A gravidez é um evento fisiológico, mas não está isenta...
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Campânula X Diafragma (Estetoscópio): Quando usar?
A campânula e o diafragma são as duas partes do estetoscópio que podem ser usadas para auscultar os sons do corpo.
Características: Quando usar?
A campânula é a parte menor, em forma de cone, que capta os sons de baixa frequência, como ruflar diastólico, terceira e quarta bulhas e alguns murmúrios, em geral, auscultar sons cardíacos e vasculares graves.
O diafragma é o disco de plástico plano que capta os sons de alta frequência, como os sons pulmonares e cardíacos normais, em geral, auscultam sons pulmonares e intestinais agudos.
Como usar?
Para utilizar a campânula, é preciso abrir essa parte do estetoscópio, girando o auscultador até que o diafragma fique fechado.
Depois, coloca-se a campânula sobre a área do corpo que se quer examinar, sem fazer muita pressão, pois isso pode alterar a qualidade dos sons. É importante que o paciente fique parado e que não haja interferência de roupas grossas ou ruídos externos .
A campânula pode ser usada para avaliar condições como estenose mitral, estenose tricúspide, insuficiência cardíaca e pericardite. Também pode ser usada para aferir a pressão arterial, pois ambas as partes do estetoscópio são adequadas para esse fim.
O “Pillow Splinting” ou imobilização do diafragma, é uma simples técnica de imobilização em pacientes cirúrgicos, muito comum em casos de cirurgia cardíaca.
Essa técnica consiste em auxiliar o paciente a manter o conforto e a diminuição de dor quando tossir, utilizando um travesseiro ou almofada apoiado sob sua incisão no tórax, sendo uma forma de prevenção quanto à pneumonia.
Muitos pacientes evitam tossir porque é muito doloroso, mas é vital tossir o suficiente para evitar complicações pulmonares. A tosse limpa os pulmões de secreções normais, material infeccioso como pus e objetos estranhos, mantendo os pulmões abertos e expandidos.
A almofada não apenas diminui a dor da tosse, mas também pode impedir que a ferida se abra.
Para pacientes que evitam tossir ou estão fracos demais para tossir, pode ser necessário o auxílio de aspiração pulmonar para limpar os pulmões no hospital. A tosse é preferível e mais eficaz do que a sucção.
Indicações da Imobilização
Para minimizar a dor ao se mover e tossir;
Tosse: Incentivar a expectoração de muco e secreções que se acumulam nas vias aéreas após anestesia geral e imobilidade.
Avaliação
Avalie os fatores de risco do cliente para o desenvolvimento de complicações respiratórias (por exemplo, anestesia geral, história de doença pulmonar ou tabagismo, trauma na parede torácica, resfriado ou infecção respiratória na última semana);
Avalie a qualidade, frequência e profundidade da respiração;
Auscultar sons respiratórios;
Inspecione o posicionamento da incisão e avalie se ela interfere ou não na expansão torácica;
Avalie a capacidade física do cliente para cooperar e realizar exercícios pulmonares:
Nível de consciência;
Barreiras de linguagem ou comunicação;
Capacidade de assumir a posição de Fowler;
Nível de dor (medicar conforme prescrito).
Procedimento
Auxilie o cliente para a posição de Fowler ou sentada.
Justificativa: A posição ereta permite aumento da excursão diafragmática secundária ao deslocamento para baixo dos órgãos internos devido à gravidade.
Se houver ruídos respiratórios adventícios ou expectoração, peça ao cliente que respire fundo, segure por 3 segundos e tussa profundamente duas ou três vezes. Fique ao lado do cliente para garantir que a tosse não seja direcionada a você. O cliente deve tossir profundamente, não apenas limpar a garganta.
Justificativa: Várias tosses consecutivas são mais eficazes do que uma única tosse para mover o muco para cima e para fora do trato respiratório.
Se o cliente tiver uma incisão abdominal ou torácica que cause dor durante a tosse, instrua-o a segurar um travesseiro firmemente sobre a incisão (fixação) ao tossir.
Justificativa: A tosse usa os músculos respiratórios acessórios e abdominais, que podem ter sido cortados durante a cirurgia. A tala suporta a incisão e os tecidos circundantes e reduz a dor durante a tosse.
Instruir, reforçar e supervisionar exercícios de respiração profunda e tosse a cada 2 a 3 horas após a cirurgia.
Justificativa: A realização desses exercícios a cada 2 a 3 horas facilitará a ventilação pulmonar e promoverá a desobstrução das vias aéreas sem sobrecarregar o cliente.
Documentar o procedimento realizado.
Justificativa: Mantém registro legal e se comunica com a equipe de saúde.
Bebês e Crianças
Os bebês não podem cooperar com exercícios de tosse e respiração profunda, mas acredita-se que o choro hiperinsufle os pulmões.
As crianças pequenas aprendem por meio de jogos e imitações. Um jogo pré-operatório de “O mestre mandou” é uma maneira de ensiná-los exercícios pulmonares: “O mestre mandou dizer para tocar seu nariz”, “O mestre mandou dizer para colocar a língua para fora”, “O mestre mandou dizer para tossir”.
Colaboração e Delegação
A equipe de enfermagem pode lembrar e ajudar os clientes a respirar fundo e tossir. Oriente claramente para esse pessoal aqueles clientes que precisam de tosse agressiva para promover um estado pulmonar ideal.
Exercícios para Tosse e Respiração
Tosse e respiração profunda (CDB) é uma técnica usada para ajudar a manter os pulmões limpos durante os primeiros dias ou semanas após a cirurgia. Os exercícios são uma ferramenta eficaz para prevenir pneumonia e atelectasia, uma condição pulmonar em que os pulmões não se expandem da maneira que deveriam.
A técnica varia um pouco de lugar para lugar, mas a ideia geral é a mesma. Para realizar um exercício de CDB:
Orientar a respirar fundo, e segurar por alguns segundos e expirar lentamente;
Orientar a repetir por cinco vezes;
Orientar a Preparar sua incisão e tentar a tossir profundamente;
Orientar a repetir todo o procedimento a cada uma ou duas horas.
A aorta é a principal artéria do corpo humano. Ela sai do ventrículo esquerdo do coração e segue em direção a raiz do pulmão esquerdo. Depois ela passa através do diafragma até chegar ao abdômen e se divide, no nível da quarta vértebra lombar, nas artérias ilíacas direita e esquerda. Delas se nutrem as vísceras pélvicas e os membros inferiores.
Logo após sair do coração, a aorta dá lugar as artérias coronárias, que fornecem sangue para o músculo cardíaco. A partir do arco surgem as artérias subclávias e carótidas, que fornecem sustentação a cabeça e aos braços. No tórax, a parte descendente da aorta dá lugar as artérias intercostais, que se ramificam na parede do corpo.
Na região do abdômen, tem origem a artéria celíaca que se divide em gástrica, hepática e esplênica; as artérias mesentéricas que se vão para os intestinos, as artérias renais que nutrem de sangue os rins, e pequenas ramificações que se dirigem à parede do corpo e aos órgãos de reprodução.
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