Equipo de Medicamentos: A Finalidade

Um equipo de medicamentos é um dispositivo utilizado para administrar medicamentos ou fluidos diretamente na corrente sanguínea de um paciente.

Ele é frequentemente usado em ambientes clínicos, como hospitais, casas de repouso e veículos de serviços médicos de emergência.

Finalidades do Equipo

Os equipos podem ser usados para várias finalidades, incluindo:

  • Administração de medicamentos: O equipo permite que os profissionais de saúde administrem medicamentos diretamente na corrente sanguínea do paciente. Isso é especialmente útil quando a administração oral não é possível ou quando a ação rápida do medicamento é necessária.
  • Hidratação: Os equipos também são usados para administrar fluidos intravenosos, como soluções salinas, para manter o paciente hidratado.
  • Nutrição parenteral: Em casos em que o paciente não pode receber nutrição oral, os equipos podem ser usados para administrar nutrientes diretamente na corrente sanguínea.
  • Transfusões de sangue: Os equipos são frequentemente usados para transfundir sangue ou componentes sanguíneos, como hemácias ou plaquetas.
  • Administração de quimioterapia: Pacientes com câncer frequentemente recebem quimioterapia por meio de equipos intravenosos.

As Partes do Equipo

O equipo consiste em um tubo flexível com uma ponta que se conecta ao recipiente da solução e outra ponta que se conecta a uma agulha ou cateter inserido na veia do paciente.

O fluxo da solução é controlado por uma pinça que regula o número de gotas por minuto. Na câmara de gotejamento, é possível controlar o número de gotas por minuto desejado.

O respiro de ar do equipo de medicamentos é um componente importante nos sistemas de infusão utilizados em hospitais e clínicas. Tendo como características o filtro bacteriológico, assegura que todo o ar admitido no interior do sistema seja filtrado.

O filtro de partículas do equipo de medicamentos serve para reter e eliminar as partículas sólidas que podem estar presentes na solução parenteral, evitando que elas entrem na corrente sanguínea do paciente e causem complicações.

O filtro pode ser de diferentes tamanhos e materiais, dependendo do tipo de solução e da via de administração.

O Conector Luer Slip/Lock permite que conecte a solução do medicamento no acesso venoso do paciente.

O equipo permite uma infusão precisa e rápida dos líquidos, evitando complicações e efeitos colaterais. Existem diferentes tipos de equipos, dependendo do tipo de solução, da via de administração e da necessidade do paciente.

Alguns exemplos são: equipo de macrogotas, equipo de microgotas, equipo bureta, equipo para nutrição enteral, equipo para bomba de infusão, equipo fotossensível e equipo para hemocomponentes.

Cuidados de Enfermagem (Como utilizar?)

  1. Avaliar as condições da embalagem e prazo de validade;
  2. Abrir a embalagem conforme técnica asséptica;
  3. Retirar a tampa protetora da ponta perfurocortante e conectar ao soro;
  4. Retirar a tampa protetora do conector macho e conectar ao escalpe ou coletor (previamente introduzido no paciente de forma asséptica);
  5. Caso seja necessário introduza medicação pelo injetor lateral.

OBS: NÃO UTILIZAR O EQUIPO CASO OS PROTETORES DA PONTA PERFURANTE E DO CONECTOR MACHO ESTEJAM DESCONECTADOS.

Referências:

  1. Hospitalar Distribuidora

Prolapso da válvula mitral

Também conhecido como sopro no coração e síndrome de Barlow, o prolapso da válvula mitral é um problema cardíaco no qual a válvula que separa as câmaras superior e inferior do lado esquerdo do coração não fecha corretamente, podendo pequena quantidade de sangue retornar para a cavidade esquerda, dificultando a capacidade do coração para bombear o sangue, isso é chamado de regurgitação (insuficiência) mitral.

Causas

Na maioria dos casos, a causa é o crescimento anormal de uma das cúspides. Em outros casos, essa alteração é secundária a outras doenças cardíacas (como febre reumática e infarto) podendo ocorrer também após cirurgia valvular. Na maioria dos casos é inofensivo, e os pacientes geralmente não sabem que têm o problema.

Sintomas

A maior parte das pessoas que possuem o prolapso da válvula mitral não apresentam sintomas, porém quando ocorrem pode ser devido a um vazamento de grande quantidade sangue para a parte superior do coração por meio da válvula.

Os sinais e sintomas do prolapso da válvula mitral podem variar muito de uma pessoa para outra, mas é possível notar arritmia, tonturas ou vertigens, dificuldade na respiração, falta de ar e fadiga, normalmente só aparecem em grandes prolapsos da válvula mitral.

A situação pode ser descoberta somente quando um médico através do uso de um estetoscópio ausculta através de um clique, após o som deste clique, existe uma associação entre o escape ou regurgitação de sangue através da válvula mitral e um ruído ou sopro.

Exames como ecocardiograma com Doppler colorido, cateterismo cardíaco, radiografia torácica, eletrocardiograma e ressonância magnética do coração ajudam a fechar o diagnóstico.

Tratamento

É necessário acompanhamento médico frequente quando o prolapso é moderado ou importante. Em alguns casos poderá ser necessária uma cirurgia para reparar ou substituir a válvula se o paciente apresentar regurgitação mitral grave ou se os sintomas piorarem.

A substituição da válvula mitral pode ser essencial se o ventrículo esquerdo estiver aumentando e o funcionamento do coração piorar. Alguns medicamentos poderão ser prescritos de forma paliativa quando a regurgitação mitral ou outros problemas cardíacos também estiverem presentes.

Alguns medicamentos ajudam no controle das arritmias e na remoção do excesso de líquidos nos pulmões. Outros medicamentos podem ser indicados para evitar coágulos de sangue em casos de fibrilação atrial.

Não há nenhuma recomendação de restrições ao estilo de vida ou quaisquer limitações no que diz respeito à prática de exercícios físicos, porém se o paciente possuir a regurgitação mitral grave, o médico poderá recomendar-lhe evitar exercícios que possam piorar a sua condição.

Referência:

  1. https://www.coracao.org.br/prolapso-da-valvula-mitral

Que Medicamento é Esse?: Voluven

O Voluven® é indicado para o tratamento e a prevenção de hipovolemia (diminuição do volume do plasma sanguíneo) e choque, pois apresenta reposição de volume efetiva de 100% e meia-vida plasmática (tempo necessário para a eliminação de metade da quantidade original da substância) de aproximadamente 6 horas.

As situações em que há necessidade de terapia e prevenção de hipovolemia e choque são:

  • Primeiros socorros em acidentes;
  • Intervenções cirúrgicas ou traumatológicas;
  • Tratamento clínico generalizado;
  • Terapia intensiva;
  • Hemodiluição normovolêmica aguda (auto-transfusão) em intervenções cirúrgicas.

Além disso, o Voluven® também é indicado para hemodiluição utilizada em distúrbios circulatórios ontogênicos (proveniente de transformação biológica sofrida pelo indivíduo) e plaquetários.

Como Funciona?

Voluven® age como expansor e/ou repositor do volume plasmático, restabelecendo a pressão oncótica sanguínea (pressão osmótica gerada pelas proteínas presentes no sangue), a qual é primordialmente estabelecida pela albumina.

Os Efeitos Colaterais

O hidroxietilamido pode raramente levar a reações anafiláticas / anafilactoides (hipersensibilidade, sintomas moderados similares a gripe, bradicardia, taquicardia, broncoespamos, edema pulmonar nãocardíaco). Caso ocorra uma reação de hipersensibilidade, a infusão deve ser descontinuada imediatamente e tratamento médico adequado de emergência deve ser iniciado. Quando usado em altas doses, o hidroxietilamido pode causar distúrbios de coagulação sem causar hemorragia clínica. Contudo, o médico deve estar atento à possibilidade de se prolongar o tempo de sangramento nestes casos.

A administração prolongada de altas doses de hidroxietilamido pode causar prurido (coceira), que é um efeito indesejável conhecido dos hidroxietilamidos. A coceira pode não aparecer até semanas após a última infusão e pode persistir por meses.

A concentração dos níveis séricos de amilase pode aumentar durante a administração de hidroxietilamido e pode interferir no diagnóstico de pancreatite. A amilase elevada se deve à formação de um complexo enzima-substrato de amilase e hidroxietilamido que retarda a eliminação e não deve ser considerado diagnóstico de pancreatite.

Em altas doses, os efeitos de diluição podem resultar em uma diluição dos componentes sanguíneos, tais como fatores de coagulação e outras proteínas plasmáticas e em diminuição do hematócrito.

As reações podem ser classificadas em:

Categoria Frequência
Muito comum ≥ 10%
Comum ≥ 1% e < 10%
Incomum ≥ 0,1% e < 1%
Raro ≥ 0,01% e < 0,1%
Muito raro < 0,01%
Desconhecida Não pode ser estimada pelos dados disponíveis
Evento Adverso Frequência
Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático Distúrbios de coagulação além dos efeitos de diluição Rara (em altas doses)
Distúrbios do sistema imune Reações anafiláticas / anafilactoides Rara
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Prurido Comum (dose dependente)
Investigações Aumento da amilase sérica Comum (dose dependente)
Diminuição do hematócrito Comum (dose dependente)
Diminuição das proteínas plasmáticas Comum (dose dependente)

Quando é Contraindicado?

Voluven® é contraindicado em casos de:

  • sepse;
  • doença hepática grave;
  • na necessidade de hiper-hidratação;
  • pacientes que não suportariam sobrecarga de volume ou em maior risco de retenção hídrica, dentre eles, pacientes com insuficiência renal com oligúria ou anúria não relacionadas à hipovolemia, cardiopatas e pneumopatas
  • pacientes em diálise;
  • pacientes com distúrbios hidro-eletrolíticos que favoreçam a retenção hídrica como hipernatremia grave ou hipercloremia grave;
  • pacientes em risco aumentado de apresentarem sangramento clinicamente importante, incluindo san-
  • gramento intracraniano;
  • pacientes com distúrbios de coagulação ou sangramento pré-existentes;
  • hipersensibilidade conhecida a amidos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Parâmetros de monitoramento: Hemoglobina, parâmetros de coagulação, função renal, função hepática, débito urinário e equilíbrio ácido-base.
  • A interrupção precoce do tratamento pode gerar instabilidade hemodinâmica no paciente.
  • Voluven® não deve ser utilizado como veículo de drogas.
  • A solução somente deve ter uso intravenoso e individualizado.
  • A dosagem deve ser determinada por um médico e é dependente da idade, do peso, das condições clínicas do paciente e das determinações em laboratório. A dosagem recomendada deve ser obedecida, pois a hemodiluição exagerada pode acarretar em reações indesejáveis.
  • Antes de serem administradas, as soluções parenterais devem ser inspecionadas visualmente para se observar a presença de partículas, turvação na solução, fissuras e quaisquer violações na embalagem primária.
  • A Solução é acondicionada em frascos em SISTEMA FECHADO para administração intravenosa usando equipo estéril.
  • Atenção: não usar embalagens primárias em conexões em série. Tal procedimento pode causar embolia gasosa devido ao ar residual aspirado da primeira embalagem antes que a administração de fluido da segunda embalagem seja completada.
  • Verificar se existem vazamentos mínimos comprimindo a embalagem primária com firmeza. Se for observado vazamento de solução descartar a embalagem, pois a sua esterilidade pode estar comprometida.
  • No preparo e administração das Soluções Parenterais (SP), devem ser seguidas as recomendações da Comissão de Controle de Infecção em Serviços de Saúde quanto a: desinfecção do ambiente e de superfícies, higienização das mãos, uso de EPIs e desinfecção de ampolas, frascos, pontos de adição dos medicamentos e conexões das linhas de infusão.
    • Fazer a assepsia da embalagem primária utilizando álcool a 70%;
    • Identificar e remover o lacre do sítio de conexão do equipo. No caso dos frascos, este sítio está protegido pelo lacre de maior diâmetro (figura 1);
    • Conectar o equipo de infusão da solução. Consultar as instruções de uso do equipo;
    • Suspender a embalagem pela alça de sustentação;
    • Administrar a solução, por gotejamento contínuo, conforme prescrição médica.

Doença Renal: Evite alimentos com alto teor de potássio!

Pessoas com doença renal crônica (DRC) devem prestar atenção à ingestão de potássio.

Por que devem evitar altos teores de potássio?

O potássio é um nutriente essencial para a função celular e a saúde geral, mas a DRC pode diminuir a capacidade dos rins de remover o excesso de potássio do corpo. Níveis elevados de potássio podem causar sintomas graves, como irregularidades no funcionamento do coração e cãibras musculares. Por outro lado, uma deficiência de potássio também pode levar a complicações significativas.

Alimentos que devem ser evitados

  • Nozes
  • Substitutos de sal contendo cloreto de potássio
  • Laranjas e suco de laranja
  • Ameixas secas
  • Uvas passas
  • Feijões e leguminosas
  • Batatas e batatas-doces
  • Bananas
  • Muitos produtos lácteos
  • Abacates
  • Espinafre
  • Tomates

Alimentos pobres em potássio

  1. Maçãs, suco de maçã e purê de maçã
  2. A maioria das frutas vermelhas, incluindo amoras, mirtilos, morangos e framboesas
  3. Uvas e suco de uva
  4. Abacaxi e suco de abacaxi
  5. Melancia
  6. Aspargos
  7. Brócolis
  8. Cenouras
  9. Couve
  10. Repolho
  11. Pepinos
  12. Abobrinha

Lembrando que é importante consultar um profissional de saúde ou um nutricionista para obter orientações específicas sobre a quantidade adequada de potássio para o seu caso individual.

Referências:

  1. Ministério da Saúde

O que faz um Enfermeiro Intensivista?

O enfermeiro intensivista tem um papel importantíssimo nas tarefas de alta complexidade, visto que trabalha constantemente na Terapia Intensiva.

É  um profissional responsável por lidar com pacientes críticos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), tanto em unidades adultas, pediátricas quanto neonatais. Sua atuação é de alta complexidade e requer responsabilidade, pois envolve cuidados intensivos e procedimentos essenciais para salvar vidas.

Pós Graduação

Para se tornar um enfermeiro intensivista, existem opções de pós-graduação que podem aprofundar seus conhecimentos e prepará-lo para atuar em unidades de terapia intensiva (UTIs) com foco em pacientes adultos.

Esses programas de pós-graduação oferecem uma especialização em Enfermagem em Terapia Intensiva e abordam vários aspectos importantes:

  • Assistência Humanizada: Você aprenderá a prestar assistência humanizada em situações de urgência e emergência, considerando as necessidades específicas dos pacientes críticos.
  • Gestão do Cuidado e dos Serviços de Saúde: A pós-graduação inclui conhecimentos sobre gestão, organização e administração das UTIs, garantindo que você esteja preparado para lidar com os desafios do ambiente hospitalar.
  • Tecnologia e Inovações Aplicadas à Saúde: Você explorará as últimas tecnologias e inovações no campo da terapia intensiva, permitindo que você utilize ferramentas avançadas para melhorar o cuidado ao paciente.

Além disso, há duas opções principais para se especializar como enfermeiro intensivista:

  1. Pós-graduação Lato Sensu: Essa é uma opção comum para enfermeiros que desejam se aprofundar na área. A conclusão bem-sucedida de um programa de pós-graduação lato sensu resulta no diploma de especialista em terapia intensiva.
  2. Residência em Terapia Intensiva: A residência é outra alternativa. Ela também concede o diploma de especialista em terapia intensiva após a conclusão bem-sucedida.

Independentemente da escolha, esses programas fornecem o conhecimento necessário para atuar com competência e segurança nas UTIs, onde o cuidado é crucial para pacientes em estado crítico .

Atividades do Enfermeiro Intensivista

Aqui estão algumas das principais atividades desempenhadas por um enfermeiro intensivista:

  • Administração de Cuidados: O enfermeiro intensivista é responsável por passagens de sondas vesicais, nasogástricas e enterais, cateter de PICC, medicações e curativos aos pacientes da UTI. Ele também monitora aparelhos, controla infecções hospitalares e analisa a hemodinâmica dos pacientes.
  • Comunicação com Famílias: Além de cuidar dos pacientes, o enfermeiro intensivista compartilha informações com as famílias, fornecendo atualizações sobre o estado de saúde do paciente e oferecendo apoio emocional.
  • Gestão e Liderança: O trabalho desse profissional não se limita à UTI. Ele frequentemente assume cargos de gestão, lidando com recursos humanos, materiais hospitalares e tecnologias avançadas. Também pode atuar em urgências e emergências hospitalares, unidades de pronto atendimento (UPAs), serviços pré-hospitalares e pesquisa científica.
  • Terminalidade e Casos Graves: O enfermeiro intensivista lida com situações críticas e avançadas. Por exemplo, quando a UTI recebe um paciente com parada cardíaca, sua atuação é fundamental para melhorar o quadro do paciente. Ele monitora sinais vitais como respiração, pulso, pressão arterial, dor e temperatura.
  • Promoção da Saúde: Além de tratar doenças graves, o enfermeiro intensivista também implementa ações para promover a saúde dos pacientes internados na UTI.

O enfermeiro intensivista desempenha um papel vital na equipe de cuidados intensivos, garantindo que os pacientes recebam tratamento de qualidade em situações críticas .

Referências:

  1. Ensino Einstein
  2. Anhanguera

Heparina: Cuidados na aplicação

A heparina é um anticoagulante que pode ser usado para prevenir ou tratar a formação de coágulos sanguíneos.

Recomendações de uso

A aplicação de heparina deve seguir algumas recomendações, para evitar danos no local da aplicação, tais como:

  • Caso a escolha é subcutânea, deve ser administrado na região anterolateral do abdômen, alternando a cada aplicação os lados direito e esquerdo.
  • Limpar a pele com clorexidina alcoólica, com movimentos de vai e vem e deixar secar antes de aplicar a injeção;
  • Segurar a seringa em um ângulo de 90 graus e introduzir a agulha rapidamente na pele;
  • Injetar o medicamento lentamente e retirar a agulha com cuidado, sem massagear o local;
  • Descartar a seringa em um recipiente adequado, sem reencapar a agulha.

Orientações

  • A heparina deve ser aplicada conforme a prescrição médica, respeitando os horários e as doses indicadas. Em caso de dúvidas ou efeitos colaterais, é importante consultar o médico ou o farmacêutico.
  • A heparina deve ser aplicada por via intravenosa ou subcutânea, nunca por via intramuscular, e a dose deve ser ajustada de acordo com o peso do paciente e o tipo de doença.
  • A heparina pode causar sangramentos em qualquer parte do corpo, por isso é importante monitorar a coagulação sanguínea e evitar o uso de outros medicamentos que possam interferir na sua ação.
  • A heparina deve ser administrada por um profissional de saúde ou pelo próprio paciente, após orientação médica.

Referências:

  1. Boletim ISMP Brasil
  2. Guia do Farmacêutico

Método ZIM e o PICC

O método ZIM é uma abordagem sistemática para determinar o local de inserção ideal para o cateter PICC no braço, baseado na mensuração do comprimento do braço e na divisão dessa área em três zonas, tendo como referência anatômica o início do epicôndilo medial do úmero e como final a linha axilar.

Por que utilizar este método?

O método ZIM visa reduzir as complicações relacionadas à inserção do PICC, como trombose venosa, infecção, extravasamento e migração do cateter.

Também facilita a escolha do tamanho adequado do cateter, evitando excesso ou falta de material. É indicado para pacientes adultos e pediátricos, mas requer treinamento e habilidade dos profissionais que realizam o procedimento.

Como é feito?

Para realizar a inserção do cateter PICC pelo método ZIM, é necessário seguir os seguintes passos:

  • Avaliar o paciente e verificar as indicações e contraindicações para o uso do PICC.
  • Escolher o braço para a inserção, preferencialmente o braço não dominante e sem lesões ou alterações vasculares.
  • Medir o comprimento do braço desde o início do epicôndilo medial do úmero até a linha axilar e dividir essa medida em três partes iguais, formando as zonas 1, 2 e 3.
  • Identificar a veia mais adequada para a punção, de acordo com o calibre, trajeto e profundidade. A veia basílica é a mais recomendada, seguida da veia cefálica e da veia braquial. A zona 1 é a preferida para a punção, pois permite uma maior estabilidade do cateter e menor risco de complicações. A zona 2 é a segunda opção, mas requer mais cuidado na fixação do cateter. A zona 3 é a última opção, pois aumenta o risco de trombose, infecção e migração do cateter.
  • Realizar a antissepsia da pele e colocar os equipamentos de proteção individual (EPIs).
  • Realizar a punção venosa com técnica asséptica, usando uma agulha introdutora ou um dispositivo de acesso vascular periférico (DAVP).
  • Confirmar o retorno venoso e avançar o cateter pelo introdutor ou pelo DAVP até atingir a veia cava superior ou inferior, de acordo com o comprimento previamente calculado.
  • Retirar o introdutor ou o DAVP e fixar o cateter na pele com um curativo transparente e adesivo.
  • Realizar uma radiografia de tórax para confirmar a posição correta do cateter e avaliar possíveis complicações.
  • Liberar o uso do cateter após a confirmação radiológica e registrar o procedimento em prontuário.

Referências:

  1. Protocolo Núcleo de Protocolos Assistenciais Multiprofissionais/03/2017 Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) Neonatal e Pediátrico: Implantação, Manutenção e Remoção
  2. Cateter central de inserção periférica em pediatria e neonatologia: possibilidades de sistematização em hospital universitário 
  3. Método de inserção de zona PICCTM (ZIMTM): uma abordagem sistemática para determinar o local de inserção ideal para PICCs no braço 
  4. Colocación de PICC: el método ZIM y la tunelización, 2 recursos claves para asegurar su éxito 

Espasticidade Muscular

A espasticidade é um distúrbio frequente nas lesões congênitas ou adquiridas do sistema nervoso central (cérebro ou medula espinhal). Tem potencial incapacitante, podendo produzir dificuldades funcionais, deformidades e dor.

A espasticidade acomete milhões de pessoas em todo o mundo e a incidência está intimamente relacionada com as doenças correspondentes. Não há dados epidemiológicos oficiais no Brasil.

Causas

A espasticidade ocorre no acidente vascular cerebral, traumatismo crânio encefálico, lesão medular e na paralisia cerebral. Também pode estar presente em neoplasias do sistema nervoso, em doenças heredo-degenerativas e desmielinizantes.

Sintomas

Caracteriza-se por um aumento do tônus muscular e exacerbação dos reflexos, que se acentuam quando há maior velocidade ou resistência no movimento.

Dificulta o posicionamento adequado do indivíduo, podendo interferir em atividades de vida diária, como alimentação, vestuário, higiene, transferências e locomoção. Quando não tratada, pode levar à contraturas, rigidez, luxações, dor e deformidades.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico: ao exame físico, o médico gradua o tônus muscular (escala de ashworth modificada é a mais utilizada) com níveis que variam do tônus normal à rigidez conforme a resistência muscular contra a movimentação passiva do segmento afetado. Utiliza-se também a goniometria (medida do arco de movimento da articulação afetada), testes de habilidades de membros superiores, escalas funcionais que demonstrem a interferência nas atividades de vida diária, presença de dor e avaliação quantitativa de força muscular.

Em pacientes deambuladores, é de suma importância a análise da interferência da hipertonia no padrão através de observação clinica, sendo eventualmente necessária a realização de uma análise tridimensional especifica e especializada no Laboratório de Marcha.

Tratamento

É preciso considerar que não existe um tratamento de cura para a espasticidade: visa adequação do tônus às necessidades do paciente e deve estar inserido dentro de um programa de reabilitação, com foco na diminuição da incapacidade do indivíduo e na sua evolução funcional.

São utilizados recursos de fisioterapia e de terapia ocupacional, como cinesioterapia, mecanoterapia, mobilização articular, medicina física (crioterapia, termoterapia, eletroterapia), biofeedback, estimulação elétrica funcional, hidroterapia, equoterapia e uso de órteses para um posicionamento adequado.

Existem diversos medicamentos utilizados para o relaxamento muscular. É necessário ponderar a relação custo benefício quanto aos efeitos colaterais, praticidade no uso e interação medicamentosa dessas drogas.

Procedimentos mais invasivos, como bloqueios químicos com fenol e/ou toxina botulínica e procedimentos cirúrgicos no sistema nervoso ou sistema musculoesquelético são geralmente sugeridos quando os outros recursos não surtiram efeito ou estão contraindicados

​Prevenção

Tratamento de reabilitação precoce, em fase hospitalar, acompanhamento médico periódico, uso de medicação e de órteses prescritas. A espasticidade pode ser influenciada por fatores externos e, quando se acentua, pode estar relacionada à presença de infecção, dor ou lesão, especialmente em pacientes portadores de alterações sensitivas. Por este motivo pode representar um alerta, assim como o são a dor e a febre.

Convivendo com o problema

Nem sempre a espasticidade precisa ser tratada: muitos pacientes a usam como auxilio da sua função motora; quando sob controle, pode ainda prevenir a atrofia muscular intensa, diminuir a perda de massa óssea e o edema.

​O aumento do tônus muscular pode contribuir para estabilização articular, melhora postural, mudanças de decúbito e transferências. Deve, portanto, ser modulada e não totalmente eliminada.

Referência:

  1. TEIVE, H. A. G., ZONTA, M., & KUMAGAI, Y.. (1998). Tratamento da espasticidade: uma atualização. Arquivos De Neuro-psiquiatria, 56(4), 852–858. https://doi.org/10.1590/S0004-282X1998000500025

Compressa Cirúrgica Vs Gaze: As diferenças

Gaze e compressa estéril são dois tipos de materiais usados para cobrir feridas e evitar infecções.

As diferenças

A principal diferença entre eles é o modo de fabricação e a forma de apresentação:

A gaze é um tecido fino e poroso, que pode ser cortado em pedaços de acordo com a necessidade.

A compressa cirúrgica é um produto pronto, que já vem embalado individualmente e tem uma camada absorvente no centro.

Ambos devem ser trocados com frequência e descartados após o uso, podem possuir fio radiopaco para detecção da compressa imersa em sangue durante o raio-x.

Escolha

A escolha entre gaze e compressa estéril depende do tipo e da localização da ferida, do grau de exsudação (secreção de líquido) e da preferência do profissional de saúde.

Em geral, a compressa estéril é mais indicada para feridas com maior exsudação, pois tem maior capacidade de absorção e evita o contato direto da gaze com o tecido lesionado.

A gaze, por sua vez, é mais adequada para feridas com menor exsudação ou para fixar outros curativos, como pomadas ou cremes.

Referência:

  1. https://cremer.net.br/produto/compressa-de-campo-operatorio-esteril/

Indicações da Glicose

A reposição de glicose como medicamento é uma medida fundamental para tratar casos de hipoglicemia, ou seja, a baixa concentração de açúcar no sangue.

A hipoglicemia pode causar sintomas como tremores, suor frio, tontura, confusão mental e até mesmo coma.

A glicose é a principal fonte de energia para as células do corpo, especialmente as do cérebro.

Por isso, quando há uma queda brusca nos níveis de glicose, o organismo entra em estado de alerta e tenta compensar essa deficiência.

A reposição de glicose pode ser feita por via oral, se o paciente estiver consciente e capaz de engolir, ou por via intravenosa, se o paciente estiver inconsciente ou com dificuldade de deglutição.

A dose e a velocidade da administração dependem da gravidade do quadro e dos sinais vitais do paciente. O objetivo é restaurar os níveis normais de glicose no sangue e evitar danos cerebrais irreversíveis.

Indicações da Glicose

A glicose pode ser medida em diferentes concentrações, dependendo do método e do objetivo do teste.

Algumas indicações da glicose quanto a 5%, 10%, 25% e 50% são:

  • 5%: Essa é a concentração de glicose usada na solução salina glicosada, que é administrada por via intravenosa em casos de desidratação, hipoglicemia ou choque. A solução contém 5 gramas de glicose por 100 mililitros de água, o que corresponde a uma osmolaridade de 278 mOsm/L.
  • 10%: Essa é a concentração de glicose usada na solução glicosada hipertônica, que é administrada por via intravenosa em casos de hiponatremia, edema cerebral ou coma hiperosmolar. A solução contém 10 gramas de glicose por 100 mililitros de água, o que corresponde a uma osmolaridade de 505 mOsm/L.
  • 25%: Essa é a concentração de glicose usada na solução glicosada hipertônica concentrada, que é administrada por via intravenosa em casos de hipoglicemia grave ou choque refratário. A solução contém 25 gramas de glicose por 100 mililitros de água, o que corresponde a uma osmolaridade de 1378 mOsm/L.
  • 50%: Essa é a concentração de glicose usada na solução glicosada hipertônica superconcentrada, que é administrada por via intravenosa em casos de parada cardiorrespiratória, convulsões ou coma hipoglicêmico. A solução contém 50 gramas de glicose por 100 mililitros de água, o que corresponde a uma osmolaridade de 2523 mOsm/L.

Referências:

  1. Gov.br
  2. Dr. Consulta
  3. Consultaremedicos