Os Medicamentos e seus Antídotos

Os Medicamentos e seus Antídotos

Você sabia que um medicamento é classificado como um fármaco de agente tóxico? é o principal agente tóxico que causa intoxicação em seres humanos!

E aqui no Brasil, ocupa o primeiro lugar nas estatísticas do SINITOX desde 1994, sendo que :

Os benzodiazepínicos, antigripais, antidepressivos, antiinflamatórios são as classes de medicamentos que mais causam intoxicações em nosso País (44% foram classificadas como tentativas de suicídio e 40% como acidentes, sendo que as crianças menores de cinco anos – 33% e adultos de 20 a 29 anos – 19% constituíram as faixas etárias mais acometidas pelas intoxicações por medicamentos).

Mas o que são os Antídotos na farmacologia?

O Antídoto é o termo genérico para definir qualquer substância que interfere na cinética e/ou dinâmica de outra substância, diminuindo ou neutralizando seu efeito tóxico.

Alguns antídotos agem por antagonismo competitivo e outros por antagonismo não competitivo.

Um Exemplo:

Um exemplo de antídoto é a ação do bicarbonato de sódio sobre um veneno ácido, uma vez que este, é capaz de neutralizar a ação deste tipo de substância nociva.

Importante! Em situações de envenenamento, deve-se sempre comunicar imediatamente um médico, hospital ou bombeiro!

Quais são alguns dos agentes tóxicos com seus antídotos?

Agente Tóxico  Antídoto
Opiáceos Naloxona
Benzodiazepínicos Flumazenil
Paracetamol N- Acetilcisteína
Insulina Glicose
Betabloqueadores Glucagon
Organofosforados e Carbamatos Atropina
Antidepressivos Tricíclicos Bicarbonato
Anticolinérgicos Fisostigmina
Metanol e Etilenoglicol Etanol
Isoniazida Piridoxina
Ferro Desferroxamina
Cumarínico Vitamina K
Chumbo, Mercúrio, Arsênico Dimercaprol
Antagonistas de Cálcio Cálcio
Digitálicos Anticorpos Específicos
Metahemoglobinizantes Azul de Metileno
Monóxido de Carbono Oxigênio
Heparina Protamina
Tiossulfato de sódio​ (Cianeto) Nitrito de Sódio
Amanita Phalloides Nitrito de Sódio
Veneno de Víboras Soro Antiofídico
Anticonvulsivantes Carvão Ativado
Descongestionantes Nasais e Sistêmicos Carvão Ativado

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A Via de Administração Intratecal (IT)

A Via de Administração Intratecal (IT)

A Injeção intratecalvia intratecal ou via subaracnóidea, consiste em uma injeção feita no canal espinhal para acessar o líquido cefalorraquidiano (LCR) e, por extensão, o sistema nervoso central.

Este tipo de administração permite entregar as células-tronco no cérebro e na medula espinhal de forma mais fácil e eficaz, e também, é possível injetar substâncias no canal raquideano, diretamente no espaço subaracnoide, evitando assim a barreira hematoencefálica, atuando assim no sistema nervoso.

É usada apenas caso não haja outras vias disponíveis por ser muito dolorosa.

O emprego desta via deve-se à difícil passagem dos medicamentos para o tecido nervoso especialmente a região do encéfalo. Os medicamentos injetáveis destinados a esta via devem ser soluções aquosas neutras e isotônicas, rigorosamente estéreis e apirogências.

Quem pode realizar este tipo de punção?

A administração de medicamentos por via intratecal requer punção lombar ou colocação cirúrgica do reservatório ou um cateter implantável para a administração da droga. O procedimento de punção lombar deve ser realizado pelo médico, cabendo a enfermagem auxiliar no procedimento através do preparo do material, no posicionamento do cliente no leito e na identificação dos efeitos colaterais.

A Via Intratecal e Epidural são mesma coisa?

Não! A via IT é onde o medicamento é administrado no fluído em torno da medula espinhal, e epidural o medicamento é administrado no espaço ao redor da medula espinhal, portanto, por ser vias parecidas, cada item é deslocado em um ponto diferente!

O uso de Bombas de Infusão Intratecal para Medicamentos

Todos os medicamentos utilizados no tratamento da dor e da espasticidade, além do seu efeito benéfico (desejado) possuem um efeito colateral.

A resposta de cada pessoa ao medicamento é muito individual. Os efeitos benéficos podem ser muito bons e os efeitos colaterais mínimos, até mesmo imperceptíveis, que é o desejado quando se escolhe utilizar um medicamento.

Ou então pode acontecer o contrário: muito efeito colateral para pouco benefício. Nestes casos, o medicamento é retirado do tratamento.

Se mesmo com essas estratégias de se fazer a medicação “pular etapas” para atingir a corrente sanguínea, não for atingido o equilíbrio adequado entre efeito colateral e benefício, há uma possibilidade cirúrgica disponível: as bombas de infusão de fármaco intratecal.

Popularmente, estes dispositivos são conhecidos como bomba de morfina ou bomba de baclofeno 1.

O procedimento, descrito em 1981 por Onofri, se baseia na seguinte lógica: as medicações injetadas na região intratecal (no líquor) atingem o seu alvo de forma mais direta, necessitando de uma dose menor do que a oral, para fazer o mesmo efeito.

Ou seja, uma medicação utilizada por via oral necessita de uma dose 100 vezes maior do que a mesma medicação quando utilizada por via intratecal, reduzindo assim os efeitos colaterais e mantendo o mesmo benefício.

Portanto, o critério para se utilizar uma bomba de morfina (para dor) ou uma bomba de baclofeno (para espasticidade) é que haja resposta benéfica com a medicação, mas não seja possível suportar o seu uso por outras vias.

O Uso da Via Intratecal para medicamentos Quimioterápicos

Como a maioria dos quimioterápicos não ultrapassa a barreira hematoliquórica, a infusão intratecal visa impedir a proliferação neoplásica no sistema nervoso central. As drogas utilizadas são a dexametasona, o metotrexato e a citarabina, algumas vezes em combinação.

Após a administração, o cliente deve ser orientado a manter repouso por duas horas, preferencialmente em decúbito ventral com a cabeceira a 0°, para prevenção de cefaléia, que é o efeito adverso mais comum.

Também podem ocorrer outras reações, após a utilização da via intratecal, como por exemplo: dor lombar, náuseas, vômitos, vertigem, sonolência, crise convulsiva, rigidez de nuca, irritabilidade e paresias.

Alguns Cuidados de Enfermagem com Medicamentos por Via Intratecal (IT)

1. Manter o paciente em repouso pelo menos por duas horas após a injeção;

2. Evitar uso de anticoagulantes como AAS;

3. Monitoramento de sinais vitais após a injeção;

4. Após a administração, o cliente deve ser orientado a manter repouso por duas horas, preferencialmente em decúbito ventral com a cabeceira a 0°;

5. Também podem ocorrer outras reações, após a utilização da via intratecal, como citadas no item anterior.

Os quimioterápicos administrados por via intratecal devem ser preparados e armazenados em local diferente dos outros agentes antineoplásicos; rotular com etiquetas de advertência os quimioterápicos que são administrados por via intratecal.

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV), são medicamentos produzidos e acondicionados em recipientes menores que 100 ml, para a administração de via parenteral, como por exemplo, ampolas, frasco ampolas, sejam ela de diluentes, e medicações específicas.

Como a maioria dos fabricantes de medicamentos não produz produtos em embalagens que atendam às necessidades do mercado, as farmácias hospitalares tiveram que desenvolver uma verdadeira linha de produção industrial.

A maioria dos medicamentos que chega à unidade de assistência não está adequada para ser distribuída e administrada de maneira segura. Isso acontece porque cerca de 70% do que a indústria farmacêutica produz é voltado para o varejo, não para a realidade hospitalar.

A ANVISA tomou providências sugerindo algumas ações, como a RDC 71/2009, que em um de seus capítulos e anexos sugere a implementação de etiquetas coloridas, nas quais as cores estão relacionadas à classe terapêutica do produto. Embora interessante e viável, essa conduta não é obrigatória, mas alguns fabricantes usam essa medida.

Como são identificados as classes terapêuticas?

Os princípios ativos da mesma classe são descritos em linha contínua da mesma cor, e em seus anéis de rupturas as respectivas cores de identificação, como por exemplo de alguns principais grupos de psicotrópicos:

– Os benzodiazepínicos em cores identificada como laranja.

– E os Opióides em cores identificada como azul.

– E os Relaxantes Musculares em cores identificada como vermelha.

Já o medicamento ANTAGONISTA tem o princípio ativo descrito da mesma cor, porém o que diferencia é a LINHA TRACEJADA, ou seja, o princípio ativo da cor tracejada e diagonal, CORTA o EFEITO do princípio ativo em LINHA CONTÍNUA da mesma cor. No Anel de Ruptura é recomendado que utilize-se de uma cor branca e outra com a respectiva cor da classe terapêutica.

As embalagens de SPPV que não permitam a identificação por anéis devem ser diferenciados pelos critérios de cores de impressão no rótulo e colocação de faixa com largura mínima de 3mm na parte superior do rótulo, com a cor correspondente a do anel de ruptura, definida em instrução normativa específica.

O Sistema Facilitadores de Abertura de Ampolas

Foram desenvolvidos sistemas facilitadores da abertura de ampolas na tentativa de se diminuírem os incidentes perfurocortantes e as contaminações dos conteúdos.

Destacam-se o “Anel de Ruptura” (VIBRAC) e o “OPC(One Point Cut ou Único Ponto de Abertura).

No Brasil, o sistema mais comum é o VIBRAC. 

Esse mecanismo pode ser encontrado em 85% das ampolas. Implica a aplicação de um anel de tinta após o processo de cura/têmpera da fabricação de ampolas.

Conhecendo as Classes Terapêuticas de acordo com as Cores de Identificação

Cores padronizadas para faixa no Anel de Ruptura e no Rótulo

Classe Terapêutica Princípio(s) ativo(s) – (DCB) Cor da faixa
anestésicos gerais cloridrato de cetamina (01937)
etomidato (03731)
metoexital (05864)
propofol (07474)
tiamilal (08508)
tiopental sódico (08638)
amarelo 109
ansiolíticos diazepam (02904)
lorazepam (05417)
midazolam (05937)
oxazepam (06685)
laranja 151
parassimpaticomimético metilsulfato de neostigmina
(06288)
vermelho 032C e branco
(linhas diagonais)
analgésicos opióides buprenorfina (01555)
citrato de fentanila (04005)
citrato de sufentanila (08085)
cloridrato de alfentanila (00535)
cloridrato de nalbufina (06203)
cloridrato de petidina (07008)
cloridrato de remifentanila ( 07664)
tramadol (08806)
Sulfato (06114) ou cloridrato (06095) de
morfina
azul 297
antipsicóticos cloridrato de clorpromazina (02503)
decanoato de haloperidol (04591)
droperidol (03246)
salmão 156
analgésico opióide e
antipsicótico
citrato de fentanila + droperidol
(associação)
azul 297 + salmão 156
anestésicos locais cloridrato de bupivacaína (01552)
cloridrato de lidocaína (05314)
cloridrato de prilocaína (07364)
cloridrato de procaína (07383)
cloridrato de ropivacaína (07805)
cinza 401
anestésicos locais – em associação com epinefrina violeta 256
anestésicos locais – anestésicos hiperbáricos contendo glicose
7,5%
azul 285
Classe Terapêutica Princípio(s) ativo(s) – (DCB) Cor da faixa
relaxantes musculares de
ação periférica
besilato de atracúrio (00926)
besilato de cisatracúrio (01187)
brometo de pancurônio (01427)
brometo de rapacurônio (01442)
brometo de rocurônio (07774)
brometo de vecurônio (01456)
cloreto de alcurônio (02359)
cloreto de mivacúrio (06027)
cloreto de suxametônio (08243)
trietiodeto galamina (08886)
vermelho 032C
estimulantes cardíacos
não glicosídicos
cloridrato de dobutamina (03164)
cloridrato de dopamina (03187)
cloridrato de etilefrina (03679)
cloridrato de fenilefrina (03926)
epinefrina (03441)
hemitartarato de metaraminol (05745)
norepinefrina (06486)
sulfato de efedrina (03311)
violeta 256
antiipertensivos Clonidina (02302)
Diazóxido (02906)
Fentolamina (04015)
Nitroprusseto de Sódio (06442)
Nitroglicerina (06440)
Cansilato de trimetafana (01684)
violeta 256 e branco
(linhas diagonais)
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
brometo de glicopirrônio (01408)
sulfato de atropina (00935)
verde 367
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina 0,25 mg branco
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina 0,50 mg preto processo Black C
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina1,00 mg vermelho 1795C
antagonistas Flumazenil (04134) laranja 151 e branco
(linhas diagonais)
antagonistas cloridrato de nalorfina (06209) azul 297 e branco
(linhas diagonais)
antagonistas cloridrato de naloxona (06211) azul 297 e branco
(linhas diagonais)

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Porque diluir o Dimorf em solução decimal?

Porque diluir o Dimorf em solução decimal?

O Dimorf, ou popularmente conhecido como Morfina, é um fármaco opioide, sendo um forte analgésico sistêmico, usado para o alívio da dor que não responde a nenhum outro analgésico narcótico sistêmico.

Por que não deve administrar Dimorf IV puro?

Se administrado puro, pode causar depressão respiratória, hipotensão, sedação profunda e coma, e também pode ocorrer convulsão em consequência de altas doses em pacientes com história pregressa de convulsão, sendo assim, estes pacientes deverão ser observados cuidadosamente quando medicados com morfina.

Lembrando, que o Dimorf também podem ser feita pelas vias de administração:

A morfina pode ser administrada em:

  • Via Oral (VO);
  • Intravenosa (IV);
  • Subcutânea (SC);
  • Epidural;
  • Intratecal.

Por estar abordando especificamente da via intravenosa (IV), é recomendado a diluição do mesmo, e administrar por injeção intravenosa lenta, e de preferência decimalmente.

Como é feito?

Um Exemplo:

O médico solicita a administrar 2 cc (ml) de dimorf de 10mg decimal, EV in bolus, em um paciente com dor crônica.

Como faço?

Diluo a concentração final do dimorf que é 10mg em 1 ml para 9 ml de diluente, sendo assim, a cada ml desta solução decimal ficará diluído 01mg de morfina a cada ml, ou seja, tenho no total 10ml aspirado (diluente + fármaco) e cada fração de 1 ml na seringa corresponde a 01mg da solução de morfina diluída com o diluente.

Portanto, se o médico pede 2 cc desta solução decimal já preparada para ser administrada EV in bolus, estou administrando 02mg de morfina EV no paciente.

Veja também:

 

farmacologia

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Os Cuidados na Administração do Propofol

Os Cuidados na Administração do Propofol

O que é o Propofol?

O Propofol, também conhecido por sua marca comercial Diprivan, é um fármaco de ultracurta-duração da classe dos anestésicos parenterais, é muito utilizado em procedimentos cirúrgicos tanto em Centro Cirúrgicos e em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Uma injeção endovenosa de uma dose terapêutica de propofol induz a hipnose, com excitação mínima, usualmente em menos de 40 segundos!

Os Dois tipos de Propofol

Existem 2 tipos de frascos de propofol que é muito utilizado em Unidades de Terapia Intensiva e também em procedimentos nos Centros Cirúrgicos, para fazer indução de anestesia geral rápido em um paciente: o Propofol a 1% e 2%.

Portanto, devemos observar que, o Propofol a 1%, refere a 10 mg por ml, e o Propofol a 2% refere a 20 mg por ml.

É importante saber que existem fabricantes que nas quais determinam a miligramagem por ml e outros fabricantes que não determinam, ou seja, vem só descrito 1% ou 2%.

Precisamos sempre nos atentar que quando obtivermos um frasco em mãos com 1%, isso quer dizer que tenho 10 mg por ml de propofol e quando tivermos um frasco em mãos com 2%, quer dizer que tenho 20mg por ml!

E assim um exemplo, se o médico prescreve ou solicita verbalmente a administração de 5 ml de propofol a 1%,  e você tem em mãos um frasco de propofol a 2%, será a metade do mesmo.

Temos que observar e saber quanto que o médico quer, ou seja, se ele quer de 1% ou 2%, ou se a farmácia dispensou de 2% e vice versa.

Um Exemplo da utilização

Tenho um exemplo que já aconteceu em uma UTI onde atuei, nós estávamos acostumados com o propofol de 1%, sendo 10mg/ml, e a farmácia começou a dispensar a de 2% (que era o que tinha disponível naquele momento), sendo 20mg/ml.

Então uma dose que seria prescrita para um frasco de propofol a 1%, que é comum 5ml, para um frasco de propofol com 2% tem que ser de 2,5ml.

E quanto ao armazenamento?

Há uma dúvida de um de nossos seguidores, onde pergunta “minha dúvida é, posso armazenar independente do fabricante o propofol em geladeira? Mesmo o fabricante não citando isso? Perde a estabilidade ou pode ocorrer evento adverso?“

É sempre interessante consultar o farmacêutico de plantão, onde o mesmo pode lhe fornecer as informações corretas sobre o produto, onde também eles podem ter o acesso direto com os laboratórios que fornecem estes fármacos, mas é importante lembrar que maioria dos fabricantes recomendam o armazenamento entre 2ºC a 22ºC (podendo variar entre temperatura ambiente ou em geladeira).

Veja mais sobre o Propofol em nosso canal Youtube:

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A Vancomicina e a Vancocinemia

Vancomicina

A Vancomicina é um antibiótico glicopeptídico que, vem sendo utilizado no tratamento de infecções causadas por microrganismos gram-positivos, especialmente em cepas de Staphylococcus Aureus resistente a meticilina (MRSA), Staphylococcus coagulase negativa e Enterococcus faecium1,2,3,4,5.

Desenvolvida em 1950, a vancomicina era originalmente prescrita principalmente quando os organismos eram resistentes à penicilina ou quando o indivíduo era alérgico à penicilina.

Conheça as outras Indicações

A Vancomicina é indicada também para o tratamento de infecções causadas por outros microrganismos Gram-positivos suscetíveis à Vancomicina; pacientes que não podem receber ou não responderam a outras drogas, incluindo penicilinas ou cefalosporinas, e para o tratamento de infecções graves causadas por microrganismos suscetíveis à Vancomicina e resistentes a outros antimicrobianos.

Sua efetividade tem sido demonstrada no tratamento de septicemia, infecções ósseas, infecções do trato respiratório inferior e infecções na pele e estruturas da pele.

A Importância do Monitoramento da Dose da Vancomicina no Sangue

Por se tratar de um antibiótico que pode causar grandes efeitos colaterais, é realizado um exame específico para o controle de dosagem de vancomicina no sangue: A Vancocinemia.

É importante monitorar o nível de vancomicina, pois sua efetividade depende da manutenção desses níveis em uma concentração mínima durante o tratamento.

Além disso, devem ser evitadas concentrações excessivas, porque níveis elevados provocam graves efeitos colaterais, especificamente dano à audição (ototoxicidade) e rins (nefrotoxicidade).

A quantidade de vancomicina administrada por dose depende de diversos fatores, incluindo a função renal, outros fármacos (medicamentos) nefrotóxicos que o indivíduo possa estar tomando, idade e peso.

A atividade renal diminuída pode evitar a eliminação eficiente de vancomicina do organismo do indivíduo, o que resulta em aumento da concentração no sangue.

É pouco provável que o tratamento seja eficiente se for administrada uma dose baixa demais, e não será possível manter no sangue uma concentração mínima necessária.

O exame de vancomicina pode ser usado para monitorar a quantidade de fármaco no sangue, para que ele permaneça nas concentrações terapêuticas – ou seja, adequadas, mas não excessivas.

Há Hospitais que implementam o Protocolo de Vancocinemia, onde os objetivos do protocolo é corrigir a posologia da vancomicina de acordo com o seu nível sérico, com reajuste pela enfermagem. Onde é feito:

  • O Controle de coleta de sangue para a Vancocinemia em até 2 horas antes do antibiótico ser administrado;
  • Padronização na correção da vancomicina através dos resultados obtidos pelo exame de sangue para a vancocinemia;
  • E a facilidade do ajuste pelo enfermeiro na prescrição médica para que seja administrado a dose precisa da vancomicina ao paciente.

Há valores padrões para esta correção.

Geralmente, é padronizado o nível sérico de vancomicina na faixa de 15-20 µg/mL, isto é, podendo variar conforme cada protocolo disponibilizado nas instituições.

Em pacientes cujo alvo não é alcançado aumenta-se a freqüência da administração ou da dose, em pacientes com vancocinemia acima de 20 mcg/dl a dose deve ser diminuída pela metade, nos pacientes com vancocinemia maior do que 30 mcg/dl o antibiótico deve ser suspenso até o próximo resultado.

Para consultar um Protocolo de Vancocinemia, recomendamos a leitura do Protocolo estabelecido pelo Hospital Albert Einsteinonde é entendido de uma forma clara e objetiva os critérios para o uso do protocolo.

Veja mais em:

farmacologia

Saiba por que não se deve misturar certos medicamentos!

Saiba por que não se deve misturar certos medicamentos!

Todo medicamento tem efeitos colaterais e, por mais que eles tenham sido criados para combater doenças, também podem oferecer riscos para a saúde. Um fenômeno tem se tornado cada vez mais comum entre a população: a chamada “polifarmácia”. Você sabia que a diferença entre o remédio e o veneno está na circunstância e na dose? Pois é.

Veja os medicamentos que parecem “inofensivos”, mas que oferecem riscos à saúde!

Anticoncepcional + antidepressivo fitoterápico (hipérico ou erva de São Jorge)

A mistura diminui em até 60% o efeito contraceptivo da pílula.

Anti-inflamatórios + ácido acetilsalicílico (aspirina)

A mistura pode causar uma irritação na mucosa gástrica devido a um efeito somatório, aumentando o risco de desenvolvimento de gastrite e úlceras.

Anti-inflamatórios + paracetamol

Os dois remédios juntos podem gerar problemas renais, levando a quadros hepáticos.

Antidepressivos + antigripal (anfetamina)

Essa combinação pode gerar grande aumento da pressão, levando até a delírios.

Anti-inflamatórios + corticoides

Aumenta a retenção de líquidos e sal, causando inchaço, e pode levar ao aumento de pressão. Também pode irritar o estômago, gerando, em alguns casos, sangramentos e formação de úlceras.

Antiácidos + antibióticos

O antiácido pode interferir na absorção do antibiótico, diminuindo sua eficiência.

Anti-hipertensivo + calmantes

Causa sonolência e queda de pressão.

Remédios para disfunção erétil + antidepressivos

Aumenta os riscos de priapismo, quando o pênis fica ereto por mais de seis horas, causando problemas para o órgão.

Anticoncepcional + anti-inflamatórios

Em algumas situações pode causar sangramentos.

Colírios + descongestionantes nasais

Em alguns casos pode gerar aumento de pressão, especialmente em idosos e crianças.

Anti-hipertensivo + diurético

A combinação pode levar a perda de sais minerais, causando desidratação e problemas renais.

Anticoncepcional + antibiótico

Alguns tipos de antibióticos podem causar alterações pontuais no metabolismo do anticoncepcional.

Remédios para emagrecer + antidepressivo

Pode causar taquicardia e aumento da pressão arterial.

Inibidores de apetite + ansiolíticos

A combinação traz possibilidade de o paciente sentir irritabilidade, confusão mental, alterações de batimentos cardíacos e tontura.

Anticoncepcional + hormônios femininos, como estrógeno

Dependendo do tipo de pílula pode haver excesso de estrógeno, aumentando o risco de coagulação sanguínea.

Anticoagulantes + antifúngicos

Há alteração no metabolismo dos medicamentos e pode causar arritmias cardíacas.

Anticoagulante + anti-inflamatório

Aumentam os riscos de hemorragia.

Aspirina + Anticoagulantes

Dois diluentes do sangue que juntos aumentam o risco de hemorragias com o uso prolongado.

Aspirina + Antiinflamatório Não Esteroidal 

Medicamentos sem necessidade de prescrição que, quando combinados, podem causar sangramentos, ulceração ou perfuração do estômago.

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A Anatomia de uma Cápsula Mole

A Anatomia de uma Cápsula Mole

A Cápsula Mole, ou também conhecido como Softgel, contém material feito de gelatina, onde protege as substâncias ativas dos medicamentos contra agentes externos desfavoráveis como a luz e o oxigênio, além de algumas vezes camuflar o sabor particularmente desagradável.

Qual é a diferença da Cápsula Mole para uma Cápsula Dura (aquelas que possuem duas cores distintas)?

As cápsulas moles são usadas principalmente para conter líquidos, enquanto as duras são usadas para conter o pó.

Mas nestas cápsulas, o invólucro é constituído pelos mesmos componentes básicos que são utilizados na produção das cápsulas duras, embora as proporções sejam diferentes. Apresentam maior quantidade relativa de glicerina, em detrimento da gelatina, o que confere maior flexibilidade à cápsula. O invólucro é mais espesso, e é formado, enchido e fechado durante um único ciclo de fabricação.

O conteúdo é líquido ou pastoso, e de natureza oleosa para evitar que o invólucro seja dissolvido.

Quem inventou esta tecnologia?

Foi inventado este método de tecnologia em 1933, pelo Dr.  Robert Pauli Scherer.

Difenidramina

Difenidramina
Difenidramina

Difenidramina, ou cloridrato de Difenidramina, também conhecido como Benadryl, é um anti-histamínico bloqueador H1 e sedativo. É um derivado da etanolamina. Compete com a histamina pelos receptores H1 presentes nas células efetoras. Desta forma evita, porém não reverte, as respostas mediadas unicamente pela histamina.

A Difenidramina é um anti-histamínico H1, de primeira geração, manifestando atividade anticolinérgica é usado para melhorar as reações alérgicas ao sangue ou plasma, em anafilaxia, como adjunto da epinefrina.

Curiosamente, ela tem algum efeito sobre a recaptura da serotonina, o que levou a alguns medicamentos para a depressão com estrutura semelhante.

É indicado para tratamento de:

– Conjuntivite alérgica;
– Enjoo em viagem;
– Rinite alérgica;
– Parkinsonismo (em idoso que tenha intolerância por medicação mais potente);
– Distonia aguda;
– Rinite vasomotora;
– Urticária;
– Coadjuvante no tratamento das reações anafiláticas.

E os seus efeitos colaterais?

O uso de Difenidramina pode causar:

– Problemas de acuidade visual;
– Secura da boca e da garganta;
– Sonolência;
– Tontura;
– Retenção urinária,
– Obstipação;

Efeitos colaterais estes que são secundários a ação anticolinérgica concomitante, causada pelo anti-histamínico que ultrapassa a barreira hematoencefálica.

Cuidado com as Interações!

Não deve ser administrado com outro remédio que contenha Difenidramina, nem mesmo aqueles usado na pele(Tópico). Durante o tratamento não é recomendado o uso de Bebida alcoólica e outros depressores do Sistema Nervoso Central.

A Difenidramina e a Emergência!

Anafilaxia representa uma das mais dramáticas condições clínicas de emergência médica. Tanto pela imprevisibilidade de aparecimento como pelo potencial de gravidade, anafilaxia determina imenso impacto na qualidade de vida das pessoas afetadas, dos seus familiares e circunstantes. O uso da Difenidramina nestas situações, ajuda a melhorar as reações anafiláticas (reações imediatas), como adjunto da epinefrina e profilaticamente em pacientes alérgicos. Tem sido usado na forma de solução injetável para o controle de sintomas agudos e para outras condições alérgicas não complicadas quando a terapia oral está impossibilitada ou é contraindicada.

As Contra Indicações

Seu uso é contraindicado em recém-nascidos ou prematuros e durante a lactação, nos casos de hipersensibilidade ao cloridrato de difenidramina e outros anti-histamínicos de estrutura química similar e usado com muito cuidado em asma aguda, obstrução do colo da bexigahipertrofia prostática sintomática, insuficiência hepática, predisposição à retenção urinária, predisposição ao glaucoma de ângulo estreito, hipertireoidismo e doença cardiovascular ou hipertensão.

Sim, há efeitos colaterais!

Os efeitos colaterais se devem às propriedades anticolinérgicas e sedativas. São eles sedação, sonolência, espessamento das secreções brônquicas, tontura, lassidão, fadiga, zumbido, descoordenação, diplopia, euforia, irritabilidade, insônia, tremores e tendência aumentada a convulsões (principalmente em crianças), perda de apetite, secura da boca, náuseavômito, mal- estar abdominal, obstipação ou diarreia, inibição da lactação e trombocitopenia. Entretanto, o controle dos sintomas agudos de uma reação anafilática supera todos esses inconvenientes colaterais.

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Você sabia que nem todo medicamento pode ser macerado (triturado)?

Você sabia que nem todo medicamento pode ser macerado (triturado)?

Você sabia que nem todo medicamento pode ser macerado (triturado)?

Há apresentações que são compostas e formuladas para serem liberadas gradualmente ao decorrer das horas, tendo sua finalidade de proteger os princípios ativos do pH baixo do estômago, bem como proteger a mucosa gástrica dos efeitos irritantes que algumas drogas possuem.

Todavia, alguns medicamentos possuem um revestimento entérico, formulado com a intenção de permitir que tais medicamentos passem intactos pelo estômago e liberem seus princípios ativos diretamente no intestino.

Tal mecanismo protege o estômago dos efeitos irritantes da droga, evita que o fármaco seja destruído pelo suco gástrico e atrasa o início da ação do medicamento.

Formulações de ação estendida (liberação lenta) são feitas para liberar a droga por um longo período de tempo.

Essas formulações incluem comprimidos em múltiplas camadas, nos quais a droga é liberada quando cada camada se dissolve.

Há também pílulas de liberação mista, que se dissolvem em intervalos de tempo diferentes.

Alguns medicamentos de ação estendida possuem duas metades, podendo, assim, ser quebrados em duas partes sem que se afetem os mecanismos de liberação da droga.

Ainda assim, tais medicamentos não podem ser macerados ou mastigados.

O que fazer quando uma medicação é prescrita e ocorrer este tipo de situação?

O profissional precisa ter um conhecimento básico dos fármacos utilizados em seu setor, para saber se pode ou não ser macerado, pode consultar o farmacêutico disponível no hospital, ou tirar dúvidas com o Enfermeiro do setor. Se tudo indicar que não é recomendado a utilização da medicação macerada, é necessário comunicar ao médico, para administrar em métodos alternativos, como via endovenosa, intramuscular, etc.

Nome Comercial

Nome Genérico

Observação

Acinic®, Metri®. Niacina Liberação lenta
Adalat® Nifedipino Liberação lenta
Anemiplus®, Hematofer®, Ferrini® Sulfato Ferroso Liberação lenta
Artane®

Triexifenidil

Liberação lenta. As cápsulas podem ser abertas e o conteúdo retirado sem mastigar ou macerar
Carbolitium CR® Carbonato de Lítio Liberação lenta
Cardizem®, Cardizem CD®, Cardizem SR® Diltiazem Liberação lenta. As cápsulas podem ser abertas e o conteúdo retirado sem mastigar ou macerar
Clohedyl SA® Oxtrifilina Liberação lenta
Depakene® Ácido Valpróico Liberação lenta. Irrita as membranas mucosas
Diamox®, Zolamox® Acetazolamida Liberação lenta
Dicorantil F® Disopiramida Liberação lenta
Dilacoron® Verapamil Liberação lenta
Dimetapp® Gelcaps Pseudoefedrina, Bronferinamina Liberação lenta

Dimorf®, Dimorf LC®, Dolo Moff®

Morfina Liberação lenta
Dorflex®, Doricin®, Rielex® Orfenadrina Liberação lenta
Dulcolax®, Lacto-Purga® Bisacodil Revestimento entérico
Eribiotic®, Eriflogin®, Eripan®, Eritax®, Eritrex®, Ilosone®, Lisotrex® Eritromicina (Etilsuccinato) Revestimento entérico
FULCIN®, SPOROSTATIN® Griseofulvina Maceração pode resultar em precipitação da droga
Gaspirem®, Loprazol®, Losec®, Lozap®, Omep®, Omeprazol® Omeprazol Liberação lenta
Hidrato de Cloral® Hidrato de Cloral Cápsula preenchida com líquido
INDERAL®,PRONOL®, PROPACOR®, Propranolol®, Propranolon®, Rebaten LA®, SanPRONOL® Cloridrato de Propanolol Liberação lenta
INDOCID® Indometacina Liberação lenta

Isordil®

Dinitrato de Isossorbida

Liberação lenta
Lansoprazol® Prazol Liberação lenta. As cápsulas podem ser abertas e o conteúdo retirado sem mastigar ou macerar

Mestinon®

Piridostigmina

Liberação lenta
Monotrean®, Nicopaverina AP® Papaverina Liberação lenta
Naldecon® Fenilefrina Liberação lenta
Piroxil®, Piroxin® Piroxicam Irrita as membranas mucosas
Polaramine®, Celestamine® Dexclorfeniramina Liberação lenta
Roacutan® Isotretinoína Irrita as membranas mucosas
Teolong®, Talofilina® Teofilina Liberação lenta. As cápsulas podem ser abertas e o conteúdo retirado sem mastigar ou macerar
Tropinal® Hiosciamina Liberação lenta