Alopécia Androgênica

Também conhecida como calvície padrão, a alopecia androgenética é a queda de cabelos progressiva, padronizada e determinada geneticamente que ocorre no couro cabeludo de homens e mulheres. Os androgênios e a genética participam da patogênese.

O termo alopecia androgenética é mais apropriado para se referir à queda de cabelos com padrão masculino, já que a maioria das mulheres dificilmente compartilha a via androgenética.

Um termo mais adequado para as mulheres seria a queda de cabelos de padrão feminino. O termo queda de cabelo padronizada será usado para se referir à queda de cabelo de ambos os sexos.

Os homens apresentam-se com afinamento do cabelo nas áreas temporais que avança para a área da coroa (vértice) conforme a alopécia evolui. As mulheres geralmente têm um afinamento mais difuso na área da coroa e um padrão diferente do tipo masculino.

O diagnóstico é clínico e baseia-se em reconhecer o padrão da queda de cabelo.

Os possíveis tratamentos são a finasterida oral e/ou solução ou espuma tópica de minoxidil para os homens e solução ou espuma tópica de minoxidil para mulheres.

Para as mulheres com alopecia de padrão feminino e hiperandrogenismo concomitante (<40% dos casos), devem-se considerar outras terapias de supressão de androgênios.

Fatores de Diagnóstico

  • história familiar de alopécia;
  • regressão gradual da linha capilar frontal, central e da coroa (vértice);
  • afinamento difuso da parte central do couro cabeludo com preservação da linha capilar frontotemporal;
  • etnia branca;
  • idade avançada;
  • síndrome do ovário policístico nas mulheres;
  • distúrbios de resistência insulínica;
  • câncer de próstata.

Sinais do início de calvície

Mudança perceptível na linha do cabelo

O sinal mais óbvio do início de calvície é a rarefação dos fios, ou seja, a pele do couro cabeludo começa a ficar visível.

À medida que a perda de cabelo vai se acentuando, além de finos, os fios se tornam menos numerosos e as entradas podem aumentar.

Se você está preocupado com a perda de cabelo, uma boa forma de verificar é comparar seu cabelo atual ao de fotos de alguns anos atrás, para verificar se os fios estão ficando ralos e a pele do couro cabeludo, mais aparente.

Afinamento do cabelo

Nem todo mundo vai perceber o início da calvície pala recuo da linha do cabelo. Algumas pessoas experimentam o chamado afinamento difuso. O afinamento difuso é um tipo de queda de cabelo progressiva, mais evidente no topo da cabeça.

Homens e mulheres costumam apresentar padrões diferentes para essa queda. Nos homens, é comum iniciar na chamada região do vertex (topo da cabeça) e ir avançando até a parte frontal. Já nas mulheres, essa perda atinge principalmente a chamada “região da coroa da cabeça” ou a parte central da cabeça, não costumando chegar até a frente.

Também neste caso, uma boa maneira de avaliar se esse processo está começando ou evoluindo é fazer registros fotográficos e ir comparando ao longo do tempo.

Alguns Cuidados

Mude seus hábitos

Embora a alopecia androgenética seja causada principalmente por características herdadas geneticamente, outros fatores também podem acelerar a queda do cabelo. Isso inclui tabagismo, estresse, deficiência de nutrientes, inflamações, alguns medicamentos, entre outros fatores.

Então, se você identificou os sinais do início da calvície, fique atento a esses possíveis hábitos ou condições de saúde. Às vezes, pequenas mudanças de comportamento ou o tratamento de fatores secundários pode desacelerar a queda de cabelo e contribuir para com o tratamento.

Conheça algumas ações importantes:

  • Evitar produtos agressivos que possam quebrar ou danificar seu cabelo, como alisadores, tinturas de cabelo e secadores com alta temperatura;
  • Evitar o uso de chapéus e toucas muito justas;
  • Escovar e pentear os cabelos de forma delicada;
  • Manter uma dieta saudável, com alimentos ricos em fibras, ferro, vitaminas do complexo B e gorduras saudáveis;
  • Não dormir com os cabelos molhados.

Referências:

  1. Starace M, Orlando G, Alessandrini A, et al. Female androgenetic alopecia: an update on diagnosis and management. Am J Clin Dermatol. 2020 Feb;21(1):69-84.
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  3. Olsen EA, Messenger AG, Shapiro J, et al. Evaluation and treatment of male and female pattern hair loss. J Am Acad Dermatol. 2005 Feb;52(2):301-11.
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Alopecia

A alopecia é uma condição em que ocorre perda de cabelo ou de pelo em qualquer parte do corpo. Porém, o tipo mais comum é a que se manifesta no couro cabeludo, a calvície. O distúrbio, que pode ser transitório ou definitivo, afeta homens e mulheres e existem diferentes causas possíveis, tipos e graus.

 O ciclo do cabelo é marcado por três fases:

  • Fase anágena: é quando ocorre o crescimento dos fios. Cerca de 90% dos cabelos estão nesta etapa, que pode durar de dois a oito anos;
  • Fase catágena: fase de transição, na qual os folículos capilares encolhem e dura de duas a três semanas;
  • Fase telógena: o cabelo repousa durante dois a quatro meses. No final dessa etapa, o cabelo cai para que o ciclo de crescimento recomece.

É normal que uma pessoa perca de 50 a 100 fios de cabelo todos os dias, por causa desse processo de renovação contínua. Entretanto, se esse ciclo for interrompido ou se um folículo capilar estiver danificado, o cabelo pode começar a cair mais rapidamente do que se regenerar, causando sintomas como fios ralos ou áreas totalmente vazias.

É importante que, ao notar a queda capilar, a pessoa busque por ajuda médica para investigar as causas. Usar medicamentos por conta própria ou recorrer a tratamentos ou produtos sem recomendação de profissionais capacitados pode até agravar o problema.

O QUE CAUSA A ALOPECIA?

As causas da alopecia podem ser variadas. No entanto, alguns fatores associados ao desenvolvimento da condição são:

  • Hereditariedade;
  • Hormônios masculinos;
  • Traumas na região;
  • Má alimentação, que leva à falta de vitaminas;
  • Estresse;
  • Oleosidade em excesso, relacionada à dermatite seborreica;
  • Reação adversa a medicamentos ou certos tratamentos, como a quimioterapia;
  • Tratamentos de beleza com produtos químicos que agridem o couro cabeludo;
  • Problemas na tireoide;
  • Infecções causadas por fungos ou bactérias, inclusive casos de resistência bacteriana.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TIPOS DE ALOPECIA?

Conheça alguns tipos de alopecia e suas características:

  • Alopecia androgenética – de origem genética, é o tipo mais comum de queda de cabelo. O problema pode se iniciar na adolescência, porém, fica mais aparente entre os 40 e 50 anos. Os cabelos ficam ralos e, progressivamente, o couro cabeludo mais aberto. Nas mulheres, a região central é mais acometida (calvície de padrão feminino), enquanto homens apresentam falhas nas entradas e no topo da cabeça (calvície de padrão masculino).
  • Alopecia areata – é considerada uma doença autoimune, quando o sistema imunológico (mecanismo de defesa natural) ataca o próprio corpo. As células ao redor do folículo capilar o atacam e impedem a produção de novos fios. Isso costuma causar falhas em formatos arrendados não apenas no couro cabeludo, como na barba, cílios e sobrancelhas. A condição é mais comum em pessoas jovens, principalmente abaixo dos 20 anos. A alopecia areata pode estar associada a fatores genéticos, reações no sistema imunológico causadas por micro-organismos e estresse. Doenças como lúpus e vitiligo também podem ter relação.
  • Alopecia por tração – acontece quando a pessoa faz penteados, como tranças e rabos de cavalo apertados, que forçam a raiz do cabelo. Nestes casos, pode haver dano irreversível quando o folículo é danificado.
  • Eflúvio telógeno – nesse tipo de alopecia, é comum a queda de até 300 a 500 fios por dia. Isso resulta, sobretudo, na perda de volume do cabelo.  Um evento ou condição médica, como desequilíbrio da tireoide, parto, cirurgia ou febre, geralmente a desencadeia. Pode ocorrer, ainda, como resultado de uma deficiência de vitaminas ou minerais. Se o evento desencadeante for temporário – por exemplo, se você se recuperar da doença que está causando a queda de cabelo – o cabelo pode voltar a crescer depois de seis meses. Em alguns casos, a perda de cabelo pode durar anos.
  • Alopecia cicatricial – é um tipo mais raro da queda capilar, em que inflamações causam danos aos folículos capilares. No lugar, há crescimento de tecido cicatricial, o que impede a produção de novos fios no couro cabeludo.  A queda pode começar de forma súbita ou progredir lentamente. Para algumas pessoas, a alopecia cicatricial pode incluir ainda, lesões vermelhas ou brancas no couro cabeludo, inchaço e coceiras.
  • Alopecia frontal fibrosante – esse tipo de alopecia atinge principalmente mulheres que estão no período pós-menopausa. Ocorre normalmente em um padrão de recuo da linha do cabelo. As sobrancelhas e axilas também podem sofrer perda de pelos. Os sintomas podem incluir, ainda, o aparecimento de manchas vermelhas e “bolinhas” na face.

TRATAMENTO PARA A QUEDA CAPILAR

Classificar o tipo de alopecia é essencial para direcionar o tratamento. Por isso, é sempre indispensável consultar o médico dermatologista ou tricologista (especialista na saúde do cabelo). Mesmo nos casos em que a queda de cabelo é permanente, existem maneiras de minimizar a perda intensa dos fios.

Certos tratamentos podem incluir o uso de antibióticos específicos e outros medicamentos. Para deficiências nutricionais, a ingestão de suplementos pode ser indicada. Quando o assunto são reparos estéticos, o implante capilar torna-se uma opção para pessoas que sofrem com a calvície.

QUAL A PREVENÇÃO CONTRA ALOPECIA?

Quando há fatores genéticos envolvidos, não existem formas de prevenir a alopecia. No entanto, ao notar queda capilar elevada, procure um especialista. Ele poderá recomendar tratamentos para conter o avanço do problema.

Já para quem não tem casos de alopecia na família, é importante evitar tratamentos em salões que usam produtos químicos prejudiciais. Sempre procure saber quais componentes serão usados e pergunte se eles podem causar danos permanentes aos fios. Afinal, uma vez que os folículos são atingidos, o cabelo deixa de crescer.

Outra recomendação é manter uma alimentação saudável e variada, rica em minerais, proteínas e vitaminas. Então, coma frutas, verduras e legumes, dê preferência para a comida preparada cozida ou assada ao invés de frita, e evite o excesso de gordura e alimentos ultraprocessados.

Referências: