Arteriopatias

Arteriopatias

Uma Arteriopatia é uma doença onde as artérias são obstruídas impedindo o fluxo de sangue. Trata-se de um problema bastante comum e responsável por grande número de mortes.

Especialmente quando ocorre na aorta, artéria responsável pelo fluxo do sangue do coração para as outras partes do corpo. Porém, com diagnóstico precoce a chance de cura aumenta.

O que Causa uma Arteriopatia?

A oclusão ou obstrução pode acontecer por uma série de motivos:

  • Embolia – que é uma doença do coração, sendo uma condição grave que ocorre quando um coágulo de sangue interrompe o fluxo sanguíneo em uma artéria.;
  • Trombose – que também é uma doença das artérias, ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas;
  • Traumatismo arterial – como, por exemplo, a perfuração da região por uma bala disparada por arma de fogo;
  • Aterosclerose – a progressiva diminuição do calibre arterial leva a uma deficiente irrigação periférica;
  • Vasculites – quando a parede arterial sofre um processo inflamatório, seja ela local apenas, ou parte de uma doença inflamatória generalizada. Entre estas vasculites pode-se citar a Tromboangeite obliterante e a Arterite de células gigantes ou de Takayasu;
  • Aneurisma – é caracterizado pela dilatação anormal de um vaso sanguíneo causado pelo enfraquecimento das paredes do vaso, por trauma ou por doença vascular;
  • Claudicação Vascular – Indica uma oclusão arterial crônica grave (doença arterial periférica), geralmente por aterosclerose. O quadro pode estar relacionado ao uso crônico de cigarro, à hipertensão arterial e processo aterosclerótico.

Quais os sintomas que pode ocasionar?

A dor é o principal sintoma das arteriopatias oclusivas. Normalmente ela começa sem grande intensidade e vai ganhando força com o passar do tempo.

Também há relatos de formigamento, sentimento de frio ou calor intenso, pressão (mesmo que não haja qualquer estímulo), paralisia de membros e palidez nas extremidades do corpo.

A Arteriopatia Funcional

Uma Arteriopatia funcional primária é aquele em que não existe fator orgânico no mecanismo (fisiopatologia) da doença ou tais fatores não podem ser detectados pelos métodos de exame de rotina, e a uma evolução da arteriopatia pode ser aguda ou crônica.

A apresentação clínica aguda caracteriza-se pelo vaso espasmo intenso, demonstrável clinicamente e radiologicamente (arteriografia), ou seja, a síndrome isquêmica aguda.

Nas formas clínicas agudas, o tratamento cirúrgico consiste em bloqueios das cadeias simpáticas e de nervos somáticos, se necessário.

Excepcionalmente, é praticada a cirurgia de ressecção do simpático.

A Classificação das Arteriopatias Funcionais

Agudas

  • Espasmo arterial pós-traumático;
  • Espasmo arterial após embolizações de pequeno diâmetro;
  • Espasmo arterial após trombose venosa maciça.

Crônicas

  • Doença de Raynaud;
  • Distrofia simpática reflexa;
  • Dermografismo;
  • Hiperhidrose essencial;
  • Livedo reticular;
  • Membro fantasma;
  • Acrocionose.

Mistas

  • Eritromialgias;
  • Eritema pérnio;
  • Crioglutiminas e crioglobulinas;
  • Criofibrinogemia;
  • Edema angionecrótico.

Secundárias

  • Arterites (inclusive tromboangeíte de Leo Buerger);
  • Arterioesclerose;
  • Colagenoses.

Como é feito o Diagnóstico?

A Maioria das arteriopatias pode ser diagnosticada através de exames clínicos. O médico pode sentir sua formação apalpando a região. Mas há também várias possibilidades de exames de imagens que facilitam a confirmação do diagnóstico e apresentam também a extensão do problema: ultrassonografia, ressonância magnética e doppler são alguns deles.

Como é tratado?

Nos casos mais leves é possível controlar a situação com a mudança de hábitos alimentares do paciente aliadas ao combate ao sedentarismo.

Nesse caso, o médico tem apenas que acompanhar regularmente o desenvolvimento da obstrução.

Em alguns momentos há a possibilidade do uso de medicamentos. Quando o quadro não apresenta qualquer melhora, a cirurgia se torna a melhor opção.

Se for realizada de forma planejada e antes de uma crise grave, a possibilidade de sucesso é significativamente maior que das operações de emergência.

Os métodos cirúrgicos

Simpatectomia cervico-torácica

Consiste na ressecção do pólo inferior do terceiro gânglio cervical, que normalmente está fusionado com o primeiro gânglio torácico, além do segundo e terceiro gânglios torácicos.

A cirurgia pode ser feita a céu aberto, ou seja, com incisão de cerca de 5 centímetros no bordo superior da clavícula, ou mais freqüentemente, na atualidade, por videotoracoscopia.

Simpatectomia lombar

Consiste na ressecção de gânglios simpáticos lombares em quantidade mínima de 2 a 3 gânglios. As indicações são muito semelhantes às da simpatectomia cervico-torácica, e a cirurgia igualmente pode ser feita por videotoracoscopia ou a céu aberto, por incisão lombar.

Eventualmente, alguns casos de gangrena diabética têm a indicação de simpatectomia lombar, desde que ampliada, com a retirada de mais de 3 gânglios lombares.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Observar e anotar estado de consciência e o nível da dor;
  • Cuidado com os dispositivos invasivos;
  • Mudança de decúbito a cada duas horas;
  • Estimular a deambulação;
  • Troca diária do curativo caso o tenha;
  • Monitorar as extremidades quantos as áreas de calor, vermelhidão, dor ou edema;
  • Manter a hidratação adequada para diminuir a viscosidade do sangue;
  • Elevar o membro afetado conforme orientação médica;
  • Administrar medicamentos para dor conforme prescrição médica;
  • Atentar para utilização diária das profilaxias mecânicas e medicamentosas;
  • Ofertar dieta leve e hipo gordurosa e se em caso de diabéticos, dieta especial para D.M, conforme prescrição médica.

[Button id=”33″]

Taquicardia VS Bradicardia: O que são?

Taquicardia

Taquicardia e bradicardia são termos que são muitas vezes referidos por pacientes cardiopatas, no entanto, eles nem sempre conseguem distinguir as suas diferenças, e podem confundir com palpitações.

O que é a Frequência Cardíaca?

freqüência cardíaca é o número de vezes que o coração bate por minuto e é expresso em batidas por minuto (bpm).

Este valor deve ser coletado por um minuto para maior precisão, sempre entre batidas em ritmos regulares, podendo haver pequenas variações. Em um adulto normal durante o repouso, a freqüência cardíaca é geralmente entre 60 a 120 bpm.

Afinal, o que é uma Taquicardia?

É quando a frequência cardíaca de um adulto ultrapassa os 120 bpm, estamos perante uma taquicardia .

Na taquicardia, o coração bate rapidamente, explicando de uma forma mais simples.

E o que é uma Bradicardia?

É quando a freqüência cardíaca está abaixo de 60 bpm, falamos de bradicardia .

Na bradicardia, o coração bate mais devagar que o normal.

É normal ter uma bradicardia ou uma taquicardia?

É de notar que cada um dos casos deve ser avaliada em contexto sendo pessoas normais sob determinadas circunstâncias, podem representar nenhum bradicardia extrema (por exemplo, durante o sono, com o uso de alguns medicamentos, tais como bloqueadores beta ou de certos antagonistas de cálcio).

E poderá ter taquicardia, sob certas condições onde é considerado normal (por exemplo, febre, exercício, ansiedade, etc) que não correspondem a doenças cardíacas, também é possível exibir distúrbios do ritmo cardíaco em doenças sistêmicas não cardíacas (tais como alguns casos hipertireoidismo).

Taquicardia ou bradicardia também pode ser causada por processos patológicos que merecem exploração mais profunda conforme o caso para tentar definir a sua causa, a fim de olhar o seu melhor alternativa de gestão, nestas circunstâncias deve sempre ser abordadas.

Portanto, em qualquer um desses casos, é melhor ir a uma avaliação médica.

 

O que é a Sobrecarga Atrial?

O que é a Sobrecarga Atrial?

Uma Sobrecarga Atrial pode ser vista através de um laudo de exame feito em um eletrocardiograma (ECG), em um monitor multiparâmetros, e laudos de exames de ecocardiogramas, entre outros.

O Que é uma Sobrecarga Atrial?

É quando há um aumento de volume em um dos átrios, podendo ser o Esquerdo (SAE) ou Direito (SAD). 

Geralmente representa uma dificuldade de esvaziamento do átrio, quaisquer sejam os lados. Na maior parte das vezes pode ser por uma deficiência de abertura da válvula mitral (no caso da SAE). Dependendo da intensidade pode gerar sintomas e arritmias cardíacas.

Entretanto, (nem sempre) pode ser necessário um tratamento medicamentoso ou mesmo um procedimento invasivo como cirurgia ou “plastia” da válvula.

A repolarização ventricular se altera em qualquer mal funcionamento do coração e mesmo em corações sadios, sendo portando uma alteração inespecífica.

As Causas da Sobrecarga Atrial Direita

Podem ser por doenças congênitas:

  • Anomalia de Ebstein;
  • Atresia da válvula tricúspide;
  • Estenose congênita da válvula pulmonar;
  • Síndrome de Eisenmenger;
  • Tetralogia de Fallot;
  • Comunicação interatrial, entre outras.

Ou doenças adquiridas:

  • Cor pulmonale associado ao enfisema pulmonar ou bronquite crônica;
  • Estenose da válvula tricúspide;
  • Insuficiência da válvula tricúspide;
  • Hipertensão pulmonar por inúmeras causas;
  • Cardiomiopatias [dilatada, restritiva e hipertrófica];
  • Fibrilação atrial permanente [arritmia que tem origem nos átrios, podendo ser causa ou consequência da sobrecarga atrial direita], entre outras.

As Causas da Sobrecarga Atrial Esquerda

  • Hipertensão arterial;
  • Doenças da válvula mitral (estenose ou insuficiência da válvula mitral);
  • Doenças da válvula aórtica (estenose ou insuficiência da válvula aórtica);
  • Cardiomiopatias (dilatada, restritiva ou hipertrófica);
  • Doença arterial coronariana;
  • Fibrilação atrial permanente (arritmia que tem origem nos átrios, que pode ser causa ou consequência da sobrecarga atrial esquerda), entre outras doenças.

A sobrecarga atrial esquerda poderá ocorrer isoladamente ou associada à sobrecarga atrial direita (câmara cardíaca localizada acima do ventrículo direito). Essa última condição é chamada de sobrecarga biatrial.

No eletrocardiograma o diagnóstico da sobrecarga atrial é feito através da análise da onda P nas derivações D2 e V1. Eventualmente, em alguns laudos de eletrocardiograma, o termo sobrecarga atrial esquerda poderá ser substituído pela abreviatura SAE ou SAD.

Veja mais em:

[Button id=”204″]

Parada Cardíaca VS Ataque Cardíaco: As Diferenças

Parada Cardíaca

Muitos ainda pensam frequentemente que um ataque cardíaco é a mesma coisa que uma parada cardíaca. Isto, contudo, não são a mesma coisa.

A fim compreender a diferença entre um ataque cardíaco e uma parada cardíaca, é necessário primeiramente compreender o que acontece em ambos os processos.

As diferenciações

O que é o Ataque Cardíaco?

O coração é um músculo, e como todos os músculos exige um fluxo sanguíneo rico em oxigênio. Este oxigênio é fornecido ao coração por artérias coronárias. Um ataque cardíaco ocorre quando há um bloqueio das artérias coronárias, causado frequentemente por um coágulo de sangue. Tal bloqueio, se não resolvido rapidamente, pode fazer com que partes do músculo do coração comecem a morrer. O que podemos lembrar ligeiramente, “quando o coração sofre de algum problema em seu encanamento (artérias coronárias)”.

E o que é a Parada Cardíaca?

Neste caso, uma parada cardíaca, é quando o coração realmente para de bater; considerando que em um ataque cardíaco o coração continua a bater normalmente mesmo que o fluxo sanguíneo ao coração seja interrompido, ou seja, podemos lembrar ligeiramente que “o coração está com problemas elétricos em seu sistema coronário, ou seja, falta energia em seu funcionamento”.

Sintomas de ataque cardíaco e de parada cardíaca

Além de terem um mecanismo fisiológico diferente, os sintomas de um ataque cardíaco e de uma parada cardíaca igualmente variam.

Os sintomas de um ataque cardíaco incluem:

  • Dor no peito: sensação de tensão no centro da caixa torácica, que pode durar por alguns minutos e a dor não diminui nem mesmo se a pessoa estiver em descanso. (Embora  este seja o sintoma mais comum, nem todos os pacientes que têm um ataque cardíaco sentem dor no peito);
  • Espalhamento da dor no peito a outras áreas, como braços, mandíbula, pescoço, costa e abdômen;
  • Falta de ar;
  • Tosse;
  • Chiado;
  • Sensação de estar doente;
  • Ansiedade;
  • Atordoamento ou vertigem;
  • Transpiração;
  • Fraqueza;
  • Palpitação (pulsação do coração visíveis).

Já os sintomas de uma parada cardíaca incluem:

  • Perda de consciência repentina/compreensibilidade;
  • Nenhuma respiração;
  • Nenhum pulso.

A falta do pulso é causada pelo fato do coração parar de bater totalmente durante uma parada cardíaca. Por causa disso, os órgãos do corpo são privados do sangue – o que pode levar à morte.

Os seguintes sinais de aviso podem igualmente ocorrer no período antes de uma parada cardíaca:

  • Dor no peito;
  • Falta de ar;
  • Fraqueza;
  • Vertigem;
  • Palpitação;
  • Náusea.

Causas de ataque cardíaco e parada cardíaca

As paradas cardíacas têm diversas causas potenciais, como:

  • Fibrilação Ventricular: um ritmo anormal do coração (arritmia) onde as câmaras mais baixas do coração (os ventrículos) batem de maneira irregular;
  • Taquicardia ventricular;
  • Doença cardíaca coronária;
  • Mudanças da estrutura do coração;
  • Falha de Pacemaker;
  • Parada respiratória;
  • Bloqueio;
  • Afogamento;
  • Electrocução;
  • Hipotermia;
  • Gota dramática na pressão sanguínea;
  • Abuso de drogas;
  • Consumo excessivo do álcool; e
  • Uma razão desconhecida.

Resumindo…

Há uma diferença entre um ataque cardíaco e uma parada cardíaca.

Um ataque cardíaco ocorre quando o fluxo sanguíneo ao coração é interrompido e uma parte do músculo cardíaco começa a morrer; enquanto uma parada cardíaca ocorre quando o coração para de bater por completo.

São vários os sintomas de um ataque cardíaco.

Ao contrário, os sintomas principais de uma parada cardíaca são inconsciência, falta da respiração e nenhum pulso.

Por fim, há muitas causas diferentes de uma parada cardíaca; considerando que a causa principal de um ataque cardíaco é a doença cardíaca coronária.

Veja mais em:

[Button id=”197″]

Os Ritmos Chocáveis Vs Não Chocáveis em uma PCR

Os Ritmos Chocáveis Vs Não Chocáveis em uma PCR

Os Ritmos Chocáveis Vs. Não Chocáveis em uma PCR  é um diagnóstico de mecanismo que exige imediata monitorização do ritmo cardíaco. O reconhecimento precoce da modalidade ou mecanismo de PCR permite adequar o tratamento e, consequentemente, melhorar a sobrevida da vítima.

Quais são as Modalidades de uma Parada Cardíaca?

A PCR ocorre nas seguintes modalidades:

  • Fibrilação ventricular (FV);
  • Taquicardia ventricular (TV) sem pulso;
  • Atividade elétrica sem pulso (AESP);
  • Assistolia.

Quais são os Ritmos Chocáveis (aqueles que podem ser revertidos)?

Fibrilação ventricular (FV)- É a contração incoordenada do miocárdio em conseqüência da atividade caótica de diferentes grupos de fibras miocárdicas, resultando na ineficiência total do coração em manter um rendimento de volume sanguíneo adequado. No ECG, ocorre a ausência de complexos ventriculares individualizados que são substituídos por ondas irregulares em ziguezague, com amplitude e duração variáveis.

Taquicardia ventricular sem pulso (TV)- É a sucessão rápida de batimentos ectópicos ventriculares que podem levar à acentuada deterioração hemodinâmica, chegando mesmo a ausência de pulso arterial palpável, quando, então, é considerada uma modalidade de parada cardíaca, devendo ser tratada com o mesmo vigor da FV. O ECG caracteriza-se pela repetição de complexos QRS alargados não precedidos de ondas P e, se estas estiverem presentes, não guardam relação com os complexos ventriculares.

Quais são os Ritmos Não Chocáveis (aqueles que podem não podem ser revertidos)?

Atividade elétrica sem pulso (AESP) – É caracterizada pela ausência de pulso detectável na presença de algum tipo de atividade elétrica, com exclusão de taquicardia ou FV. Ao ECG, caracteriza-se pela presença de alguma atividade elétrica organizada que não produz resposta de contração miocárdica eficiente e detectável.

Assistolia – É a cessação de qualquer atividade elétrica ou mecânica dos ventrículos. No eletrocardiograma (ECG) caracteriza-se pela ausência de qualquer atividade elétrica ventricular observada em, pelo menos, duas derivações.

 

Veja mais em:

A Endocardite: O que é?

A Endocardite é uma infecção que atinge parte da camada mais interna do coração, o endocárdio, que está em contato direto com o sangue interno. Também podem afetar as válvulas cardíacas, septo interventricular ou as cordas tendinosas que abrem as válvulas, podendo ser de origem infecciosa ou não, mas pela forte pressão sanguínea local, o endocárdio é uma região pouco protegida pelo sistema imunológico, o que também dificulta seu tratamento eficiente.

Há dois tipos de Endocardite:

A Endocardite Infecciosa

Apresenta-se na forma de uma massa amorfa, chamada de vegetação, que se podem deslocar e atingir diversos pontos do corpo, como os pulmões e o cérebro. É composta de células inflamatórias, plaquetas, fibrina e uma grande quantidade de microrganismos. Costuma ocorrer nas válvulas cardíacas, porém pode ocorrer em outros pontos do endocárdio. Pode ser causado por inúmeras espécies de bactérias ou fungos, embora estes sejam mais raros.

Antes da existência dos antibióticos a doença era quase invariavelmente fatal, sendo que a doença era dividida entre aguda e subaguda conforme o grau de virulência do agente e do tempo de evolução do agente, que varia de dias a meses. Hoje permanece séria, mas com um prognóstico muito melhor. A doença tem fatores de risco, ou seja, situações que facilitam seu aparecimento. Os fatores de risco mais conhecidos para a endocardite são:

  • Certas doenças congênitas do coração (má formações durante a formação do embrião);
  • Certas doenças das válvulas do coração, provocadas por Moléstia reumática, um tipo de reumatismo.
  • Determinados tipos de Prolapso da válvula mitral, uma doença do tecido de sustentação da válvula mitral;
  • Uso de drogas ilícitas endovenosas (toxicomania).

A Endocardite Não-Infecciosa

Também conhecida como marântica, pode ser causada por tumor, doença autoimune (como lúpus) ou por respostas inflamatórias do corpo.

Que Sinais e Sintomas pode apresentar?

Podem ocorrer, entre outros:

  • Febre,
  • Calafrios,
  • Sudorese (suor excessivo),
  • Perda de peso,
  • Mal estar,
  • Perda de apetite,
  • Tosse,
  • Dor de cabeça,
  • Náuseas e;
  • Vômitos.

Como é feito o Diagnóstico?

O diagnóstico é feito por cultura bacteriana, por métodos de ecocardiografia ou pela demonstração de infecção sanguínea através de hemocultura, que permite identificar as bactérias livres no sangue. O endocárdio não é uma superfície fácil de ser infecta, então doenças que favoreçam o desenvolvimento de endocardite, como febre reumática ou prolapso de válvula mitral, devem ser avaliadas também.

Como é feito o tratamento?

O tratamento visa controlar a infecção e, se possível, a correção da causa que predispôs a endocardite. São longos tratamentos, com muitas semanas de internação hospitalar, com uso de um grande número de medicamentos, inclusive antibióticos, e muitas vezes necessitando de cirurgia cardíaca.

Veja mais em:

[Button id=”141″]

A Dextrocardia

dextrocardia

A Dextrocardia é uma condição cardíaca rara em que o coração está apontado para o lado direito do peito, em vez da situação normal, que seria voltado para a esquerda. É uma circunstância presente ao nascimento, ou seja, congênita. Esta patologia pode apresentar vários tipos, uma parte significativa envolve outros defeitos do coração, outros envolvem a área abdominal. O tipo mais simples de Dextrocardia é aquele em que o coração é uma imagem de espelho do coração normal, existindocontudo, outros problemas. Esta condição é rara, muitas vezes, os órgãos abdominais e os pulmões estão igualmente na posição contrária ao normal, por exemplo, o fígado está localizado no lado esquerdo, em vez do normal direito.

Alguns indivíduos com Dextrocardia “tipo espelho”, têm um problema específico que afeta os cílios, os cabelos finos que filtram o ar que entra pelo nariz. Esta condição é chamada de Síndrome de Kartagener. Nos tipos mais comuns de Dextrocardia, os defeitos cardíacos estão presentes em adição ao local anormal do coração. Os defeitos cardíacos mais comuns observados com Dextrocardia incluem:

  • Dupla saída do ventrículo direito;
  • Defeito do endocárdio;
  • Estenose pulmonar ou atresia;
  • Ventrículo único;
  • Transposição dos grandes vasos;
  • Defeito septal ventricular.

Os órgãos abdominais e o tórax dos recém-nascidos com Dextrocardia podem apresentar problemas e não funcionar corretamente. Pode ocorrer uma síndrome muito grave chamada de Heterotaxia. Nesta condição muito específica muitos dos órgãos não estão nos seus lugares habituais podendo comprometer o seu bom funcionamento.

Na Heterotaxia, o baço pode estar completamente ausente. Como o baço é uma parte extremamente importante do sistema imunológico, os recém-nascidos que nascem sem este órgão estão em perigo de contraírem infecções bacterianas graves e mesmo morte. Numa outra forma de Heterotaxia verifica-se a presença de vários pequenos baços mas que podem não funcionar corretamente.

Quais são os principais Sinais e Sintomas da Heterotaxia?

  • Sistema de vesícula biliar anormal;
  • Problemas com os pulmões;
  • Problemas com a estrutura ou a posição dos intestinos;
  • Defeitos cardíacos graves.

Quais são as Causas?

O coração do feto desenvolve-se durante as primeiras semanas de gravidez. Por causas que ainda não estão completamente conhecidas, o coração desenvolve-se apontando para o lado direito do peito, em vez do normal lado esquerdo. Possíveis fatores de risco para Dextrocardia incluem uma história familiar da doença.

E seus sinais e sintomas?

  • Pele azulada;
  • Dificuldade em respirar;
  • Incapacidade de crescer e aumentar o peso;
  • Fadiga;
  • Icterícia (pele e olhos amarelos);
  • Palidez persistente;
  • Episódios de sinusite repetidos;
  • Organização e estrutura anormal dos órgãos abdominais;
  • Coração dilatado;
  • Problemas com a estrutura da caixa torácica e com os pulmões (visível na radiografia tórax);
  • Problemas respiratórios;
  • Taquipneia (frequência respiração aumentada);
  • Pulso rápido.

Como é feito o diagnóstico?

Não existe qualquer sinal da doença se o coração for normal. O diagnóstico baseia-se nos achados clínicos que possam sugerir esta condição. O diagnóstico fica estabelecido com os seguintes meios complementares de diagnóstico:

  • Tomografia computadorizada;
  • Eletrocardiograma (com derivações precordiais invertidas  ao lado direito onde o coração está localizado;
  • Ressonância magnética cardíaca;
  • Ecocardiograma;
  • Radiografia torácica.

Como é feito o tratamento?

A Dextrocardia “tipo espelho completo”, sem defeitos cardíacos, não requer qualquer tratamento. Contudo, é importante que os técnicos de saúde tenham conhecimento desta situação (coração no lado direito do peito), pode ser muito importante na realização de alguns exames e testes.

O tratamento depende sempre da situação específica que carateriza aquele tipo de Dextrocardia. Se estiverem presentes defeitos cardíacos, provavelmente o bebé irá precisar de cirurgia de correção. Normalmente nestes casos é necessário iniciar tratamento farmacológico antes da cirurgia. Estes medicamentos ajudam o bebé a crescer facilitando a intervenção cirúrgica.

Os principais medicamentos utilizados incluem:

  • Diuréticos;
  • Fármacos com função inotrópica;
  • Hipotensores (fármacos para baixar a pressão arterial e aliviar a carga sobre o coração, inibidores da ECA).

Pode também ser necessária cirurgia para corrigir problemas nos órgãos abdominais. As crianças com Síndrome de Kartagener vão precisar de tratamento repetido com antibióticos para sinusite. As crianças com baço ausente ou anormal vão precisar de antibióticos a longo prazo.

Veja mais em:

Como Interpretar o Eletrocardiograma (ECG) de forma divertida e facilmente

O que é a Isquemia Cardíaca?

A isquemia cardíaca (IC) é caracterizada pela diminuição da passagem de sangue pelas artérias coronárias. Geralmente, é causada pela presença de placas de gordura em seu interior, que quando não são devidamente tratadas, podem romper e entupir o vaso, causando angina e infarto.

A isquemia cardíaca pode ser classificada como sendo:

ISQUEMIA CARDÍACA CRÔNICA

Caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura no interior das artérias, cujo principal sintoma é a dor no peito que surge inicialmente, durante esforços e, com o tempo, passa a surgir até mesmo em repouso;

ISQUEMIA CARDÍACA TRANSITÓRIA

Caracterizada pela dor no peito que surge quando o indivíduo encontra-se sob estresse emocional ou estresse físico, e diminui em repouso; Comum em mulheres jovens.

ISQUEMIA SILENCIOSA

Pode não gerar sintomas e afetar o indivíduo descansando, sentado, deitado ou dormindo. Geralmente é diagnosticado durante exames de rotina.

TRATAMENTO PARA ISQUEMIA CARDÍACA

O tratamento para isquemia cardíaca pode ser feito com a tomada de medicamentos como:

-Beta-bloqueadores para reduzir os batimentos cardíacos;

-Estatinas para redução das placas de gordura;

-Antiplaquetários para diminuir a formação de coágulos sanguíneos e o rompimento das placas de gordura;

-Nitratos que dilatam os vasos do coração.

Estes medicamentos só devem ser utilizados sob rigorosa orientação do médico cardiologista. Nos casos mais graves, quando a tomada de medicamentos não é suficiente o médico poderá indicar uma cirurgia.

Alguns fatores de risco como colesterol alto, hipertensão arterial, tabagismo, sedentarismo, diabetes, apneia do sono e crises de ansiedade, podem aumentar o risco de isquemia cardíaca e por isso, o controle de todos estes fatores é importante para o tratamento.

OPÇÕES CIRÚRGICAS

ANGIOPLASTIA CORONÁRIA COM OU SEM STENT

Indicada para doenças agudas, que acometem poucos vasos, vaso único ou vasos secundários, ou até mesmo em pacientes com alto risco para cirurgia aberta.

CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO

Indicada para casos mais graves quando há uma grande obstrução da passagem sanguínea ou um acometimento de muitos vasos ou de vasos importantes. Utiliza as veias safenas e/ou as artérias mamárias como uma ponte, o que regulariza a passagem de sangue pelos vasos do coração. A cirurgia é delicada e o indivíduo poderá ficar internado no hospital por mais de 4 dias, dependendo da sua recuperação. É indicada a realização de fisioterapia ainda no hospital para reabilitação cardíaca precoce.

Sintomas da isquemia cardíaca

– Angina de peito: caracterizada por dor no peito que pode irradiar para nuca, queixo, ombros ou braços;

– Palpitações cardíacas;

– Pressão no peito;

– Falta de ar ou dificuldade para respirar;

– Enjoo;

– Palidez e suor frio;

No entanto, a isquemia cardíaca pode não apresentar sintomas sendo somente descoberta num exame de rotina ou quando gera um ataque cardíaco.

CAUSAS DA ISQUEMIA CARDÍACA

-Doença aterosclerótica : rompimento de placas que se formaram dentro dos vasos;

-Embolia coronariana;

-Lúpus eritematoso sistêmico;

-Poliarterite nodosa;

-Sífilis;

-Doença de Takayasu;

-Hipercoagulabilidade;

-Espasmo coronário;

-Hipertrofia ventricular esquerda;

-Estenose aórtica;

-Tireotoxicose;

-Diabetes mellitus;

-Uso de drogas como cocaína ou anfetaminas;

-Síndrome X.

A causa mais comum da isquemia cardíaca é a aterosclerose, e esta pode ser controlada através da prática regular de exercícios físicos, alimentação pobre em gorduras e açúcares e manutenção do peso ideal.

Veja mais em:

A Sístole e a Diástole

Sístole e Diástole

A contração ventricular é conhecida como sístole e nela ocorre o esvaziamento dos ventrículos. O relaxamento ventricular é conhecido como diástole e é nessa fase que os ventrículos recebem sangue dos átrios.

A contração ventricular força, então, a passagem de sangue para as artérias pulmonar e aorta, cujas válvulas semilunares (três membranas em forma de meia lua) se abrem para permitir a passagem de sangue. Uma vez no interior desses vasos, o retorno do sangue (refluxo) para os ventrículos a partir das artérias aorta e pulmonar é evitado pelo súbito fechamento dessas mesmas válvulas.

[Button id=”59″]