Tempo de Infusão dos Hemocomponentes

A transfusão de sangue é um procedimento médico fundamental que salva vidas, sendo utilizada para tratar diversas condições médicas, como anemia grave, hemorragias e distúrbios da coagulação.

No entanto, para garantir a segurança e a eficácia desse procedimento, é essencial que todos os profissionais envolvidos compreendam os aspectos técnicos da transfusão, incluindo o tempo de infusão dos hemocomponentes.

O que são Hemocomponentes?

Hemocomponentes são componentes sanguíneos obtidos a partir do sangue doado. Eles podem ser concentrados de hemácias, plaquetas, plasma fresco congelado, entre outros. Cada um desses componentes possui funções específicas no organismo e requer cuidados específicos durante a transfusão.

A Importância do Tempo de Infusão

O tempo de infusão de um hemocomponente é o período durante o qual ele é administrado ao paciente. Esse fator é crucial por diversos motivos:

  • Eficácia da transfusão: Cada hemocomponente possui um tempo ideal de infusão para garantir a máxima eficácia da transfusão. Infusões muito rápidas ou muito lentas podem comprometer os resultados esperados.
  • Reações adversas: A velocidade de infusão pode influenciar a ocorrência de reações adversas à transfusão, como febre, calafrios e reações alérgicas.
  • Sobrecarga circulatória: A infusão rápida de grandes volumes de sangue pode sobrecarregar o sistema cardiovascular, especialmente em pacientes com condições cardíacas preexistentes.
  • Risco de coagulação: A formação de coágulos dentro da bolsa de sangue ou no cateter pode ocorrer se a infusão for muito lenta, comprometendo a qualidade do produto.

O Guia para Uso de Hemocomponentes do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde, em seu guia para uso de hemocomponentes, estabelece diretrizes claras sobre o tempo de infusão de cada tipo de hemocomponente. Essas diretrizes são fundamentadas em evidências científicas e visam garantir a segurança e a qualidade da transfusão sanguínea no Brasil.

Tempo de Infusão dos Principais Hemocomponentes

  • Concentrado de Hemácias: O tempo de infusão geralmente varia entre 1 hora e 30 minutos e 4 horas. No entanto, em situações específicas, como em pacientes com sobrecarga volêmica ou doença cardíaca grave, o tempo de infusão pode ser mais prolongado, sempre respeitando o limite máximo de 4 horas.
  • Concentrado de Plaquetas: O tempo de infusão costuma ser mais curto, variando entre 5 e 30 minutos.
  • Plasma Fresco Congelado: O tempo de infusão é de aproximadamente 30 minutos em adultos e crianças, não excedendo a velocidade de infusão de 20-30mL/kg/hora.

É importante ressaltar que esses são valores médios e que o tempo de infusão ideal para cada paciente pode variar de acordo com diversos fatores, como idade, peso, condição clínica e tipo de hemocomponente.

O conhecimento do tempo de infusão dos hemocomponentes é fundamental para garantir a segurança e a eficácia da transfusão sanguínea. O guia para uso de hemocomponentes do Ministério da Saúde oferece orientações valiosas para os profissionais de saúde, mas é essencial que cada caso seja avaliado individualmente.

Ao seguir as recomendações do guia e realizar um acompanhamento rigoroso do paciente durante a transfusão, é possível minimizar os riscos e otimizar os resultados do tratamento.

Referência:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia para o uso de hemocomponentes. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 64 p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_uso_hemocomponentes_2ed.pdf

Pancreatite: Sinais

A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode ser causada por diversos fatores, sendo os mais comuns os cálculos biliares e o consumo de álcool.

Em alguns casos, a pancreatite aguda pode ser grave e levar à necrose, hemorragia e infecção do pâncreas e dos tecidos adjacentes.

Os Sinais

Nesses casos, podem surgir sinais de extravasamento de sangue para a cavidade abdominal, como o sinal de Cullen e o sinal de Grey-Turner.

O sinal de Cullen é uma equimose periumbilical, ou seja, um hematoma na região do umbigo.

O sinal de Grey-Turner é uma equimose nos flancos, ou seja, um hematoma nas laterais do abdome.

Esses sinais aparecem 24 a 48 horas após a ruptura do pâncreas e indicam um prognóstico desfavorável, com alta taxa de mortalidade.

Diagnóstico

O diagnóstico da pancreatite aguda é feito pela avaliação clínica, dosagem de enzimas pancreáticas no sangue e exames de imagem. O tratamento é baseado em hidratação, analgesia e suporte nutricional.

Alguns Cuidados

  • Monitorar sinais vitais e sinais de choque ou peritonite;
  • Avaliar características da pele e mucosas, especialmente em relação à icterícia;
  • Manter o paciente em jejum absoluto e hidratado por via parenteral;
  • Administrar medicamentos conforme prescrição médica, como analgésicos, antieméticos, antibióticos e insulina;
  • Prevenir complicações como infecções, hemorragias, necrose ou pseudocistos pancreáticos;
  • Orientar o paciente sobre a dieta adequada, a abstinência alcoólica e o acompanhamento médico regular.

Referências:

  1. De Campos T, Parreira JG, Utiyama E, Rasslan S. Pesquisa nacional sobre condutas na pancreatite aguda. Rev Col Bras Cir [Internet]. 2008Sep;35(5):304–10. Available from: https://doi.org/10.1590/S0100-69912008000500006

Escalas utilizadas em Pediatria

Na pediatria, a avaliação precisa e completa de cada paciente é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.

As escalas desempenham um papel crucial nesse processo, fornecendo uma forma objetiva e padronizada de medir diversos aspectos do desenvolvimento e da saúde da criança. Neste post, vamos explorar as principais escalas utilizadas na pediatria atualmente, destacando sua importância e aplicabilidade.

O que são Escalas em Pediatria?

As escalas em pediatria são instrumentos de avaliação que utilizam critérios específicos para medir diferentes parâmetros, como o desenvolvimento neuropsicomotor, a dor, a gravidade de doenças e a qualidade de vida. Elas são compostas por um conjunto de itens ou perguntas que são aplicados ao paciente ou aos seus cuidadores, permitindo a obtenção de uma pontuação final que reflete o nível de desenvolvimento ou a intensidade de um determinado sintoma.

Por que as Escalas são Importantes?

  • Objetividade: As escalas fornecem uma medida objetiva e quantificável de diversos aspectos do desenvolvimento infantil, facilitando a comparação entre diferentes pacientes e a monitorização da evolução ao longo do tempo.
  • Padronização: Ao utilizar escalas padronizadas, os profissionais de saúde garantem que a avaliação seja realizada de forma consistente, minimizando a influência de fatores subjetivos.
  • Comunicação: As escalas facilitam a comunicação entre os diferentes profissionais envolvidos no cuidado da criança, permitindo uma troca de informações mais precisa e eficiente.
  • Tomada de decisão: Os resultados obtidos através das escalas auxiliam na tomada de decisões sobre a necessidade de intervenções terapêuticas e na escolha do tratamento mais adequado.

Principais Escalas Utilizadas em Pediatria

Existem diversas escalas utilizadas na pediatria, cada uma com suas especificidades e aplicações. Algumas das mais comuns incluem:

Escalas de Desenvolvimento

    • Escala de Apgar: Avalia a vitalidade do recém-nascido nos primeiros minutos de vida.
    • Escala de Denver II: Avalia o desenvolvimento motor, linguístico, social e pessoal de crianças de 0 a 6 anos.
    • Bayley Scales of Infant and Toddler Development: Avalia o desenvolvimento cognitivo, linguístico, motor e socioemocional de bebês e crianças pequenas.
    • Escala de Griffiths: Avalia o desenvolvimento global de crianças de 0 a 8 anos.
    • Escala de Gross Motor Function Measure (GMFM): Avalia a função motora grossa em diversas posições e atividades, especificamente para crianças com paralisia cerebral.
    • Escala Motora Infantil (IMS): Avalia o desenvolvimento motor em crianças de 1 a 18 meses.
    • Escala de Vineland: Avalia as habilidades adaptativas, como comunicação, vida diária, socialização e habilidades de lazer.

Escalas de Avaliação Funcional

    • Escala de Peabody: Avalia o desenvolvimento motor fino e grosso em crianças de 0 a 5 anos.
    • Escala de Bayley: Avalia o desenvolvimento cognitivo, linguístico, motor e socioemocional de bebês e crianças pequenas.
    • Escala de Hammersmith: Avalia a função manual em crianças com paralisia cerebral.

Escalas de Dor:

    • Escala Facial de Dor de Wong-Baker: Utiliza desenhos de faces com diferentes expressões para avaliar a intensidade da dor em crianças a partir dos 3 anos.
    • Escala Numérica: Utiliza uma escala de 0 a 10 para que a criança indique a intensidade da dor.
    • Escala Visual Analógica (EVA): Utiliza uma linha com âncoras verbais (nenhuma dor a dor máxima) para que a criança indique a intensidade da dor.
    • FLACC (Face, Legs, Activity, Cry, Consolability): Avalia cinco parâmetros comportamentais: expressão facial, movimentos das pernas, atividade, choro e consolabilidade.
    • CPOT (Children’s Pain Observation Tool): Avalia a dor em crianças mais novas, observando expressões faciais, choro, movimentos corporais e consolabilidade.
    • Escala de dor do Children’s Hospital of Eastern Ontario (CHEOPS): é uma escala de avaliação de dor pós-operatória; pode também ser usada para monitorar a efetividade de intervenções para redução de dor e desconforto.

Outras Escalas

    • Escala de Braden: Avalia o risco de desenvolvimento de úlceras por pressão.
    • Escala de Coma de Glasgow: Avalia o nível de consciência em crianças.
    • Escala de Ramsay: Avalia a sedação em crianças.
    • Escala Withdrawal Assessment Tool (WAT-1): é uma ferramenta de avaliação de sintomas de abstinência que pode ser utilizada em pediatria. Ela é aplicada no primeiro dia de desmame de pacientes que receberam infusões ou bolus regulares de opióides ou benzodiazepínicos por um período prolongado.
    • Escala de PEWS (pediatric early warning score): é um protocolo de pontos que avalia sinais vitais de crianças de 0 a 16 anos para identificar deterioração clínica. O objetivo é aumentar a segurança do paciente, reduzir o número de eventos graves e facilitar o acompanhamento da evolução clínica.

As escalas são ferramentas indispensáveis para a avaliação completa e precisa das crianças. Ao fornecerem informações objetivas e padronizadas sobre o desenvolvimento, a saúde e o bem-estar infantil, as escalas auxiliam os profissionais de saúde a tomar decisões mais precisas e a oferecer um cuidado mais individualizado e eficaz.

É importante ressaltar que a escolha da escala mais adequada depende da idade da criança, da queixa principal e dos objetivos da avaliação. A utilização das escalas deve ser sempre realizada por profissionais de saúde qualificados.

Referências:

  1. Amoretti, C. F., Rodrigues, G. O., Carvalho, P. R. A., & Trotta, E. de A.. (2008). Validação de escalas de sedação em crianças submetidas à ventilação mecânica internadas em uma unidade de terapia intensiva pediátrica terciária. Revista Brasileira De Terapia Intensiva, 20(4), 325–330. https://doi.org/10.1590/S0103-507X2008000400002
  2. COREN-SP
  3. SEDREZ, Elisa da Silva; MONTEIRO, Janine Kieling. Avaliação da dor em pediatria. Hospital Moinhos de Vento. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. IIUniversidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil, 28 out. 2019. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/reben/a/MJ7FdLTXpHbHjLYGSY3rcNx/?lang=pt&format=pdf&gt;. 

Curiosidades sobre a Adrenalina

A adrenalina, também conhecida como epinefrina, é um medicamento de extrema importância em ambientes hospitalares, especialmente em situações de emergência. Sua ação rápida e potente a torna uma ferramenta essencial para salvar vidas.

Curiosidades sobre a adrenalina

  • Nome científico vs. nome popular: A adrenalina é o nome popular, enquanto epinefrina é o nome químico utilizado em ambientes médicos.
  • Origem: A adrenalina é produzida naturalmente pelas glândulas adrenais, mas a utilizada em medicamentos é sintetizada em laboratório.
  • Múltiplas ações: A adrenalina age em diversos sistemas do corpo, como o cardiovascular, respiratório e nervoso.
  • Efeitos rápidos: Seus efeitos começam a ser percebidos em poucos minutos após a administração.
  • Uso em emergências: É utilizada em situações de choque anafilático, parada cardíaca, asma grave e reações alérgicas severas.
  • Autoinjetor: Pessoas com alergias graves podem carregar um autoinjetor de adrenalina para uso em caso de emergência.
  • Nome comercial: A adrenalina pode ser encontrada em diferentes apresentações e nomes comerciais, dependendo do fabricante.
  • Armazenamento: Devido à sua instabilidade, a adrenalina deve ser armazenada em condições específicas para garantir sua eficácia.
  • Efeitos colaterais: A adrenalina pode causar taquicardia, aumento da pressão arterial, tremores e ansiedade.
  • Pesquisas contínuas: A adrenalina continua sendo objeto de pesquisas para aprimorar seu uso e desenvolver novas aplicações.

Como a adrenalina age no organismo?

A adrenalina age como um hormônio do “luta ou fuga”, preparando o corpo para enfrentar situações de perigo. Ela:

  • Aumenta a frequência cardíaca e a força de contração do coração: Melhorando a circulação sanguínea.
  • Constringe os vasos sanguíneos: Aumentando a pressão arterial e direcionando o sangue para órgãos vitais.
  • Dilata as vias aéreas: Facilitando a respiração.
  • Aumenta a glicose no sangue: Fornecendo energia para as células.

Quais as principais indicações da adrenalina em ambiente hospitalar?

  • Choque anafilático: Reação alérgica grave que pode levar ao fechamento das vias aéreas e queda da pressão arterial.
  • Parada cardíaca: Utilizada na reanimação cardiopulmonar (RCP) para estimular o coração.
  • Asma grave: Pode ser utilizada em casos de crise asmática severa que não respondem a outros tratamentos.
  • Reações alérgicas severas: Pode ser utilizada para tratar reações alérgicas graves a medicamentos, picadas de insetos, alimentos, etc.

Referência:

  1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. 10 coisas que você precisa saber sobre adrenal. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-adrenal/

Meios de Prevenção de Quedas

As quedas em ambiente hospitalar são eventos indesejáveis que podem causar lesões graves aos pacientes e gerar consequências negativas para a instituição. Felizmente, existem diversas medidas preventivas que podem ser adotadas para reduzir significativamente o risco de ocorrências.

Medidas Preventivas Comuns

Uso da Campainha Beira-Leito

 A campainha deve estar sempre ao alcance do paciente para que ele possa solicitar ajuda quando precisar se levantar ou realizar alguma atividade.

Meias Antiderrapantes

 O uso de meias com sola antiderrapante proporciona maior aderência ao piso, diminuindo o risco de escorregões.

Proximidade do Posto de Enfermagem

 Ao posicionar o leito do paciente próximo ao posto de enfermagem, a equipe pode monitorar mais de perto e atender rapidamente às suas necessidades.

Grades do Leito Elevadas

 As grades de proteção do leito devem ser mantidas elevadas, especialmente durante a noite ou quando o paciente estiver sonolento, evitando que ele caia da cama.

Calçados Adequados

 O uso de calçados fechados e com sola antiderrapante é fundamental para garantir a segurança do paciente ao caminhar.

Iluminação Adequada

O ambiente deve estar bem iluminado, tanto durante o dia quanto à noite, para evitar tropeços e quedas.

Mobiliário Fixo

 O mobiliário deve ser fixo e estável, evitando que o paciente se apoie em objetos que possam se mover.

Corredores Livres de Obstáculos

 Os corredores devem estar livres de objetos que possam obstruir a passagem e causar tropeços.

Avaliação Regular do Risco de Queda

 É fundamental realizar uma avaliação regular do risco de queda de cada paciente, identificando os fatores de risco e implementando as medidas preventivas adequadas.

Orientação ao Paciente e Acompanhante

O paciente e seus acompanhantes devem ser orientados sobre a importância das medidas de segurança e como solicitar ajuda quando necessário.

Programa de Prevenção de Quedas

A instituição deve implementar um programa de prevenção de quedas que envolva todos os profissionais da saúde e seja atualizado regularmente.

Outros Exemplos de Medidas Preventivas

  • Uso de Alarme de Saída da Cama: Para pacientes com alto risco de queda, o uso de alarmes de saída da cama pode ser uma medida eficaz.
  • Uso de Barreiras Laterais na Cadeira de Rodas: As barreiras laterais na cadeira de rodas ajudam a prevenir que o paciente escorregue para fora da cadeira.
  • Adaptações no Banheiro: A instalação de barras de apoio no banheiro e o uso de assentos sanitários elevados podem reduzir o risco de quedas durante o banho.
  • Exercícios de Fortalecimento: A prática regular de exercícios de fortalecimento muscular pode melhorar o equilíbrio e a força do paciente, diminuindo o risco de quedas.

A importância da equipe multidisciplinar

A prevenção de quedas é uma responsabilidade de toda a equipe multidisciplinar, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e outros profissionais. A comunicação entre os membros da equipe é fundamental para garantir a eficácia das medidas preventivas.

Referência:

  1. BRASIL. Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Segurança do Paciente – Prevenção de Quedas. 2019. 

Os Gases Medicinais

Você já parou para pensar na importância do ar que respiramos?

Além de ser essencial para a vida, alguns gases específicos possuem propriedades que os tornam ferramentas valiosas na área da saúde.

Conhecidos como gases medicinais, eles são utilizados em diversos procedimentos médicos, desde cirurgias até tratamentos respiratórios.

Os principais gases medicinais e suas aplicações

Oxigênio

O grande protagonista! O oxigênio medicinal é utilizado em diversas situações, como:

    • Tratamento de doenças respiratórias: Auxilia pacientes com dificuldades respiratórias, como asma, bronquite e pneumonia.
    • Procedimentos cirúrgicos: É essencial durante cirurgias para garantir a oxigenação do paciente.
    • Emergências médicas: Em casos de parada cardiorrespiratória, o oxigênio é fundamental para reanimar o paciente.

Ar comprimido medicinal

O ar comprimido medicinal é utilizado para:

    • Gerar pressão em equipamentos médicos: É utilizado em diversos equipamentos, como nebulizadores e ventiladores mecânicos.
    • Insuflação abdominal: Durante cirurgias, o ar comprimido é utilizado para insuflar o abdômen, proporcionando melhor visualização dos órgãos internos.

Óxido nitroso

Conhecido como gás hilariante, o óxido nitroso é utilizado como:

    • Anestésico: É utilizado em procedimentos odontológicos e cirúrgicos, proporcionando analgesia e relaxamento.
    • Relaxante muscular: Auxilia na redução da espasticidade muscular em algumas doenças neurológicas.

Dióxido de carbono

O dióxido de carbono medicinal é utilizado em:

    • Videolaparoscopia: É utilizado para insuflar o abdômen, proporcionando melhor visualização durante cirurgias minimamente invasivas.
    • Carboxiterapia: É utilizado em tratamentos estéticos para melhorar a circulação sanguínea e reduzir a celulite.
    • Laser CO2 fracionado: O CO2 é utilizado em lasers para procedimentos dermatológicos, como remoção de manchas e rejuvenescimento da pele.
    • Insuflação de órgãos: Em algumas cirurgias, o CO2 é utilizado para insuflar órgãos específicos, facilitando a visualização e manipulação durante o procedimento.
    • Terapias respiratórias: Em algumas situações, o CO2 pode ser utilizado em terapias respiratórias para estimular a respiração.
    • Tratamento de câncer de pele: O CO2 pode ser utilizado em conjunto com outras terapias para o tratamento de alguns tipos de câncer de pele.

A importância da segurança

Os gases medicinais são substâncias poderosas e, por isso, seu manuseio exige cuidados especiais. É fundamental que sejam armazenados em condições adequadas e utilizados por profissionais qualificados.

Os gases medicinais desempenham um papel fundamental na área da saúde, proporcionando tratamentos mais eficazes e seguros para diversos pacientes. Ao conhecer as propriedades e aplicações desses gases, podemos valorizar ainda mais a tecnologia a serviço da vida.

Referências:

  1. ANVISA
  2. Air Liquide

Os Tipos de Imunidade

Você já parou para pensar em como o seu corpo se defende contra vírus, bactérias e outros invasores? Essa proteção é dada pelo sistema imunológico, um exército interno que nos mantém saudáveis.

Mas você sabe que existem diferentes tipos de imunidade? Neste post, vamos explorar os principais tipos e como eles funcionam.

Imunidade Inata e Adaptativa: A Base da Proteção

Podemos dividir a imunidade em duas categorias principais:

  • Imunidade Inata: É a defesa que já nascemos, uma espécie de linha de frente contra invasores. Ela é rápida e não específica, atacando qualquer tipo de ameaça. Exemplos de componentes da imunidade inata são a pele, as mucosas e algumas células de defesa.
  • Imunidade Adaptativa: É a defesa que desenvolvemos ao longo da vida, após entrar em contato com um determinado agente infeccioso. Ela é mais lenta que a inata, mas é altamente específica, reconhecendo e combatendo cada invasor de forma personalizada. Essa é a imunidade responsável pela memória imunológica, que nos protege contra reinfecções.

Imunidade Ativa e Passiva: Como Adquirimos a Proteção

Além da divisão entre inata e adaptativa, a imunidade também pode ser classificada como ativa ou passiva:

  • Imunidade Ativa: É aquela que o próprio organismo produz. Ela pode ser:
    • Natural: Adquirida após uma infecção natural. Por exemplo, quando você tem catapora, seu corpo produz anticorpos contra o vírus da varicela, garantindo proteção para o futuro.
    • Artificial: Adquirida através de vacinas. As vacinas introduzem no corpo antígenos (partes do micro-organismo) que estimulam a produção de anticorpos, sem causar a doença.
  • Imunidade Passiva: É aquela que é transferida de um indivíduo para outro, ou seja, o corpo não produz os anticorpos. Ela pode ser:
    • Natural: Adquirida através da placenta ou do leite materno. Os anticorpos da mãe são passados para o bebê, protegendo-o nas primeiras semanas de vida.
    • Artificial: Adquirida através da aplicação de soros. Os soros contêm anticorpos prontos, que são administrados para neutralizar toxinas ou vírus rapidamente.

Em Resumo

A imunidade é um sistema complexo e fascinante, que nos protege de inúmeras doenças. Ao entender os diferentes tipos de imunidade, podemos tomar medidas para fortalecer nosso sistema imunológico e prevenir doenças.

Para fortalecer sua imunidade, siga algumas dicas:

  • Alimente-se bem: Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes e verduras, fornece os nutrientes necessários para o bom funcionamento do sistema imunológico.
  • Durma o suficiente: O sono é essencial para a regeneração celular e para o fortalecimento do sistema imunológico.
  • Pratique atividade física regularmente: A atividade física aumenta a circulação sanguínea e fortalece o sistema imunológico.
  • Evite o estresse: O estresse crônico pode enfraquecer o sistema imunológico.
  • Mantenha a higiene: Lave as mãos com frequência, cubra a boca ao tossir ou espirrar e evite o contato com pessoas doentes.
  • Vacine-se: As vacinas são a forma mais eficaz de prevenir doenças infecciosas.

Referências:

  1. CRUVINEL, Wilson de Melo; MESQUITA JÚNIOR, Danilo; ARAÚJO, Júlio Antônio Pereira; CATELAN, Tânia Tieko Takao; SOUZA, Alexandre Wagner Silva de; SILVA, Neusa Pereira da; ANDRADE, Luís Eduardo Coelho. Sistema Imunitário – Parte I: Fundamentos da imunidade inata com ênfase nos mecanismos moleculares e celulares da resposta inflamatória. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 50, n. 4, p. 434-461, 2010.
  2. Cruvinel, W. de M., Mesquita Júnior, D., Araújo, J. A. P., Catelan, T. T. T., Souza, A. W. S. de ., Silva, N. P. da ., & Andrade, L. E. C.. (2010). Sistema imunitário: Parte I. Fundamentos da imunidade inata com ênfase nos mecanismos moleculares e celulares da resposta inflamatória. Revista Brasileira De Reumatologia, 50(4), 434–447. https://doi.org/10.1590/S0482-50042010000400008
  3. AYRES, A.R.G. Noções de imunologia: sistema imunológico, imunidade e imunização. In: SILVA, M.N., FLAUZINO, R.F., GONDIM, G.M.M., eds. Rede de frio: fundamentos para a compreensão do trabalho [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2017, pp. 239-256. ISBN: 978-65-5708-091-7. https://doi.org/10.7476/9786557080917.0011.

Por que não funciona meu acesso venoso periférico?

Há diversas razões pelas quais um acesso venoso periférico (AVP) pode não estar funcionante. Estas razões podem ser divididas em problemas relacionados ao cateter, à veia ou ao paciente.

O que pode ser?

Problemas relacionados ao cateter:

  • Mal posicionamento: O cateter pode estar fora da veia, na parede da veia ou perfurando a parede posterior da veia.
  • Obstrução: Coágulos sanguíneos (trombose), medicamentos precipitados, ou fragmentos de tecido podem obstruir o lúmen do cateter.
  • Deslocamento: O cateter pode ter se deslocado da veia.
  • Dobramento ou torção: O cateter pode estar dobrado ou torcido, impedindo o fluxo.
  • Danos ao cateter: O cateter pode ter sido danificado durante a inserção ou uso.
  • Incompatibilidade com a solução infundida: Alguns medicamentos podem precipitar dentro do cateter.
  • Cateter com ponta extravasada: A ponta não está na veia.
  • Falha na técnica de inserção: Técnicas inadequadas podem levar a um cateter mal posicionado ou obstruído.

Problemas relacionados à veia:

  • Tromboflebite: Inflamação da veia com formação de coágulo.
  • Flebotrombose: Formação de coágulo na veia.
  • Veia fragilizada: Veias finas, frágeis ou esclerosadas podem se romper ou colapsar facilmente.
  • Veia ocluída: Veia totalmente obstruída por coágulo, inflamação ou compressão.
  • Extravasamento: A solução administrada escoa para fora do vaso sanguíneo.

Problemas relacionados ao paciente:

  • Desidratação: A desidratação reduz o volume sanguíneo, dificultando a visualização e punção das veias.
  • Uso de drogas vasoconstritoras: Drogas que constrigem os vasos sanguíneos podem dificultar a punção venosa.
  • Obesidade: A gordura subcutânea pode dificultar a localização das veias.
  • Edema: O edema periférico dificulta a visualização e a palpação das veias.
  • Uso de drogas intravenosas: Uso prolongado pode danificar as veias, tornando-as inadequadas para a punção.
  • Cirurgia ou trauma prévio: Cirurgias ou traumas prévios podem ter danificado as veias.
  • Doenças vasculares: Doenças como a arterioesclerose ou a insuficiência venosa podem prejudicar as veias.
  • Idade avançada: As veias tendem a tornar-se mais frágeis com o envelhecimento.

É importante lembrar que esta lista não é exaustiva e um profissional de saúde precisa avaliar o caso individualmente para determinar a causa específica da disfunção do AVP. A avaliação inclui a revisão da técnica de inserção, exame físico da área e, se necessário, exames de imagem.

Referências:

  1. Negri, D. C., Avelar, A. F. M., Andreoni, S., & Pedreira, M. L. G. (2012). Fatores predisponentes para insucesso da punção intravenosa periférica em crianças. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 20(6), [08 telas].
  2. COREN-MS
  3. JOHANN, Derdried Athanasio; DANSKI, Mitzy Tannia Reichembach; VAYEGO, Stela Adami; BARBOSA, Dulce Aparecida; LIND, Jolline. Fatores de risco para complicações no cateter venoso periférico em adultos: análise secundária de ensaio clínico randomizado. Rev. Latino-Am. Enfermagem, 2016;24:e2833. DOI: 10.1590/1518-8345.1457.2833.

Pulseiras de Risco Hospitalares

As pulseiras de risco hospitalares são identificadores coloridos utilizados para alertar a equipe de saúde sobre condições específicas de um paciente, como risco de queda, alergias, lesão por pressão e necessidade de preservação de membro.

Elas desempenham um papel fundamental na prevenção de incidentes e na garantia da segurança do paciente durante a hospitalização.

Tipos de Pulseiras e seus Significados

A padronização das cores e símbolos utilizados nas pulseiras varia de acordo com cada instituição, mas a ideia central é a mesma: comunicar de forma rápida e eficiente os riscos associados a cada paciente.

Risco de Queda

    • Cor: Geralmente amarela ou laranja.
    • Símbolo: Um ícone representando uma pessoa caindo ou um símbolo de equilíbrio.
    • Indica: Pacientes com maior probabilidade de cair, como idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou que utilizam medicamentos que podem causar tontura.

Alergia

    • Cor: Vermelha ou rosa.
    • Símbolo: Um ícone de exclamação dentro de um triângulo ou um símbolo de alergia.
    • Indica: Pacientes com alergia a medicamentos, alimentos, látex ou outras substâncias. A pulseira pode especificar a substância causadora da alergia.

Lesão por Pressão

    • Cor: Roxa ou lilás.
    • Símbolo: Um ícone representando uma ferida ou uma área sob pressão.
    • Indica: Pacientes com risco aumentado de desenvolver úlceras por pressão, como aqueles que permanecem acamados por longos períodos ou com problemas de circulação.

Preservação de Membro

    • Cor: Azul ou verde.
    • Símbolo: Um ícone representando um membro (braço ou perna) ou uma faixa em torno de um membro.
    • Indica: Pacientes com risco de perda de um membro, como aqueles com problemas circulatórios graves ou que necessitam de enxertos, pacientes mastectomizadas que precisam preservar o lado do membro, não puncionar membro em que irá realizar exame de cateterismo.

Outras informações que podem constar na pulseira

  • Nome do paciente: Essencial para a identificação correta.
  • Data de nascimento: Ajuda a evitar erros de identificação, especialmente em pacientes com nomes comuns.
  • Alergias específicas: Lista detalhada das substâncias às quais o paciente é alérgico.
  • Restrições dietéticas: Indicações sobre a dieta especial do paciente.
  • Nome do médico: Facilita a comunicação entre a equipe de enfermagem e o médico responsável.

Importância das pulseiras de risco

  • Melhora na comunicação: As pulseiras garantem que todas as informações relevantes sobre o paciente sejam facilmente acessíveis a todos os profissionais de saúde envolvidos.
  • Prevenção de erros: Reduz o risco de administrar medicamentos errados, realizar procedimentos inadequados ou causar lesões ao paciente.
  • Melhora na qualidade do cuidado: Permite que a equipe de saúde forneça um cuidado mais individualizado e seguro, adaptando as intervenções às necessidades específicas de cada paciente.
  • Empoderamento do paciente: Ao usar a pulseira, o paciente se sente mais seguro e confiante na equipe de saúde.

As pulseiras de risco hospitalares são ferramentas simples, mas eficazes, que contribuem significativamente para a segurança do paciente. Ao utilizar essas pulseiras de forma correta e consistente, as instituições de saúde podem reduzir o número de eventos adversos e garantir que todos os pacientes recebam o cuidado de alta qualidade que merecem.

Referências:

  1. HOFFMEISTER, Louíse Viecili; MOURA, Gisela Maria Schebella Souto de. Uso de pulseiras de identificação em pacientes internados em um hospital universitário. Rev. Latino-Am. Enfermagem, jan.-fev. 2015, v. 23, n. 1, p. 36-43. DOI: 10.1590/0104-1169.0144.2522.
  2. COREN-SP. Orientação Fundamentada nº 073. 2018. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Orienta%C3%A7%C3%A3o-Fundamentada-073-.pdf

Medicamentos Antituberculosos

Os medicamentos antituberculosos são essenciais no combate à tuberculose, uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis.

O tratamento da tuberculose envolve o uso de uma combinação de medicamentos por um período prolongado, geralmente seis meses ou mais. Essa combinação visa eliminar a bactéria e prevenir o desenvolvimento de resistência.

Por que a combinação de medicamentos?

  • Aumentar a eficácia: Diferentes medicamentos atuam em diferentes etapas do ciclo de vida da bactéria, aumentando a chance de eliminá-la completamente.
  • Diminuir o risco de resistência: A combinação dificulta a bactéria de desenvolver resistência a um único medicamento.

Principais medicamentos antituberculosos

Os medicamentos mais comumente utilizados no tratamento da tuberculose são divididos em duas linhas:

  • Primeira linha:
    • Isoniazida (H): Um dos medicamentos mais antigos e eficazes, atua inibindo a síntese de ácidos micólicos, essenciais para a parede celular da bactéria.
    • Rifampicina (R): Inibe a síntese de RNA, impedindo a multiplicação da bactéria. Conhecida por causar coloração avermelhada na urina, suor e lágrimas.
    • Pirazinamida (Z): Ativa em pH ácido, sendo mais eficaz dentro das células infectadas.
    • Etambutol (E): Interfere na síntese de ácidos micólicos, causando alterações na parede celular da bactéria.
  • Segunda linha:
    • Utilizados quando a bactéria desenvolve resistência aos medicamentos de primeira linha. Exemplos: fluoroquinolonas (Levofloxacino, Moxifloxacino, Ofloxacino), aminoglicosídeos (Estreptomicina,Amicacina,Canamicina), capreomicina e etaionamida.

Esquemas terapêuticos

A escolha do esquema terapêutico depende de diversos fatores, como a localização da tuberculose, a presença de outras doenças, o histórico de tratamento anterior e a susceptibilidade da bactéria aos medicamentos.

Esquema Fase Medicamentos Duração Observações
Básico Intensiva Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol (RHZE) 2 meses Mais utilizado para casos novos e sem resistência.
Manutenção Rifampicina, Isoniazida (RH) 4 meses
Para casos com resistência Variável Fluoroquinolonas, aminoglicosídeos, capreomicina, etaionamida e outros Variável Esquemas mais complexos e de longa duração.
Para infecção latente Única Isoniazida ou Rifampicina associada à Isoniazida (3HP) 9 meses (isoniazida) ou 4 meses (3HP) Visa prevenir o desenvolvimento da doença ativa.

Efeitos colaterais

Os medicamentos antituberculosos podem causar diversos efeitos colaterais, como:

  • Náuseas e vômitos
  • Perda de apetite
  • Febre
  • Manchas na pele
  • Aumento das enzimas hepáticas
  • Neuropatia periférica

Importância do tratamento

É fundamental que o tratamento seja realizado corretamente, seguindo as orientações médicas e tomando todos os medicamentos prescritos. A interrupção precoce do tratamento pode levar ao desenvolvimento de resistência e ao agravamento da doença.

Cuidados de Enfermagem

Os Objetivos dos cuidados de enfermagem

  • Promover a adesão ao tratamento: Incentivar o paciente a tomar todos os medicamentos nas doses e horários corretos.
  • Monitorar os efeitos colaterais: Identificar precocemente os efeitos adversos e tomar as medidas necessárias.
  • Educar o paciente: Informar sobre a doença, o tratamento e as medidas de prevenção.
  • Prevenir a transmissão: Orientar sobre as medidas de higiene e isolamento, quando necessário.

Cuidados específicos

  • Administração dos medicamentos:
    • Verificar a prescrição médica e a identificação do paciente antes da administração.
    • Explicar ao paciente a importância de cada medicamento e a forma correta de tomá-los.
    • Observar a ingestão dos medicamentos, especialmente no início do tratamento.
    • Monitorar os níveis séricos dos medicamentos, quando indicado.
  • Monitoramento dos efeitos colaterais:
    • Acompanhar o aparecimento de náuseas, vômitos, perda de apetite, hepatotoxicidade, neuropatia periférica, reações alérgicas e outros efeitos adversos.
    • Orientar o paciente sobre os sinais e sintomas de alerta e a importância de comunicar qualquer alteração ao profissional de saúde.
  • Educação em saúde:
    • Explicar a importância do tratamento completo e prolongado.
    • Informar sobre a importância da higiene das mãos e dos alimentos.
    • Orientar sobre as medidas de isolamento, quando necessário.
    • Esclarecer as dúvidas do paciente e de seus familiares.
  • Promoção da adesão ao tratamento:
    • Estabelecer um vínculo de confiança com o paciente.
    • Oferecer suporte emocional e social.
    • Agendar consultas de acompanhamento regularmente.
    • Utilizar estratégias para facilitar a adesão ao tratamento, como o tratamento diretamente observado (TDO).
  • Prevenção da transmissão:
    • Orientar o paciente sobre a importância de cobrir a boca ao tossir ou espirrar.
    • Incentivar a utilização de lenços descartáveis.
    • Orientar sobre a importância da ventilação dos ambientes.
    • Informar os contatos do paciente sobre a necessidade de realizar o exame baciloscópico.

Tratamento Diretamente Observado (TDO)

O TDO consiste na administração dos medicamentos sob a observação de um profissional de saúde ou de outro observador capacitado. Essa estratégia é fundamental para garantir a adesão ao tratamento, especialmente em pacientes com dificuldades de adesão.

Outras ações importantes:

  • Avaliação nutricional: Monitorar o estado nutricional do paciente e oferecer orientações nutricionais adequadas.
  • Avaliação psicológica: Identificar e tratar possíveis problemas psicológicos que possam interferir no tratamento.
  • Monitoramento da função hepática: Realizar exames periódicos para avaliar a função hepática, especialmente em pacientes com uso prolongado de medicamentos hepatotóxicos.
  • Registro dos dados: Manter um registro completo das informações sobre o paciente, o tratamento e os efeitos colaterais.

Referências:

  1. Rabahi, M. F., Silva, J. L. R. da ., Ferreira, A. C. G., Tannus-Silva, D. G. S., & Conde, M. B.. (2017). Tuberculosis treatment. Jornal Brasileiro De Pneumologia, 43(6), 472–486. https://doi.org/10.1590/S1806-37562016000000388
  2. PROCÓPIO, M. A. et al.. Pesquisa em Saúde: Fundamentos e Aplicações. São Paulo: Editora Fiocruz, 2021. p. 123-145. Disponível em: https://books.scielo.org/id/zyx3r/pdf/procopio-9788575415658-10.pdf
  3. Arbex, M. A., Varella, M. de C. L., Siqueira, H. R. de ., & Mello, F. A. F. de .. (2010). Drogas antituberculose: interações medicamentosas, efeitos adversos e utilização em situações especiais – parte 1: fármacos de primeira linha. Jornal Brasileiro De Pneumologia, 36(5), 626–640. https://doi.org/10.1590/S1806-37132010000500016