Síndrome da Unha Esverdeada

A síndrome da unha esverdeada é uma infecção paroniquial bacteriana que pode se desenvolver em indivíduos cujas mãos estão frequentemente submersas em água. Também pode ocorrer como listras verdes transversais que são atribuídas a episódios intermitentes de infecção.

É mais comumente causada pela bactéria Pseudomonas aeruginosa,que se desenvolve em condições úmidas. A síndrome das unhas verdes está ligada à submersão regular das mãos em água, detergentes e sujeira. Existem várias atividades e lesões que estão ligadas à predisposição para contrair a doença.

Sintomas

O sintoma mais comum da síndrome da unha esverdeada é a descoloração da unha infectada, pois ela adquire uma coloração verde-escura, devido à secreção dos pigmentos verdes pioverdina e piocianina.

O paciente também pode sofrer de sensibilidade ao redor da unha infectada, juntamente com vermelhidão e inchaço.

Diagnóstico

O diagnóstico geralmente pode ser feito a partir de um exame físico da unha. Se necessário, uma coloração de Gram ou cultura bacteriológica de raspagem de unha pode ser realizada para identificar a presença de bactérias.

No entanto, existem deficiências na realização de uma cultura porque a infecção pode estar presente a uma distância do local da unha e, como resultado, retornar um resultado falso negativo. Uma amostra de unha infectada pode ser submersa em água destilada para realizar um teste de solubilidade do pigmento, dentro de 24 horas o líquido ficará com uma cor azul esverdeada indicando a presença de Pseudomonas aeruginosa.

O Diagnóstico errôneo

A síndrome das unhas esverdeadas pode ser diagnosticada erroneamente como infecções por Aspergillus, melanoma maligno, hematomas subungueais. O uso de corante verde, tinta ou lacas químicas também pode causar confusão.

Referências:

  1.  «Síndrome da unha esverdeada – Distúrbios da pele». Manual MSD Versão Saúde para a Família
  2. «Pseudomonas aeruginosa Infections: Clinical Presentation». eMedicine
  3. James, William; Berger, Timothy; Elston, Dirk (2005). Andrews’ Diseases of the Skin: Clinical Dermatology. (10th ed.). Saunders. ISBN 0-7216-2921-0.
  4. American Osteopathic College of Dermatology (2019). Green Nail Syndrome.
  5. «Green Nail Syndrome (GNS, Pseudomonas nail infection, chloronychia, green striped nails, chromonychia)». Dermatology Advisor (em inglês). 13 de março de 2019
  6. Clark, K., & Davison, L. (2006). Green Nail Syndrome. NJ, USA: MJH Healthcare holdings LLC.
  7. Matsuura, H.; Senoo, A.; Saito, M.; Hamanaka, Y. (1 de setembro de 2017). «Green nail syndrome». QJM: An International Journal of Medicine (em inglês). 110: 609–609. ISSN 1460-2725doi:10.1093/qjmed/hcx114
  8. Chiriac, Anca; Brzezinski, Piotr; Foia, Liliana; Marincu, Iosif (14 de janeiro de 2015). «Chloronychia: green nail syndrome caused by Pseudomonas aeruginosa in elderly persons». Clinical Interventions in Aging (em English).

Doenças da Unha

As unhas são anexos dos dedos e tem a principal função de proteger a região de traumas e choques. Elas também têm como função a defesa e acabam dando mais precisão e firmeza na pegada.

Além de suas funções fisiológicas, as unhas servem também como importância ornamental e seu aspecto pode revelar doenças sistêmicas que atacam o corpo.

Elas têm muitas funções e muitas vezes passam esquecidas, se não fosse por aquela manicure do fim de semana, além disso elas também estão suscetíveis a ataques e doenças específicas que geralmente são muito incômodas.

As doenças das unhas

Paroníquia

A paroníquia é a inflamação da pele em torno da unha. Ela pode se iniciar com a perda da cutícula, através de traumatismos, ataques químicos (por produtos de limpeza, por exemplo) ou por remoção voluntária com alicate.

A perda de cutícula ocasiona a entrada de agentes agressores, causando inflamação, pus e dor. Pode provocar ainda a alteração da unha.

Para prevenir a condição, deve-se evitar o fator desencadeante da infecção e manter a integridade das cutículas, evitando a remoção excessiva.

É necessário sempre tratamento, realizado com medicamentos adequados a cada caso, para que não ocasione perda da unha e problemas maiores. Algumas causas:

  • Fungo;
  • Contatos químicos

Microníquia

Unhas muito pequenas, esse sintoma pode ser tanto patológico hereditário ou adquirido. Algumas causas:

  • Anormalidades genéticas;
  • Roer unhas;
  • Infecções;
  • Doenças vasculares;
  • Epilepsia

Acropaquia

É o espessamento das falanges terminais dos dedos das mãos e dos pés. Algumas causas:

  • Doenças cardíaca;
  • Fígado;
  • Malformações de artérias pulmonares;
  • Linfoma pulmonar;
  • Câncer de pulmão;
  • Tuberculose

Onicólise

É a separação da lâmina ungueal do leito ungueal na ponta do dedo. Algumas causas:

  • Colocação incorreta da presilha;
  • Psoríase;
  • Eczema;
  • Medicamentos como tetraciclina;
  • Doenças autoimunes

Anoníquia

É a ausência da lâmina ungueal. Algumas causas:

  • Exposição a substâncias que químicas capazes de danificar a matriz ungueal da unha;
  • Anormalidades do osso subjacente;
  • Má formações congênitas;
  • Traumatismos severos nas unhas

Referências:

  1. www.dermato.med.br/publicaçoes/artigos
  2. www.mdsaude.com/ Doençasinfectocontagiosas

Corte de Unhas do Pé diabético

Parte significativa das complicações do Pé Diabético é evitável. É essencial, portanto, certificar-se do conhecimento e da prática pelo indivíduo dos cuidados diários recomendados.

Num pé diabético, uma ferida tão pequena como uma bolha causada pelo uso de um calçado demasiado justo, pode causar um sério dano.

A diabetes diminui o fluxo sanguíneo, pelo que as feridas demoram a cicatrizar. Quando uma ferida não cicatriza aumenta ainda mais o perigo de infecção. Sendo um diabético, as infecções expandam-se rapidamente.

Se tem diabetes, devia inspecionar os pés diariamente. Procure por picadas, sinais de traumatismo, áreas de pressão, vermelhidão, zonas mais quentes, bolhas, úlceras, arranhões, corte e problemas nas unhas. Peça a alguém que ajude ou utilize um espelho.

O corte das unhas deve ser avaliado quanto a sua técnica. Elas devem ser cortadas sempre retas. O corte inadequado pode predispor um quadro de unha encravada.

As unhas devem ser cortadas com um instrumento afiado – tesoura ou corta-unhas – que permita aplicar uma pressão idêntica nas duas superfícies. O corte deve ser sempre o mais direito e simples possível.

Referência:

  1. Ministério da Saúde