Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)

A Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) é uma condição grave e cada vez mais comum, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

Ela ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo, levando a sintomas como falta de ar, fadiga e inchaço.

Nesta publicação, vamos explicar o que é a ICC, seus sintomas, causas e, principalmente, os cuidados de enfermagem essenciais para o manejo desses pacientes.

O Que é Insuficiência Cardíaca Congestiva?

A ICC é uma síndrome clínica caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue de forma eficiente. Isso pode acontecer porque o músculo cardíaco está fraco (insuficiência sistólica) ou porque ele não relaxa adequadamente (insuficiência diastólica).

Como resultado, o sangue pode “congestionar” nos pulmões, fígado, membros inferiores e outros órgãos, daí o termo “congestiva”.

Principais Causas da ICC

A ICC pode ser causada por diversas condições, incluindo:

Sintomas da Insuficiência Cardíaca Congestiva

Os sintomas variam de acordo com a gravidade da doença, mas os mais comuns são:

  • Falta de ar (dispneia), especialmente ao deitar (ortopneia) ou durante a noite (dispneia paroxística noturna).
  • Fadiga e fraqueza.
  • Inchaço (edema) nas pernas, pés e abdômen.
  • Tosse seca ou com secreção espumosa.
  • Ganho de peso rápido devido à retenção de líquidos.
  • Palpitações ou batimentos cardíacos irregulares.

Cuidados de Enfermagem na ICC

O manejo da ICC exige uma abordagem multidisciplinar, e a equipe de enfermagem desempenha um papel crucial. Aqui estão os principais cuidados:

Monitoramento Rigoroso

  • Sinais Vitais: Aferir pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e temperatura regularmente.
  • Peso Diário: Aumento rápido de peso pode indicar retenção de líquidos.
  • Balanço Hídrico: Controlar a ingestão e eliminação de líquidos para evitar sobrecarga de volume.

Administração de Medicamentos

  • Diuréticos: Como furosemida, para reduzir o edema e a congestão.
  • Vasodilatadores: Como nitroglicerina, para aliviar a carga sobre o coração.
  • Inibidores da ECA ou BRA: Para melhorar a função cardíaca.
  • Betabloqueadores: Para controlar a frequência cardíaca e a pressão arterial.
  • Digoxina: Para aumentar a força de contração do coração.

Oxigenoterapia

  • Administrar oxigênio suplementar conforme prescrição, especialmente em pacientes com dispneia ou saturação baixa.

Educação do Paciente e Familiares

  • Dieta Hipossódica: Orientar sobre a redução do sal na alimentação para evitar retenção de líquidos.
  • Restrição Hídrica: Ajustar a ingestão de líquidos conforme orientação médica.
  • Reconhecimento de Sinais de Alerta: Ensinar a identificar piora dos sintomas, como falta de ar ou ganho de peso rápido.
  • Adesão ao Tratamento: Reforçar a importância de tomar os medicamentos corretamente e seguir as orientações médicas.

Prevenção de Complicações

  • Mobilização Precoce: Incentivar a movimentação para evitar trombose venosa profunda.
  • Cuidados com a Pele: Prevenir úlceras por pressão em pacientes acamados ou com edema grave.
  • Monitoramento de Eletrólitos: Diuréticos podem causar desequilíbrios como hipocalemia (baixo potássio).

Suporte Emocional

  • A ICC pode ser uma condição limitante e estressante para o paciente e sua família. Ofereça suporte emocional e encaminhe para psicologia ou grupos de apoio, se necessário.

Dicas para Estudantes de Enfermagem

  1. Aprenda a Reconhecer os Sintomas: Familiarize-se com os sinais clínicos da ICC para agir rapidamente.
  2. Pratique a Comunicação: Explique de forma clara e empática os cuidados necessários ao paciente e familiares.
  3. Mantenha-se Atualizado: A ICC é uma área em constante evolução. Participe de cursos e leia artigos científicos.

A Insuficiência Cardíaca Congestiva é uma condição complexa que exige cuidados especializados e uma abordagem holística. A equipe de enfermagem desempenha um papel fundamental no manejo desses pacientes, desde o monitoramento clínico até o suporte emocional.

Com conhecimento técnico, atenção aos detalhes e empatia, você pode fazer a diferença na vida de quem convive com essa doença.

Referências:

  1. França , R. S. de, Barros, J. C. S., Silva, A. C., Rocha, A. C., Santos, J. M. B. dos, Marques, C. H. S., Gusmão, H. S. B. L. B. de, Júnior, A. J. A. C., Laurindo, J. V., Barros, M. R. de, Neto, R. D. C. A., Gama, M. E. S., Rebêlo, M. C. de A., Oliveira, S. da S., Reis, T. de L. A., & Lima, B. T. de. (2024). INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA E SUAS REPERCUSSÕES HEMODINÂMINAS: REVISÃO INTEGRATIVA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(5), 1236–1248. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n5p1236-1248
  2. Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda. Arq Bras Cardiol [Internet]. 2018Sep;111(3):436–539. Available from: https://doi.org/10.5935/abc.20180190

Insuficiência Cardíaca Descompensada e a Classificação de Stevenson

A insuficiência cardíaca descompensada (ICD) é uma condição em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo. Isso leva ao acúmulo de líquido nos pulmões (congestão pulmonar) e em outras partes do corpo, causando sintomas como falta de ar, inchaço nas pernas e fadiga.

A Classificação de Stevenson

Diante da complexidade da ICD, o cardiologista americano Leonard Stevenson propôs uma classificação que auxilia na identificação do perfil hemodinâmico do paciente. Essa classificação divide os pacientes em quatro grupos (A, B, C e L), cada um com características e tratamento específicos:

Perfil A: Quente e seco

  • Características: Pacientes com boa perfusão periférica (pele quente e seca), sem sinais de congestão (edema, estertores pulmonares). A pressão arterial geralmente está elevada.
  • Fisiopatologia: O coração tenta compensar a insuficiência cardíaca aumentando o débito cardíaco, mas a pré-carga (volume de sangue que retorna ao coração) está relativamente baixa.
  • Tratamento: Foca em reduzir a pré-carga (diuréticos) e o débito cardíaco (beta-bloqueadores).

Perfil B: Quente e úmido

  • Características: Pacientes com boa perfusão periférica, mas com sinais de congestão pulmonar e sistêmica (edema, estertores, hepatomegalia).
  • Fisiopatologia: O coração tenta compensar a insuficiência cardíaca aumentando o débito cardíaco, mas a pré-carga está elevada, levando à congestão.
  • Tratamento: Foca em reduzir a pré-carga (diuréticos) e o débito cardíaco (beta-bloqueadores), além de vasodilatadores para diminuir a pós-carga.

Perfil L: Frio e seco

  • Características: Pacientes com baixa perfusão periférica (pele fria e pálida), sem sinais de congestão. A pressão arterial geralmente está baixa.
  • Fisiopatologia: O coração não consegue gerar débito cardíaco suficiente, levando à má perfusão dos órgãos.
  • Tratamento: Foca em aumentar o volume intravascular (fluidoterapia) e o débito cardíaco (inotrópicos).

Perfil C: Frio e úmido

  • Características: Pacientes com baixa perfusão periférica e sinais de congestão pulmonar e sistêmica.
  • Fisiopatologia: Representa um quadro mais grave, com choque cardiogênico.
  • Tratamento: Requer tratamento intensivo, com suporte hemodinâmico (vasopressores, inotrópicos), correção de distúrbios eletrolíticos e otimização da oxigenação.

A Importância da Classificação de Stevenson

A classificação de Stevenson é uma ferramenta valiosa para o médico, pois permite:

  • Individualizar o tratamento: Cada perfil exige um tratamento específico, o que otimiza a resposta terapêutica e minimiza os efeitos adversos.
  • Aumentar a segurança do paciente: A identificação correta do perfil hemodinâmico evita o uso de medicamentos inadequados, que podem agravar o quadro clínico.
  • Melhorar o prognóstico: O tratamento adequado da ICD, baseado na classificação de Stevenson, pode prolongar a vida e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Fatores que levam à descompensação da insuficiência cardíaca

  • Não adesão ao tratamento medicamentoso;
  • Infecções;
  • Sobrecarga hídrica e salina;
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Arritmias cardíacas;
  • Tromboembolismo pulmonar;
  • Piora da insuficiência mitral;
  • Doença valvar não diagnosticada.

Tratamento da Insuficiência Cardíaca Descompensada

O tratamento da ICD é complexo e envolve diversas medidas, como:

  • Oxigenoterapia: Para melhorar a oxigenação do sangue.
  • Diuréticos: Para reduzir o excesso de líquido no organismo.
  • Vasodilatadores: Para diminuir a pressão arterial e facilitar o trabalho do coração.
  • Inotrópicos: Para aumentar a força de contração do coração.
  • Tratamento das causas subjacentes: Como hipertensão, diabetes e doenças valvares.

Cuidados de Enfermagem

Monitorização

    • Sinais vitais: Frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e temperatura devem ser monitorados regularmente para identificar qualquer alteração que possa indicar deterioração clínica.
    • Saturação de oxigênio: A oximetria de pulso é fundamental para avaliar a oxigenação do paciente e identificar a necessidade de oxigênio suplementar.
    • Balanço hídrico: O controle rigoroso do balanço hídrico é essencial para evitar sobrecarga hídrica e prevenir o edema.
    • Diurese: A diurese deve ser monitorada para avaliar a eficácia da terapia diurética.
    • Ruídos cardíacos e pulmonares: A ausculta cardíaca e pulmonar permite identificar alterações como sopros cardíacos, estertores e roncos, que podem indicar congestão.

Administração de medicamentos

    • Diuréticos: A administração precisa e segura de diuréticos é fundamental para controlar o edema e a congestão pulmonar.
    • Inotrópicos: A administração de inotrópicos requer monitorização rigorosa da pressão arterial e da frequência cardíaca.
    • Vasodilatadores: A administração de vasodilatadores deve ser feita com cautela, monitorando a pressão arterial e a frequência cardíaca.

Educação em saúde

    • Restrição hídrica e salina: O paciente deve ser orientado sobre a importância de restringir a ingestão de líquidos e sódio para controlar o edema.
    • Uso correto dos medicamentos: É fundamental que o paciente conheça os medicamentos prescritos, a dosagem correta e os possíveis efeitos colaterais.
    • Sintomas de alerta: O paciente deve ser orientado sobre os sintomas de alerta da descompensação cardíaca, como aumento de peso, falta de ar, tosse, edema e fadiga.

Promoção da atividade física

    • Exercícios: A atividade física regular, sob orientação médica, é importante para melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida.

Suporte psicológico

    • Escuta ativa: É importante ouvir o paciente e seus familiares, oferecendo apoio emocional e esclarecendo suas dúvidas.
    • Enfrentamento: Ajudar o paciente a lidar com as limitações impostas pela doença e a desenvolver estratégias de enfrentamento.

Outros cuidados importantes

  • Posicionamento: Elevar a cabeceira da cama pode facilitar a respiração e reduzir o edema pulmonar.
  • Higiene: A higiene corporal adequada é importante para prevenir infecções.
  • Nutrição: Uma dieta equilibrada, com baixo teor de sódio, é essencial para controlar o edema.

Diagnósticos de enfermagem comuns na ICD

  • Troca de gases prejudicada: Relacionada à congestão pulmonar.
  • Volume de líquidos excessivo: Relacionado à retenção hídrica.
  • Intolerância à atividade: Relacionada à fadiga e dispneia.
  • Conhecimento deficiente: Relacionado à falta de informação sobre a doença e o tratamento.

Referências:

  1. Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda
  2. Mangini, S., Pires, P. V., Braga, F. G. M., & Bacal, F.. (2013). Insuficiência cardíaca descompensada. Einstein (são Paulo), 11(3), 383–391. https://doi.org/10.1590/S1679-45082013000300022
  3. Barbosa, C. C., Perinote, L. C. S. C., Gomes, R. C., Oliveira, F. T., & Costa, J. S. (2024). Cuidados de enfermagem no paciente com insuficiência cardíaca congestiva descompensada. Brazilian Journal of Health Review, 7(2), 1-12. https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/69175

Turgência ou Estase Jugular

A turgência jugular (TJ) ou estase jugular tem alto valor diagnóstico para confirmar ou excluir congestão sistêmica.

A Turgência Jugular reflete a elevação das pressões de enchimento das câmaras direitas, o que, por sua vez, frequentemente se correlaciona com as pressões de enchimento do ventrículo esquerdo, é  um dado importante que deve ser avaliado em pacientes portadores de insuficiência cardíaca.

Pode ser um  marcador de pior prognóstico, considerando que sua presença é um marcador de re-hospitalização, de hospitalização e morte por insuficiência cardíaca e de morte por falência cardíaca.

No exame físico, é verificada com paciente a 45° de inclinação

Causas

Pode ocasionar devido:

  • Cor pulmonale;
  • Tromboembolismo pulmonar com hipertensão pulmonar;
  • Insuficiência tricúspide importante;
  • Insuficiência Cardíaca Direita ou Biventricular;
  • Tamponamento Cardíaco.

Referências:

  1.   Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS. Morbidade hospitalar do SUS [Internet]. Brasília: MS; 2008. Disponível em: www.datasus.gov.br.
  2. Almeida Junior, Gustavo Luiz et al. Avaliação hemodinâmica na insuficiência cardíaca: papel do exame físico e dos métodos não invasivos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2012, v. 98, n. 1 [Acessado 9 Novembro 2021] , pp. e15-e21. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0066-782X2012000100020&gt;. Epub 08 Fev 2012. ISSN 1678-4170. https://doi.org/10.1590/S0066-782X2012000100020.

A Dobutamina e o Débito Cardíaco

Vamos entender primeiramente sobre o débito cardíaco, certo?

O Débito cardíaco nada mais é o volume de sangue sendo bombeado pelo coração em um minuto. Sendo assim, é igual a frequência cardíaca multiplicada pelo volume sistólico!

Mas quando o débito cardíaco não é suficiente, sendo que o indivíduo possui o que chamamos de insuficiência cardíaca, aí a dobutamina faz um papel importante.

Essa droga é um catecolamina sintético e simpaticomimético, que auxilia na força de contração e facilita a passagem do impulso elétrico pelo coração!

Ou seja, ele pode auxiliar no “fortalecimento” cardíaco, e assim aumentando a contratilidade cardíaca nestes pacientes!

Agora sim ficou mais fácil!

Os Tipos de Choque: Entenda de uma maneira mais fácil

tipos de choque

Em termos básicos, referimos o termo “Choque” em ambiente pré-hospitalar como “Perfusão inadequada generalizada de oxigênio nos órgãos e tecidos”.

O estado de choque pode surgir por diversas causas e, para cada caso, o choque tem uma definição específica, como choque anafilático, séptico ou hipovolêmico, por exemplo.

Entendendo os principais grupos de choques

Choque Hipovolêmico: O choque hipovolêmico é causado por uma diminuição no volume intravascular caracterizado por perfusão tecidual ineficaz e hipóxia. O choque hipovolêmico normalmente surge quando existe uma hemorragia que provoca a perda excessiva de sangue, como acontece em casos de:

  • Feridas ou cortes muito profundos;
  • Acidentes de trânsito;
  • Quedas de grande altura;
  • Hemorragia interna;
  • Úlceras ativas, sangrando;
  • Menstruação muito intensa;
  • Desidatração;
  • Queimaduras severas.

Choque Cardiogênico: Acontece quando o coração perde sua capacidade para bombear sangue em quantidade adequada para os órgãos, causando diminuição acentuada da pressão arterial, falta de oxigênio nos tecidos e cúmulo de líquidos nos pulmões. As causas incluem:

  • Infarto Agudo do Miocárdio com falência do ventrículo esquerdo;
  • Insuficiência cardíaca coronariana;
  • Fibrilação ventricular;
  • Arritmias;
  • Tamponamento cardíaco (Pericárdico);
  • Valvulopatias;
  • Estenose aórtica;
  • Trauma no Miocárdio;
  • Estágios terminais da Sepse (infecção generalizada);
  • Intoxicação, seja medicamentosa ou não.

Choque Obstrutivo: A compressão do coração por outros órgãos ou corpos leva a que esse órgão não se encha de tanto sangue quanto normalmente. Bombeando menos sangue para o mesmo espaço, há queda da pressão arterial e dilatação da veias que não conseguem escoar o seu conteúdo. É causado por situações traumáticas como:

  • O pneumotórax de tensão ocorre quando há um vazamento de ar do pulmão para a pleura, através de um mecanismo valvular que não permite que o ar retorne para o pulmão. O ar sai do pulmão e fica preso dentro de tórax, causando uma compressão progressiva do pulmão, do coração e dos grandes vasos da base (aorta e veia cava). Necessita de drenagem torácica urgente para evitar a morte do paciente;
  • O tamponamento cardíaco é a hemorragia para o espaço entre o pericárdio fibroso e o coração. O pericárdio é inflexível e a acumulação de líquido comprime o coração;
  • Ruptura do diafragma com herniação das vísceras intestinais para o tórax.

Choque Distributivo: O choque distributivo ou vasogênico ocorre quando o volume sanguíneo é anormalmente deslocado no sistema vascular tal como ocorre quando ele se acumula nos vasos sanguíneos periféricos.

Esse deslocamento de sangue causa uma hipovolemia relativa porque o sangue insuficiente retorna ao coração. O que leva a uma deficiente perfusão tissular subsequente o tônus vascular é regulado tanto por mecanismos reguladores locais, como nas necessidades tissulares de oxigênio e nutrientes.

Portanto, o choque distributivo pode ser causado tanto por perda do tônus simpático quanto pela liberação de mediadores químicos pelas células. Os vários mecanismos que levam à vasodilatação inicial no choque distributivo subdividem em neurogênico, anafilático e séptico.

Cuidados de Enfermagem com os Choques em Geral

  • Controle rigoroso da pressão arterial (PA);
  • Reposição dos volumes dos líquidos perdidos;
  • Sangue total – no choque hemorrágico;
  • Plasma e Albumina Humana – Perda de Proteínas;
  • SF a 0,9% e Ringer Simples ou Lactato – Perda de água e eletrólitos ou para complementação da reprodução volêmica, enquanto se espera líquido mais adequado para o caso;
  • Dextran, Haemaccel e outros expansores plasmáticos – usado em substituição ao plasma, ou albumina, ou mesmo ao SF 0,9% em caso de necessidade de grande volume de reposição;
  • Administração de drogas vasoativas quando a reposição do volume não responda no paciente;
  • Preparo do paciente para cirurgia em caso de hemorragia persistente, ex.: trauma que requer correções cirúrgicas;
  • Administração de anti-hemorrágicas prescrito pelo médico;
  • Controle e vigilância constantes no gotejamento das drogas vasoativas para manutenção da PA em níveis aceitáveis.

Insuficiência Cardíaca

Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca (IC), também conhecida como insuficiência cardíaca congestiva (ICC), é uma condição ou um conjunto de sintomas em que o coração não bombeia sangue suficiente para satisfazer as necessidades do seu corpo.

A insuficiência cardíaca geralmente se desenvolve gradativamente após uma lesão no coração. Algumas lesões podem incluir um ataque cardíaco, muito esforço para o coração devido a anos de pressão arterial alta e não tratada ou uma válvula cardíaca doente.

As causas comuns da insuficiência cardíaca incluem:

  • Doença arterial coronariana
  • Ataque cardíaco anterior (enfarte do miocárdio)
  • Pressão arterial alta (hipertensão)
  • Doença de válvula cardíaca
  • Doença cardíaca congênita (problema com o qual você nasce)
  • Cardiomiopatia (coração aumentado)
  • Endocardite
  • Miocardite (infecção do coração)
  • Diabetes

Os sintomas da insuficiência cardíaca nem sempre são óbvios. Algumas pessoas nos primeiros estágios da insuficiência cardíaca podem não ter nenhum sintoma. Outras podem atribuir sintomas como fadiga ou falta de ar a sinais de seu envelhecimento.

Às vezes, entretanto, os sintomas de insuficiência cardíaca são mais óbvios. Devido à incapacidade do seu coração bombear o sangue eficientemente para suprir seus órgãos (como os rins e o cérebro), você pode sentir vários sintomas, incluindo:

  • Falta de ar
  • Inchaço dos pés e pernas
  • Falta de energia e cansaço
  • Dificuldade de dormir à noite devido a problemas respiratórios
  • Abdômen inchado ou mole, perda de apetite
  • Tosse com muco “espumante” ou catarro
  • Aumento de micção à noite
  • Confusão mental
  • Memória fraca

Algumas pessoas estão mais sujeitas que outras a desenvolverem insuficiência cardíaca. Ninguém pode prever com certeza quem irá desenvolvê-la, mas existem fatores de risco conhecidos. Estar ciente dos fatores de risco e visitar um médico para obter tratamento antecipado são boas estratégias para se tratar a insuficiência cardíaca. Os fatores de risco da insuficiência cardíaca incluem:

  • Pressão arterial alta (hipertensão)
  • Ataque cardíaco (infarto do miocárdio)
  • Válvulas cardíacas anormais
  • Aumento do coração (cardiomiopatia)
  • Histórico familiar de doença cardíaca
  • Diabetes

Conheça os 12 sinais que podem indicar problemas no coração

Saber quais os sinais que podem indicar problemas no coração pode ajudar a prevenir um ataque cardíaco, por exemplo, ou facilitar o diagnóstico de alguma doença do coração como insuficiência cardíaca.

Assim, 12 sinais que podem indicar problemas no coração são:

  1. Ansiedade: um ataque cardíaco pode causar muita ansiedade e medo da morte, momentos antes de ocorrer;
  1. Desconforto no peito: sintoma clássico de um ataque cardíaco;
  1. Tosse persistente: pode ser o resultado do acúmulo de líquidos nos pulmões, devido à insuficiência cardíaca;
  1. Tontura: sentir-se tonto e chegar a desmaiar pode ocorrer momentos antes de um ataque cardíaco ou em casos como arritmia ou hipotensão;
  1. Fadiga: sentir-se muito cansado o tempo todo pode indicar insuficiência cardíaca;
  1. Náusea ou falta de apetite: pode estar relacionada com o inchaço abdominal causado pela retenção de líquidos ou associada à dor do infarto;
  1. Dor em outras partes do corpo: a dor pode começar no peito e se espalhar para os ombros, braços, cotovelos, costas, pescoço, mandíbula ou abdômen ou estar relacionada a um ataque cardíaco;
  1. Pulso rápido e irregular: quando acompanhado de fraqueza, tonturas ou dificuldade em respirar pode ser evidência de um ataque cardíaco, insuficiência cardíaca ou uma arritmia;
  1. Falta de ar: pode indicar também o início de um ataque cardíaco;
  1. Suor frio repentino:pode indicar um infarto, hipotensão, hipertensão ou arritmia;
  1. Inchaço:o inchaço das pernas e dos pés pode ser sinal de insuficiência cardíaca, pois esta doença pode causar retenção de líquidos;
  1. Fraqueza extrema:pode ocorrer nos dias que antecedem um ataque cardíaco ou associada a insuficiência cardíaca ou hipotensão;

Indivíduos que possuem maiores chances de sofrer com doenças do coração são aqueles que têm antecedentes familiares com problemas de coração, os que estão acima do peso ideal, fumam e possuem outras doenças associadas, como diabetes e hipertensão. Nestes casos, todo o cuidado é pouco.

Cuidados de Enfermagem com Pacientes em IC

  1. Administrar medicamentos e avaliar resposta do paciente ao regime farmacológico;
  2. Avaliar o balanço hídrico (ingestão e débito);
  3. Pesar o paciente diariamente na mesma balança;
  4. Auscultar sons pulmonares, detectar um aumento ou diminuição nos estertores pulmonares (pelo enfermeiro);
  5. Determinar o grau de distenção venosa jugular (DVJ);
  6. Identificar e avaliar a gravidade do edema dependente;
  7. Monitorar a frequência de pulso e a pressão arterial, verificando se ha hipotensão postural decorrente a desidratação;
  8. Examinar turgor da pele e mucosa observando sinais de desidratação;
  9. Avaliar sintomas de sobrecarga hídrica;
  10. Avaliação Sistêmica identificando cianose, edemas.

Prescrição de Enfermagem

  1. Manter o paciente confortável em seu leito;
  2. Manter cabeceira elevada;
  3. Manter oxigênio terapia;
  4. Manter o paciente monitorizado;
  5. Controlar sinais vitais;
  6. Anotar balanço hídrico;
  7. Fazer as medicações nos horários prescritos pelo médico;
  8. Manter higienização oral e corporal

 

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