões ou parte do colo uterino comprometidas com menor dano possível, podendo ser realizada em laboratório com pagamento diferenciado
  • Realização da punição em 100% dos casos necessários
  • Ampliação para 60% a cobertura de mamografia, segundo protocolo.

3 – Redução da mortalidade materna e infantil

Alguns objetivos desse tópico são (2006):

  • Redução em 50% dos óbitos por doença diarréica, e 20% pneumonia
  • Redução da mortalidade neonatal e a razão da mortalidade materna em 5% cada
  • Apoio a elaboração de propostas de intervenção para a qualificação da atenção as doenças prevalentes
  • Garantia de insumos e medicamentos para tratamento de síndromes hipertensivas no parto
  • Criação de comitês de vigilância do óbito em 80% dos municípios que tenham população maior do que 80 mil habitantes.

4 – Fortalecimento da capacidade de respostas às doenças emergentes e endemias, com ênfase na dengue, hanseníase, tuberculose, malária e influenza.

Alguns objetivos e metas (2006) para isso são:

  • Redução a menos de 1% a infestação predial por Aedes Aegypti em 30% dos municípios e atingir o patamar de eliminação enquanto problema de saúde pública, considerando menos de 1 caso por 10 mil habitantes nos municípios prioritários.
  • Atingir pelo menos 85% de cura de novos casos de tuberculosa bacilífera do ano.

5 – Promoção da Saúde

Alguns objetivos:

  • Dar ênfase a mudança de comportamento da população, de forma que se internalize a responsabilidade individual da prática de alimentação saudável adequada, atividade física regular e combate ao tabagismo.
  • Articulação e promoção dos programas de promoção de atividade física existentes e apoio a criação de outros.
  • Promoção de medidas concretas pelo hábito da alimentação saudável.

6 – Fortalecimento da Atenção Básica

Alguns objetivos:

  • Ampliação e qualificação da estratégia de saúde da família em grandes centros urbanos
  • Assumir a estratégia de saúde da família como prioritária para fortalecer a atenção básica, devendo considerar as diferenças loco-regionais para seu desenvolvimento.
  • Consolidação e qualificação da estratégia da saúde da família em pequenos e médios municípios.
  • Garantir o financiamento da Atenção Básica como responsabilidade das três esferas de gestão do SUS, bem como também a infraestrutura necessária para o bom funcionamento das Unidade Básicas de Saúde.

Referência:

  1. Ministério da Saúde
Notícias da Enfermagem

Filme “Saúde tem Cura” aborda potências e fragilidades do Sistema Único de Saúde

Dia 8 de junho estreou o filme “Saúde tem Cura”, dirigido pelo cineasta das utopias Silvio Tendler, em parceria com o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sobre o Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS). Em nota, a produtora explica a temática do filme. “O Saúde tem […]