Time de Resposta Rápida (TRR)

Um Time de Resposta Rápida é constituído por um grupo interdisciplinar especializado em lidar com casos clínicos urgentes. Geralmente formada por médicos e enfermeiros, essa equipe é responsável por avaliar, tratar e agir em casos de parada cardíaca ou deterioração clínica aguda dos pacientes, que podem ser:

  • Mudanças nos sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura;
  • Níveis de oxigênio insuficientes no sangue;
  • Alterações nos níveis de consciência, como sonolência, confusão ou agitação;
  • Dificuldade respiratória, como respiração rápida, superficial ou ofegante;
  • Dor aguda e intensa;
  • Sangramento ou hemorragia;
  • Hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) ou hiperglicemia (alto nível de açúcar no sangue);
  • Qualquer outra mudança súbita ou significativa no estado do paciente.

O Time de Resposta Rápida é treinado para reconhecer sinais precoces de deterioração, como mudanças nos sinais vitais, níveis de consciência ou sintomas respiratórios, e tomar medidas imediatas para estabilizar o paciente.

Entre as atitudes imediatas tomadas pelo time, encontram-se a administração de medicamentos, intervenções respiratórias ou a transferência do paciente para a UTI, caso necessário.

Objetivos

Os objetivos de um Time de Resposta Rápida incluem o aprimoramento da qualidade no atendimento médico, a promoção da redução de custos e um atendimento mais ágil para os pacientes que precisam de cuidados emergenciais:

  • Identificar precocemente pacientes em risco de deterioração clínica e intervir antes que a situação se agrave;
  • Reduzir a taxa de parada cardíaca em pacientes hospitalizados;
  • Reduzir a taxa de mortalidade hospitalar;
  • Melhorar a comunicação entre as equipes de saúde de distintos setores hospitalares.

Além disso, podemos incluir, entre os objetivos, o diagnóstico preciso em um menor espaço de tempo e a preservação da segurança física e bem-estar dos pacientes. São inúmeros os benefícios em contar com um TRR em seu hospital: além de melhorar os níveis da qualidade no atendimento em um hospital, o trabalho desse time aumenta a segurança dos pacientes, reduz os custos hospitalares e melhora a satisfação do paciente e dos profissionais de saúde.

A equipe

  1. Definir uma equipe, composta por profissionais de saúde treinados e experientes em cuidados críticos, como médicos e enfermeiros. Na equipe também pode-se incluir fisioterapeutas, farmacêuticos e outros profissionais de saúde, dependendo das necessidades do hospital;
  2. Estabelecer um protocolo com critérios de acionamento, papéis e responsabilidades da equipe, equipamentos e medicamentos necessários, entre outros aspectos;
  3. Treinamento de todos os membros da equipe de acordo com o protocolo estabelecido;
  4. Uma vez implementado é necessário monitorar e avaliar o desempenho regularmente.

A Tecnologia no TRR

A tecnologia está cada vez mais presente no dia a dia dos hospitais e instituições de saúde. Quando falamos de Times de Resposta Rápida, a tecnologia pode ser uma ferramenta essencial para ajudar as equipes a agir com rapidez e eficácia durante uma crise ou emergência:

  • Monitoramento remoto: a tecnologia pode ser usada para monitorar pacientes remotamente, permitindo que a equipe do TRR possa identificar rapidamente sinais de deterioração clínica aguda e agir antes que a situação se torne crítica. Por exemplo, sensores vestíveis podem ser usados para monitorar a frequência cardíaca, respiratória e outras funções vitais em tempo real;
  • Alertas automáticos: podem ser gerados em caso de deterioração clínica aguda;
  • Comunicação integrada: a comunicação entre a equipe do TRR e outros profissionais de saúde do hospital permite uma resposta mais rápida e eficaz em casos de emergência. Por exemplo, sistemas de mensagens instantâneas podem ser usados para enviar alertas e comunicações em tempo real;
  • Prontuários eletrônicos (PEPs): podem ser usados para acessar rapidamente informações sobre o histórico médico do paciente, incluindo alergias a medicamentos, histórico de doenças e medicamentos em uso. Isso pode ajudar a equipe do TRR a tomar decisões mais informadas e seguras em casos de emergência;
  • Telemedicina: pode ser usada para permitir que a equipe do TRR avalie rapidamente pacientes em diferentes partes do hospital ou até mesmo de outros locais remotamente, permitindo uma resposta ainda mais rápida em casos de emergência.

Como acionar o TRR?

O Time de Resposta Rápida pode ser acionado pelo Ramal padronizado por cada instituição que possui o TRR em qualquer caso de parada cardíaca, mesmo que suspeito. Após a ligação do profissional de saúde, o TRR chegará  rapidamente  ao local da ocorrência. Esse atendimento é chamado de Código Vermelho.

O TRR pode ser acionado também pelo Código Amarelo, que visa prevenir Códigos Vermelhos, via critérios disponibilizados pela equipe médica. O time oferece suporte à equipe responsável pelo paciente.

Referência:

  1. Ministério da Saúde e Educação

Como abrir pacote de gaze estéril?

A técnica asséptica é um conjunto de medidas que visa prevenir a contaminação de materiais e superfícies por microrganismos patogênicos. Uma das medidas mais importantes é a abertura correta de pacotes estéreis, que contêm instrumentos como gaze, algodão, luvas e outros itens necessários para procedimentos médicos ou cirúrgicos.

Alguns pontos importantes

A abertura de pacotes estéreis deve seguir alguns princípios básicos, como:

  • Verificar a data de validade e a integridade do pacote antes de abrir;
  • Escolher uma superfície limpa e seca para colocar o pacote;
  • Abrir o pacote com cuidado, sem tocar na parte interna ou nos itens estéreis;
  • Manter o pacote aberto o mínimo possível, evitando exposição ao ar ou a fontes de contaminação;
  • Usar pinças ou luvas estéreis para manipular os itens, sem ultrapassar a borda do pacote;
  • Descartar o pacote vazio em um recipiente adequado.

A abertura de pacotes estéreis é essencial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, evitando infecções e complicações. Por isso, é importante seguir as normas e os protocolos estabelecidos pelas instituições de saúde e pelos órgãos reguladores.

Como abrir um pacote de gaze estéril?

Para abrir um pacote de gaze estéril na técnica asséptica, é preciso seguir alguns passos:

  1. Lavar as mãos com água e sabão, secando-as bem com uma toalha limpa ou papel toalha.
  2. Colocar o pacote de gaze sobre uma superfície limpa e seca, sem tocar na parte interna do envelope.
  3. Abrir o envelope com cuidado, puxando as abas (pétala) externas para os lados, sem rasgar ou contaminar a parte interna.
  4. Retirar a gaze estéril com uma pinça estéril ou com as mãos enluvadas, segurando-a pelas pontas, sem tocar na parte central.
  5. Colocar a gaze sobre o local desejado, cobrindo a ferida ou o curativo, sem friccionar ou arrastar a gaze sobre a pele.
  6. Descartar o envelope vazio em um recipiente adequado para lixo hospitalar ou infectante.

Referência:

  1. Royal Tech Hospitalar

As diferenças entre Trendelenburg e Trendenlenburg Reverso

A posição de Trendelenburg é algo que surge regularmente quando se trata de leitos hospitalares. Com base no princípio de ter o corpo do paciente deitado de costas num ângulo de 15 a 30 com os pés mais altos do que a cabeça, foi originalmente pensado como uma solução para facilitar o acesso durante a cirurgia.

As diferenças

A posição de Trendelemburg é uma posição aplicada na área da saúde, que consiste em colocar o paciente em decúbito dorsal (deitado de costas), com o corpo inclinado para trás, pernas e pés acima do nível da cabeça. Essa posição é usada em casos de hemorragia, choque, edema, entre outros.

Já a posição de Trendelemburg reversa, também chamada de anti-Trendelemburg ou proclive, é o oposto da posição de Trendelemburg.

Nessa posição, o paciente é colocado em decúbito dorsal, com a cabeça e o tórax em um plano mais alto que os pés, inclinando o leito em 25-30°.

Essa posição é usada para cirurgias da cavidade abdominal superior e da cabeça e pescoço, pois permite uma melhor exposição operatória e uma menor pressão intracraniana, no crânio para a contra-extensão de lesões espinhais, auxilia na drenagem cirúrgica de coleções pleurais e fístulas.

Referências:

  1. https://bjan-sba.org/article/10.1016/j.bjane.2021.04.028/pdf/rba-72-1-88-trans1.pdf
  2. https://www.scielo.br/j/reeusp/a/S6DCBKmDvHWZt3fbqkhwyxj/?format=pdf
  3. https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-07052009-105426/publico/Cleidileno_Teixeira.pdf

Os Tipos de Oclusores de Acessos Venosos

A troca de oclusores de acessos venosos é uma medida importante para prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde e garantir a segurança do paciente.

O que são oclusores?

Os oclusores, também chamados de “tampas, conectores” são dispositivos que permitem a interrupção e a retomada da infusão de soluções e medicamentos por meio de cateteres periféricos ou centrais.

Eles devem ser trocados de acordo com as recomendações da ANVISA e do fabricante, ou antes em caso de sujidade, má aderência, sangramento ou umidade.

Tempo de uso/troca

Em geral, recomenda-se o uso único em oclusores simples, macho-fêmea e auto-selante, troca em até 96 horas para conectores valvulados ou sempre que houver suspeita de contaminação.

Outros cuidados

Além disso, é necessário realizar a higiene das mãos antes e após a manipulação dos oclusores, bem como a limpeza do sítio de inserção do cateter com antisséptico adequado.

A escolha do tipo de oclusor deve levar em conta o objetivo da terapia intravenosa, a duração, a viscosidade e os componentes do fluido, as condições de acesso venoso e o risco de complicações, como flebite, trombose e extravasamento.

Os oclusores devem ser estabilizados e cobertos com curativos adequados para evitar o deslocamento ou a contaminação do cateter.

Em caso de dificuldade ou falha na infusão, deve-se verificar a integridade e a permeabilidade do oclusor e do cateter, e realizar o flushing com solução salina ou heparina conforme indicado.

A troca de oclusores de acessos venosos é um cuidado essencial para a qualidade da assistência e o bem-estar dos pacientes que necessitam de terapia intravenosa.

Referências:

  1. B.Braun
  2. EBSERH

Dignidade Menstrual: Tenha acesso a absorventes gratuitos pelo SUS

Dignidade Menstrual é um programa do governo federal que visa garantir o acesso a absorventes higiênicos para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

O programa foi criado em 2023, após a aprovação da Lei nº 14.189, que instituiu a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher.

O objetivo é promover a saúde, a educação e a cidadania das mulheres, além de combater a pobreza menstrual, que afeta milhões de brasileiras.

Como ter acesso aos absorventes gratuitos?

Quem tem direito

Pessoas com idade entre 10 e 49 anos de idade (considerada como idade fértil) e que estão inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.

Além disso, é necessário estar em uma das seguintes situações:

– Estar em situação de vulnerabilidade social extrema (renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa);
– Ser estudante da rede pública de ensino e de baixa renda (meio salário mínimo);
– Estar em situação de rua.

Como retirar o absorvente gratuito

– Apresentar a autorização emitida no aplicativo Meu SUS digital; <https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/meu-sus-digital> ;
– Levar documento de identidade com foto e CPF.

Onde retirar o absorvente?

      – Acesse a lista de farmácias onde pode ser retirado o item de higiene

O programa Dignidade Menstrual beneficia cerca de 20 milhões de mulheres em todo o país, especialmente aquelas que vivem em situação de extrema pobreza, que são beneficiárias do Bolsa Família, que estão em situação de rua ou que são privadas de liberdade.

A iniciativa também contempla meninas em idade escolar, que podem receber os absorventes nas escolas públicas onde estudam.

O acesso aos absorventes gratuitos pelo SUS é um direito das mulheres e uma forma de garantir sua dignidade, sua saúde e seu bem-estar.

Se você se enquadra nos critérios do programa, procure uma unidade de saúde, Centros de Referência em Assistência Social (Cras), Centros Pop ou equipes do Consultório na Rua  para orientações e faça seu cadastro. Se você conhece alguém que precisa desse benefício, compartilhe essa informação e ajude a divulgar essa importante política pública.

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2024/01/23/distribuicao-de-absorventes-via-farmacia-popular-reforca-programa-aprovado-pelo-congresso

Capacidade do Selo d´água do dreno de tórax

A capacidade do selo d’água de um dreno torácico depende do tipo de sistema de drenagem utilizado e da quantidade de líquido ou ar que é removido do espaço pleural.

O que é um selo d´água?

O selo d’água fica dentro de uma frasco que contém água estéril ou soro fisiológico, e que impede a entrada de ar no tórax, mantendo a pressão negativa intrapleural e a expansão pulmonar.

O selo d’água deve estar submerso em 2,5 cm de altura em relação ao fundo do frasco.

O que corresponde a cerca de 300 ml para frasco de drenagem com capacidade de 1000 ml e 500 ml para de frasco de drenagem com capacidade de 2000 ml.

O selo d’água deve ser trocado a cada 12 ou 24 horas, ou sempre que estiver sujo ou contaminado.

A troca do selo d’água requer cuidados de higiene, assepsia e proteção individual, além de monitorização do volume e aspecto do conteúdo drenado.

A oscilação do nível de água no selo indica que o sistema está funcionando adequadamente e que há sincronia entre a respiração do paciente e o fluxo do dreno.

Referência:

  1. https://periodicos.furg.br/vittalle/article/download/11619/8861/42399

Opistótono Vs Emprostótono

Emprostótono e opistótono são dois tipos de espasmos musculares que podem ocorrer em algumas condições clínicas graves.

Características e diferenças

Emprostótono é a contração tetânica dos músculos flexores do tronco que faz curvar o corpo para diante. Opistótono é o espasmo da coluna vertebral e as extremidades que se curvam para frente, resultando em posição de arco, apoiado pela parte de trás da cabeça e calcanhares .

Geralmente, o opistótono e o emprostóstomo são sintomas de tétano, mas também pode ser causado por meningite, lesão do sistema nervoso, deficiência do hormônio do crescimento, doenças metabólicas, convulsões, lesões graves na cabeça, hemorragia subaracnóidea, intoxicação pela estricnina, entre outras . Ambos os espasmos são emergências médicas que requerem tratamento imediato.

Referências:

  1. Tapajós, R.. (2011). Trismo, opistótono e riso sardônico: quem se lembra dessa doença?. Revista Brasileira De Terapia Intensiva, 23(4), 383–387. https://doi.org/10.1590/S0103-507X2011000400001

Hipervolemia Vs Hipovolemia: As diferenças

Hipervolemia e hipovolemia são condições médicas que se referem ao volume de sangue no corpo.

Entenda as diferenças

A hipervolemia, também chamada de sobrecarga de fluidos, ocorre quando há um acúmulo excessivo de plasma sanguíneo, que é a parte líquida do sangue.

Isso leva a um aumento do volume de sangue, que pode causar inchaço, aumento de peso, pressão alta e problemas cardíacos.

Pode ser causada por problemas renais, cardíacos ou hepáticos, uso excessivo de sal ou medicamentos que retêm líquidos.

A hipovolemia, por outro lado, é a diminuição do volume de sangue devido à perda de plasma sanguíneo.

Isso pode acontecer por hemorragias, vômitos, diarreias, queimaduras ou desidratação.

A hipovolemia pode levar a uma redução da oferta de oxigênio para os tecidos, causando choque hipovolêmico, que é uma emergência médica.

Os sintomas da hipovolemia incluem dor de cabeça, tontura, pele pálida e fria, confusão mental e desmaio.

As principais diferenças entre hipervolemia e hipovolemia são o volume de sangue no corpo, as causas e as consequências para a saúde.

Como é tratado?

O tratamento depende da causa e da gravidade da condição.

A hipervolemia pode ser tratada com diuréticos, restrição de sal e fluidos e tratamento da doença subjacente. A hipovolemia pode ser tratada com reposição de fluidos, transfusão de sangue e tratamento da causa da perda de sangue.

Referências:

  1. https://www.scielo.br/j/jbn/a/RFPchJJGFghT4BBQvhm4GqD/?format=pdf&lang=pt
  2. https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/15745/mod_resource/content/5/un03/top04p03.html
  3. https://pt.wikipedia.org/wiki/Volemia

Soro Basal

O soro basal é uma solução que pode ser usada para hidratar pacientes que não podem ingerir líquidos via oral ou que têm uma ingestão insuficiente.

Composição

O soro basal pode ser composto por solução glicosada a 5% ou Ringer Lactato, com um volume de 20 a 30 mL por kg de peso do paciente.

Além disso, o soro basal pode conter eletrólitos, como sódio, potássio, cálcio e magnésio, dependendo da necessidade e da deficiência sérica de cada paciente.

É administrado por via intravenosa, geralmente em um acesso periférico, e deve ser monitorado quanto ao débito urinário, à pressão arterial e aos sinais de sobrecarga ou desidratação.

O soro basal é diferente do soro sanguíneo, que é um componente do sangue que não contém células vermelhas, brancas ou coagulantes .

Referências:

  1. https://aplicacoes.einstein.br/manualfarmaceutico/Paginas/RelacaoMedicamentos.aspx?tipo=&filtro=R&busca=%22%22&classeID=117&titleItem=SOLU%C3%87%C3%95ES+COM+ELETR%C3%93LITOS
  2. https://medblues.org/2021/07/30/soro-de-manutencao-em-pediatria/
  3. https://www.distribuidoravetshop.com.br/smartblog/30_tipos-soro-hospitalar-para-que-serve.html
  4. https://consultaremedios.com.br/cloreto-de-potassio-glicose-cloreto-de-sodio/bula
  5. https://pebmed.com.br/voce-sabe-como-hidratar-seu-paciente/

Posição das Mãos em uma RCP

A Reanimação cardiopulmonar (RCP) é um conjunto de medidas que visam restaurar a circulação e a respiração de uma pessoa que sofreu uma parada cardiorrespiratória (PCR).

Identificando rapidamente

A RCP envolve quatro etapas principais: reconhecimento da PCR, suporte vital básico, suporte vital cardíaco avançado e cuidados pós-reanimação.

A RCP deve ser iniciada o mais rápido possível após a PCR, pois as chances de sobrevivência diminuem a cada minuto sem tratamento.

A RCP segue as diretrizes da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que são atualizadas periodicamente com base nas evidências científicas mais recentes.

A RCP pode ser realizada por profissionais de saúde ou por leigos treinados, com ou sem o uso de equipamentos como desfibriladores e dispositivos de via aérea.

RCP pode salvar vidas e reduzir as sequelas neurológicas causadas pela PCR.

Como identificar a necessidade de RCP em RN?

A hipóxia, ou seja, privação de oxigênio, é a causa mais comum de paradas cardiorrespiratórias em recém-nascidos. Mas a PCR pode também acontecer devido a quadros prolongados de infecção, dificuldade respiratória ou de outro tipo.

Além disso a bradicardia, ou seja, a diminuição de frequência cardíaca (menos de 60 vezes por minuto) é um sinal iminente de PCR. E dessa forma a reanimação neonatal é indicada e necessária.

Nesses casos o monitoramento dos sinais vitais é a prioridade. Sendo possível evitar a PCR ao observar com atenção seus sinais e gatilhos.

Assim sendo, qualquer comportamento atípico em crianças recém-nascidas pode ser um sinal e deve ser levado em consideração. A observação é ainda mais crucial em bebês já doentes.

Como identificar a necessidade de RCP em crianças?

RCP pediátrica é utilizada para reverter a parada cardiorrespiratória (PCR), situação muitas vezes multifatorial.

Conforme citado acima, ela pode ser ocasionada principalmente por:

  • Asfixia;
  • Obstrução das vias aéreas altas ou baixas;
  • Intoxicações;
  • Quadros infecciosos;
  • Febre;
  • Distúrbios hidroeletrolíticos;
  • Sufocamento;
  • Entre outros.

A febre alta ou o agravamento de algum quadro infeccioso, como por exemplo a infecção do trato urinário, pode resultar numa PCR.

Por consequência, a RCP pediátrica deve ser realizada. Nesses casos, é necessário fazer a monitorização dessas crianças.

RCP também deve ser iniciada se a criança estiver sem pulso detectável ou em bradicardia com hipoperfusão tecidual.

Quando a frequência cardíaca é menor que 60 bpm, a criança começa a apresentar sinais de choque, sem melhora mesmo com oxigenação adequada.

Como identificar a necessidade de RCP em adultos?

  • Ausência de pulso;
  • Ausência de movimentos respiratórios;
  • Inconsciência do paciente;
  • Cianose, que é a coloração azul-arroxeada de pele e mucosas.

Assim que uma pessoa for constatada com parada cardiorrespiratória, é preciso chamar urgentemente uma assistência médica para que sejam iniciadas as manobras de reanimação ou ressuscitação cardiovascular (RCP), o mais rápido possível.

Realizando a Manobra de Ressuscitação

Em Neonatos

Primeiramente, é preciso posicionar as mãos sobre a barriga do recém-nascido para verificar a frequência da sua respiração e se ele está respirando ou não. Não havendo movimento abdominal e torácico é porque ele está em parada cardiorrespiratória.

Contudo, no caso de bebês, primeiro é preciso verificar se não há sangramentos antes de começar as manobras de reanimação.

Se algum sangramento for percebido é preciso estancá-lo imediatamente. Uma vez que o corpo de um bebê recém-nascido tem uma quantidade muito pequena de sangue. Dessa forma, antes de começar os procedimentos de RCP é preciso estancar a fonte de sangramento.

Posição das Mãos durante o procedimento

Partindo para o RCP, é importante saber que no procedimento em recém-nascidos é indicado o uso de polegares lado a lado para a compressão torácica. Em caso de neonatos muito pequenos, os polegares devem ser sobrepostos, ou seja, deve-se colocar um polegar sobre o outro para realizar as compressões necessárias.

Já em caso de recém-nascidos com mais peso, a utilização de dois ou três dedos pode ser recomendada. Durante a compressão os dedos devem ser mantidos em um ângulo de 90º graus em direção ao tórax da criança.

Para a compressão, os dedos devem ser posicionados logo abaixo da linha dos mamilos do bebê.

Pressione o pequeno tórax da criança com os dedos em uma profundidade de 4 cm em um ritmo de 100 a 120 compressões por minuto.

Havendo um socorrista é importante que ele intercale as compressões com ventilações. Ou seja, que ele realize sopros para incentivar a respiração do recém-nascido. Sendo 30 compressões de alta pressão para duas ventilações (30:2).

Mesmo depois do bebê recém-nascido voltar a respirar, é importante que a pessoa a socorrê-lo continue com os movimentos e manobras pelo menos até que o socorro médico chegue. Isso porque o corpo do bebê neonato é frágil e ainda não tem capacidade para reagir com vigor.

O estímulo precisa continuar para garantir que o bebê se mantenha respirando e oxigenando o cérebro até que o atendimento especializado chegue.

Durante todo o procedimento é recomendado que a pessoa pare mais vezes para avaliar se o bebê voltou a respirar, pois as reações do recém-nascido podem ser muito sutis.

Em crianças

  1. Apoie a criança sobre superfície rígida para que as compressões sejam eficazes.

Posição das Mãos durante o procedimento

  1. Caso não haja superfície rígida, envolva o tórax da criança com as mãos e aplique as contrações com a popa das digitais dos dois dedos polegares.
  2. Em bebês mais frágeis, como os prematuros, recomenda-se o uso dos dedos anelar e médio, que têm menos força que o indicador, de modo a evitar fraturas nos ossos (costelas).
  3. Apoie totalmente o dedo ou região hipotenar da mão sobre o osso esterno. Nunca espalme a mão sobre o peito da criança.
  4. Pode-se usar uma ou duas mãos entrelaçadas (apoiando apenas a região hipotênar).
  5. Durante as compressões mantenha o braço completamente estendido.
  6. Permita o retorno (reexpansão) do tórax à posição inicial antes de proceder à próxima compressão.
  7. Minimize as interrupções das compressões.

Profundidade de contrações:
No bebê afunda-se o peito no máximo 4 centímetros. Em crianças maiores de 1 ano, em torno de 5 centímetros.

Coloca-se uma mão na região frontal (testa) e a outra na região mentoniana (queixo) e eleva-se o pescoço da criança. Isto libera a via aérea e facilita a respiração.

Em adultos

  • Verifique os sinais de respiração por meio de sons ou movimentos do tórax. Se a pessoa não respira ou sofre para respirar, deite-a de barriga para cima em uma superfície rígida;
  • Ajoelhe-se ao lado da vítima, na altura dos ombros dela, e localize o centro do tórax, entre os mamilos;

Posição das Mãos durante o procedimento

  • Posicione os braços estendidos com os dedos entrelaçados, colocando uma mão sobre a outra, apoiando-se no centro do peito;
  • Mantenha os braços esticados e use o peso do corpo para fazer compressões rápidas e fortes;
  • Inicie compressões com a frequência de 100 por minuto (ou seja, 5 compressões a cada 3 segundos), comprimindo o tórax na profundidade de, no mínimo, 5 cm para adultos e crianças e 4 cm para bebês.

Referências:

  1. https://portal.coren-sp.gov.br/noticias/novas-diretrizes-de-ressuscitacao-cardiopulmonar-em-criancas-priorizam-circulacao/
  2. https://wp.inspirali.com/rcp-em-criancas/
  3. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/medicina-de-cuidados-cr%C3%ADticos/parada-card%C3%ADaca-e-rcp/reanima%C3%A7%C3%A3o-cardiopulmonar-rcp-em-beb%C3%AAs-e-crian%C3%A7as
  4. https://cmosdrake.com.br/blog/rcp-em-recem-nascidos/