Notícias da Enfermagem

Técnica de enfermagem customiza toucas para recém-nascidos em hospital de Joinville

Uma técnica de enfermagem do Centro Obstétrico da Unimed, de Joinville, costumiza toucas com nomes de recém-nascidos e torna o momento do nascimento ainda mais especial para pais e familiares. O acessório é ideal para manter a temperatura corporal dos bebês em seus primeiros momentos de vida e já era distribuído na unidade. No entanto, […]

Corte de Unhas do Pé diabético

Parte significativa das complicações do Pé Diabético é evitável. É essencial, portanto, certificar-se do conhecimento e da prática pelo indivíduo dos cuidados diários recomendados.

Num pé diabético, uma ferida tão pequena como uma bolha causada pelo uso de um calçado demasiado justo, pode causar um sério dano.

A diabetes diminui o fluxo sanguíneo, pelo que as feridas demoram a cicatrizar. Quando uma ferida não cicatriza aumenta ainda mais o perigo de infecção. Sendo um diabético, as infecções expandam-se rapidamente.

Se tem diabetes, devia inspecionar os pés diariamente. Procure por picadas, sinais de traumatismo, áreas de pressão, vermelhidão, zonas mais quentes, bolhas, úlceras, arranhões, corte e problemas nas unhas. Peça a alguém que ajude ou utilize um espelho.

O corte das unhas deve ser avaliado quanto a sua técnica. Elas devem ser cortadas sempre retas. O corte inadequado pode predispor um quadro de unha encravada.

As unhas devem ser cortadas com um instrumento afiado – tesoura ou corta-unhas – que permita aplicar uma pressão idêntica nas duas superfícies. O corte deve ser sempre o mais direito e simples possível.

Referência:

  1. Ministério da Saúde

Técnica Intramuscular em “Z” (Z-track)

A técnica intramuscular em Z ou método em Z (Z-track) cria um ziguezague através dos tecidos, o que veda o trajeto da agulha, para evitar o retorno da medicação. A característica mais importante desse tipo de procedimento é a indicação para medicamentos com ação sistêmica que possuem rápida absorção e doses relativamente grandes podendo chegar até 5 mL nos locais adequados.

O tecido muscular é pouco vascularizado e possui poucos nervos sensitivos, o que possibilita uma ação assistencial que gera menos dor, principalmente para medicamentos que causam reação.

A técnica foi descrita e demonstrada em 1939 por Shaffer e indicada para injeções profundas de medicamentos ou drogas irritantes, como o ferro. Dessa forma a técnica possibilita o não extravasamento de medicamento da localidade, gerando menor desconforto para o paciente, diminuindo lesões na região do local de aplicação.

Indicações e contraindicações

As indicações para a via de administração intramuscular é em relação a medicamentos que são irritantes e são mais viscosas que não sejam absorvidas em outros locais como o sistema digestivo, tecido subcutâneo, intradermico ou inalatório.

As clássicas contraindicações são alguns medicamentos que não reagem bem a administrados nessa via, se a pessoa possuir lesões na pele, doenças crônicas específicas e outras indicações médicas.

Nunca administre medicações por via intramuscular em locais que possuam inflamação ou esteja edemaciados ou apresentado irritação da pele. Locais que contenham lesões ou verrugas também não devem ser utilizados. São descartados os locais que tiverem sinais ou qualquer tipo de injúria tecidual. A avaliação do enfermeiro é fundamental para tal processo.

Cuidados de Enfermagem

Materiais a serem utilizados

  • Cadeira ou leito.
  • Caneta.
  • Gaze e chumaço de algodão com álcool.
  • Frasco ou ampola de medicação.
  • Luvas de procedimento.
  • Seringas de 3 e 5 ml.
  • Agulhas 25×7, 25×8, 30×7 ou 30×8.

Procedimento

  • Verificar com exatidão a prescrição médica.
  • Checar o nome do paciente, medicamento, dose, horário e via de administração.
  • Avaliar possíveis alergias ao medicamento a ser administrado.
  • Verificar a data de validade do medicamento.
  • Realizar higienização das mãos
  • Calçar luvas de procedimento.
  • Preparar de maneira asséptica e correta a dose da medicação a partir da ampola ou frasco;
  • Selecionar a região apropriada para injeção, verificando a existência de equimose, inflamação ou edema.
  • Posicionar a seringa e agulha em ângulo de 90°.
  • Auxiliar o paciente para que se posicione adequadamente.
  • Localizar novamente a região usando pontos anatômicos.
  • Passar o chumaço de algodão do centro para as bordas, aproximadamente 5 cm.
  • Segurar a bola de algodão ou gaze entre o terceiro e quarto dedo da mão não dominante.
  • Remover a capa ou bainha da agulha, puxando-a em linha reta para trás.
  • Posicione a mão não dominante abaixo do local que será administrado o medicamento;
  • Puxe a pele para baixo ou para cima ou de forma lateral com o lado ulnar da mão, mantendo-o dessa forma até o que a agulha seja totalmente introduzida.
  • Introduza a agulha no ângulo de 90º com a mão dominante.
  • Puxar o êmbolo de volta para identificar possível erro de aplicação com o retorno de sangue.
  • Injetar o medicamento de maneira lenta.
  • A agulha deve permanecer por 10 segundos para permitir que o medicamento seja disperso de maneira correta.
  • Retire a agulha e solte a pele, o quê criará um caminho em ziguezague promovendo um tampão que ocluirá o local e não irá permitir que reflua a substância, o que poderia provocar irritação.
  • Aplicar pressão gentilmente.
  • Não massagear a região.
  • Descartar a agulha sem capa ou a agulha envolta em bainha de segurança presa à seringa dentro do recipiente para materiais cortantes e perfurantes.
  • Retirar as luvas.
  • Realizar higienização das mãos.
  • Registrar o procedimento em prontuário.

Observações

Na técnica em z, é importante avaliar o medicamento a ser administrado, o posicionamento do paciente pode gerar a diminuição da dor. Observe sempre a pessoa que a droga será administrada, bem como o tamanho da musculatura e suas peculiaridades.

Avalie o local da aplicação observando dor e endurecimento local. Se a medicação for administrada com frequência, faça rodízio das áreas possíveis.

A administração de medicamentos de forma intramuscular (IM) possui diversas variáveis, por isso a execução deve ser feita pela equipe de enfermagem. Muitas lesões podem ocorrer como a necrose tecidual, contratura muscular e até perda de movimentos que fizeram o procedimento de forma errada.

O deltoide, vasto lateral e glúteo máximo são os que mais sofrem injúrias, já os glúteos mínimos, médio e a musculatura ventroglutea são as melhores e que possuem menor risco de acidentes.

Referências:

  1. Figueiredo, Ana Elizabeth P. L. O papel da enfermagem na administração do ferro por via parenteral The role of nurses in parenteral iron administration. Rev. Bras. Hematol. Hemoter. 2010;32(Supl. 2):129-1;
  2. Potter, Patricia. PERRY, Anne. Fundamentos de enfermagem.7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009;
  3. Curado, Ana Carolina de Castro. Fundamentos semiológicos de enfermagem. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017. 176 p.

Salinização: Técnica de Turbilhonamento

Os cuidados de enfermagem para evitar a perda e obstrução dos cateteres venosos centrais, para que isso ocorra, é necessária a realização de flush turbilhonado entre as medicações, enfatizando que o protocolo institucional pontua que deve ser realizado antes e após a administração de medicações.

Em se tratando de cateter mantido com soroterapia prescrita pelo médico, ainda assim é necessário realizar o turbilhonamento, conforme orientações do protocolo institucional, para que, com a pressão exercida, seja feita uma limpeza no lúmen do dispositivo.

Ressalta-se que a técnica de turbilhonamento deve ser realizada para qualquer cateter e não apenas para aqueles com risco de obstrução.

Como é feito?

A técnica de turbilhonamento ou técnica pulsátil consiste em injetar a solução fisiológica, utilizando uma seringa de 10ml e exercendo pressão positiva a cada 1 ml seguida de pausa rápida, tornando o fluxo pulsátil.

Após isso, deverá clampear a(s) via(s), operando ligeira pressão no êmbolo da seringa antes de desconectá-la do sistema.

Segundo estudos, é a melhor maneira para se realizar uma “limpeza” interna do cateter.

Com relação ao profissional que pode realizar a desobstrução de Cateteres Centrais, a literatura não pontua o enfermeiro como profissional incumbido desse cuidado, pois mostra que a equipe de enfermagem deve ser capaz de identificar a obstrução e iniciar a manobra de desobstrução do cateter ocluído o mais rápido possível.

Contudo, em se tratando de um acesso de caráter central e que demanda cuidado mais complexo, é oportuno que o enfermeiro o manipule, visto que a lei do exercício profissional de enfermagem enfatiza que é privativo do enfermeiro aqueles cuidados que exijam maior complexidade técnica e conhecimentos de base científica, além da capacidade de tomar decisões imediatas.

Cuidados de Enfermagem

  • Realizar turbilhonamento antes e após a administração de medicações endovenosas;
  • Quando houver soroterapia prescrita pelo médico, não é necessário realizar o turbilhonamento de 6/6 horas;
  • Para cateteres de curta e média permanência, realizar o turbilhonamento de 6/6 horas, ou conforme orientação da enfermeira;
  • Realizar turbilhonamento apenas se cateter venoso central apresentar risco de obstrução.

Calçando e Removendo as luvas estéreis corretamente

O procedimento de calçar um par de luvas estéril requer técnica correta, para evitar a contaminação da luva, fato este que pode ocorrer com facilidade, por isso requer muita atenção.

Existem vários procedimentos que exigem a utilização de luvas estéreis, entre eles os procedimentos cirúrgicos, aspiração endotraqueal, curativos extensos, que se tornam difíceis realizar somente com o material de curativo. Portanto, as luvas estéreis devem ser utilizadas sempre que ocorrer a necessidade de manipulação de áreas estéreis.

As luvas estéreis podem ser encontradas nos tamanhos P, M ou G, ou até mesmo em tamanhos numerados como 6.0, 6.5, 7.0 até 9.0. E pode variar de acordo com o fabricante.

Como colocar as luvas estéreis?

  • O primeiro passo para realizar o procedimento de calçar a luvas, inicia-se com a lavagem correta das mãos! Isso mesmo, antes de calçar luvas é imprescindível lavar as mãos.
  • Abra o pacote de luvas sobre uma superfície limpa, à altura confortável para sua manipulação.
  • Observe que existem abas nas dobras internas da embalagem das luvas. Elas existem para facilitar a abertura do papel, sem que ocorra o risco de tocar nas luvas e contaminá-las. Então, segure nas abas abra os dois lados que revestem as luvas.
  • As luvas devem estar dispostas corretamente a sua frente, onde: a luva da mão direita está a sua direita, e a luva da mão esquerda, está a sua esquerda. Isso na maioria dos fabricantes. A maioria das luvas não tem lado anatômico, mas ficam dispostas nesse sentido, devido a dobra existente do polegar.
  • Neste momento, prepare-se para calçar a luva na mão dominante. Com sua mão não dominante, segure a luva pela face interna da luva (que vem dobrada propositalmente). Importante: enquanto você estiver sem luvas, segure apenas pela face onde a luva irá entrar em contato com sua pele, ou seja, face interna.
  • Em seguida, introduza os dedos da mão dominante, calmamente, procurando ajustar os dedos internamente. Realize esta etapa da melhor maneira possível, mas não se preocupe se os dedos ficarem mal posicionados dentro da luva. Continue o procedimento mesmo com os dedos posicionados de forma errada (é muito arriscado tentar arrumar a posição dos dedos, você pode contaminá-la).
  • Após esta etapa, introduza até que sua mão entre completamente na luva, sempre a segurando pela face interna.
  • Agora que você colocou a primeira luva estéril (na mão dominante), vamos colocar a luva na mão não dominante. Lembre-se, que agora estamos com uma luva estéril na mão dominante, não podemos tocar em lugares que não sejam estéreis, sejam eles a nossa pele, superfícies ou objetos ao nosso redor.
  • Com a mão dominante (enluvada), segure a outra luva pela face externa (ou seja, por dentro da dobra existente). Esta dobra existente no punho da luva servirá de apoio para segurar a luva, sem que ocorra o risco de contaminar a luva, mesmo que imperceptivelmente.
  • Sempre segurando pela dobra do punho da luva, introduza calmamente sua mão não-dominante na luva, semelhante ao realizado na primeira, mas agora, com a cautela de não tocar com a luva na pele da mão ou em locais não-estéreis.
  • Siga esta etapa, até introduzir toda a mão esquerda na luva.
  • Para finalizar, havendo a necessidade de posicionar os dedos corretamente, ou até mesmo melhorar o calçamento da luva, faça com ambas as luvas, porém evite manipular a luva na região dos punhos, caso esta não possua mais as dobras de segurança.

Como Remover as Luvas Estéreis?

  • Inicie a retirada da luva por qualquer uma das duas mãos. Puxar a luva mantendo o contato apenas de luva com luva, sem encostá-la na sua pele.
  • Puxe a luva enrolando-a de modo que permaneça na palma de sua mão.
  • Com a mão que está sem a luva, inicie a retirada da outra luva, puxando-a pela sua parte interna. A mão sem luva deverá manter contato com a luva.
  • Continue puxando a luva de modo que ela envolva a que está na palma de sua mão formando uma “bolinha”.
  • Despreze a luva em local adequado
  • Higienize suas mãos.

Referências:

  1. ANVISA. Nota Técnica GVIMS/GGTES/ANVISA nº 04/2020 – Orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) (Atualizada 08 de maio de 2020). Brasília: 2020. Disponível em: < http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/271858/Nota+T%C3%A9cnica+n+04-2020+GVIMS-GGTES-ANVISA/ab598660-3de4-4f14-8e6f-b9341c196b28&gt;.
  2. BRASIL. Ministério do Trabalho. Norma Regulamentadora 32 – Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. Brasília, 2005. Disponível em: http://www.trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR32.pdf