Seringa Excêntrica

Uma seringa excêntrica é um dispositivo médico usado para administrar fluidos ou medicamentos por via injetável. Ela difere das seringas tradicionais por ter um êmbolo deslocado lateralmente.

As suas Características

  • Êmbolo excêntrico: O bico excêntrico não está alinhado com o eixo do cano da seringa, criando uma excentricidade. Isso reduz o atrito entre o pistão e o cano, tornando mais fácil empurrar o pistão.
  • Cilindro menor: O cilindro da seringa é menor que o de uma seringa tradicional, o que permite maior pressão.
  • Alta pressão: A seringa excêntrica pode gerar pressões muito altas, tornando-a adequada para injetar fluidos espessos ou viscosos.
  • Sem agulha: As seringas excêntricas geralmente não são usadas com agulhas, pois a alta pressão pode causar danos aos tecidos.
  • Descartável: As seringas excêntricas são geralmente descartáveis após um único uso.
  • Aumentar a precisão: A excentricidade do bico direciona a força de empurrão para o centro do pistão. Isso melhora a precisão da dosagem, evitando que o pistão se incline ou deslize durante o movimento.
  • Facilitar o manuseio: O bico excêntrico pode ser girado para diferentes ângulos, permitindo que o usuário posicione a seringa confortavelmente e evite a fadiga das mãos durante o uso prolongado.
  • Evitar vazamentos: O design excêntrico cria uma vedação mais confiável entre o pistão e o cano, reduzindo o risco de vazamentos durante o uso ou armazenamento.
  • Acomodar líquidos viscosos: O bico excêntrico oferece maior torque para empurrar líquidos viscosos com menos esforço, tornando mais fácil a dispensação de fluidos espessos.

Aplicações de uso

As seringas excêntricas são usadas em uma ampla gama de aplicações médicas, incluindo:

  • Injeções intra-articulares: Para injetar medicamentos nas articulações.
  • Injeções epidurais: Para injetar medicamentos no espaço epidural.
  • Preenchimentos dérmicos: Para injetar substâncias preenchedoras na pele.
  • Injeções de colágeno: Para injetar colágeno em áreas da pele danificadas.
  • Cirurgia plástica: Para injetar anestésicos locais ou outros fluidos durante a cirurgia.

Desvantagens

  • Pressão excessiva: A alta pressão pode danificar os tecidos se não for usada corretamente.
  • Requer treinamento: O uso adequado requer treinamento especializado.

Referência:

  1. MedicalExpo

Seringa Resíduo Zero

Uma seringa resíduo zero é um tipo de seringa projetada para minimizar a quantidade de resíduos gerados após o uso.  Ela é especialmente desenvolvida para evitar que resíduos de medicamentos ou fluidos fiquem retidos na seringa após a administração de uma dose.

Características

  • Design especial: Elas são projetadas com um mecanismo que impede que o medicamento ou fluído fique retido na seringa após o uso. Isso significa que praticamente toda a dose é liberada e não há desperdício.
  • Selo ou êmbolo de silicone: Algumas seringas de resíduo zero possuem selos ou êmbolos feitos de silicone, que ajudam a garantir a completa liberação do medicamento ou fluído, reduzindo assim o desperdício.
  • Materiais de alta qualidade: Essas seringas são fabricadas com materiais de alta qualidade para garantir que não haja vazamentos ou perda de medicamentos durante a administração.
  • Graduação precisa: Elas possuem graduação clara e precisa, o que permite uma dosagem exata do medicamento, evitando erros de dosagem.

Qual a diferença da seringa resíduo zero para as convencionais?

A principal diferença entre a seringa de resíduo zero e as seringas convencionais está no seu design e mecanismo de funcionamento: A seringa de resíduo zero é projetada para minimizar o desperdício de medicamentos ou fluídos, enquanto as seringas convencionais podem apresentar algum grau de perda de conteúdo após o uso.

Outras diferenças específicas:

  • Mecanismo de vedação;
  • prevenção de vazamentos;
  • graduação precisa e redução do desperdício.

Para que é utilizada a seringa resíduo zero?

É utilizada para diversas finalidades na área da saúde, onde a precisão da dosagem e a redução do desperdício de medicamentos são importantes. Por exemplo:

  • Administração de medicamentos;
  • Vacinação;
  • Coleta de amostras;
  • Administração de insulina.

A seringa de resíduo zero é empregada sempre que a precisão da dosagem, a minimização do desperdício e a redução dos riscos associados a resíduos de medicamentos são prioridades. Sua utilização contribui para uma prática clínica mais eficiente e segura.

Veja também:

Referência:

  1. ISP Saúde

Bomba de Seringa

bomba de seringa é um tipo de bomba de infusão, perfeita para procedimentos que envolvem baixa pressão e vazão que move volumes precisos de líquidos durante um período de tempo específico sob dois estágios: aspiração e descarga, todo esse procedimento utilizando uma seringa.

São muito utilizadas por anestesistas, e por Unidades de Terapia Intensiva Neonatal  como por exemplo, anestesias e no caso para pacientes neo, administrar medicamentos levando em consideração o peso corpóreo dos pacientes.

No caso da UTI Neonatal, estas bombas conseguem volumes bem menores de infusão, que não consegue nas bombas de infusão comum. Há controle maior e mais segurança para o bebê, já que deve haver controle muito rigoroso.

Como funciona?

A bomba infunde medicação líquida no paciente usando pressão positiva, enquanto na descarga o líquido é liberado e sai da seringa, através de uma pré programação do volume total da seringa, com a vazão ml/h conforme peso corpóreo.

Deve ser levado em consideração os tamanhos e a quantidade de seringas, pois o fabricante sempre cita quais são os volumes de seringas permitidos e também a quantidade máxima que pode ser acoplada.

Referências:

  1. MedRena Biotech Co.,Ltd

Cuidados Essenciais com a Nutrição Enteral

As nutrições enterais são dietas especificamente elaboradas para pacientes que durante o curso ou recuperação de uma doença, estão impossibilitados de receber alimentação via oral e portanto recebem via sonda.

A terapia nutricional enteral é um método simples e seguro que ajudará você a manter seu estado nutricional adequado.

A dieta enteral pode ser recomendada para pessoas em muitas condições e circunstâncias diferentes. Ela pode ajudar indivíduos com:

  • Problemas no aparelho digestivo (boca, esôfago ou estômago);
  • Problemas de deglutição, que os coloca em risco de asfixia, ou de aspiração de alimentos ou líquidos para os pulmões;
  • Desnutrição, ou alimentação insuficiente.

Formas de administração a dieta enteral 

A dieta enteral pode ser administrada de forma intermitente ou contínua, se valendo de três métodos:

  • Por gravidade;
  • Por seringa;
  • Por bomba de infusão.

A escolha do método dependerá da necessidade e condições clínicas de cada paciente, cabendo ao médico a definição do diagnóstico e o melhor método para o caso do paciente.

Administração da dieta enteral intermitente por gravidade

A administração da dieta enteral por gravidade é a mais utilizada para os mais diversos casos.

Nela é utilizado um frasco descartável e é realizada em intervalos, como se fossem refeições em cada período do dia.

Aqui, é importante que o paciente fique sentado ou com as costas elevadas no momento do procedimento, evitando engasgos.

Com a refeição preparada, verifique se a pinça do equipo está fechada e coloque o frasco em suporte seguro elevado.

É importante que a refeição fique suspensa a no mínimo 60cm acima da cabeça do paciente.

Feito isso, sem conectar o equipo a sonda, abra a pinça, deixe o liquido preencher toda extensão da tubulação e feche-a em seguida.

Retire a tampa de proteção, faça o encaixe na sonda e abra a pinça novamente regulando a velocidade conforme orientação médica.

Após o término do conteúdo do frasco, feche a pinça e desconecte o equipo da sonda, que DEVE ser higienizada.

Para isso, utilize uma seringa para aspirar de 10 a 20ml de água limpa e filtrada e injete na sonda.

Feito isso, basta fechar a sonda com a tampa de segurança até o momento da próxima refeição.

Fique atento também a alguns cuidados importantes:

  • O paciente deve permanecer na posição sentada ou elevada de 20 a 30 minutos após as refeições;
  • O mesmo frasco não deve ficar conectado ao mesmo bico e à sonda por mais de 6h sobre o risco de contaminação;
  • O equipo e o frasco devem ser trocados, no máximo, a cada 24 horas.

Administração contínua por bomba de infusão

Caso o paciente esteja com uma sonda posicionada no duodeno ou jejuno, é possível realizar a administração contínua da dieta enteral, realizada por gotejamento, com o auxílio de uma bomba de infusão e que ocorre em um período de até 24 horas.

Para os cuidadores esse método é menos trabalhoso, uma vez que o processo é contínuo e o tempo controlado pela própria bomba.

A cada troca de frasco, porém, é necessário realizar a higiene da sonda, com o auxílio da seringa, e a troca do equipo.

É importante também manter a posição elevada.

Administração intermitente por seringa

Em casos de gastrostomia, a dieta enteral pode ser administrada através de seringas.

Para isso é necessário separar a quantidade de dieta prescrita em um vasilhame limpo, aspirando o conteúdo com uma seringa.

Retire a tampa de segurança da sonda, posicione a seringa e faça a administração cuidadosamente.

Esse processo deve demorar de 20 a 30 minutos ao todo.

É muito importante não apertar a seringa de forma a despejar o conteúdo todo de uma vez.

Validade

Os materiais utilizados para a administração da dieta ENTERAL devem ser utilizados por um período de 24 horas, ou de acordo com a orientação do médico(a)/nutricionista, isso também inclui a nutrição PARENTERAL.

– Frascos de Sistema aberto ou fechado;
– Equipos gravitacionais ou para bomba de infusão;
– Seringa própria para nutrição enteral

Devem ser todos DESCARTADOS após o período de 24 horas, realizando higienização da sonda enteral a cada troca!

Durante a infusão da dieta, a cada administração de medicamentos, a sonda deve ser lavada com mínimo de 20 ml e máximo de 40 ml (antes e depois de administrar). Por que?

Porque devido as sondas serem finas, pode entupir-se facilmente, impossibilitando a administração da dieta ou medicamento.

Referência:

  1. Ministério da Saúde