As Complicações da Canulação em uma Pressão Arterial Invasiva (PAI)

Pressão Arterial Invasiva

A Utilização do Sistema de Monitorização Invasiva Hemodinâmica denominada de Pressão Arterial Invasiva, ou PAI, é um dos métodos mais utilizados e práticos em situações emergenciais e em procedimentos cirúrgicos, por se obter dados reais da monitorização da pressão arterial do paciente, em milímetros de mercúrio (mmHg).

Portanto, a utilização prolongada deste método pode implicar certas complicações ao paciente, e devem ser tomado medidas cautelosas.

Quais são os 5 métodos utilizados na Inserção da Canulação Intra-Arterial?

Há 5 métodos, sendo essas utilizadas para a técnica de Inserção da PAI: artérias radial, pediosa, braquial, femoral e axilar.

As Complicações

O procedimento de canulação intra-arterial apesar de rotineiro dentro das UTIs e Centro Cirúrgicos, não é isento de complicações que podem deixar graves sequelas anatômicas e funcionais.

As complicações podem ser divididas em gerais ou sistêmicas e específicos locais dependendo do sítio de inserção do cateter.

Dentre as complicações gerais ou sistêmicas, podemos citar:

  • Desconexão e sanguinação;
  • Injeções acidentais de drogas;
  • Infecção local e sistêmica;
  • Formação de fístulas arteriovenosas;
  • Formação de aneurismas;
  • Formação de êmbolos distais (ar ou coágulos);
  • Reação vasovagal manifestada por hipotensão com bradicardia;
  • Hemorragias e hematomas.

Portanto, há complicações bem específicas, quando se dizem por complicações funcionais:

A Trombose

A incidência de trombose é muito comum na artéria radial, porém, deve-se ter o cuidado de realizar o teste de Allen modificado antes da canulação radial, e podem ocorrer em aproximadamente 7% das artérias canuladas na artéria dorsal do pé, palidez do hálux e do segundo dedo que dura mais de 15 segundos, durante a compressão da artéria tibial posterior.

No caso da artéria radial, alguns fatores aumentam o risco de trombose como o tamanho do cateter em relação ao diâmetro da luz arterial e a permanência da cânula. Um cateter calibre 20 produz a menor incidência de trombose na artéria radial, ao passo que a permanência da cânula na artéria radial por mais de 48 horas aumenta, consideravelmente, a incidência de trombose.

A trombose pode ocorrer mesmo após vários dias da retirada do cateter. Apesar da trombose da artéria radial ser muito comum, pacientes que a apresentaram, seguidos por vários meses, geralmente mostram evidências de recanalização.

Se aparecem sinais de isquemia, a cânula deve ser retirada!

Complicações isquêmicas ou necróticas são menos comuns, ocorrendo em menos de 1%.

Após a retirada do cateter, se o fluxo não se normalizar em até uma hora, a artéria deve ser explorada para provável trombectomia. O pulso radial ainda pode ser palpável, distalmente, a uma oclusão completa.

A Embolia

Enquanto tromboses com circulação colateral inadequada para a mão manifestam-se através de resfriamento e palidez, embolias geralmente levam a pontos frios e de cor púrpura nos dedos.

Esses sintomas permanecem por, aproximadamente, uma semana, porém podem levar a gangrena, necessitando de amputação dos dedos ou, raramente, da mão inteira.

Infusões vigorosas com grandes volumes de soluções, especialmente, na tentativa de correção de obstruções parciais de cateteres podem fazer com que a solução chegue à circulação central, causando embolias cerebrais por ar ou micro êmbolos.

Basta 7 ml de solução infundida, vigorosamente, como bolus num cateter de artéria radial para que o fluido atinja a circulação central ao nível do arco aórtico.

Muito cuidado para se evitar que micro bolhas de ar sejam introduzidas no sistema e não mais que 2 ml de solução sejam infundidos em velocidade lenta, a cada vez!

No caso da Artéria Axilar direita, origina-se do tronco braquiocefálico direito, em comunicação direta com a artéria carótida comum, sendo possível que ar, coágulos ou partículas de substâncias possam embolizar para o cérebro durante a infusão.

Pode ser mais seguro utilizar a artéria axilar esquerda ao invés da direita, porém em ambos os casos, a infusão deve ser feita lentamente, com um mínimo de volume e com grande cuidado para evitar a introdução de ar ou de um coágulo para dentro do sistema. Irrigação com um sistema de fluxo contínuo deve ser utilizada.

Pode ocorrer lesão direta dos ramos do plexo braquial, ou um hematoma da bainha axilar pode levar à compressão nervosa e lesão!

A Isquemia e a Necrose de Pele

Se algumas regiões ficarem, temporariamente, pálidas durante a infusão intermitente de fluídos, a extremidade do cateter deve ser reposicionada até que esses períodos de palidez desapareçam.

Tendo em conhecimento:

  • A porção mais distal da artéria deve ser escolhida para a passagem da cânula radial;
  • O menor calibre de cateter deve ser utilizado para minimizar a obstrução da luz da artéria;
  • Canulações prolongadas devem ser evitadas para prevenir a formação e propagação de trombos no próprio cateter!

Os Hematomas

É comum ocorrer hematomas grandes em locais como a Artéria femoral. Os Hematomas podem ser minimizados, mantendo-se pressão sobre a artéria femoral por aproximadamente 10 minutos após remoção do cateter. Entretanto, o pulso femoral não deve ser completamente obliterado pela compressão.Uma fístula pode ser produzida, especialmente, com grandes cateteres.

As Hemorragias

Pacientes em vigência de anti-coagulação, devem ser evitados à este procedimento, podendo levar à neuropatia do nervo mediano e contratura de Volkman.

Dor, edema ou mínima evidência de neuropatia em áreas de distribuição do nervo mediano (como parestesias ou fraqueza) são indicações de imediata suspensão do tratamento anticoagulante e fasciotomia.

Artéria braquial não deve ser canulada em pacientes com diáteses hemorrágicas!

Lembrando que:

Os pulsos das artérias femoral, poplítea, tibial posterior e dorsal do pé devem ser checados, frequentemente.

Caso exista evidência de diminuição ou ausência de pulsos periféricos, o cateter arterial deve ser removido.

Veja também:

A Pressão Arterial Invasiva ou PAI

https://enfermagemilustrada.com/diferencas-entre-trombose-e-embolia/

https://enfermagemilustrada.com/a-necrose-2/

 

 

O Néfron

Néfron

Você sabia que o Néfron é a principal estrutura formadora de urina?

Ela é a menor unidade funcional do sistema que compõe o rim humano.

Em cada um dos rins de uma pessoa, existem cerca de 4 milhões de néfrons. Embora o néfron seja de um tamanho microscópio, ele é essencial para o bom funcionamento dos rins e, como consequência, da saúde geral de uma pessoa.

Embora seja uma estrutura microscópica,o néfron exerce diversas funções na manutenção da saúde do organismo humano.

Sua função é filtrar os elementos que passam pelo sangue através do rim. Ou seja, os néfrons são responsáveis por filtrar, no plasma sanguíneo os elementos que devem ser eliminados do organismo e aqueles que devem seguir para manter o equilíbrio do organismo.

Você sabia?

Embora pareça simples, é através do néfron que é possível regular a pressão arterial, manter o equilíbrio hidroeletrolítico do corpo humano, secretar hormônios, eliminar os resíduos do metabolismo do sangue, controlar a quantidade de líquido do corpo humano, limpar o plasma sanguíneo, manter o equilíbrio ácido-base do corpo e por fim, produzir a urina!

Uma curiosidade!

Nossos rins filtram, em média, 180 litros de sangue por dia, formando aproximadamente 1,5 litros de urina!

 

Veja mais em:

 

Alimentos e Medicamentos: A Interação

Interação Medicamentos

Você sabia que os Medicamentos e os Alimentos podem interagir entre si de forma benéfica ou indesejável?

Primeiramente, facilita a absorção ou diminuindo seus efeitos colaterais.

Por outro lado, pode impedir tal absorçãodiminuindo sua eficácia e comprometendo o tratamento de determinada enfermidade!

Podem ter implicações clínicas tanto no processo terapêutico como na manutenção do estado nutricional, cabendo à equipe de saúde repassar ao paciente todas as informações sobre esta relação, alertando para as associações negativas.

Estas interações são múltiplas, com mais de 300 descrições.

Todavia, poucas são clinicamente relevantes, daí a importância de o paciente ter conhecimento acerca de suas medicações, da sua necessidade de tomá-las e a forma correta de sua administração ao relacioná-las com os alimentos.

As Interações Entre Medicamentos-Alimentos mais comuns

Antiácidos: evite ingerir com alimentos, pois reduzem os efeitos. Tome uma hora depois de comer.

Antibióticos: reduzem a produção geral de vitamina B, B5 e K. Podem acelerar a passagem do alimento pelo intestino, diminuindo a disponibilidade para a absorção. Vegetais, grãos e cereais garantem a ingestão de todas as vitaminas.

Amoxicilina: alimentos apenas atrasam sua absorção.

Penicilina: alimentos reduzem sua absorção. Tome 1h antes ou 2h após as refeições.

Eritromicina: alimentos melhoram sua absorção. Suco de frutas e bebidas carbonatadas interferem na sua absorção. Tome com as refeições.

Tetraciclina: aderem cálcio e ferro, de modo que antibiótico e mineral não são absorvidos. Tome 2h antes ou após as refeições.

Suplemento de ferro: em pastilha ou líquido, o leite pode interferir na absorção. Deve ser tomado com água ou bebida ligeiramente ácida, como suco de fruta, que melhora a absorção.

Antifúngico (griseofulvina): melhor quando tomado com uma refeição gordurosa.

Anticonvulsivantes/antiepilépticos (fenobarbital, fenitoína e primidona): interferem no metabolismo da vitamina D e na absorção de cálcio.

Uma boa ingestão de vitamina D (em leite fortificado, gema de ovo, peixes gordos, luz solar), cálcio (laticínios, verduras, brócolis, conservas de peixe com ossos) e ácido fólico (frutas frescas, legumes, grãos) deve compensar esses efeitos. A fenitoína é melhor absorvida com alimentos ou leite.

Medicação da tireóide (levotiroxina): tome com o estômago vazio.

Drogas anti-inflamatórias não esteroidais: a aspirina (ácido acetilsalicílico) interfere no armazenamento de vitamina C e pode causar a perda de ferro através do sangramento digestivo.

Medica­­men­­tos antituberculose (isoniazida): interfere no metabolismo da vitamina B6 (piridoxina). Uma dieta bem equilibrada, incluindo fontes de vitamina B6 como grãos, espinafre, batata doce e branca, banana, melancia e ameixas é indicada.

Corticosteróides (prednisona e hidrocortisona): pode promover a excreção de potássio e cálcio. Reduza a ingestão de sal e coma alimentos ricos em potássio (frutas e verduras frescas) e cálcio (laticínios com baixo teor de gordura) para neutralizar a perda desses minerais. Tome com alimentos, para diminuir problemas de estômago.

Laxante (óleo mineral): interfere na absorção de vitaminas solúveis em gordura, na primeira parte do intestino. Tenha uma dieta rica em vegetais e frutas para obter fibra e beba bastante água.

Contraceptivos orais: alteram os níveis de colesterol no sangue; aumentam a necessidade de ácido fólico e vitamina B6. Coma muitos vegetais e frutas, grãos e cereais, batatas e outras fontes de ácido fólico e vitamina B6. Tome-os com alimentos para evitar náuseas.

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Artérias, Veias e Capilares: Quais são as diferenças?

Artérias, Veias e Capilares

O Sistema Cardiovascular é formado pelo Coração, Artérias, Veias e Capilares, sendo esses três últimos denominados genericamente de vasos sanguíneos.

É nesses vasos que o sangue circula, sendo levado para todas as partes do corpo, o que garante nutrição e oxigenação das células.

Apesar de veias, artérias e capilares serem vasos sanguíneos, eles apresentam diferenças! Essas diferenças garantem que cada um dos vasos exerça com perfeição seu papel.

Os Vasos Sanguíneos e as Túnicas

Geralmente, os vasos sanguíneos são formados pelas seguintes camadas, também conhecidas como túnicas:

A túnica íntima, túnica média e a túnica adventícia.

A camada mais interna é a túnica íntima, e a mais externa é a adventícia.

A túnica íntima é formada pelo endotélio, uma camada de tecido conjuntivo frouxo que ocasionalmente apresenta células musculares e uma lâmina elástica interna.

A túnica média, por sua vez, é formada por tecido muscular liso associado a fibras elásticas.

Por fim, a túnica adventícia é formada por tecido conjuntivo denso não modelado e tecido conjuntivo frouxo.

As Artérias

As artérias são vasos sanguíneos que levam sangue do coração para todos os tecidos.

À medida que saem do coração, essas artérias tornam-se de menor calibre e cada vez mais ramificadas.

O sangue, ao sair do coração, está sob uma alta pressão, o que poderia danificar as artérias se elas não possuíssem paredes elásticas e fortes.

Nas artérias, percebe-se que a túnica média é bem mais desenvolvida quando comparada com as dos outros tipos de vasos sanguíneos.

Anteriormente, considerava-se que artérias eram vasos que transportavam apenas sangue rico em nutrientes e oxigênio, que recebia o nome de sangue arterial.

Entretanto, hoje sabemos que isso não é verdade, pois existe a artéria pulmonar, que leva sangue pobre em oxigênio do coração ao pulmão para que ele possa ser oxigenado.

As Veias

As veias são vasos sanguíneos que transportam sangue proveniente dos tecidos para o coração.

As veias maiores resultam da convergência de vasos sanguíneos, que tornam a veia mais calibrosa à medida que se aproxima do coração.

Quando comparadas às artérias, verificamos que a túnica média das veias é menos musculosa e com menos fibras elásticas.

Normalmente o sangue transportado pelas veias é rico em gás carbônico e pobre em nutrientes, por isso, esse tipo de sangue era chamado anteriormente de sangue venoso.

Vale destacar, no entanto, que as veias também transportam sangue rico em oxigênio, que é o caso da veia pulmonar.

Diferentemente das artérias, a pressão nas veias é menor.

Para que o sangue consiga vencer a força da gravidade e a baixa pressão para retornar ao coração, as veias possuem válvulas que evitam o refluxo de sangue.

E Os Capilares

Os capilares são vasos sanguíneos que apresentam como função principal realizar trocas entre o sangue e os tecidos, garantindo que nutrientes e oxigênio sejam passados para as células.

Por causa dessa função, é importante que esses vasos sejam delgados.

Normalmente os capilares são formados por uma única camada de células endoteliais e seu diâmetro fica em torno de 8 mm.

Veja Também:

Sistema Endócrino e seus Hormônios

O Sistema Urinário

O Sistema Digestivo

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Seringas: Tipos e Indicações

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O que é a Sobrecarga Atrial?

O que é a Sobrecarga Atrial?

Uma Sobrecarga Atrial pode ser vista através de um laudo de exame feito em um eletrocardiograma (ECG), em um monitor multiparâmetros, e laudos de exames de ecocardiogramas, entre outros.

O Que é uma Sobrecarga Atrial?

É quando há um aumento de volume em um dos átrios, podendo ser o Esquerdo (SAE) ou Direito (SAD). 

Geralmente representa uma dificuldade de esvaziamento do átrio, quaisquer sejam os lados. Na maior parte das vezes pode ser por uma deficiência de abertura da válvula mitral (no caso da SAE). Dependendo da intensidade pode gerar sintomas e arritmias cardíacas.

Entretanto, (nem sempre) pode ser necessário um tratamento medicamentoso ou mesmo um procedimento invasivo como cirurgia ou “plastia” da válvula.

A repolarização ventricular se altera em qualquer mal funcionamento do coração e mesmo em corações sadios, sendo portando uma alteração inespecífica.

As Causas da Sobrecarga Atrial Direita

Podem ser por doenças congênitas:

  • Anomalia de Ebstein;
  • Atresia da válvula tricúspide;
  • Estenose congênita da válvula pulmonar;
  • Síndrome de Eisenmenger;
  • Tetralogia de Fallot;
  • Comunicação interatrial, entre outras.

Ou doenças adquiridas:

  • Cor pulmonale associado ao enfisema pulmonar ou bronquite crônica;
  • Estenose da válvula tricúspide;
  • Insuficiência da válvula tricúspide;
  • Hipertensão pulmonar por inúmeras causas;
  • Cardiomiopatias [dilatada, restritiva e hipertrófica];
  • Fibrilação atrial permanente [arritmia que tem origem nos átrios, podendo ser causa ou consequência da sobrecarga atrial direita], entre outras.

As Causas da Sobrecarga Atrial Esquerda

  • Hipertensão arterial;
  • Doenças da válvula mitral (estenose ou insuficiência da válvula mitral);
  • Doenças da válvula aórtica (estenose ou insuficiência da válvula aórtica);
  • Cardiomiopatias (dilatada, restritiva ou hipertrófica);
  • Doença arterial coronariana;
  • Fibrilação atrial permanente (arritmia que tem origem nos átrios, que pode ser causa ou consequência da sobrecarga atrial esquerda), entre outras doenças.

A sobrecarga atrial esquerda poderá ocorrer isoladamente ou associada à sobrecarga atrial direita (câmara cardíaca localizada acima do ventrículo direito). Essa última condição é chamada de sobrecarga biatrial.

No eletrocardiograma o diagnóstico da sobrecarga atrial é feito através da análise da onda P nas derivações D2 e V1. Eventualmente, em alguns laudos de eletrocardiograma, o termo sobrecarga atrial esquerda poderá ser substituído pela abreviatura SAE ou SAD.

Veja mais em:

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A Imunidade e seus tipos

A Imunidade e seus tipos

Entenda sobre a Imunidade e seus tipos

Imunidade é um estado em que o corpo está protegido contra a doença infecciosa.

É conferido pelo sistema imunológico, uma complexa rede de células, tecidos e substâncias químicas que combatem infecções e matam organismos quando invadem o corpo.

A Célula T e a Imunidade Mediada por Células

As células T, também denominada de Linfócitos T, são um grupo de glóbulos brancos(leucócitos) responsáveis pela defesa do organismo contra agentes desconhecidos (antígenos). Seu papel principal é como imunidade específica e imunidade celular, induzindo a Apoptose(autodestruição) de células invadidas por vírus, bactérias intracelulares, danificadas ou cancerígenas. Se diferenciam de acordo com sua função em: citotóxicas (CD8), auxiliares (CD4), natural killer (NKT), memória(CD45), reguladoras (FOXP3) ou gama-delta (γδ). Amadurecem no timo, por isso se chamam linfócitos T.

Os Tipos de Imunidade

Imunidade inata

A imunidade inata é a primeira linha de defesa do organismo, com a qual ele já nasce. É uma resposta rápida, não específica e limitada aos estímulos estranhos ao corpo. É representada por barreiras físicas, químicas e biológicas, células e moléculas, presentes em todos os indivíduos.

Os principais componentes da imunidade inata são:

  1. Barreiras físicas e mecânicas: Retardam/impedem a entrada de moléculas e agentes infecciosos (pele, trato respiratório, membranas, mucosas, fluidos corporais, tosse, espirro).
  2. Barreiras fisiológicas: Inibem/eliminam o crescimento de microrganismos patogênicos devido à temperatura corporal e à acidez do trato gastrointestinal; rompem as paredes celulares e lisam (rompem) células patogênicas através de mediadores químicos (lisozimas, interferon, sistema complemento);
  3. Barreiras celulares: Endocitam/fagocitam as partículas e microrganismos estranhos, eliminando-os (linfócitos natural killer e leucócitos fagocíticos – neutrófilos, monócitos e macrófagos);
  4. Barreira inflamatória: Reação a infecções com danos tecidulares; induzem células fagocitárias para a área afetada.

A resposta imune inata é capaz de prevenir e controlar diversas infecções, e ainda pode otimizar as respostas imunes adaptativas contra diferentes tipos de microrganismos.

É a imunidade inata que avisa sobre a presença de uma infecção, acionando assim os mecanismos de imunidade adaptativa contra os microrganismos causadores de doenças que conseguem ultrapassar as defesas imunitárias inatas.

Imunidade adquirida

A imunidade adquirida ou adaptativa é ativada pelo contato com agentes infecciosos e sua resposta à infecção aumenta em magnitude a cada exposição sucessiva ao mesmo invasor.

Existem dois tipos de imunidade adquirida: a imunidade humoral e a imunidade celular.

A imunidade humoral gera uma resposta mediada por moléculas no sangue e nas secreções da mucosa, chamadas de anticorpos, produzidos pelos linfócitos B, sendo o principal mecanismo de defesa contra microrganismos extracelulares e suas toxinas.

Os anticorpos reconhecem os antígenos (qualquer partícula estranha ao corpo), neutralizam a infecção e eliminam estes antígenos por variados mecanismos efetores. Por sua vez, a imunidade celular gera resposta mediada pelos linfócitos T.

Quando microrganismos intracelulares, como os vírus e algumas bactérias, sobrevivem e proliferam dentro das células hospedeiras, estando inacessíveis para os anticorpos circulantes, as células T promovem a destruição do microrganismo ou a morte das células infectadas, para eliminar a infecção.

A imunidade adquirida ainda pode ser classificada em imunidade ativa e imunidade passiva. A imunidade ativa é aquela que é induzida pela exposição a um antígeno.

Assim, o indivíduo imunizado tem um papel ativo na resposta ao antígeno. A imunidade ativa pode ser natural, quando adquirida através de doença, ou passiva, quando adquirida por meio de vacinas.

A imunidade passiva é a imunização por meio da transferência de anticorpos específicos de um indivíduo imunizado para um não-imunizado.

A imunidade passiva é chamada de natural, quando acontece, por exemplo, através da transferência de anticorpos maternais para o feto; é artificial quando há a passagem de anticorpos prontos, como num soro anti-ofídico (contra veneno de serpentes).

A resposta imune adquirida, mediada pelos linfócitos B e T, apresenta uma série de propriedades que administram a resposta destes. São elas:

  • Especificidade: o sistema imunológico reconhece os diversos antígenos e produz uma resposta imunológica específica para cada um deles.
  • Diversidade: o sistema imune é capaz de reconhecer milhares de antígenos diferentes e produzir uma resposta adequada para cada um deles.
  • Memória imunológica: a exposição do sistema imunológico a antígenos faz aumentar sua habilidade em responder a esse mesmo antígeno novamente. As respostas subsequentes ao mesmo antígeno são normalmente mais rápidas, maiores e qualitativamente diferentes da primeira. Uma vez produzidas, as células de memória têm vida longa e são capazes de reconhecer esse antígeno por anos.
  • Especialização: o sistema imune responde por vias distintas a diferentes antígenos, maximizando a eficiência dos mecanismos de defesa. Assim, os linfócitos B e T se especializam entre as diferentes classes de microrganismos ou pelos diferentes estágios da infecção do mesmo microrganismo.
  • Discriminação ou Auto-tolerância: capacidade de reagir que os linfócitos B e T apresentam contra moléculas estranhas, mas não apresentam contra suas próprias moléculas.
  • Auto-limitação da resposta: as células B e T ativadas produzem moléculas que auxiliam o término da resposta imune. Para B são as imunoglobulinas G4 (IgG4) e para T são as interleucinas 4 e 10 (IL-4 e IL-10).

O Estágio de Enfermagem e seu material de bolso

O Estágio de Enfermagem e seu material de bolso

O Estágio é provavelmente a parte mais interessante da experiência prática de um estudante, que está ali, há meses, talvez anos, esperando que chegue este momento.

O Estágio curricular supervisionado visa proporcionar ao aluno uma adaptação “à futura profissão”, facilitando sua inserção no mercado de trabalho, orientando-o na escolha de sua especialização profissional.

O Estágio é obrigatório!

O estágio curricular está previsto na legislação federal lei nº. 11.788 de 25/09/2008, na Orientação Normativa nº. 7, de outubro/2008, na lei nº. 9394 de 20/12/1996 e na Organização Didática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. A Escola da Paz explica de uma maneira didática como é feito estes estágios, que direitos têm o estagiário e suas vantagens, vale uma boa leitura.

Que materiais de bolso é preciso conter?

Aproveite e adquira o nosso caderno de estágio para estudantes do curso técnico de enfermagem!

Kit de Enfermagem (Pessoal):

  1. Caneta esferográfica: A cor da caneta vai depender do turno estagiado, se manhã sera utilizado azul, se noite sera utilizado vermelha para realizar a anotação de enfermagem;
  2. Caneta permanente: A cor é indiferente. É utilizada para fazer a identificação do profissional que realizou o curativo, a punção venosa, datar equipos, curativos e etc;
  3. Caderneta de anotação: Preferencialmente pequena para caber no bolso do jaleco, anote os sinais vitais, quadros clínicos do paciente e evoluções. (É uma boa dica anotar tudo pois ao final do estagio terá que fazer a avaliação de estágio e se não anotar será difícil lembrar-se!);
  4. Calculadora (opcional): Sera utilizado para cálculo de medicação, os cálculos são simples porém para se sentir mais seguro nas primeiras administrações pode se utilizar uma pequena calculadora;
  5. Tesoura: Preferencialmente pequena e sem ponta, será utilizada para cortar fitas microporosas e esparadrapos quando realizar curativos;
  6. Termômetro digital: Será utilizado para aferir a temperatura do cliente. (Sempre após a utilização realizar assepsia do mesmo!);
  7. Esfigmomanômetro: Será utilizado para aferir a pressão arterial do cliente. (Não é mais utilizado braçadeiras de tecido!);
  8. Estetoscópio: Será utilizado auscultar a artéria quando for aferir a pressão arterial!;
  9. Relógio analógico: Será utilizado para aferir a frequência cardíaca e respiratória!;
  10. Garrote: Será utilizado quando realizar punção venosa (Porém você pode utilizar uma luva como garrote já que o garrote de tecido é anti higiênico!);
  11. Organizador (opcional): Será utilizado para organizar seus materiais no bolso do jaleco e evitar que os mesmos fiquem dispersos ou perca-os;
  12. Oxímetro de bolso (opcional): Será utilizado para mensurar a frequência cardíaca e também verificar a saturação do cliente (em algumas escolas não é necessário comprar mas recomendo pois ajuda na agilidade do atendimento e quando entrar no estágio de pronto socorro principalmente!);
  13. Óculos de proteção individual: Devido a falta de equipamentos de proteção individual em alguns hospitais, é aconselhável obter!
  14. Vestimenta – Jaleco manga longa: De preferência!;
  15. Vestimenta – Roupa branca: (calça e blusa uniforme da escola);
  16. Vestimenta – Sapato fechado: De preferência sem cadarço, de material de borracha e antiderrapante.

Kit de Enfermagem (Grupo)

  1. 1 Caixa de Luva (mulher P, homem G);
  2. 1 Caixa de Máscara;
  3. 1 Caixa de Touca descartável;

Dicas Importantes!

Lembre-se que não é necessário comprar matérias de alta qualidade ou primeira linha pois a função inicial deles é apenas o seu aprendizado!

Os materiais mais simples podem se mostrar mais eficientes, na hora de procurar seus materiais de bolso, escolha sempre pela funcionalidade e não pela aparência, já que um aparelho mais funcional pode ser mais prático durante o estágio.

Um exemplo disso é o estetoscópio! Não entre na moda de “estudante de enfermagem com uma littmann”, pois além de ser caro, você não poderá exibir de forma alguma pendurado o mesmo no pescoço porque não é um adorno para ser utilizado em seu campo de trabalho, e isso descontará notas se seu supervisor lhe avaliar.

Você poderá investir sim, quando estiver realmente em um campo de trabalho, e lhe julgar o necessário em adquirir um, para utilizar em seu dia a dia, aferindo a pressão de seus pacientes, e até quando estiver feito sua graduação em enfermagem, realizar avaliação física do mesmo.

Outra marca comum é o Rappaport, que pode dificultar o aprendizado.

Por ser duplo ele se torna tanto mais difícil de manusear (como por exemplo, encaixar embaixo da braçadeira do esfigmomanômetro na hora de aferir a P.A.) já que é maior que o simples também é mais difícil de ouvir, além do mais o Rappaport é mais caro do que o simples.

Porém, se você entrará em contato com cliente pediátrico, o rappaport pode ter um auxílio maior nesse caso.

O Uso de mochilas nos campos de estágio de enfermagem pode ser necessário ou não, pois irá depender se a instituição disponibiliza armários ou sala (geralmente não).

Os Cuidados na Administração do Propofol

Os Cuidados na Administração do Propofol

O que é o Propofol?

O Propofol, também conhecido por sua marca comercial Diprivan, é um fármaco de ultracurta-duração da classe dos anestésicos parenterais, é muito utilizado em procedimentos cirúrgicos tanto em Centro Cirúrgicos e em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Uma injeção endovenosa de uma dose terapêutica de propofol induz a hipnose, com excitação mínima, usualmente em menos de 40 segundos!

Os Dois tipos de Propofol

Existem 2 tipos de frascos de propofol que é muito utilizado em Unidades de Terapia Intensiva e também em procedimentos nos Centros Cirúrgicos, para fazer indução de anestesia geral rápido em um paciente: o Propofol a 1% e 2%.

Portanto, devemos observar que, o Propofol a 1%, refere a 10 mg por ml, e o Propofol a 2% refere a 20 mg por ml.

É importante saber que existem fabricantes que nas quais determinam a miligramagem por ml e outros fabricantes que não determinam, ou seja, vem só descrito 1% ou 2%.

Precisamos sempre nos atentar que quando obtivermos um frasco em mãos com 1%, isso quer dizer que tenho 10 mg por ml de propofol e quando tivermos um frasco em mãos com 2%, quer dizer que tenho 20mg por ml!

E assim um exemplo, se o médico prescreve ou solicita verbalmente a administração de 5 ml de propofol a 1%,  e você tem em mãos um frasco de propofol a 2%, será a metade do mesmo.

Temos que observar e saber quanto que o médico quer, ou seja, se ele quer de 1% ou 2%, ou se a farmácia dispensou de 2% e vice versa.

Um Exemplo da utilização

Tenho um exemplo que já aconteceu em uma UTI onde atuei, nós estávamos acostumados com o propofol de 1%, sendo 10mg/ml, e a farmácia começou a dispensar a de 2% (que era o que tinha disponível naquele momento), sendo 20mg/ml.

Então uma dose que seria prescrita para um frasco de propofol a 1%, que é comum 5ml, para um frasco de propofol com 2% tem que ser de 2,5ml.

E quanto ao armazenamento?

Há uma dúvida de um de nossos seguidores, onde pergunta “minha dúvida é, posso armazenar independente do fabricante o propofol em geladeira? Mesmo o fabricante não citando isso? Perde a estabilidade ou pode ocorrer evento adverso?“

É sempre interessante consultar o farmacêutico de plantão, onde o mesmo pode lhe fornecer as informações corretas sobre o produto, onde também eles podem ter o acesso direto com os laboratórios que fornecem estes fármacos, mas é importante lembrar que maioria dos fabricantes recomendam o armazenamento entre 2ºC a 22ºC (podendo variar entre temperatura ambiente ou em geladeira).

Veja mais sobre o Propofol em nosso canal Youtube:

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Técnicas para a Aferição da Pressão Arterial

Técnicas para a Aferição da Pressão Arterial

A hipertensão arterial é umas doenças mais comuns da humanidade, acometendo cerca de 20% da população adulta e mais de 50% dos idosos. Pelo fato de ser um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, e por ser uma doença que não provoca sintomas na maioria dos casos, a hipertensão recebeu a alcunha de “assassino silencioso”.

Como habitualmente não há sintomas, a correta aferição da pressão arterial é a forma mais segura de saber como andam os níveis de pressão arterial de um indivíduo. Apesar de ser um procedimento simples, frequentemente, a medição da pressão arterial costuma ser feita de forma incorreta, inclusive por médicos!

O preparo antes da Aferição

Um dos erros mais comuns na hora de medir a pressão arterial é achar que não é preciso preparo algum antes da pressão ser aferida. Situações simples e triviais, tais como ter fumado ou ter feito algum esforço físico logo antes da aferição dos valores, podem provocar elevações artificiais da pressão arterial, levando à uma interpretação errada do grau de hipertensão do paciente.

Outro erro comum é medir a pressão arterial mais de uma vez seguida, sem dar pelo menos 1 minutos de intervalo entre cada aferição!

As diretrizes internacionais da hipertensão sugerem:

  • Os pacientes devem estar sentados e calmos por pelo menos 5 minutos antes da aferição;
  • Os pacientes devem abster-se de fazer esforço físico,  fumar ou ingerir cafeína durante os 30 minutos que precedem a medição;
  • Não se deve medir a pressão arterial se o paciente estiver com vontade de urinar;
  • A medição correta da pressão arterial requer o uso de uma braçadeira adequada à circunferência do braço do paciente. Pacientes obesos podem precisar de um aparelho com uma braçadeira maior. Pacientes com grandes braços, com mais de 45 centímetros de circunferência podem exigir que a pressão arterial seja medida no antebraço, e não no braço, como é habitual. Outra opção é usar um aparelho com braçadeira grande, feito para medir a pressão na coxa. Esse tamanho de braçadeira, porém, não costuma ser tão fácil de achar.

Qualquer uma das situações acima pode levar à medicação de dados incorretos, superestimando o valor da pressão arterial. Uma braçadeira pequena em relação à circunferência do braço, por exemplo, pode provocar leituras erradas, dando valores até 30/10 mmHg acima do correto (ex: um paciente com pressão de 130/80 mmHg pode apresentar valores de até 160/90 mmHg, se ele for obeso e a braçadeira for pequena). A parte da braçadeira que infla deve cobrir, pelo menos, 40% da circunferência do braço.

O oposto também é real. Pacientes pequenos e com braços muito finos precisa de uma braçadeira menor, caso contrário os seus valores da pressão arterial podem ficar subestimados.

Como aferir?

Existem dois tipos de esfigmomanômetros, chamados popularmente de aparelho de pressão: manual e automático.

a. Como medir a pressão arterial em um aparelho de pressão manual

Ao contrário dos atuais aparelhos automáticos e digitais, que podem ser manuseados pelo próprio paciente,  o clássico esfigmomanômetro manual requer que outra pessoa meça a pressão do paciente. Isso costuma ser um problema, principalmente quando se trata de idosos que moram sozinhos ou apenas com uma outra pessoa idosa. Na verdade, qualquer pessoa pode medir a pressão arterial de alguém, porém, um mínimo de treinamento é necessário para que o procedimento seja feito de forma correta.

Para medir a pressão arterial com um esfigmomanômetro comum, os passos a seguir são os seguintes:

  • O paciente deve ser colocado sentado, com ambos os pés  encostando no chão e com as costas retas, apoiadas no encosto da cadeira.
  • Os braços devem ficar esticados, apoiados em uma mesa, mais ou menos na mesma altura do coração.
  • Coloque a braçadeira ao redor do braço do paciente (de preferência o esquerdo), ficando a mesma cerca de 2 cm acima da fossa cubital (dobra do braço).
  • Palpe a artéria braquial logo abaixo da fossa cubital e ponha o diafragma do estetoscópio em cima desta.
  • Com o estetoscópio ao ouvido, comece a inflar a braçadeira.
  • A partir de um certo momento, você começará a ouvir a pulsação da artéria. Continue inflando até o som do pulso desparecer.
  • Comece a esvaziar a braçadeira de forma bem lenta. Quando o som do pulso reaparecer, veja qual é o valor que o aparelho está mostrando. Esta é a pressão sistólica, chamada popularmente de pressão máxima.
  • Continue desinsuflando a braçadeira. Quando o som do pulso desaparecer de vez, veja qual é o valor que o aparelho está mostrando. Esta é a pressão diastólica, chamada popularmente de pressão mínima.

A pressão arterial pode ser diferente em cada um dos braços. Valores de até 10 mmHg de diferença são considerados normais. Da mesma forma, ao longo do dia, os valores tendem a se alterar. A pressão costuma estar mais baixa logo ao acordar e mais alta ao final do dia. Por isso, o ideal é sempre medir a pressão arterial no mesmo braço e mais ou menos na mesma hora do dia para que os valores possam ser comparáveis.

b. Como medir a pressão arterial em um aparelho de pressão automático

Os aparelhos de pressão automáticos e digitais ganharam popularidade no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Sua grande vantagem é permitir que o paciente possa medir a própria pressão arterial várias vezes por dia sem necessitar da ajuda de outras pessoas.

O procedimento torna-se muito mais simples, pois basta o paciente assumir a posição adequada, colocar o aparelho em volta do braço e dar a ordem para ele medir a pressão. Em questão de segundos, o resultado aparecerá no monitor.

Apesar de ser muito prático, os aparelhos digitais, se não forem de boa qualidade, podem fornecer resultados não muito confiáveis. Antes de comprar um aparelho digital para medir a pressão, certifique-se que o mesmo tem o selo do INMETRO e foi aprovado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualmente, apenas alguns modelos das marcas Bioland, G-Tech e Geratherm possuem ambos os selos. Procure sempre pela lista de aparelhos certificados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Qual é o melhor local para medir a pressão arterial?

O local mais indicado para se aferir a pressão arterial, seja com o parelho manual ou digital, é o braço. Não há preferência pelo braço esquerdo ou direito. Como a pressão em um dos braços costuma ser ligeiramente diferente do outro, apenas para questões de futura comparação, o ideal é aferir a pressão sempre no mesmo braço.

Muitos aparelhos digitais são feitos para medir a pressão arterial no punho. A medição no punho não é tão confiável quanto a do braço, pois a posição do mesmo durante a aferição é capaz de alterar os resultados. Para que a aferição seja correta, o punho deve estar apoiado em uma mesa na mesma altura do coração. Se o braço estiver para cima ou para baixo, os resultados não serão válidos.

Existem também no mercado aparelhos automáticos que medem a pressão no dedo. Esses aparelhos não são confiáveis, pois a pressão arterial nas extremidades do membro superior é diferente do resto do corpo.

Como já referido, o antebraço é uma opção para pacientes obesos, não devendo ser a primeira opção caso o paciente tenha um braço com circunferência menor que 40 cm.

Em casos extraordinários, a pressão arterial pode ser aferida na coxa ou na panturrilha, mas geralmente isso só é necessários em pacientes que apresentem algum impedimento nos membros superiores.

É proibido o uso do Aparelho de Pressão com Mercúrio!

A partir de 1º de janeiro de 2019 ficou proibida a fabricação, importação e comercialização de aparelhos de pressão que utilizem mercúrio. O uso desses equipamentos também está proibido em serviços de saúde, que deverão realizar o descarte dos resíduos, conforme resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Essa nova determinação cumpre o compromisso assumido pelo Brasil na Convenção de Minamata, acordo internacional firmado na cidade de Minamata, no Japão, em 2013, que debateu os riscos do uso do mercúrio à saúde e ao meio ambiente.