Tipos e Preparação de Leitos

Tipos de Leitos

Os principais objetivos de um leito organizado, é proporcionar repouso, conforto, segurança e bem estar ao paciente, economizar tempo e energia da equipe de enfermagem, e manter a unidade com aspecto agradável.

Definições

  • Cama aberta Quando esta ocupada por paciente;
  • Cama fechada – Quando o leito esta vago;
  • Cama de operado – Quando esta aguardando o retorno do paciente do centro cirúrgico;
  • Preparo da cama aberta;

Material

  • 01 travesseiro;
  • 02 lençóis;
  • 01 cobertor (se necessário);
  • 01 fronha;
  • 01 lençol para móvel (se necessário);
  • 01 rolo para costas (se necessário);
  • 01 forro/impermeável (se necessário);
  • Camisola ou pijama;

Técnica

01 – Lavar as mãos.
02 – Colocar a roupa na mesa de cabeceira.
03 – Explicar o que se vai fazer ao paciente e/ou acompanhante.
04 – Colocar o hamper próximo a porta do quarto.
05 – Desprender a roupa do leito, do lado do paciente e depois vir e ir soltando do outro lado.
06 – Colocar o travesseiro sem fronha na mesa de cabeceira.
07 – Colocar o paciente em decúbito lateral.
08 – Enrolar o móvel e lençol de baixo separadamente, ate o meio da cama e sob o corpo do paciente.
09 – Substituir o lençol de baixo, e o móvel, pela roupa limpa.
10 – Virar o paciente para o lado pronto, nunca o expondo.
11 – Passar para o lado oposto;
12 – Retirar a roupa usada, e descartar no hamper, retirar as luvas, e esticar os lençóis limpos, prendendo-os e fazendo os cantos;
13 – Colocar a fronha no travesseiro, acomodando o paciente;

Obs.: Se o paciente for totalmente dependente, a troca de cama dever ser feita por duas pessoas.

Preparo da cama fechada

Material

  • Luvas de procedimento;
  • 02 Lençóis;
  • 01 Travesseiro;
  • 01 Fronha;
  • 01 lençol para móvel;
  • 01 Cobertor, se necessário;
  • Hamper;

Técnica

01 – Lavar as mãos.
02 – Preparar o material.
03 – Colocar o material no carrinho de banho ou mesa de cabeceira.
04 – Retirar a roupa de cama suja e colocá-los no hamper próximo do leito.
05 – Desprezar as luvas.
06 – Estender o lençol sobre o leito, amarrando as pontas do lençol na cabeceira e nos pés.
07 – Estender o móvel sobre o leito prendendo-o sob o lençol na parte inferior.
08 – Estender o lençol superior e fazer uma meia dobra na cabeceira.
09 – Colocar a fronha no travesseiro.
10 – Colocar o travesseiro na cama.
11 – Recompor a unidade.
12 – Lavar as mãos.

Preparo da cama de operado.

Material

  • Luvas de procedimento;
  • 02 Lençóis;
  • 01 Travesseiro;
  • 01 Fronha;
  • 01 lençol para móvel;
  • 01 Cobertor, se necessário;
  • Hamper;

Técnica

01 – Lavar as mãos.
02 – Preparar o material.
03 – Colocar o material no carrinho de banho ou mesa de cabeceira.
04 – Retirar a roupa de cama suja e colocá-los no hamper próximo do leito.
05 – Desprezar as luvas.
06 – Estender o lençol sobre o leito, amarrando as pontas do lençol na cabeceira e nos pés.
07 – Estender o móvel sobre o leito prendendo-o sob o lençol na parte inferior.
08 Estender o lençol superior e fazer um rolinho de forma que fique no canto da cama.
09 – Colocar a fronha no travesseiro.
10 – Colocar o travesseiro na cama.
11 – Recompor a unidade.
12 – Lavar as mãos.

Lembrando que:

  • O leito dever ser trocado quantas vezes forem necessárias durante o plantão;
  • O leito dever ser preparado de acordo com a suas finalidades;
  • Se o paciente for totalmente dependente, a troca de cama dever ser feita por duas pessoas.

O leito é um fator importante na obtenção de repouso e conforto!

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A Amputação e os Cuidados de Enfermagem

Amputação

A Amputação é a retirada, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro, com o objetivo de aliviar sintomas, melhorar a função e principalmente para propiciar uma qualidade de vida relativamente melhor, sem dor e sem sofrimento.

Quando a integridade do tecido cutâneo mucoso sofre uma lesão, imediatamente é iniciado o processo de cicatrização, que é a cura de uma ferida por reparação e regeneração dos tecidos afetados. A fase inflamatória, começa no momento em que ocorre lesão tecidual e se estende por um período de três a seis dias. Neste período, o organismo é estimulado a utilizar mecanismos tais como a formação de trombos por meio da agregação plaquetária, ativação do sistema de coagulação, o desbridamento da ferida e a defesa contra infecções.

A fase inflamatória é seguida pela proliferativa, onde a atividade predominante neste período é a mitose celular. A característica básica desta fase é o desenvolvimento do tecido de granulação e a reconstituição da matriz extracelular. A fase reparadora se caracteriza pelas mudanças que ocorrem no tecido cicatricial provocadas pela síntese realizada pelos fibroblastos e a lise coordenada pelas colagenases.

As estruturas resultantes desses processos tornam-se mais bem organizadas à medida que sofrem maturação, pois o volume da cicatriz diminui gradualmente e a coloração passa, aos poucos, de vermelho para branco pálido, característico do tecido cicatricial.

Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para retirada de membros no Brasil são por causa do diabetes. São 55 mil amputações por ano no Brasil de pacientes diabéticos. A cada 30 segundos, um diabético tem pé ou perna amputado no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A sobrevida por cinco anos para todos os amputados de membro inferior é menor que 50%, em comparação com 85% para uma população com idade comparada. Os amputados diabéticos apresentam uma sobrevida por 5 anos de apenas 40%.

Dois terços de todas as mortes devem-se à doença cardiovascular.

Como é feito o diagnóstico?

O estado circulatório do membro é avaliado por meio do exame físico e exames diagnósticos. A perfusão muscular e cutânea é importante. Exames de fluxometria por Doppler com ultrassom dúplex, determinações da pressão arterial e PaO2 cutânea do membro são auxílios diagnósticos valiosos. A angiografia é realizada se uma revascularização for considerada uma opção.

Possíveis complicações Potenciais

– Hemorragia;
– Infecção;
– Ruptura cutânea;
– Dor do membro fantasma.

Cuidados de Enfermagem ao Paciente Amputado

– Higiene do coto após amputação

A higiene do coto após uma amputação deve ser feita diariamente e inclui:

  1. Lavar o coto: o coto deve ser lavado com água morna e sabão neutro pelo menos 1 vez ao dia;
  2. Secar o coto: deve ser seco com uma toalha macia, sem raspar na cicatriz;
  3. Fazer massagem em torno do coto: o paciente deve aplicar creme hidratante no coto, como óleo de amêndoas doces, por exemplo, fazendo uma massagem em torno do coto, pois além de hidratar a pele, prevenindo a sua descamação, melhora a circulação e flexibilidade da pele.

Os pacientes com membro amputado devem evitar lavar o coto com água muito quente e usar produtos químicos, inclusive álcool, pois seca a pele, atrasa a cicatrização e promove a fissura da pele.

Além disso, alguns pacientes que têm maior chance de suar, devem lavar o coto várias vezes ao dia, de manhã e à noite, por exemplo.

Protegendo o coto após amputação

O coto deve ser protegido após a amputação com uma ligadura elástica ou com meias de compressão adequadas ao tamanho do coto. Para aplicar corretamente a ligadura elástica e enfaixar o coto, deve-se:

  • Colocar a faixa, começando pelo local mais distante do coto e terminar em cima do coto;
  • Passar a faixa como se estivesse desenhando um 8 e, não dando voltas circulares à volta do coto;
  • Não apertar muito para não comprometer a circulação do sangue, nem deixar muito largo, senão não faz efeito.

As ligaduras de compressão ajudam a diminuir o inchaço do coto e, devem ser ajustadas sempre que estão frouxas, sendo normal, pôr a ligadura até 4 vezes ao dia. No entanto, uma boa solução pode ser usar uma meia de compressão para o coto que é mais confortável, cômoda e prática.

Além disso, é importante higienizar a ligadura corretamente devendo-se lavar à mão com água morna e sabão neutro, evitando o uso de produtos químicos, torcer ou secar na máquina, por exemplo.

Cuidados gerais com o coto amputado

Além dos cuidados de higiene, alivio da dor e enfaixamento do coto, a pessoa com amputação deve:

  • Manter o coto sempre em posição funcional, tal como fazia quando tinha o membro completo, para manter a mobilidade;
  • Exercitar o coto, fazendo pequenos movimentos todos os dias várias vezes ao dia para manter uma boa circulação;
  • Mudar de posição do corpo, para evitar contraturas várias vezes ao dia;
  • Não deixar o coto pendurado fora da cama ou cruzado sob as pernas, nem por objetos pesados sob o coto;
  • Tomar banhos de sol, para receber vitamina D e fortalecer o osso e a pele do coto;
  • Evitar pancadas e ferimentos para não prejudicar a cicatrização do coto.

Além destes cuidados, fazer uma alimentação rica em alimentos cicatrizantes, como comer brócolis, morango ou gema de ovo, por exemplo e, beber muita água ajuda a manter as células da pele e dos tecidos hidratadas e saudáveis, facilitando a cicatrização e prevenindo infeções.

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Skin Tears: Lesão por Fricção

Você já ouviu falar no termo “Skin Tears”? Nada mais é do que a lesão por fricção,  ou seja, é um tipo de ferida traumática associada à pele frágil e delicada. A prevenção destas lesões na pele, especialmente em pessoas idosas, é um desafio porque mesmo pequenos movimentos ou toques podem resultar em danos à pele – a pele “rasga”.

A remoção de adesivos é outra forma de ferir esta pele delicada. Idade avançada, raça branca, pele seca, quedas e batidas e ingestão nutricional inadequada são alguns dos fatores de risco.

Ocorrendo principalmente nas extremidades de idosos e pode levar à:

  • separação da epiderme da derme (ferida de espessura parcial);
  • ou separar totalmente a epiderme e a derme das estruturas subjacentes (ferida de espessura total);

Estima-se que, a cada ano, 1,5 milhões de lesões por fricção acometem idosos institucionalizados e que, até 2030, o número de indivíduos em alto risco para essas lesões será de 8,1 milhões de pessoas, somente nos Estados Unidos.

Fazendo-se cálculos em porcentagem em níveis totais deste tipo de problema, conseguimos descobrir o maior local onde ocorre este tipo de lesão:

– 80% em antebraço e mãos;
– 42% em cotovelos;
– 22% em pernas;
– 13% em mãos;

Quais são os Fatores de Risco?

  • História prévia de lesão por fricção;
  • dade avançada;
  • Sexo feminino;
  • Raça branca;
  • Ingestão nutricional inadequada;
  • Equimoses ou hematomas;
  • Edema;
  • Pele seca e descamativa;
  • Dependência para as atividades de vida diárias;
  • Mobilidade prejudicada;
  • Rigidez e espasticidade;
  • Curativos e fitas adesivas;
  • Uso prolongado de corticóides;
  • Problemas vasculares;
  • Problemas pulmonares;

PELOS FATORES INATOS:

  • Síndrome de Ehlers-Danlos;
  • Deficiência da prolidase;
  • Osteogênese imperfeita;
  • Epidermólise bolhosa;

PELOS FATORES ADQUIRIDOS:

  • Envelhecimento;
  • Nutrição desfavorável;
  • Exposição solar;
  • Uso de alguns tipos de fármacos;

Como prevenir as lesões?

1. Utilizar sabonete com pH balanceado;

2. Utilizar água morna e não friccionar (não esfregar) a pele;

3. Reduzir o tempo do banho;

4. Aplicar, sem massagear, creme umectante (hidratante) com nutrientes especiais em todo corpo (não aplicar nas lesões);

5. Introduzir uma dieta balanceada e considerar a possibilidade de acrescentar nos intervalos uma dieta balanceada industrializada;

Obs: Para pessoas com pele muito frágil é recomendável o banho a cada dois dias, procedendo a higiene íntima diária e a aplicação de cremes umectantes (hidratantes) duas vezes ao dia.

Quais são os tratamento das lesões?

1. A limpeza inicial é muito importante para prevenir infecção e deve ser suficiente para remover toda sujidade de forma delicada para não traumatizar mais e não causar dor. Lavar abundantemente com soro fisiológico é uma boa opção.

2. Para controlar o sangramento, uma boa opção é a cobertura com alginato de cálcio.

3. Realinhar o retalho – quando possível, deve-se “ajeitar” a pele alinhando-a delicadamente sobre a lesão.

4. Opções:

a. Cobrir a ferida com curativo de silicone mantém o retalho no local, reduz a dor e pode ser trocado uma vez por semana. Como é poroso permite que o exsudato (líquido que sai da ferida) passe para as compressas – cobertura secundária – que deve ser trocada diariamente.

b. Hidrogel em placa.c. Compressa de petrolatum.

Obs: para evitar que a pele ao redor fique macerada (excesso de umidade) deve-se protegê-la com produtos de barreira.

Quais são os tempos de cicatrização?

  • Sem perda de tecido: 10 dias;
  • Perda parcial de tecido: 19 dias;
  • Derme exposta: 21 dias.

Quais são os objetivos do tratamento?

  • Reduzir o risco de infecção;
  • Estimular a cicatrização;
  • Diminuir a dor;
  • Obter uma cicatrização de boa qualidade;
  • E a autoconfiança.

Lesão por Fricção

A Irrigação Vesical Contínua: O que é?

Irrigação Vesical

Você está com um paciente sob tratamento urológico, e o médico solicita a Irrigação Vesical de forma contínua nele.

Mas o que é uma Irrigação Vesical?

A Irrigação Vesical em si nada mais é do que a infusão de solução para lavagem contínua da bexiga urinária, geralmente com solução fisiológica a 0,9% gelado ou em temperatura ambiente através de equipos específicos de irrigação, ou por bomba de infusão, em um cateter vesical tipo Folley 3 vias.

Quais são as Indicações?

-Necessidade de introduzir soluções para tratamento de inflamações irritações e infecções da bexiga;
-Prevenir obstruções do trato urinário, removendo coágulos e fragmentos pós-cirúrgicos (Resseção transuretral de próstata e bexiga);
-Prevenção e tratamento de hemorragias da bexiga.

Como é feito o controle?

É feito um comparativo entre o volume infundido em cada bolsa de SF 0,9% e o volume de saída no mesmo período uma vez que também há a saída de sangue em meio ao liquido drenado em coletor de urina sistema tipo fechado que deve ser especificada na anotação como conteúdo amarelo claro, amarelo escuro ou hematúrico.

Por exemplo:

Em uma hora, é infundido 1000ml de soro fisiológico para a bexiga do paciente continuadamente. E em uma hora, contabilizei, 1600 ml de débito pela bolsa coletora do paciente.

Eu preciso subtrair 1000ml, que é o valor do volume total infundido em uma hora de solução fisiológica, ficando somente os 600 ml contabilizados no total, o que quer dizer, que o paciente urinou 600ml naquele período.

Eu preciso também anotar o aspecto da urina do cliente, que pode ser desde hematúrico até amarelo clarinho. Isto é importante pois ajuda na evolução, avaliação e condições para a melhora da via urinária do paciente.

Quem instala o Cateterismo Vesical de Demora?

Conforme esta publicação que enfatizamos sobre o cateterismo vesical de demora, este procedimento é privativo do Enfermeiro, sendo que o papel do técnico de enfermagem é a manutenção e o controle de débito de diurese + irrigação naquele período que é necessário.

O método de instalação é o mesmo de um cateterismo vesical de demora.

Lembrando!

A conscientização da equipe de enfermagem é primordial no sucesso dessa terapia pois se o colaborador não mantiver um fluxo de infusão rápido o suficiente para a necessidade de cada cliente poderá haver a obstrução do cateter, consequentemente o enchimento excessivo da bexiga urinária, um quadro de dor em grande intensidade para o cliente e finalmente o rompimento por pressão da bexiga.

Veja também:

Calculose Renal (Urolitíase)

Cateter Vesical de Alívio

Cateterismo Vesical de Demora

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Os 5 momentos para a higienização das mãos

higienização das mãos

Pode parecer um ato banal, mais um que repetimos automaticamente ao longo do dia, mas a higienização das mãos é a mais básica, barata e eficiente ação para o controle de infecções e prevenção da transmissão de germes. A prática mais importante para prevenir infecções é cuidar da higiene no dia a dia, a começar pela correta higienização das mãos.

Quando devo lavar as mãos?

Deve-se realizar a higienização das mãos antes de entrar em contato com o paciente e após os riscos de exposição de fluídos corporais, após contato com o paciente e também após contato com as áreas próximas ao paciente.

Por que?

Para a proteção do paciente, do ambiente de assistência, evitando a transmissão de micro-organismos presentes nas mãos do profissional e que podem causar infecção, e a fim de evitar a transmissão destes micro-organismos para outros pacientes ou até ao profissional que o manuseia.

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Como fazer uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

Como faz uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

A Fixação de Sondas tanto Naso: Enterais/Gástrica e Oro: Enterais/Gástricas é uma manutenção constante feita pela equipe de Enfermagem.

No estágio de Enfermagem é muito realizado, visando tanto ao aluno quanto ao profissional recém formado, a realizá-los sem medo e com segurança, para o conforto de seu paciente.

Materiais para Realizar uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica

Existem diversos materiais que você possa trabalhar em cima para realizar uma fixação de sonda. Desde esparadrapos, micropores, tensoplast, e até um adesivo próprio para a sonda, que na qual chamamos de “Nasofix”.

Existem pacientes que podem apresentar alergia, sem ao menos saber, de alguns materiais que é realizado a fixação. Sempre busque por alternativas, para que forneça conforto ao paciente.

Os Tipos de Fixação de Sonda Enteral e Gástrica

Como faz uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

Existem diversas formas de realizar uma fixação. Cada profissional desenvolve sua maneira mais prática e esteticamente confortável ao seu paciente, presando sempre pela segurança do dispositivo instalado no mesmo.

A Fixação em “I”

Talvez seja a forma mais comum de fixação que você verá nas instituições. Pode ser feito de material desde esparadrapos até fita microporosa, é cortado um pedaço da fita, entre 5 a 10 centímetros (dependendo da anatomia do paciente), e realizando 4 pequenos cortes neste pedaço, dobrando-as como envelope para dentro (onde encontra-se a cola), e assim, dando o formato de “I”, prendendo a primeira porção e mais grossa no nariz do paciente, e a segunda porção e mais fina em volta da sonda do mesmo. Este tipo de fixação serve tanto para SNE e SNG, e SOE e SOG, o que diferencia para uma orogástrica/oroenteral é o seu tamanho, podendo ser um pouco mais extenso, sua durabilidade é de até 24 horas, se não houver grandes sujidades, ou deslocamento por oleosidade e sudorese excessiva do paciente à região.

Fixação em Tirinhas

Este tipo de fixação é recomendado que utilize de um material chamado de “Tensoplast”, que é uma bandagem elástica, moldável, resistente, permitindo a passagem de ar e umidade, reduzindo o risco de maceração da pele, sendo cortado em uma superfície (recomendado material plástico duro e anti aderente), para realizar o corte mais eficiente, e assim instalando sempre na narina oposta onde se encontra a sonda locada, para fixar firmemente e não ocasionando desconforto ao paciente, além de que, fica esteticamente melhor no mesmo, sua durabilidade é de até 24 horas, se não houver grandes sujidades, ou deslocamento por oleosidade e sudorese excessiva do paciente à região.

Fixação com Nasofix (Adesivo para Sondas Enterais e Gástricas)

Ainda um material que não é usado com tanta frequência na maioria das instituições de saúde, já é um grande avanço para a saúde, pois muitos lugares já começaram a implementar este tipo de fixação. Sua tecnologia proporciona uma anatomia perfeita para a fixação no nariz, garantindo conforto e segurança, previne lesões de pele. É muito prático de utilizar, pois maioria das embalagens mostram de uma maneira ilustrativa como é feito a instalação desta fixação. Além de que, tem uma durabilidade maior, pode ficar fixada em até 7 dias (dependendo do fabricante), se não houver grandes sujidades, ou deslocamento por oleosidade e sudorese excessiva do paciente à região.

Fixação “Bigodinho”

Este tipo de fixação é recomendado que utilize de um material chamado de “Tensoplast”, que é o mesmo citado acima nas tirinhas. Este tipo de fixação é bastante utilizado em pacientes neo/pediátricos, pois ocasiona uma fixação melhor e uma estética melhor ao paciente. Do mesmo modo citado acima, é recomendado recortar um pedaço, medindo o tamanho do paciente neo ou pediátrico, e realizando dois cortes no lado maior cortado, e assim, fazendo um pequeno corte em uma das tiras, deixando um lado livre e menor para fixar primeiramente. Ao fixar no paciente, é recomendado que instale no filtro labial, (antes ter feito a limpeza no local), e assim fixando a parte cortada menor primeiramente na sonda, e a segunda parte maior por cima desta, fazendo uma fixação que lembre um pequeno “bigode”.

Quando é necessário realizar as trocas destas fixações?

As fixações fazem parte do cuidado de enfermagem ao paciente após uma higienização como banho no leito ou íntima (quando há necessidade). É recomendo que troque a cada 24 horas, em exceto para adesivos nasofix, que prorrogam um pouco o tempo de troca, por causa de sua tecnologia duradoura, e em casos de sudorese, êmese, ou algum outro fator, que tenha que realizar a troca da fixação.

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Precauções Padrão: O que são?

Precauções Padrão: O que são?

As Precauções Padrão, também conhecida como Precauções Universais, são medidas de proteção que devem ser adotadas pelos profissionais de saúde que terão contato direto com o paciente.

O que seriam estas medidas?

– Lavar as mãos, antes e após o contato com qualquer cliente/paciente ou material utilizado;

-Uso de luvas de procedimento, quando entrar em contato com qualquer fluído ou exsudato (secreção);

-Máscara e óculos de proteção devem ser utilizados durante os procedimentos em que possam ocorrer respingos de gotas de sangue ou de fluídos orgânicos, prevenindo a exposição de mucosas na boca, nariz e olhos;

-Aventais ou capotes devem ser utilizados nos procedimentos que sabidamente respingam sangue ou fluídos orgânicos, contaminando a roupa;

E o mais importante!

Os profissionais da área da saúde devem tomar medidas preventivas para evitar acidentes, ao manusear e desprezar perfurocortantes como agulhas, instrumentos ou qualquer outro material cortante.

O que são os Tipos de Precauções ou Isolamentos?

O isolamento é um conjunto de medidas técnicas para formar uma barreira asséptica, com o intuito de impedir a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para o outro, aos colaboradores, visitantes, ao meio ambiente.

E os principais são:

Precaução respiratória

São indicadas para pacientes portadores de microrganismos transmitidos por gotículas de tamanho superior a 5 mícrons, que podem ser geradas durante tosse, espirro, conversação ou realização de diversos procedimentos.

(Exemplo: coqueluche, difteria, streptococos pneumoiae, neisseria meningitides e caxumba).

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo ou coorte de pacientes com o mesmo agente etiológico. A distância mínima entre dois pacientes deve ser de 1 metro. A porta pode permanecer aberta;
  2. Máscara deve ser utilizada se houver aproximação ao paciente, numa distância inferior a um metro. Por questões operacionais, as máscaras podem ser recomendadas para todas as vezes que o profissional entrar no quarto. Devem-se incluir os visitantes e acompanhantes;
  3. O transporte dos pacientes deve ser limitado ao mínimo indispensável e, quando for necessário, o paciente deve usar máscara.

Precauções com aerossóis

São indicadas para pacientes com suspeita ou infecção comprovada por microrganismos transmitidos por aerossóis (partículas de tamanho menor que 5 mícrons) que ficam suspensos no ar e que podem ser dispersos a longas distâncias.

(Exemplo: varicela, sarampo, tuberculose).

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo que possua pressão de ar negativa em relação às áreas vizinhas; um mínimo de 06 trocas de ar por hora; e, cuidados com o ar que é retirado do quarto (filtragem com filtros HEPA) antes da recirculação em outras áreas do hospital. As portas devem ser mantidas fechadas;
  2. Proteção respiratória com máscara que possua capacidade adequada de filtração e boa vedação lateral, máscara nº 95. Indivíduos suscetíveis a sarampo e varicela não devem entrar no quarto de pacientes com suspeita ou portadores destas infecções;
  3. O transporte dos pacientes deve ser limitado, mas se for necessário eles devem usar máscara (a máscara cirúrgica é suficiente).

Precauções de contato

Estão são indicadas para pacientes com infecção ou colonização por microrganismos com importância epidemiológica e que são transmitidos por contato direto (pele-a-pele) ou indireto (contato com itens ambientais ou itens de uso do paciente).

(Exemplo: infecções gastrintestinais, respiratória, pele e ferida colonizada, entéricas e grandes abscessos).

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo ou coorte, quando os pacientes estiverem acometidos pela mesma doença transmissível. Os recém-nascidos podem ser mantidos em incubadora. Crianças e outros pacientes, que não deambulam, não requerem quarto privativo, desde que as camas tenham um afastamento maior do que 1 metro entre elas;
  2. Uso de luvas quando entrar no quarto do paciente. Após o contato com material que contenha grande concentração de microrganismos (por exemplo: sangue, fezes e secreções), as luvas devem ser trocadas e as mãos lavadas. Após a lavagem das mãos, deve-se evitar o contato com superfícies ambientais potencialmente contaminadas;
  3. Uso de avental limpo, não estéril, quando entrar no quarto, se for previsto contato com o paciente que possa estar significativamente contaminando o ambiente (diarreia, incontinência, incapacidade de higienização, colostomia, ileostomia, ferida com secreção abundante ou não contida por curativo). O avental deve ser retirado antes da saída do quarto, e deve-se evitar o contato das roupas com superfícies ambientais potencialmente contaminadas;
  4. O transporte de pacientes para fora do quarto deve ser reduzido ao mínimo. As precauções devem ser mantidas durante o transporte;
  5. Os itens que o paciente tem contato e as superfícies ambientais devem ser submetidas à limpeza diária;
  6. Equipamentos de cuidado com os pacientes e materiais como estetoscópio, esfigmomanômetro ou cômoda ao lado do paciente, sempre que possível, devem ser usados somente por um único paciente. Se não for possível, a desinfecção deste material é recomendada entre o uso em um e outro paciente.

Precaução Empírica

As precauções empíricas são indicadas para os casos de pacientes sem diagnóstico definitivo, porém com indícios de infecção por agentes que necessitem de precauções. Devem permanecer até que haja confirmação ou esclarecimento do diagnóstico.

Nestes casos inserem-se:

– Precauções de Contato: diarreias agudas de etiologia infecciosa, erupção vesicular, abcessos ou feridas com exsudato que extravase a cobertura;

– Precauções para Aerossóis: erupção vesicular, tosse com febre e infiltração de lobo pulmonar em qualquer local em paciente HIV positivo;

– Precauções para Gotícula: meningite, exantema petequial e febre.

Isolamento Reverso

Destina-se a paciente cuja resistência à infecção esteja seriamente comprometida.

Ex: leucemia, queimados, pós-cirurgia cardíaca, transplantados AIDS.

Estas precauções consistem em:

  1. Quarto privativo necessário;
  2. Manter a porta sempre fechada;
  3. Capote: deve ser usada por todas as pessoas que entrarem no quarto;
  4. Máscara deve ser utilizada pelo paciente;
  5. Lavagem das mãos, na entrada e saída do quarto do paciente;
  6. Luvas: devem ser usadas por todas as pessoas que têm contato direto com o paciente;
  7. Visitas devem ser limitadas e instruídas quanto aos cuidados a serem tomados dentro do quarto;
  8. Transporte de pacientes: deve ser evitada a exposição do paciente a qualquer fonte de infecção; utilizar técnica empregada em isolamento total para transporte de paciente.

A ANVISA disponibiliza gratuitamente, em seu site, a cartilha sobre os tipos de precauções padrão e diversas informações importantes e relevantes ao assunto.

Veja também:

Técnicas de Curativos

Em um ambiente onde seja em uma Uti, enfermaria, ou na residência do cliente, é indispensável o bom conhecimento técnico para realizar os curativos, acompanhar as cicatrizações e controlar as possíveis infecções. Quem poderá  avaliar as feridas, e indicar o tipo de tratamento, é o enfermeiro, onde o mesmo realiza o exame físico e a anamnese. O técnico de enfermagem as executa, de forma correta, anota os aspectos e características da ferida, e acompanha juntamente com o enfermeiro a evolução da mesma.

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Exemplo de carrinho de curativo.

Um bom curativo começa com uma boa preparação do carro de curativos. Este deve ser completamente limpo. Deve-se verificar a validade de todo o material a ser utilizado. Quando houver suspeita sobre a esterilidade do material que deve ser estéril, este deve ser considerado não estéril e ser descartado. Deve verificar ainda se os pacotes estão bem lacrados e dobrados corretamente.

O próximo passo é um preparo adequado do paciente. Este deve ser avisado previamente que o curativo será trocado, sendo a troca um procedimento simples e que pode causar pequeno desconforto. Os curativos não devem ser trocados no horário das refeições. Se o paciente estiver numa enfermaria, deve-se usar cortinas para garantir a privacidade do paciente. Este deve ser informado da melhora da ferida. Esse métodos melhoram a colaboração do paciente durante a troca do curativo, que será mais rápida e eficiente.

A limpeza das mãos com água e sabão, que deve ser feita antes e depois de cada curativo. O instrumental a ser utilizado deve ser esterilizado; deve ser composto de pelo menos uma pinça anatômica (par de ferro), duas hemostáticas e um pacote de gaze; e toda a manipulação deve ser feita através de pinças e gazes, evitando o contato direto e consequentemente menor risco de infecção.

Material
Exemplo de bandeja de curativo.

Deve ser feita uma limpeza da pele adjacente à ferida, utilizando uma solução que contenha sabão, para desengordurar a área, o que removerá alguns patógenos e vai também melhorar a fixação do curativo à pele. A limpeza deve ser feita da área menos contaminada para a área mais contaminada, evitando-se movimentos de vai-e-vem.

Nas feridas cirúrgicas, a área mais contaminada é a pele localizada ao redor da ferida, enquanto que nas feridas infectadas a área mais contaminada é a do interior da ferida. Deve-se remover as crostas e os detritos com cuidado; lavar a ferida com soro fisiológico em jato, ou com PVPI aquoso (em feridas infectadas, quando houver sujidade e no local de inserção dos cateteres centrais); por fim fixar o curativo com atadura ou micropore.

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Em certos locais o micropore não deve ser utilizado, devido à motilidade (articulações), presença de pêlos (couro cabeludo) ou secreções. Nesses locais deve-se utilizar ataduras. Esta vede ser colocada de maneira que não afrouxe nem comprima em demasia. O enfaixamento dos membros deve iniciar-se da região dista para a proximal e não deve trazer nenhum tipo de desconforto ao paciente.

O micropore deve ser inicialmente colocado sobre o centro do curativo e, então, pressionando suavemente para baixo em ambas as direções. Com isso evita-se o tracionamento excessivo da pele e futuras lesões.

O micropore deve ser fixado sobre uma área limpa, isenta de pêlos, desengordurada e seca; deve-se pincelar a pele com tintura de benjoim antes de colocar o mesmo. As bordas devem ultrapassar a borda livre do curativo em 3 a 5 cm; a aderência do curativo à pele deve ser completa e sem dobras. Nas articulações o micropore deve ser colocado em ângulos retos, em direção ao movimento.

Durante a execução do curativo, as pinças devem estar com as pontas para baixo, prevenindo a contaminação; deve-se usar cada gaze uma só vez e evitar conversar durante o procedimento técnico. Os procedimentos para realização do curativo, devem ser estabelecidos de acordo com a função do curativo e o grau de contaminação do local.
Obedecendo as características acima descritas, existem os seguintes tipos de curativos padronizados:

Técnicas de Curativos

CURATIVO LIMPO

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  • Ferida limpa e fechada;
  • O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas;
  • Após este período, a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão;
  • Utilizar PVPI tópico somente para ablação dos pontos.

CURATIVO COM DRENO

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  • O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado;
  • O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem;
  • Se houver incisão limpa e fechada, o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão;
  • Sistemas de drenagem aberta (p.e. penrose ou tubulares), devem ser mantidos ocluídos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas. Após este período, a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico.
  • Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose, pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local;
  • A mobilização do dreno fica a critério médico;
  • Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho.

CURATIVO CONTAMINADO

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Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância, com ou sem infecção. Por estarem abertas, estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena.

  • O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco;
  • O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem, devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização;
  • O curativo deve ser protegido durante o banho;
  • A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril;
  • A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico;
  • As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas, pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares, produzem hemólise e são absorvidos pelas proteínas, interferindo prejudicialmente no processo cicatricial;
  • Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos;
  • Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab), para monitorização microbiológica;

Tipos de Feridas

  • Agudas – São feridas traumáticas. Características de cicatrização:
    – O processo de cicatrização dura cerca de 06 dias.
                            Sangra ⇒ Coagula ⇒ Desidrata ⇒ Crosta.
  • Crônicas – São feridas de longa duração. Características de Cicatrização:
    – O processo de cicatrização é extenso.
    Migração Celular ⇒Limpeza da Lesão por Fagocitose ⇒ Granulação ⇒ Contração dos Bordos  ⇒Epitelização ⇒Remodelagem.

Finalidade

Tem como finalidade :

  • Aliviar a dor (Analisar a possibilidade de fazer analgesia prévia).
  • Evitar traumas (Aplicar e retirar as coberturas sem traumas, umedecendo a ferida sempre que necessário. Limpar a ferida com solução salina em jatos, utilizando seringa de 20Ml e agulha 40x 12)
  •  Evitar a Infecção (Utilizar técnica estéril e proteger as feridas abertas).
  • Manter a ferida com umidade natural (Após a limpeza da ferida, secar apenas os bordos da ferida).
  • Tratar as cavidades no caso de feridas crônicas (Ocupar o espaço morto com coberturas, favorecendo a cicatrização mais rápida).
  • Tratar as necroses no caso de feridas crônicas (Remover tecido necrótico para acelerar a cicatrização).

Tratamento para Feridas

Feridas Agudas:

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Feridas Crônicas:

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Materiais utilizados para tratamento de feridas

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O que observar e anotar sobre as Feridas:

  • Localização anatômica;
  • Aspecto dos Tecidos Adjacentes: Edema, Coloração, Pulso;
  • Em caso de dúvida, comparar com o membro não acometido pela ferida;
  • Medidas da Ferida – mensurar em sua extensão e profundidade em centímetros na admissão e semanalmente para observar a evolução do tratamento;
  • No caso de haver exposição óssea, prevenir osteomielite;
  • Aspecto e quantidade do exsudato: Seroso, purulento, Sanguinolento, misto;
  • Bordos da ferida: Contração, Maceração, Integridade;
  • Tecidos da ferida: Granulação, Esfacelo, Necrose.

Coleta de Material: A coleta de material, para avaliação de microorganismos nas feridas, deve ser feita com técnica asséptica, após a limpeza da ferida com soro fisiológico 0.9% e, preferencialmente, aspirar o exsudato (se houver coleções fechadas). Se não for possível, o swab só tem valor se colhido profundamente em tecido limpo (livre de esfacelo e necrose) para não dar falso resultado, ou seja, detectar apenas a colonização da ferida. O material colhido deve ser encaminhado ao laboratório o mais brevemente possível.

Placas de Hidrocolóides

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Os Hidrocolóides são curativos contendo agentes em formato gelatinoso, geralmente carboximetilcelulose sódica (NaCMC), pectina e gelatina. São normalmente embalados em placas de filme ou espuma de poliuretano, autoadesivas algumas e impermeáveis à água. De acordo com cada fabricante, a superfície de contato com a ferida pode apresentar variações. Estão disponíveis em placas mais finas ou mais espessas de diferentes formas. Pode ser encontrado também em formato de pasta, empregadas para preenchimento de cavidades.

Os Hidrocolóides atuam por interação com os exsudatos formando um composto úmido gelatinoso entre o curativo e o leito da úlcera; este composto propicia o desbridamento autolítico, otimizando assim a formação do tecido de granulação. Por outro lado, acredita-se que, proporcionando uma cobertura das terminações nervosas expostas no leito da ferida, os Hidrocolóides também auxiliam na diminuição da dor, muito embora os mecanismos que lhes conferem esse atributo ainda não estejam bem elucidados.

Em estado intacto os Hidrocolóides são impermeáveis aos vapores de água, mas com o processo de gelatinização no leito da ferida, o curativo se torna progressivamente mais permeável. A perda de água através do curativo aumenta sua capacidade de contribuir com a formação do exsudato. Por ocasião de sua retirada percebe-se a presença de componente líquido parecido com pus e a emissão de odor característico às vezes bastante intenso.

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Os Hidrocolóides diminuem os eventos infecciosos na medida em que oferecem certa barreira bacteriana. É preciso estar atento para a possibilidade de proliferação de anaeróbios em determinados pacientes.

Indicações principais:

  • Curativo primário ou secundário em feridas com exsudatomínimo ou leve.

Vantagens:

  • Propicia desbridamento autolítico;
  • Dificulta a invasão bacteriana;
  • Pode reduzir a dor;
  • Fácil de aplicar
  • É autoadesivo e de fácil modelagem ao local;
  • Capacidade de absorção de leve a moderada;
  • Pode ser utilizado sob terapia compressiva;
  • Reduz o trauma em áreas de pressão;
  • A troca pode ser feita de 03 a 07 dias (de acordo com as características da ferida).

Desvantagens:

  • Pode aderir fortemente à pele com possibilidade de trauma ao ser removido, razão pela qual sua remoção deve ser feita com os devidos cuidados. Atenção especial quando aplicado sobre pele friável;
  • Com o calor e a fricção amolece e perde o formato;
  • Pode provocar hipergranulação;
  • Não aplicável em feridas com espaços cavitários (exceto no formato pasta).

Obs.: Os hidrocolóides já são conhecidos e utilizados há mais de 20 anos e, apesar de raros, alguns podem provocar dermatite de contacto decorrente de substâncias usadas para conferir maior adesividade ao curativo.

Desaconselhável em:

  • Feridas com exsudato moderado ou abundante;
  • Feridas com franca infecção;
  • Pele do entorno da ferida: muito friável, com eczema ou muito macerada;
  • Feridas com exposição de músculos, tendões ou estruturas ósseas;
  • Alguns fabricantes desaconselham o uso em vasculite ativa;
  • Alguns autores recomendam EXTREMA CAUTELA em diabéticos, vasculite e feridas com componente isquêmico “devido risco aumentado de infecção por anaeróbios”.

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O Enteroclisma e os Cuidados de Enfermagem

Enteroclisma

O Enteroclisma nada mais é que o termo que designa a “lavagem intestinal”, ou seja, consiste no processo de introdução no intestino grosso uma solução medicamentosa, geralmente em âmbito hospitalar soluções glicerinadas, sendo elas medicamentosas ou não, por meio de sonda retal ou por método de Fleet Enema (micro-clister). É feito sob prescrição médica, sendo de competência à equipe de Enfermagem (Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem).

Quais são as Diferenças entre o Enteroclisma e Clister/Enema?

O que diferencia é a quantidade. No Enteroclisma, é utilizado grandes quantidades de líquido, podendo variar entre os POPs Institucionais, uns designam acima de 500ml de solução, outros acima de 150ml, portanto deve sempre consultar o Protocolo Operacional Padrão da Instituição. Já o Clister ou Enema, são infundidas pequenas quantidades de solução, podendo variar entre 50 a 100ml, ou 50 a 500ml, também sendo variado conforme os POPs Institucionais.

Para que é indicado o Enteroclisma?

É indicado principalmente nos Preparos pré-operatórios, exames e também para pacientes obstipados e constipados. Os pacientes constipados podem estar incluídos no grupo dos pacientes acamados que são um público grande em Home Care, todas as formas de estimulo não invasiva são usadas com o intuito de não necessitar a realização do enema, entretanto neste grupo de pacientes acamados, por vezes a realização do procedimento torna-se necessária, para o próprio conforto do paciente.

Quais são os cuidados de Enfermagem neste procedimento?

Que materiais devo usar:

– Irrigador ou frasco com solução;

– Cuba rim;

– Sonda retal;

– Gaze;

– Lubrificante;

– Comadre;

– Lençol impermeável;

– Fralda;

– Luvas de procedimento;

– Biombo.

Como é feito o procedimento:

– Verificar a prescrição médica;

– Explicar ao paciente o procedimento;

– Preparar o ambiente;

– Higienizar as mãos;

– Calçar as luvas;

– Montar o irrigador adaptando a borracha no intermediário a sonda retal;

– Colocar a solução no irrigador, retirar o ar, fechá-lo e colocar na bandeja com os outros materiais;

– Colocar a bandeja sobre a mesa de cabeceira;

– Posicionar o biombo protegendo o paciente;

– Colocar o irrigador aproximadamente 50 cm do nível do paciente;

– Colocar o impermeável forrado com o lençol móvel;

– Colocar o paciente em posição de sims e protegê-lo com um lençol;

– Lubrificar a sonda retal com uma xilocaína (colocar xilocaína na gaze) aproximadamente 4cm;

– Afastar os glúteos com a mão esquerda, e com a mão direita introduzir a sonda no reto, lentamente, de 10 a 15 cm, abrir a pinça e deixar gotejar a solução devagar;

– Oriente o paciente a respirar profundamente;

– Durante a introdução do liquido, observar a reação do paciente;

– Pinçar a extensão no termino da lavagem, desadaptando a sonda da borracha, e colocá-la na cuba rim;

– Pedir ao paciente que retenha o liquido o máximo de tempo possível;

– Colocar a fralda ou oferecer a comadre ou acompanhá-lo ao banheiro;

– Deixar a unidade em ordem;

– Retirar as luvas;

– Lavar as mãos;

– Observar e anotar as características das fezes, o número de evacuações e as reações do paciente durante o tratamento;

– Lavar e guardar o material reutilizável (cuba rim, borracha e irrigador);

– Pinçar a extensão no término da lavagem, desadaptar a sonda e descartar.

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Qual é o benefício do uso do Colchão “Caixa de Ovo”?

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