Sondas Intestinais Longas

As Sondas intestinais longas são dispositivos médicos que são inseridos no intestino delgado para remover o conteúdo intestinal, descomprimir o órgão ou separá-lo cirurgicamente. Elas são usadas em casos de obstrução intestinal, cirurgias gastrointestinais ou outras condições que impedem a passagem normal do bolo alimentar.

Indicações de Uso

Para casos de constipação intestinal grave, obstrução intestinal, enema opaco, irrigação intestinal ou preparo para colonoscopia.

Os Tipos de Sondas Intestinais Longas

Sonda de Miller-Abbott

É usada para descomprimir o intestino delgado em casos de obstrução intestinal. Ela é composta por um tubo de borracha com dois balões infláveis na extremidade distal, um para ancorar a sonda no intestino e outro para ocluir o lúmen intestinal.

A sonda é introduzida pelo nariz e avança pelo esôfago, estômago e duodeno até atingir o íleo.

O avanço da sonda é facilitado pela pressão hidrostática exercida pelo líquido que preenche os balões. A sonda permite a drenagem do conteúdo intestinal e alivia os sintomas de distensão abdominal, náuseas, vômitos e dor.

A sonda intestinal longa Miller-Abbott é um procedimento invasivo que requer cuidados especiais de enfermagem e monitorização do paciente.

Sonda de Cantor

Usado para tratar a constipação crônica, a fecaloma ou a obstrução intestinal. Ela consiste em um tubo flexível e fino que é introduzido pelo nariz ou pela boca e avança até o intestino grosso.

A sonda permite a administração de líquidos, medicamentos ou enzimas que ajudam a dissolver ou remover as fezes endurecidas.

Pode causar complicações como sangramento, perfuração, infecção ou danos nos órgãos internos. Por isso, ela só é indicada em casos graves e refratários aos tratamentos convencionais.

Sonda de Andersen

Usado para tratar a obstrução intestinal. Ela consiste em um tubo flexível de plástico que é introduzido pelo nariz ou pela boca e avança até o intestino delgado.

A sonda tem uma ponta perfurada que permite a aspiração do conteúdo intestinal e a injeção de ar ou líquidos para desobstruir o intestino.

Pode ser usada em casos de obstrução intestinal causada por tumores, aderências, hérnias, volvo, intussuscepção ou impactação fecal.

É um procedimento invasivo que requer monitoramento e cuidados especiais, pode pode causar complicações como sangramento, perfuração, infecção ou lesão dos tecidos.

É uma alternativa à cirurgia em alguns casos de obstrução intestinal, mas nem sempre é eficaz ou segura.

Utilização das Sondas

As sondas intestinais longas cantor e Miller-Abott não são mais usadas na prática clínica atual, pois apresentam alto risco de complicações e baixa eficácia na descompressão intestinal, pois eram infladas com ar ou mercúrio para facilitar a drenagem do conteúdo intestinal.

Alguns Cuidados de enfermagem

  • Observar a progressão da sonda;
  • verificar a integridade do balão;
  • aspirar o conteúdo intestinal;
  • retirar a sonda lentamente quando indicado.

Referências:

  1. https://revista.facene.com.br/index.php/revistane/article/download/399/403/1948
  2. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/procedimentos-diagn%C3%B3sticos-e-terap%C3%AAuticos-gastrointestinais/intuba%C3%A7%C3%A3o-nasog%C3%A1strica-ou-intuba%C3%A7%C3%A3o-intestinal

Boletim de Silverman-Andersen

O Boletim de Silverman-Andersen é um método clínico útil para quantificar o grau de desconforto respiratório e estimar a gravidade do comprometimento pulmonar.

Em neonatologia se emprega a tabela de Silverman e Andersen para valorar o desconforto respiratório em recém-nascidos.

Basada em cinco critérios obtidos através da observação, podemos definir valores de 0 a 2 para cada critério na tabela, depois da valoração, com a somatória dos valores obtemos valores totais entre 0 e 10, sendo 0 com melhor prognóstico e 10 pior prognóstico.

Interpretação
1. Recém nascido com 0 pontos: Sem dificuldade respiratória.
2. Recém nascido com 1 a 3 pontos: Com dificuldade respiratória leve.
3. Recém nascido com 4 a 6 pontos: Com dificuldade respiratória moderada.
4. Recém nascido com 7 a 10 pontos: Com dificuldade respiratória severa.

Long Intestinal Tubes

Intestinal Tubes

The Long Intestinal TubesMiller-Abbott, Cantor Tube and Andersen Tube, are examples of tubes with weight at their end that are placed preoperatively or intraoperatively for gastrointestinal surgeries. The long length makes it possible to remove the intestinal contents for the treatment of an obstruction, which is not possible by means of a nasogastric tube.

These tubes can decompress the small intestine and separate it intraoperatively or postoperatively. As the progression of the tubes depends on intestinal peristalsis, its use is contraindicated in patients with paralytic ileus and severe intestinal mechanical obstructions.

Older appliances, such as Cantor and Miller-Abbott-type tubes, are rarely used today because the balloon at the distal end is filled with mercury, and the new Andersen probe has a tip filled with tungsten, which is the safest option.

Interventions used in patient care with a long intestinal tubes are similar to those used for the nasogastric tube and sengstaken blakemore: Balloon hyperinflation should be observed in the patient, which makes removal more difficult, rupture of the balloon that can lead to intestinal rupture, and reverse invagination if the probe is removed quickly. The intestinal probes should be removed slowly, usually around 2 inches of catheter should be removed every hour.

 

 

Sondas Intestinales Largas

Sondas Intestinales

Las Sondas Intestinales Largas Miller-Abbott, Sonda de Cantor y Sonda de Andersen, son ejemplos de sondas con peso en la extremidad que se colocan en el preoperatorio o en el intraoperatorio de cirugías gastrointestinales. La longitud larga posibilita la remoción del contenido intestinal para el tratamiento de una obstrucción, lo que no es posible por medio de una sonda nasogástrica.

Estas sondas pueden descomprimir el intestino delgado y separarlo en el intraoperatorio o en el postoperatorio. Como la progresión de las sondas depende del peristaltismo intestinal, su uso está contraindicado en pacientes con íleo paralítico y graves obstrucciones mecánicas intestinales.

Los aparatos más antiguos, como las sondas del tipo Cantor y Miller-Abbott, raramente se utilizan hoy, porque el globo de la extremidad distal se llena con mercurio, y la nueva sonda de Andersen tiene una punta llena de tungsteno, que es la opción más segura.

Las Intervenciones usadas en el cuidado del paciente con una sonda intestinal larga son similares a las usadas para la sonda nasogástrica y la sengstaken blakemore: Se debe observar en el paciente la hiperinsuflación del balón, que hace que la remoción sea más difícil, globo que puede llevar a la ruptura intestinal, y la invaginación reversa si la sonda se quita rápidamente. Las sondas intestinales deben ser removidas lentamente, usualmente alrededor de 15 centímetros de sonda debe ser retirado cada hora.

Sondas Intestinais Longas

Sondas Intestinais

As Sondas Intestinais Longas Miller-Abbott, Sonda de Cantor e Sonda de Andersen,  são exemplos de sondas com peso na extremidade que são colocados no pré- operatório ou no intra-operatório de cirurgias gastrointestinais. O comprimento longo possibilita a remoção do conteúdo intestinal para o tratamento de uma obstrução, o que não é possível por meio de uma sonda nasogástrica.

Essas sondas podem descomprimir o intestino delgado e separá-lo no intra-operatório ou no pós-operatório. Como a progressão das sondas depende do peristaltismo intestinal, seu uso é contraindicado em pacientes com íleo paralítico e graves obstruções mecânicas intestinais.

Os aparelhos mais antigos, como as sondas do tipo Cantor e Miller-Abbott, raramente são usados hoje, porque o balão da extremidade distal é preenchido com mercúrio, e a nova sonda de Andersen tem uma ponta preenchida com tungstênio, o que é opção mais segura.

As Intervenções usadas no cuidado do paciente com uma sonda intestinal longa são similares à aquelas usadas para a sonda nasogástrica e a sengstaken blakemore: Deve-se observar no paciente a hiperinsuflação do balão, que faz com que a remoção seja mais difícil, a ruptura do balão que pode levar à ruptura intestinal, e a invaginação reversa se a sonda for removida rapidamente. As sondas intestinais devem ser removidas lentamente, usualmente em torno de 15 centímetros de sonda deve ser retirado a cada hora.