Sistema Condutor do Coração

O coração é um órgão do sistema cardiovascular e gera seus próprios impulsos elétricos que cursam um trajeto próprio, especialmente desenhado para ajudar na distribuição de um potencial de ação através do músculo cardíaco.

Os nós e redes das células “especializadas” do coração constituem o sistema de condução cardíaca. Os componentes deste sistema são os nós sinoatrial e aurículo-ventricular, o feixe aurículo-ventricular, com os seus ramos esquerdo e direito e o plexo subendocárdico das células de condução ventricular (fibras de Purkinje).

O ritmo de pacemaker do coração é gerado ao nível deste sistema, sendo influenciado por nervos e transmitido especificamente das aurículas até aos ventrículos e, a partir daí, a toda a musculatura.

Nó sinoatrial

O nó sinoatrial é o marcapasso do coração, e está localizado superior ao sulco terminal do átrio (aurícula) direito, próximo à abertura da veia cava superior. Esse feixe de tecido nervoso propaga os impulsos elétricos e portanto governa o ritmo sinusal de minuto a minuto.

Se esse nó falhar, o nó atrioventricular (aurículo-ventricular) possui a capacidade de assumir o papel de marcapasso.

Nó atrioventricular (aurículo-ventricular)

O nó atrioventricular (aurículo-ventricular) também está localizado no átrio direito, em um nível que o dispõe póstero-inferiormente ao septo interatrial (interauricular) e próximo à cúspide septal da valva (válvula) tricúspide.

Ele recebe e continua os potenciais de ação produzidos pelo nó sinoatrial e em alguns casos pode mesmo propagar alguns potenciais de ação próprios. Essa área cobre os átrios (aurículas) do coração, assim como faz o nó sinoatrial.

Feixe de His

O feixe de His é uma coleção de fibras nervosas que se encontram no septo interatrial (interauricular). Eles encaminham os impulsos elétricos do nó atrioventricular e os enviam para os ramos direito e esquerdo. Os ramos direito e esquerdo são um acúmulo contínuo de nervos que inervam os ventrículos e o septo interventricular do coração.

O lado direito possui um único feixe que atinge o ápice do ventrículo direito antes de se curvar sobre si mesmo e voltar ao longo do lado direito do coração.

O lado esquerdo possui uma divisão anterior e posterior. A divisão anterior cursa ao longo do ventrículo direito através de sua parede anterossuperior, enquanto a divisão posterior se comporta da mesma forma que o ramo direito e circula ao redor do lado esquerdo do coração após atingir seu ápice.

Fibras de Purkinje

Os feixes terminais de tecido nervoso são conhecidos como fibras de Purkinje, e essas são responsáveis por garantir que cada pequeno grupo de células é atingido pelo estímulo elétrico, de forma que uma contração muscular máxima possa ocorrer.

O sistema de condução do coração controla o ritmo cardíaco, porém, ele sofre influência da inervação parassimpatica e simpática. Leia o artigo abaixo para compreender melhor como isso acontece.

Referências:

  1. Frank H. Netter, MD, Atlas of Human Anatomy, Fifth Edition, Saunders – Elsevier, Chapter 3 Thorax, Subchapter 22 Heart, Guide Thorax: Heart Page 114.
  2. Ramin Assadi, MD, Richards A. Lange, MD. Conduction system of the Heart. Emedicine. November 6, 2013.
  3. Cardiology teaching package. University of Nottingham. 

Cardiomegalia

Também chamada de “coração dilatado”, a cardiomegalia é uma condição onde o coração fica maior do que o normal para o tamanho do paciente.

A cardiomegalia precisa ser observada com atenção porque, devido a ela, o paciente pode ter todo o sistema circulatório prejudicado, uma vez que o coração não consegue bombear direito o sangue para todo o seu corpo. Com o tempo, o paciente que sofre de cardiomegalia pode vir a desenvolver insuficiência cardíaca.

Causas

A cardiomegalia tem causas variadas e, geralmente, está conectada a outras condições médicas que podem ou não envolver o coração.

O coração do paciente pode ficar dilatado como consequência de uma gestação, por exemplo, ou de uma doença do corpo que não necessariamente precisa estar conectada com o coração, como infecções.

Pacientes com doença de Chagas, pressão alta (hipertensão), anemia ou que fazem o uso excessivo de bebidas alcoólicas também podem desenvolver a cardiomegalia.

Sinais

Em muitos casos, a cardiomegalia não causa sintomas no paciente e só é diagnosticada quando é realizado algum exame de imagem que captura o tórax, como um raio-x simples.

No entanto, alguns pacientes podem apresentar alguns sintomas que servem como um sinal de cardiomegalia. São condições como:

  • falta de ar;
  • cansaço mesmo ao fazer pequenos esforços;
  • fraqueza;
  • pressão arterial elevada;
  • palpitação;
  • tontura;
  • desmaios;
  • diminuição da quantidade de urina eliminada por dia.

Tratamento

A cardiomegalia precisa ser acompanhada porque é uma das principais causas do infarto do miocárdio, além de poder levar o paciente à insuficiência cardíaca e a morte súbita.

O tratamento de cardiomegalia pode ser feito com o uso de medicamentos, como diuréticos, para auxiliar o coração. Também pode envolver o tratamento da condição que está causando a cardiomegalia, caso ela possa ser identificada.

Por fim, se não for possível retroceder a condição com o uso de medicamentos, esse paciente pode passar por procedimentos cirúrgicos no coração e até mesmo por um transplante, dependendo da gravidade de seu caso.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Repouso durante crises de dor;
  • Terapêutica medicamentosa como tranquilizantes, sedativos, etc…);
  • Tratamento cirúrgico como revascularização do miocárdio;
  • Manter o paciente e ambiente calmos;
  • Vigilância constante;
  • Qualquer anormalidade comunicar ao médico ou enfermeiro;
  • Observar aceitações de dieta.

Referências:

  1. Silva, João Danyell Dantas da et al. Repercussões da cardiomegalia na função pulmonar de indivíduos adultos com insuficiência cardíaca crônica: uma revisão sistemática. Fisioterapia e Pesquisa [online]. 2011, v. 18, n. 1 [Acessado 5 Março 2022] , pp. 84-91. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1809-29502011000100015&gt;. Epub 09 Mar 2012. ISSN 2316-9117. https://doi.org/10.1590/S1809-29502011000100015.

Ecocardiograma

Ecocardiograma é um exame de ultrassonografia do coração que fornece imagens obtidas através do som.

Nosso corpo tem diferentes tecidos e com isso diferentes graus de refração de ondas sonoras.

Quando o aparelho de ultrassonografia emite o som de alta frequência (acima de 20.000 ciclos por segundo), muito além, portanto, da capacidade humana de audição, ele capta o retorno dos ecos e transforma em imagem preto e branco para o médico analisar.

Um transdutor deslizado sobre o peito do paciente direciona essas ondas para estruturas do coração do paciente e capta o eco delas, transformando-o em imagens e fluxos coloridos do sangue que passa por ele.

Tipos de Ecocardiograma

  • Ecocardiograma unidimensional: primeira versão do ecocardiograma, utilizada principalmente para medir os diâmetros das câmaras cardíacas e a espessura miocárdica.
  • Ecocardiograma bidimensional: permite a transformação das imagens em figuras dimensionais possibilitando uma melhor avaliação anatômica.
  • Ecocardiograma transtorácico: é o tipo tradicional e mais comum de ecocardiograma em que o transdutor, que emite e capta as ondas sonoras para a formação de imagens, é deslizado sobre a região cardíaca do peito do paciente.
  • Ecocardiograma transesofágico: o transdutor de ultrassom, de alta frequência, é colado no interior do esôfago, na altura do coração, por meio de uma sonda de fibra óptica. A técnica permite o exame mais apurado de certas estruturas cardíacas específicas, em virtude da maior proximidade do transdutor com o coração.
  • Ecodopplercardiograma com estresse farmacológicoultrassonografia do coração com a infusão venosa de drogas “estressoras” cardíacas, que aumentam o consumo de oxigênio do órgão e cujas respostas são adequadamente monitoradas.
  • Ecocardiograma fetal: realizado através da parede abdominal da grávida e dirigido ao coração do feto em gestação, permite avaliar o coração intra-útero.
  • Ecodopplercardiograma com Doppler: permite avaliar as condições circulatórias no interior do coração.

Como é feito o exame?

O exame padrão é simples, não invasivo, indolor e geralmente rápido, não exigindo preparo prévio.

ecocardiograma transesofágico exige apenas um jejum de seis horas e o paciente é submetido a uma sedação leve.

O paciente deve deitar-se numa maca, de barriga de lado, tendo ao lado o ecocardiógrafo.

O médico colocará sobre o seu peito alguns eletrodos estrategicamente localizados, fixados na pele de maneira indolor por “ventosas” de borracha e fará deslizar pelo seu peito um transdutor que emite ondas sonoras de alta frequência, refratadas no coração, que um computador transformará em imagens.

No exame, o médico procurará direcionar o feixe sonoro para as estruturas cardíacas que deseja examinar.

Indicações para o Ecocardiograma

ecocardiograma é hoje um dos principais e mais utilizados recursos da cardiologia.

Ele permite ao médico avaliar aspectos anatômicos e funcionais tanto das paredes quanto das cavidades cardíacas (tamanho das cavidades, espessura das paredes, movimentação das válvulas cardíacas, etc.), bem como de aspetos funcionais do coração.

É utilizado para investigar várias doenças cardíacas e para o planejamento terapêutico e prognóstico delas.

Quase sempre o exame é empregado na avaliação dos pacientes com sopro cardíacosintomas de palpitação, desmaio, falta de ar, dor torácica ou nos portadores de diversas doenças cardíacas, tais como doenças do músculo cardíacoinsuficiência cardíaca, doenças das válvulas do coração, anomalias congênitas, coração grande, coração fraco.

Na rotina do Cardiologista sempre é realizado também um eletrocardiograma para completar a investigação.

Objetivamente podemos listar as 8 principais doenças:

  1. Insuficiência cardíaca, conhecido como coração fraco;
  2. Doenças das válvulas cardíacas, conhecido como sopro;
  3. Doenças de nascimento, conhecidas como congênitas;
  4. Doenças do pericárdio, capa que reveste o coração;
  5. Doenças da aorta torácica, conhecida como aorta dilatada;
  6. Tumores cardíacos, benigno como mixoma atrial;
  7. Crescimento de cavidades atriais e ventriculares;
  8. Presença de coágulos dentro do coração que podem migrar para o corpo.

Muitos casos a ecocardiografia não auxilia em diagnosticar doenças das coronárias, como aterosclerose, infarto, etc.

Referências:

  1. Unicardio

O que são Vasos Colaterais?

Os Vasos Colaterais são como verdadeiras pontes naturais que ligam uma área pré-obstrução a outra, pós-obstrução, fazendo com que permaneça o suprimento contínuo ao tecido.

Como o Vaso Colateral atua?

A irrigação e nutrição do coração ocorrem fundamentalmente pelas coronárias, que são vasos que saem da aorta, nossa principal artéria. É através delas que o oxigênio e os nutrientes chegam ao músculo cardíaco permitindo seu funcionamento.

Existem vasos bem finos, os capilares, que também fazem parte dessa imensa rede de vasos no organismo. Entretanto, eles não são capazes de irrigar de forma satisfatória o coração, sendo essa função exercida principalmente pelas coronárias.

Quando não há uma boa irrigação, devido a placas de gordura ou trombos, pode ocorrer uma obstrução do caminho pelo qual o sangue chega a uma determinada área do coração. Isso provoca uma falta de irrigação desta região, que é denominada isquemia e posterior surgimento de situações com a angina pectoris ou o infarto.

A gravidade desse último dependerá do tempo em que esse bloqueio se desenvolveu, assim como a área obstruída.

Curiosidade

Um fato curioso sobre esse mecanismo é que nosso corpo procura meios para “burlar” os bloqueios em seus vasos, permitindo a manutenção de sua irrigação. São os denominados vasos colaterais.

Essas estruturas são como verdadeiras pontes naturais que ligam uma área pré-obstrução a outra, pós-obstrução, fazendo com que permaneça o suprimento contínuo ao tecido.

Quando é necessário, especialmente quando o fluxo de sangue é maior, o organismo promove a indução das células dos pequenos vasos capilares a se modificarem, provocando um progressivo alargamento dos mesmos, dando origem a colaterais. Infelizmente, essa formação não se dá subitamente e quando assim ocorre um bloqueio, temos um fenômeno de isquemia aguda, que pode ser fatal.

Há décadas, muitos métodos têm sido desenvolvidos para impedir o surgimento das obstruções ou permitir a desobstrução de vasos, como por exemplo, a angioplastia com balão e stent (uma espécie de tubo que é colocado dentro do vaso, permitindo a passagem do sangue).

Contudo, nem todos os pacientes podem ser submetidos a esse procedimento e, a cada intervenção, maior é o risco. Além disso, ele não é capaz de reverter o processo natural da doença, pois se trata de um recurso paliativo.

Não obstante, medidas preventivas como os exercícios físicos, permitem que haja um estímulo ao desenvolvimento de colaterais, reduzindo, portanto o surgimento de angina e infarto. Essa seria uma maneira elegante e natural de permitir a criação de vias naturais e eficientes de alívio ao coração.

Referência: 

  1. Circulation 2007; 116: e340 – e341

Angina: ESTÁVEL e INSTÁVEL

Angina é um sintoma, geralmente associado a um desconforto precordial (dor torácica), provocado por isquemia miocárdica. Ela decorre de um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio do miocárdio.

De longe, a causa mais comum dela é uma placa aterosclerótica obstruindo o fluxo sanguíneo de uma artéria coronária que irriga o miocárdio. A falta de oxigênio no músculo cardíaco causada pela angina é temporária, não resultando em danos permanentes no coração.

Entretanto, pelo fato dela estreitar as artérias que levam sangue ao músculo, pode aumentar o risco de um infarto.

As diferenças entre Angina Estável e Instável

A principal diferença entre angina estável e instável é que a angina estável geralmente ocorre em situações de esforço e a dor desaparece com o repouso. Já a angina instável surge de repente e não cessa com o repouso, podendo ser um sinal de ataque cardíaco (infarto do miocárdio).

Características da angina estável:

  • É a forma mais comum de angina;
  • Normalmente ocorre em situações de esforço físico, como subir escadas ou durante exercícios;
  • Desaparece com o repouso;
  • Também pode ser desencadeada por perturbações emocionais, exposição a baixas temperaturas, refeições pesadas, tabagismo.

Características da angina instável:

  • O desconforto ou a dor no peito não cessam com o repouso;
  • Surge de forma súbita, mesmo quando a pessoa está em repouso;
  • Trata-se de uma condição perigosa, pois geralmente antecede um infarto;

Quais os fatores de risco para angina estável e instável?

  • Tabagismo;
  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial (pressão alta) não controlada;
  • Níveis elevados de colesterol e triglicérides;
  • Falta de atividade física;
  • Obesidade;
  • Estresse;
  • Idade superior a 45 anos;
  • Herança genética.

Como prevenir a angina estável e instável?

  • Pratique exercícios físicos regularmente;
  • Tenha uma alimentação equilibrada, com pouca gordura e açúcar;
  • Não fume;
  • Mantenha o diabetes, a pressão arterial e as taxas de colesterol e triglicérides sob controle;
  • Diminua os níveis de estresse.

Qual o tratamento para angina estável e instável?

O tratamento da angina é feito com mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e exercícios de reabilitação cardíaca, sob orientação e supervisão de um médico cardiologista.

Cuidados de Enfermagem

  • avaliar as características da dor no peito e sintomas associados.
  • avaliar a respiração, a pressão sanguínea e frequência cardíaca em cada episódio de dor torácica.
  • fazer um ECG, cada vez que a dor torácica surgir, para evidenciar infarto posterior.
  • monitorizar a resposta ao tratamento medicamentoso.
  • avisar o médico se a dor não diminuir.
  • identificar junto ao cliente as atividades que provoquem dor.
  • oferecer assistência de maneira calma e eficiente de modo a reconfortar o cliente até que o desconforto desapareça.
  • prover um ambiente confortável e silencioso para o cliente/família.
  • ajudar o paciente a identificar seus próprios fatores de risco.
  • ajudar o paciente a estabelecer um plano para modificações dos fatores de risco.
  • providenciar orientação nutricional ao cliente/família.
  • esclarecer o cliente/família acerca dos medicamentos que deverão ser tomados após a alta hospitalar.
  • esclarecer o cliente acerca do plano terapêutico.
  • explicar a relação entre a dieta, atividades físicas e a doença.

Cuidados de enfermagem na administração do nitrato

  • a nitroglicerina pode causar uma sensação de queimadura sob a língua quando dor forte;
  • orientar o paciente a não deglutir a saliva até que o comprimido esteja totalmente diluído;
  • para ação mais rápida, orientar o paciente a triturar o comprimido entre os dentes (conforme prescrição médica);
  • orientar repouso até o desaparecimento dos sintomas;
  • comunicar qualquer alteração ao médico.

Referências:

  1. Oliveira CM, Santoro DC. Conduta da equipe de enfermagem diante das alterações clínicas do cliente com síndrome isquêmica coronariana. Esc. Anna Nery. 2004;8(2):267-274
  2. Nascimento, J. S. do, Nunes, A. J., Novais, G. B., Carvalho, F. M. de A. de, & Lopes, L. E. S. (2017). Intervenção da Enfermagem no Diagnóstico de Angina Instável. Congresso Internacional De Enfermagem, 1(1). Recuperado de https://eventos.set.edu.br/cie/article/view/6165

Dispositivo de Assistência Ventricular (VAD)

O Dispositivo de Assistência Ventricular (do inglês “ventricular assist device”, VAD) é um dispositivo para auxiliar a circulação, que assume parcial ou completamente a função de uma câmara defeituosa do coração.

A função dos VADs é diferente da de marca-passos cardíacos artificiais. Alguns são para uso a curto prazo, geralmente para pacientes em recuperação de infarto do miocárdio e para pacientes em recuperação de cirurgia cardíaca.

Alguns são para uso a longo prazo (meses, anos ou por toda a vida), normalmente para os pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca congestiva avançada.

Diferenças entre suas funções

VADs são diferentes de corações artificiais, que são projetados para assumir todas as funções cardíacas, e geralmente requerem a remoção do coração do paciente. Além disso, VADs são projetados para auxiliar o ventrículo direito (do inglês right ventricular assist device, RVAD) ou ventrículo esquerdo (do inglês left ventricular assist device, LVAD), ou para auxiliar ambos (BiVAD).

O tipo de assistência ventricular dispositivo aplicado depende do tipo de male cardíaco. O LVAD é o mais utilizado, visto que o lado direito do coração, muitas vezes, é capaz de exercer suas funções.

No entanto, se a resistência da artéria pulmonar, torna-se necessário também o uso do RVAD. Se ambos os ventrículos demandam auxílio, um BiVAD é normalmente escolhido, em vez do uso conjunto de LVAD e RVAD.

Normalmente, a longo prazo, a VAD é usada como ponte para transplante (do inglês bridge to transplantation, BTT), de modo a manter o paciente vivo durante a espera por um transplante de coração, até mesmo fora do hospital, em alguns casos.

Em alguns casos VAD também são usados como terapia de destinação (DT). Neste caso, o paciente não deve se submeter a um transplante de coração e um VAD será utilizado para o resto de sua vida.

Referências:

  1. Birks, EJ; Tansley, PD; Hardy, J; et al. (2006). «Left Ventricular Assist Device and Drug Therapy for the Reversal of Heart Failure». New England Journal of Medicine. 355 (18): 1873–1884. PMID 17079761. doi:10.1056/NEJMoa053063
  2. First VentrAssist Heart Recovery Featured on National TV”. Ventracor.com. 19 October 2006.

O Desenvolvimento do Coração

O coração é responsável pelo bombeamento do sangue para o corpo humano e o entendimento da sua formação é imprescindível para que possamos compreender a origem das doenças cardíacas congênitas e adquiridas.

O coração inicia o seu desenvolvimento no período fetal, sendo esta etapa a mais rica em transformações. Ao nascimento o coração já esta com a configuração anatômica do coração adulto com dimensões menores e a partir desse momento inicia sua adaptação normal às várias etapas do crescimento humano.

O Coração fetal

O coração se forma do 18ao 560 dia de gestação. Ele inicia sua formação como um tubo cardíaco, onde se encontra o bulbo aórtico, o bulbo cardíaco, o ventrículo primitivo, o átrio primitivo e o seio venoso.

Este tubo sofre várias torções e transformações internas, como por exemplo, a formação da parede do átrio único formando o átrio direito e o esquerdo, a formação da parede do ventrículo único formando o ventrículo direito e esquerdo e a parede do tronco-cone que originará o inicio da artéria pulmonar e parte inicial da aorta.

O início dos batimentos cardíacos ocorre em torno de 28 dias de gestação, momento no qual o coração passa a desempenhar sua principal função que é propiciar a circulação sanguínea de forma pulsátil e contínua.

O coração fetal então ficará com a seguinte conformação anatômica: átrio direito, átrio esquerdo, ventrículo direito e esquerdo, terá 4 valvas cardíacas (aórtica, pulmonar, mitral e tricúspide), receberá 2 veias cavas (superior e inferior) e 4 veias pulmonares, e sairão 2 artérias (aorta e pulmonar).

E só voltará a sofrer transformações significativas no momento do nascimento do bebê.

Circulação fetal e suas modificações

O feto não respira, pois seus pulmões contêm líquido, sendo a placenta o órgão responsável pela oxigenação do sangue fetal, ou seja, a placenta é o pulmão do feto. A circulação sanguínea fetal se faz da seguinte maneira: o sangue fetal é oxigenado na placenta e é levado pelas veias umbilicais, sendo uma parte para o fígado e uma parte diretamente para o coração através do ducto venoso (veia).

Este sangue oxigenado entra no átrio direito e parte dele é direcionado diretamente para o átrio esquerdo através de uma comunicação entre os átrios (forame oval) e parte do sangue é direcionado ao ventrículo direito que envia sangue para a artéria pulmonar.

Este volume todo não consegue chegar ao pulmão fetal, por este conter líquido e apresentar uma pressão muito alta, então o sangue da artéria pulmonar é desviado pelo canal arterial diretamente para a aorta descendente.

O sangue que foi desviado do átrio direito para o átrio esquerdo segue para o ventrículo esquerdo e após para a aorta que faz a irrigação dos membros superiores do cérebro do feto. O sangue que chegou à aorta pelo ventrículo direito através do canal arterial e do ventrículo esquerdo, será distribuído para todo o organismo fetal.

Modificações da circulação com o nascimento

O recém-nascido inicia a respiração com o choro porque ocorre aumento da caixa torácica, expansão pulmonar, o líquido pulmonar é aspirado para as porções periféricas, reabsorvido e substituído pelo ar.

Abre-se a rede vascular pulmonar e diminui a resistência vascular pulmonar, ou seja, a pressão arterial dos pulmões diminui. Esta pressão vai ser semelhante ao do adulto em torno dos primeiros quatro anos de vida.

Com a interrupção da passagem do sangue pelo cordão umbilical e placenta, aumenta a resistência vascular sistêmica (pressão arterial sistêmica do recém-nascido) e consequentemente diminui a pressão no lado direito do coração.

Ao mesmo tempo em que aumenta o fluxo pulmonar, aumenta o retorno ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares ocorrendo aumento da pressão no átrio esquerdo que faz o fechamento do forame oval (comunicação entre os átrios).

Estes dois mecanismos de diminuição da pressão pulmonar levam a melhor oxigenação do bebê e ao início do fechamento do canal arterial. Estas modificações do tipo de circulatório fetal são necessárias para instalação do tipo definitivo, denominado padrão adulto, que se perpetuará até o final da vida.

A circulação se fará então da seguinte maneira: as veias cavas superior e inferior trarão o sangue não oxigenado ao átrio direito que enviará este sangue para o ventrículo direito que através da artéria pulmonar levará o sangue aos pulmões para ser oxigenado.

O sangue oxigenado retornará por meio de quatro veias pulmonares ao átrio esquerdo que o enviará ao ventrículo esquerdo (local principal de força da bomba cardíaca) que distribuirá o sangue ao organismo por meio da artéria aorta e seus ramos.

O coração adulto

O coração adulto mantém a mesma configuração anatômica do coração do recém-nascido, todavia, como o restante do organismo sofre as influências do envelhecimento apresentando na velhice as seguintes alterações: diminuição da cavidade do ventrículo esquerdo, calcificação da valva aórtica e mitral, o músculo cardíaco apresenta menor número de células contráteis e aumenta a quantidade de colágeno no tecido conectivo.

Erros na formação ou desenvolvimento cardíaco

Os erros na formação ou desenvolvimento cardíaco levam ao aparecimento das cardiopatias congênitas. Esses erros podem ser de simetria, de defeitos da migração da ponta do coração, da formação da parede atrial, da formação da parede ventricular, anomalias da divisão entre o átrio e o ventrículo, anomalias do tronco e do cone, defeitos da valva aórtica e pulmonar, anomalias da evolução dos arcos aórticos, anomalias na drenagem das veias pulmonares e anomalias dos grandes troncos venosos.

As cardiopatias congênitas ocorrem em aproximadamente oito crianças para cada 1000 nascimentos. Estas são divididas em cardiopatia congênitas cianóticas e acianóticas.

Entre as cardiopatias cianóticas mais frequentes temos a tetralogia de Fallot que se constitui de estreitamento da valva pulmonar, aumento da espessura do ventrículo direito, aorta fica mais para a direita e comunicação entre o ventrículo esquerdo com o direito. A outra cardiopatia cianótica frequente é transposição das grandes artérias.

Nesta, a artéria pulmonar está conectada ao ventrículo esquerdo e artéria aorta está conectada ao ventrículo direito. Ambas as cardiopatias são tratadas cirurgicamente e tem com boa expectativa de vida.

Entre as cardiopatias congênitas acianóticas mais frequentes estão a comunicação interventricular (comunicação entre o ventrículo esquerdo com o direito), a comunicação interatrial (comunicação entre o átrio esquerdo com o direito), a persistência do canal arterial (ocorre falha no fechamento do canal arterial ao nascimento), estenoses valvares (pulmonar e aórtica).

Algumas destas cardiopatias têm resolução espontânea outras necessitam tratamento cirúrgico para sua resolução. Existem cardiopatias complexas que são incompatíveis com a vida e que a medicina vem pesquisando a melhor maneira de tratar estas crianças6.

Referências:

  1. Sauaia, N. Embriologia do coração e grandes vasos. São Paulo: Companhia Editorial Nacional.1976.pg12-21
  2. Drose, J.A. Embriologia e Fisiologia do Coração Fetal, in Ecocardiografia Fetal. 2001: Rio de Janeiro p. 1-11.
  3. Frajndlich, R. Fisiologia da Circulação Fetal, in Cardiologia Fetal Ciência e Prática, P. Zielinsky, Editor. 2006: Rio de Janeiro. p. 13-20.
  4. Sobrinho, JHM. Circulação embrionária, fetal e transicional neonatal,in Cardiopatias congênitas do recém-nascido.Diagnostico e Tratamento/ Maria Virginia Tavares Santana. São Paulo: Editora Atheneu. 2000. pg12-21
  5. Shoen F. O Coração. In: Patologia-Bases Patológicas das Doenças/ Kumar A, Fausto, editor 7ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2005.P583-650.
  6. Clark, EB. Etiology of Congenital Cardiovascular Malformations: Epidemiology and Genetics, in Moss and Adams heart disease in infants, children, and adolescents including the fetus and young adult. 6th ed/ edited by Hugh D. Allen et all.2001.pg 64-79.

O Ataque Cardíaco: Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)

Ataque Cardíaco

O termo médico para ataque do coração mais conhecido é o Infarto do Miocárdio. Também pode ser chamado Enfarte do miocárdio, doença isquêmica do coração, obstrução das coronárias, crise cardíaca. No nosso meio, o termo mais usado é o infarto.

Mas o que é o Infarto do Miocárdio?

O infarto do miocárdio se dá quando o suprimento de sangue a uma parte do músculo cardíaco é reduzido ou cortado totalmente. Isso acontece quando uma artéria coronária está contraída ou obstruída, parcial ou totalmente.

Com a supressão total ou parcial da oferta de sangue ao músculo cardíaco, ele sofre uma injúria irreversível e, parando de funcionar, o que pode levar à morte súbita, morte tardia ou insuficiência cardíaca com conseqüências desde severas limitações da atividade física até a completa recuperação.

Há mais de 150 mil casos de IAM no Brasil. O infarto do miocárdio pode também acontecer em pessoas que têm as artérias coronárias normais. Isso acontece quando as coronárias apresentam um espasmo, contraindo-se violentamente e também produzindo um déficit parcial ou total de oferecimento de sangue ao músculo cardíaco irrigado pelo vaso contraído.

Esse tipo de espasmo também pode acontecer em vasos já comprometidos pela ateroesclerose.

Quais são os fatores de risco?

  • Idade: Os homens com 45 anos ou mais e as mulheres com 55 anos ao mais têm alto risco.
  • Fumo: A exposição prolongada à fumaça de outras pessoas confere a você um alto risco de doença cardiovascular.
  • Altos níveis de colesterol: Se você tem altos níveis de triglicerídeos e baixo HDL (lipoproteína de alta densidade), é provável que você tenha um risco maior de ataque cardíaco.
  • Diabetes, principalmente se não é tratado.
  • Histórico familiar de ataque cardíaco: Se alguém na sua família tem histórico de ataque cardíaco, você também poderá tê-lo.
  • Estilo de vida sedentário: Não ser ativo fisicamente leva a níveis altos de colesterol ruim que podem causar a formação de placas.
  • Obesidade: Se você perder 10% do seu peso corporal, também reduzirá seu risco de ataque cardíaco.
  • Estresse: Pesquisadores alemães descobriram que assim que quando se tem estresse, os níveis de glóbulos brancos aumentam. Eles, por sua vez, aumentam o risco de desenvolver aterosclerose e ruptura de placas.
  • Uso de drogas ilícitas: O uso de cocaína ou anfetaminas pode causar espasmo arterial coronariano.
  • Histórico de pré-eclâmpsia: Se você teve pressão alta durante a gravidez, seu risco de ter ataque cardíaco é alto.
  • Histórico de doença autoimune, como artrite reumatoide ou lúpus.

Se você tem algum desses fatores de risco, sugiro que você visite seu médico para mantê-lo protegido contra ataques cardíacos ou qualquer doença cardiovascular.

Sinais e sintomas de um ataque cardíaco

Algumas pessoas podem ter sintomas leves ou nenhum sintoma de ataque cardíaco – isso é chamado de ataque cardíaco silencioso. Acontece principalmente nas pessoas com diabetes.

Para evitar a morte prematura relacionada a doenças cardíacas, observe outros sintomas comuns desse problema fatal:

  • Dor no peito ou desconforto: Esse é o sintoma mais comum quando se tem um ataque cardíaco. Algumas pessoas podem ter uma dor aguda repentina, enquanto outras podem ter só uma leve dor. Isso pode durar alguns minutos ou algumas horas.
  • Desconforto na parte superior do corpo: Você pode sentir dor ou desconforto nos braços, costas, ombros, pescoço, mandíbula ou na parte superior do estômago.
  • Falta de ar: Algumas pessoas podem ter somente esse sintoma, ou pode acontecer juntamente com a dor no peito.
  • Suor frio, náusea, vômitos e tontura repentina: Esses sintomas são mais comuns entre as mulheres.
  • Cansaço incomum: Você pode se sentir cansado por motivos desconhecidos e às vezes isso pode durar vários dias.

As pessoas mais velhas que têm um ou mais desses sintomas normalmente os ignoram, pensando que são apenais sinais de envelhecimento. No entanto, se você sente um ou mais desses sintomas, peça para alguém chamar uma ambulância imediatamente.

Como evitar um ataque cardíaco?

A maioria das doenças cardiovasculares pode ser prevenida. Recomendo estas práticas de estilo de vida para ajudá-lo a evitar um ataque cardíaco ou doença cardíaca:

  • Tenha uma alimentação saudável;
  • Faça exercícios regularmente;
  • Pare de fumar;
  • Evite o consumo de álcool;
  • Sente-se o menos possível;
  • Melhore seus níveis de vitamina D;
  • Experimente andar de pés descalços;
  • Libere-se do estresse.

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Realizando o Exame de Eletrocardiograma (ECG)

eletrocardiograma

Seja para prevenir doenças, para confirmar um diagnóstico, ou simplesmente para permitir a realização de atividades físicas sem riscos à saúde, o eletrocardiograma é um dos exames mais usados atualmente para checar o estado do coração. Esse exame verifica qualquer tipo de problema aparente e mostra ao médico qual é o melhor caminho a ser tomado nas mais variadas circunstâncias.

No entanto, são poucas as pessoas que fazem o eletrocardiograma, pensando que ele só deve ser prescrito em casos graves ou específicos, o que não é verdade.

O que é o Eletrocardiograma?

O eletrocardiograma é um exame que visa registrar a atividade elétrica do coração toda vez que este realiza um batimento, usando, para isso, uma série de eletrodos, pás e peras que são espalhados pelo corpo.

Esses eletrodos estão ligados a um aparelho, responsável por traduzir toda a atividade em um papel “termossensível”. A partir disso, o médico pode analisar os registros gráficos e avaliar o estado cardíaco do paciente de forma apurada.

O Técnico de Enfermagem pode realizar o exame de Eletrocardiograma (ECG)?

Temos um Parecer em nosso respaldo, o Parecer nº 29/2014- COREN/MS! 

O exame de Eletrocardiograma (ECG), por ser considerado um exame simples, não invasivo, fácil e repetitivo, não apresentando objeções de ser realizado (pode ser realizado) por um Auxiliar ou Técnico de Enfermagem, esses profissionais têm a capacidade de realizar a colocação de eletrodos e manuseio do aparelho.

Não é uma função privativa do Enfermeiro, porém,  é necessário que haja a supervisão de um Enfermeiro(a) na unidade, pois ele é o profissional que tem conhecimento técnico científico para analisar e identificar qualquer alteração fisiológica, assim se houver alguma intercorrência no decorrer do exame, esse técnico de enfermagem pode solicitar a presença do enfermeiro do setor. No entanto, a análise do exame e o laudo eletrocardiográfico são da competência do profissional médico.

Sabendo que o Enfermeiro também deverá registrar tudo em prontuário, mediante a Resolução Cofen nº 358, de 15 de outubro de 2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem.

Portanto, é favorável de que a realização do exame de eletrocardiograma (ECG), seja, realizado por qualquer um dos membros da Equipe de Enfermagem, desde que seja capacitado e treinado (Auxiliar ou Técnico de enfermagem, Enfermeiro), tendo em vista que não é privativo de nenhum profissional!

Quando o eletrocardiograma deve ser feito?

O eletrocardiograma é solicitado tanto para a confirmação de um diagnóstico quanto para verificar, preventivamente, algum tipo de doença cardiovascular, visto que essa é a principal causa de morte de indivíduos adultos.

arritmia e a desfibrilação, por exemplo, são disfunções cardíacas que podem ser verificadas por meio do exame. No entanto, doenças como hipotireoidismo e AVC (Acidente Vascular Cerebral) também costumam ser constatadas, mesmo envolvendo outras áreas do organismo. Isso prova que o exame, além de eficaz, é bem abrangente.

Como fazer um eletrocardiograma?

Preparando o paciente adequadamente

O primeiro passo para o eletrocardiograma é a preparação do paciente, que deve estar ciente que o exame é seguro, livre de riscos e rápido — desde que paciente colabore.

Para a realização do exame, é necessário colocar os eletrodos em pontos específicos do corpo. Se o paciente apresentar muitos pelos nesses locais, será necessário uma tricotomia (depilação), para que o eletrodo se fixe corretamente e não haja interferências.

Retirando toda a roupa, joias e qualquer adorno que estiver no corpo, o paciente deverá ser colocado de barriga pra cima, estando pronto para a sucessão do procedimento. O paciente deverá estar em repouso, por isso, é importante que movimentos bruscos sejam evitados 10 minutos antes do exame.

Posicionando os eletrodos de forma correta

Os eletrodos são fixados a partir de um gel colante, mas antes disso, é necessário que se passe álcool desengordurante na pele, a fim de retirar parte da camada córnea, garantindo máxima eficácia para o exame.

Os eletrodos são colocados seguindo dois tipos de derivação, chamadas precordiais e periféricos. Os precordiais serão colocados sob o peito, enquanto os periféricos serão posicionados nos membros do paciente.

Os eletrodos precordiais são classificados como eletrodos V, e possuem determinados locais de atuação. Vejam quais são:

  • V-1: quarto espaço intercostal (entre as costelas), na margem direita do esterno. Possui cor vermelha.
  • V-2: quarto espaço intercostal, na margem esquerda do esterno. Possui cor amarela.
  • V-3: entre V-2 e V-4. No entanto, deve-se colocar V-4 primeiro. Possui cor verde.
  • V-4: quinto espaço intercostal na linha média clavicular esquerda. Possui cor marrom.
  • V-5: quinto espaço intercostal, situado na axilar anterior esquerda. Possui cor preta.
  • V-6: quinto espaço intercostal, situado na axilar média esquerda. Possui cor roxa.

Para iniciar a colocação, deve-se contar os espaços entre as costelas a partir da clavícula direita.

Os eletrodos periféricos são mais simples de ser colocados, basta lembrar da ordem vermelho-amarelo-preto-verde. Veja:

  • Eletrodo RA: braço direito. Tem a cor vermelha.
  • Eletrodo LA: braço esquerdo. Tem a cor amarela.
  • Eletrodo RL: tornozelo direito. Tem a cor preta.
  • Eletrodo LL: tornozelo esquerdo. Tem a cor verde.

O eletrocardiograma é um exame extremamente eficaz e possibilita o indivíduo descobrir uma série de distúrbios ou doenças que podem afetar o seu coração. Afinal, o quanto antes o problema for analisado, mais rápido ele poderá ser resolvido.

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