Importância da Higiene Oral em Âmbito Hospitalar

Higiene Oral

A Higiene Oral em âmbito hospitalar é muito mais importante do que você imagina. Pensa em um dia, daqueles corridos, que um profissional higieniza corretamente o paciente, mas esquece do mais importante: A limpeza bucal. Sim! Infelizmente ainda é um número razoável de situações que na qual vários profissionais deixam de executar este simples ato na hora de dar aquele banho ou higiene íntima no paciente.

Você sabia, que a falta de higiene oral de pacientes acamados cria um ambiente propício para a proliferação de bactérias na cavidade bucal? A placa bacteriana acaba atuando como reservatório para a colonização das bactérias respiratórias. Vejamos em casos de incidência em Unidades de Terapia Intensiva, por exemplo em uma certa Instituição, houve 33.3% de incidências por Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAVM). Após a implementação de Bundle de Prevenção pela CCIH, houve uma queda brusca de infecções, para 3,5%.

Mas não é só a pneumonia que prevalece! Há várias alterações, como por exemplo: As alterações dos lábios como a Herpes Simples, dermatite de contato, queilite actínica, em casos de alterações da boca, como a leucoplaquia, líquen plano, a candidíase, a estomatite aftosa, e o sarcoma de Kaposi; e em casos de alterações das gengivas, temos a gengivite e a periodontite.

Pacientes com certos problemas cardíacos ou uma articulação artificial são considerados de alto risco para o desenvolvimento de uma infecção cardíaca chamada de endocardite infecciosa (EI), e recebem antibióticos preventivos antes de um procedimento odontológico. A má higienização bucal leva a infecções crônicas e agudas como os abscessos. O paciente fica em risco de bacteremia frequente e presumível endocardite se tiver um problema cardíaco ou outra condição que o coloca em risco.

Complicações à Falta de Higiene Oral: Métodos Alternativos

Devido a variação do nível de dependência do paciente, e aos problemas na cavidade oral, utiliza-se alguns métodos especiais para a higienização bucal pelo técnico de enfermagem. Em casos de pacientes internados em leitos de enfermarias, podem utilizar-se do creme dental e a escova, e em casos quando o paciente pode ajudar, é mais fácil de expelir o conteúdo bucal em uma cuba rim. Quando o paciente é totalmente dependente, pode-se utilizar o método de escovação com aspiração (há escovas especiais), ou o método de bonequinhas para a higiene oral, como produtos antissépticos sem álcool, e que utilizem clorexidina.

Em casos de pacientes críticos em leitos de UTI (maioria são intubados e inconscientes), é muito utilizado o método de escovação com a aspiração, e utilizando-se o antisséptico bucal com clorexidina. Por estarem em situações, onde a intubação dificulta a deglutição, a saliva fica acumulada na cavidade oral, assim aumentando as chances de adquirir uma infecção por trato respiratório.

A saliva contém certas enzimas, como a lactoferrina, lisozima e o sistema de peroxidase, que reforçam o sistema imunológico da boca. Micro-organismos presentes na placa bacteriana podem ser liberados para as secreções salivares e, então, serem aspiradas se alojando no trato respiratório inferior (pulmão). Portanto, o uso de enxaguatórios bucais com estas enzimas reforçará a higiene oral de pacientes acamados, e realizando a aspiração sempre que necessário.

CÁRIES

A primeira coisa que vem à mente quando pensamos em doenças causadas por falta de higiene são as cáries. Elas surgem a partir dos resíduos de alimentos que permanecem em contato com os dentes, atraindo bactérias e causando produção de ácidos que podem destruir as estruturas dos dentes.

Se não for tratada rapidamente, a cárie pode evoluir e causar a morte da polpa do dente, formação de abcessos ou até mesmo infecção. Vale lembrar que a má alimentação (alta ingestão de açúcar) e alguns medicamentos utilizados como antibióticos podem tornar os dentes mais vulneráveis à ação das cáries.

A HALITOSE

O mau hálito está relacionado à má higiene bucal, à boca seca e à ingestão de determinados alimentos. Geralmente esse problema se agrava no período da manhã, por conta da menor produção de saliva durante o período do sono.

AFTAS

Apesar de não existir uma causa específica para o aparecimento de aftas, é sabido que a má higiene bucal pode contribuir para seu surgimento e dificultar a cura. Os ferimentos na mucosa da boca têm coloração branca e avermelhadas ao redor e costumam causar dor e desconforto, especialmente na hora da alimentação.

GENGIVITE

Um problema bucal também muito comum na população brasileira, que pode evoluir para periodontite se não for tratada corretamente. A gengivite surge quando existe acúmulo de placa bacteriana, causando inflamação da gengiva, que pode resultar em vermelhidão, inchaço e sangramentos. Se a placa bacteriana não for removida, ela começa um processo de endurecimento, formando o tártaro, que se adere ao dente e pode destruir progressivamente as estruturas que sustentam os dentes.

PERIODONTITE

A inflamação causada pela evolução da gengivite não tratada é chamada de periodontite, e tem como sintomas sangramento, sensibilidade, mau hálito, retração da gengiva e pode resultar em perda do dente.

ENDOCARDITE BACTERIANA

Um dos problemas mais sérios originados da falta de higiene bucal, a endocardite bacteriana é uma infecção que afeta diretamente o coração, e pode levar à morte. Um simples sangramento na boca pode permitir que bactérias bucais entrem no sistema sanguíneo e atinjam válvulas ou tecidos, causando danos ao revestimento interno do coração.

Os Cuidados de Enfermagem com a Higienização Oral

Materiais a serem utilizados:

-Escova de dente;
– Dentifrício;
– Copo descartável com água;
– Toalha de rosto;
– Cuba-rim;
– Espátula;
– Canudo s/n;
– Lubrificante labial (vaselina);
– Antisséptico oral;
– Luva de procedimento;
– Gaze.

Procedimento em paciente com pouca limitação:

– Em posição de Fowler e com a cabeça lateralizada;
– Proteger o tórax com a toalha de rosto;
– Colocar a cuba-rim sob a bochecha;
– Solicitar para que abra a boca ou abri-la com auxílio da espátula;
– Utilizar a escova com movimentos da raiz em direção à extremidade dos dentes. Fazer cerca de 6 a 10 movimentos em cada superfície dental, com pressão constante da escova;
– Repetir esse movimento na superfície vestibular e lingual, tracionando a língua com espátula protegida com gaze, s/n;
– Oferecer copo com água para enxaguar a boca;
– Utilizar canudo s/n.


Procedimento em paciente com prótese:

– Solicitar que retire a prótese ou fazer por ele, utilizando a gaze;
– Colocá-la na bacia rim;
– Escovar a gengiva, palato e língua, se o paciente não puder fazê-lo;
– Oferecê-la para que o paciente coloque ainda molhada.

Procedimento em paciente intubado ou inconsciente:

– Para um paciente inconsciente, a melhor posição é a lateralizada com a cabeça do paciente virada para o lado onde você está, em semi Fowler ou com a cabeceira do leito em nível normal. Colocar o paciente em uma destas posições permite que fluidos ou quaisquer secreções orais se acumulem no lado dependente da boca e escorram para fora;
– Use uma escova com cerdas macias e solução antisséptica para escovar os dentes do seu paciente e remover qualquer acúmulo de sujidade e placa;
– Uma bonequinha feita com gaze ou uma gaze embebida em antisséptico podem ser usados para limpar também a língua e as gengivas do paciente. Retire possíveis crostas e sujidades;
– Realizar a aspiração do conteúdo da cavidade oral com uma sonda de aspiração de calibre menor, para evitar que lesione a mucosa oral;
– Como o paciente inconsciente não consegue relatar dor ou desconforto, realize uma avaliação completa da cavidade oral  cada vez que realizar a higiene oral;
– Aproveite o cuidado oral para observar a presença de inflamações, infecções, ulcerações ou sangramentos. Comunique ao enfermeiro responsável e ao médico para início imediato de tratamento, tendo em vista que problemas na saúde oral podem afetar o estado geral de saúde do paciente.

Higiene Oral 1

La importancia de la Higiene Oral en Hospitales

Higiene Oral

La Higiene Oral en el ámbito hospitalario es mucho más importante de lo que usted se imagina. Piensa en un día, de aquellos corridos, que un profesional higieniza correctamente al paciente, pero olvida lo más importante: La limpieza bucal. Sí! Desafortunadamente todavía es un número razonable de situaciones que en la que varios profesionales dejan de ejecutar este simple acto a la hora de dar ese baño o higiene íntima en el paciente.

¿Sabía usted que la falta de higiene oral de los pacientes acamados crea un ambiente propicio para la proliferación de bacterias en la cavidad bucal? La placa bacteriana acaba actuando como reservorio para la colonización de las bacterias respiratorias. Veamos en casos de incidencia en Unidades de Terapia Intensiva, por ejemplo en una cierta Institución, hubo 33.3% de incidencias por Neumonía asociada a la Ventilación Mecánica. Después de la implementación del Bundle de Prevención por la CCIH, hubo una caída brusca de infecciones, para el 3,5%.

Pero no es sólo la neumonía que prevalece. Hay varias alteraciones, como por ejemplo: las alteraciones de los labios como Herpes Simple, dermatitis de contacto, queilitis actínica, en casos de alteraciones de la boca, como la leucoplaquia, liquen plano, la candidiasis, la estomatitis aftosa, y el sarcoma de Kaposi ; y en casos de alteraciones de las encías, tenemos la gingivitis y la periodontitis

Los pacientes con ciertos problemas cardiacos o una articulación artificial se consideran de alto riesgo para el desarrollo de una infección cardiaca llamada endocarditis infecciosa (EI), y reciben antibióticos preventivos antes de un procedimiento odontológico. La mala higienización bucal lleva a infecciones crónicas y agudas como los abscesos. El paciente está en riesgo de bacteriemia frecuente y presumible endocarditis si tiene un problema cardiaco u otra condición que lo pone en riesgo.

Complicaciones a la falta de higiene oral: Métodos Alternativos

Debido a la variación del nivel de dependencia del paciente, ya los problemas en la cavidad oral, se utilizan algunos métodos especiales para la higienización bucal por el técnico de enfermería. En casos de pacientes internados en lechos de enfermería, pueden usarse de la crema dental y el cepillo, y en casos cuando el paciente puede ayudar, es más fácil de expulsar el contenido bucal en una cuba rim. Cuando el paciente es totalmente dependiente, se puede utilizar el método de cepillado con aspiración (hay cepillos especiales), o el método de muñequitos para la higiene oral, como productos antisépticos sin alcohol, y que utilicen clorexidina.

En casos de pacientes críticos en lechos de UCI (mayoría son intubados e inconscientes), es muy utilizado el método de cepillado con la aspiración, y utilizando el antiséptico bucal con clorexidina. Por estar en situaciones, donde la intubación dificulta la deglución, la saliva queda acumulada en la cavidad oral, así aumentando las posibilidades de adquirir una infección por tracto respiratorio.

La saliva contiene ciertas enzimas, como la lactoferrina, lisozima y el sistema de peroxidasa, que refuerzan el sistema inmunológico de la boca. Los microorganismos presentes en la placa bacteriana pueden ser liberados para las secreciones salivales y luego ser aspiradas alojándose en el tracto respiratorio inferior (pulmón). Por lo tanto, el uso de enjuagantes bucales con estas enzimas reforzará la higiene oral de pacientes acamados, y realizando la aspiración siempre que sea necesario.

CARIES

La primera cosa que viene a la mente cuando pensamos en enfermedades causadas por falta de higiene son las caries. Ellas surgen a partir de los residuos de alimentos que permanecen en contacto con los dientes, atrayendo bacterias y causando la producción de ácidos que pueden destruir las estructuras de los dientes.

Si no se trata rápidamente, la caries puede evolucionar y causar la muerte de la pulpa del diente, la formación de abscesos o incluso la infección. Es importante recordar que la mala alimentación (alta ingestión de azúcar) y algunos medicamentos utilizados como antibióticos pueden hacer que los dientes sean más vulnerables a la acción de las caries.

LA HALITOSA

El mal aliento está relacionado con la mala higiene bucal, la boca seca y la ingesta de determinados alimentos. Generalmente este problema se agrava en el período de la mañana, debido a la menor producción de saliva durante el período del sueño.

AFTA

A pesar de que no existe una causa específica para la aparición de aftas, es sabido que la mala higiene bucal puede contribuir a su surgimiento y dificultar la curación. Las heridas en la mucosa de la boca tienen coloración blanca y rojiza alrededor y suelen causar dolor e incomodidad, especialmente a la hora de la alimentación.

GINGIVITIS

Un problema bucal también muy común en la población, que puede evolucionar a periodontitis si no se trata correctamente. La gingivitis surge cuando hay acumulación de placa bacteriana, causando inflamación de la encía, que puede resultar en enrojecimiento, hinchazón y sangrados. Si la placa bacteriana no se retira, comienza un proceso de endurecimiento, formando el tártaro, que se adhiere al diente y puede destruir progresivamente las estructuras que sostienen los dientes.

PERIODONTITIS

La inflamación causada por la evolución de la gingivitis no tratada se llama periodontitis, y tiene como síntomas sangrado, sensibilidad, mal aliento, retracción de la encía y puede resultar en la pérdida del diente.

ENDOCARDITE BACTERIANA

Uno de los problemas más serios originados por la falta de higiene bucal, la endocarditis bacteriana es una infección que afecta directamente al corazón, y puede llevar a la muerte. Un simple sangrado en la boca puede permitir que las bacterias bucales entren en el sistema sanguíneo y alcancen válvulas o tejidos, causando daños al revestimiento interno del corazón.

Los Cuidados de Enfermería con la Higienización Oral

Materiales a utilizar:

  • Cepillo de dientes;
  • Pasta de dientes;
  • Vaso desechable con agua;
  • Toalla de cara;
  • Tina riñón;
  • Espátula;
  • Pajilla;
  • Lubricante labial;
  • Antiséptico oral;
  • Guante de procedimiento;
  • Gasa.

Procedimiento en paciente con poca limitación:

  • En posición de Fowler y con la cabeza lateralizada;
  • Proteger el tórax con la toalla de cara;
  • Colocar la tina riñón bajo la mejilla;
  • Solicitar para que abra la boca o abrirla con ayuda de la espátula;
  • Utilizar el cepillo con movimientos de la raíz hacia el extremo de los dientes. Hacer alrededor de 6 a 10 movimientos en cada superficie dental, con presión constante del cepillo;;
  • Repetir ese movimiento en la superficie vestibular y lingual, traicionando la lengua con espátula protegida con gasa;
  • Ofrecer vaso con agua para enjuagar la boca;
  • Uso pajilla;

Procedimiento en paciente con prótesis:

  • Solicitar que retire la prótesis o hacer por él, utilizando la gasa;
  • Colocarla en la tina riñón;
  • Cepillar la encía, el paladar y la lengua si el paciente no puede hacerlo;
  • Ofrecerla para que el paciente la coloque todavía mojada.

Procedimiento en paciente intubado o inconsciente:

  • Para un paciente inconsciente, la mejor posición es la lateralizada con la cabeza del paciente orientada hacia el lado donde usted está, en semi Fowler o con la cabecera del lecho a nivel normal. Colocar al paciente en una de estas posiciones permite que fluidos o cualquier secreción oral se acumulen en el lado dependiente de la boca y se escurren hacia fuera;
  • Utilice un cepillo con cerdas suaves y solución antiséptica para cepillarse los dientes de su paciente y eliminar cualquier acumulación de suciedad y placa;
  • Una muñeca hecha con gasa o una gasa embebida en antiséptico pueden ser usados ​​para limpiar también la lengua y las encías del paciente. Retire posibles costras y suciedad;
  • Realizar la aspiración del contenido de la cavidad oral con una sonda de aspiración de calibre menor, para evitar que lesione la mucosa oral;
  • Como el paciente inconsciente no consigue relatar dolor o incomodidad, realice una evaluación completa de la cavidad oral cada vez que realice la higiene oral;
  • Aproveche el cuidado oral para observar la presencia de inflamaciones, infecciones, ulceraciones o sangrados. Comunique al enfermero responsable y al médico para iniciar inmediatamente el tratamiento, teniendo en cuenta que problemas en la salud oral pueden afectar el estado general de salud del paciente.

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