Traqueotomia X Traqueostomia: As Diferenças

Uma simples letra pode mudar o sentido destas duas palavras: A Traqueotomia Vs Traqueostomia. Certamente, é preciso tomar cuidado quando relata estes termos em seu relatório de enfermagem.

O termo previamente adotado traqueotomia significa incisão ou abertura da traqueia para exame, retirada de corpo estranho, inserção de agulhas de radium, ou para exérese de simples proliferação, após o que a traqueia é fechada.

Entretanto, fazer uma janela na traqueia para a inserção temporária ou permanente de uma cânula é o procedimento de traqueostomia, justamente porque palavras semelhantes são empregadas em outras regiões de referência a gastrostomia, colostomia, jejunostomia. A distinção talvez seja sutil, mas digna de descrição acurada.

Uma Pequena explicação Terminológica

Primeiramente, os termos técnicos terminados em tomia designam corte, secção, incisão, laparotomia, flebotomia, etc. A desinência tomia do grego tomé, corte, incisão.

Designa igualmente, de acordo com o idioma de origem, corte com ablação polipotomia, por exemplo.

E enfim, os termos técnicos terminados em stomia referem-se a criação ou formação de uma boca: gastrostomia, jejunostomia, etc.

A desinência stomia origina-se de grego stoma (geri. stomatos), cujo significado principal é a boca, e, por analogia, qualquer abertura que se lhe possa comparar.

O procedimento corrente e freqüente, que é  feito para resolver problemas respiratórios de qualquer espécie, fique o ducto aberto um minuto, uma hora, um dia, um mês, é sempre traqueotomia (sem s). A que fixa em definitivo a traqueia à pele por meio de sutura tal como em certos regiões do organismo, esta sim, é traqueostomia (com s).

 

Veja também:

https://enfermagemilustrada.com/entenda-sobre-a-traqueostomia/

Manuseando o Instrumental para Curativo e os tipos de curativo

Manuseando o Instrumental para Curativo e os tipos de curativo

Sabe como utilizar o instrumental para curativos?

 

 

O manuseio do instrumental de curativo é bem simples!

 

A técnica é de evitar que contamine o centro do instrumental, e saber pegar de um modo correto para que consiga segurar a gaze sem cair. É muito mais fácil o par de ferro do que a luva estéril, pois você tem as mãos livres para trabalhar com outros itens durante o curativo, e a luva estéril não.

 

 

Durante a execução do curativo, as pinças devem estar com as pontas para baixo em um campo estéril, prevenindo a contaminação; deve-se usar cada gaze uma só vez e evitar conversar durante o procedimento técnico.

 

 

Os procedimentos para realização do curativo, devem ser estabelecidos de acordo com a função do curativo e o grau de contaminação do local. Deve ser feita uma limpeza da pele adjacente à ferida, utilizando uma solução que contenha sabão, para desengordurar a área, o que removerá alguns patógenos e vai também melhorar a fixação do curativo à pele. A limpeza deve ser feita da área menos contaminada para a área mais contaminada, evitando-se movimentos de vai e vem.

 

Nas feridas cirúrgicas, a área mais contaminada é a pele localizada ao redor da ferida, enquanto que nas feridas infectadas a área mais contaminada é a do interior da ferida. Deve-se remover as crostas e os detritos com cuidado; lavar a ferida com soro fisiológico em jato, ou com PVPI aquoso (em feridas infectadas, quando houver sujidade e no local de inserção dos cateteres centrais); por fim fixar o curativo com atadura ou esparadrapo.

 

 

Em certos locais o esparadrapo não deve ser utilizado, devido à motilidade (articulações), presença de pelos (couro cabeludo) ou secreções.

 

Nesses locais deve-se utilizar ataduras. Esta vede ser colocada de maneira que não afrouxe nem comprima em demasia. O enfaixamento dos membros deve iniciar-se da região distal para a proximal e não deve trazer nenhum tipo de desconforto ao paciente.

 

O micropore deve ser inicialmente colocado sobre o centro do curativo e, então, pressionando suavemente para baixo em ambas as direções. Com isso evita-se o tracionamento excessivo da pele e futuras lesões.

 

O esparadrapo deve ser fixado sobre uma área limpa, isenta de pelos, desengordurada e seca; deve-se pincelar a pele com tintura de benjoim antes de colocar o esparadrapo. As bordas do esparadrapo devem ultrapassar a borda livre do curativo em 3 a 5 cm; a aderência do curativo à pele deve ser completa e sem dobras.

 

Nas articulações o esparadrapo deve ser colocado em ângulos retos, em direção ao movimento.Obedecendo as características acima descritas, existem os seguintes tipos de curativos padronizados:

 

CURATIVO LIMPO

– Ferida limpa e fechada, limpar primeiramente de dentro para fora!
– O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas.
– Após este período, a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão.
– Utilizar PVP-I tópico somente para ablação dos pontos.

 

CURATIVO COM DRENO

– O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado.
– O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem.
– Se houver incisão limpa e fechada, o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão.
– Sistemas de drenagem aberta (p.e. penrose ou tubulares), devem ser mantidos ocluídos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas.
– Após este período, a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico.
– Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose, pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local.
– A mobilização do dreno fica a critério médico.
– Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho.

 

CURATIVO CONTAMINADO

Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância, com ou sem infecção. Por estarem abertas, estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena.
– O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco, sempre começando de fora para dentro (por ser menos contaminado do que a região interna da ferida).
– O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem, devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização.
– O curativo deve ser protegido durante o banho.
– A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril.
– A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico.
– As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas, pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares, produzem hemólise e são absorvidos pelas proteínas, interferindo prejudicialmente no processo cicatricial.
– Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos.
– Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab), para monitorização microbiológica.

Estudo Dirigido: Cálculo de Medicamentos (Insulina, Heparina, Penicilina, Gotejamento, Diluição e Transformação)

Cálculo de Medicamentos

Para preparar e administrar medicamentos, é preciso considerar 11 saberes, segundo Figueiredo et al (2003, p.173):

  1. Saber quem é o cliente;
  2. Saber quais são suas condições clínicas;
  3. Saber seu diagnóstico;
  4. Saber qual é o medicamento;
  5. Saber as vias;
  6. Saber as doses;
  7. Saber calcular;
  8. Saber as incompatibilidades;
  9. Saber sobre interações medicamentosas, ambientais, pessoais e alimentares;
  10. Saber sentir para identificar sinais e sintomas de ordem subjetiva;
  11. Saber cuidar.

Dúvidas em cálculo de gotejamento? Veja o vídeo abaixo!

 

Cabe destacar que, a dose adequada é uma das partes mais delicadas da administração de medicamentos e envolve responsabilidade, perícia e competência técnico-científica. Logo, é necessário que o técnico de enfermagem entenda alguns conceitos:

Dose: quantidade de medicamento introduzido no organismo a fim de produzir efeito terapêutico.

– Dose máxima: maior quantidade de medicamento capaz de produzir ação terapêutica sem ser acompanhada de sintomas tóxicos.

Dose tóxica: quantidade que ultrapassa a dose máxima e pode causar conseqüências graves; a morte é evitada se a pessoa for socorrida a tempo.

Dose letal: quantidade de medicamento que causa morte.

Dose de manutenção: quantidade que mantém o nível de concentração do medicamento no sangue.

Unidades de medida:

– grama: unidade de medida de peso; sua milésima parte é o miligrama (mg), logo 1g corresponde a 1000mg e 1000g correspondem a 1 kg.

– litro: unidade de volume; sua milésima parte corresponde ao ml, logo, 1000ml é igual a 1l; dependendo do diâmetro do conta-gotas, 1ml corresponde a 20 gotas e 1 gota corresponde a 3 microgotas.

centímetro cúbico (cc ou cm³): é similar ao ml, logo 1cc equivale a 1ml.

Noções elementares:

Solução é uma mistura homogênea composta de duas partes.

Suspensão é também composta por duas partes, mas difere da solução por ser heterogênea, o que significa que após centrifugação ou repouso, é possível separar os componentes, o que não ocorre na solução.

A concentração de uma mistura é determinada pela quantidade de soluto numa proporção definida de solvente, e poderá ser expressa em porcentagem (%) ou em g/L. Como exemplo temos que uma solução de glicose com 5g de glicose (soluto) dissolvida em 100 ml de água (solvente) é uma solução com concentração de 5%. Isso significa que a concentração é obtida pela divisão da massa (g) pelo volume, e é expressa em % ou g/L.

Exemplo 1) TRANSFORMAÇÃO DE SOLUÇÕES:

Para as transformações será usado como padrão o frasco de 500 ml de soro.

Temos 500 ml de soro glicosado 5 % e a prescrição foi de 500 ml a 10%.

Primeiro passo – Verifica-se quanto de glicose há no frasco a 5 %.

100 ml – 5 g

500 ml – x

x = 500 x 5 / 100 = 25g

  • 500 ml de soro glicosado a 5% contem 25g de glicose

Segundo passo – Verifica-se quanto foi prescrito, isto é, quanto contem um frasco a 10%

100ml – 10g

500 ml – x

X = 500 x 10 / 100 = 50g

  • 500 ml de soro glicosado a 10% contem 50g de glicose.
  • Temos 25g e a prescrição foi de 50g; portanto, faltam 25g.

Terceiro passo – Encontra-se a diferença procurando supri-la usando ampolas de glicose hipertônica

Temos ampola de glicose de 20 ml a 50%

100 ml – 50g

 20 ml – x

X = 20 x 50 / 100 = 10g

  • Cada ampola de 20 ml a 50 % contem 10g de glicose

20 ml – 10g

X – 25g

X = 20 x 25 / 10 = 50 ml

  • Será colocado então, 50 ml de glicose a 50%, ou seja, 2 + ½ ampolas de 20 ml no frasco de 500ml a 5%. Ficaremos com 550 ml de soro glicosado.

Exemplo 2) CALCULO DE INSULINA

Temos seringa de 1 ml graduada em 40 UI, o frasco de insulina é de 80 UI por mililitro. A dose prescrita foi de 25 UI.

80 U – 25 U

40 U – x

X = 40 X 25/ 80 = 12,5 U, então aspiraremos 12,5 UI, que correspondem as 25 UI prescritas.

Quando as unidades não coincidem com o frasco:

Frasco ————- seringa

Prescrição ——–X

Exemplo: insulina simples 20 UI

               Disponível: frasco ——— 40 UI

                                  Seringa ——– 80 UI

40 ———- 80 UI

20 ———- X

X = 40 UI

Exemplo 3) DILUIÇÃO DE MEDICAMENTO (REGRA DE TRÊS)

Temos gentamicina 80 mg em ampolas de 2 ml. Foi prescrito 60 mg, quanto administrar?

2 ml –  80 mg

X – 60 mg

X = 1,5 ml

  • Devo administrar 1,5 ml de gentamicina.

EXERCÍCIOS DE CÁLCULO PARA DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS

  • Quantos gramas de permanganato de potássio são necessários para preparar   250 ml de solução a 2%?
  • Quantos gramas de cloreto de sódio são necessários para preparar 500 ml de solução salina  a 7,5%?
  • Administrar 30 U de insulina, usando uma solução de 80 U/ml e uma seringa graduada em 40 U
  • Administrar 20 U de insulina, usando uma solução de 40 U/ml e uma seringa graduada em 80 U/ ml
  • Em quantos ml deve-se diluir 80 mg de gentamicina para se obter 705g em 0,5 ml?
  • Em quantos ml de soro fisiológico deve-se diluir 1g de binotal para se obter  150 mg em 1 ml?
  • Em quantos ml de SF deve-se diluir 10.000.000 unidades de penicilina para se obter 750.000 unidades em 1 ml ?
  • Administrar glicose EV. Apresentação glicose 50% em ampola de 20 ml.
  • Administrar Lasix, ampola de 2 ml de 20 mg/ml. Aplicar 15 mg. Quanto diluir  e quantos ml administrar?
  • Temos frascos de penicilina cristalina 5.000.000 U, administrar 1.250.000 U.
  • Temos frascos de penicilina cristalina 10.000.000 U, administrar 7.000.000 U
  • Temos heparina, frasco de 05 ml que contem 5.000 U/ ml. Administrar:
  • 2.500 U
  • 12.500 U
  • 18.000 U
  • 20.000 U
  • Temos frascos de Decadron com 2,5 ml, que contem 4 mg/ml. Esta prescrito 0,8 mg, quantos ml aplicamos?
  • Temos frascos de Decadron com 2,5 ml, que contem 4 mg/ml.    Esta prescrito 25 mg, quantos ml aplicamos?
  • Um frasco de Keflex 500 mg a ser diluído em 5 ml, administrar 135 mg, quantos ml isto me representa?
  • Temos um frasco de Mefoxim 1 g a ser diluído em 6 ml, esta prescrito 350 mg, quanto aplicaremos?
  • Temos um frasco de penicilina cristalina 10.000.000 U. Administrar 2.800.000 U. Diluir em 10.
  • Temos heparina frasco de 5 ml com 5000 U/ml. Infundindo 4 ml equilvale a quantas unidades?

Cálculo para administração de medicamentos

O cálculo para administração de medicamentos deve ser feito com muito cuidado e atenção, pois a dose deve ser precisa. Alguns medicamentos precisam ser dissolvidos em água destilada de solução fisiológica 0,9%, transformando-os em solução. Uma solução pode apresentar diferentes concentrações e ser definida como isotônica, hipotônica e hipertônica, de acordo com a quantidade de soluto presente na diluição.

Problema 1: Foram prescritos 100 mg VO de Fosfato sódico de prednisolona suspensão de 6/6 h. Quantos mililitros devem ser administrados?

Para encontrar a dose a ser administrada deve-se observar todos as informações disponibilizadas pela embalagem ou rótulo do medicamento. Os alunos buscaram então alguma relação matemática que ajudasse na resolução do problema. Verificaram a quantidade de soluto e a quantidade de solvente. No caso do medicamento descrito temos:

Em seguida, os alunos verificaram quais grandezas que poderíamos estabelecer relações, de acordo com o solicitado no problema, e se encontravam na mesma unidade de medida. Num segundo momento, os alunos passaram a identificar qual a relação existente, ou seja, as grandezas eram diretamente ou inversamente proporcionais, para depois montar a estrutura da Regra de Três. Assim encontraram:

as grandezas são diretamente proporcionais

Estando pronta a estrutura aplicaram a Regra Fundamental das Proporções, isto é, “o produto dos meios é igual ao produto dos extremos”.

A quantidade a ser administrada da suspensão de Fosfato sódico de prednisolona será 33 ml. Como o frasco da solução vem acompanhado de uma colher graduada em ml, fica fácil medir a quantidade encontrada.

Problema 2: O médico prescreveu 25 mg de Nimesulida de 12 em 12 horas, para uma criança.

A primeira sugestão dos alunos para solucionar o problema foi na mudança da forma do medicamento. Já que seria administrado a uma criança, seria bom que fosse por meio de uma solução. O professor sugeriu então que fosse diluído em 10 ml de água destilada. De acordo com as informações da embalagem tem-se 100 mg do composto em cada comprimido. Assim os alunos sugeriram dividi-lo ao meio, encontrando 50 mg, e então diluí-la em 10 ml de água destilada para retirar 25 mg em solução.

Os alunos estabeleceram mentalmente a relação entre as grandezas, centralizando mais na forma de administrar medicamento para uma criança. Encontraram então uma dose de 5,0 ml da diluição preparada com o medicamento proposto.

Cálculos com diferentes porcentagens

Estes problemas consistiam em cálculos de porcentagens que expressam a quantidade de soluto por solvente de uma solução. O professor apresentou diferentes situações aos grupos e em seguida fez com que compartilhassem as formas de raciocínio para resolução dos problemas. A maioria dos grupos utilizou a Regra de Três para solucioná-los.

Problema 1: Quantos gramas de glicose tem na solução de Soro Glicosado 5%, em frascos de 1000 mililitros?

Num primeiro momento os alunos logo resolveram a porcentagem e mostraram que 5% equivalem a 5 gramas de glicose em 100 mililitros

A partir daí encontraram a relação que

Portanto, verificaram que em 1 frasco de Soro Glicosado de 1000 mililitros contém 50 gramas de glicose.

Problema 2: O hospital tem disponível ampolas de Vitamina C a 10%, com 5 mililitros. Quantos miligramas de Vitamina C têm na ampola?

Os alunos aplicaram diretamente a Regra de três, ficando implícita a leitura da porcentagem.

Imediatamente observaram que o problema pedia a quantidade em miligramas e que a resposta encontrada se encontrava em gramas. Fizeram a transformação multiplicando o resultado por 1000, pois 1 grama equivale a 1000 miligramas. O resultado obtido foi então 500 mg de Vitamina C.

Transformação do Soro

            Os problemas que envolvem transformação do soro foram exemplificados e não trabalhados elaborados pelos alunos ou sugeridos pelo professor. A idéia de primeiro exemplificá-los surgiu devido a dificuldade de interpretação dos alunos em problemas apresentados pelas obras que falam sobre cálculo em enfermagem.

Exemplo 1: Foram prescritos 1000 mililitros de Soro Glicosado a 10%. Na clínica dispomos somente de 1000 mililitros de Soro Glicosado a 5% e ampolas de glicose de 20 mililitros a 20%. Como se deve proceder para resolver este problema?

A melhor forma de resolver este problema e ver o material disponível, isto é:

 

Portanto, já temos 50 gramas de glicose, teremos que acrescentar mais 50 gramas. Com vimos no cálculo anterior, teremos que utilizar as ampolas de glicose a 50% e também já sabemos que 1 ampola de glicose a 5% (20 ml) tem 10 gramas de glicose.

É claro que 100 mililitros de solução de glicose a 50% (5 ampolas) não cabem no frasco de Soro Glicosado 5 %. Então teríamos que desprezar 100 mililitros de Soro glicosado a 5%. Se desprezarmos 100 mililitros estaremos jogando junto 5 gramas de açúcar (5 g – 100 ml) e teremos que repor os 5 gramas (corresponde a meia ampola de glicose a 50%). Portanto, desprezaríamos 100 mililitros do Soro Glicosado e acrescentaríamos 5 ampolas e meia de glicose a 50% (110 ml) e estaria pronto para uso a Solução Glicosada  a 10% – 100 ml.

CÁLCULO DE MEDICAÇÃO

Pode ser resolvido na maioria das situações,pela utilização da regra de três. Essa regra nos ajuda a descobrir o valor de uma determinada grandeza que está incógnita.
Normalmente temos 4 itens mas só sabemos 3, montamos a conta de jeito que conseguimos descobrir esse item desconhecido.

Uma regra de ouro é sempre usar os mesmo tipos de medida, se a prescrição está em micrograma e a apresentação está em grama, você vai precisar converter um dos dois para que fique no mesmo tipo do outro, ou deixa os dois em grama ou deixa os dois em micrograma, senão o resultado não vai dar certo.

Para aplicação da regra de três, são necessários algumas precauções prévias:
As grandezas proporcionais dos termos devem estar alinhadas e o raciocínio deverá ser encaminhado para se descobrir uma incógnita por vez.
Podemos aplicar regra de três quantas vezes for necessário com os termos variáveis até se conseguir o resultado desejado.

A disposição dos elementos para regra de três deve ser da seguinte forma:
1ª linha -> colocar a informação
2ª linha -> colocar pergunta

Em uma ampola de dipirona tenho 2 ml de solução. Quantos ml de solução tenho em três ampolas?

Não se preocupe se não entendeu bem ainda, com os exemplos de abaixo vamos esclarecer melhor. Mais uma vez o mesmo exemplo acima, do mesmo jeito só que mais resumido.

1ª passo:

Organizar a informação na primeira linha e a pergunta na 2ª linha,com o número de ampolas de um lado e ml do outro:

1º linha informação:  1 (ampola)———– 2 (ml)
2º linha pergunta:     3 ( ampola) ———– X (ml)

2ª passo:

1 x X = 2 x 3

3ª passo: 

X = ( 2×3) : 1 =  6ml
resposta: em 3 ampolas há 6ml de dipirona.  

 

2ª EXEMPLO

Se 1ml contém 20 gotas,quantas gotas há em um frasco de sf 0,9% de 250ml?

1ª passo:

1ml —– 20 gotas
250ml —- x gotas

2ª passo:

1 x X = 20 x 250, X = 5.000 gotas
resposta: 250 ml contém 5.000 gotas.

3º EXEMPLO

Foi prescrito 1g de cloranfenicol v.o.
Quantos comprimidos de 250mg devo administrar?
Esse é um dos casos da regra de ouro do começo do artigo, temos que deixar os dois do mesmo jeito ou vão ser grama ou vão ser micrograma.
Vamos converter tudo para grama, assim não trabalhamos com virgulas.

Pré passo

1g (grama) é igual a 1000 mg (micrograma) então nossa 1 grama passa a ser 1000micrograma, é a mesma coisa que trocar 6 por meia dúzia porém, se não fizermos isso o cálculo não funciona, lembre o mesmo formato de medida, um em baixo do outro.

1ª passo

1cp —— 250mg
x cp —–1000mg ( nossa  antiga 1 grama)

2ª passo

250 x X = 1 x 1000

3ª passo

X = 1.000 : 250 então X= 4 cp
resposta: devo administrar 4 comprimidos de 250mg.  

3º EXEMPLO

Binotal 500mg v.o. de 6/6h.

Apresentação do binotal 250mg em comprimidos.

 

500mg ——- X comprimido

250mg ——- 1 comprimido

250 x X = 500 x 1
X= 500/250
X= 2
resposta: serão administrado 2 comprimidos.

4º EXEMPLO

Garamicina de 40mg im de 12/12h.
Apresentação da garamicina e de 80mg ampola de 2ml.

40mg ———- X ml
80mg ——— 2 ml

80 x X = 40 x 2
X = 80/80
X = 1
Resposta: sera administrado 1ml, ou seja, 1/2 ampola.

 

5º EXEMPLO

Glicose 20g i.v. de 12/12h
Apresentação glicose 50%, ampola de20 ml.
Nesse exemplo vamos usar a mesma regra para chegar a solução, mas precisamos lembrar antes que o % “por cento” significa que existe tanto para cada 100 partes, ou seja 50% quer dizer que em 100ml do solvente temos 50 gramas do soluto.
50% = 50g ——- 100 ml

Uma regra de 3 indica quantas gramas de glicose teremos em nossa ampola
50G ——- 100 ML
X G ——- 20 ML

100 x X = 50 X 20
X= 1000/100
X= 10G

PORTANTO, DENTRO DA AMPOLA DE 20ML DE GLICOSE 50% HÁ 10G De glicose. O PRÓXIMO PASSO É CALCULAR QUANTOS ML SERÃO USADOS.

10G ———– 20ML
20G ———- X ML
10 x X = 20 X 20
X = 400/10
X = 40 ML

RESPOSTA: SERÃO ASPIRADOS 40 ML; OU SEJA,2 AMPOLAS.


Como sempre termino os artigos sobre cálculo, recomendo que pratique muito, muito mesmo, faça pelo menos dois exercícios desse tipo por dia, mesmo que esteja trabalhando, e não é só esse tipo de cálculo,mas exercite todos ao tipos que puder especialmente os mais complexos como penicilina, heparina e outros mais específicos.

Lembre sempre que em sua profissão é necessário excelência, você precisa de muita responsabilidade com seu trabalho, esteja sempre em condições.

Conceitos e medidas em medicação

Antes mesmo de aprendermos cálculos de gotejamento ou transformação de soros é necessário assimilar bem os Conceitos básicos em soluções e apresentações  de medicamentos. A seguir um resumo para estudo e referência, incluindo um exemplo da regra de três.

Conceitos básicos em soluções e apresentações de medicamentos


SOLVENTE: É a parte líquida da solução, onde o elemento principal está “dissolvido” normalmente é  água destilada.

SOLUTO: É a porção sólida da solução, ou seja se evaporar todo liquido o que sobra no frasco é o soluto se fosse um SF (Soro Fisiológico) sobraria pó de Cloreto de Sódio.

CONCENTRAÇÃO: É a relação entra quantidade de soluto e solvente.Segundo sua concentração solução pode ser classificada em :

ISOTÔNICA: É uma solução com concentração igual ou mais próxima possível à concentração do sangue.
HIPERTÔNICA: É uma solução com concentração maior que a concentração do sangue.

 

HIPOTÔNICA: É uma solução com concentração menor que à do sangue

PROPORÇÃO: É uma fórmula que expressa a concentração da solução e consiste na relação entre soluto e o solvente expressa em partes.
exemplo: 1:40 indica que temos 1g de soluto para 40 ml de solvente.

PORCENTAGEM: É outra forma de expressar concentração.
O termo por cento (%) significa centésimo. Um porcentual é uma fração cujo numerador é expresso e o denominador que não aparece é sempre 100. Ou seja o numero que vem antes do % indica quantas partes de soluto existe em 100 partes da solução.
exemplo: 5% indica que temos 5g de soluto em 100 ml de solvente, se temos um soro glicosado a 5% então temos 5 gramas de glicose em cada 100 ml desse soro.

REGRA DE TRÊS: Relação entre grandezas proporcionais em que são conhecidos três termos e quer se determinar o quarto termo. È o calculo mais usado para transformação de soro e diluição de medicamento.

Por exemplo uma ampola de medicamento Stone com 10ml a 50% está prescrito 1 grama de Stone  IV.
Sabemos pela ampola que indica que a cada 100ml de solução tem 50 gramas de soluto, então precisamos saber em quantos ml teremos a 1gr desejada.
100ml—->50gr
Xml——> 01gr
Para saber o X fazemos uma conta cruzada e invertida, cruzada pois pegamos o que sabemos de baixo e multiplicamos pelo lado oposto do de cima e invertida porque depois dividimos esse resultado pelo numero que sobrou em cima, não é complicado , no nosso exemplo:
Multiplicamos a 1grama pelos 100ml, temos então 100, dividimos pelo numero que sobrou que é o 50gr, nosso resultado é 2, então o X é igual a 2, então ainda em 2ml teremos a 1gr que precisamos administrar.
COMPREENDENDO AS MEDIDAS

O sistema métrico decimal é de muita importância para cálculo e preparo de drogas e soluções. Ao preparar a medicação é necessário confirma unidade de medida e se não estiverem no mesmo tipo de fração devem ser transformadas, ou tudo está em grama ou em miligrama, não se trabalha com duas grandezas deferentes.As unidades de medidas podem ser representadas de modos diferentes,de acordo com o fator de mensuração,peso,volume ou comprimento.

obs: A unidade de medida prescrita deve ser equilavente à unidade de medida à disposição no mercado. Caso não seja equivalente, é obrigatório efetuar a equivalência antes mesmo do cálculo de dosagem para preparo.

A apresentação de determinadas medicações são expressas em unidades de medida,como:
Apresentação:
=> PORCENTAGEM ( % )
=> MILILITROS ( ML )
=> MILIGRAMA ( MG )
=> GRAMA ( G );
Existe muito mais parâmetros, porém nessa matéria estão apenas os mais comuns empregados no exercício de enfermagem.

Unidade BÁSICA de Peso:
=> KG ( QUILOGRAMA )
=> G ( GRAMA )
=> MG ( MILIGRAMA )
=> MCG ( MICROGRAMA)

Equivalência de peso
1 KG  = 1.OOOg (um quilo é igual a mil gramas)
1 kg = 1.000.000MG (um quilo é igual a um milhão de miligramas)
1G = 1000MG (um grama é igual a mil miligramas)

Unidade Básica de Volume:
=> L ( LITRO )
=> ML ( MILILITRO)

Equivalência de volumes:
1 LITRO = 1.000 ML (um litro é igual a mil mililitros (ml))

Exemplos:

A) 5g = 5.000 mg
B) 1,5L = 1.500 ml
c) 1.500mg = 1,5g
d) 200 ml = 0,2 l
E) 5.000 ml = 5 l

Cálculo de Gotejamento de Soro

Existem alguns conhecimentos básicos em Enfermagem, o cálculo de gotejamento de soro é um deles, mesmo com facilidades das confiáveis Bombas de Infusão muito comuns principalmente em UTIs, o profissional de enfermagem precisa saber e muito bem tanto como calcular o gotejamento do soro tanto em micro quanto em macrogotas quanto saber transformação de concentrações.

Cálculo de Gotejamento de Soro 

O cálculo de velocidade de gotejamento em equipo macrogotas exige dois passos, mas é muito simples e de fácil memorização.

Fórmula gota

O numero de macrogotas (ou gotas, é o mesmo) por minuto é:
Volume total em ml dividido pelo numero de horas a infundir vezes 3.

Entenda que é de fácil memorização, e o mais comum tipo de controle de infusão, o único a mais é que o numero de horas é multiplicado por 3 e esse numero é o que usamos para dividir o tempo.
O tempo é multiplicado por três por um simples motivo que explicarei logo mais.
Segue um exemplo prático:

O cálculo para gotejamento com equipo de microgotas é ainda mais simples que o anterior pois só tem um passo. O numero de microgotas por minuto é:
Volume em ml dividido pelo numero de horas a infundir, só isso!

  Fórmula microgotas

Como perceberam a relação entre microgotas por minuto e ml por hora é igual, uma regra de ouro é que o numero de microgotas é igual a quantidade de ml hora infundido:
Se você precisa infundir 40ml por hora é só controlar 40 microgotas por minuto.

Exemplo microgotas

Agora que você já conhece bem gotas e microgotas, posso explicar porque na fórmula de gotas é multiplicado o tempo por 3 e na de microgotas não, vai mais uma regra de outro, uma gota contém 3 microgotas, por isso da multiplicação na fórmula anterior.

Guardando esses conceitos que repito, são de fácil memorização o profissional de enfermagem nunca vai passar grandes apuros em cálculo de gotejamento.

Para concluir normalmente o resultado é arredondado da seguinte forma, até antes de meio é arredondado para baixo, igual ou passou de meio é arredondado para cima.

Por exemplo, 27,4 será 27gt/min (27 gotas por minuto) já 27,5 será 28 gt/min.

Seguem dois exercícios para treino, procure faze-los antes de ver o resultado, e evite usar calculadoras, faça primeiro as contas “na mão” mesmo isso melhora o raciocínio.

Foi prescrito para um paciente internado em clínica médica nas 24 horas: Soro fisiológico a 0,9% 1000 ml iv + Soro glicosado 5% 1000 ml iv. Qual deve ser gotejamento ser calculado?
A) 14 gotas/minuto
B) 21 gotas/minuto
c) 28 gotas/minuto
D) 30 gotas/minuto

nº gts = volume total dividido pelo nº horas x 3
nº gts= 2000 / 24 x 3 ( entenda o “/” como dividido)
nº gts = 2000 / 72
nº gtas= 27.77777 arredondados 28
Resposta “C”, 28 gotas/minuto.

Foi prescrito para um paciente internado em clínica médica nas 24 horas: Soro fisiológico a 0,9% 1000 ml iv + Soro glicosado 5% 1000 ml iv. Qual deve ser gotejamento em micro-gotas?

  1. A) 28 micro-gotas/min
    B) 83 micro-gotas/min
    C) 40 micro-gotas/min
    D) 65 micro-gotas/min

nº microgotas = volume total / nº horas
nº microgotas = 2000 / 24
nº microgotas = 83,3333333
arredondando= 83 microgotas
Resposta “B” 83mgt/min

Pratique sempre, evite usar a calculadora para as contas diretamente, as use só depois de fazer o cálculo na mão para conferir, treinar cálculo desenvolve o raciocínio e exercita a mente.

Transformação de Soro 2

Está costuma ser a maior dor de cabeça em cálculo que o profissional de enfermagem pode encontrar, mais comum o aumento de concentração em um soro é um processo um pouco mais trabalhoso mas, simples do mesmo jeito que o anterior…

Transformação de Soro

Transformando soluções – parte 1
Diminuindo a concentração de um soro.

Vai uma regra de ouro básica, verificar sempre na farmácia se não existe em estoque o soro prescrito antes de se empenhar numa transformação, já são comuns frascos de SG a 10, 25 e até 50%. Existe ainda no mercado SGF (Soro Glico Fisiológico) este pode ser usando ao invés de acrescentar Cloreto de Sódio em um SG ou então glicose num SF, Sempre que possível antes de iniciar uma transformação por conte de uma prescrição incomum, consulte outros colegas e superiores para prevenir desperdícios de materiais e mesmo de seu tempo.

Mas vamos ao importante, você é uma ótima profissional e vai conseguir transformar soros.

O conceito é simples, já temos em mãos um frasco de soro com certa concentração, e é pedido uma concentração diferente, só precisamos transformar a solução que temos na que precisamos.

Se for para mais concentrada acrescentamos mais soluto a solução, se for para menos concentrada diluímos mais a solução acrescentando AD (água destilada).

Em porcentagem: ex: 5%,10%,15% significa que em cada 100 partes de solvente, há respectivamente 5,10,15 partes de soluto, ou seja em SG 5% existem 5 gramas de glicose para cada 100ml de soro, entenda esse conceito é fundamental.

Exemplos práticos:

No caso de precisarmos diminuir a concentração da solução,
É muito fácil, por exemplo passar um soro fisiológico de 500ml a 0,9% para 0,45%

  1. descobrimos quantas gramas de soluto existem no volume do frasco.
  2. Descobrimos quantas gramas de soluto precisamos ter na solução.
  3. pela regra de três descobrimos quantos ml do frasco que já temos tem a concentração que precisamos, no caso do nosso exemplo o cálculo mostraria que 250ml da solução teriam a concentração que precisamos para todo frasco.
  4. Desprezamos do frasco que já temos o restante da solução, ou seja os 250ml a mais.
  5. Agora temos no frasco que já tínhamos 250ml de solução com as gramas de soluto que precisamos, só falta completar o solvente ou seja até que atinja os 500ml, vamos completar o frasco com água destilada e pronto, temos um frasco de 500ml de SF a 0,45%

Detalhe 0,45 é um numero menor que 0,9 se lembre que sempre as casas são equivalidas após a virgula então 0,9 é o mesmo que 0,90 que é maior que 0,45.

Nesse caso como é a metade da concentração que precisamos é só desprezar metade do soro pronto e completar o frasco com água destilada, assim a solução original que era de 0,9%(que é o mesmo que 0,90% lembre que depois da virgula…) proporcionalmente vai ser agora de 0,45%.

Esse raciocínio pode ser usado sempre para diminuir a concentração de solvente, em prescrições mais complicadas é só fazer a regra de três pra saber quanto precisa ficar no frasco de soro original para termos a concentração pedida e o restante é completar com AD, vamos a um exemplo:

Prescrito SF 0,60% 100ml, eu tenho frascos de SF a 0,9%, lembre que 0,9 é maior que 0,60 porque depois da virgula sempre completamos os zeros então 0,9 junta o 0 é 0,90 que é maior que os 0,65 prescrito., é muito improvável que apareça uma prescrição assim mas, serve como exemplo para treinarmos um pouco.

Sei que no soro a 0,9% existem 0,9 gramas de soluto para cada 100ml, primeiro passo

Primeiro, descobrir quantas gramas de soluto tem na solução que tenho

regra de 3
100ml da solução———0,9gramas de soluto
1000ml da solução——–X gramas de soluto
1000 vezes 9 dividido por 100 vai ser igual a 9 gramas

Segundo passo, descobrir quantas gramas precisamos na solução prescrita SF 0,60% 1000ml, já sabemos que cada 100ml de solução vão ter 0,65 gramas de soluto,

mesma coisa, regra de 3
100ml da solução———— 0,65grmas de soluto
1000ml de solução———–X gramas de soluto.
1000 vezes 0,65 dividido por 100 vai dar 6,5 gramas

Terceiro passo, quanto vamos desprezar de soro e acrescentar de AD,  já sabemos que nosso frasco de 1000ml de soro original tem 9 gramas de soluto e que o soro prescrito de mesmo volume (1000ml) precisa ter só 6,5 gramas de soluto.

O técnica é simples, vamos achar o volume do soro original que tenha a concentração que precisamos, desprezar o resto e completar com água destilada, muito simples, vamos a regrinha de 3

1000ml do soro original —————-9gramas de soluto que é o que tenho
X ml do soro original tem—————6,5 gramas de soluto, que é o que quero.
6,5 vezes 1000 dividido por 9 vai dar 722ml

Precisamos que fique no frasco 722ml vamos desprezar o restante,
1000ml que é oque tem no frasco ‘menos” os 722ml que é o que preciso que fique, vão sobrar (1000-722) 288ml, agora é muito fácil, vou desprezar do frasco original 288ml do soro e completar os mesmos 288ml só que com AD
Pronto, temos 1000ml de SF 0,65% atendendo a exótica prescrição.

Vai mais uma regrinha de ouro:

No caso de uma prescrição incomum confirme com o médico, eles também erram e esse pode ser um caso e se não for você ainda pode ganhar uma boa explicação de porque aquele paciente precisa dessa concentração incomum de soro

Pratique muito, crie prescrições incomuns e faça seus próprios exercícios, assim numa situação real você já vai estar com um pouco de prática e tudo será mais fácil.

Transformando soluções – parte 2
Aumentando a concentração de um soro.

No primeiro artigo relembramos como diminuir a concentração de um soro, nesse é o contrário vamos aumentar a concentração de um soro.

A técnica é semelhante a anterior, precisamos descobri de quanto é a concentração do soro que temos, de quanto é a concentração que foi prescrita e qual é a concentração da solução mais concentrada que temos disponível para fazer a transformação.

Pode e vai complicar mais um pouco, existem duas variantes, se a diferença entre o soro prescrito e e o que temos for igual ou menor que 5% exemplo transformar um SG 5% para um SF a 10% a diferença é só 5%, outro caso é se a transformação prescrita for superior a 5% por exemplo temos SG5% e foi prescrito SG15% a diferença passa de 5% já é outro caso.

Relembrando

Mais importante que decorar uma fórmula é saber o conceito, sempre tente entender porque da fórmula.
Quando vemos a apresentação de uma solução dizendo por exemplo: tantos ml SG 5%, quer dizer que em cada 100ml desse SG temos 5 gramas de glicose (os 100 são por causa do “por cento” %)
esse conceito tem que estar muito vivo na mente de um profissional que lida com medicamentos.
Assim um SG5% de 500ml tem em cada 100ml 5 gramas de glicose então se fazemos uma regra de 3:

100ml de soro tem————-5 gramas de glicose
500ml de soro tem————-X grams de glicose
então 500 ml vezes 5 gramas dividido por 100ml são 25 gramas ou seja:
o frasco de 500ml de SG5% tem no total 25 gramas de glicose.

Vamos a um exemplo: 

Prescrição médica: soro glicosado 500ml 10%
Apresentação no setor: soro glicosado 500ml 5%

Vamos precisar acrescentar mais glicose a esta solução, vamos procurar as ampolas ou pequemos frascos com a maior concentração disponíveis na farmácia, encontramos:
ampola de glicose 20ml há 50%.

Neste tipo de cálculo devemos converter SG5% em SG10% com auxilio da glicose a 50%.

Fique em tranqüilidade, os passos são simples, entenda bem cada um deles antes de ir ao próximo:
No caso de precisarmos aumentar a concentração da solução, vamos passar um soro glicosado de 500ml 5% para 10%, a seqüência é essa:

1- descobrimos quantas gramas de soluto tem na solução que já temos.
2- descobrimos quantas gramas de soluto precisamos ter na solução prescrita.

3- descobrimos quantas gramas tem em cada ampola que vamos usar para completar a solução.

4- colocamos o volume calculado das ampolas dentro do frasco e está transformado, se for o caso vamos antes desprezar um pouco do soro antes de completar para caber tudo.

Transformando soro com diferença menor que 5%  

Como a transformação para uma maior concentração é mais trabalhosa vamos seguir um exemplo bem detalhado, o sinal de “/”(barra) quer dizer dividir:

1 PASSO:
Calcular quantas gramas de glicose existem no frasco de 500ml de SG 10%.
10% = 10g ——— 100ml

PORTANTO
100ml ——– 10g
500ml ——– X então X = 500×10/100 então X = 50g,
logo 500ml de sg10% contém 50g glicose.

2PASSO
Calcular quantas g de glicose existe no frasco de 500ml de SG 5%.
5% = 5g ——– 100ml

PORTANTO
100ml ——-5 g
500ml —— X g
X = 500 x 5 / 100 então X = 25g , logo 500ml de SG 5% contém 25g de glicose

3 PASSO
Calcular quantas g de glicose existem na ampola de 20ml de glicose 50%.

PORTANTO
50% = 50g em 100ml
100ml ——50g
20ml ——– x
X= 20 x 50 / 100 (regra de três)
X= 10g, logo uma ampola de 20ml de glicose há 50% contém 10g de glicose.

4 PASSO
Calcular quantos gramas de glicose serão necessárias colocar no SG 5% para se transformar em SG 10%.
SG10% = 50G
SG5% = 25G
Numa simples subtração das 50g menos 25g , FALTAM 25G

5 PASSO
Calcular quantos ml de glicose serão colocados no frasco de SG 5% para que se transforme em SG 10%

1 ampola de glicose 50% = 10g —-20ml
faltam 25g de glicose no frasco SG 5%

25g ——- X ml
10g——- 20ml

X = 20 x 25 / 10 (regra de três) então X = 500 / 10 então X = 50ml.

RESPOSTA
Serão aspirados 50ml de glicose a 50% (no caso das ampolas de 20ml serão duas e meia ampolas) e acrescentadas ao frasco de soro.

Este raciocínio poderá ser usado em qualquer transformação onde a diferença do que temos para o que queremos não passe de 5%.

 

QUANDO DIFERENÇA DA CONCENTRAÇÃO É SUPERIOR 5%

Neste caso quando a diferença da concentração é superior 5%, surge outro problema pois teremos que adicionar maior quantidade de glicose hipertônica o que não é possível, pois frasco não tem capacidade para tanto.

Teremos então que retirar certa quantidade ( geralmente 100ml) antes de colocarmos a glicose hipertônica e,em seguida suprir toda a falta incluindo parte que foi retirada.

Ou seja:

Vamos ter que colocar muita glicose hipertônica no frasco de soro, para isso vamos ter que tirar muito soro de dentro do frasco, só que junto com o soro vão também gramas de soluto, no caso glicose, vamos precisar calcular quanto de glicose que está sendo desprezada junto com o soro para repor junto com a glicose hipertônica.

TEMOS 500ML DE SG5% E PRECISAMOS TRANSFORMÁ-LO EM SORO A 15%.

1 PASSO:
100ML ——- 5G
500 ——- X
X= 500 x 5 / 100 (regra de três)
X= 25G
500ML DE SG5% CONTÊM 25G DE GLICOSE

2 PASSO:
100 ——- 15G
500 ——- X
X= 500 x 15 /100
X= 75G
500ML DE SG15% CONTÉM 75 G DE GLICOSE

A DIFERENÇA ENTÃO É DE 50G(75-25).

3 PASSO

TEMOS AMPOLA DE GLICOSE DE 20ML.
100 —— 50
20 —— X
X= 20 x 50 / 100
X= 10G

LOGO,CADA AMPOLA DE GLICOSE DE 20ML A 50% CONTÉM 10G DE GLICOSE.

SE UMA AMPOLA DE 20ML DE GLICOSE 50% contém 10g, em quantos ml teremos 50g.

20 ml——10g
X ——— 50g
X = 20 x 50 / 10
X = 100ml

DEVERÍAMOS COLOCAR 100ML DE GLICOSE A 50% COMO ISTO NÃO SERÁ POSSIVEL, TEREMOS QUE RETIRAR 100ML DO SORO A 5%.

4 PASSO
500ML ( A 5%) – 100ML = 400ML = 20G GLICOSE.
PERDEMOS 5G DE GLICOSE COM RETIRADA DOS 100ML.

5 PASSO
PARA SUPRIR ESTA FALTA,COLOCAREMOS MAIS 1/2 AMPOLA DE 20ML DE GLICOSE A 50%,QUE FORNECERÁ 5 GRAMAS DE GLICOSE.

FICAREMOS, ENTÃO,COM:
400ML DE SOLUÇÃO GLICOSADA A 5% =20G DE GLICOSE
110 ML DE SOLUÇÃO GLICOSADA A 50% = 55G DE GLICOSE.
TOTAL: 510 ML E 75G DE GLICOSE.
TEREMOS ENTÃO, 510 ML DE SORO A 15%,CONFORME PRESCRIÇÃO.

Pode parecer complicado e confuso mas, é apenas um pouco trabalho, nada que um profissional de ótimo nível técnico como você é não consiga fazer, só precisamos praticar um pouco, invente vários exercícios e os faça sempre, nem que seja um por dia.

O importante é criar o habito de praticar, não só a transformação mas todo calculo que lhe seja incomum ou menos fácil, pratique sempre e vai se manter o bom profissional que é.

Está costuma ser a maior dor de cabeça em cálculo que o profissional de enfermagem pode encontrar, mesmo que incomum, veremos que transformação de soro não é um bicho de sete cabeças, na verdade só de alguns passos, aprenda bem essa técnica…

CÁLCULO DE MEDICAÇÃO

Uma das atividades que o técnico de enfermagem realiza frequentemente é a administração de medicamentos. Para fazê-lo corretamente, na dose exata, muitas vezes ele deve efetuar cálculos matemáticos, porque nem sempre a dose prescrita corresponde à contida no frasco. Os cálculos, todavia, não são muito complicados; quase sempre podem ser feitos com base na regra de três simples.

Cálculo de medicação utilizando a regra de três simples

Na regra de três simples trabalha-se com três elementos conhecidos, e a partir deles determina-se o quarto elemento. Algumas regras práticas podem-nos auxiliar no cálculo, como demonstram os exemplos 1 e 2.

Exemplo 1:

O médico prescreve a um doente 150mg de Amicacina e no Hospital

existem apenas ampolas contendo 500mg/2 ml.

Resolução:

  1. a) Crie a regra de três dispondo os elementos da mesma natureza

sempre do mesmo lado, ou seja, peso sob peso, volume sob volume;

  1. b) Utilize os três elementos para criar a regra de três e descubra o valor

da incógnita x. Para facilitar a criação, pode fazer a seguinte reflexão:

Se 500mg equivalem a 2ml, 150mg serão equivalentes a x ml:

500mg = 2ml

150mg = x

Na regra de três, a multiplicação dos seus opostos igualam-se entre si.

Assim, o oposto de 500 é x e o oposto de 150 é 2, portanto:

(500) x (x) = (150) x (2)

500x = 300

Para se saber o valor de x é necessário isolá-lo, ou seja, colocar todos

os valores numéricos do mesmo lado. Passa-se o valor 500, ou qualquer

outro valor que acompanhe a incógnita (x), para o outro lado da

igualdade, o que vai gerar uma divisão. Assim:

x = 300 / 500

x = 0,6ml

Portanto, o doente deve receber uma aplicação de 0,6ml de Amicacina.

Exemplo 2:

Prescrição: 200mg de um antibiótico EV de 6/6h.

Frasco disponível no hospital: frasco em pó de 1g.

Resolução:

  1. a) siga os mesmos passos do exemplo anterior;
  2. b) transforme grandezas diferentes em grandezas iguais, antes de criar a regra de três; neste caso, tem que se transformar grama em miligrama;

1grama = 1.000mg

Assim, temos:

1.000mg = 5 ml

200mg = x ml

(1.000) x (x) = 200 x 5

x = (200 x 5) / 1.000

x = 1 ml

Alguns exemplos de cálculo de medicamentos:

  • Ampicilina

Apresentação: frasco-ampola de 1g

Prescrição médica: administrar 250mg de Ampicilina

Resolução: transformar grama em miligrama

1g = 1.000 mg

Diluindo-se em 4ml, teremos:

1.000 mg = 4 ml

250 mg = x

X = 1ml

  • Decadron

Apresentação: frasco de 2,5ml com 10mg (4mg/ml)

Prescrição médica: administrar 0,8mg de Decadron EV

4 mg = 1 ml

0,8 mg = x

(4) x (x) = 0,8 x 1

x = 0,8 / 4

x = 0,2 ml

  • Penicilina Cristalizada

Apresentação: frasco-ampola de 5.000.000U

Prescrição médica: 3.000.000U

Observação: a Penicilina de 5 milhões aumenta 2ml após a diluição.

5.000.000U = 10 ml (8ml de diluente + 2ml)

3.000.000U = x

5.000.000. x = 3.000.000. 10

x = 30.000.000 / 5.000.000

x = 6ml

  • Permanganato de potássio (KMNO4)

Apresentação: comprimidos de 100mg

Prescrição médica de KMNO4 a 1:40.000

Quantos ml de água são necessários para se obter a diluição prescrita?

1:40.000 significa: 1g de KMNO4 em 40.000 ml de água, ou

1.000mg de KMNO4 em 40.000ml de água.

Assim:

1.000mg = 40.000ml

100mg = x

x = 100 x 40.000 / 1000 x = 4.000ml ou 4 litros

Portanto, acrescentando-se 100mg (1 comprimido) em 4 litros de água,

obtém-se solução de KMNO4 na concentração 1: 40.000.

  • Heparina

Apresentação: frasco-ampola de 5ml com 25.000U (5.000/ml)

Administrar 200U de Heparina EV.

1 ml = 5000 U

x ml = 200 U

(5.000) x (x) = (1) x (200)

x = 200 / 5.000

x = 0,04 ml

Cálculo de gotejamento da infusão venosa

Exemplo: Calcular o gotejamento, para correr em 8 horas, de 500ml de

solução glicosada a 5%.

É possível calcular o gotejamento de infusões venosas pelos seguintes

métodos:

Método A

1º passo – Calcular o nº de gotas que existem no frasco de solução,

lembrando-se que cada ml equivale a 20 gotas. Com três dados

conhecidos, é possível obter o que falta mediante a utilização de regra

de três simples:

1ml = 20 gotas

500ml = x

x = 500 x 20 / 1 = 10.000 gotas

2º passo – Calcular quantos minutos há em 8 horas:

1h = 60 minutos

8h = x

x = 8 x 60 / 1

x = 480 minutos

Solução glicosada a 5% significa que em cada 100ml de solução existem

5 gramas de glicose.

3º passo – Calcular o número de gotas por minuto, com os dados

obtidos da seguinte forma:

10.000 gotas = 480 minutos

x = 1 minuto

x = 10.000 x 1/480

x = 21 gotas/minuto

  • Cálculo de microgotas: multiplicar o resultado por 3 = 63 mgt/min

 

Veja mais sobre cálculos de enfermagem em:

Cálculo de Gotejamento

Manual Prático para Cálculo de Gotejamento

Cálculo de Insulina

Cálculo de Penicilina

Cálculo para Transformação de Concentração de Soluções

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • STAUT, N. da S; DURÁN, M.D.E.M; BRIGATTO, M.J.M. Manual de drogas e soluções. São Paulo: EPU, 1986.
  • FIGUEIREDO, N. M. A. de. Administração de medicamentos: revisando uma prática de Enfermagem. São Caetano do Sul: Difusão Enfermagem, 2003.

 

Intubação Endotraqueal: Materiais a serem utilizados

Intubação Endotraqueal: Materiais a serem utilizados

O Procedimento de Intubação Endotraqueal torna-se comum, quando o quadro clínico do paciente torna-se hemodinamicamente instável. Portanto, é um procedimento invasivo e médico, e primariamente somente um profissional médico adequadamente treinado pode realizar este tipo de procedimento, em âmbito hospitalar.

Mas é fundamental que o técnico de enfermagem esteja preparado para este tipo de situação, como por exemplo, auxiliar em uma PCR na qual também o médico poderá situar em intubar um paciente, ou quando o paciente apresenta um quadro de desconforto respiratório, na qual irá migrar para a ventilação mecânica. O técnico de enfermagem precisa conhecer os equipamentos e materiais para que o momento deste procedimento, tenha mais facilidade e agilidade para prestar a assistência com exatidão.

Geralmente, o kit de intubação fica em conjunto com o carrinho de emergência, na qual sempre precisa estar verificada pelo técnico de enfermagem.

O que contém no Kit Intubação?

Primeiramente as cânulas endotraqueais, que nas quais são tubos nas quais são materiais estéreis, e flexíveis, contém uma numeração específica em diâmetro para cada tipo de traqueia, e precisam ser testados os balonetes (cuff) quando utiliza-se em um procedimento de intubação. Há diversas numerações, e precisa estar em mãos e perguntar ao médico qual é o mais propício a ser utilizado no momento do procedimento. Geralmente para testar os balonetes (cuff), insufla-se de 10 a 20ml de ar no balonete, até que o balão na ponta da cânula esteja suficientemente maleável (o balão ajuda a fixar a cânula na traqueia e evita escapes de ar), desinsuflando e entregando ao médico com o balonete vazio.

O conjunto de laringoscópio (Laringo e lâminas), é um equipamento mais utilizado durante o procedimento de intubação. É através dele, que o médico visualiza a cordas vocais do paciente, facilitando a introdução da cânula endotraqueal. As lâminas contém uma luz, geralmente de cor amarela, na qual ilumina a parte interior para uma melhor visualização. O técnico de enfermagem precisa sempre testar estas lâminas com o laringoscópio, evitando que forneca ao médico uma lâmina defeituosa, ou seja, sem iluminação eficaz. Caso a lâmina apresente algum defeito, comunicar ao Enfermeiro sobre o ocorrido, para a troca de uma outra lâmpada. As Lâminas também contém numerações específicas, de acordo com a anatomia do paciente, também é de extrema importância que o técnico de enfermagem pergunte ao médico qual é a melhor numeração para aquele paciente.

Sobretudo a seringa, preferencialmente de 20ml, é utilizada para após o procedimento, o médico insufle o balonete, para fixar-se interiormente na traqueia do paciente. O técnico de enfermagem precisa ter em mãos, para logo após oferecer ao médico.

Entretanto, o mandril ou fio-guia, é geralmente utilizado quando a intubação torna-se mais difícil,mesmo utilizando o laringoscópio, sendo um meio de guiar o médico até a entrada do pulmão. É um material estéril e flexível, tomando sempre cuidado ao abrir a embalagem para evitar contaminação.

A Xylocaína Gel tem como função amortecer o incomodo da invasão do procedimento ao paciente, sendo um anestésico local, e também é um meio de lubrificar a entrada, para que possa ser mais rápido e eficiente a introdução da cânula.

Os Óculos de proteção e Máscara descartável são equipamentos de proteção individual importantes neste procedimento. Tanto quanto o médico, quanto à aqueles que o auxiliam, precisam estar usando, porque ocorrem muitas vezes casos de paciente que apresentam vômitos em jato durante o procedimento, e secreções em VAS que possam espirrar nos profissionais durante o procedimento. Sempre ofereça ao médico antes de iniciar o procedimento, e sempre utilize antes de auxiliá-lo.

Contudo, o Cadarço tem como função de fixar a cânula endotraqueal após o procedimento.

Certamente, o Ambú com máscara sempre precisa estar montado e testado antes de iniciar o procedimento, pois o ambú contém peças pequenas importantes, sendo que na falta delas, o ambú não funcione de acordo como deveria. Geralmente é muito utilizado o ambú com a máscara antes da intubação, fornecendo oxigenação suficiente ao paciente, antes de obter o método invasivo. É importante que a régua de gases esteja montada com o kit de oxigênio, como o fluxômetro de O2 e umidificador, pois é necessário fornecer mais oxigênio que o comum ao paciente antes e depois do procedimento, até que se inicie a ventilação invasiva.

E então, a Sonda de Aspiração em sistema aberto é muito utilizado em casos extremos como secreção excessiva pela cânula endotraqueal, VAS, e até quando o paciente apresenta êmese, assim, evitando riscos de bronco aspiração.

Como em casos que necessite a aspiração, também é necessário que o técnico de enfermagem sempre deixe montado na régua de gases o kit de vácuo, com o fluxômetro e frasco de vacuômetro, devidamente testados. Todavia, não somente é utilizado para casos de intercorrências como este, o vacuômetro poderá ser utilizado em qualquer momento na qual o paciente precise.

Ademais, o Soro Fisiológico 0,9% de 10 ml tem em função neste procedimento para lavar cânula endotraqueal quando necessite aspirar o paciente, há casos que as secreções apresentam aspectos muito espessos e que o sistema de aspiração não consegue ser eficiente, ajudando a diluir um pouco da secreção com o soro fisiológico, para melhor função da aspiração.

E enfim,  a Gaze III tem como função a limpar sujidades que possam ocorrer durante o procedimento.

Lembre: Este procedimento requer uma equipe multidisciplinar, como médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, e todos trabalham em conjunto. Há casos quando não houver um fisioterapeuta disponível na unidade, o enfermeiro pode estar assumindo sua função até que chegue alguém. O Enfermeiro sempre orienta o técnico de enfermagem durante o procedimento, também havendo casos que Enfermeiros também poderão não estar disponíveis no momento, tendo o técnico de enfermagem que estiver atuando a esta intercorrência com o médico, solicite ao colega que chame o Enfermeiro responsável.

Veja também:

Unidade Manual de Respiração Artificial (AMBU) / Reanimador Manual

https://enfermagemilustrada.com/entenda-sobre-a-traqueostomia/

Administração Segura de Medicamentos

Administração Segura de Medicamentos

Quando falamos em processo medicamentoso na Administração Segura de Medicamentos, nós, profissionais da enfermagem, somos a última barreira para evitar que um erro aconteça.

Para nos ajudar, alguns instrumentos surgiram ao longo dos anos. O primeiro a ser criado, foi a perspectiva dos 5 certos: Medicação certa, Paciente certo, Dose certa, Via certa, Horário certo.

Com o passar do tempo, percebeu-se que além dos 5 certos, outros aspectos eram imprescindíveis para se garantir a administração segura de medicações. Hoje nós falamos em 9 certos para a administração de medicamentos, e os 6 certos para o preparo da medicação, de acordo com o PROTOCOLO DE SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, USO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS, do Ministério da Saúde.

Vale lembrar que diversos lugares falam em diversos tipos de certos, uns com 7,outros com 8, até 11 certos para a administração segura, o importante é saber que precisa seguir à risca os passos, e realizar a dupla checagem sempre.

Uma dica importante: Ao preparar quaisquer medicações, concentre-se em seu trabalho, evitando conversar durante os preparos, aparelhos sonoros ligados no fundo como rádios e TVs (nas quais desviam atenção), uso de celulares durante o preparo.

NUNCA ADMINISTRE MEDICAMENTOS PREPARADOS POR OUTRO COLEGA!

“Quem separa prepara, quem prepara administra, quem administra faz checagem e relata”.

Veja também:

Segurança do Paciente: Pulseira de Identificação

Dez Passos para a Segurança do Paciente

https://enfermagemilustrada.com/a-administracao-segura-de-medicamentos/

Equipo Macrogotas e Microgotas: As Diferenças

Equipo Macrogotas

Ao administrarmos medicações endovenosas, precisamos prestar muita atenção quanto ao tipo de equipo a ser utilizado, averiguando juntamente com a prescrição médica a dosagem a ser infundida, e o tempo ser administrado, isso aprendemos quanto às fórmulas de gotejamento.

Mas há diversos tipos de equipos de infusão, e entre elas os equipos de macrogotas e microgotas há uma diferença fundamental. Internamente, em sua câmara de gotejamento, o equipo de microgota tem sua estrutura menor e mais fina, para dar o formato do gotejamento gradativamente menor (lembrando, que 1 gota equivale a 3 microgotas), e o equipo macrogota, apresenta em formato mais grosseiro e maior, dando o formato da gota em sua estrutura normal (lembrando que 20 gotas equivale a 1 ml).

Devemos prestar muito atenção no momento da preparação do equipo quanto ao soro a ser administrado, não errando o tipo de equipo no momento de sua administração, pois as vazões são totalmente diferentes. Os equipos microgotas são muito utilizados em UTI Neo, UTI Pediátrico, quando as dosagens e vazões precisam ser mais controladas. É também utilizado em casos de administração de certos quimioterápicos.

Saiba mais sobre os equipos Macro e Microgotas em nosso canal YouTube:
 

Quer saber mais sobre gotejamento? Acesse:

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Regra de Três

Dica importante, pois é um dos itens que mais cai em provas de concurso, e provas admissionais em hospitais!

#paranaoesquecer
#cainasprovas
#compartilheconhecimento
Regra de Três

Veja também:

A Regra de Três na Enfermagem

 

Ventilação Mecânica

Ventilação Mecânica

A equipe de enfermagem, ao prestar assistência ao paciente sob ventilação mecânica, deve sempre ter presente que este é o elemento mais importante na situação assistencial e que todos os membros da equipe devem trabalhar de forma eficiente e integrada. A atuação da enfermagem na ventilação mecânica é intensa, extensa e complexa.

VENTILAÇÃO MECÂNICA: PARA QUE SERVE?

O ventilador mecânico é um aparelho capaz de administrar oxigênio em pacientes impossibilitados de respirar ou quando essa atividade é realizada de forma exaustiva pelo mesmo. A ventilação mecânica (VM) é um método usual em unidade de terapia intensiva (UTI), Centros Cirúrgicos, Sala de Emergência, Ambulâncias, sendo utilizada em pacientes com insuficiência respiratória ou qualquer etiologia, dando suporte ao tratamento da patologia-base pelo tempo que for necessário para reversão do quadro, portanto não constitui um procedimento curativo.

A ventilação mecânica invasiva se dá através do Tubo Orotraqueal (TOT), Traqueostomia (TQT) e Cricotireoidostomia.

A atenção aos pacientes sob uso de ventilação mecânica torna-se responsabilidade dos profissionais de enfermagem. Quem manuseia os parâmetros ventilatórios são os profissionais de Fisioterapia e Médicos.

A assistência ventilatória exige monitorização constante das funções vitais e de cuidados intensivos ao paciente crítico, vistas essas necessidades, para a realização desses cuidados, faz-se necessário um trabalho multiprofissional.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES:

As principais indicações para iniciar o suporte ventilatório são:

  • Reanimação devido à parada cardiorrespiratória;
  • Hipoventilação e apneia;
  • Insuficiência respiratória devido a doença pulmonar intrínseca e hipoxemia.

– Falência mecânica do aparelho respiratório:

  • Fraqueza muscular / Doenças neuromusculares / Paralisia;
  • Comando respiratório instável (trauma craniano, acidente vascular, cerebral, intoxicação exógena e abuso de drogas);

– Prevenção de complicações respiratórias:

  • Restabelecimento no pós-operatório de cirurgia de abdome superior, torácica de grande porte, deformidade torácica, obesidade mórbida;
  • Parede torácica instável.
  • Redução do trabalho muscular respiratório e fadiga muscular.
  • Manutenção das trocas gasosas, ou seja, reverter a hipoxemia e reverter a acidose respiratória associada à hipercapnia.
  • Prevenir ou reverter atelectasia.
  • Permitir sedação e/ou bloqueio neuromuscular.
  • Reduzir a pressão intracraniana.

MODALIDADES DA VENTILAÇÃO MECÂNICA:

  • Ventilação mandatória contínua/controlada (CMV);
  • Ventilação mandatória contínua com volume controlado – modo controlado (VCV);
  • Ventilação mandatória contínua com volume controlado – modo assistido-controlado;
  • Ventilação mandatória contínua com pressão controlada – modo controlado (PCV/AV);
  • Ventilação mandatória contínua com pressão controlada – modo assistido-controlado;
  • Ventilação mandatória intermitente (SIMV);
  • Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV/V) com volume controlado;
  • Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV/P) com pressão controlada;
  • Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV) (com volume controlado ou com pressão controlada) associada a ventilação com pressão de suporte;
  • Ventilação espontânea contínua (BIPV);
  • Ventilação com pressão de suporte (PSV);
  • Pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP).

CUIDADOS DE ENFERMAGEM:

– Realizar controle de sinais vitais de 2/2 horas, controle de volume urinário, avaliar nível de consciência/quadro neurológico.

– Observar padrão ventilatório: Anotar parâmetros do ventilador (modalidade, FiO2, volume corrente, frequência do aparelho e total, PEEP, Pressão Suporte).

– Observar perfusão periférica e monitorar oximetria/gasometria arterial.

– Manter decúbito a 45 graus, restringir membro superior e fixar a cânula endotraqueal à altura conveniente (ausculta pulmonar), com um cadarço próprio, e anotar o número da rima, rodiziando o local de fixação.

– Se houver previsão prolongada de intubação, é necessário que o enfermeiro passe SNG ou SNE para início de infusão de dieta enteral imediata e manter acesso venoso.

– Realizar higiene oral 3x/dia com solução própria e aspirar a cânula endotraqueal em método de aspiração estéril (utilizando track-care ou sonda de aspiração e luvas estéreis) regularmente ou se houver secreções e sialorreia em grande quantidade.

– Realizar as trocas de fixação pelo menos 1x/dia (durante o banho), utilizando-se de um cadarço específico ou tensoplast, sempre fixar ao centro da boca do paciente, e protegendo os nós do cadarço com uma gaze para evitar lesionar a pele do paciente.

Interpretando Arritmias Cardíacas

Ainda um assunto um pouco complexo para alguns profissionais técnicos em uma UTI, sendo fundamental aprender pelo menos o básico de uma interpretação dos traçados eletrocardiográficos, para poder distinguir certas arritmias precoces. É de extrema importância, que o profissional técnico saiba manusear corretamente um aparelho para realização do ECG.

Entendendo o básico:

O quê é Arritmia cardíaca?

As Arritmias cardíacas são alterações elétricas que provocam modificações no ritmo do coração. É como se o coração perdesse o compasso e tornasse fora do ritmo, arrítmico, sem ritmo. Arritmia é, portanto, uma doença que afeta o Ritmo de Batimentos do Coração!

Identificando uma arritmia cardíaca em exames de Eletrocardiograma (ECG)

Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de extra-sístoles ventriculares polifórmicas em papel de ECG.

O eletrocardiograma (ECG) é um exame que verifica a existência de problemas com a atividade elétrica do coração. É um procedimento rápido, simples e indolor, no qual os impulsos elétricos do coração são amplificados e registrados em um pedaço de papel.

Cada batida do seu coração acontece por conta de um impulso elétrico naturalmente gerado por células especiais do seu coração. O eletrocardiograma registra esses impulsos elétricos e mostra se o ritmo e intensidade destes estão dentro do normal. Geralmente, um ECG é pedido se houver suspeita de uma doença cardíaca ou como parte de um exame físico de rotina para a maioria das admissões feitas em um ambiente de UTI.
Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de extra sistole ventricular bigeminada notado em monitor multiparâmetros
É possível identificar arritmias em monitores cardíacos/multiparâmetros rapidamente, e alguns monitores alarmam, sendo de fácil entendimento.
Elementos do ECG
Interpretando Arritmias Cardíacas

O traçado do eletrocardiograma é composto basicamente por 5 elementos: onda P, intervalo PR, complexo QRS, segmento ST e onda T.

  • A onda P é o traçado que corresponde à despolarização dos átrios (contração dos átrios).
  • O intervalo PR é o tempo entre o início da despolarização dos átrios e dos ventrículos.
  • O complexo QRS é a despolarização dos ventrículos (contração dos ventrículos).
  • O segmento ST é o tempo entre o fim da despolarização e o início da repolarização dos ventrículos.
  • A onda T é a repolarização dos ventrículos, que passam a ficar aptos para nova contração.

Cada batimento cardíaco é composto por uma onda P, um complexo QRS e uma onda T.

Obs: a repolarização dos átrios ocorre ao mesmo tempo da despolarização dos ventrículos, por isso, ela não aparece no ECG, ficando encoberta pelo complexo QRS. O complexo QRS pode ter várias aparências, dependendo da derivação em que ele é visualizado.

Plano Frontal e Plano Horizontal:

Para o registro do ECG padrão usamos 12 derivações; seis derivações cobrem o plano frontal ou vertical (aVR, aVL, aVF, DI, DII e DIII) e seis cobrem o plano horizontal ou precordial (V1 a V6), numa tentativa de registrar a atividade elétrica cardíaca por vários ângulos diferentes. Eventualmente, são utilizadas derivações precordiais adicionais para uma melhor visualização da parede posterior do coração (V7 e V8) e do ventrículo direito (V3R e V4R).

 

No ECG convencional de 12 derivações com 10 eletrodos, um eletrodo é posicionado no braço
direito, um no braço esquerdo, um na perna direita e um na perna esquerda. Outros seis eletrodos são colocados no tórax. O eletrodo da perna direita é o de referência.

Eletrodos de membros:
– Coloque os eletrodos na parte de dentro de cada braço, entre o pulso e o cotovelo.
– Coloque os eletrodos na parte de dentro de cada barriga da perna, entre o joelho e o
tornozelo.

Eletrodos no tórax:
V1 – no 4º espaço intercostal, no lado direito do esterno.
V2 – no 4º espaço intercostal, no lado esquerdo do esterno.
V3 – no ponto central entre as posições dos eletrodos V2 e V4.
V4 – no 5º espaço intercostal, na linha clavicular média esquerda.
V5 – na linha axilar anterior esquerda, horizontalmente à posição do eletrodo V4.
V6 – na linha axilar média esquerda, horizontalmente à posição do eletrodo V

OBS: Para que a colocação e a medida dos eletrodos no tórax sejam precisas, é importante localizar o quarto espaço intercostal.

1 Localize o segundo espaço intercostal apalpando primeiro o ângulo de Lewis (pequena
protuberância óssea onde ocorre a junção do esterno com o manúbrio). Essa elevação do esterno
é o local de fixação da segunda costela e o espaço logo abaixo dela é o segundo espaço intercostal.
2 Apalpe e conte para baixo no tórax até localizar o quarto espaço intercostal.

Identificando um Ritmo Sinusal ou Traçado Normal de um ECG

Interpretando Arritmias Cardíacas

Devem ser conhecidos, principalmente, a idade, o biótipo, a história clínica e os medicamentos eventualmente em uso. O ritmo cardíaco normal é o sinusal, isto é, o complexo QRS deve ser precedido de uma onda P positiva em D1 e D2. A frequência cardíaca deve oscilar entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm) no adulto; na criança, pode ser mais elevada, existindo tabelas mostrando a freqüência normal de acordo com a idade.

Para se calcular a freqüência cardíaca, se o ritmo for regular, podemos recorrer a réguas especiais que mostram como se proceder. Na falta delas, obtemos a freqüência cardíaca, se o ritmo for regular, dividindo a constante 1.500 pelo número de quadradinhos (mm) que se situam entre pontos homólogos de dois ciclos seguidos (entre dois ápices de R, por exemplo). Este número (1.500) foi obtido com base no fato de que o papel de registro desloca-se a uma velocidade de 25 mm/s e, portanto, 1.500 mm em 1 minuto.

Como será realizado o procedimento pelo Técnico de Enfermagem

Primeiramente, prepare o paciente para o exame. Se o mesmo tiver muitos pelos, faça tricotomia se necessário. Se houver pele gordurosa, faça a assepsia com álcool 90%.

OBS: O álcool de graduação acima de 90% pode ser utilizado para a limpeza da pele. O álcool com graduação por volta de 40% não é recomendado, pois apesar de ser desinfetante não é altamente desengordurante, o que prejudica o exame de eletrocardiograma. Álcool gel não deve ser utilizado, pois grande parte dos fabricantes deste produto utiliza hidratante para a pele em sua composição, que acaba funcionando como um isolante.

Explique ao paciente sobre o procedimento a ser realizado, e oriente-o para que não se mova durante o exame, para evitar interferências no traçado. São 4 pás de metal posicionados sobre os membros do paciente, e 6 peras posicionadas no tórax do paciente, conforme a orientação sobre as Derivações de Plano Precordial citadas logo acima.  Este deve permanecer deitado durante todo o procedimento. A sala estará em uma temperatura agradável para evitar qualquer espécie de interferências.

Posicionamento dos fios

É importante lembrar sempre a posição correta dos fios do aparelho, pois se instalar erroneamente, poderá sair um traçado negativo, ou seja, de “cabeça para baixo”, ou sem nexo para o médico que irá interpretar.

Para as conexões periféricas, os eletrodos RA “Right Arm” (braço direito –VERMELHO) e LA “Left Arm” (braço esquerdo – AMARELO) devem ser colocados em qualquer lugar entre o punho e o cotovelo. Os eletrodos RL “Right Leg” (perna direita – PRETO) e LL “Left Leg”  (perna esquerda –VERDE) devem ser posicionados em qualquer lugar acima do tornozelo e abaixo do torso.

Interpretando Arritmias Cardíacas

Olhando a imagem acima, eu assimilo deste jeito para rápido aprendimento: O lado direito do paciente seria a “bandeira do flamengo” e o lado esquerdo do paciente seria “a bandeira do brasil”. Sempre as cores frias ou escuras na posição de membro inferior do paciente, e as cores quentes ou claras na posição de membro superior do paciente.

Os registros elétricos surgem como ondas que traduzem a atividade destas regiões. Estas ondas serão impressas em um papel termosensível com pequenos quadriculados e milimetrado que corre em uma velocidade já padronizada. Após o registro das ondas produzidas o médico irá analisar o resultado.

Identificando as Arritmias

Fora o que o paciente pode sentir quando há alguma arritmia, o profissional deverá interpretar pelo traçado. Vamos ver alguns exemplos mais comuns de arritmia, notáveis em exames de ECG:

Fibrilação Ventricular

Interpretando Arritmias Cardíacas
Fibrilação Ventricular Fina (Assistolia “Grosseira”). Em comparação com a figura abaixo, a amplitude da atividade elétrica é muito reduzida. Note a ausência completa dos complexos QRS. Ondulações lentas como estas são virtualmente indistinguíveis da assistolia. 
Interpretando Arritmias Cardíacas
Fibrilação Ventricular Grosseira. Note que as ondas de grande amplitude variam de tamanho, forma e ritmo, o que representa uma atividade elétrica ventricular caótica. Não existem complexos QRS de aparência normal.
  • A atividade elétrica ventricular é caótica
  • Não há complexos QRS de aparência normal
  • A freqüência é rápida e desorganizada
  • O ritmo é irregularTRATAMENTO
  • desfibrilação

Assistolia Ventricular

Interpretando Arritmias Cardíacas
Assistolia Ventricular. Notam-se apenas dois complexos QRS, provavelmente batimentos de escape ventricular. Eles são seguidos por uma ausência de atividade elétrica. Estes não têm uma aparência normal.

Ausência total de atividade elétrica ventricular. Não há inscrição de atividade elétrica, eventualmente pode aparecer ondas P ou batimento de escape.

Taquicardia Ventricular

Interpretando Arritmias Cardíacas
Taquicardia Ventricular. O ritmo é regular com uma frequência de 158 bpm.O QRS é largo. Não há evidência de despolarização atrial.

Interpretando Arritmias Cardíacas

Três ou mais batimentos sucessivos de origem ventricular com F.C. > que 100 b.p.m.

  • Não existem QRS de aparência normal.
  • A freqüência é > 100 b.p.m. e normalmente não é superior a 220 b.p.m.
  • O ritmo é regular, mas pode ser irregular As ondas P normalmente não são identificáveis.
  • A largura do QRS é de 0,12s ou superior.
  • A morfologia do QRS é bizarra e serrilhada.
  • O segmento ST e onda T é normalmente de polaridades opostas ao QRS.
  • Nos complexos polimórficos (multifocais) os intervalos de acoplamento e a morfologia do QRS variam.

TRATAMENTO

  •  TV sustentada e hemodinamicamente estável com Amiodarona, Lidocaína, Procainamida, Bretílio.
  •  TV hemodinamicamente instável deve ser tratada como Fibrilação Ventricular.

Torsades de Pointes

Interpretando Arritmias Cardíacas

Forma de TV na qual os complexos QRS aparentam estar mudando constantemente a forma (helicoidal) .

TRATAMENTO

  • Suspensão de agentes causais(drogas ou estados que aumentam intervalo QT).
  • Sulfato de Magnésio.
  • Estimulação com marca-passo de alta frequência.
  • Considerar cardioversão de urgência

Extra Sístole Ventricular

Interpretando Arritmias Cardíacas

Interpretando Arritmias Cardíacas

Atividade aberrante e anormal, resultando de um foco automático ou de reentrada.

  • O QRS tem aparência anormal, alargado ( > 0,12s ).
  • O ritmo é irregular A onda P normalmente é oculta pelo QRS, segmento ST ou onda T.
  • Pode ser reconhecida como espícula durante o segmento ST ou onda T.TRATAMENTO
  • ESV isoladas ou não TV são raramente tratadas, exceto para o alívio dos sintomas.

Atividade Elétrica sem Pulso (AESP)

Interpretando Arritmias Cardíacas
Presença de algum tipo de atividade elétrica diferente de FV ou TV, mas sem pulso palpável em nenhuma artéria.

TRATAMENTO

  • Tratar as possíveis causas.
  • Atropina e Adrenalina (EV).
  • Hiperventilação adequada

Fibrilação Atrial

Interpretando Arritmias Cardíacas
Figura 1. Fibrilação Atrial com resposta ventricular controlada. Note as ondulações irregulares da linha de base representando a atividade elétrica atrial (ondas fibrilatórias). As ondas variam em tamanho e forma e são irregulares no ritmo. A condução através do nó AV ocorre aleatoriamente e por isso o ritmo ventricular é irregular.

As ondas P são ausentes ou de aparência anormal, desorganizada entre os complexos QRS .

  • A freqüência do átrio como regra não pode ser contada.
  • Na FA não tratada, a freqüência ventricular é de 160 a 180 b.p.m.
  • O ritmo ventricular é irregular.
  • Quando o ritmo é regular e há presença de ondas F, pode haver a presença de BAV – 3º grau, ritmo juncional acelerado ou ambos (intoxicação digitálica).
  • Não há atividade elétrica atrial organizada, portanto, não há ondas P (ondas f).
  • No intervalo QRS a despolarização ventricular é normal , a menos que ocorra condução aberrante.
  • A amplitude da onda R e os intervalos RR variam irregularmente.

TRATAMENTO

  • Controle da freqüência (Diltiazem, Verapamil, Beta-Bloqueador ou Digoxina)
  • Cardioversão química / elétrica Anti-coagulação.

Flutter Atrial

Interpretando Arritmias Cardíacas

Interpretando Arritmias Cardíacas
Flutter Atrial bom bloqueio AV variável. O ritmo atrial é regular, mas o bloqueio AV variável está presente resultando um ritmo ventricular irregular.

Presença de ondas de flutter com aparência “serrilhada”

  • A freqüência atrial varia de 220 a 350 b.p.m.
  • O ritmo atrial é regular
  • Não há ondas P.
  • As ondas F tem aparência serrilhada e é melhor visualizada em D I, D II, AVF.
  • O intervalo RR normalmente é regular, mas pode variar
  • O intervalo QRS geralmente é normal, mas pode ocorrer condução ventricular aberrante.TRATAMENTO
  • Cardioversão elétrica para instabilidade hemodinâmica.
  • Quinidina, Procainamida, Diltiazen, Digital, Beta-Bloqueadores.

Bloqueio Átrio Ventricular (BAV)

Interpretando Arritmias Cardíacas
Bloqueio AV de primeiro grau.O intervalo PR está prolongado com 0,31 segundos.

É definido como retardo ou interrupção da condução entre o átrio e o ventrículo.

Formas de Bloqueio

DE ACORDO COM O GRAU DE BLOQUEIO

  • BLOQUEIOS PARCIAIS:  B.A.V.1º grau
  • B.A.V. 2º grau (tipos I e II)
  • B.A.V. 3º grau ou B.A.V. completoDE ACORDO COM SÍTIO DE BLOQUEIO
  • Nó A.V.
  • Infranodal
  • Feixe de His
  • Ramos

Bloqueio AV de primeiro grau

Retardo na passagem do impulso elétrico do átrio para os ventrículos.

  • O QRS tem aparência normal.
  • O ritmo é regular.
  • Cada onda P é seguida de um complexo QRS.
  • O intervalo PR excede 0,20s e geralmente é constante, mas pode variar.TRATAMENTO
    Desnecessário, quando sem sintomas.Bloqueio AV de segundo grauAlguns impulsos são conduzidos e outros bloqueados.

Bloqueio AV de segundo grau tipo 1 (Wenckbach)

Interpretando Arritmias Cardíacas
BAV segundo grau tipo 1. O ritmo atrial é quase regular, mas existem pausas no ritmo ventricular porque cada quarta onda P não é conduzida para os ventrículos. Note o prolongamento progressivo no intervalo PR, indicando o aumento do retardo da condução no nó AV antes do batimento não conduzido. Existem quatro ondas P e três complexos QRS neste exemplo, representando um ciclo 4:3. Os complexos QRS são normais.
Interpretando Arritmias Cardíacas
Registro de BAV segundo grau M-I. No trecho superior a primeira sequência é do tipo 4:3. Três impulsos são conduzidos e a quarta onda P é bloqueada. A quinta onda P está dissociada do complexo QRS seguinte (quarto complexo QRS), que é um batimento de escape quase certamente de origem juncional. A seguir, o sexto impulso atrial é conduzido e o sétimo é bloqueado (sequência tipo 2:1). O oitavo é conduzido e o nono bloqueado (2:1). O décimo e o décimo primeiro são conduzidos e o décimo segundo é bloqueado (3:2). No trecho inferior as duas primeira sequências são do tipo 2:1, a terceira é 3:2, a quarta é 2:1, e a quinta é do tipo 3:2. No final do traçado o clico se reinicia.

  • Quase sempre ocorre no nível do nó AV.
  • O QRS tem aparência normal.
  • A freqüência atrial não é afetada.
  • A freqüência ventricular será menor, devido aos batimentos não conduzidos.
  • O ritmo atrial é regular..
  • O ritmo ventricular geralmente é irregular com encurtamento progressivo do intervalo PR , antes do impulso bloqueado.
  • A onda P é normal e será seguida por complexo QRS, exceto a onda P bloqueada

 

Existe um aumento progressivo do intervalo PR até que uma onda P seja bloqueada

TRATAMENTO
Raramente é necessário, a menos que estejam presentes sinais e sintomas graves.

Bloqueio AV de segundo grau tipo 2

Interpretando Arritmias Cardíacas
BAV de segundo grau tipo 2. Neste exemplo, três batimentos sinusais conduzidos por duas ondas P não conduzidas. O intervalo PR dos batimentos conduzidos permanece constante e o QRS é alargado.


A freqüência atrial não é afetada, mas a freqüência ventricular será menor que a atrial .
O ritmo atrial é regular. O ritmo ventricular geralmente é irregular, com pausas correspondendo aos batimentos não conduzidos. Ocorre abaixo do nível do nó AV, tanto no feixe de His como nos seus ramos. Geralmente está associado a uma lesão orgânica do sistema de condução e está associado, portanto, a um pior prognóstico e pode evoluir para Bloqueio AV completo O QRS será normal, quando o bloqueio for no feixe de His. Entretanto será alargado com aparência de bloqueio de ramo, se o bloqueio for em um dos ramos.

As ondas P são normais, precedidas de QRS, exceto as ondas P bloqueadas. O intervalo PR será normal ou prolongado, mas permanecerá constante.

Bloqueio AV de terceiro grau

Interpretando Arritmias Cardíacas
BAV de terceiro grau. Frequência ventricular em torno de 36 bpm, provável doença de Lenègre.

Indica ausência completa de condução entre átrios e ventrículos.

  • O QRS geralmente é normal .
  • Quando ocorre ao nível dos ramos, o complexo será alargado.
  • A onda P é normal.
  • A freqüência atrial não está alterada e a freqüência ventricular será < que a atrial (40 a 60 b.p.m.) e no BAV infranodal geralmente é abaixo de 40 b.p.m.
  • O ritmo atrial e ventricular são regulares.
  • O intervalo PR poderá variar.
  • Os átrios e ventrículos são despolarizados por marcapassos diferentesInterpretando Arritmias CardíacasTRATAMENTO
    Atropina, marca-passo transcutâneo, Dopamina ou Epinefrina , marca-passo trans-venoso e posteriormente marcapasso definitivo.

Ritmos de Substituição

Quando um batimento de escape se repete por duas vezes ou mais,institui-se um ritmo de escape ou de substituição. Eis os seguintes tipos:

  1. RÍTMO DE ESCAPE ATRIAL
  2. RÍTMO DE ESCAPE JUNCIONAL

Ritmo de Escape Atrial

Interpretando Arritmias Cardíacas
Ritmo de escape atrial (ou ritmo idoatrial) caracteriza-se pela presença de ondas P anômalas, cuja morfologia é algo diferente da morfologia das P de origem sinusal.


O ritmo escape atrial caracteriza-se pela presença de ondas P anômalas.

Ritmo e Complexo de Escape Juncional

Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de Ritmo Juncional. A onda P é negativa em D2. Nexte exemplo, ela precede o QRS.

Quando o nó AV não é despolarizado pela chegada de um impulso sinusal dentro de 1 a 1,5s, ele iniciará um impulso, sendo denominado COMPLEXO DE ESCAPE JUNCIONAL. Uma série repetida destes impulsos é chamada de RITMO DE ESCAPE JUNCIONAL. O QRS tem aparência normal, e a freqüência é de 40 a 60 b.p.m. A presença de complexo de escape juncional pode levar a um ritmo irregular. O ritmo de escape juncional é regular, a onda P é retrógrada (negativa) em DII, DIII e AVF. O intervalo PR é variável, mas geralmente é < que o intervalo de um batimento sinusal.

Arritmias originadas no Nó Sinusal

Bradicardia Sinusal

Interpretando Arritmias Cardíacas
Bradicardia Sinusal. A frequência sinusal é de 46 bpm e o ritmo é regular.

Diminuição da freqüência de despolarização atrial, devido a lentidão do nó sinusal.

  • O QRS tem aparência normal.
  • A freqüência é de 60 b.p.m.
  • O ritmo é regular.
  • As ondas P são positivas em DI, DII e AVFTRATAMENTO
  • Tratar as causas e os sintomas

Taquicardia Sinusal

Interpretando Arritmias Cardíacas
Taquicardia Sinusal. Primeira imagem com FC em torno de 121 bpm e a segunda em torno de 150 bpm. Cada QRS é precedido de uma onda P positiva na derivação II.

Caracterizada por aumento da freqüência de disparo do nó sinusal.

  • O QRS tem aparência normal.
  •  A freqüência é maior que 100 b.p.m.
  • O ritmo é regular.
  • A onda P é positiva em DI, DII e AVFTRATAMENTO
  • Nunca “trate”a taquicardia sinusal e sim a sua causa!

Taquicardia Supraventricular

É tratada como diversos tipos:

  • Uniforme ou multifocal
  • taquicardia paroxística supra ventricular
  • taquicardia atrial não paroxística
  • taquicardia atrial multifocal
  • taquicardia juncional (acelerada ou paroxística)
  • flutter atrial
  • fibrilação atrial

Taquicardia Supra Ventricular Paroxística

Episódios repetidos (paroxismos) de taquicardia com início abrupto, durando de poucos segundos a muitas horas e terminam abruptamente

  • O QRS é estreito e de aparência normal
  • A onda P é invertida em DII, DIII e AVF, pode anteceder, coincidir ou preceder o QRSTRATAMENTO
  • Manobra vagal, Adenosina, Verapamil, Beta-Bloqueador, Ablação por cateter.

Taquicardia Atrial não Paroxística

Secundária a alguns eventos primários (intoxicação digitálica) .

  • A freqüência atrial e ventricular são regulares
  • As ondas P são dificilmente identificadas quando sobrepostas à onda T.
  • É morfologicamente diferente da onda P de origem sinusal.
  • O intervalo PR pode ser normal ou prolongado.
  • O intervalo QRS pode ser normal ou alargado, devido a condução aberrante.
Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de taquicardia atrial paroxística. A frequência atrial média é de 150 impulsos por minuto e a condução AV é de 1:1. As ondas P, bem identificadas pelo D1, não são mais discerníveis em D2 ou d3.

Condições Especiais vistas no Eletrocardiograma

Hiperpotassemia e Hipopotassemia no ECG, e efeito digitálico.

Hiperpotassemia

  • Alteração de onda T-Alta e pontiaguda
  • Alteração do Complexo QRS-Alargamento (>7 meq/l)
  • Alteração de onda P-desaparece P,institui-se ritmo sinoventricular(>8meq/l)
Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de hiperpotassemia. Estão presentes no traçado todos os critérios para o diagnóstico. A onda T é alta, pontiaguda e simétrica.A onda P é mal visualizada ou definitivamente ausente (condução sinoventricular). Os complexos QRS são alargados com aspecto geral de bloqueio de ramo.

Hipopotassemia

  • Infradesnivelamento do segmento ST
  • Onda T de duração aumentada
  • Onda U proeminente
  • BAV de 1* e 2* grau
  • Outras arritmias
Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de hipopotassemia.

Efeito Digital no ECG

  • Onda T de amplitude diminuída, até aplanada
  • Segmento ST infradesnivelado onde QRS é positivo
  • O intervalo QT torna-se mais curto
  • O intervalo PR tem duração aumentada(0,25s)
Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de ação digital no ECG.

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O Carrinho de Emergência

Carrinho de Emergência

É um armário indispensável,  contém os equipamentos usados por médicos e enfermeiros e técnicos de enfermagem quando acontece uma parada cardíaca. Esta é uma situação que exige procedimentos de socorro imediatos. Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a nomenclatura mais apropriada é Carrinho de Emergência.

Com base nessa necessidade, propõe-se a padronização dos carros de emergência, objetivando homogeneizar o conteúdo e quantidade de material dos carrinhos nas diferentes unidades, retirando o desnecessário e acrescentando o indispensável, de forma a agilizar o atendimento de emergência e reduzir o desperdício. Os setores em que se dever obter estes carrinhos são Unidade de Internação, Pronto Socorro, Unidade de Terapia Intensiva, Unidade Coronariana, Centro Cirúrgico, Unidade Ambulatorial, Hemodinâmica, entre outros.

A quantidade de drogas e equipamentos deve ser estipulada conforme necessidade da área e rotina institucional. Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem devem estar preparados para atender, de forma sistematizada e padronizada, uma situação de emergência. Para que isso ocorra, o treinamento da equipe é fundamental, e todo o material necessário para esse momento deve estar disponível de forma imediata. Existe um a controvérsia de quem é a responsabilidade da conferencia do carrinho de parada, pois o profissional responsável pelas medicações do hospital é o Farmacêutico, porem o Conselho Federal de Farmácia não trata como privativo do profissional farmacêutico a conferência e reposição do Carrinho de Emergência. Contudo na maioria das Instituições Hospitalares cabe ao Enfermeiro de preferência um diarista a responsabilidade da conferência e reposição do Carrinho de Emergência, esta responsabilidade deve ser protocolada de modo que toda equipe tenha acesso a sua conferência.

O que deverá ter no carrinho?

  • Tábua de compressão torácica;
  • Desfibrilador / cardioversor;
  • Monitor;

1ª GAVETA

Medicamentos mais utilizados em situações de emergências clínicas: Os Diluidores como água destilada e soro fisiológico, e medicamentos como Atropina, Adrenalina, Aminofilina, Bicarbonato de sódio  em ampola de 10ml a 8,4%, Cloreto de potássio (KCl), diazepam, dopamina, hidantal, amiodarona, fentanil, fenobarbital, furosemida, prometazina, cedilanide, sulfato de magnésio a 50%, Hidrocortisona de 100mg e 500mg, heparina, midazolan, haldol, adalat, isordil, gluconato de cálcio, glicose hipertônica (50%), lidocaína.

2ª GAVETA

Materiais para a Intubação de Emergência: O Ressuscitador Manual (AMBU), Tubos Endotraqueais de todos os tamanhos, Lâminas e laringoscópio, fio guia, cânula de guedel de todos os tamanhos, máscara descartável, óculos de proteção individual, cadarço para a fixação do tubo, cânulas de traqueostomia de todos os tamanhos, eletrodos para a monitorização e umidificador,

3ª GAVETA

Deverá ter de todos os calibres: Agulhas, abbocaths, jelcos, sonda vesical, sonda nasoenteral e nasogástrica, fios de sutura, seringas, e também deverá conter dânulas, cateteres centrais, xilocaína gel, equipos macro ou microgotas, luvas estéreis e de procedimento, filme transparente estéril para fixação do acesso venoso, e kit de aspiração de emergência.

4ª GAVETA

Deverá ter de todos os tipos de soros: Fisiológico a 0,9%, glicosado a 5%, 10%, Ringer Lactato, Frasco de Bicarbonato a 5%, Voluven, (bolsas com ml variadas).

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Carrinho de Curativo: O que deve conter?