Orquiectomia

A orquiectomia consiste numa cirurgia em que é removido um ou os dois testículos.

Geralmente, esta cirurgia é realizada de forma a tratar ou a prevenir a propagação do câncer de próstata ou para tratar ou prevenir o câncer testicular e câncer de mama no homem, já que são os testículos que produzem maior parte da testosterona, que é um hormônio que faz com que estes tipos de câncer cresçam mais rapidamente.

Além disso, este procedimento também pode ser usado para pessoas que pretendem mudar do sexo masculino para o sexo feminino, de forma a reduzir a quantidade de testosterona no corpo.

Tipos de orquiectomia

Existem vários tipos de orquiectomia, dependendo do objetivo do procedimento:

1. Orquiectomia simples

Neste tipo de cirurgia é removido um ou os dois testículos a partir de um pequeno corte no escroto, o que pode ser feito para tratar câncer da mama ou da próstata, de forma a reduzir a quantidade de testosterona que o organismo produz.

2. Orquiectomia radical inguinal

A orquiectomia radical inguinal é realizada fazendo um corte na região abdominal e não no escroto. Geralmente, a orquiectomia é realizada desta forma, quando é encontrado um nódulo num testículo, por exemplo, de forma a poder testar este tecido e perceber se tem câncer, já que uma biopsia regular pode fazer com que este se espalhe pelo corpo.

Este procedimento também é normalmente usado para pessoas que desejam mudar de sexo.

3. Orquiectomia subcapsular

Neste procedimento, o tecido que está no interior dos testículos, ou seja, a região que produz espermatozoides e testosterona, é removido, preservando a cápsula testicular, o epidídimo e o cordão espermático.

4. Orquiectomia bilateral

A orquiectomia bilateral é uma cirurgia em que ambos os testículos são removidos, o que pode acontecer em caso de câncer da próstata, câncer da mama ou em pessoas que pretendem mudar de sexo.

Como é a recuperação pós-operatório

Geralmente, a pessoa tem alta logo a seguir à cirurgia, no entanto, é necessário que volte ao hospital no dia seguinte para confirmar se está tudo bem. A recuperação pode demorar entre 2 semanas a 2 meses.

Na semana seguinte à cirurgia, o médico pode recomendar a aplicação de gelo no local, para aliviar o inchaço, lavar a região com um sabão suave, manter a região seca e coberta com gaze, usar apenas os cremes e as pomadas que forem recomendados pelo médico e tomar analgésicos e anti-inflamatórios que reduzem a dor e a inflamação.

Deve-se ainda evitar fazer grandes esforços, levantar pesos ou ter relações sexuais enquanto a incisão não estiver sarada. Caso a pessoa tenha dificuldade em evacuar, pode experimentar tomar um laxante leve, para evitar fazer muito esforço.

O médico pode ainda recomendar o uso de um suporte para o escroto, que deve ser usado por cerca de 2 dias.

Quais as consequências da orquiectomia

Depois da remoção dos testículos, devido à redução de testosterona, é provável que ocorram efeitos colaterais como osteoporose, infertilidade, ondas de calor, depressão e disfunção erétil.

Referência:

  1. Silva, Benedito Martins e, Silva Neto, José Ademir Bezerra da e Lima, Roberta Lins deAnálise de complicações em pacientes portadores de câncer de próstata metastático submetidos à orquiectomia bilateral. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões [online]. 2010, v. 37, n. 4 [Acessado 1 Outubro 2022] , pp. 269-273. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0100-69912010000400006&gt;. Epub 29 Out 2010. ISSN 1809-4546. https://doi.org/10.1590/S0100-69912010000400006.

Sistema Endócrino e seus Hormônios

Conhecer as principais glândulas endócrinas e seus hormônios é fundamental para a compreensão do funcionamento do organismo!

Os hormônios são substâncias produzidas pelas chamadas glândulas endócrinas. Essas glândulas produzem secreções que são lançadas diretamente na corrente sanguínea. No nosso corpo, o conjunto dessas glândulas forma o chamado sistema endócrino.

A seguir conheceremos as principais glândulas endócrinas e seus hormônios:

Hipotálamo

  • Fator inibidor da prolactina (PIF) – Inibe a produção de prolactina pela hipófise;
  • Hormônio liberador da corticotrofina (CRH) – Estimula a liberação do hormônio adrenocorticotrófico;
  • Hormônio liberador da tireotrofina (TRH) – Estimula a secreção do hormônio tireoestimulante;
  • Hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) – Estimula a liberação dos hormônios folículo estimulante e luteinizante;
  • Hormônio liberador do hormônio do crescimento (GHRH) – Estimula a secreção do hormônio do crescimento;
  • Ocitocina ou oxitocina – Estimula a contração do útero e a expulsão do leite. Esse hormônio, apesar de ser sintetizado no hipotálamo, é armazenado na porção da hipófise denominada de neuro-hipófise;
  • Vasopressina ou hormônio antidiurético (ADH) – Promove a reabsorção de água pelos rins. Assim como a ocitocina, esse hormônio, após a síntese, é armazenado na neuro-hipófise.

Hipófise ou Glândula Pituitária

  • Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) – Estimula a liberação de hormônios pelo córtex das suprarrenais;
  • Hormônio do crescimento (GH) – Promove o desenvolvimento de ossos e cartilagens, acelerando o crescimento do organismo;
  • Hormônio Folículo Estimulante (FSH) – Promove a espermatogênese no homem e, na mulher, estimula o crescimento dos folículos ovarianos;
  • Hormônio luteinizante (LH) – No homem, estimula a produção de testosterona e, na mulhe,r atua na maturação do folículo ovariano e na ovulação;
  • Hormônio Tireoestimulante (TSH) – Estimula a secreção dos hormônios da tireoide;
  • Prolactina – Estimula a produção de leite nas glândulas mamárias.

Glândula pineal

  • Melatonina – Atua, principalmente, regulando o sono, mas possui funções imunomoduladoras, anti-inflamatórias, antitumorais e antioxidantes.

Tireoide

  • Calcitonina – Diminui os níveis de cálcio no sangue. Possui ação contrária à do paratormônio;
  • Tiroxina – Atua no metabolismo e na respiração celular;
  • Tri-iodotironina – Atua no metabolismo e na respiração celular.

Paratireoide

  • Paratormônio – Aumenta o nível de cálcio no sangue. Possui ação contrária à da calcitonina.

Suprarrenais

Córtex da suprarrenal:

  • Aldosterona – Promove a reabsorção do sódio, garantindo o equilíbrio eletrolítico;
  • Cortisol – Provoca aumento na concentração de glicose no sangue e na mobilização de aminoácidos do músculo esquelético para o fígado.

Medula da suprarrenal

  • Adrenalina e Noradrenalina – Esses dois hormônios são quimicamente semelhantes, produzidos a partir de modificações bioquímicas no aminoácido tirosina.

Quando uma pessoa vive uma situação de estresse (susto, situações de grande emoção etc.), o sistema nervoso estimula a medula adrenal a liberar adrenalina no sangue. Sob a ação desse hormônio, os vasos sanguíneos da pele se contraem e a pessoa fica pálida; o sangue passa a se concentrar nos músculos e nos órgãos internos, preparando o organismo para uma resposta vigorosa.

A adrenalina também produz taquicardia (aumento do ritmo cardíaco), aumento da pressão arterial e maior excitabilidade do sistema nervoso. Essas alterações metabólicas permitem que o organismo de uma resposta rápida à situação de emergência.

A noradrenalina é liberada em doses mais ou menos constantes pela medula adrenal, independentemente da liberação de adrenalina. Sua principal função é manter a pressão sanguínea em níveis normais.

Pâncreas

  • Insulina – Aumenta a captação de glicose pelas células, a síntese de glicogênio e estimula a síntese de proteínas;
  • Glucagon – Promove a gliconeogênese (síntese de glicose) no fígado;
  • Somatostatina – Intervém indiretamente na regulagem da glicemia, e modula a secreção da insulina e glucagon;
  • Amilina – A amilina é um hormônio do tamanho de um peptídeo que é produzida e liberada pelas mesmas células beta do pâncreas, como a insulina. A função da amilina ainda não está completamente compreendida, desde que foi descoberta recentemente, nos últimos 20-25 anos; no entanto, os cientistas estão começando a reconhecer a relevância que esse hormônio desempenha no corpo e como é importante para o controle da glicose;
  • Polipeptídeo Pancreático – Tem como objetivo inibir o pâncreas exócrino e reduzir a libertação da somatostatina;
  • Gastrina – É um hormônio que controla a produção de ácido no estômago.

Testículos

  • Testosterona – Promove o desenvolvimento de características sexuais masculinas e estimula a espermatogênese;
  • Estradiol – É um hormônio, que na qual, em anatomia masculina, atua como importantes efeitos comportamentais. Altos níveis de estradiol são relacionados com uma redução do comportamento competitivo, agressivo e de dominância;
  • Inibina –   é um hormônio cuja função principal é a inibição da produção de Hormônio folículo-estimulante (FSH) pela hipófise. É antagonista (tem efeito oposto) da activina. Existem dois tipos: Inibina A e Inibina B;
  • Androgênicos – Um hormônio masculino produzido pelos testículos a partir do colesterol. Na verdade, são substâncias modificadas quimicamente, a partir da molécula de testosterona, tendo como objetivos diminuir a velocidade de degradação do hormônio original, bem como, tentar evitar os seus efeitos masculinizantes (androgênicos).

Ovários

  • Estrógeno – Promove o desenvolvimento de características sexuais femininas e o aumento do endométrio;
  • Progesterona – Promove o desenvolvimento de características sexuais femininas e garante a manutenção do endométrio;

Estômago

  • Gastrina – É um hormônio que controla a produção de ácido no estômago;
  • Grelina – Também conhecida como o “hormônio da fome”, é um hormônio peptídeo produzida principalmente pelas células épsilon do estômago e do pâncreas quando o estômago está vazio e atuam no hipotálamo lateral e no núcleo arqueado gerando a sensação de fome;
  • Histamina – As células enterocromafins após estímulo da gastrina produz o hormônio histamina que também estimula a secreção de ácido pela estimulação dos receptores H2 das células parietais. A histamina é um cofator necessário para estimular a produção de ácido clorídrico;
  • Neuropeptídeo Y – É um hormônio estimulador de apetite.

Timo

  • Timosina – é um hormônio polipeptídico do timo que influi na maturação dos linfócitos T destinados a desempenhar uma função ativa na imunidade por mediação celular. A timosina pode servir como imunotransmissor, modulando os eixos hipotalâmicos hipofisário-suprarrenal e das gônadas. Também colabora para a neutralização dos efeitos danosos do cortisol.

Fígado

  • Colecistocinina – é uma hormônio gastro-intestinal (GI) que estimula a contração da vesícula biliar e do pâncreas, com digestão de gordura e proteínas. Está relacionado com a digestão e com a sensação de saciedade;
  • Angiotensinógeno – é um hormônio que aumenta a pressão sanguínea quando ativado pela renina.