Caneta para aplicação de Insulinas

As canetas utilizadas para a aplicação de insulina são bem fáceis de usar, e são cada vez mais conhecidas por quem tem diabetes, pelas inúmeras vantagens que elas trazem.

Vantagens

Não exigem refrigeração, o dispositivo pode ser transportado em bolsas e malas, e até nos bolsos das camisas. Por proporcionar mais segurança para ajustar dosagens pequenas, as canetas figuram entre as principais escolhas para os pais de crianças, que precisam de aplicações regulares de insulina.

As canetas aplicadoras de insulina como foram desenvolvidas para simplificar o controle da glicose no sangue por meio da auto administração de doses de insulina em pacientes diabéticos.

Para pacientes que façam uso de mais de um tipo de insulina, é recomendável o uso de uma caneta diferente para cada tipo, evitando quaisquer problemas decorrentes do mau uso do medicamento.

Por uma questão de higiene, tanto a seringa quanto a caneta utilizam agulhas descartáveis, que devem ser trocadas após cada aplicação de insulina.

Existem basicamente dois tipos de canetas comercializadas: as permanentes, que podem ser utilizadas repetidas vezes; e as descartáveis, que são vendidas juntamente com o refil de insulina. Quando acabar o hormônio, você pode descartar a caneta também.

Caneta para insulina NPH: entenda as diferenças

Os refis de insulina, ou as canetas descartáveis, vêm carregados com 3ml de insulina, diferente dos frascos de 10ml usados nas seringas.

Os tipos de insulina também variam: a insulina regular é a insulina de rápida absorção, e é transparente; enquanto a NPH é uma insulina leitosa intermediária. Ambas podem ser aplicadas por meio das canetas.

Cuidados com o uso da Caneta

Para o paciente

Selecionando sua dose

  • Retire a tampa da caneta.
  • Gire para fora o suporte do carpule.
  • Segure o suporte preto do carpule de insulina e deslize para dentro do suporte.
  • Gire o suporte do carpule para dentro da caneta até sentir ou ouvir um clique.
  • Pegue uma nova agulha e retire o selo de proteção.
  • Empurre a agulha na direção da caneta e rosqueie até que esteja firme.
  • Retire com cuidado a tampa interna da agulha e descarte.
  • Puxe o botão seletor de dose, caso ele já não esteja para fora.
  • Certifique-se de que o contador de dose mostra “0” antes de você começar.
  • Gire o botão seletor de dose para selecionar a dose que você precisa.
  • Cheque a cor e o nome do seu carpule de insulina para ter certeza de que este contém o tipo correto de insulina.

Injetando sua dose

  • Insira a agulha sob sua pele e pressione o botão seletor de dose até que o contador de dose mostre o número 0 (zero).
  • Deixe a agulha sob sua pele até o contador de dose ter retornado ao “0” e conte lentamente até 6.
  • Remova e descarte a agulha imediatamente.
  • Recoloque a tampa da caneta após cada uso para proteger a insulina da luz.
  • Armazene sua caneta cuidadosamente.

Limpeza

  • Apenas limpe sua caneta com um tecido macio umedecido com água. Não lave, mergulhe, lubrifique ou utilize produtos alvejantes como cloro, iodo ou álcool para limpar a sua caneta. Isso pode danificá-la.
  • Se houver insulina do lado de fora da sua caneta, limpe-a antes de secar com um tecido macio umedecido com água.

Armazenamento

  • Não guarde a caneta com a agulha rosqueada.
  • Não congele, armazene na geladeira ou próximo a um compartimento de refrigeração.
  • Guarde a caneta em seu estojo, quando possível.

Descarte

  • Descarte sua caneta conforme instruído pelo seu profissional da saúde (médico, enfermeiro ou farmacêutico) ou conforme especificações de autoridades locais.
  • Considere o meio-ambiente ao descartar sua caneta, ela contém materiais recicláveis.
  • Certifique-se de ter removido o carpule e a agulha antes do descarte.

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Referência:

  1. BD
Notícia

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Princípios do SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) é o arranjo organizacional do Estado brasileiro que dá suporte à efetivação da política de saúde no Brasil, e traduz em ação os princípios e diretrizes desta política.

Compreende um conjunto organizado e articulado de serviços e ações de saúde, e aglutina o conjunto das organizações públicas de saúde existentes nos âmbitos municipal, estadual e nacional, e ainda os serviços privados de saúde que o integram funcionalmente para a prestação de serviços aos usuários do sistema, de forma complementar, quando contratados ou conveniados para tal fim.

Os Princípios do SUS

Princípios Doutrinários

  • Universalização: a saúde é um direito de cidadania de todas as pessoas e cabe ao Estado assegurar este direito, sendo que o acesso às ações e serviços deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de sexo, raça, ocupação, ou outras características sociais ou pessoais;
  • Equidade: o objetivo desse princípio é diminuir desigualdades. Apesar de todas as pessoas possuírem direito aos serviços, as pessoas não são iguais e, por isso, têm necessidades distintas. Em outras palavras, equidade significa tratar desigualmente os desiguais, investindo mais onde a carência é maior;
  • Integralidade: este princípio considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Para isso, é importante a integração de ações, incluindo a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a reabilitação. Juntamente, o princípio de integralidade pressupõe a articulação da saúde com outras políticas públicas, para assegurar uma atuação intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e qualidade de vida dos indivíduos.

Princípios Organizativos

  • Regionalização e Hierarquização: os serviços devem ser organizados em níveis crescentes de complexidade, circunscritos a uma determinada área geográfica, planejados a partir de critérios epidemiológicos, e com definição e conhecimento da população a ser atendida. A regionalização é um processo de articulação entre os serviços que já existem, visando o comando unificado dos mesmos. Já a hierarquização deve proceder à divisão de níveis de atenção e garantir formas de acesso a serviços que façam parte da complexidade requerida pelo caso, nos limites dos recursos disponíveis numa dada região.
  • Descentralização e Comando Único: descentralizar é redistribuir poder e responsabilidade entre os três níveis de governo. Com relação à saúde, descentralização objetiva prestar serviços com maior qualidade e garantir o controle e a fiscalização por parte dos cidadãos. No SUS, a responsabilidade pela saúde deve ser descentralizada até o município, ou seja, devem ser fornecidas ao município condições gerenciais, técnicas, administrativas e financeiras para exercer esta função. Para que valha o princípio da descentralização, existe a concepção constitucional do mando único, onde cada esfera de governo é autônoma e soberana nas suas decisões e atividades, respeitando os princípios gerais e a participação da sociedade;
  • Participação Popular: a sociedade deve participar no dia-a-dia do sistema. Para isto, devem ser criados os Conselhos e as Conferências de Saúde, que visam formular estratégias, controlar e avaliar a execução da política de saúde.

Referências:

  1. Ministério da Saúde (https://www.saude.gov.br/)