Os Termos Técnicos na Enfermagem

Acesse nosso Glossário de Termos Técnicos e Terminologias da Enfermagem, catalogadas!

 

Glossário de Terminologias e Termos Técnicos na Enfermagem

 

Os termos técnicos ou terminologias, muito utilizadas em setores hospitalares, fazem parte da nossa rotina de interpretar evoluções médicas, de enfermagem, e anotações de enfermagem.

Por que é importante saber estas terminologias?

O prontuário do paciente é um documento oficial onde é realizado todos os cuidados específicos do mesmo, e estas terminologias, tornam o documento um respaldo legal de procedimentos específicos realizados durante seu tratamento, sendo assim, um processo formal das palavras que geralmente para nós são faladas de maneira brusca, serem interpretadas com um olhar clínico elementar.

Vamos conhecer as terminologias mais usadas?

GLOSSÁRIO LETRA A

Abdução: afastamento de um membro do eixo do corpo.Ablepsia: cegueira.
Abrasão: esfolado, arranhão.
Abscesso: pus.
Absorção: penetração de líquido pela pele ou mucosa.
Abstinência: contenção, ato de evitar.
Acesso: repetição periódica de um fenômeno patológico.
Acinesia: paralisia parcial, impossibilidade de movimentos voluntários, paralisia.
Acne: doença inflamatória das glândulas sebáceas.
Acromia: falta de melanina, falta de pigmentação, pessoa albina.
Adenosa: tumor de uma glândula e que reproduz a estrutura dela.
Adiposo: tecido com gordura, local com gordura.
Adução: mover para o centro ou para a linha mediana.
Afagia: impossibilidade de deglutir.
Afasia: impossibilidade de falar ou entender a palavra falada.
Afebril: sem febre, ou apirético.
Afluxo: vinda para determinado lugar.
Afonia: perda mais ou menos acentuada da voz.
Agrafia: não consegue escrever.
Algia: dor em geral.
Algidez: resfriamento das extremidades.
Álgido: sensação de frio.
Alopécia: a queda total ou parcial dos cabelos.
Aloplastia: substituto de uma parte do corpo por material estranho, prótese.
Alucinação: percepção de um objeto, que na realidade não existe.
Ambidestro: habilidade de usar as duas mãos.
Ambliopia: diminuição da acuidade visual.
Amenorreia: falta de menstruação.
Analgesia: abolição da sensibilidade á dor.
Anasarca: edema generalizado.
Ancilose: imobilidade de uma articulação.
Anemia: a diminuição dos números de hemácias.
Anfiartrose: articulação que se movimenta muito pouco.
Aniridia: ausência ou falha da íris.
Anisocoria: desigualdade de diâmetro das pupilas.
Anodontia: ausência congênita ou adquirida dos dentes.
Anorretal: região referente ao ânus e reto.
Anorexia: falta de apetite, inapetência.
Anosmia: diminuição ou perda completa do olfato.
Anóxia: redução do suprimento de oxigênio nos tecidos.
Anquilose: diminuição ou supressão dos movimentos de uma articulação.
Anoperineal: região referente ao ânus e períneo
Anúria: ausência da eliminação urinária
Ânus: orifício de saída retal.
Apalestesia: perda do sentido das vibrações.
Apático: sem vontade ou interesse para efetuar esforço físico ou mental.
Apelo: sem pele, não cicatrizado, aplicado a feridas, sem prepúcio, circuncidado.
Apoplexia: perda súbita dos sentidos com aumento de temperatura, mas sem paralisia corporal.
Apneia: parada dos movimentos respiratórios.
Aposia: ausência de sede.
Aptialismo: deficiência ou ausência de saliva.
Ascite: edema localizado na cavidade peritoneal com acúmulo de liquido.
Asfixia: sufocação, dificuldade da passagem do ar.
Astasia: incapacidade de permanecer em pé, por falta de coordenação motora.
Astenia: enfraquecimento, fraqueza, cansaço.
Ataxia: não coordena os músculos e a locomoção.
Atresia: ausência ou fechamento de um orifício natural.
Atrofia: diminuição do tamanho ou peso natural de um órgão ou tecido.
Auricular: referente a orelha.
Azia: sensação de ardor estomacal, eructação azeda e ácida.

GLOSSÁRIO LETRA B

Balanite: inflamação da glande ou da cabeça do pênis.
Balanopostite: inflamação da glande e do prepúcio.
Bandagem: enfaixe.
Benigno: sem ameaça à saúde ou vida, que não é maligno, inócuo.
Bilioso: referente à bile, peculiar a transtornos causados por excesso de bile.
Binasal: referente a ambos os campos visuais nasais.
Biópsia: retirada de tecido vivo para diagnóstico.
Blefarite: inflamação das pálpebras.
Blenoftalmia: secreção mucosa nos olhos.
Blenorreia: secreção abundante das mucosas, especialmente da vagina e uretra.
Blenúria: presença de muco na urina.
Bócio: hiperplasia da glândula tireoide.
Borra de café: aspecto do vômito ou da defecação que contém sangue.
Bradicardia: diminuição dos batimentos cardíacos.
Bradipneia: movimento respiratório abaixo do normal.
Braquialgia: dor no braço.
Bucal: oral, na boca.
Bulimia: fome excessiva e patológica.
Bursite: inflamação da bolsa sinovial.

GLOSSÁRIO LETRA C
Cacofonia: voz anormal e desagradável
Cãibra: contração muscular, espasmódica e dolorosa.
Calafrio: contração involuntária da musculatura, às vezes com tremores nos dentes.
Caquexia: desnutrição adiantada, emagrecimento.
Cefaleia: dor de cabeça.
Choque: manifestação comum de pele fria, queda de temperatura, cianose e corte.
Cianose: cor azulada da pele, comumente por falta de oxigênio no sangue.
Cianótico: com cianose.
Cirrose: fibrose com destruição do tecido.
Cistite: inflamação da bexiga.
Cistocele: hérnia de bexiga.
Cistostomia: abertura de comunicação da bexiga com o exterior.
Claudicação: fraqueza momentânea de um membro.
Clister: introdução de pequena quantidade de água, medicamento ou alimento no intestino.
Cloasma: manchas escuras na pele, principalmente na face da gestante.
Coagulação: espessamento de um líquido formando coágulo.
Colecistectomia: remoção da vesícula biliar.
Colecistite: inflamação da vesícula biliar.
Cólica: dor espasmódica.
Colostomia: abertura artificial na região do cólon para saída de fezes.
Colpoperineorrafia: operação reparadora em torno da vagina e períneo.
Colúria: presença de bilirrubina ou bílis na urina.
Coma: estado de inconsciência
Congênito: doença herdada no nascimento.
Congestão: acúmulo anormal ou excessivo de sangue numa parte do organismo.
Constipação: retenção de fezes ou evacuações insuficientes.
Contaminação: presença de micróbios vivos.
Contratura: rigidez muscular.
Convalescença: caminha para o restabelecimento.
Convulsão: contrações violentas involuntárias do músculo, agitação desordenada.
Coprólito: massa endurecida de matéria fecal nos intestinos.
Cardialgia: dor no coração.
Costal: relativo às costelas.
Curativo compressivo: curativos nas feridas que sangram.
Curativo frouxo: curativo em feridas que supuram.
Curativo seco: feito apenas com gaze.
Curativo úmido: quando há aplicação de medicamentos líquidos ou úmidos.
Cutâneo: na pele.
Cútis: pele, derme.

GLOSSÁRIO LETRA D

Dactilite: inflamação de um dedo, ou artelho.
Debilidade: fraqueza, falta de forças.
Debridamento: limpeza de um tecido do infectado ou necrótico de um ferimento.
Decúbito: posição deitada.
Deltoide: músculo do braço em forma de “D”, onde se aplicam injeções intramusculares.
Dentro: cito a direita.
Dermatite: inflamação da pele.
Dermatose: doenças da pele.
Desidratação: perda exagerada de liquido no organismo.
Desmaio: ligeira perda dos sentidos.
Diaforese: sudorese excessiva.
Diarreia: evacuações frequentes e liquidas.
Diplegia: paralisia bilateral.
Diplopia: visão dupla.
Disfagia: dificuldade de deglutir.
Disfonia: distúrbio na voz.
Dismenorreia: menstruação difícil e dolorosa.
Dispneia: falta de ar, dificuldade para respirar.
Dispneico: com dispneia.
Disquesia: evacuação difícil e dolorosa.
Disseminado: espalhado.
Distensão: estiramento de alguma fibra muscular, intumescimento ou expansão.
Distrofia: perturbação da nutrição.
Disúria: micção difícil e dolorosa.
Diurese: secreção urinária.
Diurese: volume de urina coletado.

GLOSSÁRIO LETRA E

Edema: retenção ou acúmulo de líquidos no tecido celular
Êmese: ato de vomitar.
Enema: clister, lavagem, introdução de líquidos no reto.
Enteralgia: dor intestinal.
Entérico: relativo ao intestino.
Enurese: incontinência urinária noturna.
Enxaqueca: dor de cabeça unilateral.
Epigastralgia: dor no epigástrio.
Epigástrio: porção média e superior do abdômen
Episiorrafia: sutura no períneo ou dos grandes lábios.
Episiorragia: hemorragia perineal.
Episiotomia: incisão lateral do orifício vulvar para facilitar o parto.
Epistaxe: hemorragia nasal.
Epistótomo: contrações musculares generalizados com encurvamento do corpo para frente.
Equimose: deposição de sangue por baixo dos tecidos, manchas escuras ou avermelhadas.
Eritema: vermelhidão na pele.
Eructação: emissão de gases estomacais pela boca, arroto.
Erupção na pele: avermelhamento da pele com vesículas.
Erupção: lesão amarela ou enegrecida, comum em queimaduras ou feridas infectadas.
Escabiose: moléstia cutânea contagiosa, caracterizada por lesões multiformes acompanhadas por prurido intenso.
Escara de decúbito: úlcera perfurante em região de proeminências ósseas.
Esclerodermia: afecção cutânea com endurecimento da pele.
Esclerose: endurecimento dos vasos ou perda de elasticidade.
Escoriações: abrasão, erosão, perda superficial dos tecidos.
Escótomo cintilante: pontos luminosos no campo visual, na hipertensão arterial.
Escótomo: ponto cego no campo visual.
Escrotal: relativo ao escroto, onde ficam localizados os testículos.
Escrotite: inflamação do escroto.
Escroto: saco de pele suspenso na região pubiana, loca que aloja os testículos e os epidídimos.
Escrotocele: hérnia do escroto.
Esfacelo: necrose, gangrena.
Esfacelodermia: gangrena da pele.
Esfenoidal: referente ao esfenoide.
Esfenoide: osso situado no centro do assoalho do crânio
Esfígmico: relativo ao pulso.
Esfigmocardiógrafo: aparelho que registra graficamente os movimentos do pulso e do coração.
Esfigmomanômetro: aparelho para verificar a pressão arterial.
Esfigmógrafo: aparelho que registra graficamente os movimentos do pulso.
Esfíncter: músculo circular que constrói o orifício de um órgão.
Esfincteralgia: dor no esfíncter.
Esfincteroplastia: reparação cirúrgica de um esfíncter.
Esfincterotomia: divisão dos músculos de um esfíncter.
Esfoliação: desprendimento de tecido necrosado sob a forma de lâminas.
Esfregaço cervical: esfregaço das secreções mucosas do colo do útero.
Esfregaço: material espalhado numa lâmina de vidro para exame.
Esmalte: camada externa dos dentes.
Esmegma: secreção espessa ao redor do prepúcio ou dos pequenos lábios.
Esofagismo: espasmo do esôfago.
Esôfago: tubo longo situado atrás da traqueia, pelo qual os alimentos chegam ao estômago.
Esofagocele: hérnia do esôfago.
Esofagomalacia: amolecimento do esôfago.
Esofagoptose: prolapso do esôfago.
Esofagoscópio: instrumento para exame visual do esôfago.
Esofagostenose: estreitamento do esôfago.
Esofagostomia: abertura de comunicação entre o esôfago e o exterior.
Esofagotomia: incisão do esôfago.
Espasmo: repentinas contrações involuntárias e violentas de um músculo ou grupo muscular, que pode também acometer as vísceras ocas, como estômago e intestinos.
Espasmódico: rígido, com espasmo.
Espasmofilia: tendência aos espasmos e às convulsões.
Espasmolítico: medicamento que combate o espasmo.
Espástico: em estado espasmódico.
Especulo: instrumento para examinar o interior de cavidades como a vagina, reto, ouvido.
Espermatite: inflamação do canal deferente.
Espermatocistite: inflamação da vesícula seminal.
Espermatorreia: incontinência de esperma.
Espermatúria: presença de esperma na urina.
Espermicida: que destrói o espermatozoide.
Espirômetro: aparelho que mede a capacidade respiratória dos pulmões.
Esplenectopia: queda do baço, patologia, anomalia de posição do baço.
Esplenelcose: úlcera do baço.
Esplenite: inflamação do baço.
Esplenocele: hérnia do baço.
Esplenectomia: extirpação do baço.
Esplenodimia: dor no baço.
Esplenomalácia: amolecimento do baço.
Esplenomegalia: aumento do volume do baço.
Esplenopatia: afecção do baço.
Esplenopexia: fixação cirúrgica do baço.
Esplenotomia: incisão no baço.

GLOSSÁRIO LETRA E

Edema: retenção ou acúmulo de líquidos no tecido celular
Êmese: ato de vomitar.
Enema: clister, lavagem, introdução de líquidos no reto.
Enteralgia: dor intestinal.
Entérico: relativo ao intestino.
Enurese: incontinência urinária noturna.
Enxaqueca: dor de cabeça unilateral.
Epigastralgia: dor no epigástrio.
Epigástrio: porção média e superior do abdômen
Episiorrafia: sutura no períneo ou dos grandes lábios.
Episiorragia: hemorragia perineal.
Episiotomia: incisão lateral do orifício vulvar para facilitar o parto.
Epistaxe: hemorragia nasal.
Epistótomo: contrações musculares generalizados com encurvamento do corpo para frente.
Equimose: deposição de sangue por baixo dos tecidos, manchas escuras ou avermelhadas.
Eritema: vermelhidão na pele.
Eructação: emissão de gases estomacais pela boca, arroto.
Erupção na pele: avermelhamento da pele com vesículas.
Erupção: lesão amarela ou enegrecida, comum em queimaduras ou feridas infectadas.
Escabiose: moléstia cutânea contagiosa, caracterizada por lesões multiformes acompanhadas por prurido intenso.
Escara de decúbito: úlcera perfurante em região de proeminências ósseas.
Esclerodermia: afecção cutânea com endurecimento da pele.
Esclerose: endurecimento dos vasos ou perda de elasticidade.
Escoriações: abrasão, erosão, perda superficial dos tecidos.
Escótomo cintilante: pontos luminosos no campo visual, na hipertensão arterial.
Escótomo: ponto cego no campo visual.
Escrotal: relativo ao escroto, onde ficam localizados os testículos.
Escrotite: inflamação do escroto.
Escroto: saco de pele suspenso na região pubiana, loca que aloja os testículos e os epidídimos.
Escrotocele: hérnia do escroto.
Esfacelo: necrose, gangrena.
Esfacelodermia: gangrena da pele.
Esfenoidal: referente ao esfenoide.
Esfenoide: osso situado no centro do assoalho do crânio
Esfígmico: relativo ao pulso.
Esfigmocardiógrafo: aparelho que registra graficamente os movimentos do pulso e do coração.
Esfigmomanômetro: aparelho para verificar a pressão arterial.
Esfigmógrafo: aparelho que registra graficamente os movimentos do pulso.
Esfíncter: músculo circular que constrói o orifício de um órgão.
Esfincteralgia: dor no esfíncter.
Esfincteroplastia: reparação cirúrgica de um esfíncter.
Esfincterotomia: divisão dos músculos de um esfíncter.
Esfoliação: desprendimento de tecido necrosado sob a forma de lâminas.
Esfregaço cervical: esfregaço das secreções mucosas do colo do útero.
Esfregaço: material espalhado numa lâmina de vidro para exame.
Esmalte: camada externa dos dentes.
Esmegma: secreção espessa ao redor do prepúcio ou dos pequenos lábios.
Esofagismo: espasmo do esôfago.
Esôfago: tubo longo situado atrás da traqueia, pelo qual os alimentos chegam ao estômago.
Esofagocele: hérnia do esôfago.
Esofagomalacia: amolecimento do esôfago.
Esofagoptose: prolapso do esôfago.
Esofagoscópio: instrumento para exame visual do esôfago.
Esofagostenose: estreitamento do esôfago.
Esofagostomia: abertura de comunicação entre o esôfago e o exterior.
Esofagotomia: incisão do esôfago.
Espasmo: repentinas contrações involuntárias e violentas de um músculo ou grupo muscular, que pode também acometer as vísceras ocas, como estômago e intestinos.
Espasmódico: rígido, com espasmo.
Espasmofilia: tendência aos espasmos e às convulsões.
Espasmolítico: medicamento que combate o espasmo.
Espástico: em estado espasmódico.
Especulo: instrumento para examinar o interior de cavidades como a vagina, reto, ouvido.
Espermatite: inflamação do canal deferente.
Espermatocistite: inflamação da vesícula seminal.
Espermatorreia: incontinência de esperma.
Espermatúria: presença de esperma na urina.
Espermicida: que destrói o espermatozoide.
Espirômetro: aparelho que mede a capacidade respiratória dos pulmões.
Esplenectopia: queda do baço, patologia, anomalia de posição do baço.
Esplenelcose: úlcera do baço.
Esplenite: inflamação do baço.
Esplenocele: hérnia do baço.
Esplenectomia: extirpação do baço.
Esplenodimia: dor no baço.
Esplenomalácia: amolecimento do baço.
Esplenomegalia: aumento do volume do baço.
Esplenopatia: afecção do baço.
Esplenopexia: fixação cirúrgica do baço.
Esplenotomia: incisão no baço.
Espondilalgia: dor nas vértebras.
Espondilartrite: inflamação das articulações vertebrais.
Espondilite: inflamação de uma ou mais vértebras.
Espasticidade: capacidade de entrar em espasmo.
Espirometria: medida da capacidade respiratório dos pulmões.
Esputo: escarro, material expectorado, pode ser mucótico, mucopurulento, purulento, hemorrágico, espumoso.
Esqueleto: o arcabouço ósseo do corpo.
Esquinência: qualquer doença inflamatória da garganta.
Estado de mal asmático: ataque severo de asma por mais de 24 horas.
Estado epilético: uma sucessão de ataques epiléticos graves.
Estado: período, fase.
Estafiledema: edema da úvula.
Estafilite: inflamação da úvula.
Estafilococemia: presença de estafilococos no sangue.
Estafilococos: bactérias em forma de cachos de uva.
Estafiloplastia: cirurgia plástica da úvula.
Estafilorrafia: sutura da úvula.
Estase intestinal: demora excessiva das fezes no intestino.
Estase:estagnação de uma liquido anteriormente circulante.
Esteatoma: lipoma, tumor de tecido gorduroso.
Esteatorreia: evacuação de fezes descoradas, contendo muita gordura.
Esteatose: degeneração gordurosa.
Estenose do piloro: estreitamento do piloro.
Estenose: estreitamento.
Estercólito: massa dura e compacta de fezes.
Estereognose: reconhecimento de um corpo pelo tato.
Estéril: incapaz de conceber ou de fecundar, em cirurgia livre de qualquer micróbio.
Esterilização: processo que elimina substâncias e organismos contaminantes.
Eterização: anestesia pelo éter.
Esternutatório: que provoca espirro.
Esternal: relativo ao osso externo.
Esternalgia: dor no esterno.
Esterno: o osso chato do peito.
Esternutação: espirro.
Estertor: ruído respiratório que indica morbidez.
Estertorosa: respiração ruidosa.
Estetoscópio: aparelho que amplia sons usados comumente por médicos.
Estomacal: estimulante do estômago.
Estômago: a porção dilatada do canal digestivo aonde vão ter alimentos que assam pelo esôfago.
Estomatite: inflamação da boca.
Estomatorragia: hemorragia da boca.
Estrabismo: falta de eixos visuais normal, com falta de músculos motores oculares.
Estrangúria: micção dolorosa.
Estreptococo: gênero de bactéria gram-positiva com forma de cadeia ou rosário.
Estrias: cicatrizes na pele do abdômen ou da cocha, pela dilatação das fibras na estação ou parto.
Estritura: estreitamento de um canal.
Estrófulo: dermatose benigna, comum no recém-nascido.
Estrumite: inflamação da glândula tiroide.
Estupor: inconsciência total ou parcial, mutismo sem perda da percepção sensorial.
Eteromania: embriagues habitual pela inalação de éter.
Etilismo: vício do uso de bebidas alcoólicas, intoxicação crônica pelo álcool etílico.
Etilista: alcoólatra.
Etiologia: estudos das causas da doença.
Etmoide: osso (do crânio) leve, esponjoso, irregular, ímpar.
Euforia: sensação de bem estar.
Eupneia: respira normal
Eutanásia: morte induzida em casos incuráveis, proibida por lei.
Eutócia: parto natural.
Eutrofia: boa alimentação.
Evacuante: medicamento que produz evacuações de um órgão, seja purgativo, vômito, diurético ou outro.
Eventração: saída total ou parcial de vísceras na parede abdominal, mas a pele continua íntegra.
Evisceração: saída das vísceras de sua situação normal.
Exacerbação: agravação dos sintomas.
Exantema: qualquer erupção cutânea.
Excisão: corte ou retirada de um órgão ou parte dele.
Excitabilidade: capacidade de reagir a um estímulo.
Excreta: os resíduos eliminados do corpo.
Exoftalmia: projeção dos olhos para fora.
Exodontia: extração de dentes.
Exostose: projeção óssea para fora da superfície do corpo.
Expectação: ato de deixar a doença evoluir limitando, espera provável de que algo aconteça.
Expectoração: expelir secreção, escarro, geralmente pulmonar.
Expectorante: medicamento que promove a expulsão de catarro e mucosidade da traqueia e brônquios.
Exsudato: substância liquida eliminada patologicamente.
Extirpação: retirada completa.
Extrofia: reviramento de um órgão para fora.

GLOSSÁRIO LETRA F

Fadiga: cansaço, esgotamento.
Falo: pênis.
Faringectomia: ablação cirúrgica da faringe.
Faringite: inflamação da faringe.
Faringodinia: dor na faringe.
Faringoplegia: paralisia dos músculos da faringe.
Faringoscópio: instrumento para exame da faringe.
Faringotomia: incisão da faringe.
Fastígio: o ponto máximo da febre.
Fatal: causador de morte, desastroso.
Febre cerebral: meningite.
Febre de feno: manifestação alérgica, com renite e ligeira febre.
Febre entérica: febre tifoide.
Febre eruptiva: qualquer doença febril que se acompanha de erupção na pele.
Febre glandular: mononucleose infecciosa.
Febre intermitente: alternativas de febre e temperatura normal.
Febre recorrente: alguns dias com febre, seguidos de outros sem febre e, novamente, outros com febre.
Febre remitente: febre que apresenta melhoras ou diminuição, mas sem chegar a desaparecer.
Febrícula: febre pouco elevada e passageira.
Febrífugo: que afasta a febre.
Fecaloide: semelhante às fezes.
Fel: bile.
Fêmur: osso da coxa (o maior do corpo).
Fenestrado: com aberturas ou janelas.
Feocromocitoma: tumor das glândulas suprarrenais, que produz elevação da pressão arterial.
Ferida cirúrgica: a incisão cirúrgica asséptica.
Ferida incisiva: corte.
Ferida infectada: aquela em que há micróbios.
Ferida lacerada: quando há arrancamento ou laceração dos tecidos.
Ferida perfurada: ferida produzida pela penetração de objeto perfurante.
Ferida séptica: ferida infectada.
Ferida: lesão.
Fétido: mau cheiro.
Feto a termo: feto em condições de nascer, com aproximadamente 280 dias de estação.
Feto: o produto da concepção a partir do 4º mês de vida intrauterina.
Fibrilação auricular: fibrilação cardíaca
Fibrilação: tremor muscular, a fibrilação cardíaca é mortal.
Fíbula: outro nome da rótula (osso do joelho).
Filático: que protege.
Filaxia: proteção, defesa.
Filiforme: em forma de fio.
Filopressão: compressão de um vaso sanguíneo por um fio.
Fimatose: tuberculose.
Fimose: estreitamento do orifício do prepúcio, este não pode ser puxado para traz.
Fisiatria: fisioterapia, tratamento por meios físicos.
Fisiologia: estudo das funções do organismo.
Fissura do ânus: pequena fenda ulcerada na mucosa do ânus.
Fissura: ulceração de mucosa.
Fístula cega: fístula em que uma das extremidades é fechada.
Fistula: canal em forma de tubo e que normalmente não existe no organismo.
Fistulótomo: instrumento para incisão de fístulas.
Flácido: mole, caído.
Flambagem: ato de imergir o objeto em álcool e colocar fogo.
Flato: ar ou gases no intestino.
Flatulência: distensão do intestino pelo acúmulo de fezes e gases.
Flatulência: distensão dos intestinos por gases.
Flebectomia: extirpação de uma veia.
Flebite: inflamação de uma veia.
Fleborrexe: ruptura de uma veia.
Flebosclerose: esclerose das veias.
Flebotomia: incisão de uma veia, venossecção.
Flegmasia: inflamação.
Flictema: levantamento da epiderme, formando pequenas bolhas.
Flictema: vesícula, pequena bolha cheia de liquido.
Flogístico: inflamatório.
Flogogênico: que provoca inflamação.
Flogose: inflamação.
Fobia: temor mórbido, medo, sem motivo.
Foco: sede principal de uma doença.
Foliculite: inflamação de folículos.
Folículos: órgão microscópio existente no ovário, e que ao amadurecer forma o óvulo, também pequeno saco ou cavidade.
Fomentação: aplicação quente e úmida.
Fontanela: moleira, parte não ossificada do crânio de bebês (até 12 meses).
Forame: orifício, abertura.
Fórceps obstétrico: fórceps para aprender o feto e apressar ou facilitar o parto.
Fórceps: pinça.
Fratura cominutiva: fratura em que o osso de divide em mais de dois fragmentos.
Fratura exposta: fratura com ruptura da pele e tecidos.
Fratura: divisão de ossos.
Frenalgia: dor no diafragma.
Frenite: inflamação no diafragma.
Frontal: osso da frente no crânio.
Fulminante: de marcha rápida e fatal.
Fumigação: desinfecção por meio de gases.
Funda: aparelho para manter a hérnia no lugar.
Fungicida: que mata os fungos.
Fungo: cogumelo parasito.
Furúnculo: infecção e inflamação de um folículo piloso.
Furunculose: aparecimento de vários furúnculos.

GLOSSÁRIO LETRA G

Galactagogo: que estimula a secreção de leite.
Galactocele: dilatação da glândula mamária em forma de cisto cheio de leite.
Gânglio linfático: um nódulo ou um aglomerado de tecidos linfoide, dividido em compartimentos por um tecido fibroso.
Ganglionite: inflamação do gânglio.
Gangrena de Raynound: gangrena simétrica das extremidades.
Gangrena: necrose maciça dos tecidos devido à falta de irrigação sanguínea.
Garrote: curativo compressivo para deter hemorragia, faz se com um torniquete, que se deve afrouxar a cada hora.
Gastralgia: dor de estômago.
Gastrectomia: excisão de parte do estômago em casos de úlcera, ou câncer, etc.
Gástrico: relativo ao estômago.
Gastrite: inflamação do estômago.
Gastrocele: hérnia do estômago.
Gastrocolotomia: incisão do estômago e do cólon.
Gastroscópio: instrumento para examinar o interior do estômago, mediante a ntrodução pelo esôfago de um foco luminoso e um espelho.
Gastrodinia: dor no estômago.
Gastroduodenite: inflamação do estômago e do duodeno.
Gastroenterite: inflamação simultânea do estômago e do intestino.
Gastro-hepático: relativo ao estômago e ao fígado.
Gastralgia: dor de estômago.
Gastrólito: presença de cálculo no estômago.
Gastromalacia: amolecimento do estômago.
Gastropatia: qualquer doença ou distúrbio do estômago
Gastropexia: operação para fixação do estômago caído.
Gastroplastia: operação plástica no estômago.
Gastroplegia: paralisia do estômago.
Gastroptose: prolapso do estômago.
Gastrorrafia: sutura do estomago.
Gastrorragia: hemorragia pelo estômago.
Gastrorreia: secreção excessiva pelo estômago.
Gastroscopia: exame do interior do estômago.
Gastrossucorreia: excessiva secreção de suco gástrico pelo estômago.
Gastrotaxia: hemorragia no estômago.
Gastrotomia: incisão do estômago.
Geleia de petróleo: vaselina.
Genal: relativo á bochecha.
Gengivite: inflamação da gengiva.
Geniano: relativo a queixo.
Genitália: os órgãos genitais.
Genoplastia: cirurgia plástica da face.
Geriatria: estudo das doenças dos velhos.
Germe: micróbios.
Germicida: que mata os germes.
Gigantismo: doença causada pelo excesso da função hipófise.
Glândula: órgão que segrega um produto específico.
Glicosúria: presença de açúcar na urina normalmente isto não deve ocorrer.
Glomerulite: inflamação dos glomérulos do rim.
Glossalgia: dor na língua.
Glossite: inflamação da língua.
Glúteo: nádegas.

GLOSSÁRIO LETRA H

Hálito diabético: hálito adocicado, cheiro de maça estragada.
Halitose: mau hálito.
Hallux: popularmente conhecido como joanete, dedo grande do pé, deslocamento gradativo do dedo grande do pé.
Hematêmese: vômito com sangue.
Hematoma: extravasamento de sangue fora da veia.
Hematúria: presença de sangue na urina.
Hemeralopia: cegueira diurna, diminuição da visão á luz do dia.
Hemianalgesia: analgesia de um lado ou de uma metade do corpo.
Hemicolectomia: remoção cirúrgica de metade do cólon.
Hemicrânia: enxaqueca, dor (em metade do crânio).
Hemiparesia: fraqueza muscular em um lado do corpo.
Hemiplegia: paralisia de metade do corpo.
Hemiplegia: paralisia dos MMII.
Hemocultura: cultura de sangue através de técnicas laboratoriais.
Hemodiálise: extração de substâncias tóxicas contidas no sangue mediante difusão, feita através de uma membrana semipermeável.
Hemofílico: doença congênita que sujeita a pessoa a hemorragias frequentes por deficiência de coagulação.
Hemoftalmia: hemorragia no olho.
Hemoglobina: pigmentos de glóbulos vermelhos, destinados a fixar o oxigênio do ar e levá-los aos tecidos.
Hemólise: destruição dos glóbulos vermelhos do sangue.
Hemoptise: hemorragia de origem pulmonar, escarro com sangue.
Hemorragia: sangramento, escape do sangue dos vasos sanguíneos.
Hemostasia: processo para conter a hemorragia, coagulação do sangue.
Hemotórax: coleção de sangue, na cavidade pleural.
Hepatalgia: dor no fígado.
Hepatite: inflamação do fígado.
Hepatoesplenomegalia: aumento do volume do fígado e do baço.
Hepatomegalia: aumento do volume do fígado.
Herpes: infecção por um vírus com erupção de pequenas vesículas com bases avermelhadas e causando forte dor.
Heteroinfecção: infecção por germes vindo do exterior.
Heteroplastia: enxerto de tecidos de outras pessoas.
Hidrâmnio: excesso de líquido amniótico
Hidratado: com água.
Hidrocefalia: aumento anormal da quantidade de líquidos na cavidade craniana.
Hidruxia: urina excessiva e com baixa densidade, quase aquosa.
Hiperalgesia: sensibilidade exagerada á dor.
Hipercalcemia: quantidade excessiva de cálcio no sangue.
Hipercapnia: excesso de gás carbônico no sangue
Hiperemese: vômito excessivo.
Hiperglicemia: excesso de glicose no sangue.
Hiperpirexia: febre muito alta, acima de 40 graus c.
Hiperpneia: respiração anormal, acelerada, com movimentos respiratórios exagerados.
Hipersônia: sonolência excessiva.
Hipertensão: aumento da pressão arterial.
Hipertricose: excesso de pelos, ou sua localização anormal.
Hipertrofia: aumento anormal de um órgão ou tecido.
Hipoestesia: diminuição da sensibilidade.
Hipóxia: falta de oxigênio.
Hipotensão: baixa pressão arterial.
Hipotonia: tonicidade muscular diminuída.
Histerectomia: extirpação do útero.
Histeropexia: operação para fixar o útero.
Homolateral: do mesmo lado.

GLOSSÁRIO LETRA I

I.A.M: infarto agudo do miocárdio.
I.C.A: isquemia coronária aguda.
Icterícia: coloração amarelada da pele e mucosa.
Inapetência: falta de apetite, anorexia.
Indolor: sem dor.
Ingestão: ato de engolir alimentos ou outras substâncias.
Inguinal: relativo à virilha.
Insônia: falta de sono, impossibilidade de dormir.
Intra: dentro.
Intranasal: dentro da cavidade nasal.
Intra: ósseo: dentro do osso.
Involução: volta, regressão.
Isquemia: insuficiência local de sangue.
Isquialgia: dor no quadril.

GLOSSÁRIO LETRA J

Jejuno: a segunda porção do intestino delgado.
Jejunostomia: ligação cirúrgica do jejuno ao abdômen, formando uma abertura artificial.
Jugular: referente ao pescoço.

GLOSSÁRIO LETRA L

Laparoscópio: endoscópio para exame da cavidade abdominal.
Laparotomia: incisão do abdômen
Lienteria: diarreia de fezes líquidas contendo matéria não digerida.
Lipotimia: desmaio ligeiro com perda dos sentidos
Litotomia: abertura da bexiga para retirada de cálculos.
Luxação: separação das superfícies ósseas de uma articulação

GLOSSÁRIO LETRA M

Mácula: mancha rósea da pele sem elevação.
Mácula: mancha rósea na pele, sem elevação (com elevação chama-se Pápula).
Marca passo: aparelho elétrico (a pilha) que se implanta perto do coração para regular os impulsos destes, quando o nódulo sino-ventricular não funciona normalmente.
Mastalgia: dor no seio.
Meato: abertura.
Melena: fezes escuras e brilhantes, com presenças de sangue.
Melena: hemorragia pelo ânus em forma de borra de café, ou sangue que vem do estômago ou duodeno e sofreu transformações químicas.
Menarca: primeira menstruação
Menorragia: hemorragia menstrual.
Metrorragia: sangramento fora do período menstrual.
Miíase: presença de larvas de moscas no organismo.
Miastenia: fraqueza muscular.
Micção: ato de urinar.
Micção: expulsão de urina da bexiga pela uretra.
Midríase: dilatação da pupila.
Miose: contração da pupila.

GLOSSÁRIO LETRA N

Náusea: enjoo, vontade de vomitar.
Náuseas: desconforto gástrico com impulsão para vomitar.
Necrose: morte dos tecidos localizados, de uma região do corpo.
Nefro: prefixo que indica “rim”.
Neo: neoplasia, câncer.
Neurastenia: esgotamento nervoso, depressão, cansaço facial.
Nictalopia: cegueira noturna.
Nictúria: micção frequente á noite.
Notalgia: dor na região dorsal.

GLOSSÁRIO LETRA O

Obeso: gordo.
Obstipação: constipação rebelde, prisão de ventre.
Obstrução: bloqueio de um canal.
Odontalgia: dor de dentes.
Oligomenorreia: menstruação insuficiente.
Oligúria: deficiência de eliminação urinária “escassez”.
Oligúria: diminuição da quantidade de urina.
Omalgia: dor no ombro.
Ortopneia: acentuada falta de ar em decúbito dorsal.
Otalgia: dor de ouvido.

GLOSSÁRIO LETRA P

P.A: pressão arterial.
P.G: paralisia geral.
Palpitação: batimento rápido do coração que desperta sensação de angústia.
Panturrilha: batatas da perna.
Pápula: mancha rósea na pele, com elevação (sem elevação chama-se Mácula).
Paralisia: diminuição ou desaparecimento da sensibilidade e movimentos.
Parenteral: por via que não é a bucal.
Paresia: paralisia incompleta.
Paresia: paralisia ligeira ou incompleta.
Parestesia: alteração da sensibilidade, desordem nervosa, com sensações anormais.
Patela: rótulo, osso do joelho.
Pélvis ou Pelve: bacia óssea, constituída pelos ossos ilíaco e sacro.
Perspiração: sudorese.
Petéquias: pequenas hemorragias puntiformes.
Pirose: azia, fermentação ácida com sensação de calor no estômago.
Pirose: sensação de ardência do estômago á garganta.
Piúria: presença de pus na urina.
Piúria: presença de pus na urina.
Plenitude gástrica: sensação de estufamento.
Podalgia: dor no pé.
Polaciúria: eliminação frequente de urina.
Polaquiuria: micções frequentes e em pequenas quantidades.
Polidipsia: sede excessiva.
Polipneia: respiração rápida e ofegante.
Poliúria: aumento da quantidade de urina.
Poliúria: excessiva eliminação urinária.
Posição de fowler: posição semissentada que se obtém com cama articulada ou com auxílio de travesseiros.
Posição de trendelemburg: com os pés em nível mais alto que a cabeça.
Precordial: relativo á área torácica que corresponde ao coração.
Proctalgia: dor no reto.
Proctorragia: hemorragia retal.
Proctorreia: evacuação do muco pelo ânus.
Prolapso: queda de órgãos ou víscera, ou desvio de sua posição natural, devido ao afrouxamento físico.
Prostração: exaustão, grande estafa.
Prurido: coceira intensa.
Ptialismo: hipersecreção salivar.
Ptose palpebral: queda da(s) pálpebra(s).
Ptose: perda da posição original ou queda de um órgão interno.
Pulso cheio: o que da a sensação de artéria cheia.
Pulso filiforme: pulso mole e muito pequeno.
Pulso intermitente: pulsações não percebidas manualmente.
Pus icoroso: pus ralo.
Pústula: vesícula cheia de pus.

GLOSSÁRIO LETRA Q

Quadriplegia: paralisia das duas pernas e dos dois braços.
Queilose: afecção dos lábios e dos ângulos da boca.
Queloide: excesso de tecido conjuntivo na cicatriz, que fica exuberante.

GLOSSÁRIO LETRA R

Rádio: o osso externo do antebraço.
Redução: colocação dos fragmentos ósseos na posição normal.
Reflexo: contração muscular, resposta involuntária a um estimulo.
Regurgitação: volta de comia do estômago á boca.
Retenção urinária: incapacidade de eliminar a urina.
Retenção: incapacidade de eliminar.
Rinorragia: hemorragia nasal.
Rinorreia: coriza, descarga mucosa pelo nariz.

GLOSSÁRIO LETRA S

Safenas: nome de duas grandes veias do membro inferior.
Sânie: secreção fétida de uma úlcera.
Secreção: produto de uma glândula.
Sialorreia: salivação excessiva.
Sialosquiese: salivação deficiente (boca seca).
Sibilante: semelhante á assobio.
Sublingual: abaixo da língua, é uma das vias de administração de medicamentos.
Supuração: formação de pus.

GLOSSÁRIO LETRA T

Talalgia: dor no calcanhar.
Taquicardia: aceleração dos batimentos cardíacos.
Taquipneia: aumento de frequência dos movimentos respiratórios.
Tarsalgia: dores no tarso ou na região tarsal.
Tarso: tornozelo.
Tenalgia: dor no tendão.
Tetraplegia: paralisia dos quatros membros.

GLOSSÁRIO LETRA U

Úlcera varicosa: ulceração da parte inferior da perna, devido à redução no suprimento do sangue.
Úlcera: necrose parcial do tecido com perda de substância.
Ulceração: formação de úlceras.
Ulorragia: hemorragia gengival.
Ureteralgia: dor no ureter.
Uretralgia: dor na uretra.
Urina residual: urina que permanece na bexiga após a micção, mede-se mediante cateterismo.
Urticária: erupção eritematosa da pele com prurido.

GLOSSÁRIO LETRA V

Vasoconstrição: contração dos vasos, com estreitamento de seu canal ou luz.
Vasodilatação: dilatação dos vasos sanguíneos.
Vertigem: distúrbio neurovegetativo, tontura.
Vesículas: bolhas.

GLOSSÁRIO LETRA X

Xantorreia: corrimento vaginal amarelo, acre e purulento.
Xerodermia: secura da pele.
Xeromicteria: falta de umidade nas vias nasais.

Referências:
1. Guimarães , Deocleciano Torrieri. Dicionário de Termos Médicos e de Enfermagem. Rideel, 2002. 473 p.
2. Dicionário Caldas Aulete Online

 

Acesse: https://www.enfermagemilustradashop.com.br/produtos/principais-terminologias-enfermagem-ilustrada/

Antidiabéticos Orais

Antidiabéticos Orais

Hoje em dia é muito difícil não ter nenhum parente ou não conhecer alguém com diabetes. Infelizmente, os casos dessa doença aumentam exponencialmente a cada ano, tornando-a uma epidemia mundial.

Vamos abordar as quatro classes mais antigas de antidiabéticos orais: Biguanidas, Sulfaniuréias, Meglitinidas e Inibidores de Alfa Glucosidade. Provavelmente, quem conhece um paciente diabético já deve ter ouvido falar em algumas delas.

Sulfaniuréias

As sulfonilureias (SU) são os primeiros hipoglicemiantes orais e os mais amplamente utilizadas para o tratamento de diabetes tipo 2. São secretagogos porque atuam estimulando a secreção de insulina pelas células betapancreáticas. Reduzem a glicemia em cerca de 20%. Também podem aumentar a sensibilidade à insulina dos tecidos, aumentar o consumo de glicose e suprimir a produção de glicose pelo fígado, mas esses efeitos são pouco visíveis na clínica.

A primeira geração (tolbutamida, acetohexamida, tolazamida e clorpropamida) deixou de ser usada por perder sua eficácia rápido e causar mais efeitos colaterais, como ganho de peso e hipoglicemia. Atualmente se usam sulfonilureias de segunda geração em diabetes leves e recentes. Seus nomes começam com “Gli-” e terminam com “-ida.

Biguanidas

Atuam prevenindo a produção de produção de glicose pelo fígado, melhorando a sensibilidade à insulina dos receptores e reduzindo a quantidade de açúcar absorvida pelo intestino. A metformina é o medicamento de primeira linha para iniciar o tratamento da diabetes tipo 2, a menos que haja uma contra-indicação, como doença renal, doença hepática, intolerância gastrointestinal ou risco aumentado de acidose láctica. Não causa aumento de peso nem hipoglicemia, mas causa problemas gastrointestinais e acidose láctica.

-Metformina
-Fenformina
-Buformina

Meglitinidas/Glinidas

As Meglitinidas tem eficácia clínica semelhante ao das sulfonilureias e também atuam sobre as células beta do pâncreas promovendo a secreção de insulina (ou seja, são secretagogos). Se diferenciam por ter ação mais rápida e estrutura química muito diferente. Deve ser tomado antes de cada importante refeição para evitar hiperglicemia. Causam menos hipoglicemia e ganho de peso.

-Repaglinida
-Nateglinida

Tiazolidinedionas/glitazonas

As tiazolidinedionas (TZD), também conhecidas como “glitazonas”, influenciam os genes a aumentar a produção de enzimas sensíveis a insulina para melhorar a utilização da glicose pelas células. Assim, aumentam a entrada de glicose aos músculos, reduzem a produção de glicose no fígado, reduzem a concentração plasmática de insulina e reduzem o colesterol ruim (VLDL). Esses mecanismos ajudam a melhorar a sensibilidade de todo o corpo à insulina. Porém, causam aumento de peso e edemas periféricos. Podem ser combinados a metformina.

-Rosiglitazona, retirado do mercado europeu em 2010 por aumentar o risco de problemas cardíacos.
-Pioglitazona, seguro para pacientes com problemas cardíacos, mas pode causar problemas hepáticos.

Inibidores da alfa-glicosidase

Os “inibidores da alfa-glicosidase” (IAG) inibem as enzimas gastrointestinais que convertem o amido e outros carboidratos complexos consumidos em açúcares simples (glicose, frutose e lactose), mais fáceis de serem absorvidos. Assim, retardam a absorção de glicose após as refeições evitando crises de hiperglicemia. São seguros para pacientes com problemas cardíacos e podem ser combinados com metformina. Seus efeitos colaterais mais comuns são diarreia, flatulência e dor de barriga.

-Miglitol (Gliset/Diastabol)
-Acarbose (Precose/Glucobay)
-Voglibose (Volix)

Referência:

 Diabetes Mellitus, Alvin C. Powers in Harrison’s Principles of Internal Medicine, 18th edition, Chapter 345, ISBN 978-0071748896

Veja mais em:

Locais comuns para aparecimento de Lesões de Pressão

Locais comuns para aparecimento de Lesões de Pressão

As proeminências ósseas são as áreas mais suscetíveis a desenvolver as lesões de pressão.

Isso ocorre porque essas regiões têm menor quantidade de tecido (músculo e tecido gorduroso) para amortecer os traumas.

Os pontos de pressão que são mais vulneráveis ao desenvolvimento de lesão num determinado paciente dependem da posição na qual esse paciente fica na maior parte do seu tempo.

O que deve fazer para prevenir?

– Não esquecer de realizar a mudança de decúbito a cada 2 horas!
-Manter colchão piramidal (caixa de ovo) sobre o colchão da cama do paciente;
-Colocar travesseiros macios embaixo dos tornozelos para elevar os calcanhares;
-Colocar o paciente sentado em poltrona macia, ou revestida com colchão piramidal, várias vezes ao dia;
-Quando sentado mudar as pernas de posição, alternando as áreas de apoio;
-Manter alimentação rica em vitaminas e proteína;
-Manter hidratação;
-Trocar fraldas a cada três horas, mantendo paciente limpo e seco;
-Hidratar a pele com óleos e/ou cremes a base de vegetais;
-Utilizar sabonetes com pH neutro para realizar a limpeza da região genital;
-Estar atento para o aparecimento de candidíase e outras infecções por fungos;
-Aplicação de filme transparente e/ou cremes ou loções a base de AGE nas áreas de risco aumentado para lesões;
-Realizar massagem suave na pele sadia, em áreas potenciais de pressão, com loção umectante e suave;
-Manter a limpeza das roupas de cama, bem como mantê-las seca e bem esticadas;
-NÃO utilizar lâmpada de calor sobre a pele, pois estimulam o ressecamento da mesma!

Eletrólitos: Sulfato de Magnésio: MgSO4

Eletrólitos: Sulfato de Magnésio: MgSO4

sulfato de magnésio ou sulfato oriundo de pedra magnética, de nome comum sal de Epsom é um composto químico que contém magnésio, e cuja fórmula é MgSO4, é indicado para reposição dos níveis de magnésio, no tratamento de hipomagnesemia, edema cerebral, eclâmpsia, controle de convulsão em uremia aguda, tetania uterina, controle das arritmias cardíacas e intoxicação e envenenamento por bário, em adultos e crianças. O Sulfato de Magnésio tem múltiplos benefícios, em diversos usos.

Como ele age no organismo?

É um composto extremamente importante para o organismo, sendo essencial em diversos processos bioquímicos e fisiológicos, ativando diversos sistemas enzimáticos. O sulfato de Magnésio desempenha um papel importante na transmissão neuroquímica e na excitabilidade muscular, previne e controla convulsões, tem um efeito depressor no Sistema Nervoso Central e atua perifericamente produzindo e ajudando na vasodilatação.

Após a sua administração, via intramuscular, atua no organismo cerca de uma hora após administração, e quando administrado por via intravenosa, tem um efeito quase imediato.​

Também é essencial para o funcionamento da bomba de sódio e potássio. Age como um bloqueador de canal de cálcio fisiológico e bloqueia a transmissão neuromuscular. Como a hipomagnesia pode precipitar FV refratária e dificultar a reposição de potássio intracelular, ela deve ser corrigida quando presente.

Na PréEclâmpsia e Eclâmpsia, o Sulfato de Magnésio age como uma elevação da freqüência cardíaca materna e diminuição da pressão arterial sistólica, diastólica e média, além de diminuição do índice de resistência, do índice de pulsatilidade e da relação Sístole/Diástole das artérias uterinas, das artérias umbilicais e da artéria cerebral média do feto, e há ainda um aumento significativo na freqüência de fetos com diagnóstico de pré-centralização a dopplervelocimetria, e também provou ser mais eficiente que os anticonvulsivantes clássicos como a fenitoína e benzodiazepínicos, tanto na interrupção da crise convulsiva como na diminuição de suas recorrências.

“Sulfatando” a paciente

Muito utilizado este termo, de “sulfatar” pela equipe médica e de enfermagem, para debater sobre o caso do paciente, sendo de significado para designar um paciente que está em um quadro de pré-eclampsia. Geralmente “sulfatar a paciente” significa que ela está num quadro de pré-eclampsia ou eclampsia PA elevada, convulsões e vai ser usado sulfato magnésio.

Cuidados de Enfermagem com o uso do Sulfato de Magnésio

Em específico com gestantes em Pré-eclâmpsia:

– Verificar sinais vitais antes, durante e após a infusão medicamentosa;
– Auscultar batimentos cardíacos fetais e observar movimentação fetal; solicitar e explicar os benefícios do decúbito lateral esquerdo; atentar para a presença de sangramento e/ou perdas vaginais de liquido amniótico;
– Realizar controle do balanço hídrico; identificar e anotar a presença e localização de edema;
– Alertar para sinais convulsivos; atentar para sinais depressivos do sistema nervoso central; controlar diurese que deve estar maior que 30 ml/h; verificar presença de reflexo patelar e se a frequência respiratória está no mínimo 16 rpm e deixar preparado o antagonista do sulfato de magnésio que é o gluconato de cálcio.

Sonda Nasogástrica X Sonda Nasoenteral: As diferenças na Nutrição Enteral

Você está sendo redirecionado para a página procurada… Aguarde…

Please wait while you are redirected...or Click Here if you do not want to wait.

 

Cuidados de Enfermagem Pós-Morte

Cuidados de Enfermagem Pós-Morte

É sempre difícil para toda a equipe de saúde falarmos sobre a morte.

Porém, a família e o paciente ficam desorientadas.

Portanto, cabe a Enfermagem proporcionar conforto ao paciente e compreensão a família.

O cliente em fase terminal

As pessoas enfrentam a morte de várias maneiras. Segundo alguns estudos pode-se esboçar em cinco estágios as reações emocionais de uma pessoa enfrentar a morte:

Negação: age como se nada estivesse acontecido e se recusa a aceitar o fato da perda. O profissional de saúde deve respeitar porem ter o cuidado de não estimular, compactuar ou reforçar a negação.

Raiva: o paciente já assimilou seu diagnóstico e prognóstico, mas se revolta por ter sido escolhido. Tenta arranjar um culpado por sua condenação. Nesta fase deve-se tentar compreender o momento emocional do paciente, dando espaço para que ele expresse seus sentimentos, não tomando as explosões de humor como agressões pessoais.

Barganha: tentativa de negociar o prazo de sua morte, através de promessas e orações. A pessoa já aceita o fato mas tenta adiá-lo. Deve-se respeitar e ajudar o paciente.

Depressão: aceita o fim próximo, fazendo uma revisão da vida, mostrando-se quieto e pensativo. E um instrumento na preparação da perda iminente, facilitando o estado de aceitação. Neste momento, as pessoas que o acompanham devem procurar ficar próximas e em silêncio.

Aceitação: a pessoa espera a evolução natural de sua doença. Poderá ter alguma esperança de sobreviver, mas não há angústia e sim paz e tranquilidade. Procura terminar o que deixou pela metade, fazer suas despedidas e se preparar para morrer.
Preparo do corpo após a morte

Material Necessário:

-Pacote de curativo;
-Algodão
-Ataduras
-Esparadrapo
-Etiquetas de identificação
-Hamper
-Lençol comum ou saco mortuário
-Biombo
-Vestimenta (conforme a rotina do hospital)

Técnica de preparo do corpo:

  • Cercar o leito com biombo;
  • Calcar luvas de procedimento;
  • Colocar o corpo em posição anatômica;
  • Fechar os olhos do paciente;
  • Colocar próteses dentárias (caso existam);
  • Sustentar a mandíbula com ataduras para manter a boca fechada;
  • Retirar colcha e colocar no hamper;
  • Despir o morto;
  • Retirar cateter venoso, sondas e cânulas (caso existam);
  • Tamponar os orifícios naturais do corpo;
  • Proceder a higienização do corpo;
  • Trocar curativos (se necessário);
  • Colocar etiqueta de identificação no tórax anterior;
  • Vestir o corpo (de acordo com a rotina do hospital);
  • Amarrar os pés e as mãos usando ataduras;
  • Virar o morto em decúbito lateral;
  • Retirar os lençol, traçados e oleado;
  • Envolver o corpo com lençol ou saco mortuário;
  • Colocar outra etiqueta do lado de fora do lençol ou saco mortuário na altura do tórax;
  • Transportar o corpo para o necrotério ou mortuário (de acordo com a rotina do hospital);
  • Lavar e guardar material permanente utilizado;
  • Proceder a limpeza da unidade;
  • Encaminhar os pertences do morto (de acordo com a rotina do hospital);
  • Retirar luvas;
  • Lavar as mãos;
  • Fazer as anotações no prontuário e o registro de enfermagem.

Não esquecer, em hipótese alguma, de anotar o horário do óbito e o nome do médico que atestou o óbito.

IMPORTANTE: O corpo humano merece respeito e dignidade de uma pessoa viva.

Manuseando o Instrumental para Curativo e os tipos de curativo

Manuseando o Instrumental para Curativo e os tipos de curativo

Sabe como utilizar o instrumental para curativos?

 

 

O manuseio do instrumental de curativo é bem simples!

 

A técnica é de evitar que contamine o centro do instrumental, e saber pegar de um modo correto para que consiga segurar a gaze sem cair. É muito mais fácil o par de ferro do que a luva estéril, pois você tem as mãos livres para trabalhar com outros itens durante o curativo, e a luva estéril não.

 

 

Durante a execução do curativo, as pinças devem estar com as pontas para baixo em um campo estéril, prevenindo a contaminação; deve-se usar cada gaze uma só vez e evitar conversar durante o procedimento técnico.

 

 

Os procedimentos para realização do curativo, devem ser estabelecidos de acordo com a função do curativo e o grau de contaminação do local. Deve ser feita uma limpeza da pele adjacente à ferida, utilizando uma solução que contenha sabão, para desengordurar a área, o que removerá alguns patógenos e vai também melhorar a fixação do curativo à pele. A limpeza deve ser feita da área menos contaminada para a área mais contaminada, evitando-se movimentos de vai e vem.

 

Nas feridas cirúrgicas, a área mais contaminada é a pele localizada ao redor da ferida, enquanto que nas feridas infectadas a área mais contaminada é a do interior da ferida. Deve-se remover as crostas e os detritos com cuidado; lavar a ferida com soro fisiológico em jato, ou com PVPI aquoso (em feridas infectadas, quando houver sujidade e no local de inserção dos cateteres centrais); por fim fixar o curativo com atadura ou esparadrapo.

 

 

Em certos locais o esparadrapo não deve ser utilizado, devido à motilidade (articulações), presença de pelos (couro cabeludo) ou secreções.

 

Nesses locais deve-se utilizar ataduras. Esta vede ser colocada de maneira que não afrouxe nem comprima em demasia. O enfaixamento dos membros deve iniciar-se da região distal para a proximal e não deve trazer nenhum tipo de desconforto ao paciente.

 

O micropore deve ser inicialmente colocado sobre o centro do curativo e, então, pressionando suavemente para baixo em ambas as direções. Com isso evita-se o tracionamento excessivo da pele e futuras lesões.

 

O esparadrapo deve ser fixado sobre uma área limpa, isenta de pelos, desengordurada e seca; deve-se pincelar a pele com tintura de benjoim antes de colocar o esparadrapo. As bordas do esparadrapo devem ultrapassar a borda livre do curativo em 3 a 5 cm; a aderência do curativo à pele deve ser completa e sem dobras.

 

Nas articulações o esparadrapo deve ser colocado em ângulos retos, em direção ao movimento.Obedecendo as características acima descritas, existem os seguintes tipos de curativos padronizados:

 

CURATIVO LIMPO

– Ferida limpa e fechada, limpar primeiramente de dentro para fora!
– O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas.
– Após este período, a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão.
– Utilizar PVP-I tópico somente para ablação dos pontos.

 

CURATIVO COM DRENO

– O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado.
– O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem.
– Se houver incisão limpa e fechada, o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão.
– Sistemas de drenagem aberta (p.e. penrose ou tubulares), devem ser mantidos ocluídos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas.
– Após este período, a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico.
– Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose, pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local.
– A mobilização do dreno fica a critério médico.
– Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho.

 

CURATIVO CONTAMINADO

Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância, com ou sem infecção. Por estarem abertas, estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena.
– O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco, sempre começando de fora para dentro (por ser menos contaminado do que a região interna da ferida).
– O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem, devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização.
– O curativo deve ser protegido durante o banho.
– A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril.
– A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico.
– As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas, pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares, produzem hemólise e são absorvidos pelas proteínas, interferindo prejudicialmente no processo cicatricial.
– Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos.
– Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab), para monitorização microbiológica.

Intubação Endotraqueal: Materiais a serem utilizados

Intubação Endotraqueal: Materiais a serem utilizados

O Procedimento de Intubação Endotraqueal torna-se comum, quando o quadro clínico do paciente torna-se hemodinamicamente instável. Portanto, é um procedimento invasivo e médico, e primariamente somente um profissional médico adequadamente treinado pode realizar este tipo de procedimento, em âmbito hospitalar.

Mas é fundamental que o técnico de enfermagem esteja preparado para este tipo de situação, como por exemplo, auxiliar em uma PCR na qual também o médico poderá situar em intubar um paciente, ou quando o paciente apresenta um quadro de desconforto respiratório, na qual irá migrar para a ventilação mecânica. O técnico de enfermagem precisa conhecer os equipamentos e materiais para que o momento deste procedimento, tenha mais facilidade e agilidade para prestar a assistência com exatidão.

Geralmente, o kit de intubação fica em conjunto com o carrinho de emergência, na qual sempre precisa estar verificada pelo técnico de enfermagem.

O que contém no Kit Intubação?

Primeiramente as cânulas endotraqueais, que nas quais são tubos nas quais são materiais estéreis, e flexíveis, contém uma numeração específica em diâmetro para cada tipo de traqueia, e precisam ser testados os balonetes (cuff) quando utiliza-se em um procedimento de intubação. Há diversas numerações, e precisa estar em mãos e perguntar ao médico qual é o mais propício a ser utilizado no momento do procedimento. Geralmente para testar os balonetes (cuff), insufla-se de 10 a 20ml de ar no balonete, até que o balão na ponta da cânula esteja suficientemente maleável (o balão ajuda a fixar a cânula na traqueia e evita escapes de ar), desinsuflando e entregando ao médico com o balonete vazio.

O conjunto de laringoscópio (Laringo e lâminas), é um equipamento mais utilizado durante o procedimento de intubação. É através dele, que o médico visualiza a cordas vocais do paciente, facilitando a introdução da cânula endotraqueal. As lâminas contém uma luz, geralmente de cor amarela, na qual ilumina a parte interior para uma melhor visualização. O técnico de enfermagem precisa sempre testar estas lâminas com o laringoscópio, evitando que forneca ao médico uma lâmina defeituosa, ou seja, sem iluminação eficaz. Caso a lâmina apresente algum defeito, comunicar ao Enfermeiro sobre o ocorrido, para a troca de uma outra lâmpada. As Lâminas também contém numerações específicas, de acordo com a anatomia do paciente, também é de extrema importância que o técnico de enfermagem pergunte ao médico qual é a melhor numeração para aquele paciente.

Sobretudo a seringa, preferencialmente de 20ml, é utilizada para após o procedimento, o médico insufle o balonete, para fixar-se interiormente na traqueia do paciente. O técnico de enfermagem precisa ter em mãos, para logo após oferecer ao médico.

Entretanto, o mandril ou fio-guia, é geralmente utilizado quando a intubação torna-se mais difícil,mesmo utilizando o laringoscópio, sendo um meio de guiar o médico até a entrada do pulmão. É um material estéril e flexível, tomando sempre cuidado ao abrir a embalagem para evitar contaminação.

A Xylocaína Gel tem como função amortecer o incomodo da invasão do procedimento ao paciente, sendo um anestésico local, e também é um meio de lubrificar a entrada, para que possa ser mais rápido e eficiente a introdução da cânula.

Os Óculos de proteção e Máscara descartável são equipamentos de proteção individual importantes neste procedimento. Tanto quanto o médico, quanto à aqueles que o auxiliam, precisam estar usando, porque ocorrem muitas vezes casos de paciente que apresentam vômitos em jato durante o procedimento, e secreções em VAS que possam espirrar nos profissionais durante o procedimento. Sempre ofereça ao médico antes de iniciar o procedimento, e sempre utilize antes de auxiliá-lo.

Contudo, o Cadarço tem como função de fixar a cânula endotraqueal após o procedimento.

Certamente, o Ambú com máscara sempre precisa estar montado e testado antes de iniciar o procedimento, pois o ambú contém peças pequenas importantes, sendo que na falta delas, o ambú não funcione de acordo como deveria. Geralmente é muito utilizado o ambú com a máscara antes da intubação, fornecendo oxigenação suficiente ao paciente, antes de obter o método invasivo. É importante que a régua de gases esteja montada com o kit de oxigênio, como o fluxômetro de O2 e umidificador, pois é necessário fornecer mais oxigênio que o comum ao paciente antes e depois do procedimento, até que se inicie a ventilação invasiva.

E então, a Sonda de Aspiração em sistema aberto é muito utilizado em casos extremos como secreção excessiva pela cânula endotraqueal, VAS, e até quando o paciente apresenta êmese, assim, evitando riscos de bronco aspiração.

Como em casos que necessite a aspiração, também é necessário que o técnico de enfermagem sempre deixe montado na régua de gases o kit de vácuo, com o fluxômetro e frasco de vacuômetro, devidamente testados. Todavia, não somente é utilizado para casos de intercorrências como este, o vacuômetro poderá ser utilizado em qualquer momento na qual o paciente precise.

Ademais, o Soro Fisiológico 0,9% de 10 ml tem em função neste procedimento para lavar cânula endotraqueal quando necessite aspirar o paciente, há casos que as secreções apresentam aspectos muito espessos e que o sistema de aspiração não consegue ser eficiente, ajudando a diluir um pouco da secreção com o soro fisiológico, para melhor função da aspiração.

E enfim,  a Gaze III tem como função a limpar sujidades que possam ocorrer durante o procedimento.

Lembre: Este procedimento requer uma equipe multidisciplinar, como médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, e todos trabalham em conjunto. Há casos quando não houver um fisioterapeuta disponível na unidade, o enfermeiro pode estar assumindo sua função até que chegue alguém. O Enfermeiro sempre orienta o técnico de enfermagem durante o procedimento, também havendo casos que Enfermeiros também poderão não estar disponíveis no momento, tendo o técnico de enfermagem que estiver atuando a esta intercorrência com o médico, solicite ao colega que chame o Enfermeiro responsável.

Veja também:

Unidade Manual de Respiração Artificial (AMBU) / Reanimador Manual

https://enfermagemilustrada.com/entenda-sobre-a-traqueostomia/

Administração Segura de Medicamentos

Administração Segura de Medicamentos

Quando falamos em processo medicamentoso na Administração Segura de Medicamentos, nós, profissionais da enfermagem, somos a última barreira para evitar que um erro aconteça.

Para nos ajudar, alguns instrumentos surgiram ao longo dos anos. O primeiro a ser criado, foi a perspectiva dos 5 certos: Medicação certa, Paciente certo, Dose certa, Via certa, Horário certo.

Com o passar do tempo, percebeu-se que além dos 5 certos, outros aspectos eram imprescindíveis para se garantir a administração segura de medicações. Hoje nós falamos em 9 certos para a administração de medicamentos, e os 6 certos para o preparo da medicação, de acordo com o PROTOCOLO DE SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, USO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS, do Ministério da Saúde.

Vale lembrar que diversos lugares falam em diversos tipos de certos, uns com 7,outros com 8, até 11 certos para a administração segura, o importante é saber que precisa seguir à risca os passos, e realizar a dupla checagem sempre.

Uma dica importante: Ao preparar quaisquer medicações, concentre-se em seu trabalho, evitando conversar durante os preparos, aparelhos sonoros ligados no fundo como rádios e TVs (nas quais desviam atenção), uso de celulares durante o preparo.

NUNCA ADMINISTRE MEDICAMENTOS PREPARADOS POR OUTRO COLEGA!

“Quem separa prepara, quem prepara administra, quem administra faz checagem e relata”.

Veja também:

Segurança do Paciente: Pulseira de Identificação

Dez Passos para a Segurança do Paciente

https://enfermagemilustrada.com/a-administracao-segura-de-medicamentos/

Interpretando Arritmias Cardíacas

Ainda um assunto um pouco complexo para alguns profissionais técnicos em uma UTI, sendo fundamental aprender pelo menos o básico de uma interpretação dos traçados eletrocardiográficos, para poder distinguir certas arritmias precoces. É de extrema importância, que o profissional técnico saiba manusear corretamente um aparelho para realização do ECG.

Entendendo o básico:

O quê é Arritmia cardíaca?

As Arritmias cardíacas são alterações elétricas que provocam modificações no ritmo do coração. É como se o coração perdesse o compasso e tornasse fora do ritmo, arrítmico, sem ritmo. Arritmia é, portanto, uma doença que afeta o Ritmo de Batimentos do Coração!

Identificando uma arritmia cardíaca em exames de Eletrocardiograma (ECG)

Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de extra-sístoles ventriculares polifórmicas em papel de ECG.

O eletrocardiograma (ECG) é um exame que verifica a existência de problemas com a atividade elétrica do coração. É um procedimento rápido, simples e indolor, no qual os impulsos elétricos do coração são amplificados e registrados em um pedaço de papel.

Cada batida do seu coração acontece por conta de um impulso elétrico naturalmente gerado por células especiais do seu coração. O eletrocardiograma registra esses impulsos elétricos e mostra se o ritmo e intensidade destes estão dentro do normal. Geralmente, um ECG é pedido se houver suspeita de uma doença cardíaca ou como parte de um exame físico de rotina para a maioria das admissões feitas em um ambiente de UTI.
Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de extra sistole ventricular bigeminada notado em monitor multiparâmetros
É possível identificar arritmias em monitores cardíacos/multiparâmetros rapidamente, e alguns monitores alarmam, sendo de fácil entendimento.
Elementos do ECG
Interpretando Arritmias Cardíacas

O traçado do eletrocardiograma é composto basicamente por 5 elementos: onda P, intervalo PR, complexo QRS, segmento ST e onda T.

  • A onda P é o traçado que corresponde à despolarização dos átrios (contração dos átrios).
  • O intervalo PR é o tempo entre o início da despolarização dos átrios e dos ventrículos.
  • O complexo QRS é a despolarização dos ventrículos (contração dos ventrículos).
  • O segmento ST é o tempo entre o fim da despolarização e o início da repolarização dos ventrículos.
  • A onda T é a repolarização dos ventrículos, que passam a ficar aptos para nova contração.

Cada batimento cardíaco é composto por uma onda P, um complexo QRS e uma onda T.

Obs: a repolarização dos átrios ocorre ao mesmo tempo da despolarização dos ventrículos, por isso, ela não aparece no ECG, ficando encoberta pelo complexo QRS. O complexo QRS pode ter várias aparências, dependendo da derivação em que ele é visualizado.

Plano Frontal e Plano Horizontal:

Para o registro do ECG padrão usamos 12 derivações; seis derivações cobrem o plano frontal ou vertical (aVR, aVL, aVF, DI, DII e DIII) e seis cobrem o plano horizontal ou precordial (V1 a V6), numa tentativa de registrar a atividade elétrica cardíaca por vários ângulos diferentes. Eventualmente, são utilizadas derivações precordiais adicionais para uma melhor visualização da parede posterior do coração (V7 e V8) e do ventrículo direito (V3R e V4R).

 

No ECG convencional de 12 derivações com 10 eletrodos, um eletrodo é posicionado no braço
direito, um no braço esquerdo, um na perna direita e um na perna esquerda. Outros seis eletrodos são colocados no tórax. O eletrodo da perna direita é o de referência.

Eletrodos de membros:
– Coloque os eletrodos na parte de dentro de cada braço, entre o pulso e o cotovelo.
– Coloque os eletrodos na parte de dentro de cada barriga da perna, entre o joelho e o
tornozelo.

Eletrodos no tórax:
V1 – no 4º espaço intercostal, no lado direito do esterno.
V2 – no 4º espaço intercostal, no lado esquerdo do esterno.
V3 – no ponto central entre as posições dos eletrodos V2 e V4.
V4 – no 5º espaço intercostal, na linha clavicular média esquerda.
V5 – na linha axilar anterior esquerda, horizontalmente à posição do eletrodo V4.
V6 – na linha axilar média esquerda, horizontalmente à posição do eletrodo V

OBS: Para que a colocação e a medida dos eletrodos no tórax sejam precisas, é importante localizar o quarto espaço intercostal.

1 Localize o segundo espaço intercostal apalpando primeiro o ângulo de Lewis (pequena
protuberância óssea onde ocorre a junção do esterno com o manúbrio). Essa elevação do esterno
é o local de fixação da segunda costela e o espaço logo abaixo dela é o segundo espaço intercostal.
2 Apalpe e conte para baixo no tórax até localizar o quarto espaço intercostal.

Identificando um Ritmo Sinusal ou Traçado Normal de um ECG

Interpretando Arritmias Cardíacas

Devem ser conhecidos, principalmente, a idade, o biótipo, a história clínica e os medicamentos eventualmente em uso. O ritmo cardíaco normal é o sinusal, isto é, o complexo QRS deve ser precedido de uma onda P positiva em D1 e D2. A frequência cardíaca deve oscilar entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm) no adulto; na criança, pode ser mais elevada, existindo tabelas mostrando a freqüência normal de acordo com a idade.

Para se calcular a freqüência cardíaca, se o ritmo for regular, podemos recorrer a réguas especiais que mostram como se proceder. Na falta delas, obtemos a freqüência cardíaca, se o ritmo for regular, dividindo a constante 1.500 pelo número de quadradinhos (mm) que se situam entre pontos homólogos de dois ciclos seguidos (entre dois ápices de R, por exemplo). Este número (1.500) foi obtido com base no fato de que o papel de registro desloca-se a uma velocidade de 25 mm/s e, portanto, 1.500 mm em 1 minuto.

Como será realizado o procedimento pelo Técnico de Enfermagem

Primeiramente, prepare o paciente para o exame. Se o mesmo tiver muitos pelos, faça tricotomia se necessário. Se houver pele gordurosa, faça a assepsia com álcool 90%.

OBS: O álcool de graduação acima de 90% pode ser utilizado para a limpeza da pele. O álcool com graduação por volta de 40% não é recomendado, pois apesar de ser desinfetante não é altamente desengordurante, o que prejudica o exame de eletrocardiograma. Álcool gel não deve ser utilizado, pois grande parte dos fabricantes deste produto utiliza hidratante para a pele em sua composição, que acaba funcionando como um isolante.

Explique ao paciente sobre o procedimento a ser realizado, e oriente-o para que não se mova durante o exame, para evitar interferências no traçado. São 4 pás de metal posicionados sobre os membros do paciente, e 6 peras posicionadas no tórax do paciente, conforme a orientação sobre as Derivações de Plano Precordial citadas logo acima.  Este deve permanecer deitado durante todo o procedimento. A sala estará em uma temperatura agradável para evitar qualquer espécie de interferências.

Posicionamento dos fios

É importante lembrar sempre a posição correta dos fios do aparelho, pois se instalar erroneamente, poderá sair um traçado negativo, ou seja, de “cabeça para baixo”, ou sem nexo para o médico que irá interpretar.

Para as conexões periféricas, os eletrodos RA “Right Arm” (braço direito –VERMELHO) e LA “Left Arm” (braço esquerdo – AMARELO) devem ser colocados em qualquer lugar entre o punho e o cotovelo. Os eletrodos RL “Right Leg” (perna direita – PRETO) e LL “Left Leg”  (perna esquerda –VERDE) devem ser posicionados em qualquer lugar acima do tornozelo e abaixo do torso.

Interpretando Arritmias Cardíacas

Olhando a imagem acima, eu assimilo deste jeito para rápido aprendimento: O lado direito do paciente seria a “bandeira do flamengo” e o lado esquerdo do paciente seria “a bandeira do brasil”. Sempre as cores frias ou escuras na posição de membro inferior do paciente, e as cores quentes ou claras na posição de membro superior do paciente.

Os registros elétricos surgem como ondas que traduzem a atividade destas regiões. Estas ondas serão impressas em um papel termosensível com pequenos quadriculados e milimetrado que corre em uma velocidade já padronizada. Após o registro das ondas produzidas o médico irá analisar o resultado.

Identificando as Arritmias

Fora o que o paciente pode sentir quando há alguma arritmia, o profissional deverá interpretar pelo traçado. Vamos ver alguns exemplos mais comuns de arritmia, notáveis em exames de ECG:

Fibrilação Ventricular

Interpretando Arritmias Cardíacas
Fibrilação Ventricular Fina (Assistolia “Grosseira”). Em comparação com a figura abaixo, a amplitude da atividade elétrica é muito reduzida. Note a ausência completa dos complexos QRS. Ondulações lentas como estas são virtualmente indistinguíveis da assistolia. 
Interpretando Arritmias Cardíacas
Fibrilação Ventricular Grosseira. Note que as ondas de grande amplitude variam de tamanho, forma e ritmo, o que representa uma atividade elétrica ventricular caótica. Não existem complexos QRS de aparência normal.
  • A atividade elétrica ventricular é caótica
  • Não há complexos QRS de aparência normal
  • A freqüência é rápida e desorganizada
  • O ritmo é irregularTRATAMENTO
  • desfibrilação

Assistolia Ventricular

Interpretando Arritmias Cardíacas
Assistolia Ventricular. Notam-se apenas dois complexos QRS, provavelmente batimentos de escape ventricular. Eles são seguidos por uma ausência de atividade elétrica. Estes não têm uma aparência normal.

Ausência total de atividade elétrica ventricular. Não há inscrição de atividade elétrica, eventualmente pode aparecer ondas P ou batimento de escape.

Taquicardia Ventricular

Interpretando Arritmias Cardíacas
Taquicardia Ventricular. O ritmo é regular com uma frequência de 158 bpm.O QRS é largo. Não há evidência de despolarização atrial.

Interpretando Arritmias Cardíacas

Três ou mais batimentos sucessivos de origem ventricular com F.C. > que 100 b.p.m.

  • Não existem QRS de aparência normal.
  • A freqüência é > 100 b.p.m. e normalmente não é superior a 220 b.p.m.
  • O ritmo é regular, mas pode ser irregular As ondas P normalmente não são identificáveis.
  • A largura do QRS é de 0,12s ou superior.
  • A morfologia do QRS é bizarra e serrilhada.
  • O segmento ST e onda T é normalmente de polaridades opostas ao QRS.
  • Nos complexos polimórficos (multifocais) os intervalos de acoplamento e a morfologia do QRS variam.

TRATAMENTO

  •  TV sustentada e hemodinamicamente estável com Amiodarona, Lidocaína, Procainamida, Bretílio.
  •  TV hemodinamicamente instável deve ser tratada como Fibrilação Ventricular.

Torsades de Pointes

Interpretando Arritmias Cardíacas

Forma de TV na qual os complexos QRS aparentam estar mudando constantemente a forma (helicoidal) .

TRATAMENTO

  • Suspensão de agentes causais(drogas ou estados que aumentam intervalo QT).
  • Sulfato de Magnésio.
  • Estimulação com marca-passo de alta frequência.
  • Considerar cardioversão de urgência

Extra Sístole Ventricular

Interpretando Arritmias Cardíacas

Interpretando Arritmias Cardíacas

Atividade aberrante e anormal, resultando de um foco automático ou de reentrada.

  • O QRS tem aparência anormal, alargado ( > 0,12s ).
  • O ritmo é irregular A onda P normalmente é oculta pelo QRS, segmento ST ou onda T.
  • Pode ser reconhecida como espícula durante o segmento ST ou onda T.TRATAMENTO
  • ESV isoladas ou não TV são raramente tratadas, exceto para o alívio dos sintomas.

Atividade Elétrica sem Pulso (AESP)

Interpretando Arritmias Cardíacas
Presença de algum tipo de atividade elétrica diferente de FV ou TV, mas sem pulso palpável em nenhuma artéria.

TRATAMENTO

  • Tratar as possíveis causas.
  • Atropina e Adrenalina (EV).
  • Hiperventilação adequada

Fibrilação Atrial

Interpretando Arritmias Cardíacas
Figura 1. Fibrilação Atrial com resposta ventricular controlada. Note as ondulações irregulares da linha de base representando a atividade elétrica atrial (ondas fibrilatórias). As ondas variam em tamanho e forma e são irregulares no ritmo. A condução através do nó AV ocorre aleatoriamente e por isso o ritmo ventricular é irregular.

As ondas P são ausentes ou de aparência anormal, desorganizada entre os complexos QRS .

  • A freqüência do átrio como regra não pode ser contada.
  • Na FA não tratada, a freqüência ventricular é de 160 a 180 b.p.m.
  • O ritmo ventricular é irregular.
  • Quando o ritmo é regular e há presença de ondas F, pode haver a presença de BAV – 3º grau, ritmo juncional acelerado ou ambos (intoxicação digitálica).
  • Não há atividade elétrica atrial organizada, portanto, não há ondas P (ondas f).
  • No intervalo QRS a despolarização ventricular é normal , a menos que ocorra condução aberrante.
  • A amplitude da onda R e os intervalos RR variam irregularmente.

TRATAMENTO

  • Controle da freqüência (Diltiazem, Verapamil, Beta-Bloqueador ou Digoxina)
  • Cardioversão química / elétrica Anti-coagulação.

Flutter Atrial

Interpretando Arritmias Cardíacas

Interpretando Arritmias Cardíacas
Flutter Atrial bom bloqueio AV variável. O ritmo atrial é regular, mas o bloqueio AV variável está presente resultando um ritmo ventricular irregular.

Presença de ondas de flutter com aparência “serrilhada”

  • A freqüência atrial varia de 220 a 350 b.p.m.
  • O ritmo atrial é regular
  • Não há ondas P.
  • As ondas F tem aparência serrilhada e é melhor visualizada em D I, D II, AVF.
  • O intervalo RR normalmente é regular, mas pode variar
  • O intervalo QRS geralmente é normal, mas pode ocorrer condução ventricular aberrante.TRATAMENTO
  • Cardioversão elétrica para instabilidade hemodinâmica.
  • Quinidina, Procainamida, Diltiazen, Digital, Beta-Bloqueadores.

Bloqueio Átrio Ventricular (BAV)

Interpretando Arritmias Cardíacas
Bloqueio AV de primeiro grau.O intervalo PR está prolongado com 0,31 segundos.

É definido como retardo ou interrupção da condução entre o átrio e o ventrículo.

Formas de Bloqueio

DE ACORDO COM O GRAU DE BLOQUEIO

  • BLOQUEIOS PARCIAIS:  B.A.V.1º grau
  • B.A.V. 2º grau (tipos I e II)
  • B.A.V. 3º grau ou B.A.V. completoDE ACORDO COM SÍTIO DE BLOQUEIO
  • Nó A.V.
  • Infranodal
  • Feixe de His
  • Ramos

Bloqueio AV de primeiro grau

Retardo na passagem do impulso elétrico do átrio para os ventrículos.

  • O QRS tem aparência normal.
  • O ritmo é regular.
  • Cada onda P é seguida de um complexo QRS.
  • O intervalo PR excede 0,20s e geralmente é constante, mas pode variar.TRATAMENTO
    Desnecessário, quando sem sintomas.Bloqueio AV de segundo grauAlguns impulsos são conduzidos e outros bloqueados.

Bloqueio AV de segundo grau tipo 1 (Wenckbach)

Interpretando Arritmias Cardíacas
BAV segundo grau tipo 1. O ritmo atrial é quase regular, mas existem pausas no ritmo ventricular porque cada quarta onda P não é conduzida para os ventrículos. Note o prolongamento progressivo no intervalo PR, indicando o aumento do retardo da condução no nó AV antes do batimento não conduzido. Existem quatro ondas P e três complexos QRS neste exemplo, representando um ciclo 4:3. Os complexos QRS são normais.
Interpretando Arritmias Cardíacas
Registro de BAV segundo grau M-I. No trecho superior a primeira sequência é do tipo 4:3. Três impulsos são conduzidos e a quarta onda P é bloqueada. A quinta onda P está dissociada do complexo QRS seguinte (quarto complexo QRS), que é um batimento de escape quase certamente de origem juncional. A seguir, o sexto impulso atrial é conduzido e o sétimo é bloqueado (sequência tipo 2:1). O oitavo é conduzido e o nono bloqueado (2:1). O décimo e o décimo primeiro são conduzidos e o décimo segundo é bloqueado (3:2). No trecho inferior as duas primeira sequências são do tipo 2:1, a terceira é 3:2, a quarta é 2:1, e a quinta é do tipo 3:2. No final do traçado o clico se reinicia.

  • Quase sempre ocorre no nível do nó AV.
  • O QRS tem aparência normal.
  • A freqüência atrial não é afetada.
  • A freqüência ventricular será menor, devido aos batimentos não conduzidos.
  • O ritmo atrial é regular..
  • O ritmo ventricular geralmente é irregular com encurtamento progressivo do intervalo PR , antes do impulso bloqueado.
  • A onda P é normal e será seguida por complexo QRS, exceto a onda P bloqueada

 

Existe um aumento progressivo do intervalo PR até que uma onda P seja bloqueada

TRATAMENTO
Raramente é necessário, a menos que estejam presentes sinais e sintomas graves.

Bloqueio AV de segundo grau tipo 2

Interpretando Arritmias Cardíacas
BAV de segundo grau tipo 2. Neste exemplo, três batimentos sinusais conduzidos por duas ondas P não conduzidas. O intervalo PR dos batimentos conduzidos permanece constante e o QRS é alargado.


A freqüência atrial não é afetada, mas a freqüência ventricular será menor que a atrial .
O ritmo atrial é regular. O ritmo ventricular geralmente é irregular, com pausas correspondendo aos batimentos não conduzidos. Ocorre abaixo do nível do nó AV, tanto no feixe de His como nos seus ramos. Geralmente está associado a uma lesão orgânica do sistema de condução e está associado, portanto, a um pior prognóstico e pode evoluir para Bloqueio AV completo O QRS será normal, quando o bloqueio for no feixe de His. Entretanto será alargado com aparência de bloqueio de ramo, se o bloqueio for em um dos ramos.

As ondas P são normais, precedidas de QRS, exceto as ondas P bloqueadas. O intervalo PR será normal ou prolongado, mas permanecerá constante.

Bloqueio AV de terceiro grau

Interpretando Arritmias Cardíacas
BAV de terceiro grau. Frequência ventricular em torno de 36 bpm, provável doença de Lenègre.

Indica ausência completa de condução entre átrios e ventrículos.

  • O QRS geralmente é normal .
  • Quando ocorre ao nível dos ramos, o complexo será alargado.
  • A onda P é normal.
  • A freqüência atrial não está alterada e a freqüência ventricular será < que a atrial (40 a 60 b.p.m.) e no BAV infranodal geralmente é abaixo de 40 b.p.m.
  • O ritmo atrial e ventricular são regulares.
  • O intervalo PR poderá variar.
  • Os átrios e ventrículos são despolarizados por marcapassos diferentesInterpretando Arritmias CardíacasTRATAMENTO
    Atropina, marca-passo transcutâneo, Dopamina ou Epinefrina , marca-passo trans-venoso e posteriormente marcapasso definitivo.

Ritmos de Substituição

Quando um batimento de escape se repete por duas vezes ou mais,institui-se um ritmo de escape ou de substituição. Eis os seguintes tipos:

  1. RÍTMO DE ESCAPE ATRIAL
  2. RÍTMO DE ESCAPE JUNCIONAL

Ritmo de Escape Atrial

Interpretando Arritmias Cardíacas
Ritmo de escape atrial (ou ritmo idoatrial) caracteriza-se pela presença de ondas P anômalas, cuja morfologia é algo diferente da morfologia das P de origem sinusal.


O ritmo escape atrial caracteriza-se pela presença de ondas P anômalas.

Ritmo e Complexo de Escape Juncional

Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de Ritmo Juncional. A onda P é negativa em D2. Nexte exemplo, ela precede o QRS.

Quando o nó AV não é despolarizado pela chegada de um impulso sinusal dentro de 1 a 1,5s, ele iniciará um impulso, sendo denominado COMPLEXO DE ESCAPE JUNCIONAL. Uma série repetida destes impulsos é chamada de RITMO DE ESCAPE JUNCIONAL. O QRS tem aparência normal, e a freqüência é de 40 a 60 b.p.m. A presença de complexo de escape juncional pode levar a um ritmo irregular. O ritmo de escape juncional é regular, a onda P é retrógrada (negativa) em DII, DIII e AVF. O intervalo PR é variável, mas geralmente é < que o intervalo de um batimento sinusal.

Arritmias originadas no Nó Sinusal

Bradicardia Sinusal

Interpretando Arritmias Cardíacas
Bradicardia Sinusal. A frequência sinusal é de 46 bpm e o ritmo é regular.

Diminuição da freqüência de despolarização atrial, devido a lentidão do nó sinusal.

  • O QRS tem aparência normal.
  • A freqüência é de 60 b.p.m.
  • O ritmo é regular.
  • As ondas P são positivas em DI, DII e AVFTRATAMENTO
  • Tratar as causas e os sintomas

Taquicardia Sinusal

Interpretando Arritmias Cardíacas
Taquicardia Sinusal. Primeira imagem com FC em torno de 121 bpm e a segunda em torno de 150 bpm. Cada QRS é precedido de uma onda P positiva na derivação II.

Caracterizada por aumento da freqüência de disparo do nó sinusal.

  • O QRS tem aparência normal.
  •  A freqüência é maior que 100 b.p.m.
  • O ritmo é regular.
  • A onda P é positiva em DI, DII e AVFTRATAMENTO
  • Nunca “trate”a taquicardia sinusal e sim a sua causa!

Taquicardia Supraventricular

É tratada como diversos tipos:

  • Uniforme ou multifocal
  • taquicardia paroxística supra ventricular
  • taquicardia atrial não paroxística
  • taquicardia atrial multifocal
  • taquicardia juncional (acelerada ou paroxística)
  • flutter atrial
  • fibrilação atrial

Taquicardia Supra Ventricular Paroxística

Episódios repetidos (paroxismos) de taquicardia com início abrupto, durando de poucos segundos a muitas horas e terminam abruptamente

  • O QRS é estreito e de aparência normal
  • A onda P é invertida em DII, DIII e AVF, pode anteceder, coincidir ou preceder o QRSTRATAMENTO
  • Manobra vagal, Adenosina, Verapamil, Beta-Bloqueador, Ablação por cateter.

Taquicardia Atrial não Paroxística

Secundária a alguns eventos primários (intoxicação digitálica) .

  • A freqüência atrial e ventricular são regulares
  • As ondas P são dificilmente identificadas quando sobrepostas à onda T.
  • É morfologicamente diferente da onda P de origem sinusal.
  • O intervalo PR pode ser normal ou prolongado.
  • O intervalo QRS pode ser normal ou alargado, devido a condução aberrante.
Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de taquicardia atrial paroxística. A frequência atrial média é de 150 impulsos por minuto e a condução AV é de 1:1. As ondas P, bem identificadas pelo D1, não são mais discerníveis em D2 ou d3.

Condições Especiais vistas no Eletrocardiograma

Hiperpotassemia e Hipopotassemia no ECG, e efeito digitálico.

Hiperpotassemia

  • Alteração de onda T-Alta e pontiaguda
  • Alteração do Complexo QRS-Alargamento (>7 meq/l)
  • Alteração de onda P-desaparece P,institui-se ritmo sinoventricular(>8meq/l)
Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de hiperpotassemia. Estão presentes no traçado todos os critérios para o diagnóstico. A onda T é alta, pontiaguda e simétrica.A onda P é mal visualizada ou definitivamente ausente (condução sinoventricular). Os complexos QRS são alargados com aspecto geral de bloqueio de ramo.

Hipopotassemia

  • Infradesnivelamento do segmento ST
  • Onda T de duração aumentada
  • Onda U proeminente
  • BAV de 1* e 2* grau
  • Outras arritmias
Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de hipopotassemia.

Efeito Digital no ECG

  • Onda T de amplitude diminuída, até aplanada
  • Segmento ST infradesnivelado onde QRS é positivo
  • O intervalo QT torna-se mais curto
  • O intervalo PR tem duração aumentada(0,25s)
Interpretando Arritmias Cardíacas
Exemplo de ação digital no ECG.

Veja mais em: