Monitor de Frasco de Vacina (MFV/VVM)

Um monitor de frasco de vacina (MFV ou VVM) é um dispositivo que permite verificar a temperatura e a exposição à luz de um frasco de vacina, garantindo assim a sua qualidade e eficácia.

Como funciona?

O monitor consiste em um adesivo que muda de cor conforme as condições do frasco, indicando se ele está adequado para uso ou não.

O monitor de frasco de vacina é especialmente útil em locais onde há dificuldade de acesso à refrigeração ou à eletricidade, pois permite identificar rapidamente as vacinas que podem ter sido comprometidas pelo calor ou pela luz.

O monitor de frasco de vacina contribui para evitar o desperdício de doses e o risco de administrar vacinas ineficazes ou prejudiciais à saúde.

Portanto, qualquer alteração na cor do MFV indica que o frasco de vacina foi exposto a altas temperaturas por um período indeterminado.

Estas diretrizes foram preparadas para oferecer aos profissionais de saúde informações sobre os diferentes tipos de MFV afixados em frascos de vacina e como interpretar a taxa de mudança de cor do MFV.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) não emitiu uma declaração sobre o uso de MFV.

Portanto, todos os programas de imunização e profissionais de saúde devem continuar a seguir as diretrizes/normas nacionais sobre o uso de dispositivos de monitoramento contínuo da temperatura no que se refere aos procedimentos adequados de manuseio, armazenamento e distribuição de vacinas.

O MFV pode informar se os frascos de vacina sofreram exposição ao calor quando não houver nenhum dispositivo de monitoramento de temperatura.

Heatmarker VVM

Desde 1996, os monitores de frascos de vacina (VVM) HEATmarker®, manufaturados pela Temptime®, foram usados para monitorar a exposição de vacinas a temperatura, como recomendado pela OMS e pela UNICEF.

Em 2012, a OMS determinou que o VVM é uma “característica crítica”, um elemento exigido de todas as propostas de vacinas apresentadas à UNICEF.

Os Tipos de MFV/VVM

ESTABILIDADE MUITO ALTA

HEATmarker VVM 250

O HEATmarker VVM 250 é ideal para uso com vacinas de estabilidade muito alta, como definido pelo WHO/PQS/E006/IN05.3. Apresenta um tempo máximo até o vencimento de 250 dias a 37°C. A vida na prateleira é de 5 anos.

ALTA ESTABILIDADE

HEATmarker VVM 30

O HEATmarker VVM 30 é ideal para uso com vacinas de estabilidade alta, como definido pelo WHO/PQS/E006/IN05.3. Apresenta um tempo máximo até o vencimento de 30 dias a 37°C. A vida na prateleira é de 5 anos.

ESTABILIDADE MÉDIA

HEATmarker VVM 14

O HEATmarker VVM 14 é ideal para uso com vacinas de estabilidade média, como definido pelo WHO/PQS/E006/IN05.3. Apresenta um tempo máximo até o vencimento de 14 dias a 37°C. A vida na prateleira é de 5 anos.

ESTABILIDADE INTERMEDIÁRIA

HEATmarker VVM 11

O HEATmarker VVM 11 é ideal para uso com vacinas de estabilidade intermediária, como definido pelo WHO/PQS/E006/IN05.3. Apresenta um tempo máximo até o vencimento de 11 dias a 37°C. A vida na prateleira é de 4 anos.

ESTABILIDADE MODERADA

HEATmarker VVM 7

O HEATmarker VVM 7 é ideal para uso com vacinas de estabilidade moderada, como definido pelo WHO/PQS/E006/IN05.3. Apresenta um tempo máximo até o vencimento de 7 dias a 37°C. A vida na prateleira é de 4 anos.

POUCA ESTABILIDADE

HEATmarker VVM 2

O tempo de troca de uma Sonda Vesical de Demora

Não há recomendação para a troca de sonda vesical de demora com intervalo fixo.

Indicações de troca

Deve ser trocada quando há:

  • alterações clínicas do paciente;
  • episódios de infecção;
  • drenagem inadequada ou incrustações.

Caso o paciente tenha histórico de infecções e um padrão de tempo entre a colocação da sonda e o surgimento dos primeiros sinais de infecção ou de obstrução da sonda, a troca pode ser planejada com intervalos regulares, uma semana antes do provável início das manifestações clínicas ou conforme indicado pelo fabricante da sonda (geralmente a cada 12 semanas).

Deve-se elaborar um projeto terapêutico para o paciente, levando em consideração a história clínica, os achados do exame físico, a pactuação de metas entre paciente, família e equipe e o contexto onde o cuidado será realizado.

Referências:

  1. BVS
  2. Mitchell N. Long term urinary catheter problems: a flow chart to aid management. Br J Community Nurs. 2008 Jan;13(1):6, 8, 10-2. Disponível em: https://www.magonlinelibrary.com/doi/abs/10.12968/bjcn.2008.13.1.27977#
  3. National Clinical Guideline Centre (UK). Infection: Prevention and Control of Healthcare-Associated Infections in Primary and Community Care: Partial Update of NICE Clinical Guideline 2. London: Royal College of Physicians (UK); 2012 Mar. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK115271/
  4. Schaeffer AJ. Placement and management of urinary bladder catheters in adults. Waltham (MA): UpToDate, 2017. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/placement-and-management-of-urinary-bladder-catheters-in-adults
  5. Santos DWCL, Harbert A, Oliveira FN, Ferreira KAS, Souza PN. Prevenção de infecção em assistência domiciliar. In: APECIH. Associação Paulista de Epidemiologia e Controle de Infecção Relacionada a Assistência a Saúde. Prevenção e controle de infecções associadas à assistência extra-hospitalar. Coordenação; Padoveze MC; Figueiredo RM. 2a. ed ampliada e revista. São Paulo: APECIH. Cap. 4.1, 2019:363-408.
  6. https://transparencia.corensc.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/RT-026-2020-Cateterismo-vesical-de-demora-.pdf

Retirada da Sonda Vesical de Demora (SVD)

A Retirada de Sonda Vesical de Demora é um procedimento de enfermagem diferente da Inserção do Cateter Vesical de Demora. É uma técnica de menor complexidade, que oferece menos riscos ao paciente em relação a inserção.

Objetivo

Permitir a retomada das funções fisiológicas normais do aparelho urinário.

Material

  • 01 Par de luvas de procedimento;
  • 05 unidades de gaze não esterilizadas;
  • 01 unidade de saco de lixo;
  • 01 seringa de 20ml sem rosca.

Passo a Passo

1º Explicar ao paciente sobre o procedimento e sua finalidade, se possível;
2º Preparar o ambiente: observar boa iluminação, colocar biombo e fechar portas e janelas;
3º Preparar o material e levar até a mesa de cabeceira do cliente;
4º Higienizar as mãos (PRT.CCIRAS.001);
5º Calçar as luvas;
6º Posicionar o paciente em decúbito dorsal e descobrir apenas a região genital, respeitando sua privacidade;
7º Retirar a fixação da sonda;
8º Adaptar a seringa na via do balonete e aspirar o seu conteúdo;
9º Pegar as gazes e segurar a sonda com as gazes;
10º Tracionar a sonda retirando-a lentamente e delicadamente, desprezando-a no saco de lixo;
11º Realizar a higienização da região genital;
12º Deixar o paciente confortável;
13º Deixar o ambiente em ordem;
14º Retirar as luvas e higienizar as mãos (PRT.CCIRAS.001);
15º Monitorar o paciente para verificar se conseguirá retomar suas eliminações sem auxílio de procedimentos, como: abertura de torneira, inserção de compressa morna na região
hipogástrica. Não realizar a manobra de Crede.
16º Realizar a anotação do procedimento no prontuário eletrônico AGHU, relatando a quantidade de diurese presente no coletor antes da retirada do cateter.

Observações

  • No que compete a equipe de enfermagem: este procedimento pode ser executado pelo enfermeiro e/ou técnico de enfermagem sob supervisão.
  • A manobra de Crede coloca em risco o paciente, visto que ocasiona uma pressão negativa intrabdominal, que favorece o refluxo vesicouretral, predispondo o paciente à infecções.
  • Monitorar o cliente para verificar se irá conseguir retomar a diurese espontaneamente.
  • Verificar se há presença de globo vesical na região hipogástrica e, se houver, discutir com o médico responsável sobre a necessidade de realizar cateterismo intermitente.
  • Para a retirada do cateter vesical, não se indica a realização de treinamento vesical. Apesar dessa prática ser comum na rotina dos serviços de saúde, não possui evidências científicas de benefício. A restauração do tônus vesical ocorre naturalmente após a retirada do cateter.
  • Caso isso não aconteça, sugere-se que o paciente possui algum comprometimento do músculo detrusor, como bexiga neurogênica. A disfunção vesical do trato urinário inferior pode ser sequela de diversas doenças neurológicas e dificulta o esvaziamento vesical sendo que para estes casos, é necessário realizar acompanhamento com urologista e uso de cateter vesical intermitente, conforme avaliação multiprofissional.

Referências:

  1. HU-UFGD. Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados. Ministério da Educação. EBSERH. PRT nº01 da CCIRAS – Higiene das Mãos. 10ª edição. Publicado no Boletim de Serviço nº 255 de 03/05/2021, Portaria nº 42 de 20/01/2021. Dourados, 2021.
  2. CRAVEN, R. F.; HIRNLE, C. J. Fundamentos de Enfermagem: saúde e função humanas. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
    TEIXEIRA, M.M.B. Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas. Governo do Estado do Amazonas. POP GA-TSVDH/03 – Troca de sonda vesical de demora (Homens). Versão 1. Manaus, 2017. Disponível em: http://www.fcecon.am.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/POP-AMBULATORIO.pdf.

Passagem de Plantão na Enfermagem

A passagem de plantão é um momento importante para a comunicação entre os profissionais de enfermagem e para a continuidade da assistência aos pacientes.  Nela, são transmitidas informações sobre o estado clínico, as intervenções realizadas, as pendências e as orientações para o próximo turno.

SBAR e IPASS

 O Institute for Healthcare Improvement desenvolveu a SBAR (técnica de comunicação denominada Situation, Background, Assessment, Recommendation), que é recomendada para organizar o processo de passagem de plantão, consistindo em técnica estruturada, clara e precisa de fornecimento e registro de informações.

Já o modelo IPASS é composto por elementos como gravidade da doença, resumo do paciente, ações pendentes, avaliação da situação/planejamento e síntese.

Essas técnicas apoiam a passagem de plantão na enfermagem para que ela cumpra seu objetivo de oferecer uma visão geral da unidade que assumirá as atividades e dos assuntos institucionais. E, junto com elas, outras práticas também se fazem importantes.

A Passagem de Plantão

Comunique com objetividade

Durante a passagem de plantão na enfermagem, a comunicação deverá ser conduzida de forma clara e concisa. Atente-se a cada detalhe do cuidado que foi prestado ou deverá ser oferecido ao paciente. Através da captação dessas informações, o enfermeiro terá embasamento para mapear as demandas assistenciais, integrar e otimizar os recursos administrativos e humanos.

Atente-se ao tempo

Também é importante que essa interação aconteça em tempo controlado, para evitar horas extras. Por isso, mais uma vez, a objetividade é a chave, para transmitir o que precisa sem estender demais esse momento. Existem até limites preconizados por cada instituição.

Faça em local propício

A escolha de um ambiente reservado e livre de interrupções também se faz necessário durante a passagem de plantão na enfermagem, a fim de garantir a privacidade dos pacientes e colaboradores.

Lembrando que, segundo parecer do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o profissional de enfermagem que não faz passagem de plantão comete uma infração ética disciplinar. Contudo, estes não estão isentos da ocorrência de imprevistos no seu cotidiano, sendo imperativo que haja normas e rotinas disciplinares na instituição.

Prepare a adequação da escala

Geralmente é nesse momento que as informações de faltas e atrasos são recebidas, e o enfermeiro que assumirá o plantão se responsabilizará em promover a adequação da escala. Para evitar alterações de última hora, contar com ferramentas de gestão de escalas pode fazer a diferença.

Como descrever passagem de plantão

De acordo com parecer do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), os principais aspectos que devem ser abordados durante a passagem de plantão na enfermagem são:

  • condições gerais de saúde do paciente e/ou sua alteração e a conduta proposta;
  • realização de exames (e se o paciente está sob preparo para fazer algum);
  • presença de soros, drenos, sondas;
  • modo de transporte (maca, cadeira, deambulando);
  • materiais usados e a serem repostos, e as condições dos equipamentos.

A importância da passagem de plantão na enfermagem

A passagem de plantão na enfermagem é uma prática fundamental e indispensável nos diversos setores de atuação, com caráter estratégico para a continuidade dos cuidados e reflexos nos excelentes resultados.

Quanto mais recursos para colaborar com essa tarefa, mais efetiva ela será e, por consequência, maiores as chances de sucesso no cuidado assistencial e eficiência operacional.

Referência:

  1. https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sudeste/hu-ufjf/saude/especialidades-1/PROTOCOLOPassagemdeplanto.pdf

A limpeza da Cânula Metálica de Traqueostomia

A limpeza da cânula metálica de traqueostomia é um procedimento importante para prevenir complicações como infecções, obstruções e irritações na traqueia.

As secreções acumuladas dentro da cânula interna precisam ser retiradas através de limpeza frequente (4 vezes ao dia), pois podem formar rolhas ou tampões endurecidos que impedem ou dificultam a passagem do ar pelo tubo (respiração).

Como realizar a limpeza?

LIMPEZA DE CÂNULA INTERNA (INTERMEDIÁRIO)

A cânula metálica deve ser limpa diariamente, seguindo os passos abaixo:

  1. A limpeza deve ser feita, se possível, antes da alimentação, pois poderão ocorrer acessos de tosse durante a retirada e colocação da cânula interna;
  2. Lave bem as mãos antes e depois de realizar os cuidados com a traqueostomia para evitar infecções;
  3. Luvas descartáveis devem ser utilizadas pelo familiar ou cuidador;
  4. O paciente deve estar confortável, na posição sentada ou com a cabeceira da cama bem elevada durante a limpeza;
  5. Retire a cânula interna. Algumas cânulas possuem um conector com uma trava giratória, sendo necessário girá-lo para desencaixá-lo da cânula externa;
  6. Realize a limpeza com água corrente, usando detergente neutro e escova fina ou uma pinça e gaze para retirar toda a secreção acumulada, tanto por dentro como por fora;
  7. Enxague bem, retirando todo o detergente;
  8. Não utilize produtos à base de cloro na cânula metálica (hipoclorito, água sanitária, etc.), pois podem danificá-la;
  9. Seque a cânula interna com gaze ou papel toalha;
  10. Recoloque-a na cânula externa e gire o conector até travar (caso possua trava giratória);
  11. Se a cânula interna sair acidentalmente e cair no chão, realize a limpeza conforme descrito acima e encaixe-a novamente na cânula externa.

Algumas Observações

  • O paciente deve beber bastante líquido, como água, chá e sucos (se não houver contraindicação médica), pois podem contribuir para que as secreções fiquem mais líquidas e fáceis de serem eliminadas através da tosse.
  • Se o paciente estiver se alimentando por sonda, deve seguir as orientações do nutricionista.
  • Inalações podem ser realizadas conforme orientação médica.

Referência:

  1. EBSERH

Massagem de Conforto

A massagem de conforto é um procedimento que visa aliviar a dor, o estresse e a ansiedade dos pacientes, promovendo o relaxamento e o bem-estar.

Para que serve?

Consiste em aplicar pressão suave e ritmada em diferentes partes do corpo, como as costas, os ombros, os braços, as mãos, as pernas e os pés, usando as mãos ou outros instrumentos. A massagem de conforto pode ser realizada em qualquer ambiente, desde que seja tranquilo e agradável para o paciente.

A massagem de conforto pode trazer diversos benefícios para os pacientes, como: reduzir a tensão muscular, melhorar a circulação sanguínea, estimular o sistema imunológico, liberar endorfinas, diminuir a pressão arterial, melhorar a respiração, aumentar a autoestima, entre outros.

Indicações

  • Diminuir tensões;
  • Melhorar circulações;
  • Aumentar temperatura do corpo;
  • Prevenir escaras;
  • Estimular quando deslizamento rápido;
  • Acalmar quando deslizamento lento;
  • Auxiliar em retorno venoso para o coração;
  • Aumentar diurese;
  • Produz um bem estar geral acalmando e recuperando o equilíbrio emocional;
  • Auxilia para diminuição de constipação;
  • Diminui hematomas(superficiais e profundos);
  • Trata de problemas específicos(edema crônico, tecido cicatricial superficial ou profundo, lesões de músculos, tendões ligamentos ou articulações.

Também pode ajudar a aliviar os sintomas de algumas doenças, como: câncer, fibromialgia, artrite, depressão, ansiedade, entre outras.

Contra Indicações

  • infecção aguda dos ossos, articulações, pele, músculos, tecido subcutâneo;
  • Câncer na área a ser tratada, tuberculose;
  • Varizes;
  • Cicatrizes recentes;
  • Estado febril;
  • Tumores;
  • Fraturas, queimaduras e feridas abertas.

A massagem de conforto é uma forma de cuidado humanizado que valoriza a relação entre o enfermeiro e o paciente, respeitando suas necessidades e preferências. A massagem de conforto é uma forma de demonstrar afeto, compaixão e solidariedade aos pacientes que sofrem com a dor e o sofrimento.

O Procedimento

Material Necessário:

  • 01 Par de luvas de procedimento, 01 frasco de creme hidratante.

Pré – Execução:

  • Lavar as mãos;
  • Observar prescrição de enfermagem;
  • Observar condições do cliente;
  • Preparar o material;
  • Deixar ambiente aquecido.

Execução:

  • Identificar-se;
  • Checar o nome e o leito do cliente;
  • Orientar o cliente e/ou acompanhante quanto ao procedimento;
  • Deixar o cliente confortável;
  • Expor a área;
  • Aplicar creme espalhando-o uniformemente;
  • Deixar o cliente confortável e com a campainha ao seu alcance;
  • Deixar o ambiente em ordem.

Pós – Execução:

  • Desprezar o material utilizado no expurgo;
  • Lavar as mãos;
  • Realizar as anotações necessárias.

Avaliação:

  • Observar sinais de reação alérgica;
  • Integridade cutânea.

Riscos / Tomada de Decisão:

  • Reação alérgica ao produto utilizado: suspender o uso do produto, comunicar o médico do cliente.

Referências:

  1. RIOS, L. C.; VELÔSO, I. B. P. Artigo Original 2. Estima – Brazilian Journal of Enterostomal Therapy, [S. l.], v. 8, n. 2, 2016. Disponível em: https://www.revistaestima.com.br/estima/article/view/58. Acesso em: 8 oct. 2023.

Higiene Ocular

A higiene ocular é um cuidado essencial para prevenir e tratar lesões na córnea, que podem afetar a visão e a qualidade de vida dos pacientes.

Para que serve?

Consiste na limpeza regular da área dos olhos, usando produtos adequados e seguindo as orientações do oftalmologista. O método utilizado em ambiente hospitalar para a higienização ocular é:

  • Utilizar-se de soro fisiológico e gaze estéril para remover sujidades e secreções.

Além da higiene ocular, a enfermagem também deve adotar medidas para prevenir a secura ocular e o fechamento inadequado das pálpebras, que podem favorecer o desenvolvimento de lesões na córnea. Algumas dessas medidas são:

  • Aplicar pomadas ou lágrimas artificiais para lubrificar os olhos;
  • Utilizar gazes, adesivos ou suturas para fechar as pálpebras, se necessário.

A higiene ocular na enfermagem é uma prática simples, mas muito importante para preservar a saúde ocular dos pacientes. Ela deve ser realizada com cuidado, frequência e seguindo as recomendações médicas.

Como é realizado?

Material Necessário

  • ampola de 10 ml de soro fisiológico a 0,9%;
  • gaze simples estéril;
  • gorro sn;
  • luvas de procedimentos;
  • mascara cirúrgica descartável.

Passo a passo

1. reunir o material;
2. higienizar as mãos;
3. levar material para próximo do paciente;
4. identificar o paciente;
5. apresentar-se e explicar procedimento ao paciente e/ou acompanhante;
6. posicionar corretamente o paciente, em decúbito dorsal;
7. higienizar as mãos;
8. calçar as luvas;
9. abrir as pálpebras do paciente com gaze embebida com soro fisiológico;
10. limpar o olho aplicando soro fisiológico delicadamente do canto interno para o externo;
11. fechar as pálpebras e secar suavemente com gaze estéril;
12. organizar o local do procedimento;
13. descartar material em local adequado;
14. retirar as luvas;
15. higienizar as mãos;
16. registrar o procedimento no prontuário.

Observações

  • utilizar EPI padrão de acordo com tipo de isolamento;
  • caso seja necessário tocar em ambientes e superfícies antes de tocar o paciente, deve-se higienizar as mãos;
  • observar a presença de lesões;
  • utilizar uma gaze por vez para cada olho;
  • comunicar ao médico plantonista presença de sinais de infecção ou lesões.

Referência:

  1. Referência: Coutinho MHB, Santos SRG. Manual de Procedimentos de Enfermagem. 1 Ed. Secretaria de Estado de Saúde. Brasília – DF 2012. p 182

Curativo de Dreno de Tórax

Um curativo de dreno de tórax é um procedimento que visa proteger o local de inserção do dreno, evitar infecções, manter a permeabilidade do sistema de drenagem e facilitar a remoção do ar e/ou líquido acumulado na cavidade pleural.

A Importância

Está relacionada à prevenção de complicações respiratórias e à promoção da recuperação do paciente.

Alguns cuidados

O curativo deve ser realizado com técnica asséptica, utilizando material estéril e seguindo as normas de biossegurança.

O profissional de enfermagem deve avaliar o aspecto da ferida, a quantidade e a coloração do líquido drenado, a presença de sinais de infecção ou de fístula, e registrar os dados no prontuário.

O curativo deve ser trocado sempre que estiver úmido, sujo ou solto, ou conforme a rotina da instituição.

Alguns cuidados que devem ser observados ao realizar o curativo são:

  • lavar as mãos antes e depois do procedimento;
  • usar luvas estéreis;
  • trocar o curativo sempre que estiver úmido ou sujo;
  • fixar bem o dreno para evitar deslocamentos;
  • observar sinais de infecção ou sangramento no local;
  • anotar a data e hora da troca do curativo.

Referência:

  1. Boas Práticas -Dreno de Tórax

Cuidados com os Estomas Intestinais e Urinários

Um estoma ou ostomia é uma abertura cirúrgica realizada para construção de um novo trajeto localizado no abdômen para saída de fezes e urina. Quando é realizada no intestino grosso, chamamos de COLOSTOMIA. Dependendo do lugar onde é feita, a frequência de evacuações e a consistência das fezes ficam diferentes.

Quando a cirugia é realizada no intestino delgado (fino), chamamos de ILEOSTOMIA. Neste tipo de estomia as fezes são inicialmente líquidas e passam a ser semi-pastosas depois de um período de adaptação. Pode funcionar (sair fezes) várias vezes ao dia.

Chamamos de UROSTOMIA quando é colocado um estoma para saída de urina. A urina sai continuamente, ou seja, sem interrupção.

Quais são os tipos de coletores?

Basicamente, podem ser de dois tipos:

  • INTESTINAIS: coletam fezes;
  • URINÁRIOS: coletam urina.

Há diversos tipos de coletores para atender melhor às diferentes necessidades e tamanhos de estomas. A escolha do tipo de coletor adequado para cada um deverá ser feita juntamente com o estomaterapeuta, e dependerá dos modelos disponíveis na unidade onde você está sendo atendido.

Cuidados e Avaliações com portadores de estomias

  • Use sempre equipamento coletor (bolsa) adequado ao seu tipo de estoma (intestinal ou urológico), de acordo com as orientações e indicações do profissional especializado
    (Estomaterapeuta);
  • Certifique-se de que o tamanho que foi recortado no coletor está correto. O orifício de abertura de seu coletor deve ser igual ao tamanho de seu estoma;
  • Guarde seus coletores de reserva em lugar arejado, limpo, seco e fora do alcance da luz solar, sem dobrá-los;

Quando esvaziar o coletor?

Isto dependerá do tipo de estomia que você tem:

  • Coletores para ileostomias e urostomias (urina) deverão ser esvaziados quando estiverem com pelo menos 1/3 de seu espaço preenchido. É necessário esvaziar constantemente para que ele não fique pesado e descole da pele;
  • Coletores para colostomias (fezes) devem ser esvaziados sempre que necessário, conforme a necessidade do usuário. Você poderá utilizar pequena quantidade de água sem
    pressão, conforme orientação do Estomaterapeuta;
  • Não esqueça de colocar o clamp, espécie de clipe com fechamento, com segurança após o esvaziamento. No caso do coletor de urina, verificar se o “bico” (válvula de escoamento) está fechado;

Para tomar banho preciso tirar o coletor?

Não. Se desejar, proteja o coletor usando um plástico e fitas adesivas durante o banho. Isto vai garantir maior durabilidade e integridade da pele ao redor do estoma.

Quando trocar?

É necessário conhecer a durabilidade e o ponto de saturação (ponto máximo de durabilidade do coletor). A coloração da placa protetora (resina sintética) é amarela. É preciso trocar a bolsa quando estiver ficando quase completamente branco (o chamado ponto de saturação). A partir daí há risco de descolamento e vazamento. Isto geralmente acontece após 4 dias da última troca.

A troca deve ser feita preferencialmente na hora do banho porque é mais fácil descolar o adesivo. Neste momento, deverá ser feita uma limpeza da pele ao redor do estoma com água do chuveiro ou da torneira com espuma de seu sabonete, sem esfregar. Após a limpeza, a pele ao redor do estoma deverá ser seca com um tecido macio.

Não deverá ser aplicado nenhum tipo de material na pele, a menos que tenha sido indicado pelo estomaterapeuta.

Observações

Para seu conforto e segurança, sempre que sair de casa leve com você um kit ou uma pequena bolsa contendo coletores de reserva já recortados, toalha de mão, sabonete neutro, um recipiente contendo água limpa (para limpar a pele) e um saco plástico (para desprezar a bolsa usada).

  • Você pode utilizar lenços umedecidos para limpar a extremidade da bolsa.
  • Após a troca da bolsa, procure permanecer em repouso de 15 a 20 minutos, evitando se abaixar ou sentar, para ajudar que a bolsa tenha melhor aderência e evitar que o coletor descole.
  • Se perceber alterações na pele ao redor do estoma, sentir coçar ou notar vermelhidão, comunique ao estomaterapeuta, pois pode tratar-se de uma reação alérgica e tornar-se um ferimento.
  • Se você usa equipamento coletor para urostomia, para maior conforto e segurança durante o sono, use outro coletor de urina conectado ao bico de escoamento de seu equipamento coletor. Este coletor de urina será fornecido no momento da alta hospitalar.

Cuidados com o estoma

  • Observar sempre a cor (deve ser vermelho vivo), o brilho, a umidade, o tamanho e a forma.
  • A limpeza do estoma deve ser feita delicadamente. Não deve ser esfregado, pois pode sangrar facilmente.
  • Qualquer alteração ou ausência de saída de fezes por três dias ou mais, deverá ser comunicada imediatamente ao estomaterapeuta.

Cuidados com a pele ao redor do estoma

  • A limpeza da pele ao redor do estoma deve ser feita com água e seu sabonete, sem esfregar, nem usar esponjas. Usar somente a espuma do sabonete.
  • Os pelos ao redor do estoma devem ser aparados bem curtos, com tesoura. Não devendo ser raspados, para não provocar inflamação na raiz desses pelos.
  • Não utilize nenhuma substância como álcool, benzina, colônias, tintura de benjoim, mercúrio, mertiolate, pomadas e cremes. Estes produtos podem ressecar a pele, causar ferimentos e reações alérgicas, além de impedir a aderência do coletor, que pode descolar e vazar.

Cuidado!

Tome cuidado com os insetos, em especial as moscas. Não deixe que nenhum inseto pouse no estoma ou ao redor dele.

Como trocar o coletor de uma peça?

  • Retire delicadamente o coletor para não traumatizar a pele. Use um tecido macio embebido em água da torneira ou chuveiro. O ideal é que este procedimento seja realizado durante o banho, pois facilita a retirada da bolsa.
  • Após retirar a bolsa, coloque-a em um saco plástico e descarte-o no lixo.
  • Limpe delicadamente a pele ao redor do estoma com seu sabonete e água.
  • Seque bem ao redor do estoma sem esfregar.
  • Faça isto depois de secar o corpo.
  • Recorte a bolsa no tamanho do estoma, conforme orientação do (a) enfermeiro (a) estomaterapeuta. Se for necessário, use o mensurador de estomas. O coletor deve ser recortado antes de iniciar a troca.
  • Observe as mudanças no tamanho que podem ocorrer com o passar do tempo.
  • Retire o papel que protege a resina.
  • Coloque a bolsa de baixo para cima.
  • Procure não deixar pregas ou bolhas de ar que facilitem vazamentos e que acabam fazendo com que o coletor descole. E certifique-se de que a bolsa esteja bem adaptada à pele.
  • Retire o ar de dentro da bolsa.
  • Feche com o clamp ou feche o “bico” (para urina).

Como trocar o coletor de duas peças?

  • Retire o clamp e esvazie-o completamente.
  • Desconecte o coletor da placa colada ao corpo.
  • Embaixo do chuveiro, procure soltar a placa suavemente, pressionando a pele e ao mesmo tempo soltando o adesivo.
  • Limpe a pele ao redor do estoma e o próprio estoma durante o banho, com movimentos suaves.
  • Use seu sabonete, retirando os restos de fezes, urina ou de adesivos.
  • Depois do banho, seque bem a pele ao redor do estoma, com tecido macio.
  • Faça isto depois de secar o corpo.
  • Retire o papel que protege a resina e segure-o com as duas mãos.
  • Procure posicionar o estoma em frente ao espelho, procurando esticar o corpo durante a colocação.
  • Coloque a placa de baixo para cima, parte por parte, procurando encaixá-la no estoma, do centro para a extremidade.
  • Adapte a bolsa na placa de baixo para cima.
  • Procure não deixar pregas ou bolhas de ar que facilitem vazamentos e acabam fazendo com que o coletor descole.
  • Certifique-se de que a placa esteja bem adaptada à pele.
  • Retire o ar de dentro da bolsa e coloque o clamp para fechar.
  • Se você usa cinto, coloque-o após todos estes passos.

Alimentação

Os efeitos dos alimentos no organismo podem ser diferentes de uma pessoa para outra. Para quem tem um estoma, é importante esclarecer que as orientações para cada caso são realizadas pela equipe de nutrição que deverá acompanhá-lo por meio de consultas. As alterações prolongadas na consistência de suas fezes deverão ser comunicadas ao estomaterapeuta.

A pessoa ostomizada não necessita de dieta especial, apenas deve observar como seu organismo reage aos alimentos e adaptar a dieta conforme necessário.

Existem alimentos que são bem tolerados e outros que causam desconforto, como aumento de gases, do odor e da quantidade das fezes.

Ao experimentar um alimento novo, tente um alimento de cada vez, em pequena quantidade. Observe como seu organismo vai reagir. Se não tolerar bem, espere uns dias e faça uma nova tentativa. Se não apresentar reação, você pode consumi-lo aumentando a frequência e a quantidade gradativamente.

A alimentação deve ser variada, de consistência normal, fracionada em 5 ou 6 refeições ao dia, em horários regulares. Mastigue bem os alimentos. Alguns deles podem produzir
odores fortes, mudança na coloração das fezes. Em caso de dúvidas procure um nutricionista.

Quais tipos de roupas você pode usar?

Você poderá usar praticamente as mesmas roupas que usava antes. Os equipamentos usados atualmente são praticamente imperceptíveis sob as roupas.

É possível praticar exercícios físicos e esportes?

Sim, mas sempre com orientações do seu médico e de seu estomaterapeuta antes de qualquer atividade física, inclusive no que diz respeito à sua atividade sexual.

Referência:

  1. Instituto Nacional de Câncer – INCA

Drogas Vasoativas X Dieta Enteral

A Interrupção da dieta enteral em pacientes graves, com infusões de drogas vasoativas como a noradrenalina em vazões ou em concentrações altas, devem ser feitas por causa da redução da motilidade gastrointestinal e retardamento do esvaziamento gástrico, o que pode explicar o alto índice de intolerância gastrointestinal nestes pacientes considerados hemodinamicamente instáveis.

Desse modo, deve-se considerar como critério de adiamento da nutrição enteral, índices elevados de ácido láctico, fase de ressuscitação volêmica e doses de aminas vasoativas em ascensão.

Em pacientes doses estáveis ou decrescentes de droga vasoativa deve-se iniciar a nutrição enteral assim que possível, em baixas doses (10-20 ml/h) e o paciente deve ser monitorizado quanto à presença de sinais de intolerância gastrointestinal.

Referências:
  1. Research, Society and Development, v. 9, n. 9, e985998188, 2020 (CC BY 4.0) | ISSN 2525-3409 | DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i9.8188