Como homogeneizar um frasco ampola?

Você provavelmente deve estar se perguntando: Qual é a maneira correta de homogeneizar/misturar um medicamento, certo?

A maneira correta de agitar uma ampola depende do tipo de ampola e do seu conteúdo.

Por que você NÃO deve agitar vigorosamente os frascos ampolas?

  • Agitar pode degradar os medicamentos ou criar bolhas de ar.
  • Agitar pode tornar a solução turva ou até mesmo causar a precipitação de partículas.
  • A agitação pode aumentar o contato com o ar e a luz, acelerando a degradação.

Como você deve fazer?

  • Você pode girar suavemente a ampola entre as palmas de suas mãos (Isso ajuda a misturar o medicamento sem introduzir ar ou contaminantes);
  • Você também pode realizar movimentos circulares suaves com o frasco.

Com esses passos, você evita que o medicamento forme bolhas de ar, o que pode afetar a dosagem correta e a eficácia do medicamento, além do risco de contaminação, onde a agitação excessiva pode causar a liberação de partículas de borracha da tampa do frasco, contaminando o medicamento.

Referência:

  1. RISCOS ESCONDIDOS NAS EMBALAGENS DE MEDICAMENTOS: AMPOLA DE VIDRO E FRASCO-AMPOLA, EMBALAGENS DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS DE PEQUENO VOLUME – ISSN 1678-0817 Qualis B2 (revistaft.com.br)

Organização da Geladeira de Vacinas: Geladeira Comercial

A organização da geladeira comercial de vacinas é fundamental para manter a eficácia e a segurança dos imunobiológicos. De acordo com o Ministério da Saúde, aqui estão algumas orientações:

Geladeira Comercial

São equipamentos de uso comercial que na Rede de Frio são destinados à estocagem de imunobiológicos em temperaturas positivas a +2ºC, devendo, para isto, estar regulados para funcionar nesta faixa de temperatura. A vacina pode estar entre +2ºC e +8ºC sem sofrer perda de potência, em armazenamento.

As geladeiras comerciais comuns utilizadas na Rede de Frio dos estados, geralmente em instância regional ou municipal de grande porte, são as que estão entre 600 a 1.200 litros de capacidade, equipadas com um pequeno evaporador e quatro ou seis portas.

O seu funcionamento em relação à geladeira doméstica diferencia na circulação do ar interno, tendo em vista que na geladeira comercial o ar é é movimentado por um ventilador. A espessura do isolamento das paredes dessas geladeiras deve ser de no mínimo 5cm.

Prateleiras

• Na primeira prateleira devem ser armazenadas as vacinas que podem ser submetidas à temperatura negativa (contra poliomielite, sarampo, febre amarela) empilhadas nas próprias embalagens (caixas), tendo-se o cuidado de deixar um espaço entre as pilhas, permitindo a circulação de ar entre as caixas;

OBSERVAÇÃO: considerando que a instância regional e/ou estadual possui freezers para armazenamento de vacinas à temperatura de -20ºC, esta prateleira pode, com os devidos cuidados, ser utilizada para as vacinas conservadas em temperatura entre +2ºC e +8ºC.

CUIDADOS: dispor essas vacinas afastadas, no mínimo 15cm (quinze centímetros) da parede de fundo da geladeira (na parede de fundo da primeira prateleira está localizado o ponto mais frio desta geladeira). Deve-se ter também o cuidado de deixar um espaço entre as pilhas permitindo a circulação de ar entre as caixas.

Na segunda prateleira devem ser armazenadas as vacinas que não podem ser submetidas à temperatura negativa (dT, DTP, Hepatite B, Hib, influenza, TT, BCG, Pneumococo, pólio inativada, DTaP) e portanto devem ser armazenadas em temperatura a +2ºC, empilhadas nas próprias embalagens (caixas), tendo-se o cuidado de deixar um espaço entre as pilhas permitindo a circulação de ar entre as caixas;

• Na segunda prateleira, no centro, colocar termômetro de máxima e mínima na posição vertical (em pé);

• Na terceira prateleira pode-se colocar caixas com soros ou com as vacinas de conservação a +2ºC, empilhadas nas próprias embalagens (caixas), tendo-se o cuidado de deixar um espaço entre as pilhas, permitindo a circulação de ar entre as caixas;

• No compartimento inferior deve-se manter no mínimo 30 garrafas com água colorida à base de iodo ou corante. Esse procedimento é importante porque contribui para a manutenção da temperatura interna a +2ºC e para que na falta de energia elétrica ou defeito do equipamento a elevação da temperatura interna seja mais lenta;

• Para abastecer a geladeira com a quantidade de garrafas recomendadas no item acima é necessário considerar:

a) Se as garrafas com água estiverem à temperatura ambiente deverão ser colocadas apenas duas unidades por dia até atingir a quantidade recomendada (30 garrafas), evitando-se, desta forma, modificação abrupta de temperatura no interior da geladeira, levando as vacinas a choque térmico.

b) Se as garrafas com água já estiverem refrigeradas pode-se colocá-las de uma só vez.

OBSERVAÇÃO: as garrafas devem ser tampadas para que a água não evapore (a evaporação da água contida nas garrafas contribui para a formação de gelo no interior da geladeira).

Cuidados Básicos

•Fazer a leitura da temperatura diariamente no início da jornada de trabalho da manhã e no da tarde e ao final do dia, registrando-se no formulário de controle diário de temperatura;

• Manter afixado, em cada porta do equipamento, aviso para que a geladeira não seja aberta fora do horário de retirada e/ou guarda dos imunobiológicos ou mensuração de temperatura;

• Usar tomada exclusiva para cada geladeira;

• Instalá-la distante de fonte de calor, de incidência de luz solar direta, a 20cm da parede e a 40cm de outro equipamento;

• Instalá-la bem nivelada, em ambiente climatizado à temperatura de até +18ºC;

• Colocar na base da geladeira suporte com rodas;

• Não permitir armazenar outros materiais;

• Certificar-se de que a porta está vedando adequadamente.

OBSERVAÇÃO: para verificar se a borracha da porta da geladeira está vedando adequadamente, deve-se pegar uma tira de papel com 3cm de largura aproximadamente e colocá-la entre a borracha da porta e a geladeira.

Se ao puxar o papel a borracha apresentar resistência está em perfeito estado, porém, se o papel sair com facilidade deverá ser trocada a borracha. Este teste deverá ser feito em vários pontos da porta, especialmente nos quatro ângulos.

• Fazer o degelo a cada 15 dias ou quando a camada de gelo for superior a 0,5cm;

• Não colocar qualquer elemento na geladeira que dificulte a circulação de ar.

Termostato

O termostato é um mecanismo destinado a abrir e fechar um circuito elétrico, permitindo a passagem ou não da corrente elétrica, mediante um dispositivo termostático que atua por meio de mudança de temperatura no equipamento de refrigeração.

É utilizado para pôr em funcionamento o compressor do sistema, ou para desligá-lo quando a temperatura alcançada for a pretendida.

Dentre a grande variedade de termostatos, para os mais diversos usos, distinguem-se três tipos:

1. termostato para ambiente;
2. termostato para líquido;
3. termostato para evaporador.

O botão de regulagem vai permitir que o compressor seja acionado por mais ou menos tempo. Os números ou letras indicados no botão de regulagem dos termostatos não têm relação direta com a temperatura; indicam, apenas, se o compressor funcionará por mais ou menos tempo.

Ajuste do termostato – Regulagem da temperatura

Para regular a temperatura deve-se colocar um termômetro dentro do gabinete frigorífico, efetuando-se a seguir os ajustes do termostato, movendo-se o botão de regulagem para a esquerda ou direita, segundo a temperatura desejada.

Cada movimento de ajuste, por mínimo que seja, deve ser realizado em várias sessões e depois de transcorrido certo tempo entre os ajustes (uma hora para cada ajuste). Isso é de grande importância, haja vista que o sistema requer certo tempo para estabilizar a temperatura.

O compressor deve funcionar segundo um determinado ciclo (funcionando e desligando por intervalos de tempo) que será uma referência de que o sistema está funcionando com a temperatura requerida sendo alcançada, e com o termostato automaticamente conectando e desconectando o compressor por sensibilidade à temperatura.

A regulagem do termostato da geladeira para atingir a temperatura mínima de +2 °C é feita no sentido de se evitar que, durante as horas noturnas, a parte posterior da primeira prateleira chegue a apresentar temperaturas negativas.

Ao se fazer o sistema funcionar em temperatura determinada, pode acontecer que não se consiga uma grande precisão, em virtude do equipamento utilizado ou da qualidade do termostato. É necessário, portanto, procurar uma temperatura média entre os intervalos daquelas requeridas.

Recomendações

• Ao ajustar a temperatura, deve-se ter o cuidado de abrir a porta somente no ato de regular e ler o termômetro;

• as leituras de temperatura devem ser feitas depois de transcorrido pelo menos uma hora para cada ajuste;

• a abertura da porta por um tempo de três minutos, em ambiente com uma temperatura externa de 40°C, ocasiona modificação da temperatura interna da geladeira de tal forma que serão necessários 30 minutos, em média, para que a temperatura original se estabilize;

• ao iniciar o funcionamento de um equipamento novo, não coloque as vacinas de imediato. É necessário, primeiro, testar a estabilidade do aparelho, por um período de 24 horas;
• dentro do espaço frigorífico de um equipamento de refrigeração nem sempre existe uma mesma temperatura em todo o ambiente, por isto deve-se localizar quais as variações internas de temperatura, o que se faz deslocando o termômetro para vários pontos distintos, ou colocando um termômetro em cada um destes pontos;

• o equipamento de refrigeração pode apresentar temperaturas diferentes, dependendo do horário em que são feitas as leituras (manhã, tarde ou noite). Geralmente as emperaturas registradas pela manhã são mais baixas que as da tarde, tendo em vista que à noite a temperatura ambiente é mais baixa e a geladeira não é aberta.

Limpeza da geladeira

Para que sejam mantidas as condições ideais de conservação dos imunobiológicos, deve-se fazer a limpeza da geladeira periodicamente, a cada 15 dias, ou quando a camada de gelo atingir 0,5 centímetro. Para isso, recomenda-se:

• transferir os imunobiológicos para outra geladeira, se houver, ou para uma caixa térmica com gelo reciclável, mantendo a temperatura recomendada (+2ºC a +8ºC) e vedar as caixas com fita gomada;

• desligar a tomada e abrir as portas da geladeira e do congelador, até que todo o gelo aderido se desprenda: não usar faca ou outro objeto pontiagudo para a remoção mais rápida do gelo, pois esse procedimento pode danificar os tubos de refrigeração.

• não mexer no termostato;

• limpar a geladeira com um pano umedecido em solução de água com sabão neutro, ou sabão de coco, por exemplo. Não jogar água no interior do refrigerador;

• após a limpeza:

– ligar a geladeira;
– recolocar o termômetro, as 12 garrafas e o gelo reciclável;
– manter as portas fechadas por uma hora, verificando a temperatura após esse período. Quando a mesma estiver entre +2ºC e +8°C recolocar as vacinas e soros nos seus devidos lugares.

OBSERVAÇÃO: Para verificar se a borracha da porta da geladeira está vedando adequadamente, deve-se pegar uma tira de papel com 3cm de largura aproximadamente e colocá-la entre a borracha da porta e a geladeira. Se ao puxar o papel a borracha apresentar resistência está em perfeito estado, porém se o papel sair com facilidade deverá ser trocada a borracha. Este teste deverá ser feito em vários pontos da porta, especialmente nos quatro ângulos.

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. rdc0476_10_03_2021.pdf (saude.gov.br)
  3. nota-tecnica-no-12.pdf (www.gov.br)
  4. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação (fiocruz.br)

As luvas de procedimento durante o preparo de um medicamento

A utilização de luvas de procedimento no preparo de medicamentos é uma prática que visa garantir a segurança tanto do profissional de saúde quanto do paciente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de luvas deve ser considerado como um dos elementos das precauções padrão, que são medidas de controle de infecção destinadas a minimizar o risco de transmissão de patógenos.

No contexto da preparação de medicamentos parenterais, as luvas atuam como uma barreira física, protegendo as mãos dos profissionais de possíveis contaminações por substâncias perigosas e reduzindo o risco de transmissão de infecções.

Indicações para uso de luvas na atenção de saúde

O Anexo A do documento “OMS/SIGN: Jogo de Ferramentas para Segurança das Injeções e Procedimentos Correlatos” fornece diretrizes específicas sobre quando o uso de luvas é indicado na atenção à saúde.

Por exemplo, recomenda-se o uso de luvas sempre que houver a possibilidade de contato com sangue, fluidos corporais, secreções, excreções e itens contaminados.

Além disso, o uso de luvas é aconselhado durante o preparo de antibióticos (que ao contato com mucosas da unha pode prejudicar o profissional, criando resistência a série de antibióticos),  manuseio de objetos cortantes ou perfurantes e ao tocar mucosas ou pele não íntegra.

É importante ressaltar que as luvas não substituem a necessidade de higiene das mãos, que continua sendo uma das medidas mais eficazes na prevenção da transmissão de infecções. As mãos devem ser higienizadas antes de colocar as luvas e imediatamente após a sua remoção.

Além disso, as luvas devem ser descartadas de maneira adequada após o uso para evitar a contaminação cruzada.

Uso de luvas Estéreis

No preparo de medicamentos parenterais, o uso de luvas estéreis é recomendado para manipulações que exijam técnica asséptica, como a preparação de quimioterápicos ou de soluções para nutrição parenteral.

Uso de luvas de procedimento não estéreis

Em procedimentos que não requerem técnica asséptica estrita, como a administração de medicamentos por via intravenosa, podem ser utilizadas luvas não estéreis, desde que sejam seguidas as demais precauções padrão.

A decisão sobre o uso de luvas deve ser baseada na avaliação do risco de exposição a agentes infecciosos e na possibilidade de contaminação dos medicamentos.

Profissionais de saúde devem estar cientes das recomendações locais e das diretrizes estabelecidas por órgãos competentes, como a OMS, para garantir a segurança e a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes.

Em resumo, o uso de luvas de procedimento no preparo de medicamentos é uma medida de segurança essencial que protege tanto os profissionais de saúde quanto os pacientes.

As diretrizes da OMS/SIGN oferecem um conjunto de práticas recomendadas que ajudam a orientar os profissionais na utilização adequada de luvas, contribuindo para a prevenção de infecções e para a promoção de um ambiente de atenção à saúde mais seguro.

Para mais informações detalhadas, é possível consultar o documento completo da OMS/SIGN.

Referência:

  1. OMS/SIGN: Jogo de Ferramentas para Segurança das Injeções e Procedimentos Correlatos

Prevenção de Quedas: Principais Medidas

A prevenção de quedas é uma preocupação significativa no ambiente de saúde, visando a segurança dos pacientes e a qualidade do atendimento.

O Protocolo de Prevenção de Quedas integra uma série de medidas proativas que buscam minimizar os riscos e as consequências das quedas nos estabelecimentos de saúde.

Essas medidas incluem a avaliação de risco do paciente, que deve ser realizada diariamente para identificar aqueles que possuem maior probabilidade de queda.

Além disso, é fundamental a implementação de um ambiente seguro, com pisos nivelados, ausência de objetos soltos no chão e sinalização adequada de áreas molhadas ou potencialmente perigosas.

Medidas que integram o protocolo de Prevenção de Risco de Quedas

Avaliação do risco de queda

A avaliação do risco de queda deve ser feita no momento da admissão do paciente com o emprego de uma escala adequada ao perfil dos pacientes da instituição. Essa avaliação deve ser repetida diariamente até a alta do paciente. Nesse momento, também se deve avaliar a presença de fatores que podem contribuir para o agravamento do dano em caso de queda.

Segundo alguns autores, os fatores de risco intrínsecos funcionais incluem:

  • Idade acima de 65 anos
  • Alterações do nível de consciência
  • Distúrbios do equilíbrio
  • Déficit motor
  • Déficit sensorial
  • Síncope
  • Incontinência urinária
  • Incontinência fecal
  • Uso de medicamentos (sedativos, anti-hipertensivos etc.)
  • Hipotensão postural
  • História de queda recente.

Os fatores intrínsecos relacionados às patologias são:

  • Doenças osteomioarticulares
  • Neurológicas
  • Otológicas
  • Cardiovasculares

Prevenção de quedas em instituições de saúde

  • Utilização da Escala de Morse;
  • Após avaliação e identificação do paciente em risco de queda, realize a prescrição de enfermagem com as medidas profiláticas (pelo enfermeiro);
  • Realize a identificação do paciente com risco de queda por meio de pulseira e/ou de sinalização à beira do leito;
  • Identifique o prontuário do paciente com a etiqueta de risco de queda;
  • Os pacientes com risco de queda devem ter supervisão intensiva, sobretudo aqueles que apresentarem confusão mental. Nessa situação, procure conscientizar a família sobre a importância da presença de um acompanhante;
  • Comunique à equipe multiprofissional sobre o risco de queda do paciente;
  • Oriente a equipe e o acompanhante para que acompanhem o paciente na ida ao banheiro e não o deixem sozinho, inclusive durante o banho. Recomenda-se deixar uma luz do banheiro acesa à noite. Se o paciente tiver vários fatores de risco e estiver sem acompanhante (sozinho no quarto), mantenha a porta do quarto aberta;
  • Deixe a área de circulação do quarto livre de móveis e utensílios;
  • Identifique as solicitações de exames externos com etiqueta de risco;
  • Registre no prontuário do paciente todas as intervenções realizadas;
  • Entregue a orientação institucional sobre a prevenção de quedas (panfletos etc.), ao paciente e ao acompanhante, no primeiro dia de internação;
  • Reforce e acrescente as orientações, à equipe e ao acompanhante, quando surgirem outros riscos (introdução de medicamentos, intervenções cirúrgicas, piora do quadro clínico etc.);
  • Oriente a equipe e o acompanhante para que auxiliem o paciente na saída e no retorno ao leito, na transferência do leito para a maca, cadeira de rodas e poltrona;
  • Oriente a equipe multiprofissional e o acompanhante para que mantenham as grades do leito do paciente com risco de quedas sempre elevadas;
  • Mantenha a cama na posição baixa, se possível, e com as rodas travadas;
  • Mantenha a campainha e os objetos pessoais ao alcance do paciente;
  • Avalie a necessidade de realizar a contenção mecânica do paciente no leito, em razão de seu estado mental. A contenção somente deve ser realizada quando todas as demais intervenções tiverem sido ineficazes e o paciente estiver em condição de ser um risco para si mesmo;
  • Explique ao paciente e ao acompanhante o tipo de calçado que o paciente deve usar: com solado antiderrapante e fácil de calçar;
  • Sempre que necessário, acione as equipes de manutenção e limpeza do serviço de saúde a fim de manter o ambiente (quartos, corredores, banheiros) em boas condições de circulação (piso limpo, seco, livre de irregularidades e obstruções).

Na ocorrência de queda

  • Em caso de queda, encaminhe o paciente ao leito, comunique a enfermeira e o médico da unidade ou de plantão;
  • Verifique e anote no prontuário do paciente e na ficha de ocorrência de quedas, de maneira clara e completa, as circunstâncias em que ocorreu a queda, incluindo:
    • Risco de queda, identificado no dia em que ela ocorreu;
    • Período do dia em que ocorreu o evento;
    • Local da queda;
    • Como ocorreu a queda;
    • Se o paciente estava sozinho ou com acompanhante;
    • Se o paciente estava confuso;
    • Se houve testemunhas;
    • Se o paciente acionou a campainha ou chamou antes da queda;
    • Quais as medicações em uso;
    • Se havia prescrições voltadas à prevenção de quedas no prontuário do paciente;
    • A conduta médica – registro indispensável.

– Verifique e anote as condições externas que colaboraram para a queda, como a altura da cama, se estava com as grades baixadas, se a campainha do quarto e banheiro estavam
funcionando. Registre também o quadro de pessoal da unidade e como foi feita a divisão de trabalho naquele dia;

– Solicite avaliação médica, mesmo quando parecer que não houve lesões e que o paciente está bem (os pacientes podem não valorizar alguns sintomas porque não os associam com a queda) Preste atenção às reações do paciente nas 24 h seguintes;

– Encaminhe a ficha de ocorrência de queda para a coordenação de enfermagem e para a comissão de prevenção de quedas para análise;

– Acompanhe o monitoramento do paciente após a queda, com a comissão de prevenção de quedas ou com o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).

Referências:

  1. protocolo-de-prevencao-de-quedas (www.gov.br)
  2. PR.MULT_.002-00-Protocolo-de-Prevencao-de-Queda-1.pdf (ints.org.br)
  3. 13404490571782_Protocolo_Prevencao_de_Quedas__15-10-2009.pdf (saudedireta.com.br)

Nebulização/Inalação: Cuidados de Enfermagem

A nebulização é a administração de medicamentos nas vias respiratórias superiores (VAS) por meio de um dispositivo que libera medicações aerossóis. Esses aerossóis chegam ao tecido epitelial mucoso do trato respiratório.

Objetivos da Nebulização

    • Umidificar as vias aéreas superiores.
    • Aliviar inflamações e congestões.
    • Fluidificar secreções das vias aéreas superiores.
    • Estimular a tosse.
    • Diminuir o edema nas vias aéreas superiores.
    • Administrar medicações por via respiratória.

Materiais Necessários

    • Bandeja.
    • Fonte de oxigênio ou ar comprimido.
    • Intermediário (chicote) de oxigênio ou ar comprimido.
    • Solução prescrita em uma seringa com identificação.
    • Seringa para medir a dose, se necessário.
    • Nebulizador com máscara.
    • Fluxômetro de oxigênio ou ar comprimido.

Técnica para Realizar a Nebulização

    • Higienize as mãos.
    • Explique o procedimento ao paciente ou familiar.
    • Separe os materiais necessários na bandeja.
    • Leve o material até o paciente.
    • Realize a higiene das mãos.
    • Coloque o paciente em posição de Fowler.
    • Conecte o inalador à fonte de oxigênio ou ar comprimido.
    • Coloque o medicamento dentro do copo do nebulizador.
    • Abra a válvula do fluxômetro entre 3 a 6 L/min.
    • Observe a formação de névoa (fumaça).
    • Em casos de crianças, retire a chupeta.
    • Adapte a máscara do inalador ao paciente, utilizando o elástico e mantendo o copo do nebulizador na posição vertical.

A equipe de enfermagem (técnicos e enfermeiros) é responsável pela administração correta da nebulização.

Mantenha sempre os cuidados necessários para garantir a segurança e eficácia desse procedimento.

Referências:

  1. HUUFSC
  2. FMSC

Fixação de AVP: Método alternativo

Sabemos que a ANVISA ( Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde , 2017)  recomenda o uso de películas transparentes estéreis, porém na realidade de muitos profissionais no Brasil, essa tecnologia ainda não está ao seu alcance (vários hospitais não disponibilizam este material).

A maioria tem em seu alcance fitas adesivas (microporosas e esparadrapos), no entanto temos que ter pensamento crítico, utilizar de meios que são disponibilizados para poder dar continuidade ao tratamento.

Método alternativo

Um método alternativo para quem não tem o recurso para películas transparente estéreis, você pode fazer:

  • Recortar duas tiras maiores (um para base e outra para cobertura com identificação), e outra menor (para fixar o cateter);
  • Posicionar a primeira tira maior na base entre a pele e o cateter (assim ajuda a não escorregar o cateter);
  • Utilizar a tira menor para entrelaçar ente cateter e a base (nó de gravata ou borboleta, “borboletinha”);
  • Fixar a tira maior de identificação entre o cateter e a base.

Seria tão mais fácil se o sistema de saúde funcionasse corretamente no Brasil, não precisaríamos ter que recorrer a estas alternativas.

Referência:

  1. EBSERH

Devo ou não coletar sangue com braço garroteado?

O garrote é um dispositivo utilizado durante a coleta de sangue para facilitar a localização das veias.

Ele deve ser colocado no braço do paciente próximo ao local da punção, geralmente a cerca de 4 a 5 dedos ou 10 cm acima do local de punção.

No entanto, é importante lembrar que o garrote não deve ser deixado no braço do paciente por mais de 1 minuto!

Por que não devo deixar o braço garroteado durante a coleta de sangue?

O tempo de garroteamento não pode ultrapassar 1 minuto, pois há riscos associados a isso.

Primeiro, existe o risco de hemólise, que é a destruição das células sanguíneas. Além disso, ocorre o aumento da pressão intravascular, resultando no extravasamento de água e eletrólitos do plasma para o espaço extravascular.

Isso leva ao aumento da concentração de células, enzimas, proteínas e outros elementos ligados a proteínas, como o colesterol, cálcio, ferro e triglicerídeos.

Portanto, é essencial que o garrote seja retirado assim que o sangue começar a fluir pelo tubo ou seringa durante a coleta.

Embora o garrote facilite a localização das veias, o garroteamento prolongado pode afetar os resultados de certos exames.

Pesquisadores italianos já comprovaram o aumento de analitos no sangue após 1 e 3 minutos de estase venosa.

Portanto, a prática padrão é manter o tempo de garroteamento dentro desse limite seguro para garantir resultados precisos e minimizar qualquer impacto negativo na saúde do paciente.

Referências:

  1. Lippi G, Salvagno GL, Montagnana M, Brocco G, Guidi GC. Influence of short-term venous stasis on clinical chemistry testing. Clin Chem Lab Med. 2005;43(8):869-75. doi: 10.1515/CCLM.2005.146. PMID: 16201899.

Banho no leito: Por onde começo?

banho no leito é necessário para a higiene pessoal do paciente acamado, seja em casa, clínica ou hospital, quando ele têm limitações físicas para tomar o banho no chuveiro.

Geralmente, no hospital o banho de leito é realizado pelo profissional de saúde (enfermeiro ou técnico de enfermagem), mas em casa é muito comum que um familiar (ou um cuidador) seja responsável por essa tarefa diária.

Para estas pessoas que não tem experiência e o preparo profissional adequado, listamos algumas dicas de como realizar o banho no leito da forma correta e segura.

Dicas de como dar o banho no leito em pacientes acamados

Quando temos um paciente acamado, sem mobilidade ou com nenhuma condição de segurança para sair do leito até o chuveiro, o banho é realizado na própria cama. Há vários tipos banho no leito e produtos, e hoje vamos falar do banho com irrigação, realizado de forma segura, completa e se aproxima da experiência do chuveiro pois permite o uso de água corrente.

Este banho no leito úmido, é completo e se aproxima da experiência de um banho normal, que nós estamos acostumados, embora com um volume muito menor de água.

Materiais necessários e como é o passo a passo recomendado

  1. Tenha em mãos um jarro de água ou uma mangueira conectada ao chuveiro, para iniciar o preparo do banho. A água deve estar em temperatura adequada para o conforto do paciente (mais quente no inverno e ambiente no verão).
  2. Tenha uma bacia ou balde para desprezar a água utilizada durante o banho
  3. Produtos de higiene (uso pessoal) como sabonete, shampoo, algodão etc
  4. Toalhas (uma para o rosto e outras necessárias para o corpo)
  5. Roupas, fraldas e acessórios como pente, hidratantes, desodorantes para finalizar o pós banho

Durante o banho o paciente deve estar protegido do vento e de temperatura ambiente fria, e sempre que possível, o cuidador deve se atentar para o conforto, privacidade e dignidade do paciente, mantendo sempre uma postura ética durante o banho.

Passo a passo – Como realizar o banho no leito de forma correta

  1. Comece pela cabeça. Ao lavar os cabelos, é necessário que ela esteja posicionada na cabeceira da cama, para que a água possa fluir direto para a bacia. Nesse caso, irrigar a cabeça, passar o shampoo, massagear cabeça e fios, e em seguida enxaguar. Se for usar condicionador, repetir o processo. Secar bem a cabeça e enrolar em uma toalha, para proceder com o banho.
  2. Lavar o rosto, pescoço, orelhas, braços e mãos, parte por parte, dobra por dobra, utilizando o algodão molhado embebido em sabonete. Enxaguar com um algodão limpo e secar, sempre parte por parte do corpo, sempre cuidando para proteger com uma toalha seca, as partes já limpas e secas.
  3. Descendo, cuidamos da higiene do tronco – sendo homem ou mulher – lavando bem embaixo das mamas, axilas, tórax e abdômen. Com um algodão molhado, irrigamos cada região, secando cuidadosamente logo em seguida. Cobrimos com a toalha seca e seguimos adiante.
  4. A próxima etapa são os membros inferiores, começando pela virilha e sem seguida, a dobra das pernas e pés, dando atenção aos lugares mais suscetíveis a acumular resíduos que podem causar mal cheiro ou infecções. Novamente, após lavar cada área com o algodão, devemos irrigar com o algodão molhado em água limpa e em temperatura confortável. Feito o enxágue, devemos secar cuidadosamente e cobrir com toalhas limpas e secas.
  5. Finalmente, realizamos a higiene íntima do paciente lavando suas partes genitais. O procedimento varia, mas essencialmente a preocupação em deixar esta região por último é porquê o paciente pode urinar ou evacuar durante o banho.
  6. Tanto no paciente homem quanto na mulher, inicia-se a limpeza pela área frontal. No homem, deve-se abaixar um pouco a glande do pênis, limpando cuidadosamente e observando se há a existência de resíduo de pomada próximo à uretra. Se houver algum resíduo, recomenda-se usar um pouco de óleo (de amêndoas ou de girassol), normalmente já prescrito ao paciente. Na mulher, o algodão é passado por fora dos grandes lábios vaginais. Novamente, há que se ter cuidado para não entrar em contato com a uretra, para evitar infecções urinárias. Tendo feito a higiene e tendo enxaguado, é hora de cuidar da parte posterior. Nesse momento, é necessário que o paciente seja virado (decúbito lateral), para que toda a área posterior do seu corpo possa ser higienizada. Novamente, evitar o uso de pomadas e dar preferência ao óleo prescrito pelo médico, para hidratar e evitar assaduras.
  7. Finalmente, lavamos toda a parte posterior do paciente (costas), encerrando com esta etapa o banho no leito.
  8. Vista o paciente e em seguida, retorne a área do banho ao seu estado original recolhendo os itens utilizados no banho.

Lembre-se sempre que o banho é um conforto para o paciente, e que não apenas ajuda na prevenção de infecções da pele, como também pode contribuir para o relaxamento e autoestima do seu paciente.

Referência:

  1. HUFSC

Porque os carrinhos de emergência ficam lacrados?

Os carrinhos de emergência são lacrados para garantir a integridade e a prontidão dos equipamentos e medicamentos que contêm.

O lacre assegura que o conteúdo do carrinho esteja completo, organizado e não tenha sido utilizado ou comprometido desde a última verificação.

Motivos para ter um lacre em seu carrinho de emergência

  1. Segurança dos Medicamentos: Os carrinhos de emergência contêm medicamentos controlados e outros suprimentos médicos essenciais que precisam ser mantidos seguros e protegidos. O lacre evita o acesso não autorizado e o roubo.
  2. Controle de Inventário: O lacre ajuda a manter o controle do inventário dos suprimentos médicos. Ele garante que todos os suprimentos estejam presentes e contabilizados, e que nenhum item seja removido sem autorização.
  3. Prevenção de Contaminação: Os carrinhos de emergência precisam ser mantidos livres de contaminantes para garantir a segurança do paciente. O lacre impede a entrada de poeira, sujeira e outros contaminantes no carrinho.
  4. Prontidão para Emergências: Os carrinhos de emergência são projetados para serem usados em situações de emergência. O lacre garante que o carrinho esteja pronto para uso imediato, sem atrasos devido à verificação de inventário ou à procura de itens ausentes.
  5. Responsabilidade Legal: Em alguns casos, os hospitais são legalmente responsáveis ​​por manter o acesso seguro aos medicamentos controlados. O lacre ajuda a atender a esses requisitos legais.

O lacre é rompido apenas quando o carrinho é necessário para uma emergência, após o qual ele deve ser reabastecido e relacrado para garantir que esteja sempre pronto para o próximo uso. É uma prática padrão em hospitais e clínicas para manter a qualidade e a eficiência do atendimento de emergência.

Em resumo, os carrinhos de emergência são lacrados para garantir a segurança dos medicamentos, manter o controle do inventário, prevenir a contaminação, agilizar a prontidão para emergências e cumprir as responsabilidades legais.

Referência:

  1. https://uece.br/eventos/enfermaio/anais/trabalhos_completos/472-44406-12042019-202721.pdf

Como abrir um pacote/embalagem estéril?

Uma embalagem ou pacote estéril é um recipiente selado que contém suprimentos médicos ou instrumentos que foram esterilizados para estarem livres de microorganismos.

A própria embalagem também é esterilizada e lacrada de forma a manter a esterilidade do seu conteúdo até ser aberta.

Para que são utilizadas as embalagens estéreis?

As embalagens estéreis são utilizadas para quaisquer procedimentos que exijam um ambiente estéril (por exemplo, cirurgias, curativos, inserções de cateteres). O principal objetivo da utilização de embalagens estéreis é prevenir a contaminação e minimizar o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde.

Tipos comuns de embalagens estéreis

As embalagens estéreis usadas com frequência incluem:

  • Bolsas intravenosas
  • Blisters (por exemplo, suturas, bisturis)
  • Frascos de vidro ou plástico (por exemplo, contendo soro fisiológico, medicamentos)
  • Pacotes peel (instrumentos cirúrgicos)
  • Tubos estéreis (para aplicação de cremes estéreis)
  • Pacotes de bandejas (conjuntos personalizados de instrumentos/suprimentos, [por exemplo, para inserção de cateter])
  • Luvas estéreis

Como deve ser manuseada uma embalagem estéril?

Etapas para evitar contaminação durante o procedimento de abertura:

  • Certifique-se de ter uma superfície limpa e plana para colocar a embalagem (alguns procedimentos podem exigir um campo estéril).
  • Se transferir conteúdo estéril para outro campo estéril, utilize uma pinça estéril ou uma técnica de “derramamento” para líquidos, garantindo que não toca nas superfícies estéreis com objetos não estéreis.
  • Descarte a embalagem em um recipiente apropriado para resíduos após a abertura e uso.

Antes de abrir uma embalagem estéril

  • Verifique a embalagem quanto a umidade ou marcas de sujeira.
  • Verifique se há rasgos ou aberturas.
  • Verifique a data de validade.
  • Verifique se a fita estéril está intacta.

Etapas para abrir uma embalagem estéril

  1. Realize a higiene das mãos.
  2. Segure a embalagem pelas bordas não lacradas (pétalas) com os polegares e separe-a com cuidado.
  3. Segure a embalagem enquanto expõe o item estéril.
  4. O item estéril exposto pode então ser entregue à equipe cirúrgica ou colocado suavemente no campo estéril.

Referência:

  1. Buckner B. Opening sterile surgical packs. J Med Insight. 2024;2024(300.4). doi:10.24296/jomi/300.4.