Admissão: O que anotar?

A admissão de um paciente é um processo importante que envolve a coleta de dados relevantes sobre sua condição de saúde, história clínica, alergias, medicamentos em uso, entre outros.

Itens importantes

O que anotar na ficha de admissão depende do tipo de serviço e da instituição onde o paciente será atendido, mas alguns itens são comuns a todos os casos:

  • Dados pessoais: nome completo, data de nascimento, sexo, estado civil, profissão, endereço, telefone, documento de identidade, CPF, cartão do SUS ou convênio.
  • Motivo da admissão: o que levou o paciente a procurar o serviço de saúde, quais são seus sintomas, há quanto tempo eles começaram, se há alguma causa conhecida ou suspeita.
  • História clínica: doenças prévias, cirurgias realizadas, internações anteriores, vacinação em dia, hábitos de vida (tabagismo, alcoolismo, atividade física), antecedentes familiares de doenças crônicas ou hereditárias.
  • Exame físico: sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, respiração), peso, altura, índice de massa corporal (IMC), avaliação da pele, mucosas, cabelos, unhas, olhos, ouvidos, nariz, boca, pescoço, tórax, abdome, membros superiores e inferiores, genitais, ânus e reto.
  • Exames complementares: resultados de exames laboratoriais, de imagem ou outros que o paciente tenha realizado ou que sejam solicitados pelo médico responsável.
  • Diagnóstico: a conclusão do médico sobre o quadro clínico do paciente, baseada nos dados coletados e nos exames realizados.
  • Plano terapêutico: as medidas que serão tomadas para tratar o paciente, incluindo medicamentos prescritos, procedimentos cirúrgicos ou invasivos, orientações sobre dieta, repouso, atividade física e cuidados gerais.
  • Evolução: o registro diário da situação do paciente durante sua permanência no serviço de saúde, incluindo sua resposta ao tratamento, eventuais complicações ou intercorrências e alta ou transferência para outro serviço.

Esses são os principais pontos que devem ser anotados na admissão de um paciente. É importante que as informações sejam claras, objetivas e completas, para garantir uma assistência de qualidade e segurança ao paciente e à equipe de saúde.

Referência:

  1. COREN-SP

Teoria de Lydia Hall

Lydia Hall foi uma enfermeira americana que desenvolveu a teoria do cuidado, núcleo e cura na década de 1960.

Essa teoria propõe que a enfermagem se baseia em três aspectos: o cuidado com o corpo do paciente, o núcleo que envolve a comunicação terapêutica e a cura que se refere ao conhecimento médico da doença.

Hall defendia que a enfermagem era uma profissão autônoma e que o enfermeiro deveria usar o pensamento crítico e o uso terapêutico do self para ajudar os pacientes com doenças crônicas.

Sua teoria foi influenciada por Carl Rogers e pelas ciências naturais, sociais e patológicas.

A teoria dos 3 “C”s

Lydia Hall estabeleceu três círculos independentes, mas interconectados, como um esquema. Os círculos consistem em: cuidado “CARE”, núcleo “CORE” e cura “CURE”. Cada um pode crescer ou não, dependendo de cada caso e de cada paciente.

O núcleo do círculo

Para Hall, o núcleo é o mesmo paciente que recebe atendimento de enfermagem personalizado. O paciente como núcleo deve ter objetivos estabelecidos por ele mesmo e não por mais ninguém e se comportar de acordo com seus valores.

Nesse sentido, o atendimento ao paciente baseia-se nas relações sociais, emocionais, espirituais e intelectuais que mantém com a família, a instituição e a comunidade.

Essas técnicas de Hall são capazes de ajudar o paciente a expressar seus sentimentos em relação ao processo da doença usando um método reflexivo. Por meio dessa reflexão, o paciente pode melhorar sua própria identidade.

O círculo de cuidados

Lydia Hall estabeleceu três círculos independentes, mas interconectados, como um esquema. Os círculos consistem em: cuidado, núcleo e cura. Cada um pode crescer ou não, dependendo de cada caso e de cada paciente.

Para o círculo de cuidados, Hall afirma que a abordagem dos enfermeiros está no papel da nutrição do paciente. Nutrir significa alimentá-lo, sentir-se à vontade e proporcionar atividades de aprendizado.

Este círculo define a principal função que os enfermeiros devem cumprir; Ajude o paciente a desempenhar suas funções biológicas básicas. Praticar todas essas atividades desenvolve empatia entre enfermeiro e paciente, o que é fundamental, segundo Hall.

O círculo de cura

Esta parte da teoria de Hall refere-se à administração de medicamentos e tratamento pelo enfermeiro ao paciente. Hall enfatiza que esse círculo de cura deve ser compartilhado com outros enfermeiros ou outros profissionais de saúde, sejam médicos ou fisioterapeutas.

Durante esse aspecto do cuidado, o enfermeiro deve ser um advogado fiel do paciente; Você deve defender o plano de cuidados que melhor se adequa à pessoa de quem cuida.

Em resumo, na fase de atendimento, o enfermeiro deve se concentrar em ajudar o paciente em suas atividades diárias. Na fase de cura, através do conhecimento médico, o enfermeiro atende às necessidades sociais e de comunicação do paciente.

Referências:

  1. Centro Loeb para registros de enfermagem, Portal Centro de Enfermagem, (s). foundationnysnurses.org
  2. Teoria de enfermagem de Lydia Hall, escritores da geniolândia, (s). geniolandia.com
  3. Lydia E. Hall, Portal Nurseslab, (2014). nurselabs.com
  4. Lydia Hall, escritores de A Verdade sobre Enfermagem, (s). truthaboutnursing.org
  5. Em direção ao modelo iluminado de cura do núcleo de cuidados de Lydia Hall, usando as perspectivas da ARUGA para necessidades holísticas de enfermagem de pacientes filipinos, Leocadio, MC, (2010). journals.lww.com

Doença de Hirschsprung

A aganglionose colônica é a mais comum desordem congênita da motilidade intestinal. Também conhecida como doença de Hirschsprung (DH) ou aganglionose congênita do cólon, é causada pela ausência de células ganglionares nos plexos nervosos do intestino, causando a distensão da parte proximal do intestino, por isso também chamada de megacólon congênito.

O quadro clínico

Atraso na eliminação de mecônio é a característica mais frequentemente encontrada na DH. O recém-nascido pode apresentar-se com obstrução intestinal, com parada de eliminação de gases e fezes, distensão abdominal e vômitos biliosos.

Em 2/3 dos casos, o diagnóstico é obtido nos primeiros três meses de vida. Os lactentes também podem se apresentar com um quadro de infecção intestinal grave chamado de enterocolite.

O diagnóstico

Inicialmente deve-se colher uma boa história clínica e realizar um bom exame físico para suspeitar-se de doença de Hirschsprung.

A radiografia de abdome pode identificar um quadro de obstrução intestinal, com distensão generalizada das alças intestinais e em um enema opaco, exame com contraste feito pelo intestino do paciente, pode ser visualizada a zona ou o cone de transição, área que corresponde ao segmento de intestino entre o segmento com e o sem nervos.

Em casos duvidosos, pode-se realizar uma biópsia retal na qual as células ganglionares serão pesquisadas pelo patologista sob microscópio.

O tratamento

O tratamento é sempre cirúrgico e tem o objetivo de retirar o segmento agangliônico do intestino e o reestabelecimento do trânsito intestinal.

Existem várias técnicas cirúrgicas com esse objetivo sendo o abaixamento transanal endorretal vídeo-assistido ou não, em tempo único (uma única cirurgia) a técnica preferida por nossa equipe, evitando-se múltiplas cirurgias e tentando a resolução do caso em um único tempo, se possível ainda no período neonatal.

Os Cuidados de Enfermagem

Os cuidados de enfermagem iniciais referentes ao megacólon congênito, diz respeito a observação do recém nascido, sobre a eliminação do mecônio. É da responsabilidade do técnico de enfermagem, comunicar a enfermeira, caso haja necessidade.

Após realizado o dignóstico, a criança será submetida a uma colostomia, nessa fase os cuidados de enfermagem serão de extrema importância. Citaremos a seguir:

1) controle dos sinais vitais;
2) controle hídrico;
3) mantenha limpa e seca a área do estoma, observando as condições da pele;
4) observar a distensão abdominal;
5) observar as características das fezes;
6) evitar excesso de alimentação;
7) manter a criança confortável;
8) orientar os pais sobre os cuidados com essa criança.

Referências:

  1. COELHO, Julio César Uili. Aparelho disgestivo Clinica e Cirurgia. Vol. I
  2. CONCEIÇÃO. A. M. Perinatologia Fundamentos e Praticas 2002.
  3. GUANABARA. Koogan. Enfermagem Pediátrica Incrivelmente Fácil.
  4. VIEGAS, Dráuzio. Neonatologia clínica cirúrgica II 16 seções. Atheneu.
  5. JONES, Peter. Clinica Cirúgica em Pediatria Diagnóstico e Tratamento.
  6. HTTP://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/emacy/articlei/001140.htm
  7. http://www.inst-medicina.com.br/hirschsprung.htm

Sifonagem VS Gavagem: As diferenças

Gavagem e sifonagem são duas técnicas utilizadas na enfermagem para administrar alimentos ou medicamentos por meio de sonda enteral, ou para drenar líquidos e substâncias, por meio de uma sonda nasogástrica.

Entenda as diferenças

A gavagem é um método de alimentação forçada, em que o sistema é fechado e a dieta é realizada por ação da gravidade lentamente.

A sifonagem é um método de drenagem, em que o sistema é aberto e o líquido é aspirado com uma seringa ou um frasco de vácuo.

Indicações

A gavagem é indicada para pacientes inconscientes ou impossibilitados de deglutir, que necessitam de suporte nutricional adequado.

A sifonagem é indicada para pacientes com distensão abdominal, vômitos, hemorragia digestiva ou obstrução intestinal, que necessitam de alívio dos sintomas e prevenção de complicações.

Cuidados

Para realizar a gavagem ou a sifonagem, é necessário verificar se a sonda está no local correto, medindo o comprimento da parte externa, injetando ar na sonda e auscultando com estetoscópio, verificando o fluxo de suco gástrico ou por meio de avaliação e liberação por exame de Raio X.

Referências:

  1. https://www.vivendobauru.com.br/qual-a-diferenca-de-gavagem-e-sifonagem/
  2. https://www.youtube.com/watch?v=svyRDCJ7Czo

Paciente Colonizado Vs Infectado: As diferenças

As bactérias, assim como outros microrganismos, não estão sempre associadas à infecção, mas podem colonizar transitória ou permanentemente vários sítios corporais.

A diferença entre colonização e infecção leva em consideração não apenas o sítio corporal de onde o microrganismo foi isolado, mas também as condições clínicas do paciente.

Resumidamente, pode-se dizer que colonização é a presença de microrganismos sem que ocorram alterações nas funções normais do órgão/tecido ou resposta imune inflamatória; já na infecção, os microrganismos estão se multiplicando em grande quantidade e provocam alterações orgânicas.

Entenda as diferenças

Um paciente colonizado é aquele que tem uma bactéria em alguma parte do seu corpo, mas não apresenta sinais ou sintomas de infecção. A bactéria pode estar presente na pele, nas mucosas, nas feridas, nos cateteres ou em outros locais, mas não causa nenhum dano ao organismo. (Ex: testa positivo para bactéria Clostridium Difficile e pode ser agente de disseminação)

Um paciente infectado é aquele que tem uma bactéria que invade os tecidos ou os órgãos e provoca uma resposta inflamatória, com manifestações clínicas como febre, dor, vermelhidão, secreção ou alteração de exames laboratoriais. A infecção pode ser causada por bactérias comuns ou multirresistentes, que são aquelas que não são sensíveis a vários grupos de antibióticos.  (Ex: testa positivo para bactéria Clostridium Difficile porém já está em situação clínica vulnerável por outras doenças)

Como é diagnosticado?

O diagnóstico de colonização ou infecção depende da avaliação clínica do paciente e da realização de exames microbiológicos, como culturas de secreções ou de sangue. A colonização e a infecção podem ter implicações para o tratamento e a prevenção da transmissão de bactérias entre os pacientes e os profissionais de saúde.

A colonização pode ser detectada por meio de culturas de vigilância, que são exames realizados em pacientes de risco para identificar a presença de bactérias multirresistentes.
A infecção pode ser diagnosticada por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, que mostram evidências de comprometimento dos tecidos ou órgãos afetados pela bactéria.
Referências:
  1. EBSERH
  2. Secretaria de Saúde DF
  3. https://www.scielo.br/j/ape/a/J4qMbKZQVbZXsHgk5zjG4Kc/?lang=pt&format=pdf

Dicas para Anotação de Enfermagem

A anotação de enfermagem é uma forma de documentar o cuidado prestado ao paciente, bem como sua evolução clínica e resposta ao tratamento. Para fazer uma boa anotação de enfermagem, é preciso seguir algumas dicas:

As Dicas

  • Anote sempre a data e a hora da observação ou intervenção, assim como sua assinatura e identificação profissional com o número do Coren;
  • Escreva de forma clara, objetiva e legível, sem rasuras, espaços em branco ou corretivo líquido;
  • Registre todos os dados relevantes do paciente, como procedência, acompanhante, condições gerais, nível de consciência, higiene pessoal, estado nutricional, coloração da pele e dispositivos em uso;
  • Faça uma avalição e anote os sinais vitais, as queixas do paciente e as alterações encontradas;
  • Descreva os cuidados realizados, como curativos, medicações, coleta de exames, orientações e educação em saúde;
  • Relate as intercorrências ocorridas, como reações adversas, complicações ou eventos adversos;
  • Avalie a eficácia dos cuidados prestados e a resposta do paciente ao tratamento.

Uma anotação de enfermagem bem feita é essencial para garantir a qualidade e a continuidade da assistência ao paciente, além de ter valor legal e ético. Por isso, siga estas dicas e faça uma anotação de enfermagem perfeita!

Referência:

  1. Coren-SP

Hiperêmese gravídica

A hiperêmese gravídica (HG) consiste no quadro clínico caracterizado pela presença de náuseas e vômitos (êmese) que ocorre principalmente, mas não exclusivamente, no primeiro trimestre gestacional.

Quando as náuseas e vômitos são frequentes e persistentes, podem progredir até levar a distúrbios nutricionais e metabólicos, como redução de peso, desidratação e cetonúria.

Não se pode confundir a chamada doença da manhã com a hiperêmese gravídica. A primeira é experimentada por aproximadamente 70-80% das gestantes, enquanto que a segunda, que não é muito comum, trata-se do caso extremo da primeira.

Causas

Não se sabe ao certo a causa da HG. Acredita-se que ela resulte de um conjunto de fatores, como:

  • Resposta anormal à gonadotrofina coriônica humana;
  • Citotoxinas, sintetizadas a partir de substâncias encontradas nas vilosidades coriônicas, que alcançam a corrente sanguínea;
  • Deficiência de vitamina B6;
  • Reação gastrointestinal de etiologia psicossomática.

Sintomas

O principal sintoma da hiperêmese gravídica são os vômitos frequentes e que chegam a incapacitar o cotidiano e o dia a dia da paciente.

 Esses vômitos são acompanhados de enjoos frequentes e também de outros processos fisiológicos, como, a perda de peso em decorrência dos vômitos e a desidratação severa.

Tratamento

Normalmente, o tratamento da hiperêmese gravídica depende do apoio de um médico ou mesmo de um hospital, já que a paciente pode ficar severamente desidratada.

Além do uso de medicamentos para enjoo indicados para as gestantes, também podem ser usadas injeções endovenosas para repor os líquidos perdidos.

Normalmente, a hiperêmese gravídica diminui ou mesmo desaparece completamente depois de 20 semanas de gestação.

Cuidados de Enfermagem

Apoio psicológico, ações educativas desde o início da gravidez, bem como reorientação alimentar, são as melhores maneiras de evitar os casos mais complicados. Nas situações de emese persistente, o profissional de saúde deve prescrever drogas antieméticas, por via oral ou intravenosa, além de hidratação.

Referências:

  1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Hiper%C3%AAmese_grav%C3%ADdicahttp://www.gestantes.net/hiperemese-gravidica/http://brasil.babycenter.com/pregnancy/complicacoes/hiperemese/
  2. http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,EMI1891-10566,00.html
  3. http://www.consultormedico.com/consultar-doencas/outras/hiperemese-gravidica.html

Os “4 Eus” na administração de medicamentos

A administração de medicamentos é uma das maiores responsabilidades do profissional de enfermagem.

Isso porque o erro na dosagem, a leitura equivocada das prescrições médicas e a falta de atenção podem trazer sérias consequências para o paciente — desde efeitos colaterais agudos até o óbito por falha profissional.

Diante da importância desse tema, muitos profissionais da enfermagem recém-formados ficam com dúvidas sobre como realizar a administração correta de fármacos.

Essa regrinha de ouro dos “4 eus”, pode fortalecer a sua segurança no momento do preparo e administração de um medicamento, lembrando que o conhecimento sobre os medicamentos que você administra, tanto como os seus efeitos adversos é além dos 9 certos na administração segura dos medicamentos fazem parte da etapa do processo da administração.

Referências:

  1. COFEN
  2. COREN-SP

Quanto tempo a insulina pode ficar fora da geladeira?

As insulinas são medicamentos que devem ser armazenados em condições adequadas para garantir sua eficácia e segurança.

Temperatura Ideal

A temperatura ideal para conservar as insulinas é entre 2°C e 8°C, ou seja, dentro da geladeira. No entanto, existem situações em que as insulinas podem ficar fora da geladeira por um período limitado, sem comprometer sua qualidade. Por exemplo, quando se viaja ou se leva a insulina para o trabalho ou para a escola.

Recomendações

Nesses casos, é importante seguir algumas recomendações para evitar que as insulinas se deteriorem ou percam sua potência. Em geral, as insulinas podem ficar fora da geladeira de 4 a 6 semanas, desde que sejam mantidas em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e longe da luz solar direta.

Além disso, é preciso evitar expor as insulinas a fontes de calor, como fogões, aquecedores, radiadores ou carros estacionados ao sol.

As insulinas que estão sendo usadas podem ficar fora da geladeira até o final do prazo de validade ou até 6 semanas após a abertura do frasco, o que ocorrer primeiro.

As insulinas que ainda não foram abertas devem ser guardadas na geladeira até o momento de usar. Se a insulina apresentar alterações na cor, na consistência ou na formação de grumos ou cristais, ela deve ser descartada e não utilizada.

É importante ressaltar que as insulinas nunca devem ser congeladas, pois isso pode danificar sua estrutura molecular e reduzir sua eficácia. Se a insulina for congelada acidentalmente, ela deve ser descartada e substituída por uma nova.

As insulinas são essenciais para o controle da glicemia e da diabetes. Por isso, é fundamental seguir as orientações do médico e do farmacêutico sobre como armazenar, transportar e aplicar as insulinas de forma correta e segura.

Referências:

  1. https://jundiai.sp.gov.br/saude/wp-content/uploads/sites/17/2018/10/1-converted.pdf
  2. BD

Os tipos de limpeza do Centro Cirúrgico

A limpeza do centro cirúrgico é uma atividade fundamental para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde.

Os Tipos de limpeza

Existem quatro tipos de limpeza que devem ser realizados no centro cirúrgico, de acordo com as normas técnicas e sanitárias. São eles:

  • Limpeza preparatória: é a limpeza realizada antes do início das atividades cirúrgicas, com o objetivo de remover a sujidade acumulada durante o período noturno ou de inatividade do centro cirúrgico. Envolve a limpeza de todas as superfícies, equipamentos, mobiliários e materiais, utilizando produtos adequados e seguindo os protocolos de desinfecção.
  • Limpeza operatória: é a limpeza realizada durante as atividades cirúrgicas, com o objetivo de manter o ambiente limpo e organizado, evitando a contaminação cruzada e a proliferação de microrganismos. Envolve a limpeza dos instrumentais, das mesas cirúrgicas, dos campos operatórios, dos pisos e das paredes, utilizando produtos adequados e seguindo os protocolos de desinfecção.
  • Limpeza concorrente: é a limpeza realizada após cada procedimento cirúrgico, com o objetivo de preparar o ambiente para a próxima cirurgia, removendo os resíduos biológicos e os materiais descartáveis, e desinfetando as superfícies, equipamentos, mobiliários e materiais que serão reutilizados. Envolve a limpeza de todas as áreas do centro cirúrgico, utilizando produtos adequados e seguindo os protocolos de desinfecção.
  • Limpeza terminal: é a limpeza realizada ao final do expediente ou da jornada de trabalho, com o objetivo de eliminar a sujidade residual e reduzir a carga microbiana do ambiente. Envolve a limpeza de todas as áreas do centro cirúrgico, utilizando produtos adequados e seguindo os protocolos de desinfecção.

A limpeza do centro cirúrgico deve ser realizada por profissionais capacitados e treinados, que sigam as normas de biossegurança e utilizem os equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados.

A limpeza do centro cirúrgico é uma medida essencial para prevenir infecções hospitalares e garantir a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

Referências:

  1. EBSERH
  2. EPS
  3. Portal Educação