Na assistência pediátrica, especialmente em situações d...
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Prevenção de descaroçamento de frascos (Anti-Coring)
A perfuração do frasco pode ocorrer quando uma agulha é usada para perfurar a rolha de borracha do frasco ampola.
O evento adverso pode ocorrer quando uma agulha é usada para perfurar a rolha de borracha do frasco ampola, e acaba depositando dentro do medicamento um pedaço da rolha, e muitas vezes não é perceptível.
Por que isso representa um problema para o paciente?
O problema ocorre quando partes da rolha de borracha entram no conteúdo do frasco. Esses pequenos pedaços podem ser depositados dentro do frasco durante a preparação do medicamento e podem ser potencialmente injetados no paciente.
Se ocorrer descaroçamento, às vezes os pedaços podem ser tão pequenos que você não conseguirá vê-los com os olhos.
No entanto, para ajudar a diminuir a ocorrência de perfuração, a seguinte técnica pode ser executada:
Técnica de prevenção de descaroçamento de frascos (Anti-Coring)
Lave as mãos e reúna os materiais: seringa com agulha acoplada, álcool em swab ou em algodão/gaze, frasco ampola para injetáveis.
Retire a tampa da parte superior do frasco para injetáveis.
Esfregue a rolha de borracha do frasco com álcool durante 30 segundos antes da penetração.
Instile ar na seringa, se necessário. Mais informações sobre esta etapa, consulte a revisão sobre como retirar medicamentos de um frasco .
Observe o desenho do alvo da rolha. Você está mirando na parte central da rolha de borracha com a agulha.
Segure o corpo da seringa em um ângulo de 45 graus com o bisel da agulha posicionado para cima, no centro do alvo (o bisel é a abertura da ponta da agulha).
Aplique pressão na ponta da agulha e, quando a agulha começar a penetrar, empurre o tampão para baixo enquanto gira simultaneamente a agulha em um ângulo de 90 graus em um movimento suave.
Por último, injete o ar da seringa no espaço de ar do frasco, se necessário.
A técnica asséptica é um conjunto de medidas que visa prevenir a contaminação de materiais e superfícies por microrganismos patogênicos. Uma das medidas mais importantes é a abertura correta de pacotes estéreis, que contêm instrumentos como gaze, algodão, luvas e outros itens necessários para procedimentos médicos ou cirúrgicos.
Alguns pontos importantes
A abertura de pacotes estéreis deve seguir alguns princípios básicos, como:
Verificar a data de validade e a integridade do pacote antes de abrir;
Escolher uma superfície limpa e seca para colocar o pacote;
Abrir o pacote com cuidado, sem tocar na parte interna ou nos itens estéreis;
Manter o pacote aberto o mínimo possível, evitando exposição ao ar ou a fontes de contaminação;
Usar pinças ou luvas estéreis para manipular os itens, sem ultrapassar a borda do pacote;
Descartar o pacote vazio em um recipiente adequado.
A abertura de pacotes estéreis é essencial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, evitando infecções e complicações. Por isso, é importante seguir as normas e os protocolos estabelecidos pelas instituições de saúde e pelos órgãos reguladores.
Como abrir um pacote de gaze estéril?
Para abrir um pacote de gaze estéril na técnica asséptica, é preciso seguir alguns passos:
Lavar as mãos com água e sabão, secando-as bem com uma toalha limpa ou papel toalha.
Colocar o pacote de gaze sobre uma superfície limpa e seca, sem tocar na parte interna do envelope.
Abrir o envelope com cuidado, puxando as abas (pétala) externas para os lados, sem rasgar ou contaminar a parte interna.
Retirar a gaze estéril com uma pinça estéril ou com as mãos enluvadas, segurando-a pelas pontas, sem tocar na parte central.
Colocar a gaze sobre o local desejado, cobrindo a ferida ou o curativo, sem friccionar ou arrastar a gaze sobre a pele.
Descartar o envelope vazio em um recipiente adequado para lixo hospitalar ou infectante.
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Corte de Unhas do Pé diabético
Parte significativa das complicações do Pé Diabético é evitável. É essencial, portanto, certificar-se do conhecimento e da prática pelo indivíduo dos cuidados diários recomendados.
Num pé diabético, uma ferida tão pequena como uma bolha causada pelo uso de um calçado demasiado justo, pode causar um sério dano.
A diabetes diminui o fluxo sanguíneo, pelo que as feridas demoram a cicatrizar. Quando uma ferida não cicatriza aumenta ainda mais o perigo de infecção. Sendo um diabético, as infecções expandam-se rapidamente.
Se tem diabetes, devia inspecionar os pés diariamente. Procure por picadas, sinais de traumatismo, áreas de pressão, vermelhidão, zonas mais quentes, bolhas, úlceras, arranhões, corte e problemas nas unhas. Peça a alguém que ajude ou utilize um espelho.
O corte das unhas deve ser avaliado quanto a sua técnica. Elas devem ser cortadas sempre retas. O corte inadequado pode predispor um quadro de unha encravada.
As unhas devem ser cortadas com um instrumento afiado – tesoura ou corta-unhas – que permita aplicar uma pressão idêntica nas duas superfícies. O corte deve ser sempre o mais direito e simples possível.
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Técnica Intramuscular em “Z” (Z-track)
A técnica intramuscular em Z ou método em Z (Z-track) cria um ziguezague através dos tecidos, o que veda o trajeto da agulha, para evitar o retorno da medicação. A característica mais importante desse tipo de procedimento é a indicação para medicamentos com ação sistêmica que possuem rápida absorção e doses relativamente grandes podendo chegar até 5 mL nos locais adequados.
O tecido muscular é pouco vascularizado e possui poucos nervos sensitivos, o que possibilita uma ação assistencial que gera menos dor, principalmente para medicamentos que causam reação.
A técnica foi descrita e demonstrada em 1939 por Shaffer e indicada para injeções profundas de medicamentos ou drogas irritantes, como o ferro. Dessa forma a técnica possibilita o não extravasamento de medicamento da localidade, gerando menor desconforto para o paciente, diminuindo lesões na região do local de aplicação.
Indicações e contraindicações
As indicações para a via de administração intramuscular é em relação a medicamentos que são irritantes e são mais viscosas que não sejam absorvidas em outros locais como o sistema digestivo, tecido subcutâneo, intradermico ou inalatório.
As clássicas contraindicações são alguns medicamentos que não reagem bem a administrados nessa via, se a pessoa possuir lesões na pele, doenças crônicas específicas e outras indicações médicas.
Nunca administre medicações por via intramuscular em locais que possuam inflamação ou esteja edemaciados ou apresentado irritação da pele. Locais que contenham lesões ou verrugas também não devem ser utilizados. São descartados os locais que tiverem sinais ou qualquer tipo de injúria tecidual. A avaliação do enfermeiro é fundamental para tal processo.
Cuidados de Enfermagem
Materiais a serem utilizados
Cadeira ou leito.
Caneta.
Gaze e chumaço de algodão com álcool.
Frasco ou ampola de medicação.
Luvas de procedimento.
Seringas de 3 e 5 ml.
Agulhas 25×7, 25×8, 30×7 ou 30×8.
Procedimento
Verificar com exatidão a prescrição médica.
Checar o nome do paciente, medicamento, dose, horário e via de administração.
Avaliar possíveis alergias ao medicamento a ser administrado.
Verificar a data de validade do medicamento.
Realizar higienização das mãos
Calçar luvas de procedimento.
Preparar de maneira asséptica e correta a dose da medicação a partir da ampola ou frasco;
Selecionar a região apropriada para injeção, verificando a existência de equimose, inflamação ou edema.
Posicionar a seringa e agulha em ângulo de 90°.
Auxiliar o paciente para que se posicione adequadamente.
Localizar novamente a região usando pontos anatômicos.
Passar o chumaço de algodão do centro para as bordas, aproximadamente 5 cm.
Segurar a bola de algodão ou gaze entre o terceiro e quarto dedo da mão não dominante.
Remover a capa ou bainha da agulha, puxando-a em linha reta para trás.
Posicione a mão não dominante abaixo do local que será administrado o medicamento;
Puxe a pele para baixo ou para cima ou de forma lateral com o lado ulnar da mão, mantendo-o dessa forma até o que a agulha seja totalmente introduzida.
Introduza a agulha no ângulo de 90º com a mão dominante.
Puxar o êmbolo de volta para identificar possível erro de aplicação com o retorno de sangue.
Injetar o medicamento de maneira lenta.
A agulha deve permanecer por 10 segundos para permitir que o medicamento seja disperso de maneira correta.
Retire a agulha e solte a pele, o quê criará um caminho em ziguezague promovendo um tampão que ocluirá o local e não irá permitir que reflua a substância, o que poderia provocar irritação.
Aplicar pressão gentilmente.
Não massagear a região.
Descartar a agulha sem capa ou a agulha envolta em bainha de segurança presa à seringa dentro do recipiente para materiais cortantes e perfurantes.
Retirar as luvas.
Realizar higienização das mãos.
Registrar o procedimento em prontuário.
Observações
Na técnica em z, é importante avaliar o medicamento a ser administrado, o posicionamento do paciente pode gerar a diminuição da dor. Observe sempre a pessoa que a droga será administrada, bem como o tamanho da musculatura e suas peculiaridades.
Avalie o local da aplicação observando dor e endurecimento local. Se a medicação for administrada com frequência, faça rodízio das áreas possíveis.
A administração de medicamentos de forma intramuscular (IM) possui diversas variáveis, por isso a execução deve ser feita pela equipe de enfermagem. Muitas lesões podem ocorrer como a necrose tecidual, contratura muscular e até perda de movimentos que fizeram o procedimento de forma errada.
O deltoide, vasto lateral e glúteo máximo são os que mais sofrem injúrias, já os glúteos mínimos, médio e a musculatura ventroglutea são as melhores e que possuem menor risco de acidentes.
Referências:
Figueiredo, Ana Elizabeth P. L. O papel da enfermagem na administração do ferro por via parenteral The role of nurses in parenteral iron administration. Rev. Bras. Hematol. Hemoter. 2010;32(Supl. 2):129-1;
Potter, Patricia. PERRY, Anne. Fundamentos de enfermagem.7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009;
Curado, Ana Carolina de Castro. Fundamentos semiológicos de enfermagem. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017. 176 p.
Maurian trabalha na área de saúde há quase 20 anos e, no dia 12 de abril, estava de plantão no Hospital Milton Reis. No início da noite, recebeu a notícia de que uma jovem havia dado à luz sozinha a uma bebê de apenas 26 semanas. “Eu esperava encontrar um feto. De repente me disseram […]
Salinização: Técnica de Turbilhonamento
Os cuidados de enfermagem para evitar a perda e obstrução dos cateteres venosos centrais, para que isso ocorra, é necessária a realização de flush turbilhonado entre as medicações, enfatizando que o protocolo institucional pontua que deve ser realizado antes e após a administração de medicações.
Em se tratando de cateter mantido com soroterapia prescrita pelo médico, ainda assim é necessário realizar o turbilhonamento, conforme orientações do protocolo institucional, para que, com a pressão exercida, seja feita uma limpeza no lúmen do dispositivo.
Ressalta-se que a técnica de turbilhonamento deve ser realizada para qualquer cateter e não apenas para aqueles com risco de obstrução.
Como é feito?
A técnica de turbilhonamento ou técnica pulsátil consiste em injetar a solução fisiológica, utilizando uma seringa de 10ml e exercendo pressão positiva a cada 1 ml seguida de pausa rápida, tornando o fluxo pulsátil.
Após isso, deverá clampear a(s) via(s), operando ligeira pressão no êmbolo da seringa antes de desconectá-la do sistema.
Segundo estudos, é a melhor maneira para se realizar uma “limpeza” interna do cateter.
Com relação ao profissional que pode realizar a desobstrução de Cateteres Centrais, a literatura não pontua o enfermeiro como profissional incumbido desse cuidado, pois mostra que a equipe de enfermagem deve ser capaz de identificar a obstrução e iniciar a manobra de desobstrução do cateter ocluído o mais rápido possível.
Contudo, em se tratando de um acesso de caráter central e que demanda cuidado mais complexo, é oportuno que o enfermeiro o manipule, visto que a lei do exercício profissional de enfermagem enfatiza que é privativo do enfermeiro aqueles cuidados que exijam maior complexidade técnica e conhecimentos de base científica, além da capacidade de tomar decisões imediatas.
Cuidados de Enfermagem
Realizar turbilhonamento antes e após a administração de medicações endovenosas;
Quando houver soroterapia prescrita pelo médico, não é necessário realizar o turbilhonamento de 6/6 horas;
Para cateteres de curta e média permanência, realizar o turbilhonamento de 6/6 horas, ou conforme orientação da enfermeira;
Realizar turbilhonamento apenas se cateter venoso central apresentar risco de obstrução.
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