Notícias da Enfermagem

Alerta de Saúde Pública: Coren-SP e Cofen Orientam Enfermagem sobre Intoxicação por Metanol

São Paulo, 13 de outubro de 2025 – O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) emitiram um alerta crucial para a categoria profissional sobre a intoxicação por metanol, uma emergência toxicológica de alta gravidade associada, frequentemente, ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O comunicado destaca a […]

Urgência e Emergência: Conceitos Básicos

Urgência e Emergência

Em hospitais e postos de saúde, todos já viram ambulâncias, prontos-socorros e placas com o enunciado “Emergência”. Porém, em vez de usar esse termo, alguns profissionais da saúde afirmam que determinado caso é urgente. Emergência e urgência são palavras parecidas, mas será que possuem o mesmo significado? Como diferenciá-las? Não é muito simples, pois, realmente, seus significados são quase iguais.

Vamos Entender?

DIFERENÇAS ENTRE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Urgência

É a ocorrência imprevista de danos à saúde, em que não ocorre risco de morte, ou seja, indivíduo necessita de atendimento médico mediato. Consideramos prioridade moderada de atendimento. Exemplos:

– Dor torácica sem complicações respiratórias;
– Alguns tipos de queimaduras;
– Fraturas sem sinais de choques ou outras lesões mais sérias;
– Vômito e diarreia, acompanhados ou não por estado febril abaixo de 39ºC;
– Sangramentos e ferimentos leves e moderados.

Emergência

Constatação médica de condições de danos à saúde, que implicam em risco de morte, exigindo tratamento médico imediato. Consideramos alta prioridade de tratamento de atendimento. Exemplo:

– Parada cardiorrespiratória (PCR);
– Dor torácica acompanhada de desconforto respiratório;
– Politraumatismo em geral;
– Hemorragias de alta intensidade;
– Queimaduras extensas;
– Perda do nível de consciência;
– Intoxicações em geral;
– Ferimento por arma de fogo (FAF);
– Ferimento por arma branca (FAB);
– Estados de choque;
– Estado febril acima de 40ºC;
– Gestações em curso com complicações.

Tanto a urgência como a emergência requerem do profissional de enfermagem atenção imediata em suas ações. O conhecimento técnico faz a diferença no final do atendimento!

O PRONTO SOCORRO

É o Local “físico” destinado ao atendimento de urgências e emergências constatadas. Geralmente está localizado em um hospital ou próximo a ele. É para o pronto-socorro que as vítimas são encaminhadas após o primeiro atendimento, independente de seu estado.

A SALA DE URGÊNCIA

Local destinado e equipado dentro do pronto-socorro para atendimento de urgências e emergências, independente de sua procedência.

As salas de urgência e emergência devem estar localizadas em pontos estratégicos do pronto-socorro, ser de fácil acesso para entrada de ambulâncias e carros de resgate, além de ter pessoal qualificado e disponível para qualquer circunstância.

OS RECURSOS

Humanos – são as equipes de enfermagem e médica que atuam durante as urgências e emergências.
Materiais – equipamentos e materiais que as salas de urgência devem ter, necessários para estabilizar o quadro clínico do paciente.
Serviços – todo o pessoal de apoio, como laboratório, banco de sangue, centro de imagens.

A FINALIDADE DE UMA UNIDADE DE EMERGÊNCIA

Problemas como: inadequação do espaço para o atendimento, falta de protocolos, conflito sobre a autonomia do enfermeiro, a falta de triagem, entre vários outros, podem dificultar o atendimento a demanda de pacientes, para isso devem-se buscar alternativas que garantam um serviço rápido e com qualidade.

A ESTRUTURA DE UMA UNIDADE DE EMERGÊNCIA

A estrutura da unidade de emergência deve ocupar o andar térreo. O planejamento físico  a unidade tem alguns propósitos básicos que são: a criação de espaços para abrigar equipamentos e permitir livre circulação da equipe de trabalho; a eficácia nos atendimentos, através de recursos; a redução de ações improvisadas; a assistência será mais completa se aliada a recursos materiais e ambiente físico adequado; atendimento com segurança, eficácia no uso do pessoal e equipamento, que a unidade pode desenvolver.

Existem algumas dificuldades inerentes à estrutura e funcionamento da emergência como: falta de formação específica dos profissionais, ausência de programas de treinamento em serviço, que acarretam alterações na estrutura organizacional e no atendimento aos pacientes.

A sala de atendimento de emergência, deve oferecer recursos materiais e humanos para atender pacientes com risco de vida. A sala deve ser ampla, ter equipamentos necessários para um atendimento de emergência como, por exemplo, aparelho de pressão, bomba de infusão, desfibrilador ou cardioversor, monitor cardíaco, carro de parada, aparelho de ventilação mecânica, ambú, laringoscópio, mandril, tábua para reanimação cardíaca saída de oxigênio e vácuo, escada, lixos, hamper.

Estrutura Física

– Área geográfica distinta dentro do hospital
– Acesso controlado sem trânsito
– Acesso direto próximo elevador, UTI, Sala recuperação, Centro Cirúrgico, Unidades
– Intermediárias e Serviço de laboratório e radiologia.
– Observação individual e conjunto dos pacientes
– Espaço suficiente para mobilização de paciente e locomoção de pessoal
– Tranqüilidade e ambiente agradável
– Atendimento a pacientes ambos sexos, sem discriminação de grupos etários
– Boa iluminação(natural e artificial)
– Canalização de vácuo, oxigênio e ar comprimido
– Tomadas elétricas em número ideal por leito
– Revestimento liso não absorvente e lavável
– Ar condicionado e aquecimento
– Sanitários: Pacientes e funcionários
– Sala de reuniões e estudos
– Rouparia e Expurgo
– Armazenamento de equipamentos
– Proporcionar observação contínua do paciente
– É indicada separação dos leitos por divisórias
– Proporciona relativa privacidade.

A sobrevivência dos pacientes em um ambiente de emergência pode vir a depender não só da disponibilidade da infra-estrutura necessária aos procedimentos, como de sua correta localização no edifício hospitalar, já que deste posicionamento depende, muitas vezes a rapidez com que são oferecidos os primeiros cuidados a pacientes em estado mais grave.

Em unidades de médio e pequeno porte estas salas podem vir a integrar um único ambiente localizado junto Hall de Emergência, com fácil acesso ao Centro Cirúrgico e a Unidade de Tratamento Intensivo. Um acesso discreto ao necrotério também é desejável.

A sala de politrauma, onde são atendidos pacientes que sofreram acidentes ou violências (causas externas) deve ser, preferencialmente, separada da sala de emergências, onde são tratados os outros casos de maior gravidade. A separação da sala de politrauma dos demais ambientes da unidade é importante para a humanização do atendimento, evitando a visão desnecessária das ocorrências que ali se verificam.

Tanto as salas de Politrauma como de Emergência devem ser dimensionadas para atender, ao mesmo tempo, no mínimo dois pacientes. Devem permitir total liberdade de circulação para a equipe, recessos para o estacionamento de carrinhos com material esterilizado, de anestesia e de ressuscitação, lavabos, bancada com cuba, armários com portas de vidro ou prateleiras, que facilitem a visão de equipamentos e medicamentos, um nível de iluminamento elevado, pontos de gases medicinais, tomadas, inclusive para raios-X transportável, entre outras facilidades e, preferivelmente, um posto de enfermagem e área de expurgos exclusivos.

Atualmente, alguns hospitais de emergência com alta resolutividade, principalmente aqueles localizados nos grandes centros urbanos, são dotados de Centros de Trauma. Nestes ambientes destinados a atender os casos mais críticos os pacientes permanecem apenas por poucos minutos, durante os quais equipes especialmente treinadas decidem seu encaminhamento para o Centro Cirúrgico ou para a UTI.

Além destes ambientes, complementam o programa funcional das unidades de urgência e emergência uma série de ambientes tais como a Unidade Transfusional, onde é feita a guarda e a distribuição de hemocomponentes, rouparia, copa, local para a guarda de aparelho de RX transportável, área para guarda de pertences de pacientes, sanitários de funcionários, estar e plantão médico, estar e plantão de enfermagem e de pessoal de apoio, estacionamento de ambulâncias com estar e sanitário anexo para motoristas, salas administrativas, posto policial, cantina, sala de utilidades, depósito de material de limpeza (DML), sala de armazenamento temporário de resíduos etc.

AS RELAÇÕES COM AS DEMAIS UNIDADES FUNCIONAIS

O posicionamento da Unidade de Urgência e Emergência em relação às demais unidades funcionais que integram o edifício hospitalar é fator determinante na geração e na própria qualidade dos fluxos hospitalares que entre elas se verificam, influindo fortemente na maior ou menor operacionalidade da unidade, assim como no combate à infecção hospitalar.

Assim a distribuição espacial das unidades funcionais (setorização) e de seus respectivos ambientes, devem ser estudadas levando-se em consideração, principalmente a adequação dos fluxos hospitalares que delas se originam.

RELEMBRANDO OS CONCEITOS BÁSICOS DE URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS

Pronto atendimento: Estabelecimento de saúde que presta assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato, dentro do horário de funcionamento.

Pronto socorro: é a unidade destinada a prestar assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato, mas que funciona durante as 24h do dia e dispõe de leitos de observação.

Urgência: significa pressa, rapidez, brevidade ou necessidade imediata. O atendimento de urgência são ações destinadas à recuperação dos pacientes em condições agudas, mas não há perigo iminente de falência de qualquer de suas funções vitais. As condições urgentes são graves, mas geralmente não perigosas se o suporte médico e o tratamento tiverem uma pequena demora. O tratamento deve ter início num período entre 20 minutos e 2 horas.

Emergência: significa ocorrência perigosa, situação crítica ou necessidade imediata. Gomes (1994), conceitua atendimento de emergência como conjunto de ações empregadas para a recuperação de pacientes, cujos agravos à saúde necessitam de assistência imediata, por apresentarem risco de vida, uma vez que põem em risco determinadas funções vitais que, com o passar do tempo, diminuem sua chance de eventual recuperação. Jung (2002), destaca a importância da intervenção no serviço de emergência. Relata ainda, que apesar do paciente ficar pouco tempo internado nessa unidade, é essencial que sua fisiologia seja investigada e esta unidade não seja vista como um serviço que serve de passagem para pacientes que procuram atendimento.

Paciente Crítico: Paciente grave, com comprometimento de 1 ou mais dos principais sistemas fisiológicos, com perda de sua auto-regulação, necessitando substituição artificial de funções e assistência contínua.

Paciente potencialmente Crítico: Paciente grave, que apresenta estabilidade clínica, com potencial risco de agravamento do quadro e necessidade de cuidados contínua.

Atenção ao paciente Crítico: Atendimento ao paciente de forma humanizada, minimizando os riscos decorrentes dos métodos terapêuticos utilizados com relação aos benefícios obtidos, visando à garantia de sua sobrevida com qualidade, assim como a manutenção da estabilidade de seus parâmetros vitais dentro dos recursos necessários.

—————————————————————————————

Conhece como é feito a triagem, ou a classificação de risco (Protocolo de Manchester)? Veja mais sobre o Protocolo neste link!

—————————————————————————————

 

Emergência/Urgência e o Protocolo de Manchester

Urgência e Emergência - manchester

Emergência e urgência são palavras parecidas, mas será que possuem o mesmo significado? Como diferenciá-las?

Em hospitais e postos de saúde, todos já viram ambulâncias, prontos-socorros e placas com o enunciado “Emergência”. Porém, em vez de usar esse termo, alguns profissionais da saúde afirmam que determinado caso é urgente. Emergência e urgência são palavras parecidas, mas será que possuem o mesmo significado? Como diferenciá-las? Não é muito simples, pois, realmente, seus significados são quase iguais.

Entretanto, principalmente na área da saúde, as duas palavras exprimem conceitos totalmente diferentes, o que irá definir o tratamento de um paciente que acabou de chegar em uma instalação hospitalar.

EMERGÊNCIA

Usamos o termo emergência durante uma situação considerada crítica ou um perigo iminente, como um desmoronamento de terra, um incidente ou um imprevisto. Na área médica, quando a circunstância exige que ocorra uma cirurgia ou uma intervenção médica imediatamente, é um caso de emergência.

Note que as ambulâncias têm a palavra emergência, não urgência.

URGÊNCIA

Uma situação urgente necessita ser resolvida imediatamente, não pode ser adiada, pois, se houver demora, pode haver até risco de morte, no caso da área de saúde. Na medicina, ocorrências urgentes precisam de um tratamento médico, até mesmo uma cirurgia, mas podem apresentar também um caráter menos imediatista, por exemplo, um tratamento de câncer, que deve ser feito com urgência, mas não irá trazer as consequências de imediato. Ainda assim, não deixa de ser um caso urgente.

Existem alguns casos na emergência que necessitam de intervenção urgente, ou seja, não podem se prolongar. As diferenças no significado de ambas as palavras abrangem mais o campo científico. Por exemplo: certas hemorragias, paradas respiratórias e cardiovasculares são consideradas emergências.

Luxações, torções, fraturas (dependendo da gravidade, pois fraturas expostas, por exemplo, são consideradas extremamente graves e têm caráter emergencial) e doenças como dengue, catapora e sarampo são dotadas de um caráter mais urgente.

Protocolo de Manchester

O Manchester classifica, após uma triagem baseada nos sintomas, os doentes por cores, que representam o grau de gravidade e o tempo de espera recomendado para atendimento. Aos doentes com patologias mais graves é atribuída a cor vermelha, atendimento imediato; os casos muito urgentes recebem a cor laranja, com um tempo de espera recomendado de dez minutos; os casos urgentes, com a cor amarela, têm um tempo de espera recomendado de 60 minutos. Os doentes que recebem a cor verde e azul são casos de menor gravidade (pouco ou não urgentes) que, como tal, devem ser atendidos no espaço de duas e quatro horas.

A Classificação de Risco é realizada com base em protocolo adotado pela instituição de saúde, normalmente representado por cores que indicam a prioridade clínica de cada paciente. Para tanto, algumas condições e parâmetros clínicos devem ser verificados.

QUEM EXECUTA O PROTOCOLO?

A classificação de risco deve ser executada por um profissional de nível superior, que geralmente é o enfermeiro que tenha uma boa capacidade de comunicação, agilidade, ética e um bom conhecimento clínico.

O paciente que chega à unidade é atendido prontamente pelo enfermeiro, que fará uma breve avaliação do quadro clínico do paciente utilizando o protocolo de Manchester, depois encaminha o mesmo para o local de atendimento. A classificação é feita a partir das queixas, sinais, sintomas, sinais vitais, saturação de O2, escala de dor, glicemia entre outros. Após essa avaliação os pacientes são identificados com pulseiras de cores correspondentes a um dos seis níveis estabelecido pelo sistema.

A cor vermelha (emergente) tem atendimento imediato; a laranja (muito urgente) prevê atendimento em dez minutos; o amarelo (urgente), 60 minutos; o verde (pouco urgente), 120 minutos; e o azul (não urgente), 240 minutos.

Saiba mais em nosso canal YouTube: